Nesta sexta-feira, 19, os petroleiros completam 15 dias de mobilização em greves regionais que estão sendo realizadas nas bases da FUP em quatro estados do país: Bahia, Amazonas, Espirito Santo e São Paulo. O movimento ganhará o reforço na segunda-feira, 22, dos trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, que estão em luta por condições seguras de trabalho. O sindicato enviou hoje comunicado de greve para a gestão da refinaria, que, apesar da situação gravíssima da pandemia da Covid-19 em Betim e em todo o estado de Minas Gerais, mantém a parada de manutenção, aglomerando mais de dois mil trabalhadores na unidade. Segundo o Sindipetro-MG, a Regap vem tendo surtos seguidos da doença, que já contaminou 220 trabalhadores próprios e terceirizados só no mês de março, 84 deles de um mesmo setor da refinaria. Já são 12 petroleiros internados em decorrência da doença.

A segurança é um dos eixos das greves regionais que estão denunciando os impactos das privatizações no Sistema Petrobrás, como a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da Covid-19 nas instalações da empresa. 

Nesta sexta, os trabalhadores do Terminal Madre de Deus (Temadre), na Bahia, intensificaram as mobilizações, exigindo medidas de segurança e testagem em massa. "Alguns trabalhadores do turno relataram estar há meses sem testar para Covid, então o sindicato só permitiu a entrada, após a gerência garantir a testagem da turma", informa o coordenador da FUP e diretor do Sindipetro BA, Deyvid Bacelar. Por força da mobilização da categoria, o sindicato conseguiu garantir da gerência do terminal o compromisso de que será implementada testagem em massa para todos os trabalhadores do turno no retorno da folga, ou seja, a cada 10 dias. “Nesse período inicial, o limite será a cada dois turnos, avançando para a testagem a cada retorno”, esclarece o petroleiro.

O desmonte da Transpetro reduziu a um terço os efetivos do Temadre, aumentando os riscos de acidentes e impondo dobras e jornadas exaustivas aos trabalhadores. A mesma situação de risco e insegurança afetam os trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), que está sendo adquirida por um fundo de investimentos árabe, o Mubadala. Só entre os trabalhadores próprios da Rlam, o sindicato já contabilizou cerca de 90 contaminados e duas mortes nas últimas semanas em decorrência da doença. "Apesar deste cenário tenebroso, o gerente geral da Rlam continua agindo de forma irresponsável, sem tomar as devidas medidas de segurança que nós estamos cobrando desde o ano passado. Além disso, omite dados de Covid relacionados ao trabalhadores terceirizado, que são os que mais se contaminam nas unidades operacionais. Esse é, inclusive, um dos pontos de pauta da categoria que a gestão se nega a atender", explica o coordenador da FUP, que também é funcionário da Rlam. 

Na Refinaria de Manaus (Reman), os trabalhadores participaram de um ato pela manhã organizado pelo sindicato durante a entrada dos funcionários da Liga, empresa terceirizada que, finalmente, depositou o salários dos trabalhadores, após várias mobilizações da categoria. “Continuamos atentos e vigilantes. Se precisar, faremos novas mobilizações. A luta contra a precarização e o desmonte da Reman é em defesa dos direitos e da segurança dos petroleiros, sejam eles próprios ou terceirizados”, afirma o coordenador do Sindipetro AM, Marcus Ribeiro.

No Espírito Santo, onde os trabalhadores da UTG-C, dos campos terrestres e das plataformas vêm participando das mobilizações, a greve foi ampliada para a UTG-SUL. Para protestar contra as péssimas condições de trabalho, os petroleiros iniciaram na terça-feira, 16, uma "greve de alimentação", com boicote produtos fornecidos pela Petrobrás. "Essa situação extrapolou o limite do aceitável após o novo contrato de llimentação da Unidade, onde as cozinheiras precisam fazer mágica com os produtos de péssima qualidade oferecidos pela empresa. Diante dessa situação, estamos pagando a alimentação desses trabalhadores, incluindo o lanche da tarde", afirma o coordenador do Sindipetro-ES, Valnisio Hoffmann, informando que o sindicato já enviou diversos ofícios para a empresa, com relatos dos trabalhadores reclamando da alimentação, mas a gerência continua omissa.

Na Usina de Xisto (SIX), no Paraná, a greve pode ser deflagrada a qualquer instante, pois a gestão da unidade se negar a negociar com o Sindipetro e não respondeu a pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores. A categoria iniciou na quinta-feira, 18, assembleias para decidir sobre o início da greve.

A greve também movimenta também as bases operacionais representadas pelo Sindipetro Unificado de São Paulo, onde nesta sexta-feira foram mobilizados os trabalhadores do Terminal de São Caetano. 

Em Pernambuco, os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima também aprovaram a greve e têm participado de mobilizações preparatórias para o movimento. 

Combustíveis a preços justos

Os sindicatos da FUP continuam intensificando as ações solidárias de descontos para a população na compra de combustíveis, mobilização iniciada em 2019 para debater com a sociedade a importância da Petrobrás enquanto empresa estatal e a urgência de uma política de Estado para o setor de óleo e gás, que garanta o abastecimento nacional de derivados de petróleo, com preços justos para os consumidores. 

Nesta sexta, o Sindipetro Bahia concluiu mais uma rodada de mobilizações, com vendas subsidiadas de 12.300 litros de gasolina em quatro municípios do interior e na capital do estado. A ação de hoje foi em Salvador, onde foram distribuídos 3.300 litros a R$ 3,50 o litro, quase metade do preço praticado no mercado, em função da política preço da Petrobrás que tem por base a paridade de importação (PPI). A atividade teve grande repercussão e serviu para denunciar essa política, que foi implementado em outubro de 2016, durante o governo de Michel Temer e mantida pelo governo de Jair Bolsonaro, impondo sérios prejuízos aos consumidores brasileiros, pois vincula os preços dos derivados nas refinarias às variações do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. Por conta disso, a cada 15 dias, em média, a Petrobras anuncia um novo aumento nos preços. Só este ano, a gasolina subiu seis vezes, acumulando um aumento de 54,3%.

Na quinta-feira, 18, a ação do preço justo foi em Manaus, onde o Sindipetro Amazonas beneficiou 100 taxistas e 50 mototaxistas que pagaram R$ 3,50 pelo litro da gasolina. Foram distribuídos 2.500 litros de gasolina. A ação ocorreu em parceria com o Sindicato dos Taxistas do Amazonas (Sintax-AM) e com o Sindicato dos profissionais Mototaxistas de Manaus (Sindmoto).

No Espírito Santo, os petroleiros distribuíram na  (quarta-feira (17/03) mais 200 cupons de desconto de R$ 2,00 para motoristas de carros e motocicletas que abasteceram os veículos com gasolina em um posto de Vitória. Ao todo, foram subsidiados 3 mil litros do combustível.

Veja as fotos do 15º dia de greve:

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Operação foi forjada para desmontar a indústria petrolífera nacional. Não por acaso, tiraram da Petrobrás a exclusividade na operação do pré-sal e estão privatizando a empresa. Estudo do Dieese reforça denúncias que a FUP vem fazendo há sete anos, ao mensurar que, somente no setor petrolífero, o pais deixou de receber cerca de R$ 104,3 bilhões em investimentos durante esse período, o que contribuiu para o aprofundamento da crise econômica

[Da redação da CUT]

Uma das funções da Operação Lava Jato, comandada pelo ex-juiz Sérgio Moro, do Paraná, foi destruir a Petrobras, a maior empresa estatal brasileira, para atender a interesses estrangeiros sobre o petróleo brasileiro e isso contribuiu muito para a destruição da economia do país.

O caos econômico vivido pelo Brasil nos dias de hoje, portanto, é, em parte, herança da operação Lava Jato, encerrada em fevereiro deste ano. Esta é uma das conclusões do estudo “Implicações Econômicas Intersetoriais da Operação Lava Jato”, realizado pelo Dieese, a pedido da CUT.

A principal consequência da operação, que focou nos CNPF e não nos CPF, para o setor de petróleo e gás foi uma mudança no perfil da empresa, que antes de perder os investimentos que recebia, trilhava o caminho do desenvolvimento, da tecnologia, para impulsionar o crescimento econômico do país, por meio de sua cadeia de produção.

“A Petrobras, assim como o setor de construção civil, foi dizimada pela Laja Jato”, diz o presidente da CUT, Sérgio Nobre, se referindo aos cortes bruscos dos recursos aplicados, um dos efeitos da operação.

A estatal, então, passou a ser apenas uma empresa de prospecção de petróleo, favorecendo seus acionistas, se tornando um negócio para gerar lucro aos rentistas e deixou ter um papel social para o país.

“Caminhávamos para ter uma empresa integrada, ter soberania nacional na produção, ter uma política em que os investimentos alavancavam outros setores nacionais a partir da política de conteúdo nacional. E tudo ficou comprometido”, diz Adriana Marcolino, técnica da subseção do Dieese da CUT Nacional.

De acordo com ela, mudar as diretrizes e a direção dos investimentos na Petrobras foi um ambiente criado a partir de interesses internacionais e isso gerou os impactos negativos sentidos até hoje, como o preço alto dos combustíveis, que explodiram depois do golpe – o litro da gasolina é vendido por até R$ 8,20 em algumas regiões do país.  

“Tudo de positivo que os investimentos na Petrobras poderiam gerar, inclusive em outros setores, foi cortado e a estatal se tornou uma empresa baseada na extração, sem estratégias para o desenvolvimento e dirigida à privatização”, afirma Adriana.

Desde a descoberta do Pré-Sal, durante o governo Lula, o presidente que mais investiu na Petrobras na história do Brasil, ano após ano, o país aumentava o montante de investimentos na estatal. Pulou de cerca de US$ 8 bilhões em 2006 para US$ 48 bilhões em 2014, ano em que começaram as investigações da operação e a paralisação das atividades de várias empresas de vários setores, em especial da construção civil e na Petrobras, alvo principal da operação.

Por causa do espetáculo promovido por Moro e pelos procuradores do Ministério Público, mais interessados em holofotes do que no real combate à corrupção, começava  a destruição do que a Petrobras representava ao Brasil. Com isso, toda a cadeia produtiva sofreu duramente por causa das ações midiáticas da 'República de Curitiba'.

Em 2017, os investimentos já haviam caído para cerca de R$ 13 bilhões e no ano passado, o número fechou no mesmo patamar de 15 anos atrás – US$ 8 bilhões.

Somente no setor petrolífero o pais deixou de receber cerca de R$ 104,3 bilhões em investimentos durante o período. Se somado ao setor de construção civil (67,8 bilhões), o total de investimentos não realizados no país chega a R$ 172,2 bilhões.

Adriana Marcolino explica que esse valor poderia ter gerado um incremento de 3,6% no Produto Interno Bruto (PIB) entre 2014 a 2017 e “possivelmente em 2018, já teríamos compensando a queda do PIB em 2015 e 2016, o que teria ajudado a superar a recessão”.

“O que a gente vive hoje é reflexo da Lava Jato e a falta de investimentos na Petrobras. Teríamos chegada nessa crise 2020 em um cenário de problemas econômicos e sociais menores”.

E os efeitos recaem também sobre outros setores. A Petrobras demanda insumos, recursos, serviços e produtos de outros segmentos da economia, que sentiram o impacto. “Se a Petrobras tem sua capacidade reduzida, outros setores deixam de prestar serviços a ela”, diz Adriana Marcolino.

Ela cita como exemplo a construção civil, setor em que pela paralisação de grandes obras como as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), houve uma quebradeira generalizada. “Outras empresas, contratadas, terceirizadas, também tiveram contratos cancelados e não receberam pagamentos por causa da investigação”, explica Adriana.

Providências

O estudo elaborado pelo Dieese tem como objetivo denunciar à sociedade o tamanho do estrago feito pela Lava Jato e subsidiar o debate sobre os interesses políticos por trás da operação.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, ao citar a destruição da Petrobras pela operação, questiona o porquê de não ter havido um controle das movimentações financeiras da estatal, já que para isso há métodos de eficientes pelo sistema financeiro.

“A gente pensava: como é que alguém consegue movimentar bilhões de um lado para outro, como diz a operação, e não tem banco envolvido?”

O presidente da CUT afirma que o ex-juiz Sérgio Moro disse na época que investigar o sistema financeiro implicaria em um risco de uma “crise sistêmica”, com efeitos colaterais em toda a economia, um cuidado que, de acordo com ele, não houve no caso da Petrobras.

E isso, diz, “no mínimo merece uma investigação porque ninguém, em lugar nenhum do mundo, destrói uma empresa como a Petrobras, sem servir a interesses econômicos estrangeiros, ou de multinacionais”.

“No capitalismo é assim. Quando você destrói um setor inteiro como esse, alguém ocupa”, pontua Sérgio Nobre.


Leia também:

Lava Jato retirou 4,4 milhões de empregos e R$ 47 bilhões em impostos, aponta estudo Dieese/CUT


 

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Em greve há 12 dias, petroleiros de diferentes regiões do país seguem mobilizados, denunciando os impactos das privatizações no Sistema Petrobrás, como a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da Covid-19 nas instalações da empresa. Trabalhadores de quatro estados participam do movimento desde o último dia 05, quando os petroleiros da Refinaria Landhulfo Alves (Rlam) retomaram a greve na Bahia. Desde então, a categoria vem atendendo ao chamado de paralisações feito pelos sindicatos da FUP no Amazonas, no Espirito Santo e em São Paulo. 

Na Bahia, a greve avança com a participação dos petroleiros dos campos terrestres e do Terminal Madre de Deus, que também sofrem os impactos das privatizações. Nesta terça-feira, 16, houve adesão dos trabalhadores próprios e terceirizados do Campo de Buracica. O Sindipetro BA também retomou esta semana as ações solidárias de descontos para a população na compra de combustíveis (saiba mais aqui), mobilização que a FUP e seus sindicatos realizam desde 2019 para debater com a sociedade a importância da Petrobrás enquanto empresa estatal e da urgência de uma política de Estado para o setor de óleo e gás, que garanta o abastecimento nacional de derivados de petróleo, com preços justos para os consumidores. 

No Espírito Santo, onde os trabalhadores da UTG-C, dos campos terrestres e das plataformas vêm participando das mobilizações, a greve nesta terça foi ampliada para a UTG-SUL. Para protestar contra as péssimas condições de trabalho, os petroleiros iniciaram uma "greve de alimentação", com boicote produtos fornecidos pela Petrobrás. "Essa situação extrapolou o limite do aceitável após o novo contrato de llimentação da Unidade, onde as cozinheiras precisam fazer mágica com os produtos de péssima qualidade oferecidos pela empresa. Diante dessa situação, estamos pagando a alimentação desses trabalhadores, incluindo o lanche da tarde", afirma o coordenador do Sindipetro-ES, Valnisio Hoffmann, informando que o sindicato já enviou diversos ofícios para a empresa, com relatos dos trabalhadores reclamando da alimentação, mas a gerência continua omissa.

Em Pernambuco, os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e do Terminal Aquaviário de Suape seguem mobilizados, participando de atos e atrasos na frente das unidades, como a que foi realizada nesta terça, pela manhã (veja as fotos abaixo).

As mobilizações continuam também na Refinaria de Manaus (Reman) e nas bases operacionais representadas pelo Sindipetro Unificado de São Paulo. 

Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, onde a greve também foi aprovada, o Sindipetro continua exigindo a suspensão imediata das paradas de manutenção, em função do aumento de trabalhadores infectados pela Covid. Segundo o sindicato, foram confirmados nesta última semana mais de 78 casos de contaminação por coronavírus a Regap, entre trabalhadores efetivos e terceirizados. "Já são 15 casos confirmados na operação em duas semanas, inclusive envolvendo pessoas que estiveram em um mesmo refeitório. Já temos casos de companheiros contaminados que não conseguiram se internar, por falta de leitos em BH. Não iremos aceitar que coloquem o lucro acima da vida da categoria”, afirma Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro-MG.

Na Usina de Xisto (SIX), no Paraná, a greve pode ser deflagrada a qualquer instante, pois a gestão da unidade não respondeu as demandas da pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores e encaminhada pelo sindicato à empresa. 

Surtos de Covid

Surtos de Covid vêm sendo relatados pela FUP por seus sindicatos em diversas unidades do Sistema Petrobrás. Na Rlam, dois operadores morreram em um espaço de uma semana, após complicações geradas pela doença. Segundo o Sindipetro-BA, cerca de 80 trabalhadores já foram contaminados na refinaria nas últimas semanas. Por conta do avanço da pandemia no estado, o sindicato conseguiu que a Petrobrás suspendesse temporariamente as paradas de manutenção.

O mesmo aconteceu no Paraná, na Repar, onde o Sindipetro-PR/SC também convenceu a gestão a postergar para 12 de abril o início das paradas de manutenção. "Continuaremos atentos às condições sanitárias e às taxas de ocupação dos hospitais de Araucária e Região para verificar se a parada de manutenção poderá ser realizada na nova data apontada, visando a segurança de todos os trabalhadores", informou o sindicato. 

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ABERT
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Nesta terça-feria, 16, às 21h, será realizados um encontro inédito que reunirá em uma live a atual representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, e ex-conselheiros eleitos, como o atual coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, e o ex-coordenador da entidade, José Maria Rangel. Além deles, estarão presententes os ex-conselheiros Danilo Silva e Sílvio Sinedino. 

A conversa será em torno de temas que estão na agenda nacional dos trabalhadores e dos brasileiros, como política de preços dos combustíveis, venda das refinarias, prejuízos gerados pelas privatizações no Sistema Petrobrás. O desmonte da empresa está diretamente relacionado com a operação Lava Jato, que destruiu 4,4 milhões de empregos, acabou com a política de conteúdo nacional e aumentou a desindustrialização ao fazer o Brasil perder mais de R$ 172 bilhões em investimentos nos últimos anos. Isso equivale a 40 vezes os R$ 4,3 bilhões que a operação informou ter recuperado para os cofres públicos, segundo estudo realizado pelo Diiese/CUT, que será lançado nesta terça, às 14h. Essa temática também será pauta do debate.

O encontro dos conselheiros eleitos da Petrobrás será realizado ao vivo, no programa Debate Petroleiro, criado e produzido semanalmente pelo petroleiro e advogado Jailton Andrade, que também é dirigente do Sindipetro Bahia."Você vai entender de petróleo por que produz e saberá como as decisões de um grupo de 11 conselheiros da maior empresa brasileira afeta seu dia desde que quando você acorda. Daremos bons conselhos para o desenvolvimento do país e para um combustível acessível ao povo e à indústria nacional", avisa Jailton. O tema sugestivo da edição desta terça é “Um bom conselho”, pois destacará a importância do CA da Petrobrás, a sua composição atual, a luta dos representantes dos trabalhadores, os fatos históricos e curiosos em cada gestão, os prejuízos da privatização e do PPI (Preço de Paridade de Importação) e o aprofundamento da crise econômica no Brasil ocasionado pela operação lava jato, com base no estudo realizado pelo Dieese.

O programa tem uma hora e meia de duração, com transmissão às terças-feiras, 21h, no Facebook, YouTube e na Twich TV, nos links abaixo:

Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=bRUZWkpLRjI

Facebook: https://www.facebook.com/103119084729356/posts/322410056133590/

Assista por aqui: 

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Em carta aberta aos trabalhadores, o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, reforça o chamado da FUP à unidade na luta contra as privatizações. Em Informe FUP enviado à categoria no último dia 04 e publicado aqui, a Federação deu o seguinte informe:

"Em reunião na terça-feira, 02/03, com os sindicatos que integram a FNP, os dirigentes da FUP fizeram um chamado aos companheiros para que se somem à luta que estamos travando contra as privatizações e o desmonte do Sistema Petrobrás, cujos efeitos são catastróficos não só para a categoria petroleira, como para toda a classe trabalhadora. A população está sendo prejudicada pela desindustrialização, desemprego e empobrecimento de diversas regiões do país, além dos preços abusivos dos combustíveis."

Leia a íntegra da carta aberta do Sindipetro Bahia:

Não é de hoje que a FUP – Federação Única dos Petroleiros, que agrega 12 sindicatos, chama a FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), – Ofício circular 002/FUP , composta apenas por cinco sindicatos para unidade, principalmente na luta concreta e não fazendo discurso, como de costume, para dividir a categoria.

Nós entendemos que a luta contra a privatização da Petrobrás e os desmandos do atual governo, é bem maior e mais ampla. Faz-se necessário que cada vez mais atores se engajem nesse propósito e entrem na trincheira para lutar, objetivamente, contra a entrega do patrimônio nacional. Não é hora de disputas menores.

Acreditamos que essa luta convoca todos. Portanto, os companheiros de verdade, precisam se juntar em defesa dos nossos direitos, dos empregos que estão sendo ameaçados pela atual gestão da Petrobrás e pelo governo Bolsonaro. Entendemos ser necessária essa unidade, porém, ações contraditórias só confundem e nos desviam do verdadeiro alvo, o governo entreguista que se instalou na República.

Divergência na condução é normal, mas agora o inimigo é aquele que nega vacina para o povo, que não dá meios para o combate à pandemia, sendo insensível a mais de 270 mil mortes por Covid-19 no país.

Acreditamos, sim, que essa luta é de todos nós. Portanto, todos os companheiros e companheiras que queiram se juntar em defesa da Petrobras e dos nossos direitos, contra a atual gestão da Petrobrás e também do governo Bolsonaro, são bem-vindos. Entendemos ser necessária essa unidade, porém a FNP não pode ter ações contraditórias num momento tão difícil, permanecer no palanque. Esta união deve ser verdadeira onde o objetivo seja sempre, o melhor para a nossa categoria, assim como a FUP se pautou ao longo da sua trajetória de luta por uma Petrobras 100% estatal, a serviço do povo brasileiro. Sigamos juntos que a luta é nossa!

Defender a Petrobras, é defender o Brasil.

Jairo Batista
Coordenador Geral
SINDIPETRO BAHIA

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A inflação medida pelo IBGE bateu recordes no mês de fevereiro e a alta dos preços dos combustíveis foi uma das principais causas. Em apenas nove dias, a gasolina e o diesel já foram reajustados três vezes. É urgente e necessário o fim do PPI, que tanto penaliza o trabalhador brasileiro

[Nota da FUP]

Para o coordenador geral da Federação Única dos Trabalhadores (FUP), Deyvid Bacelar, “a inflação de fevereiro é a prova mais recente do que estamos denunciando desde 2016. A política de Preço de Paridade de Importação usada pela Petrobrás para reajustar os combustíveis prejudica não apenas a parcela da população que tem veículo, mas toda a sociedade brasileira, já que os valores dos derivados são componentes importantes do cálculo da inflação e geram efeito cascata na cadeia produtiva.

Segundo Bacelar, “é urgente e necessário o fim dessa política, que muito penaliza o trabalhador brasileiro”. Em sua avaliação, a situação irá piorar ainda mais se a venda das refinarias da Petrobrás for adiante, “porque vai ser a instauração definitiva dessa política de preços que olha somente para o exterior para precificar combustíveis produzidos no Brasil, por refinarias brasileiras, da Petrobrás. Quem comprar esses ativos poderá cobrar o preço que quiser, e obviamente se guiará apenas pelos valores internacionais. O bolso do consumidor vai doer ainda mais”, ressaltou o coordenador geral da FUP.

Maior impacto veio do setor de Transportes

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro teve alta de 0,86%, bem acima do resultado de janeiro, de 0,25%. Essa foi a maior variação num mês de fevereiro desde 2016. Nos dois primeiros meses de 2021, o índice já variou 1,11% e, nos 12 meses terminados em fevereiro, 5,20%. 

Projeções feitas pelo economista Cloviomar Cararine, da subseção FUP do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apontam que os resultados esperados para março também são ruins. Até o momento, em apenas nove dias (01/03 a 09/03), os preços da gasolina e do diesel já foram reajustados três vezes, subindo 14,9% e 10,7%, respectivamente.

Dos nove grupos de produtos pesquisados, oito apresentaram alta nos preços. Como esperado, o maior impacto veio do setor de Transportes, contribuindo com 0,45 pontos percentuais (p.p.) no resultado de fevereiro. O preço da gasolina (que subiu 7,11%) impactou em 0,36 p.p. Isto significa que somente a alta da gasolina respondeu por 42% de toda a inflação deste mês. Além disso, o preço do etanol subiu 8,06%, o do óleo diesel, outros 5,4% e do gás veicular, 0,69%.

“Em momento de graves efeitos da pandemia e de elevadas taxas de desemprego, a inflação em alta penaliza ainda mais os trabalhadores. Os resultados apresentados aqui, pelo IPCA, mostram os efeitos perversos sobre a população da política de preços praticada pela Petrobrás em suas refinarias, acompanhando a variação dos preços dos derivados no âmbito internacional. A gasolina e o óleo diesel, somente em fevereiro deste ano, sofreram três aumentos de preços nas refinarias, subindo 18,8% e 21,5%, respectivamente”, observa Cararine, da FUP/DIEESE.

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Os petroleiros enviaram documento solicitando explicações urgentes por parte da administração da SIX sobre simulados de emergência e segurança. Atividade na região não acontece desde 2017 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Recentemente o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina entregou documento à Prefeitura de São Mateus do Sul no qual cobrou providências sobre questões relacionadas à Usina do Xisto (SIX). As pautas foram construídas em conjunto com os moradores da Vila Bom Jesus, após inúmeras reclamações das famílias junto ao Sindicato. As reivindicações também foram enviadas aos representantes da Petrobrás. 

Localizada no entorno da unidade, a comunidade está há mais de três anos sem receber simulado emergencial. Significa que os moradores próximos do Gasoduto PETROBRAS/INCEPA estão desassistidos. Para o Sindicato, o simulado emergencial numa área de passagem de gás combustível precisa ser feito anualmente. 

Hoje, depois de tanto tempo sem atividades desse tipo, os moradores vivem com sensação de insegurança. São os trabalhadores da SIX que “apagam o incêndio” gerado pela negligência da gestão ao dialogar diretamente com a comunidade local. As famílias querem saber os motivos do simulado de emergência na Vila Bom Jesus não ser feito desde 2017.   

Devido à ausência de informação sobre a realização dos trabalhos de prevenção, o documento do Sindicato dos Petroleiros solicita indicadores e estudos de análise de risco, além dos cenários acidentais e os planos de emergência da unidade para a região do seu entorno. 

A categoria requer também a confirmação se os exercícios simulados foram ou estão sendo feitos de acordo com o que é definido no Estudo de Análise de Risco (EAR). São dados importantes e premissa básica da área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobrás (SMS). 

Até o momento não se tem clareza do “padrão SIX” de prevenção do seu entorno, nem se há um plano de contingência que identifique um possível cenário emergencial para treinamento ou simulado. Outra questão obscura é sobre o teor dos relatórios apresentados pela SIX à Petrobrás que tratam da região da Vila Bom Jesus.  

O que se sabe é que no Xisto há treinamento à distância (EAD) em razão da pandemia, uma atividade que só atinge moradores da localidade com acesso ao simulado virtual. Bem diferente do trabalho presencial, que serve para prevenir e educar a população em caso de necessidade de evacuação imediata por vazamento ou até explosão. 

Ressalta-se que qualquer simulado de emergência é condicionado à licença ambiental e operacional. Além disso, nos dias de hoje, deve-se respeitar rigorosamente os protocolos de prevenção à Covid19.  

Desmonte 

Atualmente a gestão da SIX diminui o número de técnicos de segurança, sucateia instalações e continua precarizando as relações de trabalho. A unidade é fortemente impactada pelo desmonte promovido pela atual gestão da empresa. 

Setores como a Casa de Força, Laboratório, Utilidades e SMS (o departamento responsável pelas vidas dos trabalhadores) são sistematicamente precarizados. 

A situação da SIX é grave. Por isso, o Sindipetro PR e SC levou essa pauta urgente ao executivo municipal, pois trata-se da segurança da população saomateuense, que sem a Usina do Xisto ficará na UTI.

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Em primeiro pronunciamento depois que recuperou os direitos políticos, Lula destacou o sofrimento do povo brasileiro com a pandemia e a crise econômica. Ao falar sobre o desmonte da Petrobrás, ele sinalizou para a possibilidade de reverter o ciclo de desmonte dos últimos 5 anos. “Quem tiver comprando coisas da Petrobras tá correndo risco porque a gente pode mudar muita coisa”, alertou o ex-presidente

[Imprensa da FUP* | Foto: Ricardo Stuckert]

Em coletiva concedida nesta quarta-feira (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um alerta sobre o falso “risco Lula” anunciado pela mídia corporativa ao condenar uma possível candidatura do petista em 2022. “Se o mercado quer ganhar dinheiro investindo em coisas produtivas, se o mercado quer ganhar vendo o povo ser consumidor, ele tem que gostar de mim.… Agora, se o mercado quer ver a entrega da soberania nacional, não votem em mim. Nós não vamos privatizar”, afirmou.

“Não tenham medo de mim. Eu sou radical porque quero ir à raiz dos problemas neste país. Porque quero ajudar a construir um mundo justo, mais humano, em que trabalhar e pedir aumento de salário não seja crime", disse Lula, no primeiro pronunciamento após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, ter anulado as condenações que lhe foram impostas no âmbito da Lava Jato.

A entrevista coletiva foi concedida na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo (SP), onde o ex-presidente viveu vários momentos emblemáticos de sua vida. Foi lá que ele começou sua trajetória sindical e política e foi lá também que saiu e voltou nos braços dos trabalhadores, após ter sido injustamente preso em abril de 2018 e libertado 580 dias depois.

Em seu discurso, Lula fez duras críticas às privatizações no Sistema Petrobrás e à política de preços dos combustíveis. “Quem tiver comprando coisas da Petrobras tá correndo risco porque a gente pode mudar muita coisa”, alertou o ex-presidente, condenando a privatização da BR Distribuidora e de vários outros ativos da empresa que foram vendidos a preço de banana pelos governos Temer e Bolsonaro. 

"Não é possível permitir que o preço do combustível brasileiro tenha que seguir o preço internacional se nós não somos importadores de petróleo. O Brasil é exportador. Nós produzimos a matéria prima aqui, nós tiramos do fundo do mar, nós conseguimos refinar aqui derivados de qualidade", afirmou o ex-presidente.

Pandemia: "Não temos governo"

Ao criticar o (des)governo Bolsonaro na condução da pandemia, o ex-presidente Lula relembrou que o Brasil teve várias oportunidades de imunizar a população. “Foram várias vacinas rejeitadas... ele rejeitou a Pfizer e inventou cloroquina”, lamentou. E alertou: “Não siga nenhuma recomendação imbecil do presidente e do ministro da Saúde”. O petista também disse que o Brasil vive um momento caótico. “Não temos governo neste país! Não cuida da economia, do emprego, da saúde, do meio ambiente”, destacou.

"Moro é o maior mentiroso da história do Brasil"

Lula também afirmou que vai continuar brigando juridicamente para que seja declarada a suspeição do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro. O julgamento do caso, a cargo da Segunda Turma do STF, foi interrompido, após o ministro Kassio Nunes Marques pedir vistas do processo. Os ministros Gilmar Mendes e Lewandoswi votaram pela suspeição. Por sua vez, a ministra Cármem Lúcia deu indícios de que pode rever seu voto proferido na primeira sessão do julgamento, em 2018, desta vez se posicionando contra a conduta de Moro.

Lula chamou o ex-ministro de Jair Bolsonaro de “o maior mentiroso da história do Brasil”, e que ele era considerado “um herói, por aqueles que queriam me culpar”. “Deus de barro não dura muito tempo”, provocou. Tenho certeza que hoje ele deve estar sofrendo muito mais do que eu. Dallagnol deve estar sofrendo muito mais. Porque eles sabem que cometeram erros. E eu não cometi”, declarou.

 Veja a íntegra da entrevista coletiva:

[*Com informações da Carta Capital, da Rede Brasil Atual e da Revista Fórum]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta quarta-feira, 10, os trabalhadores do Sistema Petrobrás entram no sexto dia de greves na Bahia, no Amazonas, no Espirito Santo e em São Paulo, com novas adesões. Na Bahia, além da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), cujos trabalhadores retomaram a greve na última sexta-feira, 05, o movimento foi intensificado com a adesão dos trabalhadores dos campos terrestres de Taquipe, que também lutam por segurança e contra a precarização e as demissões causadas pelas privatizações.

Nas bases do Sindipetro Unificado de São Paulo, foi a vez dos trabalhadores da Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, se somarem às mobilizações. A greve segue movimentando ainda os petroleiros na Refinaria de Manaus (Reman) e nas bases do Sindipetro Espírito Santo.

Novas adesões começam a ser desenhadas também em outras bases da FUP que aprovaram a greve. Houve atrasos no turno na Regap, em Minas Gerais, na Refinaria Abreu e Lima e no Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco. No Norte Fluminense, os trabalhadores aprovaram estado de greve e realizam nesta quarta-feira, 10, seminário de greve. Veja abaixo mais detalhes.

Com pautas de reivindicações diversas, os sindicatos da FUP denunciam os impactos das privatizações nas relações de trabalho, em função das transferências compulsórias feitas pela gestão da Petrobrás, da redução drástica de efetivos e do sucateamento das unidades, principalmente as que estão sendo vendidas. O resultado desse desmonte é o risco diário de acidentes, sobrecarga de trabalho, assédio moral e descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho.

Veja como estão as mobilizações em outras bases:

Minas Gerais

Os petroleiros da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), se somaram às mobilizações nesta quarta-feira, 10, com atrasos na entrada do turno e debates com o sindicato sobre o processo de negociação da pauta local. Os trabalhadores estão negociando com a gerência da Regap reivindicações relacionadas às condições de segurança na refinaria, como efetivo mínimo de trabalhadores, tabela de turno e medidas de prevenção ao avanço da pandemia de covid-19, principalmente, em função das paradas de manutenção que estão ocorrendo.

Pernambuco

Os petroleiros da Refinaria Abreu e Lima e do Terminal Aquaviário de Suape realizaram atos no início da manhã, com atrasos na entrada do expedientes, em protesto contra o sexto aumento este ano no preço dos derivados de petróleo e cobrando condições seguras de trabalho nas unidades do Sistema Petrobrás em Pernambuco, que estão em processo de privatização. O Sindipetro-PE/PB denuncia o sucateamento das unidades, com impacto direto nas condições de trabalho, como a redução dos quadros de efetivos e o descumprimento de normas de segurança que colocam em risco a vida dos trabalhadores.

Os impactos das privatizações no Sistema Petrobrás também estão sendo denunciados pelos petroleiros em atividades no centro de Recife.

Norte Fluminense

Em estado de greve, os trabalhadores das bases de terra e mar da Bacia de Campos realizam nesta quarta-feira, 10, seminário de greve para discutir coletivamente a construção de um grande movimento de paralisação, pelo cumprimento de direitos da categoria e contra o desmonte da Petrobrás, que já se desfez de várias plataformas na região e está privatizando diversas outras.

“A conjuntura de pandemia e de governo Bolsonaro está impondo estratégias cada vez mais inteligentes aos movimentos grevistas. O Sindipetro-NF tem tradição na construção de formas ousadas e alternativas de greve, que muitas vezes surpreenderam a gestão da empresa e produziram conquistas importantes. Toda essa história é feita de forma coletiva, nos seminários, nas reuniões setoriais, assembleias e outras formas de interação com a categoria”, destaca o sindicato.

Combustíveis a preços justos

Enquanto a Petrobrás reajusta pela sexta vez os combustíveis este ano, os sindicatos da FUP intensificam as ações solidárias de venda subsidiada da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, mostrando para a sociedade que é possível comprar derivados de petróleo por preços justos. A apesar de produzidos nas refinarias brasileiras com petróleo nacional, os combustíveis são vendidos a preços internacionais e custo de importação. 

Uma conta que não fecha para os consumidores brasileiros, pois é baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI). política de reajuste dos derivados de petróleo que foi implantada em 2016 no governo Temer e mantida pelo governo Bolsonaro.

Cada vez que o preço do barril de petróleo, que é cotado em dólar, sobe lá fora, a Petrobrás reajusta os preços dos combustíveis aqui no Brasil. Com isso, só em 2021, a gasolina já aumentou 54%, e o diesel 41,5% nas refinarias. Os brasileiros estão refém das oscilações do mercado internacional e da disparada do dólar, o que tem sido constante. A FUP e seus sindicatos vêm denunciando há mais de quatro anos os prejuízos do PPI e cobrando a adoção de uma política de Estado para o mercado de combustíveis, que garanta preços justos para o povo brasileiro e o abastecimento nacional. 

Para ampliar esse diálogo com a população, os petroleiros farão novas ações solidárias nos próximos dias em diversas regiões do país, cujo calendário será divulgado em breve. Na semana passada, nove municípios do país foram atendidos pelas ações da FUP e de seus sindicatos, que junto com a CUT e movimentos sociais, distribuíram 22 mil litros de gasolina a R$ 3,50 o litro, 10 mil litros de óleo diesel a R$ 3,09 o litro, e 450 botijões de gás de cozinha a R$ 40,00 o botijão de 13 kg. 

Fotos do sexto dia de greve:

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[Da imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em greve por tempo indeterminado, os petroleiros da Bahia realizaram nesta terça-feira, 09, pela manhã um ato na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em protesto contra o avanço das contaminações de Covid-19 nas unidades do Sistema Petrobrás. No domingo, 07, um operador da Rlam faleceu em decorrência da doença. Os petroleiros protestaram contra a negligência da gestão, fincando cruzes no entorno da refinaria.

A segurança é um dos eixos da greve que mobiliza há cinco dias os trabalhadores da Petrobrás não só na Bahia, como no Amazonas, no Espírito Santo e em São Paulo. Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros enfrentam graves ataques no ambiente de trabalho. Diversos trabalhadores estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo. 

Soma-se a isso o avanço do assédio moral, que é hoje uma ferramenta utilizada em larga escala pelas gerências para pressionar os trabalhadores. Tudo isso em meio ao avanço da pandemia, cujo impacto na vida da categoria é cada vez maior.  Assim como o governo Bolsonaro, a gestão da Petrobrás vem negando recomendações, normas e protocolos de segurança dos órgãos de saúde e de fiscalização, como o Ministério Público do Trabalho, a Fiocruz e a Agência Nacional de Petróleo.

Na Rlam, por exemplo, foram denunciados surtos de Covid com mais de 70 trabalhadores contaminados nas últimas semanas. Ainda assim, a gerência da refinaria insistiu em manter as paradas de manutenção que colocariam em risco mais de 2 mil trabalhadores aglomerados na unidade. Só após o início da greve é que a a gestão da Petrobrás resolveu suspender o início das paradas

Em um ano de pandemia, mais de 5.200 trabalhadores da Petrobrás já se contaminaram. Isso equivale a mais de 11% do efetivo próprio da companhia. Ou seja, o dobro da média nacional. A cada semana, são mais de 420 trabalhadores infectados pela Covid-19 e uma média de 20 hospitalizados. Números que, apesar de altos, são subnotificados, pois a gestão da Petrobrás insiste em não divulgar os dados dos trabalhadores terceirizados.

Greve segue no crescente

Novas adesões à greve dos petroleiros devem ocorrer ao longo da semana, em outras bases sindicais da FUP. O movimento já foi aprovado em Pernambuco, em Minas Gerais e na Usina do Xisto (SIX), no Paraná, onde os trabalhadores estão se preparando para se somar ao movimento.

Nesta terça-feira, 09, as mobilizações foram intensificadas na Refinaria de Manaus (Reman), na Refinaria de Paulínia (Replan) e no Espírito Santo, onde houve atrasos no embarque para as plataformas.  

Com pautas de reivindicações diversas, os sindicatos da FUP denunciam os impactos das privatizações nas relações de trabalho, em função das transferências compulsórias feitas pela gestão da Petrobrás, da redução drástica de efetivos e do sucateamento das unidades, principalmente as que estão sendo vendidas. O resultado desse desmonte é o risco diário de acidentes, sobrecarga de trabalho, assédio moral e descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho.

Combustíveis a preços justos

Enquanto a Petrobrás reajusta pela sexta vez os combustíveis este ano, os sindicatos da FUP intensificam as ações solidárias de venda subsidiada da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, mostrando para a sociedade que é possível comprar derivados de petróleo por preços justos. A apesar de produzidos nas refinarias brasileiras com petróleo nacional, os combustíveis são vendidos a preços internacionais e custo de importação. 

Uma conta que não fecha para os consumidores brasileiros, pois é baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI). política de reajuste dos derivados de petróleo que foi implantada em 2016 no governo Temer e mantida pelo governo Bolsonaro.

Cada vez que o preço do barril de petróleo, que é cotado em dólar, sobe lá fora, a Petrobrás reajusta os preços dos combustíveis aqui no Brasil. Com isso, só em 2021, a gasolina já aumentou 54%, e o diesel 41,5% nas refinarias. Os brasileiros estão refém das oscilações do mercado internacional e da disparada do dólar, o que tem sido constante. A FUP e seus sindicatos vêm denunciando há mais de quatro anos os prejuízos do PPI e cobrando a adoção de uma política de Estado para o mercado de combustíveis, que garanta preços justos para o povo brasileiro e o abastecimento nacional. 

Para ampliar esse diálogo com a população, os petroleiros farão novas ações solidárias nos próximos dias em diversas regiões do país, cujo calendário será divulgado em breve. Na semana passada, nove municípios do país foram atendidos pelas ações da FUP e de seus sindicatos, que junto com a CUT e movimentos sociais, distribuíram 22 mil litros de gasolina a R$ 3,50 o litro, 10 mil litros de óleo diesel a R$ 3,09 o litro, e 450 botijões de gás de cozinha a R$ 40,00 o botijão de 13 kg. 

[Imprensa da FUP | Foto: Ana Reis]

Confira as fotos do quinto dia de greve:

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Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.