Quarta, 12 Setembro 2018 18:57

Resistir é preciso: não assine o PCR!

Matérias na internet, no Facebook, nas listas do Whatsapp e em mensagens por e-mail. Também teve capa de jornal, manifestações, rodadas de bate-papos sindicais e palestras nas bases envolvidas com advogados e dirigentes sindicais. Tudo para alertar a categoria sobre os riscos de aderir ao Plano de Cargos e Remunerações (PCR) que a empresa tenta vender à categoria.

 Agora, na reta final – o prazo estipulado pela empresa para adesões termina na sexta-feira (14) – o Sindicato reforça todos os avisos feitos até o momento: não assine o PCR!

 O Sindipetro assumiu a responsabilidade de fazer os alertas sobre os prejuízos, jurídicos e econômicos, que o PCR causa. Ele traz retrocessos nas progressões de carreira, com o fim do avanço automático em 24 meses, suprime uma série de carreiras, legaliza o desvio de função e pode trazer prejuízos às ações jurídicas em andamento, entre outras ilegalidades e malefícios.

 

Confira abaixo o rol de publicações do Sindicato sobre o PCR:

 

 Sindicato Alerta! Não assine o PCR da Petrobrás

http://www.sindipetroprsc.org.br/site/index.php/noticias/item/3321-sindicato-alerta-nao-assine-o-pcr-da-petrobras

 

PCR é cilada!

http://www.sindipetroprsc.org.br/site/index.php/noticias/item/3340-pcr-e-cilada

 

FUP e FNP contra o PCR

http://www.sindipetroprsc.org.br/site/index.php/noticias/item/3341-fup-e-fnp-contra-o-pcr

 

Sindicato promove palestras sobre o PCR

http://www.sindipetroprsc.org.br/site/index.php/noticias/item/3346-sindicato-promove-palestras-sobre-o-pcr

 

Manifestações exigem pagamento da PR para todos e alertam para o golpe do PCR

http://www.sindipetroprsc.org.br/site/index.php/noticias/item/3355-manifestacoes-exigem-pagamento-da-pr-para-todos-e-alertam-para-o-golpe-do-pcr

 

Sindicato realiza série de bate-papos na Repar

http://www.sindipetroprsc.org.br/site/index.php/noticias/item/3361-sindicato-altera-datas-dos-bate-papos-na-repar

 

Vídeo: apresentação sobre o PCR

https://www.youtube.com/watch?v=SMtZ73bY2mg

 

Vídeo: Sindicato Alerta! Não assine o PCR!

https://www.youtube.com/watch?v=OJbTebKZTf0

 

Jornal: Edição Nº 1407

http://www.sindipetroprsc.org.br/site/index.php/publicacoes/jornal/item/3330-edicao-n-1407

[Via Sindipetro-PR/SC]

A diretoria do Sindipetro-NF e a categoria petroleira realizaram nesta quarta, 12, em Cabiúnas mais um Dia de Luta pela Incorporação dos Trabalhadores da Transpetro, que durou cerca de três horas. Desde a greve de 2015, o sindicato e os trabalhadores querem a incorporação dos cedidos da Transpetro à Petrobrás, assunto que já foi tema de várias reuniões, mas que no entendimento do NF só depende de vontade política.

Em junho do ano passado, os NF recebeu denúncias de que devoluções de cedidos à Transpetro estavam sendo realizadas e totalizaram cinco companheiros desde que a gestão da unidade retornou para a Petrobrás. Esses trabalhadores que foram devolvidos não tinham posto de trabalho garantido na região e nem garantia de manutenção do seu regime original.

Na época o NF descobriu não havia qualquer desativação da unidade/atividade que justificasse a retirada das pessoas da unidade. Isso só comprovava a existência de um projeto de devolução gradual dos cedidos que poderá prejudicar um grande número de trabalhadores. Por esse motivo, o sindicato cobrou um posicionamento claro da empresa sobre o futuro dos aproximadamente 450 cedidos da Transpetro no UTGCAB.

Entenda o histórico

O Sindipetro-NF e a FUP construíram a Pauta Brasil no ano de 2015 que culminou com uma greve nacional, quando os petroleiros e petroleiras resistiram a um projeto de desmonte da Petrobrás. 

Foi incluída na Pauta pelo Brasil, o item 8. que diz que “A COMPANHIA envidará esforços junto ao governo para a incorporação integral de sua subsidiária PETROBRÁS TRANSPORTE –“TRANSPETRO S.A, devendo, ao final do processo, assumir suas atividades como controladora”.
Após a greve terminada em todo país, as bases do Norte Fluminense mantiveram o movimento por mais uma semana, sendo um dos motivos, a necessidade de abertura de um canal de comunicação para tratar da incorporação dos trabalhadores da Transpetro de Cabiúnas à Petrobrás.

Em janeiro de 2016, aconteceu a primeira reunião onde a Gerente de RH da Transpetro alegou ter um parecer do jurídico da empresa que alertava que não era possível adotar a incorporação. Esse fato foi contestado pela assessoria jurídica do sindicato, que tem parecer favorável a incorporação. Durante esse processo, a Petrobrás mostrou interesse em incorporar os trabalhadores, mas a Transpetro tem se mostrado resistente. O que a subsidiária oferece é a cessão.

O sindicato vem alertando nas setoriais com os trabalhadores da base de Cabiúnas que as devoluções iriam acabar ocorrendo de forma gradativa e, de fato, o processo iniciou. Como sempre nenhum dos gestores envolvidos se compromete a escrever isso. Para mudar essa situação, só a mobilização efetiva da categoria com apoio do NF terá algum resultado.

[Via Sindipetro-NF]

Um dirigente sindical do Sindipetro-PE/PB, que atua na Paraíba, recebeu no dia 09 de junho de 2016 uma aplicação de sanção disciplinar de 15 dias de “SUSPENSÃO” ao trabalho por incidente ocorrido no terminal de Cabedelo.

Surpreso e irresignado com a punição, o diretor sindical tentou apresentar sua defesa, mas foi ignorado pelos “Todo-poderosos” Gerente Executivo de Operação de Dutos e terminais N / N E / S E e G e r e n t e G e r a l d o N o r d e s t e Setentrional que nem sequer emitiram resposta ao recurso do empregado.

O grande problema é que essas divindades da TRANSPETRO, que se acham portadores da verdade e da decência, montaram uma comissão tendenciosa e aplicaram a sanção disciplinar sem conhecer os fatos e sem ouvir todos os envolvidos.

Outrossim, não houve a mínima credibilidade na Comissão que apurou os fatos, haja visto que no relatório desta comissão as páginas que demonstravam a inocência do empregado foram misteriosamente perdidas. Vejamos trecho da decisão da 2ª turma do
Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba:

“Acrescente-se a tudo isto a circunstância de que a s p e ç a s d o D o c u m e n t o I n t e r n o D I P TP/DDT/DTNNESE n. 40/2016, por meio do qual foram realizados os trabalhos da Comissão deApuração, apresentam lacunas que não foram justificadas pela empregadora. Com efeito, os depoimentos dos trabalhadores xxxxxxxxx xxxxxx e xxxxxxxxx xxxxxxx, ouvidos como testemunhas no processo administrativo, encontram-se incompletos, faltando-lhes páginas substanciais. A empresa não esclarece o motivo pelo qual deixou de anexar as páginas 2 das respectivas declarações (ID. 56b68b9 - Págs. 7-11), o que reforça, ainda mais, a nulidade do procedimento.”

Importante ressaltar que as mentiras das marionetes da empresa proferidas contra o dirigente sindical na audiência de instrução não resistiram a uma análise imparcial, fática e jurídica da justiça trabalhista que anulou a sanção disciplinar de suspensão. Ademais, a nulidade da suspensão cala a boca de alguns gerentes mexeriqueiros que tiveram o prazer de se vangloriar para seus subordinados que o dirigente sindical da Paraíba havia sido punido com a suspensão de 15 dias.

A nulidade da sanção disciplinar e a devolução do valor subtraído foi decretada em decisão de 1ª instância de 9 de novembro de 2017 e reforçada em decisão de 2ª instância de 24 de maio de 2018. O processo transitou em julgado no dia 22 de agosto de 2018, não cabendo mais recursos.

[Via Sindipetro-PE/PB]

No 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, a diretoria do Sindipetro Bahia ocupou as ruas do Centro de Salvador para participar  do 24º Grito dos Excluídos. 

Os petroleiros e petroleiras fizeram parte do parte do Bloco da Soberania, e juntamente com a Frente Brasil Popular, deram visibilidade à luta contra a privatização do Sistema Petrobrás, do Pré-Sal e da Eletrobrás, reivindicando ainda a retomada do projeto popular democrático por um país independente e soberano. Os petroleiros também levaram a luta por um Brasil soberano para as ruas das cidades de Feira de Santana e Alagoinhas.

Grito dos Excluídos - É um conjunto de manifestações populares que ocorrem no Brasil, desde 1995, ao longo da Semana da Pátria, que culminam com o Dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro. Estas manifestações têm como objetivo dar visibilidade aos excluídos da sociedade, denunciar os mecanismos sociais de exclusão e propor caminhos alternativos para uma sociedade mais inclusiva.

Sua origem remonta à Segunda Semana Social Brasileira, promovida pela Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre 1993 e 1994, quando estava à frente da Pastoral Social o bispo Dom Luiz Demétrio Valentini. Embora a iniciativa esteja diretamente ligada à CNBB, desde o início diversos organismos participam do movimento: as igrejas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, movimentos sociais, organizações e entidades envolvidas com a justiça social.

As manifestações são variadas: celebrações, atos públicos, romarias, caminhadas, seminários e debates, teatro, música, dança e feiras de economia solidária.

[Via Sindipetro Bahia / Wikipédia]

Ao longo de sua história, a categoria petroleira sempre se destacou pela visão crítica e pragmática nas suas análises e decisões. Entretanto, parece que essa postura realista tem se confundido com certo derrotismo por parte da categoria.

Não adiantaria resistir ao PCR, já que perderemos nossos direitos no próximo ACT. Não adiantaria negar a assinatura da PLR, já que não conseguiremos que a Fafen-PR tenha seus direitos reconhecidos. Não adiantaria denunciar situações de insegurança em nossas unidades, já que as denúncias não vão dar em nada. Não adiantaria lutar pela eleição de nossos candidatos, já que eles não terão chances ou serão impedidos pelos “verdadeiros donos do poder”. Não adiantaria lutar contra a prisão injusta de Lula, já que eles não deixarão que ele saia da cadeia.

É natural que, por vivenciarmos um golpe e sentirmos na pele as suas consequências, certo desânimo e pessimismo afetem a nossa análise da realidade. O que não podemos deixar é que as dificuldades colocadas pela conjuntura atual nos impeçam de sequer entrar em campo para virar esse jogo. Em resumo: se nem tudo parece bom, nem tudo está perdido!

Quem diria que conseguiríamos dificultar tanto as privatizações dentro da Petrobrás? Quem diria que conseguiríamos barrar a Reforma da Previdência? Quem diria que conseguiríamos manter conquistas históricas de nosso ACT? Quem diria que conseguiríamos derrubar Pedro Parente? Quem diria que ainda teríamos candidatos de esquerda com chances reais de ganhar nessas eleições? Quem diria que Lula, mesmo preso, seguiria favorito nas pesquisas eleitorais?

Se o golpe nos trouxe tempos difíceis, as perspectivas não são de tranquilidade para o próximo período, até mesmo em caso de vitórias eleitorais para a classe trabalhadora. No entanto, se não é bom entrar no clima de “já ganhou”, também não podemos entrar na onda do “já perdeu”. Como nos orienta o filósofo italiano Antonio Gramsci, sigamos pessimistas na razão e otimistas na ação.

[Via Sindipetro-MG]

Varias entidades da Categoria Petroleira levaram ao CEPE 2004, na manhã do sábado (1/09), dezenas de aposentados, pensionistas e trabalhadores da ativa.

Em meio a um golpe de estado e amargando perdas de direitos e ataques ao Sistema Petrobrás, os petroleiros procuram alternativas e formas de organização para garantir direitos históricos, como a Petros e a AMS, que se encontram sob forte ameaça.

Estiveram presentes representantes da FUP, da FNP, da FENASPE, da ASTAPE-BA, da AEPET-BA, da ABRASPET, da AMBEP, do GDPAPE, dos MARÍTIMOS, do CEPE-SSA, do CEPE-2004, do CEPE-Mataripe, da APAPE e da FEASAPEB.

O objetivo do encontro foi dar oportunidade à categoria de ouvir os representantes dessas entidades e conhecer o que está sendo feito para evitar os retrocessos impostos pelo governo Temer e a atual gestão da Petrobrás.

O coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, lembrou que toda a categoria (aposentados, pensionistas e ativos) está correndo riscos em relação ao direito à Petros e AMS, citando também o PCR como um grande prejuízo para os trabalhadores da ativa.

Resolução 23 

O advogado da CUT nacional, Marthius Sávio, explicou que a resolução 23 da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União), de 26.01.18, pretende mudar radicalmente os planos de saúde das empresas públicas e estatais, estabelecendo diretrizes e parâmetros para o custeio dessas empresas que possuem auto-gestão nessa área.

A resolução, prossegue Marthius, “quebra a autonomia coletiva e não permite mais que as partes venham a fixar suas regras e sua forma de atuação no Acordo Coletivo de Trabalho, o que por si já é um ato contraditório, que vai de encontro ao que o próprio governo determinou na reforma trabalhista”.

O advogado citou o artigo 8 da Resolução que diz: “respeitado o direito adquirido, o benefício de assistência à saúde, com custeio pela empresa, somente será concedido aos empregados nas empresas estatais federais durante a vigência do seu contrato de trabalho”. Para Marthius, o artigo fala em direito adquirido, mas ao citar a vigência do contrato de trabalho limita os benefícios apenas àqueles que estão na ativa. “Como a reforma trabalhista sepultou a ultratividade da norma e o entendimento do TST é de que não há direito adquirido de cláusulas de acordos e convenções coletivas, significa que terminada a vigência do ACT, a empresa não tem mais a obrigação de pagar aquele benefício”.

Para ele é cada vez mais claro que somente através de um processo coletivo será possível conquistar e manter os direitos.

Equacionamento

O advogado do Sindipetro Bahia, Ricardo Serra, esclareceu sobre a liminar conquistada pelo Sindipetro na justiça, ressaltando que o sindicato optou por uma Ação Civil Pública, objetivando atingir toda a categoria petroleira na Bahia, independente de ser associado, ou não, ao Sindipetro Bahia. Ele também informou que o escritório de advocacia peticionou solicitando que a juíza delibere pela devolução dos valores cobrados desde a liminar proferida no mês de março.

O Conselheiro Deliberativo eleito da Petros, Paulo César Martin (PC), fez uma breve análise estrutural do PP1, apresentando os motivos do real déficit do plano. Ele também fez considerações sobre o PP1, falou sobre o equacionamento, o Grupo de Trabalho (GT) formado pela Petrobrás, Petros e entidades (FUP, FNP e Federação dos Marítimos), apresentando, em seguida, as propostas alternativas do GT ao equacionamento.  

PC ressaltou que a proposta alternativa apresentada pelo GT busca soluções que não dependam das disputas jurídicas e nem do cenário político. “Estamos no limiar das eleições, não sabemos o que vem pela frente”. 

O conselheiro afirmou que o Plano Petros 1 já nasceu deficitário, pois desde o seu primórdio já pagava benefícios para aqueles que eram aposentados e os que estavam próximos da aposentadoria – os pré-existentes e os pré-70.

Para PC, “na previdência social é preciso garantir a reserva dos fundos, mas não foi o que aconteceu, pagaram menos do que deviam, inseriram os pré-70 no plano, no lugar de cumprir o manual de pessoal e garantir a complementação da aposentadoria para quem entrou antes da instituição do Plano Petros, empurrando a conta dos pré-70 para nós. Estamos pagando por um erro que aconteceu 30 anos atrás”.

Clique aqui para conhecer a proposta da FUP aprovada na VII PLENAFUP para substituir o equacionamento.

[Via Sindipetro Bahia]

Na manhã desta sexta-feira, 31, as bases dos Sindicatos filiados à FUP amanheceram com mais um ato contra o golpe que está sendo dado nos direitos dos trabalhadores.

No Ceará, a diretoria alertou sobre a inconstitucionalidade do Plano de Cargos e Remuneração, criado unilateralmente pela Petrobrás, sem debate com as entidades representantes dos trabalhadores.

“A força do nosso acordo coletivo reside na unidade da classe trabalhadora. A partir do momento que estamos sob ataque, terceirização irrestrita e acordos individuais sendo fechados, o nosso ACT fica cada vez mais frágil”, afirmou Douglas Uchoa, secretário-geral do Sindipetro CE/PI.

Douglas explicou ainda que, a medida em que vão se fazendo acordos individuais, fica menos vantajoso trabalhar na Petrobrás e mais parecido com a iniciativa privada. “No governo FHC, o acordo coletivo foi jogado no lixo e em 2019 pretendem fazer a mesma coisa com o PCR. Está se desenhando um cenário onde a categoria fica cada vez mais frágil.  Se formos fechando acordos individuais, enfraquecemos nossa capacidade de luta em defesa da Petrobrás e assim eles a vendem. Como a Petrobrás vai manter a gente num emprego desses se poderão terceirizar? Se a gente começar a se ater a coisas pequenas, seremos destruídos enquanto categoria”, finalizou.

Já sobre a PR, a Araucária Nitrogenados recebeu a PLR de 2013. Em 2014 houve lucro na unidade, mas os trabalhadores foram informados que não receberiam PLR, por fazer parte do sistema Petrobrás, que não tinha dado lucro. Agora, em 2018, a Petrobrás afirma que ela não faz mais parte do sistema Petrobrás, embora não tenha sido vendida.

Para o presidente do Sindipetro CE/PI, Jorge Oliveira, a categoria deve pressionar suas respectivas chefias para que a Petrobrás cumpra o ACT e pague a todos os petroleiros. “A Petrobrás induz a divisão dos trabalhadores, para que a PLR seja individualizada entre as unidades, ou seja, é a Araucária agora, amanhã tiram da Transpetro, depois das unidades sem lucro”, esclareceu.

Sobre pedido de assembleias, Jorge explicou que não há necessidade para se aceitar a PR, pois está regrado, com valor definido. Questionado sobre entrar com ação judicial para o pagamento, foi esclarecido que é o que a ‘Petrobrás quer’, pois judicializar engessaria de vez o processo.

[Via Sindipetro-CE/PI]

A categoria petroleira esteve mobilizada nesta sexta-feira (31), dia nacional de luta contra discriminações e retirada de direitos no Sistema Petrobrás. Os protestos foram convocados pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) para que todos os trabalhadores do Sistema Petrobrás recebam a Participação nos Resultados (PR) referente ao exercício de 2017 e digam não ao Plano de Carreira e Remuneração (PCR). 

A gestão da empresa discrimina os trabalhadores da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) ao negar o pagamento da PR apenas nesta unidade do Sistema.

As manifestações também alertaram sobre o golpe do Plano de Cargos e Remunerações (PCR) que a empresa tenta aplicar na categoria. Inconstitucional por natureza, o plano está sendo implantado de forma unilateral pela direção da Petrobrás para acabar com direitos da categoria.

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizou panfletagens nesta sexta-feira na maioria de suas bases de representação. As unidades que não puderam ser contempladas neste dia nacional de luta, receberão a atividade nos próximos dias.

Além disso, dirigentes do Sindipetro participaram do ato na Araucária Nitrogenados, realizado na manhã desta sexta. “Neste momento, a unidade e a solidariedade são o que mais importam. Não admitimos qualquer forma de discriminação e vamos lutar até o fim para que todos sejam contemplados com o pagamento da PR. Só vamos validar o acordo quando os trabalhadores da Araucária Nitrogenados estivem incluídos”, entatizou Mário Dal Zot, presidente do Sindipetro PR e SC.

Mário lembra que em situação semelhante no passado, a Petrobrás incluiu todos na PLR. “Aconteceu em um ano que a Transpetro não obteve lucro, mas todos receberam, inclusive com o mesmo valor pago aos trabalhadores da holding. Portanto, não há motivo para não estender ao pessoal da Araucária Nitrogenados”.

Com relação ao PCR, o presidente do Sindicato alerta para a aracupuca que a gestão da Petrobrás armou. “O Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a terceirização irrestrita e escancarada. A lei já estava aprovada, mas havia esperança fossem barradas as terceirizações nas atividades-fim. Como o PCR institui cargos amplos, fica fácil para a empresa tornar seus trabalhadores terceirizáveis. O PCR facilita isso”, concluiu.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

O Sindipetro-NF promoveu, na manhã de hoje, um trancaço no Edinc (Edifício Novo Cavaleiros), uma das unidades administrativas da Petrobrás em Macaé, como parte do Dia Nacional de Luta chamado pela FUP e seus sindicatos contra o PCR (Plano de Carreiras e Remunerações) e pelo pagamento da PR (Participação nos Resultados) para todos. 

O protesto se uniu ao Café da Manhã que também estava programado para a base, na campanha contra o assédio moral e o assédio sexual, que a entidade realiza nesta semana. O bloqueio sindical ao prédio foi mantido das 7h às 9h. A transmissão em vídeo está disponível na página do sindicato no Facebook.

A conexão entre todas estas frentes de luta foi feita pela constatação, pela diretoria da entidade, de que o cenário político brasileiro, de ataques aos trabalhadores e às trabalhadoras por meio de uma progressiva retirada de direitos, estimula o comportamento assediador dos chefes e as políticas autoritárias da gestão da empresa.

"Às vezes as pessoas reclamam porque falamos de política, mas a política é a causa dos problemas que enfrentamos e é na política que vamos lutar para resolver. Isso está acontecendo [os assédios, os cortes de direitos] por causa da política. Há um desequilíbrio entre Capital e Trabalho no Brasil. No Congresso Nacional, 80% são empresários", disse o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Diretores e diretoras do sindicato se revezaram nas falas à categoria. Sobre o PCR, os representantes da entidade destacaram a importância de resistir e não aderir ao plano, que traz prejuízos graves e é inconstitucional. Uma publicação que lista os principais danos aos direitos dos trabalhadores foi distribuída durante o protesto.

"O PCR quer regularizar o desvio de função, o faz-tudo", explicou o diretor Benes Júnior, que lembrou ainda o fato de que, fora das suas especializações, os trabalhadores aumentam as chances de sofrer acidentes.

O tema principal do Café da Manhã, o combate ao assédio, também esteve muito presente nas falas. O diretor Alessandro Trindade lembrou que há um caso que ilustra o modo como a gestão da Petrobrás trata o assunto: "Há um tempo atrás tivemos um caso aqui de assédio sexual em uma plataforma. O que aconteceu? A Petrobrás transferiu o assediador para a Bacia de Santos e ele foi promovido. Era para ter dado cartão vermelho para ele", protestou o sindicalista.

A diretora do sindicato, Conceição de Maria, destacou que a maioria das vítimas de assédio são as trabalhadoras do setor petróleo privado, o que mostra que o assédio é muito relacionado ás relações de poder. "O chefe tem o crachá verde [da Petrobrás] e acha que pode fazer o que quer", disse.

Ela lembrou um dos casos que está sendo acompanhado pela entidade, de uma trabalhadora do setor privado, vítima de assédio sexual, que só não foi demitida em razão da intervenção firme do sindicato, mas que enfrenta um processo de adoecimento e luta para que seja feita justiça em relação aos assediadores. "O combate ao assédio tem relação direta com a nossa luta por segurança e saúde, são muitos os casos de angústia, depressão, crises de choro, faltas ao trabalho em razão do assédio. Temos que ficar de olho e sermos solidários", afirmou a sindicalista, estimulando a denúncia dos casos ( Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

Sobre a PR, o sindicato mostra como a política de desmonte da empresa está causando prejuízos aos trabalhadores e ao País, lembrando a necessidade de se manter firme a luta para que nenhuma base seja discriminada, pois o objetivo da gestão é justamente o de dividir a categoria.

Decisões entreguistas, como a de reduzir o tamanho da Petrobrás e tentar inviabilizá-la como empresa integrada que pode garantir seu lucro em uma área energética quando alguma outra passa por problema, ou destinar R$ 10 bilhões para acionistas norte-americanos, entregar o pré-sal, entre outras, impactam diretamente na PR dos trabalhadores, nos direitos e na soberania do país.

"As mesmíssimas cabeças que pensaram em dar R$ 10 bi aos Estados Unidos são as que pensam em coisas como o PCR", comparou o diretor Tadeu Porto.

Feira do MST

O ato contou com o apoio de militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o que foi destacado pelo coordenador geral do sindicato, Tezeu Bezerra. Ele lembrou que os trabalhadores desenvolvem o cultivo sem agrotóxicos e que o sindicato cobra, da Petrobrás, desde o ano passado, a viabilização da instalação de feiras com estes produtos saudáveis nas entradas das bases administrativas de Macaé.

[Via Sindipetro-NF]

A diretoria do Sindipetro Bahia, seguindo o indicativo da FUP, realizou na manhã desta sexta-feira (31), um ato contra o PCR (Plano de Carreiras e Remuneração) e pelo pagamento da PR (Participação nos Resultados) para todos os trabalhadores do Sistema Petrobrás.

A mobilização aconteceu em frente ao prédio do EDIBA, no bairro da Pituba, e teve como objetivo conscientizar a categoria para a necessidade de reforçar a união em um momento tão adverso que estamos vivendo no país.

Muitos trabalhadores indagaram sobre o não recebimento da PR, mas acabaram entendendo o motivo da FUP não ter ainda assinado o acordo, por ser discriminatório e futuramente poder trazer prejuízos à categoria. Foi o que explicou o Coordenador Geral do Sindipetro, Jairo Batista. 

“Nosso objetivo é pressionar a Petrobrás a pagar a PR para todos, pois essa luta não diz respeito apenas aos 450 companheiros que trabalham em Araucária. O que a empresa quer com isso é quebrar o regramento acordado, que garante o recebimento da participação nos resultados até 2019, mesmo se a Petrobrás não tiver lucro. Hoje a companhia tenta excluir os companheiros de Araucária, amanhã pode fazer o mesmo com as outras bases”, enfatizou Jairo.

 O ato também denunciou as armadilhas do PCR, reforçando a recomendação da FUP para que a categoria não faça adesão ao plano.

Como exemplo, trouxemos o caso do colega que teve o abono do PCR confiscado ao se aposentar. (leia matéria https://bit.ly/2NzBbbU).

Quer saber mais sobre a PR e o PCR e entender os fatos? Clique aqui https://bit.ly/2N3kjNu

[Via Sindipetro Bahia]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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