Plenafup destaca protagonismo dos petroleiros na defesa da soberania e por Lula Livre

Com a participação de petroleiros de todo o país, teve início nesta quarta-feira (01/08), no Rio de Janeiro a VII Plenária Nacional da FUP, com o desafio de construir um amplo calendário de lutas contra a privatização do Sistema Petrobrás e do Pré-Sal e pela retomada do projeto popular democrático que foi desmontado pelo golpe. A VII Plenafup, que tem como tema “[email protected] pelo Brasil: Reagir, lutar, vencer”, prossegue até domingo (05), com a presença de cerca de 250 trabalhadores e convidados.

A abertura do evento foi realizada na quadra da escola de samba Paraíso do Tuiuti, que no carnaval deste ano fez um desfile repleto de críticas aos golpistas. A agremiação levou para a Passarela do Samba uma alegoria gigante de Michel Temer caracterizado como vampiro, “manifestantes fantoches” fantasiados de paneleiros com camisetas da CBF, patos da Fiesp controlados pelas mãos gigantes da mídia, entre outros destaques.

A cerimônia contou com a participação de representantes das centrais sindicais – CUT e CTB, das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e de diversos movimentos sociais que têm marchado ao lado dos petroleiros nas lutas em defesa da soberania nacional e pela retomada de democracia, como MST, MAB, MPA, Levante Popular da Juventude, UBES, além da CNQ, do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. Também participaram da abertura da Plenafup o coordenador licenciado da FUP e pré-candidato a deputado federal pelo PT/RJ, José Maria Rangel, e a colombiana Sonia Milena López Tuta, presidente da Fundação Joel Sierra e integrante do Congreso de Los Pueblos Capitulo Centro Oriente.

“Luta de classe é luta política”, afirma o presidente da CUT

Os convidados enfatizaram em suas falas que a tarefa primordial da classe trabalhadora organizada e dos movimentos sociais e populares é a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura será lançada no próximo dia 15 em Brasília. “A luta hoje é ideológica e política. É nós contra eles (os golpistas). Ou nós os derrotamos ou eles nós derrotam. Luta de classe é luta política, é luta ideológica contra a direita”, ressaltou o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Ele ressaltou que o imenso apoio popular à candidatura de Lula é a prova de que os trabalhadores estão vencendo o debate ideológico.  “Eles (os golpistas) achavam que com Lula preso, nós estaríamos derrotados. O Lula sozinho ganha a eleição no primeiro turno. Por isso, eles ficam tentando incutir na cabeça dos trabalhadores que sindicato não é para discutir política, nem disputar eleição, que sindicato é só para discutir emprego, salário e condição de trabalho. Eles sabem que, se a gente não fizer política, eles fazem e mandam na gente. Temos que disputar todos os espaços de representação dos trabalhadores”, afirmou o presidente da CUT.

“O golpe foi dado no Parlamento, com apoio financeiro e da mídia, porque mais de 400 dos 513 deputados federais são bancados pelos empresários. Eleger Lula é essencial, mas para nós derrotarmos os golpistas, precisamos aumentar a quantidade de trabalhadores representados no Congresso Nacional”, ressaltou Vagner, informando que um dos projetos da CUT é a democratização do Congresso Nacional.

 “Estamos diante de dois projetos: civilização ou barbárie”, afirma José Maria Rangel

Em sua saudação aos petroleiros e demais convidados da VII Plenafup, José Maria Rangel, relembrou a trajetória de lutas da categoria petroleira, ressaltando que FUP sempre teve a coragem de defender Lula em todos os seus fóruns. “Nós nunca tivemos vergonha de dizer qual é o nosso lado, pois sempre soubemos que estávamos vivendo o tempo todo uma luta de classes”, ressaltou.

José Maria destacou que o povo brasileiro está diante de dois projetos políticos radicalmente opostos nas eleições deste ano. “Ou será a civilização ou será a barbárie. Porque o que está aí, sem referendo do voto popular, retirando direitos da classe trabalhadora, aumentando a miséria e a fome, entregando o nosso patrimônio público, imagine o que esses caras podem fazer se eles forem legitimados pelo voto, nessas eleições? Eles vão acabar de entregar o nosso país”, afirmou José Maria, lembrando que os petroleiros são decisivos nesta disputa.

“A Petrobrás está no centro do golpe e nós petroleiros jamais nos furtamos de enfrentar os golpistas. Por isso nossa categoria é respeitada em todo o país. Fomos os primeiros a entender o que estava em jogo, a denunciar e a enfrentar o golpe”, ressaltou o coordenador licenciado da FUP, destacando que a VII Plenafup será fundamental para reafirmar o compromisso de luta da categoria.

 “A história da nossa camisa é a história da nossa resistência”, afirma Simão Zanardi

 O coordenador em exercício da FUP, Simão Zanardi Filho, iniciou sua fala, com uma saudação ao ex-presidente Lula, reafirmando a solidariedade dos petroleiros e o apoio da categoria à sua candidatura por entender que ele é um preso político do golpe que foi dado no país. Ele destacou a importância do jaleco laranja dos petroleiros ter se tornado símbolo de resistência nas jornadas de lutas da classe trabalhadora em defesa da soberania, da democracia, contra o golpe e contra a prisão política de Lula.

“Nos orgulhamos de sermos uma grande brigada laranja nessas lutas. Essa camisa tem muita história para contar e a história dessa camisa é hoje a história da resistência dos petroleiros contra o golpe. Nós demos um passo importante ao reafirmar que Lula é nosso candidato, daremos um passo mais importante que é reeleger Lula e depois disso teremos uma missão que é fazer Lula governar porque as forças da direita não querem Lula candidato”, ressaltou Simão.

Ele lembrou que a categoria irá discutir na VII Plenafup estratégias de luta contra a privatização e contra o golpe, que passam por deliberações que serão fundamentais para o futuro não só dos petroleiros, como da classe trabalhadora como um todo. “As mobilizações dos dias 10 (Dia do Basta) e 15 de agosto (Ocupa Brasília para lançamento da candidatura de Lula) serão as primeiras das grandes lutas que os petroleiros travarão nesse segundo semestre”, afirmou Simão.

[FUP]