updated 11:28 AM CDT, Jun 23, 2018
Domingo, 24 de Junho de 2018

Petroleiros e Eletricitários podem entrar em greve contra as privatizações

[Via CUT]

Com o ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) prestes a vender as estatais mais rentáveis do país a preço de banana, eletricitários e petroleiros intensificam a agenda de assembleias, atos e manifestações para protestar contra o desmonte das empresas públicas e alertar a população sobre as perdas sociais irreparáveis que a privatização provoca.

Na manhã desta quinta-feira (26), próximo à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, os petroleiros fizeram um ato público com o objetivo de mostrar as arbitrariedades que estão acontecendo dentro da empresa desde que o golpe de 2016 foi consolidado.

Entre a próxima segunda-feira (30) e o dia 12 de maio, os sindicatos de petroleiros do Brasil farão assembleias com os trabalhadores e trabalhadoras de todas as unidades da companhia para deliberar a paralisação.

No dia 1º de Maio, as assembleias serão realizadas nas trocas de turno.

Após o dia 12, os dirigentes da FUP farão um balanço dos resultados das assembleias e decidirão a data da paralisação.

Cada dia está mais forte a efetivação da venda da Petrobras, após o anúncio pela diretoria da empresa, na semana passada, da venda de quatro refinarias e de vários terminais e dutos. Isso alertou os petroleiros que ainda não acreditavam que seriam prejudicados com a política de desmonte dos golpistas.

“Deu uma chacoalhada nos trabalhadores e trabalhadoras que estavam incrédulos, achando que iam passar ilesos desse processo”, admitiu José Maria Rangel, coordenador geral da FUP.

Eletricitários ameaçam parar durante Copa do Mundo

Os trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico não tiveram uma única resposta da direção da empresa sobre as propostas da categoria que está em campanha salarial.

“Tivemos um dia de paralisação, no último dia 16, e agora os sindicatos se reúnem para definir as datas das próximas paralisações, em conjunto com atos contra a privatização e contra o desrespeito que esse governo golpista tem tratado a categoria”, diz Carlos Alberto Alves, presidente do Sinergia Campinas.

Os eletricitários também participarão de atos neste 1º de Maio, que além da luta por Lula Livre, encamparão a defesa das estatais e contra a privatização do setor elétrico. Um grande ato também está sendo programado para o final de Maio em conjunto com diversos movimentos sociais contra privatização da Cesp, de São Paulo.

Para Carlos Alberto, a situação crítica do sistema faz parte do golpe de 2016 cujo objetivo sempre foi implementar um sistema neoliberal.

“Nossa democracia está no limbo. Os golpistas tentam impor a agenda deles e os trabalhadores têm de resistir com sua capacidade de organização e movimentos nas ruas”, diz Carlos.

Segundo ele, por trás desse processo da privatização da Eletrobras está o controle da água do país, já que grande parte da energia elétrica vem das hidrelétricas, cujo principal produto é a água. “Os golpistas querem o controle desse bem público”, alerta o dirigente.

Greve dos eletricitários

O presidente do Sinergia Campinas, Carlos Alberto Alves, diz ainda que os trabalhadores do setor elétrico podem entrar em greve durante o período da Copa do Mundo.

“Vão ficar vulneráveis a manutenção e a recomposição dos equipamentos”.  

Deputados estaduais de São Paulo lançam Frente Parlamentar contra a Privatização da Eletrobras

Na tarde desta quinta-feira (26), foi lançada na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar contra a Privatização da Eletrobras.

A iniciativa, criada pelos parlamentares Alencar Santana e Márcia Lia, ambos do PT, pretende mobilizar a população e a Assembleia Legislativa de São Paulo para impedir a privatização da Eletrobras e do que restou da Companhia Energética de São Paulo (Cesp).

“Vamos fazer esse enfrentamento na Assembleia Legislativa, mobilizar, fazer atos.Entendemos que energia não é mercadoria, energia é para impulsionar o desenvolvimento”, afirmou Márcia Lia, vice-coordenadora da frente parlamentar recém-criada, e que conta com a adesão de deputados do PT, PCdoB, Psol e “até do DEM”.

[Por Luciana Waclawovsky e Rosely Rocha, especial para Portal CUT]

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