Apesar do processo de compra da RLAM ainda não ter sido concluído, a Acelen, empresa criada pelo fundo de investimentos Mubadala para administrar a refinaria, criou um site para que os trabalhadores se cadastrem. Sindicato alerta para o "golpe"

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Antes mesmo de assumir o seu posto, a Acelen, empresa criada pelo fundo árabe Mubadala para ser a controladora da Refinaria Landulpho Alves, já vem dando uma amostra da forma como opera, ou seja, através de subterfúgios e falta de transparência.

Apesar do processo de compra da refinaria ainda não ter sido concluído, a Acelen criou um site para “conhecer” os trabalhadores da RLAM. A ideia, segundo a empresa, é que todos os trabalhadores da refinaria se cadastrem neste site.

Mas a realidade é outra. A Acelen quer fazer um cadastro com as informações dos trabalhadores visando à contratação de parte deles após o período de transição, quando a Petrobrás deixará definitivamente a RLAM.

Acontece que o Acordo Coletivo de Trabalho da categoria petroleira garante o emprego na estatal a todos os trabalhadores. Portanto, a Petrobrás tem que garantir a transferência das pessoas para outros estados ou unidades, em caso de venda.

Diante disto, o Sindipetro Bahia e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) orientam a todos os seus representados a não fornecerem informações laborais e suas intenções pessoais, a exemplo do desejo de permanecer ou não na companhia, para a Petrobrás ou a qualquer empresa que tenha como finalidade mapear a categoria para fins de adequação de pessoal que visa à venda da Refinaria Landulpho Alves.

Lembramos ainda que a venda da RLAM – por metade do seu valor de mercado – está envolta em decisões nebulosas e vem sendo contestada judicialmente pela FUP, pelo Sindipetro Bahia e outras entidades representativas dos petroleiros e até mesmo pelo Congresso Nacional.

Em recente artigo publicado no site do PDT, o professor titular de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Gilberto Bercovici, em relação ao processo de privatização da Petrobrás que vem sendo acelerado no governo Bolsonaro afirma que “não se trata de uma simples “quebra de contratos”, a situação é um pouco mais complicada. Empresas e investidores, nacionais ou estrangeiros, que adquiriram, depois do golpe de 2016, recursos do povo brasileiro estão cometendo um crime”.

O professor afirma ainda que “os preços pagos são incompatíveis com o mercado (5) e a situação institucional e política não é exatamente daquelas que inspiram confiança ou segurança. Não houve a realização de nenhuma concorrência pública ou procedimento competitivo, além da violação de inúmeras leis, inclusive a própria lei do Plano Nacional de Desestatização (Lei nº 9.491, de 9 de setembro de 1997), cujo artigo 3º exclui expressamente as atividades de competência exclusiva da União segundo o artigo 177 da Constituição, ou seja, todas as atividades do setor petrolífero, da alienação ou transferência de ativos”.

Portanto, para o professor “o que está ocorrendo com ativos da Petrobrás e outros bens estatais estratégicos deve ser equiparado ao crime de receptação. Afinal, um bem público foi subtraído do patrimônio público de forma ilegal, muitas vezes até sem licitação, e vendido a preço vil. A empresa compradora obviamente sabe o que está adquirindo e a que preço. Não há nenhum terceiro de boa-fé envolvido neste tipo de negócio. A saída democrática para o impasse do desmonte da Petrobrás é uma só: quanto privatizarem, tanto reestatizaremos “

Dessa maneira, nossa orientação é não passar qualquer informação que venha colaborar com esse crime de lesa-pátria e que pode vir a acelerar não só o processo em questão como diminuir o poder de negociação dos trabalhadores no caso da falha dos instrumentos legais que já foram acionados pelo Sindipetro Bahia e pela FUP.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

A direção da Petrobrás continua descumprindo o acordo firmado com o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e segue com a intenção de implantar, unilateralmente, a tabela de turno de 8h na escala 3×2, nas refinarias da estatal. O acordo pactuado no TST garante aos sindicatos a assinatura de Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho, com as tabelas escolhidas legitimamente pelos trabalhadores nas suas respectivas assembleias.

Diante da ilegalidade e da atitude antissindical da gestão da estatal e também levando em conta os prejuízos que a tabela imposta pela Petrobrás vai gerar para os trabalhadores, a FUP orientou os seus sindicatos a realizar assembleias com a categoria, deixando claro a posição contrária da Federação em relação a implantação desta tabela.

Na Bahia, as assembleias abrangendo todas as turmas da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) acontecem de 17 a 23/09. Veja abaixo: 

Calendário de assembleias na RLAM

Sexta (17) – Turma C – 20h

Domingo (19) – Turma E – 8h

Segunda (20) – Turma A – 20h

Quarta (22) – Turma D – 8h

Quinta (23) – Turma B – 20h 

A FUP e o Sindipetro Bahia querem a implantação imediata do acordo firmado no TST, respeitando a vontade soberana dos trabalhadores em assembleias e atendendo aos anseios da categoria.

O Sindipetro Bahia já enviou ofícios ao RH da Petrobrás, deixando claro que não assinará o acordo enquanto a estatal não retirar a cláusula (também imposta) que faz com que os trabalhadores abram mão de direitos passados.

Veja pauta proposta pelo Sindipetro que será analisada pela categoria nas assembleias

• Rejeição da tabela 3×2 implantada unilateralmente pela Petrobrás;

• Reiterar a tabela aprovada em assembleia da categoria e aprovar que seja cobrado administrativamente, judicialmente, ou por mobilizações e manifestações públicas, a imediata implementação do acordo firmado no TST, que garante aos sindicatos a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho, com as tabelas escolhidas legitimamente pelos trabalhadores nas suas respectivas assembleias

• Mobilização da categoria com o corte do apoio operacional nas folgas, a fim de garantir o cumprimento do acordado no TST pela Companhia.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

A direção do Sindipetro Bahia chega nesta quinta-feira (16) à cidade de Alagoinhas para colocar em prática mais uma ação de venda de gás de cozinha a preço justo. Serão vendidos 220 botijões de gás por ordem de chegada e 30 serão destinados às famílias em situação de vulnerabilidade, que serão pré-selecionadas.

O preço do produto que já ultrapassa o valor de R$ 100,00 em muitas localidades, será vendido por R$ 50,00, a unidade e o restante do valor será subsidiado pelo Sindipetro. A ação acontece na Rua Camaçari, nº 163, Barreiro de Cima (Nacional Gás), a partir das 7h.

Há cerca de três anos, o Sindipetro Bahia vem realizando ações do preço justo do gás de cozinha, da gasolina e do diesel. A entidade sindical já percorreu dezenas de cidades da Bahia com a campanha que visa levantar o debate sobre o motivo destes derivados de petróleo estar com os preços tão altos. As ações também buscam ajudar a população em um momento tão difícil de perdas de direitos e inflação galopante, que atingiu no acumulado de setembro de 2020 a agosto de 2021 o índice de 10,42%, de acordo com o INPC.

Para o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, “é muito importante pautar este assunto e esclarecer o que de fato ocorre em relação aos preços dos combustíveis e gás de cozinha, inclusive para dar fim às fake news de que os impostos estaduais são os responsáveis pelos altos preços destes derivados de petróleo. Não são. A culpa é do governo Bolsonaro que insiste em manter a Política de Paridade Internacional (PPI) na Petrobrás, atrelando o preço destes produtos ao dólar e ao valor do barril de petróleo no mercado internacional”.

 [Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em campanha reivindicatória, os trabalhadores da PetroReconcavo construíram a pauta de reivindicações em assembleia virtual que aconteceu no dia 6/09. No dia 8/09 esta pauta foi entregue à direção da empresa. Na sexta-feira (10) aconteceu a primeira reunião de negociação entre a PetroReconcavo e o Sindipetro Bahia.

Com uma inflação galopante que atingiu o índice de 10,42% no acumulado de setembro de 2020 a agosto de 2021, medido pelo INPC, a direção do Sindipetro Bahia está se empenhando para fechar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2021/2022 dos trabalhadores da PetroReconcavo o mais breve possível, mantendo os atuais direitos e reajustando os itens econômicos, como tickets alimentação e refeição e os salários.

“Também queremos o compromisso da empresa de iniciar a discussão sobre um novo plano de cargos e salários que abranja toda a empresa”, afirma o Diretor do Sindipetro, Matos Júnior, conclamando os trabalhadores para que participem das assembleias propostas pelo Sindicato, sejam elas virtuais, ou em alguns casos, presenciais.

Campo de Miranga

Na reunião do dia 10, o Sindipetro também abordou a chegada da PetroReconcavo ao Campo de Miranga, com previsão estabelecida pela Petrobrás para o dia 1º de dezembro.

Os trabalhadores que contratados para trabalhar em Miranga serão, preferencialmente, aqueles que já atuam nas áreas da Petrobrás, neste mesmo campo. “As condições de trabalho serão as mesmas aplicadas pela PetroReconcavo em todos os seus contratos e para que tudo seja feito conforme o acordado, o Sindipetro vai acompanhar esta fase de transição até a instalação final da PetroReconcavo no Campo de Miranga”, explica o Diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

Filiação

Radiovaldo também ressalta a importância da filiação ao sindicato. “Uma categoria só é forte se o seu sindicato também for”, destaca o sindicalista orientando todos aqueles que ainda não sejam filiados que façam isto e que também conversem com os colegas de trabalho para que se filiem ao Sindipetro.

“A entidade sindical oferece uma série de vantagens aos seus associados. Dentre elas, a mais importante é a proteção ao trabalhador. É a tranquilidade de saber que há uma entidade lutando por seus direitos”, afirma Radiovaldo.

Como se filar

Para se filiar, basta entrar no site da entidade sindical (www.sindipetroba.org.br) e clicar no botão filie-se que fica na parte superior do site, do lado direito. Lá você vai encontrar as fichas de filiação para quem é setor privado, da ativa ou aposentado. Baixe a ficha, preencha, assine, digitalize o documento usando um scanner e envie para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Você também pode preencher a ficha e entregar a um diretor do Sindipetro. Após a filiação, será descontado na folha de pagamento do associado o valor referente a 1% sobre a remuneração (salário base+adicionais+horas extras) em favor do Sindipetro Bahia.

• Clique aqui para baixar a ficha de filiação dos trabalhadores do setor privado de petróleo

• Clique aqui para ler a pauta de reivindicações protocolada junto à empresa

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

 
Publicado em Setor Privado

Dando continuidade à ação solidária de venda de gás de cozinha a preço justo, a diretoria do Sindipetro Bahia estará na cidade de Pojuca, neste sábado (11), às 8h, onde o botijão de gás será vendido pelo valor de R$ 50,00.

Serão beneficiadas 100 famílias carentes dos bairros da Liberdade, Los Angeles, Palmeiras e Retiro. Estas famílias serão previamente cadastradas e selecionadas pelo Centro Espírita Boa Nova (Rua Alagoas S/N – Parque Social Los Angeles – Pojuca), que fechou parceria com o Sindipetro para atender pessoas em vulnerabilidade social, que não conseguem adquirir o botijão de gás pelo valor que está sendo comercializado atualmente, ou seja, por cerca de R$ 100,00.

“Nas inúmeras ações solidárias de venda de gás e gasolina a preço justo que estamos desenvolvendo ao longo dos últimos três anos, temos nos deparado com situações muito difíceis. Conhecemos pessoas que voltaram a cozinhar a lenha porque o valor do gás de cozinha representa até 60% do que conseguem ganhar em um mês”, revela o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

Ele esclarece que este foi um dos motivos que levaram o Sindipetro a adotar, desta vez, o método do pré- cadastramento das famílias, que são selecionadas por líderes comunitários ou igrejas dos bairros.

Além do caráter solidário, a ação de venda de gás a preço justo, visa esclarecer a população sobre os motivos dos preços do gás de cozinha, gasolina, diesel, e consequentemente, dos alimentos, estarem tão altos. “A atual política de preços da Petrobras, adotada pelo governo Bolsonaro, é uma das grandes responsáveis por este gatilho inflacionário. A estatal, seguindo orientação de Guedes e Bolsonaro, atrela os preços dos derivados de petróleo ao dólar, apesar dos custos da sua produção ser em real, ou seja, a estatal produz em real, mas vende ao povo brasileiro em dólar”, explica o Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista.

Mata de São João

Na semana passada, no sábado (4), a direção do Sindipetro realizou a campanha de venda do gás a preço justo no município de Mata de São João, onde foram vendidos cem botijões de gás também por R$ 50,00, a unidade.

Apesar da grande procura, não houve confusão e todos saíram satisfeitos com a oportunidade de poder participar da ação. Em conversa com os moradores, os diretores do sindicato explicaram como funciona atualmente a política de preços da Petrobrás, responsável pelos constantes aumentos dos preços dos derivados do petróleo, e que poderia ser mudada se o governo Bolsonaro quisesse. 

Veja as fotos da ação

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em Petróleo

Entidade convoca petroleiros para ocupar as ruas pelo fora Bolsonaro

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Com quase 15 milhões de desempregados, botijão do gás de cozinha a R$ 100,00, o litro da gasolina beirando os R$ 7,00, inflação perto de alcançar os dois dígitos, alimentos caríssimos, aumento da conta da energia elétrica, risco de apagão e mais de 500 mil brasileiros mortos pela Covid-19, os trabalhadores, movimentos sociais, sindicais, eclesiais e da juventude, vão ocupar as ruas no 7 Setembro, para protestar e pedir o impeachment de Bolsonaro, o pior presidente que o Brasil já teve.

A direção do Sindipetro Bahia estará presente aos atos nas cidades do Salvador, Feira de Santana e Alagoinhas, e convoca a categoria petroleira a participar do movimento urgente e legítimo, que também faz parte do 27º Grito dos Excluídos, construído por igrejas, pastorais e movimentos sociais, em defesa da vida e da população mais desemparada e que tem, como lema “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!”.

Como parte do protesto contra Bolsonaro, o Sindipetro Bahia vai distribuir 300 quilos de feijão à população, “para mostrar ao presidente que o povo está passando fome e precisa de feijão e não de fuzil”, afirma o Coordenador Geral do Sindipetro, Jairo Batista, se referindo à Bolsonaro que chamou de “idiota” quem diz que tem que comprar feijão no lugar de fuzil. “Tem que todo mundo comprar fuzil, pô”, disse o mandatário da República.

“Às vésperas do 7 de Setembro, uma das datas cívicas mais importantes do país, o presidente da República aposta todas as suas fichas na tentativa de criar instabilidade institucional e tumultuar”, lamenta o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa. “É o capitão da discórdia e da arruaça, que continua, impunemente, com ameaças golpistas às instituições como o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal Eleitoral. Mas suas ameaças não vão nos intimidar, nós os verdadeiros patriotas, também estaremos nas ruas no 7 de Setembro”, declara.

Bandeiras de luta

São várias as bandeiras de luta que serão empunhadas pelos participantes, como a defesa da soberania nacional, mais empregos, fim do sucateamento do serviço público e das privatizações e da retirada de direitos dos trabalhadores, da população mais vulnerável, das comunidades quilombolas e indígenas. E ainda pela educação, cultura e saúde, que estão sendo aniquiladas pelo governo Bolsonaro.

A manifestação também vai chamar a atenção para os inúmeros crimes de responsabilidade que vêm sendo cometidos pelo governo Bolsonaro, para as denúncias de rachadinha que envolvem a família do presidente e para os milhões de brasileiros mortos pela Covid-19, sendo que muitas destas mortes poderiam ter sido evitadas se não houvesse no Ministério da Saúde um esquema de negociação para compra de vacina por valor três vezes mais alto do que o normal, como vem sendo denunciado e apurado na CPI da Covid.

Publicado em Movimentos Sociais

Para denunciar a política de preços da atual gestão da Petrobrás no governo Bolsonaro – responsável pelos sucessivos  aumentos dos preços do gás de cozinha, gasolina e diesel – e amenizar a difícil situação que os baianos estão passando, o Sindipetro Bahia vai dar continuidade à sua ação do preço justo do gás de cozinha, subsidiando boa parte do valor do produto.

No sábado (28), às 9h, diretores do Sindipetro  Bahia estarão no Distrito de São Brás, em Santo Amaro, na praça João Damasceno Borges, em frente ao Restaurante Frutos do Mar, realizando a campanha do preço justo. Cinquenta botijões de gás serão vendidos ao valor de R$ 50,00, a unidade para as primeiras pessoas que chegarem ao local, levando o botijão vazio.

Com o valor do botijão de gás ultrapassando os R$ 100,00, e acumulando no ano um aumento de 29,3%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), uma boa parte da população brasileira voltou a cozinhar a lenha, pois este derivado do petróleo não cabe mais no orçamento de muitos pais e mães de família. Muita gente não sabe, mas o motivo da disparada do preço é a política de reajustes implementada pela atual direção da Petrobrás, baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI). O que quer dizer que a Petrobrás produz em real, mas vende seus produtos para a população em dólar.

Durante a ação em São Brás, os diretores vão explicar para a  população que o preço do gás de cozinha pode ser bem menor se o governo Bolsonaro mudar a politica de preços da Petrobrás, o que está se recusando a fazer.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Justiça também ordenou a devolução dos valores cobrados a mais

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Em decisão de mérito (definitiva no primeiro grau), o juiz José Arnaldo de Oliveira, da 18º Vara do Trabalho de Salvador, deu ganho de causa ao Sindipetro Bahia na ação coletiva em relação aos descontos da AMS, reconhecendo o argumento da assessoria jurídica da entidade sindical de que a Petrobrás e a Petros estão descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ao não priorizar os descontos da AMS no contracheque da categoria, o que levou aos aumentos abusivos com grande prejuízo para a categoria, principalmente para os aposentados e pensionistas.

Em sua decisão, o juiz determinou que a Petrobrás e a Petros voltem a implementar “a margem consignável de 13% (treze por cento) para desconto em folha de pagamento referentes à participação no custo dos atendimentos para a AMS de aposentados e pensionistas”. O magistrado deu um prazo de 60 dias contados da publicação da sentença para que as empresas cumpram a decisão, sob pena de multa diária de R$ 5.000,00, limitada a R$ 200.000,00. Determinou ainda que a Petrobrás e a Petros devolvam todos os valores cobrados acima dos 13%, desde o mês de janeiro.

O juiz fez uma análise detalhada da norma do ACT, entendendo que a interpretação do acordo narrado pelo Sindipetro na ação coletiva estava correta. Uma prova disto foi dada pela própria Petros, que ao se manifestar no processo reconheceu que, de fato, não está priorizando a AMS, mas os próprios descontos da Fundação.

Veja um trecho da sentença : “Deve-se ter em conta que existe o caput da cláusula coletiva, a qual prevê o desconto de 30% para todos os beneficiários, cuja redação inclui empregados, aposentados e pensionistas. E, por se tratar de categoria especial de beneficiários, os aposentados e pensionistas “ganharam” previsão, de igual forma, especial, para que o aumento da margem ficasse condicionado à priorização dos descontos da AMS pela PETROS. Entender o contrário, além de representar afronta à técnica interpretativa legislativa, importa violação à boa fé objetiva que deve permear desde as tratativas iniciais até a celebração dos negócios jurídicos (art. 113 do Código Civil)”.

O Sindipetro Bahia é o sexto sindicato fupista a obter vitória na justiça em relação as ações que tramitam em cada estado na tentativa de acabar com os descontos abusivos da AMS, mas pelo que o sindicato tem conhecimento essa é a primeira decisão em que o juiz manda devolver os valores descontados indevidamente.

Para o assessor jurídico do Sindipetro, Clériston Bulhões, “o juiz deu um prazo mais do que suficiente, para que a Petros e a Petrobrás possam adequar o seu sistema para cumprir a decisão, evitando que as empresas peticionem pedindo alargamento do prazo. Mas é importante ressaltar que o juiz determina que a sentença seja cumprida em até 60 dias, o que esperamos é que diante da decisão e do reconhecimento judicial de que as margens dos descontos foram indevidas, as rés cumpram com a máxima brevidade o comando sentencial”.

A direção do Sindipetro Bahia parabeniza e agradece todos aqueles que confiaram na entidade sindical e também ressalta o bom trabalho que vem sendo feito por sua assessoria jurídica. “O ato realizado em frente ao TRT no bairro do Comércio foi também um importante fator que pode ter sensibilizado o juiz em sua decisão, uma vez que os aposentados e pensionistas conseguiram mostrar para a sociedade todo o drama que estão vivendo”.

Diante da decisão final do juiz, o Sindipetro Bahia, em nome do respeito e da dignidade, solicita que a Petros agilize o que tem de ser feito, se adeque e passe a cumprir a lei porque a justiça já reconheceu que o desconto que vem efetuando é indevido.

Clique aqui para ler a íntegra da decisão do juiz

Publicado em APOSENTADOS

Os petroleiros da Bahia participam nesta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), às 16h, de um encontro com o ex-presidente Lula, que desembarca em Salvador para cumprir uma agenda de dois dias com o objetivo de debater os caminhos para que a região Nordeste retome o ciclo de crescimento e desenvolvimento social. O combate à fome também faz parte das discussões propostas por Lula que já passou pelos estados de Pernambuco, Ceará, Maranhão e Piauí em sua Caravana pelo Nordeste.

O encontro na ALBA intitulado “Combater a Fome e Reconstruir o Brasil” contará com a presença de representantes de movimentos sociais e sindicais. O Coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar e o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, vão participar do evento representando a categoria petroleira.

Os lideres sindicais vão entregar uma “Carta dos Petroleiros” ao presidente, reconhecendo a sua contribuição histórica em defesa da democracia, da justiça e inclusão social, da liberdade e autonomia sindical, da representatividade da classe trabalhadora e do fortalecimento das empresas públicas, em especial a Petrobrás. Na carta, os petroleiros também propõem um pacto pela Petrobrás e seus trabalhadores próprios e terceirizados, pela Bahia e pelo Nordeste.

Devido à pandemia da Covid -19, como vem sendo divulgado, os encontros estão sendo restritos a grupos determinados, cumprindo todas as regras de prevenção ao vírus, como o uso de máscara, álcool em gel e distanciamento entre as pessoas.

Agenda de Lula na quinta-feira (26)

No começo da manhã, o ex-presidente Lula fará uma visita à Policlínica de Salvador, no bairro de Narandiba. Às 11h, dará uma coletiva para veículos de imprensa. Às 12h participa de reunião, no Hotel da Bahia, com presidentes da base aliada do governador Rui Costa, que terá as presenças de representantes do PSD, PP, PSB, PCdoB, POM e Avante.

Por volta das 16h, Lula se dirige à Senzala do Barro Preto, na Liberdade, onde participa de encontro com representantes do movimento negro da Bahia.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em Movimentos Sociais

Uma manifestação na manhã desta terça-feira (24) em frente ao Terminal Marítimo de Madre de Deus da Transpetro, reuniu trabalhadores e representantes do Sindvigilantes, Sindmetropolitano, Siticcan e Sindipetro Bahia.

A mobilização conjunta teve como objetivo protestar contra a tentativa da empresa Guardsecure de retirar direitos de seus trabalhadores, de chantagear e ameaçar demitir todos para contratar novos empregados com condições trabalhistas rebaixadas.

Os sindicatos não aceitam esta pressão e nem a postura da empresa e reivindicam a intervenção da Transpetro nesta questão para que a Guardsecure respeite os trabalhadores e a Convenção Coletiva de Trabalho.

A manifestação também teve como objetivo denunciar o atual modelo de contratação da Petrobrás, que está causando incontáveis prejuízos aos trabalhadores terceirizados por estar, entre outros problemas, levando as empresas contratadas a não honrar com seus compromissos e dar calote nos trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em Setor Privado
Página 1 de 7

Image

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.