As assembleias para deliberar sobre a realização de uma greve por tempo determinado, (de 25 a 29/11), em defesa dos empregos e por segurança, apontam pela deflagração do movimento paredista.

A categoria vem aprovando os indicativos da FUP com bastante tranquilidade e certeza de que a greve é o único caminho possível para barrar o desmonte do Sistema Petrobrás, com sérios reflexos sobre o emprego e a segurança dos trabalhadores diretos e terceirizados.

Das 32 assembleias programadas,  foram realizadas 10  em unidades da Fafen, RLAM, Candeias, Transpetro e UTE´s Arembepe e Murici. Até o momento o resultado parcial indica que 73,07% (236)  são a favor da greve, 12,38% (40) contra e 14,55% (47) preferem se abster.

As assembleias prosseguem até quinta-feira, dia 21/11 com os seguintes pontos a serem apreciados:

Ponto 1 – Referendar a pauta de reivindicações entregue à Petrobrás, a qual consiste em exigir o cumprimento das seguintes cláusulas do ACT 2019:

A – Cláusulas 41 E 86:

– Realização do Fórum de Efetivo, posto que, se “anual”, e houve continuidade da cláusula (em dois ACTs, vigentes entre 1°/set/17 e 31/ago/20), a empresa já está em mora quanto a esta obrigação;

– Apresentação dos critérios objetivos, aplicados aos casos dos trabalhadores e trabalhadoras das unidades à venda ou em processo de redução de atividades ou desmobilização, incluídas despedidas, demissões e transferências, de quais modalidades;

– Suspensão de todos os processos despedida, demissão, ou transferência, vinculados à venda, desmobilização ou redução de atividades nas unidades da empresa;

B – Cláusula 73, § 9º

– Abolição do uso de metas de SMS como critério qualquer para a avaliação de empregados, individual ou coletivamente, e subsequente pagamento de quaisquer parcelas, ou concessão de vantagens, inclusive quanto ao chamado “sistema de consequências”.

Ponto 2 – Aprovação de greve por tempo determinado entre a 0h do dia 25/11 às 23h59 do dia 29/11, com reavaliação no último dia, em defesa dos empregos e das condições de segurança.


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[Sindipetro-BA]

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Antônio Francisco Fernandes, Antônio Pio Sales, Antônio Ricardo Pessanha Barretto, Carmélio Pimenta do Nascimento, Claudio Luis Pacheco Santos, Daniel Fortunato, Edson Rodrigues Simões, Everton Gomes da Silveira, Flávio Pereira de Souza, Gecildo Laerte Braga, Geneci da Silva, Hélio Cerqueira, Jonas dos Santos Coutinho, José Carlos Diniz, José Carlos Ferreira, José Renato Lopes Lima, Lédio de Carvalho Gonçalves, Luís Carlos Barbosa, Marcos Rogério Medeiros Queitos, Marcos Teixeira Cortes, Murilo Machado, Nelson Luiz de Oliveira Souza, Paulo Jorge de Oliveira, Paulo Roberto Barreto Lima, Richard Takahashi, Rigott Marcelino Barbosa e Rômulo Magno Ribeiro Lima, Aldemir Soares da Silva, Álvaro Cabral, Carlos Henrique Cabral, Gelson Gueiros Campinho, José Manoel de Oliveira, Roberto de Souza, Salomão Souza Godinho e Valcir Brandão Gonçalves, Gilberto Raimundo da Silva e Luís Conrado Luber.

Morreram há 35 anos, vitimas do pior acidente de trabalho da Petrobrás ocorrido na plataforma Enchova na Bacia de Campos, 37 petroleiros morreram e 19 ficaram feridos durante a queda de uma das baleeiras, que retirava os trabalhadores da unidade.

A embarcação, lotada com 50 petroleiros, teve um dos cabos enroscados na estrutura de suporte, o que provocou uma descida irregular e, em seguida, a queda no mar de uma altura de 30 metros. Os que sobreviveram ficaram permanentemente marcados pela memória do terror que viveram.

O acidente de Enchova ocorreu em 16 de agosto de 1984, provocado por um vazamento seguido de explosão. Na época, o sindicato dos engenheiros denunciou como causa dessa tragédia as péssimas condições de trabalho e a política de metas de recordes de produção impostas pelas gerências.

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Depois de um chá de cadeira de mais de cinco horas e muita pressão, o diretor do Sindipetro Unificado-SP e coordenador da Regional Campinas, Gustavo Marsaioli, teve a entrada liberada na Refinaria de Paulínia. O acesso foi permitido por volta das 12h30 e o dirigente foi recebido pelos gerentes de SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança), RH, Produção, Inspeção de Equipamentos, Segurança Corporativa e Otimização.

A gerência apresentou o cronograma de partida da refinaria, que foi iniciada na noite de ontem (29), e explicou que está trabalhando com reforço de equipes nas unidades. “Os grupos que trabalhariam nas unidades sinistradas (uma de destilação e outra de craqueamento) estão sendo deslocados para os conjuntos em processo de partida”, afirmou Marsaioli.

O diretor sindical também recebeu informações de como foi a vistoria da ANP (Agência Nacional do Petróleo), realizada nesta quarta-feira (29), nas instalações da Replan. “Eles disseram que já tinham enviado ao órgão uma série de documentos, inclusive da Gestão de Mudanças. Ontem houve a inspeção in loco, com registro de fotos, e os técnicos da ANP pediram explicações detalhadas sobre o processo da refinaria”, destacou.

Segundo Marsaioli, os gerentes afirmaram que a operação nas unidades de destilação e craqueamento, que não foram atingidas pelo acidente, e de alguns subsistemas deve estar normalizada em dois dias e meio. A produção no restante da refinaria começa em torno de uma semana. Inicialmente, a Replan vai operar com carga de 50%. Parte das duas unidades afetadas foi destruída e o conserto deve demorar alguns meses para ser concluído.

Bombas de incêndio

O diretor do Sindicato sugeriu que seja feita a inspeção das bombas auxiliares de incêndio, que foram usadas no combate ao fogo no dia 20, e reavaliação do procedimento de emergência para a saída dos trabalhadores do laboratório. “Ficamos de enviar relatos dos trabalhadores à empresa, para contribuir nas questões da segurança”, ressaltou. Segundo ele, o Sindicato continuará avaliando as condições de trabalho na refinaria, junto ao efetivo operacional.

[Sindipetro Unificado de São Paulo]

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Nesta terça, 9, diretores do NF embarcam para participar das reuniões de Cipa por plataformas. O único diretor que embarcou ontem (8) foi Wilson Reis em P-12. A diretoria do sindicato tem solicitado que os embarques sejam realizados na véspera da reunião, mas raramente essa solicitação é atendida pela Petrobrás. Em P-31, o embarque acontecerá no dia 16 de junho e PCE-1 encontra-se em parada de produção.

Lista dos diretores que embarcam para reuniões de CIPA

UO-BC
P-25 – Valter de Oliveira Silva Filho - (22) 98115-1126
P-12 – Wilson de Oliveira Reis - (22) 98123-1879
PCP-2 – Marcelo Nunes Coutinho - (22) 98123-1871
PPG-1 – Marcos Frederico Dias Brêda - (22) 98123-1878
P-18 – Leonardo da Silva Ferreira - (22) 98114-2949UO-RIO
P-38 – Tezeu Freitas Bezerra - (22) 98123-1886
P-40 – Luiz Carlos Mendonça de Souza - (22) 98117-1111
P-51 – Rafael Crespo Rangel Barcellos - (22) 98114-3970

Fonte: Sindipetro-NF

Publicado em SINDIPETRO-NF

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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