Em artigo esta semana, o editor do Brasil 247, o jornalista Leonardo Attuch, foi categórico: "O golpe contra Dilma e a prisão de Lula tiveram como motivo principal a mudança no modelo de exploração do petróleo no Brasil, com o objetivo de esmagar o produtor brasileiro e premiar as petroleiras e os investidores internacionais"

[Por Leonardo Attuch, no Brasil 247]

Por que a ex-presidente Dilma Rousseff foi derrubada? Por que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso? Terá sido porque a elite do atraso brasileira não gosta de ver pobre em aeroporto? Ainda que isso seja parcialmente verdade, é simples demais para explicar a destruição da democracia brasileira. O motivo real pode ser encontrado em algumas notícias desta semana, que estão todas relacionadas. A começar pelo aumento de 6,2% no diesel e 8,2% na gasolina, a partir da manhã desta terça-feira. O "despresidente" Jair Bolsonaro bem que ameaçou reagir à atual política de preços da Petrobrás, que indexa os combustíveis ao valor internacional do barril e à cotação do dólar, mas foi rapidamente enquadrado pelas forças de mercado. Na noite de ontem, ao apresentar o ex-presidente Fernando Collor como seu novo assessor para temas econômicos, disse que os preços dos combustíveis não podem ser tabelados no Brasil. Antes disso, um de seus ministros havia dito que os caminhoneiros precisam "desmamar" do governo.

Um dia antes, a Petrobrás, que está sendo privatizada aos pedaços, sem nenhuma transparência e sem nenhum controle do Tribunal de Contas da União, anuncia a venda de uma de suas maiores refinarias, na Bahia, a um fundo árabe. Segundo os petroleiros, por um valor subfaturado em pelo menos 50%. Coisa de bilhão de dólares, que podem ter escoado para algum paraíso fiscal. Mais grave do que isso, no entanto, é a formação de um monopólio regional privado no refino de combustíveis.

Todas essas duas notícias se conectam com o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, que, como todos sabem, não foi derrubada por "pedaladas fiscais". Caiu porque pretendia fazer do pré-sal brasileiro um passaporte para o desenvolvimento, com a geração de recursos para investimentos em saúde e educação. Mas países que não têm "café no bule", como disse o ex-presidente Lula, ao se referir à incapacidade nuclear brasileira, ou não têm apreço pelo conceito de soberania nacional, nem deveriam se aventurar no mundo do petróleo, que tantas guerras provocou ao longo dos anos. Como o pré-sal foi a maior descoberta de óleo e gás do mundo nos últimos cinquenta anos, rapidamente despertou a cobiça das petroleiras internacionais. E foi assim que começou a ser planejada a guerra contra o Brasil.

De um lado, a Operação Lava Jato destruiu a imagem e a reputação da Petrobrás. De outro, o PSDB pressionava pela mudança no modelo de exploração do petróleo e pela volta das concessões às empresas internacionais. Numa das falas mais sintomáticas após sua delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, que antes defendia mais refinarias no Brasil, declarou que "a política de preços" do governo Dilma causou mais danos à estatal do que a corrupção em si. Foi este o pedágio que Paulo Roberto Costa teve que pagar ao discurso neoliberal. Não por coincidência, nesta terça-feira, o jornal O Globo publica editorial em defesa da política de preços determinada pelo tucano Pedro Parente na Petrobrás após o golpe de 2016.

Mas o que era a política de preços da Petrobrás do governo Dilma? Uma política que simplesmente libertava a economia brasileira da volatilidade das cotações do petróleo e da taxa de câmbio. Os preços eram corrigidos a cada três meses, de acordo com uma média desses fatores – o que garantia maior previsibilidade à economia. E por que esta política foi alterada? Porque o objetivo principal do golpe foi justamente garantir a entrega do pré-sal e dos principais ativos da Petrbrás aos operadores internacionais, seguindo o modelo de "Petrobrax", que já era defendido no final do governo Fernando Henrique Cardoso. Também por isso, não há nenhuma surpresa no fato de FHC jamais ter sido molestado pela Lava Jato, apesar de os procuradores terem encontrado batom na cueca nos pedidos financeiros de seu instituto para a Odebrecht.

O que os caminhoneiros ainda não entenderam é que da derrubada de Dilma em 2016 ao aumento de hoje do diesel, passando pela prisão de Lula em 2018 e a venda de uma refinaria da Petrobrás no dia de ontem, tudo se conecta. O Brasil descobriu a maior reserva de petróleo do mundo, mas foi impedido por forças nacionais e internacionais de usá-lo em benefício da sua população. O petróleo bruto é exportado pelas cotações internacionais, os derivados são cada vez mais importados, plataformas que poderiam ser produzidas no Brasil são encomendadas no exterior, refinarias são liquidadas, fundos de investimentos internacionais são premiados e os caminhoneiros, assim como os trabalhadores nacionais, são penalizados. Será que um dia o Brasil acordará deste pesadelo?

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Petroleiros baianos realizaram uma paralisação de quatro horas na manhã desta quarta-feira, 10, em protesto contra a venda da Rlam. Mobilização foi "esquenta para a greve", que já está aprovada pela categoria e está sendo organizada pelo Sindipetro Bahia, junto com os trabalhadores

[Com informações da imprensa Sindipetro Bahia e do Ineep | Fotos: Pedro Henrique Caldas]

O Trevo da Resistência, via de acesso à Refinaria Landulpho Alves (Rlam), no município de São Francisco do Conde, na Bahia – palco de grandes manifestações da categoria petroleira -, foi tomado por milhares de trabalhadores na manhã dessa quarta (10). Em protesto à venda da Rlam, anunciada pela direção da Petrobrás, petroleiros do turno, do administrativo e também trabalhadores terceirizados cruzaram os braços, atrasando em quatro horas a entrada no expediente.

“A manifestação, organizada pelo Sindipetro Bahia, foi uma prévia do que podemos esperar para a greve, já aprovada, e que deve começar a qualquer momento. Tivemos uma grande participação da categoria – cerca de 1.500 pessoas – e isso foi muito importante, pois mostra a disposição para a luta e a unidade dos petroleiros”, afirmou o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista.

Também marcaram presença no ato, representantes de diversas entidades sindicais como a APUB, UEB, UNE, CTB, Sitticcan, UJS, MPJ Disparada e Unegro. Além do coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, do vice-presidente da CUT Bahia, Leonardo Urpia e do metalúrgico e diretor da CTB, Aurino Pedreira.

O deputado federal Joseildo Ramos e o deputado estadual Rosemberg Pinto (ambos do PT) declararam total apoio à luta dos petroleiros e ressaltaram a importância da Refinaria Landullpho Alves para a economia da Bahia.

Primeira refinaria do Sistema Petrobrás e segunda do país em capacidade de processamento, a Landulpho Alves tem hoje cerca de 900 trabalhadores próprios e aproximadamente 1.700 terceirizados, que se dizem revoltados com a venda da refinaria, além de estarem apreensivos em relação ao que os aguarda em um futuro próximo, ou seja, “o desemprego e a retirada de direitos”.

O Sindipetro Bahia e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) há anos vêm realizando ofensivas nas áreas jurídica, sindical e politica para evitar a venda da Rlam e das outras unidades do Sistema Petrobrás. “Somos contra a privatização da Petrobrás por uma questão de soberania, de preservação do bem estar da população brasileira que não aguenta mais pagar valores altíssimos pelo gás de cozinha, diesel e gasolina. A Petrobrás não pode ser vendida e muito menos entregue a preço de banana como vem acontecendo. A Rlam, por exemplo, de acordo com cálculos divulgados pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), vale entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões e está sendo entregue por US$ 1,65 bilhão”, denuncia o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.

O diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, afirmou que o sindicato vai continuar resistindo e lutando para defender os interesses da Petrobrás, do povo brasileiro e da categoria petroleira. Ele também lembrou da importância da Rlam para a economia da Bahia e de diversos municípios que dependem dos royalties, ISS e ICMS pagos pela refinaria. “Em seus 70 anos, a Rlam alavancou o desenvolvimento econômico e industrial da Bahia, contribuindo para a ascensão social de muitos trabalhadores de diversas categorias. Sua operação também possibilitou o desenvolvimento do primeiro complexo petroquímico planejado do país e maior complexo industrial do Hemisfério Sul, o Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia”.

Greve

Os petroleiros se preparam agora para dar início à greve já aprovada em assembleia. O movimento paredista em defesa dos empregos, dos direitos e da soberania, está sendo organizado através de setoriais que acontecem na quinta (11) e sexta(12), quando a categoria dará sugestões sobre a melhor forma de conduzir a greve.

Já no sábado (13), acontece o Seminário de Qualificação de Greve, quando a diretoria do Sindipetro e a categoria analisam as sugestões, organizam e escolhem o melhor dia para dar iniciar ao movimento paredista. Em seguida, a diretoria do Sindipetro irá notificar a Petrobrás com antecedência de 72 horas do início da greve, como determina a lei.

Venda pela metade do preço

O valor da venda da RLAM comprova que a privatização da unidade está sendo feita a perço de banana, num momento de crise econômica global. Segundo cálculos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), com base no método de fluxo de caixa descontado, o valor da refinaria estaria avaliado entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. No enanto, a Rlam foi vendida pela metade deste valor.

“A RLAM está sendo vendida a preço de banana. Só em hidrotratamento, a refinaria recebeu investimentos de R$ 6 bilhões nos últimos dez anos, mas está sendo vendida por pouco mais que isso, num momento economicamente ruim em todo o mundo. E não é apenas a planta de refino que está sendo vendida a preço de banana, mas toda a infraestrutura de armazenamento e escoamento da RLAM. São quase 700 quilômetros de dutos, fora os tanques de armazenagem. É um péssimo negócio para a Petrobrás, para a Bahia, para o Nordeste e para todo o Brasil”, aponta Bacelar.

Junto com a refinaria, estão sendo vendidos para o Fundo Mubadala 669 quilômetros de oleodutos, que ligam a RLAM ao Complexo Petroquímico de Camaçari e ao Terminal de Madre de Deus, que também está sendo vendido no pacote, junto com outros três terminais da Bahia – Candeias, Jequié e Itabuna.

Além disso, desde o ano passado a FUP e seus sindicatos vem denunciando que a venda da RLAM vai criar um monopólio regional no estado e em toda a região Nordeste, com combustíveis mais caros e risco de desabastecimento para os consumidores. Tal problema foi constatado por estudo da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, encomendado pela Associação das Distribuidoras de Combustíveis – Brasilcom, que avaliou ainda outras cinco refinarias que estão à venda e indicou o mesmo risco para todas as plantas.

Empregos em risco

A venda da RLAM ainda causa incertezas para quem trabalha na unidade. Atualmente, a refinaria conta com 900 trabalhadores próprios da Petrobrás e cerca de 1.700 trabalhadores terceirizados.

“Os mais afetados serão os trabalhadores terceirizados. Esses devem perder seus empregos e poucos serão recontratados. Os funcionários concursados serão transferidos para outros estados ou devem aderir ao Plano de Demissão Voluntária oferecido pela Petrobrás, mesmo sem ter tempo suficiente para aposentadoria. Será um grande baque para todos, inclusive com a fuga de capital para outros estados”, lamenta Radiovaldo Costa, diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia.

Deyvid Bacelar, da FUP, ressalta a importância e o papel estratégico da refinaria na cadeia produtiva da Petrobrás. “A RLAM é responsável pela produção de 30% de todo óleo combustível e óleo bunker que está sendo exportado pela Petrobrás e vem desempenhando um papel crucial para garantir a flexibilidade e resiliência da companhia nesse momento conturbado de pandemia”, explica.

História

Primeira refinaria da Petrobrás, a RLAM foi criada em 1950, antes mesmo da fundação da empresa, em outubro de 1953, e foi impulsionada pela descoberta do petróleo na Bahia, a partir do campo de Candeias, e pelo sonho de uma nação independente em energia.

Sua operação possibilitou o desenvolvimento do primeiro complexo petroquímico planejado do país e maior complexo industrial do Hemisfério Sul, o Polo Petroquímico de Camaçari.

Na RLAM, são refinados, diariamente, 31 tipos de produtos, das mais diversas formas. Além dos conhecidos GLP, gasolina, diesel e lubrificantes, a refinaria é a única produtora nacional de food grade, uma parafina de teor alimentício, utilizada para fabricação de chocolates, chicletes, entre outros, e de n-parafinas, derivado utilizado como matéria-prima na produção de detergentes biodegradáveis.

Segunda maior refinaria do país em capacidade de processamento – são 323 mil barris diários –, a RLAM tem posição estratégica, pois sua localização é próxima a um terminal marítimo. Em 2018, a refinaria foi responsável por 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) baiano e por 20% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do estado.

Ao longo dos 70 anos de seu funcionamento, a refinaria foi ampliada e recebeu bilhões de reais em investimentos, chegando a ser responsável pela produção de 30% da demanda do país e garantindo hoje o abastecimento da Bahia e outros estados do Nordeste.

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Venda da RLAM é o início de um monopólio privado, cuja conta cairá no colo do consumidor

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Mobilização integra a agenda de luta do Sindipetro-BA contra a venda da Rlam, oficializada esta semana pela direção da Petrobrás, e será um “esquenta para a greve”

[Da imprensa Sindipetro Bahia]

Um ato, intitulado “esquenta para a greve”, foi realizado no início da manhã desta quarta-feira (10), no Trevo da Resistência, na BA 523, via de acesso à Refinaria Landulpho Alves (Rlam). Participam da mobilização, os trabalhadores próprios e terceirizados da refinaria. Também foram convidados moradores, comerciantes e parlamentares das cidades de São Francisco do Conde, Candeias, Madre de Deus e São Sebastião do Passé, que terão a sua economia duramente afetada com a venda da refinaria.


Veja as fotos do ato no final do texto (fotos Pedro Henrique Caldas/Sindipetro BA)


O ato antecede a greve da categoria e é uma das mobilizações programadas em protesto à venda da RLam, oficializada pela direção da Petrobrás na segunda (8).

Greve

Diante do anúncio da conclusão das negociações para a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada no município de São Francisco do Conde (Recôncavo Baiano), a categoria petroleira se prepara para dar início a uma greve por tempo indeterminado. O movimento paredista já havia sido aprovado pelos petroleiros da Bahia em assembleias que aconteceram em dezembro de 2020.

Nessas assembleias, a categoria autorizou o Sindipetro Bahia a organizar e iniciar a greve caso a Rlam fosse realmente privatizada. Fato que pode acontecer agora com a conclusão da rodada final da fase vinculante do processo de venda da refinaria, que será adquirida por um conglomerado árabe, o Mubadala Capital, pelo valor de US$ 1,65 bilhão.

Mas é importante ressaltar que apesar da conclusão das negociações, a venda da Rlam ainda não é um fato concretizado. A assinatura do contrato de compra e venda ainda está sujeita à aprovação dos órgãos competentes.

Com o objetivo de defender os direitos e empregos dos petroleiros próprios (concursados) e terceirizados, a data da greve ainda está sendo definida mas deve acontecer em breve.

A diretoria do Sindipetro está organizando um seminário de qualificação de greve para, juntamente com a categoria, planejar e escolher a melhor forma para encaminhar o movimento. Antes disso, o sindicato realizará setoriais com todas as turmas do administrativo e turnos da Rlam, assim como irá mobilizar os trabalhadores das outras unidades do Sistema Petrobrás.

Em cumprimento à lei de greve, o Sindipetro também irá notificar a Petrobras com antecedência de 72 horas do ínicio do movimento paredista.

Junto com a Rlam estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos, que ligam a refinaria ao Complexo Petroquímico de Camaçari e ao Terminal de Madre de Deus, que também está sendo vendido no pacote que inclui ainda outros três terminais da Bahia (Candeias, Jequié e Itabuna).

Prejuízos

O coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, chama a atenção para os prejuízos ocasionados pela venda da Rlam “ será uma grande perda para a Bahia e para os municípios que têm nos royalties pagos pela refinaria uma das suas principais fontes de receita”.

Já o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, ressalta as perdas para a categoria petroleira. “Os mais afetados serão os trabalhadores terceirizados, que hoje são aproximadamente 1.700. Esses devem perder seus empregos e poucos serão recontratados. Já os funcionários concursados, cerca de 900, serão transferidos para outros estados ou devem aderir ao Plano de Demissão Voluntária, oferecido pela estatal, mesmo sem ter tempo suficiente para aposentadoria. Enfim, será um grande baque para todos, inclusive com a fuga de capital para outros estados”, lamenta.

O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, que é funcionário da RLAM, ressalta a importância e o papel estratégico dessa refinaria na cadeia produtiva da Petrobras. “A Rlam é responsável pela produção de 30% de todo óleo combustível e óleo bunker que está sendo exportado pela estatal e vem desempenhando um papel crucial para garantir a flexibilidade e resiliência da Petrobras nesse momento conturbado”.

Ao longo dos 70 anos de seu funcionamento, a Refinaria Landulpho Alves foi ampliada e recebeu bilhões de reais em investimentos, chegando a ser responsável pela produção de 30% da demanda do país e garantindo hoje o abastecimento da Bahia e outros estados do Nordeste.

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Direçãoda Executiva Nacional da Central convoca entidades filiadas a se manifestar contra mais esta negociata absurda feita pelo governo e a apoiar as lutas dos petroleiros

[Nota da CUT]

A Central Única dos Trabalhadores protesta veementemente contra duas atrocidades cometidas contra o Brasil e o povo brasileiro: a primeira barbaridade foi a venda a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) por preço de banana, metade de seu valor real, anunciada nesta segunda-feira (8) pela direção da Petrobras. A segunda foi mais um aumento nos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha este ano, em vigor a partir desta terça-feira (9).

Localizada na Bahia, a RLAM e toda a infraestrutura de armazenamento e escoamento foram vendidas para o Fundo Mumbadala por apenas US$ 1,65 bilhão, quando estudo do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) revelam que a unidade baiana vale entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.

A privatização irresponsável do governo está praticamente entregando para o fundo dos Emirados Árabes Unidos a primeira refinaria de petróleo, construída em 1950, que apenas nos últimos dez anos recebeu investimentos de R$ 6 bilhões somente em hidrotratamento.

A irresponsabilidade deste governo genocida não tem limites. Vende a preço de banana uma refinaria histórica e aplica mais um aumento absurdo nos preços da gasolina, do óleo dieesel e do gás de cozinha, em um momento de crescimento do desemprego, de redução dos salários e da renda das famílias. Medidas como estas, ao invés de propiciar a retomada do crescimento empurram o país para a recessão.

A CUT protesta e convoca todas as entidades filiadas a se manifestar contra mais esta negociata absurda feita pelo governo e a apoiar as lutas dos petroleiros, a quem o governo e a empresa não deixam outra alternativa senão a paralisação da produção e dos serviços como forma de protesto.

Direção Executiva Nacional da CUT

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O anúncio da direção da Petrobrás de que alterou no primeiro semestre do ano passado o prazo limite de reajuste dos derivados de petróleo está longe de garantir preços justos para os combustíveis. Mas, é uma importante sinalização de que a categoria petroleira conseguiu pautar junto à sociedade o debate em torno dos prejuízos causados pela política de preços da empresa. Desde 2016, as gestões neoliberais da Petrobrás praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. Desde então, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados denunciam os impactos dessa medida para o consumidor brasileiro e a indústria nacional. 

Para o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, a tentativa da gestão bolsonarista de suavizar os reajustes é uma resposta às mobilizações populares e dos movimentos sindical e sociais. “Um dos principais papéis da Petrobrás é garantir o abastecimento do mercado nacional a preços justos para a população brasileira. A gestão da empresa precisa entender que é possível manter os preços domésticos alinhados com os preços internacionais, mas sem penalizar o brasileiro e a brasileira com reajustes diários dos preços dos derivados de petróleo”, ressaltou o líder petroleiro, lembrando que “se o governo federal e atual gestão da Petrobras adotassem uma política de preços baseada nos custos nacionais de produção, mesmo com alguns ajustes para atender critérios internacionais, os derivados de petróleo seriam bem mais baratos sem precisar responsabilizar os tributos que têm a finalidade de atender as demandas sociais do povo com serviços públicos de qualidade”.  

Gás já aumentou mais de 130%

Estudo da subseção Dieese da FUP aponta que, desde julho de 2017, os derivados de petróleo sofrerem centenas de reajustes nas refinarias, acumulando aumentos de mais de 130%, no caso do gás de cozinha, de 60%, como aconteceu com a gasolina, e mais de 43% no que diz respeito ao diesel (saiba mais aqui). “Por conta dessa política, estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP. 

Na segunda-feira (8), a Petrobrás anunciou mais um reajuste nos preços dos derivados. A gasolina ficou 8% mais cara nas refinarias, o diesel aumentou 6,2% e o gás de cozinha, 5,1%.

PPI continua

De acordo com as mudanças anunciadas pela Petrobrás, o período base de cálculo para os reajustes, que era feito a cada três meses, passou a ser anual. Na prática, a diferença agora é que os reajustes podem até ser menores, mas vão continuar ocorrendo porque a Petrobras não abandonou a política de paridade internacional. Mas, ao contrário do que pode parecer, os reajustes não serão anuais e continuarão ocorrendo, explica Rodrigo Pimentel Ferreira Leão, coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). “O que muda é o período de projeção do mercado para estabelecer o reajuste e mesmo alterando a periodicidade, se o preço internacional sobe a longo prazo, em algum momento vai ter repasse ao consumidor”, afirma o economista, lembrando que os preços lá fora têm subido desde abril de 2020 e há o reflexo disso no Brasil.

Antes, os reajustes eram quase diários e seguiam a variação dos preços internacionais dos barris de petróleo que eram repassados automaticamente aos preços dos combustíveis no Brasil. “O preço é 50, aumentou para 60, aumentamos aqui para 60 também” destaca Rodrigo, se referindo ao preço do barril de petróleo, em dólares. Esse novo período de base de cálculo do reajuste anunciado, na verdade, foi apenas um anúncio oficial da mudança que ocorreu em junho do ano passado. De acordo com Rodrigo Leão, a medida foi adotada como instrumento para “suavizar a intensidade e frequência dos reajustes”.


Leia também: INEEP: Política de preços da Petrobrás ignora estrutura de mercado no Brasil em relação a outros países


Para o coordenador do Ineep, o governo Bolsonaro ainda está perdido e “sem saber direito o que fazer” para conter o avanço dos preços dos combustíveis. Isso porque, para atender aos interesses do mercado, continua praticando a variação internacional, ao mesmo tempo em que privatiza as refinarias brasileiras, tornando o país dependente da importação dos derivados. A Rlam, primeira refinaria do Sistema Petrobrás, que tem uma participação importantìssima do refino nacional, teve a venda oficializada esta semana por metade do valor real da planta. 

Rodrigo Leão lembra que, durante o governo Lula, quando Sérgio Gabrielli presidiu a Petrobrás, a empresa considerava a organização do mercado, a distribuição, a demanda por importação e as particularidades do mercado interno, como oferta e procura, e concorrência entre distribuidoras. A variação cambial e o preço internacional também eram considerados, mas não eram determinantes.

O coordenador do Ineep explica que a forma de cálculo permitia uma estabilidade nos preços finais. “Havia uma previsão do mercado. Se o preço desabasse de 50 para 20 e a previsão fosse de 40 para o futuro, o governo fazia uma redução mais suave. O contrário também acontecia. Se subisse de 50 para 100, mas a previsão fosse de 80, o repasse feita era de 80 e não do total”, explica.

O dilema do ICMS

Na última sexta-feira (5), Bolsonaro, mais uma vez, criou um ambiente hostil com os governadores estaduais, quando anunciou que pretende enviar uma proposta ao Congresso, ainda esta semana, para mudar a forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O imposto é estadual e as unidades da federação têm autonomia para definir sua alíquota para cada tipo de combustível. Elas variam de 12% a 30% entre os estados brasileiros. Bolsonaro quer que o ICMS seja definido pelo governo federal sobre o preço dos combustíveis nas refinarias e não no preço final ao consumidor, como é atualmente.  Ao mesmo tempo, afirmou que o governo não vai interferir na política de preços da Petrobras, ou seja, continuarão acompanhando a variação internacional.

O valor do ICMS incide sobre o preço médio ponderado final (PMPF), calculado a cada 15 dias pelos estados, com base no mercado. Desta forma, se o preço na refinaria sobe e o valor aumenta na bomba, o valor líquido do ICMS será maior. Porém, a alíquota é a mesma. Em São Paulo, por exemplo, é de 25%. No Rio de Janeiro é de 30%.

Para Rodrigo Leão, a hipótese de unificação nacional do ICMS facilitaria a previsão de valores finais, mas Bolsonaro, na verdade, quer tirar a responsabilidade das costas da Petrobras e jogar a culpa pelos altos preços dos combustíveis na conta dos governadores. Ele explica que os estados poderiam sim rever as alíquotas para baixar os preços, “mas o fato é que a Petrobras está aumentando muito os preços nas refinarias”.

[Da imprensa da FUP, com informações da CUT]

 

 

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Cálculos do Ineep mostram que valor de mercado da unidade baiana seria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões

[Comunicado da FUP à imprensa]

O valor da venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, pela Petrobrás para o Fundo Mubadala, de US$ 1,65 bilhão, comprova que a privatização da unidade está sendo feita sem sua devida valoração. A avaliação da Federação Única dos Petroleiros (FUP) se baseia em cálculos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), que, usando o método de fluxo de caixa descontado, apontou que a refinaria valeria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. Ou seja, a RLAM está sendo vendida pela metade de seu real valor.

Além disso, como a FUP e seus sindicatos vem apontando há pelo menos oito meses, a venda da RLAM vai criar um monopólio regional no estado e em toda a região Nordeste, com combustíveis mais caros e risco de desabastecimento para os consumidores. Tal problema foi apontado por estudo da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, encomendado pela Associação das Distribuidoras de Combustíveis – Brasilcom, que avaliou ainda outras cinco refinarias que estão à venda e indicou o mesmo risco para todas as plantas.

“A RLAM recebeu investimentos de R$ 6 bilhões somente em hidrotratamento nos últimos dez anos. No entanto, a refinaria está sendo vendida por pouco mais que isso, num momento economicamente ruim em todo o mundo. E não é apenas da planta de refino que está sendo vendida a preço de banana, mas toda a infraestrutura de armazenamento e escoamento da RLAM. São quase 800 quilômetros de dutos, fora os tanques de armazenagem. É um péssimo negócio para a Petrobrás, para a Bahia, para o Nordeste e para todo o Brasil”, aponta Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

Bacelar ainda reforça o quanto a população baiana e de todo o Nordeste poderá sofrer ainda mais com combustíveis mais caros com a venda da refinaria. Se a política da atual gestão da Petrobrás de Preço de Paridade Internacional (PPI) já vem penalizando a população – hoje a empresa anunciou o terceiro reajuste da gasolina e o segundo aumento do óleo diesel e do gás de cozinha no ano –, o Fundo Mubadala terá total liberdade de cobrar o preço que quiser pelos produtos que a RLAM produzir – ou mesmo optar por vender os produtos no mercado internacional, provocando desabastecimento.

A venda da RLAM é ainda mais grave, lembra a FUP, porque a refinaria tem sido peça-chave para equilibrar o desempenho financeiro da Petrobrás durante a pandemia. A planta baiana tem respondido por cerca de 30% da produção da Petrobrás de óleo combustível para navios (bunker) com baixo teor de enxofre, atendendo exigência da Organização Marítima Internacional (IMO, sigla em inglês), combustível que tem sido bastante demandado no mercado internacional. As exportações de bunker amenizaram os resultados financeiros ruins da Petrobrás nos três primeiros trimestres de 2020.  

“A gestão da Petrobrás vai entregando ativos lucrativos e importantes para o resultado da empresa. Com a venda de tantos ativos que dão lucro, o que será da Petrobrás? Por isso afirmamos que a empresa está sendo privatizada aos pedaços. Não vai sobrar nada. A Petrobrás vai ser tornar uma empresa pequena e mera exportadora de petróleo cru, sujeita a perdas imensas com o sobe-e-desce das cotações internacionais de petróleo”, reforça Bacelar.

Com o anúncio da venda da RLAM, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-Bahia), filiado à FUP, está mobilizando trabalhadores e trabalhadoras da refinaria e poderá iniciar uma greve em protesto contra a venda da unidade, como aprovado em assembleias em dezembro passado.

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Segundo o Ineep, a refinaria baiana está sendo entregue por metade do seu valor. Privatização vai criar monopólio regional privado, fazendo com que o abastecimento e os preços dos combustíveis saiam do controle do Estado

[Com informações da imprensa do Sindipetro Bahia e do Ineep]

A direção da Petrobrás anunciou nessa segunda (8) a conclusão da rodada final da fase vinculante do processo de venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia. De acordo com a estatal, o Mubadala Capital apresentou a melhor oferta final e vai levar a primeira refinaria do Sistema Petrobrás e segunda do país em capacidade de processamento pelo valor de US$ 1,65 bilhão.

Segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). a Rlam está sendo entregue pela metade do seu valor que, ao câmbio atual, seria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. Para chegar a este valor, o Ineep utilizou o método do Fluxo de Caixa Descontado (FCD), que se baseia no valor presente dos fluxos de caixa, projetado para o futuro. Do resultado, são descontadas a taxa que reflete o risco do negócio, as despesas de capital (investimento em capital fixo) e necessidades adicionais de giro. "Os dados revelam que a Rlam tem um potencial importante de geração de caixa futura que, a depender das premissas utilizadas, pode estar sendo subvalorizada nesse momento de venda", afirma Rodrigo Leão, coordenador técnico do Ineep.

Junto com a Rlam estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos, que ligam a refinaria ao Complexo Petroquímico de Camaçari e ao Terminal de Madre de Deus, que também está sendo vendido no pacote que inclui ainda outros três terminais da Bahia (Candeias, Jequié e Itabuna).

A categoria petroleira recebeu o anúncio da conclusão da venda da Rlam “com um misto de revolta e tristeza”. Mas os petroleiros não vão ficar de braços cruzados. Em assembleia, eles já haviam decidido pela realização de uma greve, caso houvesse progresso nas negociações para a venda da Rlam. De acordo com a direção do Sindipetro Bahia, o movimento paredista está sendo organizado e pode acontecer a qualquer momento.

A assinatura do contrato de compra e venda ainda está sujeita à aprovação dos órgãos competentes, mas “as consequências da venda da Rlam já podem ser antecipadas e não serão boas para os consumidores e para o país”, afirma o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista. “A venda vai impactar a economia baiana e dos municípios localizados no entorno da Rlam, além de diminuir os níveis de investimento, emprego e direitos dos trabalhadores”.

Monopólio privado

Estudo da PUC Rio, que analisou os efeitos da privatização de seis das oito refinarias colocadas à venda pela direção da Petrobras: Refap (RS), Repar (PR), Regap (MG), RLAM (BA), RNEST (PE) e Reman (AM), apontou que a venda dessas refinarias vai abrir espaço e incentivar a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade. De acordo com os pesquisadores, a Rlam é uma das refinarias da estatal que tem potencial mais elevado para formação de monopólios regionais.

Entidades sindicais que representam a categoria petroleira como a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindipetro Bahia há tempos vêm lutando contra a venda das refinarias e outras unidades da Petrobrás, realizando mobilizações, denúncias e ações como a venda de gás de cozinha e gasolina a preço justo, conseguindo chamar a atenção da sociedade para a desastrosa política de preços da Petrobrás (PPI – Preço de Paridade de Importação), que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional. “A pressão dos petroleiros e a possibilidade de uma greve dos caminhoneiros levaram a estatal a realizar uma pequena mudança nessa política, mas, logo em seguida, veio esse anúncio antecipado da venda da Rlam”, pontua o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa.

Para Radiovaldo, a direção da Petrobrás e o governo Bolsonaro querem transferir a cobrança que têm recebido sobre a politica de preços de derivados da estatal para a inciativa privada que, por sua vez, não tem responsabilidade nenhuma e nem história com o país, tendo obrigação apenas com os seus investidores e, naturalmente, vai aplicar em seus produtos o preço que bem entender”.

Para o coordenador da FUP e funcionário da Rlam, Deyvid Bacelar, “a estatal quis deixar claro que está saindo desse negócio de politica de preços de derivados, que não vai ter mais nada haver com o preço da gasolina, diesel e gás de cozinha e que o problema passa a ser das empresas privadas que vão comprar essas refinarias, mas em momento algum o governo Bolsonaro pensou no que seria melhor para o povo brasileiro”.

Bacelar alerta que “a venda da Rlam pode aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento, o que irá prejudicar o consumidor. O povo baiano vai ficar refém de um monopólio privado”.

De acordo com a Petrobrás “os processos competitivos para venda da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), no Amazonas, Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Minas Gerais, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), no Ceará, e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, continuam em andamento visando a assinatura dos contratos de compra e venda”.

 

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"Empresa conseguiu sustentar sua produção de petróleo e gás natural em função do aumento das vendas para o exterior", afirmam pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), em artigo publicado na revista Carta Capital

Por Rodrigo Leão, coordenador técnico do Ineep e pesquisador-visitante da Universidade Federal da Bahia, e Rafael Costa, pesquisador do Ineep e pesquisador visitante do NEC/UFBA 

Em um ano marcado pela queda da demanda de combustíveis por conta da pandemia da Covid-19, a Petrobras conseguiu elevar tanto sua produção de petróleo e gás natural quanto de derivados.

Por um lado, a companhia se aproveitou do excelente desempenho do pré-sal e, por outro, conseguiu contornar a queda do consumo interno ampliando suas exportações de petróleo e derivados, principalmente de óleo combustível.

O aumento da exportação de derivados associado à maior demanda por nafta para atender a indústria petroquímica e ao aumento do fator de utilização do parque de refino da Petrobras fez com que a estatal elevasse a sua produção de combustíveis. Esse indicadores sugerem que o refino auxiliou a companhia no ano de 2020. É isso que mostra o Relatório de Produção e Vendas divulgado pela companhia no dia 02/02/2021.

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras aumentou de 2,77 milhões de barris por dia (bpd), em 2019, para 2,84 milhões de bpd, em 2020, uma elevação de 2,4%. Isso se deveu ao pré-sal, onde a produção teve um aumento de 21,1%, saindo de 1,28 milhões de bpd para 1,55 milhões de bpd. Esse crescimento só não foi maior em razão da queda da produção do pós-sal em águas profundas e ultraprofundas. Na comparação anual, a extração de petróleo e gás natural dessa região caiu 120 mil bpd.

Esse desempenho é reflexo da atual estratégia da Petrobras para o segmento de exploração e produção (E&P) que tem focado quase exclusivamente no desenvolvimento da produção do pré-sal e abandonado as demais áreas de produção inclusive às de águas de profunda.

Os campos que puxaram a elevação da produção foram os de Búzios e Tupi. Em 2020, eles foram responsáveis por mais da metade da produção do pré-sal. Já a Bacia de Campos, que era a principal fronteira exploratória até a ascensão do pré-sal, tem tido uma queda vertiginosa nos últimos dois anos. Entre dezembro de 2018 e de 2020, a produção dessa região caiu 33,2% saindo de 1,3 milhão de bpd para 909 mil bpd.

A Petrobras conseguiu sustentar sua produção de petróleo e gás natural em função do aumento das vendas para o exterior. Isso fica evidente pelo aumento das exportações de petróleo e de óleo combustível, que subiram 238 mil bpd entre 2019 e 2020, mais do que compensando a queda das vendas de derivados no mercado interno (75 mil bpd).

Segundo a própria companhia, “o motivo desta grande variação foi a maior produção de óleo combustível de baixo teor de enxofre, aproveitando as oportunidades de mercado devido à regulamentação da Organização Marítima Internacional (IMO) de 2020”, que reduziu os limites de emissão de enxofre para combustíveis marítimos. Devido às características do petróleo do pré-sal, o óleo combustível marítimo fabricado nas refinarias da Petrobras se adequa às novas exigências de IMO e, por isso, conseguiu uma maior penetração no mercado internacional.

A exportação de óleo combustível, associada ao ganho de market share da estatal, permitiu à Petrobras elevar a fabricação de derivados e, consequentemente, aumentar o fator de utilização (FUT) das suas refinarias, apesar da pandemia da Covid-19.

O FUT saltou de 77% em 2019 para 79% em 2020, chegando a 83% no último trimestre de 2020. Isso deixa claro que a Petrobras conseguiu aumentar não apenas sua produção de petróleo e gás natural, mas também de derivados como forma de enfrentar a crise da pandemia, aproveitando-se de oportunidades existentes tanto no mercado interno, como externo.

Em 2020, a produção de derivados de petróleo da Petrobras cresceu 2,8% em relação a 2019, saltando de 1,78 milhão de bpd para 1,82 milhão de bpd. Os dois derivados que mais contribuíram foram o óleo combustível e o nafta, cuja fabricação cresceu, respectivamente, 88 mil bpd e 28 mpd. Como dito, o crescimento do óleo combustível respondeu às oportunidades no mercado internacional. A ampliação da produção de nafta foi explicada pelo aumento da demanda interno do produto, principalmente no início do ano quando houve uma forte queda do preço do petróleo.

Esse aumento do consumo respondeu, por um lado, ao crescimento das compras da Braskem nos primeiros meses do ano e, por outro, pelo maior uso do nafta ao invés do gás natural em alguns polos petroquímicos, como o polo Triunfo no Rio Grande do Sul. “No ano passado, a nafta chegou a custar, em média, US$ 500 por tonelada – em março, o preço estava na faixa de US$ 120, com tendência de queda. (…) a rentabilidade das plantas à base nafta deverá se manter enquanto o preço do petróleo permanecer baixo, o que deve durar, pelo menos, até 2021”, informou uma matéria do Jornal do Comércio de março de 2020.

Esses dados mostram, em primeiro lugar, que a Petrobras conseguiu resistir à crise da Covid-19 se aproveitando dos investimentos passados no pré-sal e pela existência de um amplo parque do refino. Esse conjunto de ativos permitiu à estatal adotar uma estratégia diversificada de enfretamento da crise, combinando aumento da produção a custos relativamente baixos com a venda de diferentes tipos de derivados para atender os mercados interno e externo.

Isso reforça a importância estratégica do setor de refino da Petrobras e coloca em dúvidas a atual política de desinvestimento da atual gestão para os próximos anos. De acordo com o Plano de Negócios e Gestão 2021-2025, a companhia pretende vender 9 das suas 14 refinarias nos próximos anos, incluindo a sua unidade de industrialização de xisto (SIX) e a refinaria Clara Camarão, o que deve expor a maior volatilidade em relação aos preços internacionais, além de limitar o aproveitamento de uma empresa integrada de petróleo. E também demonstra que os esforços anteriores na descoberta de petróleo foram centrais para garantir a sustentabilidade da estatal no longo prazo

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Neste mês de fevereiro, os petroleiros completam um ano da Greve de 2020, considerada uma das três maiores mobilizações da categoria. Infelizmente, ainda hoje as cobranças feitas pelos trabalhadores persistem e o desmonte da Petrobrás continua sendo uma triste realidade que os petroleiros enfrentam todos os dias. 

De acordo com análise produzida pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a greve de 2020 chamou atenção pelo fato de que não tinha como objetivo a paralisação ou a redução da produção dos campos de petróleo e/ou das refinarias. "Diferente dos movimentos anteriores, em alguns momentos, os grevistas apontavam para a necessidade de aumentar a produção, seja para preservar os empregos (como no caso da Ansa/Fafen-PR) ou para retomar a capacidade de produção nas refinarias, reduzida pela Petrobras. Em várias situações, a greve apontava para a necessidade de uma política de preços mais justos aos consumidores nacionais”, destaca o estudo do Dieese.

> Leia também: Estudo do Dieese ressalta importância das três grandes greves petroleiras dos últimos 25 anos

O representante do Dieese, Carlos Takashi, reafirma a presença das lutas na atualidade. “Ainda hoje, os petroleiros lutam para que a Petrobrás retome sua capacidade de investimento, não só em exploração e produção, mas também no refino, em energias renováveis, entre outras áreas e também lutam para que a Petrobrás altere sua política de preços de combustíveis de modo a fornecer preços mais justos aos consumidores nacionais. Além disso, os petroleiros lutam contra a venda de ativos (privatização) da Petrobrás, defendendo que a empresa estatal se oriente pelos interesses da população brasileira e do desenvolvimento econômico e social brasileiro”, ressaltou. 

> Leia também: Fechada há um ano pelo governo Bolsonaro, Fafen-PR poderia produzir 30 mil metros cúbicos de oxigênio por hora

Inclusive, na última semana, representantes do Sindipetro-NF se reuniram com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Deputado André Ceciliano, onde apresentaram um carta mostrando os impactos que redução da produção da Bacia de Campos tem gerado. 

“Infelizmente a realidade vivida pelos petroleiros em todo o Brasil é de total descaso. Muitos dos petroleiros terceirizados perderam os empregos e os que estão ficando, estão com os salários cada vez menores. O adoecimento mental é generalizado o Governo depois do Golpe de 2016 só pensa em contar, vender e privatizar. Todos temos que nos unir para barrar isso”, avalia o coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra. 

> Leia também: Um ano após Petrobrás fechar a FAFEN-PR, petroquímicos ainda buscam emprego

Além disso, durante a greve, em várias situações, os trabalhadores e trabalhadoras apontavam para a necessidade de uma política de preços mais justos aos consumidores nacionais. Os petroleiros vêm denunciando há quatro anos esse disparate, que fez o preço do botijão de gás subir mais de 130% desde julho de 2017 e a gasolina e diesel sofrerem reajustes nas refinarias de 60% e 43%, respectivamente. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%.  “Por conta da política de preços da Petrobrás, estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população”, alertou o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. 

> Leia também: Acesse aqui todas as notícias da greve de 2020 e relembre os principais fatos e acontecimentos

Ne segunda-feira, 01/02, data que marcou um ano do primeiro dia da greve de fevereiro de 2020, a FUP e seus sindicatos voltaram a realizar diversos atos pelo país afora contra a política de reajuste dos derivados de petróleo imposta pela direção da Petrobrás e em apoio à paralisação dos caminhoneiros. Desde 2016, as gestões neoliberais da empresa praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos.

Petroleiros apontaram o caminho: luta e resistência

A greve que os petroleiros realizaram em fevereiro de 2020 despertou um movimento de solidariedade em todo o país e também fora do Brasil, com apoio de centrais e confederações sindicais, inclusive internacionais; intelectuais estrangeiros, como o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos; entidades da sociedade civil, juristas, partidos políticos das mais diversas matizes no campo progressista, estudantes, trabalhadores de várias categorias, movimentos sociais e organizações populares. Diversas manifestações públicas foram realizadas pelo país afora, em defesa da luta dos petroleiros. 

“Para além da campanha de desinformação, fake news e mentiras propagadas para defender a política de privatização e entrega do patrimônio nacional pelo atual governo e seus apoiadores na grande imprensa, nos tribunais e no sistema político, a greve nacional dos petroleiros é um marco na nossa história, é uma greve a favor do Brasil e dos brasileiros. E será o caminhar dos acontecimentos relacionados à greve dos petroleiros que nos mostrará os caminhos de luta para garantir os nossos direitos e o nosso futuro enquanto país livre e soberano”, declarou o professor de direito da USP, Gilberto Bercovici, em artigo publicado durante a greve.

“Hoje os petroleiros estão no meio de um processo nacional. A greve dos petroleiros é a primeira grande vitória da classe trabalhadora desde 2016. Vocês conseguiram quebrar um pedaço do casco desse navio fascista, ditatorial, que se implantou no Brasil, abrindo uma brecha para conquistas futuras”, afirmou na época Frei Sergio Gōrgen, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e autor do livro ‘Nas trincheiras da Resistência Camponesa’.

“Essa luta dos petroleiros é muito maior do que propriamente uma luta dos petroleiros. Ela é uma síntese da aspiração de todo o povo brasileiro, porque os petroleiros estão defendendo a soberania nacional, estão defendendo uma empresa que é estratégica para o desenvolvimento do Brasil e tem sido demolida a interesses estrangeiros, especialmente dos Estados Unidos, é uma luta para que o nível de desemprego não aumente”, destacou Francisco Celso Calmon, coordenador do Fórum Memória, Verdade e Justiça do Espírito Santo.

Clique aqui e saiba mais sobre a greve de fevereiro de 2020, acessando o hotsite do movimento.

[Da imprensa  da FUP e do Sindipetro-NF]

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Em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), petroleiros estão disponibilizando 200 botijões por R$ 40,00 a famílias vítimas de enchentes

[Da imprensa do Sindipetro Unificado-SP | Foto: Eric Gonçalves]

Nesta terça-feira (2), o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) iniciaram a venda subsidiada de gás de cozinha em bairros periféricos da cidade de São Paulo (SP).

No total, serão distribuídos 200 botijões por R$ 40,00 a unidade, valor abaixo da média de R$ 76,99 que atualmente é praticado no município, de acordo com informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Leia também: Gás de cozinha subiu 21,9% nas refinarias da Petrobrás em 2020

Nesta manhã, já foram distribuídos 40 botijões na Ocupação Toca, no Parque Cocaia, na Zona Sul da capital paulista. No período da tarde, serão subsidiadas mais 20 unidades no Parque Grajaú e outras 20 na Ilha do Bororé.

Já na Zona Leste, ainda nesta terça-feira, a Vila Matarazzo receberá 65 botijões, a Vila Nova União mais 20 e o Itaim Paulista outros 15. Amanhã, quarta-feira (3), serão subsidiados os últimos 20 botijões no Jardim Selma.

De acordo com o coordenador regional do MAB, Diego Ortiz, parte dessas famílias sofreram historicamente com a construção de barragens para a canalização de rios e com enchentes sazonais.

“Desde o início do ano passado, o movimento tem atuado com populações atingidas pelas enchentes na cidade de São Paulo, em parte porque elas também são resultado da construção de barragens. Aqui na Zona Sul é o caso das barragens de Billings e Guarapiranga, e na Zona Leste é o caso do Rio Tietê”, explica Ortiz.

Tanto pela crise econômica, como pela crise sanitária, a vida dessas famílias está ficando cada vez mais complicada. Na época de chuvas, elas acabam perdendo tudo

DIEGO ORTIZ, COORDENADOR REGIONAL DO MAB

O militante ainda aponta que as enchentes são resultado de um processo de ocupação desordenada do território, feita a partir de uma política de exclusão de pessoas com menos poder aquisitivo das regiões centrais, somada a uma omissão do poder público em garantir as condições mínimas de moradia e sobrevivência.

“Tanto pela crise econômica, como pela crise sanitária, a vida dessas famílias está ficando cada vez mais complicada. Na época de chuvas, elas acabam perdendo tudo. Elas moram em regiões de morros ou várzeas, por terem sido expulsas das regiões centrais da cidade. Por isso, essas ações têm ajudado muito essas famílias a sobreviverem. Mas, para além disso, nós temos feito um processo de organização para cobrar a reparação integral do Estado, com a garantia de uma vida digna a todas essas famílias”, aponta Ortiz.

Política de preços

As atividades fazem parte de uma mobilização nacional dos sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que está sendo realizada em apoio à greve dos caminhoneiros. A principal denúncia está relacionada com os aumentos abusivos dos preços dos combustíveis que estão ocorrendo nos últimos anos.

Queremos mostrar como as ações do governo interferem diretamente no preço que a população paga pelos derivados de petróleo

GUSTAVO MARSAIOLI, DIRETOR DO SINDIPETRO-SP

Para o diretor do Sindipetro-SP, Gustavo Marsaioli, apesar das diferenças ideológicas com setores dos caminhoneiros, que são uma categoria diversa do ponto de vista organizativo, existe um consenso em relação à necessidade do Estado realizar um controle sobre o preço dos derivados de petróleo.

“Os combustíveis automotivos são bens essenciais e estratégicos que afetam a economia como um todo. No caso do gás, impacta diretamente a segurança alimentar da população. Por isso, fizemos essas ações para apoiar essa pauta levantada pelos caminhoneiros e, principalmente, mostrar para a população qual o preço justo que ela deveria estar pagando. Mais do que isso, queremos mostrar como as ações do governo interferem diretamente no preço que a população paga pelos derivados de petróleo”, afirma Marsaioli.

De acordo com a categoria, esses reajustes são resultado da política adotada pela Petrobrás a partir de 2016, com a ascensão de Michel Temer (MDB) à presidência, e continuada posteriormente no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Desde então, a estatal tem praticado o Preço de Paridade de Importação (PPI), que vincula o valor cobrado pelos combustíveis às oscilações do barril de petróleo no mercado internacional, do dólar e dos custos de importação.

Devido a essa diretriz, a Petrobrás passou a realizar reajustes constantes no preço dos derivados. Entre julho de 2017 e janeiro de 2021, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o gás de cozinha aumentou 130%, a gasolina 59% e o diesel 42% nas refinarias.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.