Criada em 1950, a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, completa nesta terça-feira (17), 69 anos de existência. A Rlam foi a primeira refinaria da Petrobrás e atualmente emprega aproximadamente três mil trabalhadores, entre concursados e terceirizados, gerando renda e empregos indiretos para o município de São Francisco do Conde.

Junto com o primeiro poço de petróleo do país, o Candeias 1, a Rlam integra uma série de ativos da Bahia que foram colocados à venda pela gestão bolsonarista que assumiu a Petrobrás.

Na época da sua construção, a Rlam estava sendo impulsionada pela descoberta do petróleo na Bahia e pelo sonho de uma nação independente em energia. Um sonho que vai se tornando distante com a soberania energética nacional sendo ameaçada pelo projeto de privatização da Petrobrás.

A Refinaria ainda foi palco de uma das principais paralisações da categoria petroleira no país, a greve de 1983, que acontecia durante a ditadura militar. A greve entrou para a história do movimento sindical petroleiro como um marco de fortalecimento da categoria, que, a partir desse momento ganhou força, importância e soube organizar e fazer a luta que garantiu muitas conquistas nos anos seguintes.

Na Rlam são refinados, diariamente, 31 tipos de produtos, das mais diversas formas. Além dos conhecidos GLP, gasolina, diesel e lubrificantes. A refinaria é a única produtora nacional de food grade, uma parafina de teor alimentício utilizada para fabricação de chocolates, chicletes, entre outros, e de n-parafinas, derivado utilizado como matéria-prima na produção de detergentes biodegradáveis.

[Com informações do Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás
Terça, 17 Setembro 2019 17:36

Diretoria da Petrobrás ARREGOU

A gestão ultraliberal da Petrobrás está em uma sinuca de bico. Por necessidade política, aceitou segurar os preços dos derivados nas refinarias, após a crise gerada pelos ataques do último sábado (14) contra a principal instalação petrolífera da Arábia Saudita. Os preços do petróleo dispararam cerca de 20%, a maior alta diária já registrada desde a Guerra do Golfo, em 1991.

Como os preços da gasolina, do diesel, do gás e dos demais derivados produzidos pela Petrobrás foram vinculados aos preços praticados no mercado internacional, sem qualquer gatilho de proteção para o consumidor brasileiro, imagine os efeitos desta crise para a população?  

Segundo especialistas, a gasolina sofreria um reajuste nesta terça-feira, 17, de pelo menos 10%.

Acuado diante dos altos índices de desaprovação de seu governo e das ameaças de greve por parte dos caminhoneiros, uma de suas principais bases de sustentação política, Bolsonaro interveio e mandou a diretoria da Petrobrás segurar o reajuste dos derivados.  

Castello Branco, que assim como Pedro Parente, assumiu a empresa com liberdade total para fazer tudo o que o mercado quisesse e um pouco mais, teve que arregar diante da tal “ingerência política” que tanto critica quando se refere aos governos anteriores.

E não foi a primeira vez. Em abril, Castello também desmoronou ao ter que voltar atrás e suspender o reajuste do diesel, para atender ao acordo de Bolsonaro com os caminhoneiros.

A internacionalização dos preços dos derivados produzidos pela Petrobrás foi implementada pela gestão Pedro Parente, logo após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, com o propósito de facilitar a privatização das refinarias.

Desde então, a Petrobrás vem sendo gerida como uma empresa privada, atendendo única e exclusivamente aos interesses do mercado e das multinacionais, que estão se apropriando de diversos ativos da estatal.

Metade do parque de refino da Petrobrás foi colocado à venda, junto com 2.226 quilômetros de dutos e 13 terminais. Além dos prejuízos que causará aos cofres da empresa, a privataria coloca em risco a soberania energética do país.

Com a produção de petróleo, o refino e o abastecimento sob controle de empresas privadas, não teremos como nos proteger de crises internacionais, como esta que estamos vivendo agora.

Quem comprar as refinarias da Petrobrás não vai vender derivados aqui no Brasil com preços abaixo do mercado internacional.

Petróleo é questão de soberania nacional. Privatizar a Petrobrás e escancarar o Pré-Sal para as multinacionais são crimes de lesa-pátria.

Ataques como o que ocorreu na Arábia Saudita reforçam o quanto governos entreguistas como o de Bolsonaro caminham na direção contrária do mundo.

Os petroleiros, mais uma vez, fazem um chamado à sociedade brasileira para que reaja à entrega das nossas riquezas.

Defender a Petrobrás é defender o Brasil.

FUP

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Ao lado dos sindicatos de petroleiros do RN, PE/PB e BA, a Federação Única dos Petroleiros - FUP - participou do Encontro dos Governadores do Nordeste, realizado na tarde desta segunda-feira, 16, em Natal. 

Contando com a assessoria do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - INEEP, as representações sindicais falaram diretamente aos mandatários, formalizando um apelo para a luta conjunta em defesa da permanência da Petrobrás na Região. 

Em recente entrevista, concedida durante evento empresarial realizado no mês de agosto, o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, anunciou que a Companhia, muito em breve, deverá restringir suas atividades aos Estados do RJ, SP e ES. 

Porém, caso essa disposição venha a se concretizar, os resultados econômicos e sociais para os Estados esvaziados deverão ser desastrosos, com graves impactos nos níveis de empregabilidade e nas receitas de entes federativos, entre outros danos.  

Carta Aberta 

Também nesta segunda-feira, no período da manhã, petroleiros e petroleiras lotados na sede administrativa da Petrobrás, em Natal, realizaram um Ato Público para lançamento de uma Carta Aberta dirigida aos Governadores do Nordeste. 

No documento, a categoria manifesta apreensão com as decisões que vêm sendo anunciadas pela cúpula dirigente da Petrobrás, uma vez que "historicamente, os vultosos recursos investidos pela companhia (...) contribuíram com o processo de crescimento, expansão produtiva e industrialização do Nordeste". 

Agora, porém - alerta o documento, "ante a ameaça de transformação da empresa em mera produtora e exportadora de óleo cru, com atividades concentradas em Estados da região Sudeste, corremos o risco de assistir a graves retrocessos, com trágicos resultados para a economia e para o povo nordestino". 

De acordo com o Sindicato, a saída da Petrobrás afetará 1.740 trabalhadores diretos e 6.779 terceirizados, somando 8.519 pessoas, somente no RN. Quanto aos investimentos, o volume de desembolso de R$ 792 milhões, previsto pela Petrobrás para 2019, deverá ser radicalmente reduzido, caso a saída da Companhia, prevista para 2020, seja concretizada. 

Resultados 

Ao término do encontro, os governadores divulgaram a “Carta de Natal” em que o primeiro ponto trata da questão da presença da Petrobrás na região. De acordo com o documento, a redução da presença da Petrobrás é preocupante, "tendo em vista o alto impacto da estatal na geração de emprego e renda, no desenvolvimento regional, cultural e socioambiental de nossas sub-regiões e cidades. Manifestam, assim, sua disposição em dialogar na busca de alternativas que garantam a manutenção e expansão das atividades da Petrobrás em nossos estados”. 

[Via Sindipetro-RN]

 

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Quais os impactos para a economia do estado e municípios com a saída da Petrobrás da Bahia? Como absorver milhares de desempregados das empresas terceirizadas, que prestam serviço à estatal e vão engrossar a cifra de 12.569.000 de desempregados, 4.831.000 de desalentados e 7.333.000 de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas para a sua subsistência (dados da PNAD do IBGE), no Brasil? Qual a consequência para a economia da Bahia com a transferência para outros estados de também milhares de funcionários concursados da Petrobras, que entre salários e benefícios injetam cerca de 80 milhões de reais por mês na economia baiana?

A direção do Sindipetro Bahia, assim como parlamentares do estado – deputados federais e estaduais, senadores e vereadores -, além de prefeitos e sociedade organizada de Salvador e de diversos municípios, que dependem do ISS e ICMS, gerados pelas unidades da Petrobras na Bahia, querem respostas para essas perguntas.

Organizados em torno do assunto, vital para a economia do estado, eles participam de um Ato Público em Defesa da Petrobras na Bahia, que acontece no dia 23/09, segunda-feira, na Assembleia Legislativa da Bahia (Auditório Jorge Calmon), das 8h às 13h.

Já está confirmada a presença do ex-diretor de exploração e produção da Petrobrás, responsável pela descoberta do Pré-Sal, o geólogo, Guilherme Estrella. E também do economista, William Nozaki, pesquisador do INEEP e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.  

“Nossa intenção é conseguir o maior número possível de apoio para essa causa, pois não se trata apenas dos empregos dos petroleiros, mas da economia do estado. Nos anos de 2012 e 2013, a Petrobras já chegou a investir na Bahia cerca de R$ 1 bilhão de reais por ano, gerando emprego e renda. Infelizmente, agora, o que vemos é o desinvestimento, e a  estatal começar a colocar em prática a sua sinalização de retirar seus negócios do Norte e Nordeste, começando no lugar onde o petróleo foi descoberto no Brasil e a Petrobrás nasceu; o estado da Bahia”, lamenta o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, para quem “existe possibilidade, sim de mudar ou amenizar esse quadro. Essa é nossa proposta e buscamos apoio daqueles que têm esse mesmo sentimento”.

Para o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, a decisão da atual gestão da Petrobrás, não é econômica e nem técnica, mas politica. As unidades da Petrobrás no estado continuam gerando lucros. A UO-BA (Unidade Operacional da Bahia), por exemplo, é um negócio de 3,5 bilhões de reais por ano. Essa Unidade para a Petrobrás é pequena, mas para a Bahia é grande, gera aqui cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos (trabalhadores terceirizados e próprios), somando isso à FAFEN, RLAM, Transpetro, Termoelétricas, Campos Terrestres, Petrobrás Biodiesel e outras unidades da empresa, é possível perceber que a Petrobrás tem um tamanho colossal para o estado. Tirar esse negócio da Bahia, vender e paralisar as unidades é assustador”.

Desocupação, fechamento e venda   

A notícia da desocupação do Edifício Torre Pituba, onde funciona a sede administrativa da Petrobrás, que irá resultar na transferência da maioria dos cerca de 1.500 trabalhadores diretos da estatal e na rescisão dos contratos das empresas terceirizadas, que deve levar à demissão dos cerca de 2 mil terceirizados, que atuam no prédio, causou revolta na sociedade baiana.

A RLAM e Transpetro estão à venda, assim como as Termoelétricas, Liquigás, e PBIO. Os Campos de Petróleo e gás, que fazem parte da UO-BA, localizados nas regiões de Catu, Candeias, São Sebastião, Alagoinhas, Esplanada, Cardeal da Silva, Pojuca, Mata de São João, Entre Rios, Araças e São Francisco do Conde  também estão à venda. Sem investimentos, o processo de venda desses campos, que produzem óleo e gás, já está na segunda fase vinculante. Pelo menos 70% deles devem ser vendidos até 2022.

A FAFEN está em processo de paralisação, ela vai ser fechada e não vendida. Essas medidas somadas fazem parte de um plano maior da retirada da Petrobrás do estado.

“Na nossa visão, o estado da Bahia vai pagar por isso. Os empregos diretos e indiretos, as cidades onde têm contratos terceirizados, o impacto nos municípios da Bahia. A gente não sabe quantificar, mas no médio e longo prazo vai trazer um forte impacto”, pontua Radiovaldo, ressaltando que a Petrobrás tem hoje, na Bahia, cerca de 4 mil trabalhadores próprios e 13 mil terceirizados.

A Bahia é o único estado do Brasil, onde a Petrobras desenvolve todas as suas atividades econômicas. Aqui a estatal tem a RLAM (refino), Transpetro (logística) FAFEN (fertilizantes, ureia e amônia) PBIO (Biodiesel) Termoelétricas (energia), Campos Terrestres (produção de petróleo e gás) e EDIBA (prédio administrativo).

O Diretor da FUP, Deyvid Bacelar, lembra que desde o governo Temer o Sindipetro Bahia vem denunciando a intenção da Petrobrás de encerrar suas atividades na Bahia. “Essa luta, pela permanência da estatal no estado, é antiga para nós que já realizamos diversas mobilizações, greves e audiências públicas, alertando, inclusive aos prefeitos dos municípios, o que poderia acontecer. Infelizmente, o alerta virou realidade. O lado positivo é que podemos contar com os parlamentares de esquerda, que sempre estiveram ao nosso lado em defesa da Petrobrás. Mas queremos mais, devido à sua importância, entendemos que essa é uma luta suprapartidária. Então, aqueles que realmente pensam no interesse da Bahia são bem vindos”

[Via Sindipetro Bahia]

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O grande número de trabalhadores do Edifício Torre Pituba, que compareceram à assembleia convocada pelo Sindipetro Bahia, na tarde da segunda-feira (16), no Hotel Fiesta, mostra a quantas andam as preocupações, inseguranças e também o sentimento de revolta da categoria petroleira.
Aproximadamente 600 petroleiros se espremeram no auditório, ávidos por informações (que a Petrobrás não dá de forma clara) e por uma palavra de alento.

Foram ouvidos relatos de pessoas angustiadas, pressionadas e que estão abrindo mão de uma vida estável que tinham na Bahia, muitas deixando para trás a família, inclusive filhos pequenos, que não têm como levar, pois não há estrutura no novo local de moradia. “Não estamos falando apenas de desemprego ou mudança repentina de vida dos trabalhadores. É muito mais do que isso. São mais de 3 mil famílias sendo afetadas”, desabafou uma trabalhadora concursada.

Parlamentares relataram as suas preocupações e detalharam ações que estão colocando em prática para impedir que a Petrobrás deixe a Bahia. Eles falaram dos grandes prejuízos para o estado, com o desemprego que vai ser gerado, com a fuga de receita (salários dos que estão sendo transferidos) e com a diminuição da arrecadação do ICMS e ISS. “Um projeto extremamente cruel e danoso para a sociedade brasileira. É o desmonte da estrutura do estado brasileiro”, pontuaram. Estiveram presentes o líder do governo na ALBA, o deputado estadual, Rosemberg Pinto (PT), o também deputado estadual, Hilton Coelho (PSOL) e os deputados federais, Joseildo Ramos (PT) e Nelson Pellegrino (PT), que anunciou a elaboração de um abaixo assinado pela permanência da estatal na Bahia.

O coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, detalhou as ações que a entidade sindical vem realizando desde o governo Temer, as mobilizações, greves, audiências públicas e ações jurídicas, que conseguiram adiar decisões de vendas de unidades, dando maior fôlego para a continuidade da luta em defesa da Petrobrás.

O Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, falou de esperança e união. Ele falou ainda da disputa de opiniões na mídia e da necessidade de fortalecer a comunicação do Sindipetro, interagindo nas redes sociais, divulgando o site da entidade (www.sindipetroba.org.br) e compartilhando as notícias do sindicato através do WatsApp. “Fortalecer essa rede de notícias vai também fortalecer a categoria e a nossa luta. A Bahia não vai se curvar ao projeto entreguista do presidente. A Petrobras nasceu na Bahia e é aqui que ela vai ficar”.

Após o lançamento da Campanha, elaborada pelo Sindipetro “Pelo povo baiano, a Petrobras fica na Bahia”, a categoria apresentou diversas propostas e planos de luta pela permanência da Petrobrás na Bahia.

Veja o que foi aprovado:

– Criação de um comitê em defesa da Petrobrás na Bahia, buscando a adesão de centrais sindicais, sindicatos, entidades de classes, partidos políticos, governadores, prefeitos, senadores, deputados vereadores, etc
– Abaixo assinado pela permanência da Petrobrás na Bahia
– Reivindicar que o Consórcio de Governadores do Nordeste elabore uma campanha de mídia em defesa da Petrobrás na região.
– Campanha e atuação do Sindipetro Bahia no sentido de priorizar a manutenção no estado daqueles trabalhadores que não podem ou não querem ser transferidos, conforme garante o Acordo Coletivo de Trabalho.
– Ato durante o seminário do REATE, no dia 19/09
– Participação da categoria no Ato em Defesa da Soberania, organizado pelas centrais sindicais, no dia 20/09
– Participação da categoria no Ato Público em Defesa da Petrobrás na Bahia, que vai acontecer no dia 23/09, das 8h às 13h, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
– Vigília e acampamento em frente ao Edifício Torre Pituba
– Confecção de adesivos para carros e camisas da Campanha “Pelo povo baiano, a Petrobras fica na Bahia”. Uso da hastag #apetrobrasfica
– Criação de um comitê de mobilização de greve
– Criação de um grupo de estudo jurídico
– Elaboração de materiais que mostrem a importância da Petrobras para a Bahia, a história dos petroleiros e a luta contra a privatização da estatal
– Assembleias unificadas com os trabalhadores das diversas unidades do Sistema Petrobras na Bahia

[Via Sindipetro Bahia]

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Com a presença do coordenador da FUP, José Maria Rangel, os sindicatos de petroleiros do Nordeste (RN, BA, CE/PI e PE/PB) entregaram nesta segunda-feira (16) aos governadores da região uma carta com um apelo para que os gestores busquem alternativas para se contrapor ao desmonte da Petrobrás.

O presidente da empresa, Roberto Castello Branco, já afirmou que irá concentrar os investimentos da estatal nos estados do Sudeste do país. 

A carta foi apresentada durante o Fórum dos Governadores do Nordeste, que acontece em Natal. Pela manhã, os trabalhadores participaram de ato público em frente a sede da Petrobrás, na capital potiguar. 

Só no Rio Grande do Norte, mais de 8 mil empregos estão sob risco, com o desmonte da Petrobrás.

"Ao lado do Rio Grande do Norte, encontram-se ameaçados os Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Ceará e Maranhão. No rol dos desinvestimentos – eufemismo para encobrir a entrega de ativos estratégicos – encontram-se refinarias, fábricas de fertilizantes, termelétricas, oleodutos, gasodutos e terminais, além de centenas de campos petrolíferos”, diz um trecho do documento, onde os petroleiros ressaltam que "não são poucos os casos de investimento realizados pela Petrobrás em segmentos de infraestrutura, como estradas e telecomunicações, além do estabelecimento de parcerias em atividades educacionais, científicas, culturais, sociais, de qualificação profissional, esportivas e ambientais, entre outras iniciativas".

Os trabalhadores reivindicam uma ação conjunta dos estados nordestinos através do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, criado há poucos meses para fortalecer as pautas da região.

"O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste é um mecanismo de colaboração entre os governos que visa à parceria em projetos econômicos de caráter integrador. Nesse sentido, propomos que seja analisada a possibilidade de concertação de uma ação conjunta, destinada a questionar a decisão da atual cúpula da Petrobrás e, no limite, viabilizar alternativas econômicas capazes de retomar a produção", destaca o documento.

Os governadores do Nordeste manifestaram profunda preocupação com a drástica redução da presença da Petrobrás na região, tendo em vista o alto impacto da estatal na geração de emprego e renda, no desenvolvimento regional, cultural e socioambiental de nossas sub-regiões e cidades. Os governadores demonstraram disposição em buscar alternativas que garantam a manutenção e expansão das atividades da Petrobrás nos estados do Nordeste.

 
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Como a FUP e seus sindicatos vinham alertando, as privatizações em curso no Sistema Petrobrás, além de comprometerem o futuro da empresa e impactarem diretamente no desenvolvimento nacional, aumentarão o desemprego no país.

O destino dos trabalhadores do Sistema Petrobrás depende do grau de mobilização da categoria. Os terceirizados já estão sendo demitidos e os trabalhadores próprios, trasferidos.

Agora a FUP e o Sindipetro Bahia souberam através de uma fonte da alta cúpula da gestão da Petrobras que a empresa vai abrir um PDV específico para os trabalhadores lotados nas unidades que estão à venda.

A intenção dos gestores é desmobilizar cerca de 70% desses petroleiros, a maioria sem tempo de contribuição para se aposentar.

Outra informação grave é que os trabalhadores que estão sendo transferidos para outros estados não terão qualquer garantia de permanecer no emprego. Cada área, em cada unidade – aquisição de serviços, setores tributário, financeiro de gestão de pessoas, etc – terá uma limitação de pessoal.

Caso haja transferência de um maior número de pessoas do que, pela visão da empresa, comporte em um determinado setor, a orientação é clara: o excedente de pessoal será demitido.

A ordem foi dada aos gerentes executivos pelo alto corpo de gestão da empresa e pelo Conselho de Administração.

A Petrobrás não está levando em conta nem o transtorno dos trabalhadores, que vão mudar de cidade, muitos deixando família, amigos e casa em Salvador. Esse trabalhador não terá nenhuma garantia e pode ser surpreendido com a demissão sumária.

Oura modalidade é o PVMD (Programa Voluntário de Mobilização Direta), que consiste na transferência imediata de trabalhadores próprios para as unidades que já estão à venda. Portanto, a demissão dos funcionários, que deve acontecer em no máximo dois anos, será responsabilidade da empresa que comprou a unidade e não mais da Petrobrás.

Esse é mais um fato que comprova a falta de compromisso do atual governo com o desenvolvimento dos estados do Norte e Nordeste do nosso país, sendo que na Bahia, pela grandeza da Petrobrás no estado, esse impacto será muito maior.

A única maneira de enfrentar esse grave problema é de forma coletiva. Por isso, a importância da participação da categoria – trabalhadores de todas as unidades – nas sssembleias e mobilizações convocadas pelos sindicatos. 

[FUP, com informações do Sindipetro Bahia]

 

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Menos de três meses após colocar à venda as refinarias do Paraná (Repar), do Rio Grande do Sul (Refap), da Bahia (Rlam) e de Pernambuco (Abreu e Lima), a gestão bolsonariana da Petrobrás anunciou nesta sexta-feira, 13, o início do processo de privatização de mais quatro unidades de refino: a Refinaria Gabriel Passos (Regap/MG), a Refinaria Isaac Sabbá (Reman/AM), a Fábrica de Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor/CE) e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX/PR).

As oito refinarias que estão à venda têm capacidade para processar mais de 1 milhão de barris de petróleo por dia. Isto representa metade da atual capacidade de refino do Brasil. Quem comprar levará junto 2.226 quilômetros de dutos e 13 terminais.

Além dos prejuízos que causará aos cofres da Petrobrás, a privatização destes ativos coloca em risco a soberania energética nacional e aumentará ainda mais os preços dos combustíveis, ao criar monopólios regionais privados. As multinacionais estão há tempos de olho no nosso mercado de derivados de petróleo, que é um dos maiores do mundo. 

Ao abrir mão de metade do parque de refino da Petrobrás e da distribuição, a gestão Castello Branco desmonta a integração do Sistema, deixando o caminho livre para a completa privatização da empresa. Tanto ele, quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretendem realizar este sonho até o final do governo Bolsonaro.

“A Petrobrás já está sendo gerida como uma empresa privada desde 2016. Por isso, começou a praticar uma política de preços de derivados em sintonia com o mercado internacional. Quem comprar as nossas refinarias não vai vender derivados aqui no Brasil com preços abaixo do mercado internacional”, alerta o coordenador da FUP, José Maria, lembrando que no final de 2013, o preço médio do litro da gasolina era de R$ 2,98. Hoje, está acima de R$ 5,00.

Desmonte acelerado após liberação do STF

Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou em junho a privataria das estatais, a gestão bolsonariana na Petrobrás já se desfez da Transportadora Associada de Gás (TAG) e da BR Distribuidora e colocou à venda diversos outros ativos estratégicos.

Junto com as refinarias, terminais e oleodutos, também estão sendo privatizados mais de 70 campos de petróleo de bacias marítimas e de polos terrestres do Nordeste e Sudeste do país.

Plantas de fertilizantes, como a Araucária Nitrogenados (PR) e a UFN-III (MS), a subsidiária Liquigás, usinas de biocombustíveis de Candeias (BA) e Montes Claros (MG) e a Termelétrica do Amazonas completam a lista de ativos que estão sendo negociados por Castello Branco e sua turma.

Privataria começou com Temer

A liquidação da Petrobrás teve início no governo Temer, no rastro do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Pedro Parente e Ivan Monteiro privatizaram a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), a Petroquímica Suape (PE), a Usina de Biocombustível Belém Bioenergia Brasil (AM), a Usina de Biocombustível Guarani (7 plantas em SP e 1 na África), as Termelétricas Celso Furtado e Rômulo Almeida (BA), sem contar os ativos vendidos fora do país.

A gestão Parente também abriu mão de participações em gigantescos campos do pré-sal - Carcará, Tartaruga Verde, Iara e Lapa - e vendeu  34 campos terrestres, 10 concessões nas Bacias de Campos e Santos, além de 7 sondas de perfuração.

Povo na rua

Como a FUP vem alertando desde o golpe de 2016, cabe aos trabalhadores e à sociedade civil organizada defender o patrimônio público e a soberania nacional. Pesquisa recente do Datafolha comprovou que pelo menos 67% dos brasileiros são contra a privatização da Petrobrás.

É com o envolvimento da sociedade, portanto, que a defesa da soberania nacional avançará.  A FUP e seus sindicatos estão participando de diversos fóruns e frentes de luta por todo o país. Ao longo de setembro e outubro, vários atos e mobilizações serão realizados.

“Precisamos estar nas ruas, nos parlamentos, nos municípios, fazendo a disputa sobre a importância da Petrobrás, da Eletrobrás, dos Correios, dos bancos públicos. Essas empresas são fundamentais para o desenvolvimento nacional e a geração de emprego e renda no país. Só com o envolvimento da sociedade e a participação do povo nas ruas, conseguiremos impedir que o governo Bolsonaro destrua o que ainda resta do nosso país”, afirma José Maria Rangel.   

[FUP]

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A gestão da Petrobrás volta a afrontar a categoria e anuncia, em plena negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), demissões e transferências de trabalhadores em diversas unidades da empresa.

Na Bahia, a Petrobrás comunicou a demissão de cerca de 2 mil terceirizados e a transferência de 1.500 trabalhadores próprios, em função da desativação do seu edifício sede em Salvador (Torre Pituba).

O mesmo acontecerá no Rio Grande do Norte, com o fechamento da sede da empresa em Natal. Lá também, os gestores já comunicaram a demissão de cerca de 6.500 trabalhadores terceirizados e a transferência de outros 1.740 trabalhadores próprios. 

No Edisp, edifício sede da estatal em São Paulo que já foi desativado, os trabalhadores foram transferidos e os contratos com terceirizados, encerrados. 

Em Macaé, no Norte Fluminense, os trabalhadores do Edifício Novo Cavaleiros (Edinc) foram comunicados em julho que a unidade será desativada até 2020. O Sindipetro-NF ficou sabendo do fato pela imprensa.

Na ultima semana, foi a vez dos trabalhadores do setor de Suprimentos de Bens e Serviços (SBS) de Minas Gerais, lotados na Refinaria Gabriel Passos (Regap) receberem a notícia que serão transferidos para outros estados.

Os petroleiros foram informados durante uma apresentação feita pela gestão da Regap, que sequer comunicou o fato ao Sindipetro-MG. A princípio, os trabalhadores devem ser realocados em unidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

De acordo com a Petrobrás, eles terão um período de menos de 15 dias para escolherem entre um dos três estados – onde a companhia deve concentrar sua atuação – e devem ser transferidos até o final do primeiro trimestre de 2020. Ainda conforme a empresa, todo o setor de SBS será concentrado nesses estados e, por isso, o deslocamento de trabalhadores.

As transferências de trabalhadores próprios e demissões de terceirizados vêm ocorrendo desde a gestão de Pedro Parente, quando foi iniciado o processo de desmonte da Petrobrás. Com a intensificação da privatização - o atual presidente da Petrobrás, Castello Branco, já revelou que seu sonho é vender toda a empresa - várias unidades estão sendo fechadas. 

“A atual gestão da Petrobrás segue demonstrando que não tem qualquer compromisso e respeito com sua força de trabalho. Enquanto falam em boa fé negocial, em meio ao processo de negociação do Acordo Coletivo, a empresa anuncia a transferência de trabalhadores e fechamento de unidades. Isso tudo sem qualquer negociação com o Sindicato”, avalia o diretor do Sindipetro-MG, Felipe Pinheiro

A FUP solicitará uma reunião de urgência com a gerência do SBS da Petrobrás para cobrar esclarecimentos sobre a transferência dos trabalhadores.

[Com informações do Sindipetro/MG]

Publicado em Sistema Petrobrás

No próximo dia 20 de setembro, os trabalhadores e as trabalhadoras voltarão às ruas para realizar um ato em defesa dos direitos e do meio ambiente e contra a destruição do Brasil que vem sendo promovida pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) que, em oito meses não apresentou uma única proposta de desenvolvimento com justiça social e geração de emprego e renda, muito menos de combate efetivo as queimadas na Região Amazônica.

Até agora, Bolsonaro e seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, só apresentaram medidas que beneficiam empresários, em especial do agronegócio que ajudaram a eleger o capitão, ou que representam o extermínio de programas sociais fundamentais como o Minha Casa, Minha Vida, redução do funcionalismo público, desregulamentação e auto fiscalização pelas empresas, privatizações de estatais como Petrobras, bancos do Brasil e Caixa e mais onze empresas públicas, além de regras mais rígidas para aposentadoria.  

Dia 20 tem luta

A escolha da data da próxima mobilização da classe trabalhadora foi estratégica. O objetivo é convergir com o dia de mobilização internacional Greve Global pelo Clima, em 20 de setembro, organizado pela Coalização pelo Clima, uma articulação composta por diversos coletivos que debatem e promovem ações de informações e combate às mudanças climáticas.

Além da defesa da Amazônia, a pauta da CUT, demais centrais sindicais e das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo terá lutas por direitos, educação,  empregos, soberania e contra a reforma da Previdência, que está tramitando no Senado e pode ser votada nesta quarta-feira (11) depois de manobras do presidente da casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para tentar acelerar a aprovação das mudanças de regras da aposentadoria e outros benefícios previdenciários.

As mobilizações do Dia Nacional de Paralisações e Manifestações em Defesa do Meio Ambiente, Direitos, Educação, Empregos e Contra a Reforma da Previdência, em 20 de setembro, serão realizados no local de trabalho, na parte da manhã, e na parte da tarde serão ser realizados atos em todas as capitais. Uma grande parte dos trabalhadores e das trabalhadoras do setor público já aprovou paralisação neste dia.  

“Os que queimam e derrubam a Amazônia são os mesmos que querem acabar com nosso direito à Previdência Social, querem destruir os direitos trabalhistas e sociais e privatizar as empresas públicas, destruindo também a soberania do nosso povo e do nosso país”, afirmou o Secretário-Geral da CUT, Sergio Nobre, explicando porque no dia 20 todos estarão juntos para defender o clima, os direitos, as estatais e a soberania.

[Via CUT]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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