É Petrobras, é do povo, é Brasil é o slogan da campanha publicitária regional lançada pelo Sindipetro-NF em defesa da Petrobrás e contra a privatização. A empresa sofre atualmente um dos piores ataques já recebidos em todos os tempos e é preciso resistir.

A gestão de Bolsonaro na Petrobrás já se desfez da Transportadora Associada de Gás (TAG) e da BR Distribuidora e colocou à venda diversos outros ativos estratégicos. Entre eles, refinarias, terminais e oleodutos, mais de 70 campos de petróleo de bacias marítimas, plataformas e de polos terrestres do Nordeste e Sudeste do país.

As privatizações em curso no Sistema Petrobrás, comprometem o futuro dos empregos, da empresa e impactam no desenvolvimento nacional. Um exemplo recente da importância da Petrobrás para o Brasil é que com a empresa pública o governo tem como controlar o preço dos combustíveis e do gás de cozinha.

A primeira fase da campanha envolve materiais para redes sociais, chamadas de rádio, TV e outdoors na BR 101 e nas cidades de Campos e Macaé.  Na próxima fase serão instalados outdoors na Ponte Rio-Niterói e colocadas propagandas em sites.  Também serão distribuídos bottons e camisas.

Com uma linguagem que mostra a importância da Petrobrás para o País, a campanha dialogará com a sociedade informando atuações da empresa além da indústria do petróleo, como os apoios nas áreas de cultura, educação, saúde e os impactos na economia.

Para o diretor do Sindipetro-NF, Marcelo Nunes a categoria precisa aderir a essa campanha. “Precisamos do apoio de todos na divulgação! É hora da categoria ajudar a campanha, utilizando massivamente as artes disponíveis em suas redes sociais” – comenta Nunes.

Redes Sociais da Campanha: 

Facebook
https://www.facebook.com/EpetrobrasEdopovoEbrasil/

Instagram
https://www.instagram.com/epetrobrasedopovoebrasil/ 

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Brasil e ao povo brasileiro vêm gerando terreno fértil para dar início a uma ampla campanha em defesa das empresas estatais e da soberania do país. Marco dessa campanha, será realizado no dia 20 de setembro o Dia Nacional de Mobilização e Protesto do Setor Público. A atividade foi deliberada na Plenária Sindical Contra as Privatizações de Bolsonaro, realizada quinta-feira (5), no Sindicato dos Bancários de Brasília.

“Vamos promover paralisações e atos nos locais de trabalho no dia 20, em defesa do patrimônio público, do emprego, além de inserirmos a luta em defesa da Previdência Social”, disse o secretário-geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre. Para ele, defender as estatais não é de interesse apenas do setor público, mas da classe trabalhadora e de toda a sociedade. “É o país que está em risco”, alerta Nobre diante da política privatista e entreguista de Bolsonaro.

No último dia 21 de agosto, o presidente ultraliberal anunciou uma lista de 17 empresas estatais que serão privatizadas. Entre elas, Correios, Eletrobras e a lotex (veja lista completa abaixo). Além das anunciadas, o processo de privatização acontece de forma gradativa em outros setores, como nos bancos públicos, por exemplo, onde os ativos vêm sendo vendidos, inviabilizando a sustentação financeira dessas instituições.

Falar a língua do povo

Uma enxurrada de desinformação é disseminada na mídia tradicional, nas redes sociais e pelas peças publicitárias e discursos do governo federal na tentativa de ganhar apoio da sociedade para a venda das empresas estatais . Para desconstruir essa narrativa, o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, acredita que o caminho é “dissecar o que é soberania” para trabalhadores e trabalhadoras.

“Soberania é o Brasil produzir as plataformas de petróleo para gerar emprego; é ter um sistema financeiro voltado para crescimento interno, com um Banco Central controlado pelo Estado; é colocar alimento barato na mesa do trabalhador brasileiro, e para isso precisamos ter controle das terras. Soberania é o Brasil estar concorrendo democraticamente dentro das regras do comercio internacional e ditando regras”, afirma Freitas.

Durante a Plenária sindical contra as privatizações de Bolsonaro, o presidente da CUT Nacional ainda afirmou que “a qualidade de vida das pessoas tem a ver com o modelo de Estado que se propõe”, sendo que a privatização das estatais implica diretamente nessa equação. Questões como o preço da conta de luz, da gasolina; a oferta de crédito a trabalhadores; a existência de um sistema financeiro voltado para a população, além de uma série de outras questões, segundo Vagner, são seriamente impactadas com a venda das empresas públicas, prejudicando seriamente a sociedade.

A facilitação do entendimento do conceito de soberania e da compreensão dos prejuízos da privatização para a classe trabalhadora também foi defendida pelo presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Kleytton Morais. “As pessoas são tocadas quando as consequências da luta alcançam o dia a dia delas. Discutir as privatizações e as estratégias para barrar essa iniciativa, é chegar na vida das pessoas; é entender que esse antiprojeto do governo desnuda a sociedade e acaba com sonhos dos trabalhadores e trabalhadoras, tendo, portanto, o DNA do aprofundamento da crise e do desalento.”

Projeto para o povo

Durante a Plenária sindical contra as privatizações de Bolsonaro, a deputada federal Gleise Hoffmann, que também é presidenta do PT, desbancou qualquer tentativa do governo de justificar a venda de estatais para a iniciativa privada. De acordo com a parlamentar, a solução para o Brasil está na contramão do que propõe Bolsonaro. “Temos alternativa a esse projeto de desmonte e destruição. Somos contra porque acreditamos em um outro projeto de país, de sociedade.”

A deputada ainda afirmou que o PT está propondo uma série de medidas para contornar a crise sócio-econômica do Brasil. Uma delas é o Plano Emergencial de Emprego e renda, que gera 7 milhões de postos de trabalho sem aumentar o déficit orçamentário da União. Outra proposta é uma reforma tributária solidária, que se apresenta como um contraponto ao texto que está no Congresso Nacional. Distribuição de renda, taxação de grandes fortunas e ampliação da contribuição social sobre o lucro dos bancos, são alguns dos itens da reforma tributária solidária, que deverá ser apresentada na próxima semana.

Gleise Hoffmann ainda ponderou que, definitivamente, as manifestações nas ruas devem permancer para fazer a contranarrativa do que vem sendo apresentado pelo govenro. “Temos que levar para as ruas a informação de que, numa reforma tributária justa, é necessária a taxação de grandes fortunas, o aumento da contribuição social sobre o lucro dos bancos, por exemplo. Temos que fazer muitos atos, milhares deles, em defesa das empresas estatais, garantindo que as manifestações nas ruas gere uma conscientização dentro dos locais de trabalho.”

Enfrentamento local

A dirigente do Sindicato dos Urbanitários do DF Fabíola Antezana lembrou o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), vem seguindo os mesmos passos que o ultraliberal Jair Bolsonaro. “Além do enfrentamento nacional, agora temos um processo de privatização rápida das empresas estatais locais, atacadas na mesma linha nacional”, denunciou.
Empresas como a CEB, Caesb, Metrô e o BRB, estratégicas na geração de renda local e na promoção de serviços essenciais à sociedade, poderão ser entregues à iniciativa privada, gerando sérios danos à sociedade.

Empresas que estão na lista de privatização de Bolsonaro:

Emgea (Empresa Gestora de Ativos);
ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);
Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);
Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);
Casa da Moeda;
Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);
Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);
CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);
Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);
Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);
EBC (Empresa Brasil de Comunicação);
Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);
Telebras
Correios
Eletrobras
Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);
Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

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Neste 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil, os trabalhadores e as trabalhadoras do país, unidos e  engajados com milhares de movimentos sociais, vão fortalecer o grito por direitos e pela soberania, que estão sendo destruídos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL).

A classe trabalhadora, convocada pela CUT e outras centrais, vai se juntar as mobilizações do 25º Grito dos Excluídos “Vida em primeiro lugar! Este sistema não vale: Lutamos por justiça, direitos e liberdade” que acontece em mais de 130 cidades e em todos os estados. [Confira no mapa interativo no final da matéria os locais dos atos marcados].

“Um sistema que entrega o patrimônio público, as estatais, os bancos, a Embraer, o Pré-sal, a Amazônia e o sonho do povo de ter um país com soberania não serve para a classe trabalhadora”, afirma o Secretário-Geral da CUT, Sergio Nobre.

Para o dirigente lutar pela soberania e direitos no Dia da Independência do país é muito simbólico e fundamental ara denunciar este governo que bate continência para a bandeira americana e destrói a vida dos que vivem no país.

“Nunca foi tão escandalosa a subordinação do Brasil como agora com um presidente que bate continência para a bandeira americana e representa a subordinação aos interesses dos Estados Unidos e isso não é bom para nenhum brasileiro, principalmente os excluídos de emprego, de diretos e das riquezas deste país”, ressalta Sergio.

Na avaliação dele, o Brasil tem que ser inserido na globalização de forma autônoma, com desenvolvimento social e econômico justo e, para isso, é preciso continuar na luta tanto no dia 7 quanto no dia 20, dia nacional de luta.

“Os sindicatos filiados a CUT e a esquerda brasileira precisam ir para as ruas no dia 7 para mostrarmos que o Brasil é uma grande nação independente e também para preparar e fortalecer a mobilização nacional em defesa da educação, do patrimônio público, da Amazônia e do emprego no dia 20 de setembro, também em todo pais”, concluiu o Secretário-Geral da CUT, Sergio Nobre.

25º Grito dos Excluídos e a reforma da Previdência

Com o objetivo de defender a vida em primeiro lugar, o Grito dos Excluídos está em sua 25º edição e anuncia a esperança de um mundo melhor e promove ações de denúncias dos males causados por este modelo econômico. O Grito alerta para insustentabilidade deste sistema: “Este sistema não vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade”.

Daiane Hohn da coordenação nacional do Grito dos Excluídos falou sobre os 25 anos da articulação do Grito em defesa da classe oprimida e pontuou a construção desta edição na coletiva de imprensa da atividade, na sede da CNBB em São Paulo, na tarde desta terça-feira (3).

 "Começamos o ano com um crime, reincidente, em Brumadinho, e agora vemos as queimadas na Amazônia. São nove meses passando por notícias que comprovam que este sistema não vale e por isso convidamos toda a população a dar um grito de independência por democracia, soberania, contra a retirada de direitos e pelo direito à vida", afirma Daiane.

Na coletiva de imprensa do Grito o professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Eduardo Fagnani criticou o sistema que não serve e afirmou que é um sistema que promove a morte e não a vida. Além disso, o professor também disse que o Grito pode ser mais um espaço para a mobilização contra a reforma da Previdência, porque é uma medida que vai excluir milhares de pessoas ao direito de ter acesso a uma  aposentaria digna.

 “A PEC 006 da previdência quando veio do governo era pior que o texto de hoje e com luta dos trabalhadores foi possível retirar o aumento gradativo da idade mínima relacionada com a expectativa de vida para conseguir o benefício, tirou também o cancelamento dos reajustes da aposentadoria pelo salário mínimo, os trabalhadores rurais iam ter uma aposentadoria igual aos urbanos e também foi retirado”, informou o professor, que complementou: “Ainda dá tempo de virar o jogo e só com uma forte mobilização e com a forte atuação do movimento sindical será possível barrar esta proposta”.

Fagnani disse que este governo ainda não desistiu de desconstitucionalizar a Previdência com lei ordinária, um jeito mais fácil de conseguir tirar direitos.

“Apesar das retiradas de alguns pontos do texto, a reforma ainda é excludente e este governo não desistiu de lançar a capitalização. E é por isso que temos que continuar a pressão no Congresso Nacional, onde os senadores moram e chamar audiências públicas para ouvir o que as pessoas estão fazendo sobre o tema. O jogo não acabou e ainda tem como evitar esta tragédia no Senado”, concluiu o professor.

Veja o mapa interativo das mobilizações neste 7 de setembro

[Via CUT]

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O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) convocou para esta quinta-feira (5) – Dia da Amazônia, um dia de luta para defender as riquezas nacionais, a soberania brasileira e, em especial, a Amazônia, tendo como motivo principal o aumento significativo do desmatamento e das queimadas na região, nos últimos meses, estimuladas por Jair Bolsonaro (PSL) e convocadas por ruralistas e fazendeiros no Pará, Rondônia e Mato Grosso.

Somente em julho, de acordo com dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o desmatamento aumentou em 66%.

Em nota, o MAB convocou toda a sociedade brasileira a se manifestar em defesa da Amazônia, nesta quinta-feira. Os atos convocados já estão sendo já estão organizados em vários locais do país (veja relação abaixo) e contam com o apoio de movimentos sociais, movimento sindical, organizações que defendem o meio-ambiente, artista, intelectuais, além de entidades estudantis, de juventude, religiosas.

Em trecho da nota, o MAB afirma ser necessária “uma grande demonstração de repúdio a toda prática destrutiva, bem como à política ambiental equivocada do atual governo federal”. 

Atos nesta quinta em defesa da Amazônia

Pará

Belem: ato às 17h no mercado São Brás

Marabá: ato às 19h, na Vila do espirito Santo

Itaituba: ato às 15h, no auditorio do Sintepp

Altamira: ato às 8h, na Praça da Bíblia 

Rondônia

Porto Velho: ato às 6h, na praça das Três Caixas D’Água 

Amazonas

Atos em Presidente Figueiredo e Vila de Balbina, com horário ainda não definidos 

Amapá

Ferreira Gomes: ato às 8h, na Praça do bairro da Montanha 

Rio Grande do Sul

Porto Alegre: ato às 17h, na Esquina Democrática 

São Paulo

Capital: ato às 17h, na Praça da República (Marcha das Mulheres Indígenas)

Eldorado (Vale do Ribeira): ato a partir das 9h, no Quilombo do Sapatu 

DF

Brasília: ato na Rodoviária do Plano Piloto:

-14h: Banquinha pela Amazônia

-16h: Oficina de Cartazes

-17h: Saída para o Ministério do Meio Ambiente 

Rio de Janeiro

Capital: ato às 16h, no Largo da Carioca 

Nota do MAB: 

O Movimento dos Atingidos por Barragens convoca a todo o povo brasileiro a se manifestar novamente em defesa da Amazônia no dia 05 de Setembro.

Ao estarmos juntos em todas as manifestações realizadas em defesa da Amazônia, bem como manifestar grande preocupação com a atual situação, nós do Movimento dos Atingidos por Barragens no Brasil, fazemos um grande chamado nacional para que mantenhamos a luta por esta justa causa.

Nossa convocação é para que mantenhamos em alto grau o nosso trabalho de conscientização nacional sobre os graves fatos que ocorrem. Queimar a floresta e os animais, destruir a extraordinária biodiversidade amazônica é algo que não devemos aceitar.

Para isso convocamos todos os movimentos populares e sociais do campo e da cidade, as organizações ambientalistas, as organizações estudantis e de juventude, o movimento sindical, as entidades religiosas, intelectuais e artistas, todo o povo brasileiro e apoiadores desta causa em todo o mundo a darmos uma grande demonstração de repúdio a toda prática destrutiva, bem como a política ambiental equivocada do atual governo federal.

Ainda não sabemos todos os interesses envolvidos nestes tristes episódios de destruição e vergonha nacional. Muitas podem ser as motivações para o que se está assistindo, mas esta prática de destruição ambiental é condenável e não pode ser aceita.

Neste momento a esperança está em criarmos um alto grau de consciência nacional e internacional, condenando quem pratica e quem incentiva estas práticas e criando as melhores condições possíveis para que nada do que estamos vendo tornem a ocorrer.

Por isso convocamos a todos para fazermos o máximo de esforço nestes dias, de chamamento, de debates, de organização para mostrarmos ao mundo que o povo brasileiro não concorda com este tipo de pratica. De nossa parte propomos a todas as organizações para construirmos conjuntamente manifestações no próximo dia 05 de setembro.

 

Defender a Amazônia é defender a vida! Somos todos atingidos.

 

Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

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A brigada petroleira está em Brasília, participando de uma série de atividades em defesa da soberania nacional.  Nesta quarta (04), a FUP e seus sindicatos somam-se a diversas outras entidades e lideranças políticas e sociais no seminário que debate a construção de um movimento unitário contra as privatizações.

O ato está sendo realizado no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados Federais, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da FUP. 

Pela manhã, o evento contou com a participação da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), do ex-senador Roberto Requião (MDB), dos ex-candidatos à presidência Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (PSOL), de João Pedro Stedile, da direção nacional do MST, entre outras personalidades. Na parte da tarde, participam o ex-chanceler Celso Amorim, o presidente da CUT, Vagner Freitas, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, e diversas outras lideranças políticas e sociais.

O ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva enviou uma carta aos participantes dos seminário, que foi lida por Fernando Haddad, onde expressa preocupação com os processos de privatização e entrega do patrimônio dos brasileiros pelo governo Bolsonaro, que anunciou a venda de 17 estatais ainda este ano.

"A Petrobrás está sendo vendida aos pedaços a suas concorrentes estrangeiras. Já entregaram dois gasodutos estratégicos, a distribuidora e agora querem as refinarias, para reduzi-la a mera produtora de petróleo bruto e depois vender o que restou. Reduzem a produção de combustíveis aqui para importar em dólar dos Estados Unidos. E por isso disparam os preços dos combustíveis e do gás para o povo", destacou o ex-presidente.

"Se a Petrobrás fosse um problema para o Brasil, como a Rede Globo diz todo dia, por que tanta cobiça pela nossa maior empresa e pelo pré-sal, que os traidores também estão entregando? Agora mesmo querem passar a eles os poços da chamada Cessão Onerosa, onde encontramos jazidas muitas vezes mais valiosas que as ofertas previstas no leilão", afirmou Lula.

Confira a íntegra do texto:

Companheiras e companheiros de todo o Brasil,

Sempre acreditei que o povo brasileiro é capaz de construir uma grande Nação, à altura dos nossos sonhos, das nossas imensas riquezas naturais e humanas, nesse lugar privilegiado em que vivemos. Já provamos, ao longo da história, que é possível enfrentar o atraso, a pobreza e a desigualdade, com soberania e no rumo da justiça social.

Mas hoje o país está sendo destroçado por um governo de traidores. Estão entregando criminosamente as empresas, os bancos públicos, o petróleo, os minerais e o patrimônio que não lhes pertence, mas ao povo brasileiro. Até Amazônia está ameaçada por um governo que não sabe e não quer defendê-la; que incentiva odesmatamento, não protege a biodiversidade nem a população que depende da floresta viva.

Nenhum país nasce grande, mas nenhum país realizará seu destino se não construir o próprio futuro. O Brasil vai completar 200 anos de independência política, mas nossa libertação social e econômica sempre enfrentou obstáculos dentro e fora do país: a escravidão, o descaso com a saúde, a educação e a cultura, a concentração indecente da terra e da renda, a subserviência dos governantes a outros países e a seus interesses econômicos, militares e políticos.

Apesar de tudo, ao longo da história criamos a Petrobrás, a Eletrobrás, o BNDES e as grandes siderúrgicas hidrelétricas; os bancos públicos que financiam a agricultura, a habitação e o ensino; a rede federal e estadual deuniversidades, a Embrapa, o Inpe, o Inpa, centros de pesquisa e conhecimento, todo um patrimônio a serviço do país.

O que foi construído com esforço de gerações está ameaçado de desaparecer ou ser privatizado em prejuízo do país, como fizeram com a Telebrás, a Vale, a CSN, a Usiminas, a Rede Ferroviária, a Embraer. E sempre a pretexto de reduzir a presença estado, como se o estado fosse um problema quando, na realidade, ele é imprescindível para o país e o povo.

O mercado não vai proteger um dos maiores territórios do mundo, o subsolo e a plataforma continental; a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal. Não vai oferecer acesso universal à educação, saúde, seguridade social,segurança pública, cultura. O mercado não vai construir um país para todos.

A Petrobrás está sendo vendida aos pedaços a suas concorrentes estrangeiras. Já entregaram dois gasodutos estratégicos, a distribuidora e agora querem as refinarias, para reduzi-la a mera produtora de petróleo bruto e depois vender o que restou. Reduzem a produção de combustíveis aqui para importar em dólar dos Estados Unidos. E por isso disparam os preços dos combustíveis e do gás para o povo.

Se a Petrobrás fosse um problema para o Brasil, como a Rede Globo diz todo dia, por que tanta cobiça pela nossa maior empresa e pelo pré-sal, que os traidores também estão entregando? Agora mesmo querem passar a eles os poços da chamada Cessão Onerosa, onde encontramos jazidas muitas vezes mais valiosas que as ofertas previstas no leilão.

Problema é voltar a comprar lá fora os navios e plataformas que sabemos fazer aqui. É a destruição da cadeia produtiva de óleo e gás, pela ação do governo e pelas consequências do que fez um juiz em Curitiba. Enquanto fechava acordos com corruptos, vendendo a falsa ideia de que combatia a corrupção, 2 milhões de trabalhadores foram condenados ao desemprego, sem apelação.

Os trabalhadores e os mais pobres são os que mais sofrem com essa traição. Cada pedaço do país e das empresas públicas que vendem, a qualquer preço, são milhões de empregos e oportunidades roubadas dos brasileiros.

É uma traição inominável matar o BNDES, vender o Banco do Brasil e enfraquecer a Caixa Econômica, indispensáveis ao desenvolvimento sustentável, à agricultura e à habitação. O ataque às universidades públicas também é contra a soberania nacional, pois um país que não garante educação pública de qualidade, não se conhece nem produz conhecimento, será sempre submisso e dependente das inovações criadas por outros.

Bolsonaro entregou nossa política externa aos Estados Unidos. Deu a eles, a troco de nada, a Base de Alcântara, uma posição privilegiada em que poderíamos desenvolver um projeto aeroespacial brasileiro. Rebaixou a diplomacia a um assunto de família e de conselheiros que dizem que a terra é plana. Trocou nossas conquistas na OMC pela ilusão da OCDE, o clube dos ricos que o desprezam. Anunciou um acordo com a União Europeia, sem pesar vantagens e prejuízos, e agora brinca de guerra com os europeus para fazer o jogo de Trump.

Quem vai ocupar o espaço da indústria naval brasileira, da indústria de máquinas e equipamentos, da engenharia e da construção, deliberadamente destroçadas? Quem vai ocupar o espaço dos bancos públicos, da Previdência; quem vai fornecer a Ciência e a Tecnologia que o Brasil pode criar? Serão empresas de outros países, que já estão tomando nosso mercado, escancarado por um governo servil, e levando os lucros e os empregos para fora.

Fiquem alertas os que estão se aproveitando dessa farra de entreguismo e privatização predatória, porque não vai durar para sempre. O povo brasileiro há de encontrar os meios de recuperar aquilo que lhe pertence. E saberá cobrar os crimes dos que estão traindo, entregando e destruindo o país.

É urgente enfrentá-los, porque seu projeto é destruir nossa infraestrutura, o mercado interno e a capacidade de investimento público – para inviabilizar de vez qualquer novo projeto de desenvolvimento nacional com inclusão social. O povo brasileiro terá mais uma vez que tomar seu próprio caminho. Antes que seja tarde demais para salvar o futuro.

Por isso é tão importante reunir amplas forças sociais e políticas, como neste seminário que se realiza hoje em Brasília, junto ao lançamento da Frente Parlamentar Mista da Soberania Nacional. Saúdo a todos pela relevante inciativa que é o recomeço de uma grande luta pelo Brasil e pelo povo.

Daqui onde me encontro, renovo a fé num Brasil que será novamente de todos, na construção da prosperidade, da igualdade e da justiça, vivendo na democracia e exercendo sua inegociável soberania.

Viva o Brasil livre e soberano!
Viva o povo brasileiro!

Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 4 de setembro de 2019

Publicado em Movimentos Sociais

A cartilha produzida pelo Fórum de Defesa da Petrobrás como principal peça de divulgação da campanha pela manutenção da empresa como uma estatal já está disponível. 

O material traz de forma didática explicações sobre a cadeia de produção do petróleo, as operações da Petrobrás, o setor de combustíveis e informações da importância de lutar contra a privatização. 

A ideia é de que os apoiadores da campanha retirem seus exemplares e entreguem a amigos e familiares para dialogar sobre a soberania nacional no setor petróleo.

Os exemplares estão disponíveis gratuitamente na Sede do Sindipetro PR e SC (R. Lamenha Lins, 2064, Rebouças – Curitiba).

Você também pode acessar a cartilha neste link.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros e petroleiras estão a caminho de Brasília para o lançamento nesta quarta-feira (4), da Frente Parlamentar e Popular em Defesa da Soberania Nacional. Esse será mais um importante fórum de luta, unificando trabalhadores, movimentos sociais, parlamentares e representantes da sociedade civil organizada, contra as privatizações do governo Bolsonaro.

A Frente será lançada durante ato e seminário, pela manhã, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, cujo tema, “O Brasil é nosso! Contra as privatizações em defesa do emprego e de nosso futuro”, já resume o objetivo do evento.  

Além da FUP e de seus sindicatos, participam do ato diversas outras entidades sindicais e movimentos populares que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, deputados e senadores dos partidos de oposição ao governo.

A ex-presidenta Dilma Rousseff e o ex-ministro Fernando Haddad também confirmaram presença no ato, que contará ainda com a participação do ex-senador Roberto Requião, do ex-chanceler Celso Amorim e de outras personalidades que pautaram suas trajetórias políticas em defesa da soberania nacional.

O seminário debaterá questões relativas à defesa do patrimônio público, da produção científica e das riquezas naturais, tendo como foco o desenvolvimento econômico e a soberania nacional. Os processos em curso de desmonte do Sistema Petrobrás, dos bancos públicos, dos Correios, Eletrobras, Casa da Moeda e de outras estatais estão na ordem do dia, principalmente após o anúncio da lista de 17 empresas que o governo Bolsonaro pretende privatizar este ano.

Plenária da CUT organizará agenda de lutas

Na quinta-feira (05), a brigada petroleira continua em Brasília para a Plenária Sindical Nacional que a CUT realizará contra as privatizações.  O evento será ao longo do dia, no Sindicato dos Bancários. O objetivo é organizar ações articuladas entre os sindicatos filiados, representantes dos trabalhadores e trabalhadoras das empresas públicas que estão sendo desmontadas para serem privatizadas, em defesa das empresas e dos empregos. “Precisamos preparar a resistência sindical a essa tentativa de destruição do Brasil. É fundamental a construção de uma luta unitária nesse sentido”, explica o secretário geral da CUT, Sérgio Nobre.

[FUP, com informações da CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

A defesa da soberania nacional é tema da série de seminários que ocorrem nos dias 4 e 5 de setembro, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

O evento, organizado pela Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, vai debater questões relativas ao patrimônio público, à produção científica e às riquezas naturais, que estão sob intenso ataque do governo Bolsonaro 

A FUP e seus sindicatos estarão presentes.

Um ato político na abertura do seminário lançará a Frente Parlamentar e Popular em Defesa da Soberania Nacional. No encerramento, haverá a divulgação do Manifesto em Defesa da Soberania Nacional.

Para os dois dias estão previstos debates temáticos - Desenvolvimento Econômico e Soberania Nacional; Privatizações: Bancos, Correios, Previdência, Eletrobrás e Petrobrás; Ambiental: Amazônia, Biodiversidade, Mineração e Água; e Ciência, Tecnologia e Educação.

O evento será no Auditório Nereu Ramos e é aberto a todos os interessados.

Confira a programação 

4 de setembro

9h - Ato político em defesa da soberania nacional

11h30 - Desenvolvimento Econômico e Soberania Nacional 

14h30 - Privatizações: Bancos, Previdência, Correios, Eletrobrás e Petrobrás 

5 de setembro

9h - Ambiental: Amazônia, Biodiversidade, Mineração e Água

10h30 - Ciência Tecnologia e Educação.

14h - Aprovação do Manifesto em Defesa da Soberania Nacional

Encaminhamentos práticos para a construção de um Movimento Nacional em Defesa da Soberania Nacional

[Com informações do Brasil de Fato]

Publicado em Economia

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados Federais aprovou no dia 05 de junho requerimento 37/2019 de autoria do deputado Zé Neto (PT-BA) para realizar audiência pública a fim de debater os rumos do Pré-Sal no Brasil.

Serão convidados o Diretor-Geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Fabrício Oddone, o ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras Guilherme Estrela, o consultor técnico na área de gás e petróleo, Paulo César Ribeiro Lima, e representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP), do Ministério de Minas Energia e da Petrobras.

Para Zé Neto, com o fim da exigência da Petrobras, como operadora única do Pré-Sal, muitas dúvidas surgiram, especialmente em relação à diminuição dos benefícios para o País com a exploração de gás e petróleo. “Essa é uma discussão importante, inclusive porque os baixos custos de exploração e produção da Petrobras no Pré-Sal, bem como sua eficiência na cadeia completa de produção de combustíveis, refletem no preço para o consumidor final”, observa Zé Neto.

Conforme o deputado baiano, é preciso debater sobre os rumos do setor e sobre a dinamização da indústria nacional. O petróleo sempre vai ser uma importante referência para as estratégias energéticas e uma riqueza, e o Pré-Sal também. “Precisamos entender a importância de defender, nesse momento, esse patrimônio do País e termos uma política adequada de distribuição de royalties”, esclarece Zé Neto.

[Via PT na Câmara]

Publicado em Petróleo

Contra o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), os petroleiros e petroleiras realizarão um ato nesta segunda-feira (1º), a partir das 7h, na rua Eteno, 2198, no Polo Petroquímico de Camaçari.

O diretor da FUP e do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA), Deyvid Bacelar, acredita que a mobilização será maior do que a ocorrida no final de janeiro, quando 2 mil trabalhadores e trabalhadoras denunciaram os impactos que a decisão da Petrobras poderia causar.

Segundo Deyvid, além da demissão direta de 750 petroleiros, os trabalhadores e trabalhadoras de outras empresas do Polo Petroquímico também correm o risco de perder o emprego. “A Fafen tem um papel central para o funcionamento do Polo de Camaçari, pois é responsável por fornecer insumos para as diversas empresas que compõem a cadeia produtiva da região”.

É o caso da empresa Carbonor S.A, situada no Polo Petroquímico de Camaçari e única detentora de tecnologia de produção de bicarbonato de sódio para uso farmacêutico, em especial para hemodiálise.

De acordo com a Carbonor, para tornar viável a utilização de CO2 gasoso é necessária uma fonte próxima à unidade processadora. Por essa razão, as duas empresas - Fafen e Carbonor - estão localizadas no mesmo complexo industrial. A Carbonor utiliza dióxido de carbono (CO2) na forma gasosa recebido por tubo via da unidade da Fafen-BA.

Além da Carbonor, outras empresas, como Oxiteno, Acrinor, Proquigel, IPC do Nordeste, PVC, e White Martins, também podem ser prejudicadas com a decisão.

Por isso, segundo Deyvid, além dos petroleiros, diversos sindicatos que representam os trabalhadores e trabalhadoras de outras empresas do Polo Petroquímico também estão mobilizados contra o fechamento da Fafen.

“Até mesmo os sindicatos patronais, que representam as empresas, estão dialogado e trabalhando contra o fechamento. Muitos deputados, vereadores, a prefeitura e o governo do Estado também estão negociando e tentando evitar essa tragédia”. 

A Fafen

Fundada em 1971, a Fafen-BA se estabeleceu como responsável por produzir diversos produtos, entre eles a amônia, que é um derivado do gás natural, empregado na produção de outros bens como uréia, sulfato de amônio e nitrato de amônio que são fertilizantes nitrogenados.

Os insumos fabricados são utilizados na indústria de alimentos, produção de cosméticos, indústria farmacêutica, produtos de limpeza, alimentação de animais, fabricação de resinas sintéticas, plásticos, entre outros.

Se for fechada, a Petrobras deixará de ter o controle de uma produção de 3.100 toneladas por dia de fertilizantes, que passará para as mãos de empresas privadas. Também serão arrendados os terminais marítimos no Porto de Aratu (BA), com capacidade de armazenagem e carregamento de 50 mil toneladas dos produtos.

Os números representam 30% de toda a produção brasileira. O país é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo e, hoje, importa mais de 75% do que utiliza.

“A saída da Petrobras do segmento de fertilizantes, além de comprometer a soberania alimentar, coloca o país na contramão de grandes nações agrícolas, cujos mercados de fertilizantes estão em expansão”, alerta o coordenador-geral do Sindipetro-BA.

“Além disso, deixará o Brasil refém da oscilação de preços no mercado internacional, o que pode encarecer o preço de diversos produtos”, conclui Deyvid.

[Via CUT]

Publicado em Sistema Petrobrás
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