updated 7:29 PM BRST, Nov 24, 2017
Sábado, 25 de Novembro de 2017

Petroleiros estão aprovando indicativo da FUP de greve de 24 horas na quarta

FUP

 

Assembleias já terminaram no Amazonas e no Rio Grande do Norte e prosseguem até amanhã na maioria das bases

As assembleias estão aprovando massivamente os indicativos da FUP de rejeição da proposta apresentada pela Petrobrás e aprovação da greve de 24 horas na quarta-feira, 26. No Rio Grande do Norte e no Amazonas, os sindicatos já encerraram as assembléias com ampla aprovação dos indicativos. No Paraná e em Santa Catarina, os petroleiros avaliam ainda hoje os indicativos da FUP nas assembleias que serão concluídas a noite. No Norte Fluminense, as assembleias foram realizadas no final de semana nas plataformas, onde mais de 90% dos trabalhadores aprovaram os indicativos da FUP.

Em Minas Gerais, Ceará, Bahia, Duque de Caxias, Pernambuco/Paraíba, Rio Grande do Sul e Unificado do Estado de São Paulo, as assembleias serão encerradas nesta terça-feira (25). No Espírito Santo, os trabalhadores também estão aprovando os indicativos da FUP nas assembléias que prosseguem até quinta-feira (27).

Trabalhadores da Recap, em Mauá (SP) participam de assembleia

O sentimento geral dos petroleiros é de indignação com a proposta que foi apresentada no dia 19 pela Petrobrás. O aumento real proposto pela empresa (entre 0,9% e 1,2%) além de não contemplar a reivindicação dos trabalhadores, está aquém do que tem sido conquistado por outras categorias.

Estudo do Dieese baseado em 370 negociações coletivas do primeiro semestre deste ano apontou que 97% das categorias conquistaram reajustes que, em média, representaram 2,23% de aumento real acima do INPC. Segundo o Dieese, foi o melhor resultado das negociações salariais desde 1996.

A greve de 24 horas na quarta-feira, 26, será de advertência. Na sexta-feira, 28, o Conselho Deliberativo da FUP volta a se reunir para discutir um calendário de luta mais contundente. Bancários e trabalhadores dos Correios já estão em greve em todo o país. Portanto, se a Petrobrás não apresentar uma nova proposta com avanços significativos, os petroleiros poderão ser a próxima categoria a cruzar os braços.

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Última modificação emTerça, 25 Setembro 2012 16:57