O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, está sendo vítima de perseguição pela Gerência Geral da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, por liderar a luta contra a venda da unidade. Deyvid Bacelar foi punido com suspensão de 29 dias, mesmo estando o coordenador da FUP em exercício legal de seu mandato sindical, o que viola até mesmo as normas internacionais. A punição foi aplicada depois que Deyvid liderou a categoria na greve contra a ilegalidade no processo de privatização da refinaria.

A Rlam foi vendida por valor abaixo do mínimo fixado pela própria Petrobrás, em um processo suspeito que vem sendo denunciado pelo coordenador da FUP e demais lideranças sindicais. A luta contra a venda da refinaria faz parte de uma campanha mais geral travada por diversas categorias em defesa das empresas e dos serviços públicos. A categoria bancária participa da luta para defender bancos públicos como o Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bando da Amazônia e Banco do Nordeste.

“O objetivo da direção da Petrobras, seguindo a cartilha do Governo Bolsonaro, é de impor uma perseguição política a fim de inibir a luta dos petroleiros e enfraquecer a resistência de uma categoria que sempre esteve na vanguarda das mobilizações em defesa dos direitos da classe trabalhadora e da soberania nacional. Nós bancários estamos solidários ao companheiro da FUP”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro Adriana Nalesso.

Os trabalhadores petroleiros da Rlam, a refinaria mais antiga do país, iniciaram há 30 dias um movimento grevista para denunciar a privatização e defender os direitos e empregos dos funcionários.

A greve é legítima e não foi julgada abusiva ou ilegal.

A Petrobras tem utilizado de todos os recursos jurídicos, inclusive impondo pesadas multas ao Sindipetro Bahia e reprimindo o movimento para frustrar a mobilização dos trabalhadores.

Prática antissindical

Os petroleiros denunciam a prática antissindical contra os dirigentes sindicais e contra os trabalhadores, inclusive os terceirizados, com práticas abusivas e até assédio moral. Segundo as denúncias dos trabalhadores, a situação chegou ao cúmulo de o gerente geral da refinaria proibir o uso de máscara de proteção contra a Covid-19 com os dizeres “Privatizar faz mal ao Brasil” e a logomarca do sindicato, uma das formas de protesto dos petroleiros.

A empresa aplicou uma suspensão de 29 dias no coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, preparando a sua demissão por justa, como forma de tentar inibir a mobilização da categoria em defesa de seus direitos e empregos.

“A atitude truculenta e autoritária da direção da Petrobras ao companheiro  Deyvid Bacelar, é um ataque a toda classe trabalhadora e ao movimento sindical combativo. Toda solidariedade dos bancários aos petroleiros”, disse o vice-presidente da Contraf-CUT e diretor do Sindicato do Rio, Vinícius de Assumpção.

[Contraf/CUT e Sindicato dois Bancários do Rio de Janeiro]

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Em nota divulgada nesta terça-feira, 06, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) se solidariza com o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, arbitrariamente punido pela gestão da Petrobrás por participação na greve dos trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves (Rlam). Veja a íntegra:

[Do MPA]

Lutar não é crime: todo apoio a Deyvid Bacelar e à FUP

Nós, camponesas e camponeses de todo o Brasil, organizados no Movimento dos Pequenos Agricultores, viemos por meio desta nota registrar nosso repúdio à perseguição que o companheiro Deyvid Bacelar, atual Coordenador da Federação Única dos Petroleiros FUPem São Francisco do Conde/BA, vem sofrendo pela Petrobras. Há uma perseguição política para desmontar a resistência petroleira, categoria à serviço da defesa da Soberania Nacional.

Os trabalhadores petroleiros da primeira refinaria da Petrobras no país, a Refinaria Landulpho Alves (RPAM), iniciaram há 30 dias um movimento paredista. O objetivo da greve é denunciar a privatização e junto a defesa dos empregos e direitos trabalhistas.

A greve é legítima. Não foi julgada abusiva ou ilegal.

Desde o início da greve a direção da Petrobras vem utilizando de aparatos jurídicos (impondo vultuosas multas ao Sindipetro Bahia) e repressivos para frustrar a movimentação dos trabalhadores por seus direitos.

A prática antissindical está implicadando em ações individuais contra os dirigentes e contra os trabalhadores próprios e terceirizados.

Exemplo de abusos e assédios morais contra os trabalhadores foi a repreensão e proibição, por parte do gerente geral da refinaria, do uso de máscara de proteção contra o corona vírus com a frase “Privatizar faz mal ao Brasil” e logomarca do sindicato. Quanto às punições aos sindicalistas, a empresa aplicou uma suspensão de 29 dias no coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, preparando a demissão por justa causa do dirigente sindical e também como forma de intimidar e usar a punição como exemplo para que os trabalhadores não se mobilizem por seus direitos e empregos.

Assim, solicitamos o apoio de nossos parceiros e aliados, que defendem a democracia e uma Petrobras pública, para que denunciem com nota ou vídeo esse abuso e ataque contra o dirigente e contra as práticas antissindicais que vem sendo realizadas pela gestão da empresa.

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A FUP e seus sindicatos lamentam profundamente o falecimento do dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Joaquin Piñero, o nosso Kima, que partiu na noite desta quinta-feira (11), após uma dura batalha contra o câncer. Sempre presente nas campanhas e mobilizações dos petroleiros em defesa da Petrobrás, do pré-sal e da democracia, Joaquim coordenava a edição do Rio de Janeiro do jornal popular Brasil de Fato, com o qual a FUP realizou diversas parcerias e edições especiais sobre a importância da soberania energética.

As reuniões com ele eram sempre marcadas por alegria e muita disposição de luta. Apesar de não ser carioca, tinha uma relação muito intensa com o povo e a cultura do Rio de Janeiro, onde autou nos últimos anos e ajudou a estruturar o Armazem do Campo, na Lapa. Joaquin era violeiro, poeta e apaixonado por samba. Deixa esposa e duas filhas e um imenso legado de luta que servirá de referência e inspiração para seguirmos adiante, defendendo a Petrobrás, a soberania nacional, a democracia e a reforma agrária.

Os petroleiros e petroleiras se solidarizam com os familiares de Joaquin, sua esposa e as filhas, que tanta felicidade lhe trouxe. 

Joquim era um dos imprescindíveis

"Há aqueles que lutam um dia e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam muitos dias e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam anos e são melhores ainda. Porém, há aqueles que lutam toda a vida. Esses são os imprescindíveis" - Bertolt Brecht

Joaquin, cujo nome de batismo era Valquimar Reis, tinha 52 anos, dos quais mais de 20 dedicados às lutas pela reforma agrária no MST, onde iniciou a militância em 1999, na condução do acampamento Nova Canudos, em São Paulo, primeira experiência de acampamento com trabalhadores urbanos desempregados. Atuou com determinação no trabalho de base nos bairros da periferia da região de Piracicaba, levando muitas famílias para a luta popular e, com isso, conseguiram conquistar a terra, construir a própria casa e produzir alimentos.

Nascido em Ji-Paraná, no estado de Rondônia, migrou para o estado de São Paulo nos anos 90 em busca de oportunidades de estudo e trabalho. Nas atividades do MST, era o animador, tocador de violão e puxador das mais bravas palavras de ordem. Disciplina, coerência e compromisso com a luta popular ganhavam uma leveza com o sorriso largo, as gargalhadas altas, o humor farto e a alegria das cantorias ao violão, que animavam os momentos de festa.

Sofreu na pele a repressão do Estado com a prisão política de um ano, um mês e 11 dias entre 1999/2000, perseguido por causa de um protesto em Boituva, no interior de São Paulo, contra o preço dos pedágios e as políticas de privatização do governo FHC.

Preso com mais cinco companheiros do Movimento, Kima não deixou a militância mesmo atrás das grades. Por ter curso superior incompleto em ciência da computação, foi convidado para dar aulas. Todos os seus 45 alunos foram aprovados em exames supletivos.

Nas mãos dos presos passaram livros de Che Guevara, Fidel Castro, Lênin, Caio Prado Júnior e Florestan Fernandes. Também fez trabalho de base, convidando as famílias dos presos para lutarem por terra e trabalho junto ao MST. Nessa época Kima denunciava a lógica perversa do sistema prisional e do encarceramento de pretos e pobres. Foi da prisão que produziu a poesia “A Grade”, lida em encontros dos movimentos populares como testemunho e protesto pela liberdade dos presos políticos do MST e da luta popular.

Depois que saiu da prisão, atuou na construção do plebiscito contra a Alca, na coordenação do Fórum Social Mundial, na criação da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). Em 2002, passou a atuar no Rio de Janeiro, no período de consolidação do escritório político do MST. Assim, se transformou em uma referência nacional, mantendo interlocução com partidos, sindicatos, movimentos populares, com o mundo da cultura e das ideias.

Pela injustiça imposta aos que lutam, conheceu a clandestinidade e se tornou Joaquin Piñero, dirigente internacionalista. Em 2005, foi para a Venezuela, onde contribuiu com a construção da primeira brigada do MST e com a Revolução Bolivariana, convivendo com o presidente Hugo Chávez.

Assim, passou a trabalhar pela causa internacionalista, pela solidariedade e a luta pela libertação dos povos oprimidos do mundo. Ao retornar ao Brasil, em 2007, passou a atuar na construção da secretaria da Alba Movimientos, a partir de São Paulo, tendo papel fundamental no lançamento da articulação das lutas populares da América Latina, em ato com a presença de Hugo Chávez, Evo Morales, da Bolívia, Fernando Lugo, do Paraguai, e Rafael Correa, do Equador.

Em 2012, Kima voltou ao Rio de Janeiro. Ocupando a coordenação do escritório do MST, conduziu projetos importantes, como a construção do jornal tablóide Brasil de Fato, lançado em 2013, e o Armazém do Campo – RJ, a loja de produtos da reforma agrária, inaugurada em 2017.

Fez o curso de Serviço Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). No último período, se dedicava à construção das ações produtivas e de cooperação em agroecologia no município de Maricá (RJ) e ao lote no assentamento Irmã Dorothy, município de Quatis, no interior do Rio de Janeiro.

A trajetória do Kima se confunde com a história de duas décadas do MST, que perde um de seus melhores comandantes. Kima soube combinar a dedicação ao estudo com a capacidade de dirigir, a disposição ao internacionalismo com o profundo sentimento de cuidado humano, condição indispensável aos que amam o povo e suas revoluções.

Joaquim, presente! 

Hoje e sempre!

[Com informações do MST]

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A Diretoria Colegiada da FUP e do SINDIPETRO-RN lamentam profundamente o falecimento do petroleiro Jailson Melo Morais, 55 anos, na manhã desta quarta, 17 de fevereiro, em Natal. Ele estava internado desde o início de fevereiro no Hospital São Lucas, lutando para superar infecções decorrentes da COVID-19.

Operador aposentado da Petrobrás no Alto do Rodrigues, Jailson foi reeleito diretor do SINDIPETRO-RN, assumindo a cadeira de suplente na Diretoria de Comunicação para o triênio 2021-2024. Na FUP, ele integrou o Conselho Fiscal da entidade e foi Coordenador do Projeto MOVA Brasil no Rio Grande do Norte, entre 2004 e 2016.

Para o Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino, a partida de Jailson é uma perda irreparável e que fará muita falta. “Jailson não é apenas ‘mais uma vítima da covid’. São mais de 30 anos de uma vida carimbada por tantas lutas juntos. Alegrias e sofrimentos. Conquistas e derrotas. Hoje vai com ele um pouco de cada um de nós. Que seus familiares, amigos, amigas, todos os companheiros e companheiras e enfim, todos nós, encontremos forças para continuar a jornada da vida. Que descanse em paz”, disse o Coordenador em nome da categoria petroleira potiguar.

Jailson deixa a esposa, Adelania Pereira Dantas, e três filhos: Anna Clara Soares Dantas, Pedro Henrique Soares Dantas e Vitor Luís Soares Morais.

O velório será realizado hoje (17/02), para um número pequeno de pessoas (entre 10 e 12), por volta das 16 horas, na capela do Centro de Velório Sempre(João Celso Filho, 1314, bairro São João). O sepultamento será amanhã (18) às 9 horas no Cemitério São Vicente de Paula, bairro Feliz Assú, sem número.

Aos amigos e parentes, externamos nossa solidariedade e votos de força para enfrentarmos esse momento de tristeza.

Jailson Melo Morais, presente! Hoje e sempre!

[Com informações do Sindipetro-RN]

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Sérgio Novais deixou um legado de lutas e vitórias para a categoria química e toda a classe trabalhadora

[Da imprensa do Sindicato dos Químicos do ABC]

O ex-presidente da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ-CUT) e do Sindicato dos Químicos do ABC, Sérgio Novais faleceu nesta quinta-feira (28), aos 62 anos, por falência múltipla de órgãos.

Novais foi o operador de Eletroerosão, e trabalhava na Cofade quando iniciou a militância no Sindicato, e posteriormente na BASF, onde se aposentou.

Foi eleito presidente do Sindicato em 1997, quando encabeçou a chapa 1 da CUT, derrotando a oposição da Força Sindical, ficando no cargo até 2003. Antes disso, em 1991, foi diretor de base, depois coordenador da Regional Pauliceia e também secretário de Administração e Finanças do Sindicato.

Nos anos 2000, foi eleito dirigente da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ-CUT), onde exerceu por duas vezes o cargo de Presidente, foi também Secretário de Relações Internacionais e, posteriormente, Secretário de Administração e Finanças.

Contribuiu de forma extraordinária para o fortalecimento da luta da classe trabalhadora através da solidariedades sindical nacional e  internacional, deixando o legado de construção e atuação na Rede de Trabalhadores na BASF América do Sul e  na Federação Internacional dos Sindicatos da Química, Energia, Mineração e Indústrias Diversas (ICEM) - atualmente INDUSTRIALL (após fusão com outros ramos), entidade da qual Sergio chegou a ser membro da direção executiva.

Deixa a esposa Vera Novais e dois filhos: Thiago Novais e Rodrigo Novais.

"Estamos desolados. A partida de Sergio Novais nos deixa um grande vazio. É uma perda imensa e dolorida para a família, amigos e para toda a categoria química. Amigo e parceiro fiel das nossas lutas, Sergio foi uma liderança fundamental para muitas das conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras da categoria química. Ajudou a levar o nome do Sindicato mundo afora através da ICEM, hoje IndustriALL. Fará muita falta! Sergio Novais, sempre presente!, disse  Raimundo Suzart, presidente do Sindicato dos Químicos do ABC.

Manifestamos nossa solidariedade a toda família, amigos/as e companheiros/as de luta de Sergio Novais, neste difícil momento de tristeza.

O também ex-presidente do sindicato dos químicos, Remígio Todeschini ,manifestou seu pesar pela morte do colega. Para ele, Sérgio Novais nos deixou cedo com legado sindical nacional e internacional na área química!

Diz o texto: É com pesar que venho escrever um pouco da memória do companheiro de lutas Sérgio Novais, que depois de uma semana de internação veio a falecer em Santo André-SP em 28/01/21. É uma perda imensa e irreparável para a categoria química,  para sua esposa Vera, seus filhos Thiago e Rodrigo. Nossa solidariedade neste momento de luto.

Sérgio Novais, foi trabalhador da Cofade de Mauá-SP nos anos 80, que depois foi incorporada pela BASF,  e era um militante muito ativo e organizador da luta dos trabalhadores naquela fábrica. Um militante da CIPA e  foi escolhido pelos companheiros daquela fábrica para ser diretor de Base do Sindicato a partir de 1991, juntamente com o Carlos Sanches (Carlão) quando na época assumi a presidência do Sindicato. Logo na primeira gestão do Sindicato passou a ser o coordenador da área da Paulicéia em São Bernardo do Campo e na sequência foi diretor de organização dos Quimicos do ABC.

Em 23 de agosto de 1996, assumiu a Presidência do Sindicato dos Quimicos do ABC, e foi reeleito até 2003 quando passou a Presidência para o companheiro Paulo Lage.  Difundiu a partir da campanha salarial de 1998 a necessidade de ampliar a representação do local de trabalho, através do SUR, Sistema Único de Representação, acoplando a Comissão de Fábrica com a CIPA em diversas empresas. Também muito ativo no processo de qualificação profissional dos trabalhadores químicos do ABC, no projeto Alquimia.  Ativo na luta para garantir em 2001 que a antiga Kolinos, e atual Colgate,  com a mobilização dos trabalhadores que a produção de higiene bucal continuasse em SBC, como centro de produção de toda a América Latina.

Se não bastasse toda sua atuação no próprio sindicato dos Quimicos, segundo Airton Cano, também da BASF, e atual coordenador da Fetquim, ele contribuiu muito para a consolidação da organização de Ramo Químico, a Confederação dos Trabalhadores Químicos da CUT, tendo dado continuidade ao trabalho internacional da CNQ e da sua  direção de finanças. e foi Diretor  também a ICEM ( Internacional dos Trabalhadores Quimicos), e após a fusão com todo o setor industrial, foi da Direção Executiva do Industriall. Nestes últimos anos dedicou-se na organização da Rede BASF  de toda a América Latina, e principalmente do Brasil, tendo sido coordenador desta rede por diversas vezes. Portanto, segundo Airton Cano, era intenso o seu trabalho em organizar sindicalmente o grupo BASF, enfim era um organizador nato e um negociador habilidoso  e também contribuiu na organização da própria Federação dos Tabalhadores Quimicos da CUT no estado de São Paulo.

Sérgio nos deixou cedo, com apenas 62 anos, uma dor imensa e irreparável  para sua família e filhos, e para toda a Categoria. Sérgio Novais continua presente.

Sergio Novais, presente !

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A campanha “Nosso Natal é pela Vida” está distribuindo cerca de 1.000 cestas com alimentos da Reforma Agrária e da Economia Solidária e 4.000 marmitas na área metropolitana de Curitiba, no Paraná. É uma forma de denunciar o aumento da fome no Brasil e se solidarizar com as famílias em situação de vulnerabilidade social. 

A iniciativa é do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC), da ação Marmitas da Terra e da rede Produtos da Terra. Essa articulação viabilizou a organização da Cesta Esperança, composta por alimentos da Reforma Agrária e da Economia Solidária, doada por centenas de entidades e pessoas que aderiram à ação solidária. Entre os atendidos, estão parte das 300 famílias que foram despejadas no último dia 17 da ocupação Nova Guaporé, no Sabará, região industrial de Curitiba.

Cerca de 7 toneladas de legumes, verduras, frutas e pães foram doados por famílias do assentamento Contestado, da Lapa, e dos acampamentos Maria Rosa do Contestado, de Castro; Reduto do Caraguatá, de Paula Freitas; Emiliano Zapata, de Ponta Grossa; José Lutzenberger, de Antonina, Maila Sabrina, de Ortigueira. A variedade de alimentos será acrescentada à Cesta Esperança e distribuída nesta terça, dia 22. 

As marmitas estão sendo distribuídas no almoço dos dias 21, 22 e 23, e também como ceia na noite do dia 23, para pessoas em situação de rua do centro da capital paranaense. Nesta noite, cada uma das mil marmitas entregues também será acompanhada de uma embalagem de mel com açafrão, composto que contribui para a melhora da imunidade e previne infecções. O remédio natural é produzido e doado pelo Setor de Saúde Chica Pelega do assentamento Contestado, da Lapa, e já foi entregue em outros momentos junto às refeições. 

Também contribuem para a doação de cestas a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (SINDUTF-PR), Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (SINDITEST). O Laboratório de Mecanização Agrícola da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Lama/UEPG) e a Cáritas Diocesana participam com doações em Ponta Grossa. 

Além da mobilização em Curitiba, estão previstas ações em Londrina, no dia 22; Cascavel, Jardim Alegre, Ivaiporã e Arapuã, no dia 23; e em Laranjeiras do Sul, no dia 24 de dezembro. Até o até dia 19 de dezembro o MST do Paraná, com ajuda de entidades de classe e voluntários, doou 464 toneladas de alimentos e entregou mais de 34 mil marmitas desde o início da pandemia da Covid 19.  

Aumento da fome no Brasil 

O fim do Auxílio Emergencial, a falta de emprego e de política de fortalecimento da agricultura familiar agrava a situação da população mais pobre. Até o final de outubro, mais de 13,8 milhões de pessoas estavam desempregadas, segundo dados do IBGE. 

Além disso, o número de desalentados, aqueles que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho por ter perdido as esperanças de encontrar, chegou a 5,8 milhões de brasileiros, quase 1 milhão a mais que no trimestre anterior. 

Em janeiro, a pobreza extrema pode chegar aos 15% da população brasileira, de acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Com esta estimativa, serão 27,4 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza, o dobro do percentual registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de 2019. 

Como contribuir

Participe da ação “Nossa Natal e pela Vida” fazendo doação para Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (ABCP). A Cesta Esperança custa R$ 70 e vai ajudar a fazer o Natal de pessoas carentes um pouco mais feliz.

:: Banco do Brasil

   Agência: 5044-X

   Conta Corrente: 371-9

   CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF)

   Agência: 0369

   Conta Corrente: 00005048-4

   CNPJ 80.043.045/0001-82

[Com informações do Sindipetro-PR/SC e MST]

Publicado em Cidadania

Comunicamos com muita tristeza o falecimentos do ex-coordenador da Federação Única dos Petroleiros, Antônio Aparecido Carrara, 63 anos, ocorrido neste domingo, 13/12, após uma dura batalha contra o câncer. Nós, funcionários e dirigentes da FUP, lamentamos profundamente a perda de um companheiro tão querido e manifestamos nossos sinceros sentimentos aos seus familiares e amigos, à esposa e aos cinco filhos que ele tanto amava: Mariana, Carol, Thiago, João e Antônio.

O velório e o sepultamento serão nesta segunda, 14, entre as 10h e 12h, no Memorial Garden, na cidade de Ourinhos (Estrada Fernando Antônio Paschoal, 1555), interior de São Paulo.

Carrara dedicou a maior parte da sua vida à luta contra as injustiças sociais, sempre se levantando contra todas as formas de opressão. Nos deixa um legado político e, principalmente, um legado de amor. Toninho, como muitos de nós o chamávamos, tinha a estranha mania de ter fé na vida. E não entendam isso como um simples trocadilho com a canção de Milton Nascimento. O fato é que ele cultivava otimismo e esperança em tudo o que fazia. Sempre brincalhão, nos brindava com seu sorriso largo e doce, mesmo nos momentos mais difíceis. Tinha uma delicadeza contagiante nas relações humanas, colocando-se no lugar do outro, sempre. Quanta falta já nos faz!

Se engana quem pensa que toda essa gentileza e generosidade o fragilizava nas lutas sindicais. Pelo contrário. A empatia era o que o potencializava como liderança. Por tudo isso, Carrara sempre foi muito querido e respeitado não só no meio sindical, como nas áreas da Petrobrás em que atuou, do chão da fábrica da Replan às gerências de Responsabilidade Social na Petrobrás Argentina e na Refinaria Abreu e Lima.

O legado sindical que ele nos deixa já faz parte da história da categoria petroleira, como as batalhas travadas contra o desmonte da Petrobrás no governo FHC e as lutas que reverteram as demissões arbitrárias de centenas de trabalhadores nos governos neoliberais.

Trajetória sindical é inspiração para as novas gerações

Antônio Carrara foi admitido na Petrobrás em 1979, como técnico de segurança da Replan, na região de Campinas, em São Paulo. Ingressou na luta sindical com a preocupação de defender melhores condições de trabalho, saúde e segurança para os petroleiros. Na FUP, participou de três mandatos: foi Secretário de Comunicação entre 2000 e 2002 e Coordenador Geral nas duas gestões seguintes (2002-2004 e 2004-2006). Na década de 90, atuou nas direções da CUT São Paulo e do Sindipetro Campinas, onde foi um dos principais articuladores do processo de unificação dos sindicatos do Estado de São Paulo, que resultou na fundação do Sindipetro Unificado SP, em agosto de 2002.

Nos três mandatos sindicais que exerceu na FUP, Carrara participou de algumas das lutas mais difíceis da categoria petroleira sob o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso. Uma delas foi a denúncia do processo de sucateamento das unidades da Petrobrás e da intensa terceirização que desencadearam graves acidentes, como dois vazamentos de petróleo em um intervalo de apenas seis meses no ano de 2000. O resultado dessa tragédia foi o despejo de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara (RJ) e mais 4 milhões de litros de petróleo nos rios Barigui e Iguaçu, no Paraná. No ano seguinte, em março de 2001, o Brasil e o mundo assistiram perplexos ao afundamento da plataforma P-36, que causou a morte de 11 trabalhadores.

A passagem de Antônio Carrara pela FUP ocorreu durante um período de desmonte acelerado do Sistema Petrobrás, que lembra os tempos atuais, mas foi estancado com a eleição de Lula, em 2002. Os ataques daquela época deixaram marcas profundas no país, como os primeiros leilões de concessão de campos de petróleo, após a quebra do monopólio da Petrobrás; o golpe que o então presidente da empresa, Henri Philippe Reichstul, tentou emplacar às vésperas do Natal de 2000, ao mudar na surdina o nome da estatal para Petrobrax; a entrega de 31,7% das ações da Petrobrás na Bolsa de Nova Iorque; a venda de 30% da Refap, entre tantas outras batalhas enfrentadas no governo de FHC e que desencadearam a histórica campanha Privatizar Faz Mal ao Brasil.

Após assumir a Coordenação da FUP, Carrara teve papel decisivo em uma das principais conquistas políticas da categoria petroleira, impulsionada pela nova correlação de forças que emergiu da urnas em 2002: a reintegração dos grevistas demitidos em 1994 e em 1995 e a anistia e o retorno ao Sistema Petrobrás de cerca de 1.200 trabalhadores da Interbrás, Petromisa, Petroflex e Nitriflex, subsidiárias extintas e privatizadas nos governos de Fernando Collor e Itamar Franco. Também foi durante a sua gestão que os petroleiros celebraram o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho da Transpetro.

Carrara deixa ainda como legado e inspiração para as novas gerações de petroleiros dois projetos que ajudou a construir nos anos 2000, em parceria com a diretoria que assumiu a Petrobrás no primeiro governo Lula: o Memória dos Trabalhadores Petrobrás, que reconta a história da empresa através da narrativa dos trabalhadores e das lideranças sindicais, e o projeto MOVA Brasil, que alfabetizou mais de 200 mil jovens e adultos em 11 estados do país, entre 2003 e 2015.

Carrara combateu o bom combate, fazendo de sua existência, resistência.

Antônio Aparecido Carrara, presente. Hoje e sempre!

De seus amigos, funcionários e diretores da FUP

Publicado em Movimentos Sociais

É com muito pesar que informamos o falecimento da filiada ao SindipetroNF, Leny Martins Passos, pensionista e artista plástica com vários quadros expostos no Sindicato, aos 85 anos.