Oito ex-conselheiros da Petrobrás foram absolvidos, de forma unânime, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira, 02. Todos estavam envolvidos em um processo administrativo sancionador que discutiu a condução da política de preços da estatal no governo Dilma Rousseff. O grupo foi acusado de induzir investidores a erro, ao anunciar certas metas de endividamento, mas adotar uma política de preços de combustíveis que tornava seu cumprimento improvável. 

O desfecho do caso foi adiado por pouco mais de dois anos. O colegiado só concluiu nesta terça,  o julgamento iniciado em 13 de dezembro de 2018, mas suspenso após um pedido de vista do então diretor da CVM, Henrique Machado. 

De acordo com o advogado, Carlos Eduardo Pimenta, do escritório Normando Rodrigues, o voto que determinou a decisão baseado na tese apresentado pelo escritório que cuidava da defesa do ex-coordenador da FUP, José Maria Ferreira Rangel, então representante dos empregados no conselho da petroleira. 

“A política de preços que a Petrobrás adotou tinha como objetivo atingir os limites financeiros do plano de negócios e não repassar para o consumidor a volatilidade dos preços. Então, esse quadro abre espaço para atuação dos conselheiros. Porque se a própria Petrobrás reconheceu que ela tinha metas financeiras, mas ela não queria repassar isso para o consumidor, ela abre uma contradição na própria conduta e abre espaço para que os conselheiros optarem em atingir os limites ou não repassar a  volatilidade para os consumidores. E a escolha foi por uma regularização mais favorável ao consumidor, observando também a função social da Petrobrás”, explicou o advogado. 

Foram absolvidos pelo colegiado os ex-ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Marcio Zimmermann (Minas e Energia), além de Sérgio Franklin Quintella, o empresário Jorge Gerdau, o ex-presidente do BNDES, Luciano Coutinho, Francisco de Albuquerque e José Maria Ferreira Rangel, então representante dos empregados no conselho da petroleira.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

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Em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), petroleiros estão disponibilizando 200 botijões por R$ 40,00 a famílias vítimas de enchentes

[Da imprensa do Sindipetro Unificado-SP | Foto: Eric Gonçalves]

Nesta terça-feira (2), o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) iniciaram a venda subsidiada de gás de cozinha em bairros periféricos da cidade de São Paulo (SP).

No total, serão distribuídos 200 botijões por R$ 40,00 a unidade, valor abaixo da média de R$ 76,99 que atualmente é praticado no município, de acordo com informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Leia também: Gás de cozinha subiu 21,9% nas refinarias da Petrobrás em 2020

Nesta manhã, já foram distribuídos 40 botijões na Ocupação Toca, no Parque Cocaia, na Zona Sul da capital paulista. No período da tarde, serão subsidiadas mais 20 unidades no Parque Grajaú e outras 20 na Ilha do Bororé.

Já na Zona Leste, ainda nesta terça-feira, a Vila Matarazzo receberá 65 botijões, a Vila Nova União mais 20 e o Itaim Paulista outros 15. Amanhã, quarta-feira (3), serão subsidiados os últimos 20 botijões no Jardim Selma.

De acordo com o coordenador regional do MAB, Diego Ortiz, parte dessas famílias sofreram historicamente com a construção de barragens para a canalização de rios e com enchentes sazonais.

“Desde o início do ano passado, o movimento tem atuado com populações atingidas pelas enchentes na cidade de São Paulo, em parte porque elas também são resultado da construção de barragens. Aqui na Zona Sul é o caso das barragens de Billings e Guarapiranga, e na Zona Leste é o caso do Rio Tietê”, explica Ortiz.

Tanto pela crise econômica, como pela crise sanitária, a vida dessas famílias está ficando cada vez mais complicada. Na época de chuvas, elas acabam perdendo tudo

DIEGO ORTIZ, COORDENADOR REGIONAL DO MAB

O militante ainda aponta que as enchentes são resultado de um processo de ocupação desordenada do território, feita a partir de uma política de exclusão de pessoas com menos poder aquisitivo das regiões centrais, somada a uma omissão do poder público em garantir as condições mínimas de moradia e sobrevivência.

“Tanto pela crise econômica, como pela crise sanitária, a vida dessas famílias está ficando cada vez mais complicada. Na época de chuvas, elas acabam perdendo tudo. Elas moram em regiões de morros ou várzeas, por terem sido expulsas das regiões centrais da cidade. Por isso, essas ações têm ajudado muito essas famílias a sobreviverem. Mas, para além disso, nós temos feito um processo de organização para cobrar a reparação integral do Estado, com a garantia de uma vida digna a todas essas famílias”, aponta Ortiz.

Política de preços

As atividades fazem parte de uma mobilização nacional dos sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que está sendo realizada em apoio à greve dos caminhoneiros. A principal denúncia está relacionada com os aumentos abusivos dos preços dos combustíveis que estão ocorrendo nos últimos anos.

Queremos mostrar como as ações do governo interferem diretamente no preço que a população paga pelos derivados de petróleo

GUSTAVO MARSAIOLI, DIRETOR DO SINDIPETRO-SP

Para o diretor do Sindipetro-SP, Gustavo Marsaioli, apesar das diferenças ideológicas com setores dos caminhoneiros, que são uma categoria diversa do ponto de vista organizativo, existe um consenso em relação à necessidade do Estado realizar um controle sobre o preço dos derivados de petróleo.

“Os combustíveis automotivos são bens essenciais e estratégicos que afetam a economia como um todo. No caso do gás, impacta diretamente a segurança alimentar da população. Por isso, fizemos essas ações para apoiar essa pauta levantada pelos caminhoneiros e, principalmente, mostrar para a população qual o preço justo que ela deveria estar pagando. Mais do que isso, queremos mostrar como as ações do governo interferem diretamente no preço que a população paga pelos derivados de petróleo”, afirma Marsaioli.

De acordo com a categoria, esses reajustes são resultado da política adotada pela Petrobrás a partir de 2016, com a ascensão de Michel Temer (MDB) à presidência, e continuada posteriormente no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Desde então, a estatal tem praticado o Preço de Paridade de Importação (PPI), que vincula o valor cobrado pelos combustíveis às oscilações do barril de petróleo no mercado internacional, do dólar e dos custos de importação.

Devido a essa diretriz, a Petrobrás passou a realizar reajustes constantes no preço dos derivados. Entre julho de 2017 e janeiro de 2021, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o gás de cozinha aumentou 130%, a gasolina 59% e o diesel 42% nas refinarias.

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O primeiro dia do mês de fevereiro foi de luta. Petroleiros e petroleiras em todo o Brasil denunciaram à população o preço exorbitante dos combustíveis que vem sendo cobrado pelo governo Bolsonaro.
Em apoio à mobilização dos caminhoneiros, faixas e panfletos foram distribuídos, pela manhã dessa segunda-feira (1), na entrada da Refap. Na parte da tarde, o Sindipetro-RS realizou mais uma edição da campanha do "Gás a preço justo". Dessa vez, a ação aconteceu no centro de Esteio, onde foram vendidos 100 botijões de gás de cozinha, de 13kg, subsidiados pela metade do preço, a R$ 35.

Dezenas de moradores estiveram em fila, mantendo o distanciamento social e fazendo o uso da máscara facial, para garantir o gás de cozinha a um mais preço justo ao que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

 

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

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Em todo o Brasil, FUP e sindicatos realizaram, nesta segunda-feira (1º), diversos atos em apoio à greve dos caminhoneiros e contra a política de reajuste dos derivados de petróleo imposta pela direção da Petrobrás.

Em Minas, o Sindipetro/MG doou 100 botijões de gás às ocupações Pátria Livre, na Pedreira Prado Lopes, com apoio do MTD, e Eliane Silva, em parceria com o MLB.

A distribuição faz parte da campanha pelo Preço Justo dos Combustíveis e tem o objetivo de dialogar com a população, demonstrando que é possível que a Petrobrás comercialize combustíveis a um preço acessível.

Para o coordenador do Sindipetro/MG, o aumento constante no preço do gás de cozinha, e dos combustíveis como gasolina e diesel, fazem parte da política predatória de Bolsonaro e Paulo Guedes. 

“Nós acreditamos em uma Petrobrás que neste momento de crise, assume o lado do povo, do desempregado, do caminhoneiro. Lutamos por uma Petrobrás comprometida por um preço justo dos combustíveis, e menos com o lucro dos seus acionistas”, afirma o coordenador.

Política de Preços

Desde 2016, as gestões neoliberais da empresa praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. 

Os petroleiros vêm denunciando há quatro anos esse disparate, que fez o preço do botijão de gás subir mais de 130% desde julho de 2017 e a gasolina e diesel sofrerem reajustes nas refinarias de 60% e 43%, respectivamente.

Já o preço do barril do petróleo aumentou 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%.  

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

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Petroleiros realizam uma série de atividades pelo Brasil com o objetivo de denunciar a política de preços adotada pela atual gestão da Petrobrás, responsável pelo aumento abusivo dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. Nesta manhã (01), em Curitiba, às 10h, dirigentes do Sindipetro estiveram no Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo – Cefuria para entregar 50 cargas destinadas a cozinhas comunitárias de bairros da capital e região. A ação de hoje é parte da campanha “Gás a Preço Justo”, quando serão vendidos 250 botijões de 13kg a famílias de Araucária, por R$ 40,00.

Além dos petroleiros, estiveram presentes na entrega do gás no Cefuria representantes do Marmitas da Terra (MST), da União de Moradores e Trabalhadores do Bolsão Formosa (Novo Mundo) e da Ocupação Vila Santa Maria (Tatuquara), comunidades com cozinha comunitária em pleno funcionamento. 

A data da ação “Gás a Preço Justo” no Paraná será definida nos próximos dias em função da paralisação dos revendedores, também prejudicados pelos aumentos abusivos praticados pelo Governo Federal. Para o presidente do Sindipetro, Alexandro Guilherme Jorge, “os petroleiros vão subsidiar uma parte do valor do item para que as pessoas possam comprar por um preço que entendemos como justo, que poderia chegar aos consumidos e contemplaria toda cadeia produtiva”. 

Hoje o gás de cozinha, diesel e gasolina aumentam toda hora em razão do Preço de Paridade Internacional (PPI). Esses itens seguem a cotação do dólar e do preço barril do petróleo lá fora. Por isso, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos começaram diversas ações nesta segunda-feira. 

Os protestos são em diversos estados do país, com doações e venda subsidiada de botijões de gás, distribuição de cestas básicas, descontos para compra de gasolina e diesel, campanhas de conscientização sobre os impactos sociais do desmonte do Sistema Petrobrás. 

Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que entre julho de 2017 e janeiro de 2021, sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro, a direção da estatal aumentou em 59,67% o preço da gasolina nas refinarias, o diesel 42,64% e o GLP (gás de cozinha) 130,79%. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%. 

“Estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. Saiba mais sobre as mobilizações nacionais dos petroleiros AQUI.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

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Centenas de pessoas foram beneficiadas, nessa manhã (1), em salvador, com a ação do Sindipetro Bahia de venda do botijão de gás de cozinha e da gasolina a preço justo.

O protesto que está sendo realizado nacionalmente pelos petroleiros, em apoio à greve dos caminhoneiros, teve também como objetivo denunciar a política de preços da atual gestão da Petrobrás, responsável pelos sucessivos aumentos dos preços dos derivados do petróleo.

Os petroleiros têm pautas de luta similares a algumas das reivindicações dos caminhoneiros. As duas categorias querem o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

O Sindipetro organizou duas ações: a primeira aconteceu às 8h30, no bairro de Pituaçu, onde foram vendidos, em duas horas, a preços subsidiados pelo Sindipetro, 230 botijões de gás de cozinha. O botijão custa R$ 81,00 na distribuidora do bairro e foi vendido a R$ 40,00, menos da metade do preço.

Apesar de ter havido um cadastro prévio das famílias carentes do bairro, um grande número de pessoas compareceu ao local da ação. Muitos relataram dificuldade para adquirir o botijão de gás ao preço atual. Outros afirmaram que estão utilizando outras formas para cozinhar, pois não têm mais condições de adquirir o botijão de gás.

No final da manhã (às 11h30), o Sindipetro realizou a ação da venda de gasolina a preço justo. Desde cedo formou-se uma longa fila no Posto BR do Dique do Tororó, causando engarrafamento na área. Foram atendidos 130 veículos e 100 motos, no período de três horas. Como o preço do litro da gasolina estava custando R$ 5,00 e o Sindipetro arcou com R$ 1,80 desse valor, o consumidor pôde comprar o litro da gasolina por R$ 3,20.

Nas duas ações, que tiveram ampla cobertura da imprensa, diretores do Sindipetro orientaram sobre a necessidade de manter a distância entre as pessoas e do uso de máscara e álcool em gel. Eles também distribuíram panfletos explicando como funciona a política de preços da Petrobrás – que mudou desde o governo Temer- e porque ela é responsável pelos aumentos abusivos dos preços do gás de cozinha, diesel e gasolina.

 

A dona de casa Rita de Cássia ficou contente por poder comprar um botijão de gás “com um valor que cabe no nosso bolso, pois o governo está com um valor exorbitante em cima do gás de cozinha”.

“As ações foram muito boas porque além de conversar com a população sobre a importância de defender a Petrobrás como empresa pública e integrada, conseguimos, em um momento de pandemia, atender à população carente, dando a essas pessoas a oportunidade de ter acesso ao gás de cozinha a um valor accessível, que de acordo com estudos do INEEP é de R$ 40,00, garantindo a remuneração de toda a cadeia produtiva”, afirmou o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, denunciando que “o grande problema é que a Petrobrás hoje produz em real, mas vende o seu produto em dólar, pois segue a política de governo de Bolsonaro e Guedes”.
 

Para o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, “em nome da categoria petroleira, o sindicato cumpriu o seu papel, aflorando esse debate sobre os preços dos derivados de petróleo, a política de preços da Petrobrás e os desdobramentos que podem ocorrer caso as refinarias da estatal sejam privatizada, o que só vai amplificar os impactos negativos para a população, com aumentos ainda maiores dos preços dos combustíveis e gás de cozinha”. Para ele, “principalmente nesse momento de pandemia e crise econômica, os altos preços desses derivados de petróleo acabam contribuindo com o aumento da inflação e o empobrecimento da sociedade”.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia | Foto: Wandaick Costa]

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Na segunda-feira (1/02), diretores do Sindipetro Bahia vão realizar duas ações em apoio à greve dos caminhoneiros anunciada para essa data. As ações fazem parte de uma série de atividades que estão sendo desenvolvidas, em nível nacional, pela categoria petroleira com o propósito de denunciar a politica de preços adotada pela atual gestão da Petrobras e que tem levado aos aumentos abusivos dos preços dos combustíveis e gás de cozinha.

Em Salvador, as atividades acontecem no período da manhã: às 8h30 será realizada a ação da “Venda de Gás a Preço Justo”, quando serão vendidos 200 botijões de gás de cozinha de 13 kilos a famílias carentes, em um bairro popular de Salvador, pelo valor de R$ 40,00.

Às 11h30, a ação acontece em um posto de combustível. Assim como o gás de cozinha, parte do preço do litro da gasolina também vai ser subsidiado pelo Sindipetro. O consumidor poderá pagar aproximadamente R$ 3,00 pelo litro desse combustível. O Sindipetro vai subsidiar o restante do valor até o limite de 20 litros por veículo e de 10 litros por moto. Serão distribuídos 100 tickets de 36 reais para os 100 primeiros veículos que abastecerem e 100 tickets de 18 reais para as 100 primeiras motos. A ação da entidade sindical proporcionará o desconto de R$ 1,80 por cada litro de gasolina, com a disponibilização de 1000 litros desse combustível.

“Consideramos que o valor de cerca de R$ 3,00 é um preço justo que a Petrobras poderia estar praticando para a sociedade se não tivesse feito a opção de internacionalizar os preços dos derivados de petróleo, favorecendo apenas os investidores e o mercado, em detrimento do povo brasileiro”, afirma o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

As ações vão mostrar que é possível vender o gás de cozinha e a gasolina a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Há pelo menos quatro anos (desde o governo Temer), os petroleiros através das suas entidades representativas como a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Sindipetro Bahia, alertam para os prejuízos que a política de preços da gestão da estatal vem causando à população brasileira e da necessidade de mudança dessa política.

Caso seja concretizada a venda de oito das 13 refinarias da Petrobrás – entre elas a Refinaria Landulpho Alves, localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia – a situação tende a piorar.

Estudo da PUC Rio, que analisou os efeitos da privatização de seis das oito refinarias colocadas à venda pela direção da Petrobras: Refap (RS), Repar (PR), Regap (MG), RLAM (BA), RNEST (PE) e Reman (AM), apontou que a venda dessas refinarias vai abrir espaço e incentivar a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade.

De acordo com os pesquisadores, a Rlam é uma das refinarias da estatal que tem potencial mais elevado para formação de monopólios regionais, o que pode aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento, o que deixará o consumidor inseguro e refém de uma empresa privada.

Pautas em comum

O Sindipetro Bahia apoia a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda (1/02), por entender que uma vitória do movimento paredista dessa categoria, que reivindica, entre outras coisas, a redução dos preços dos derivados de petróleo, pode beneficiar toda a população brasileira.

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

Para o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista “ao produzir o combustível em real e vender em dólar, o governo Bolsonaro vem impondo severos sacrifícios à população em geral e a alguns segmentos que fazem parte de categorias específicas como os caminhoneiros que ao anunciar a greve reivindicam também o aumento da tabela do frete mínimo e direito a aposentadoria especial”.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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O Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba realiza na manhã da próxima segunda-feira, 1 de fevereiro, dois atos de solidariedade na Região Metropolitana do Recife.

O primeiro acontece no bairro de Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, em um posto de combustível, nas margens da BR101, a partir das 6 horas da manhã.Os p etroleiros, juntos à campanha “Mãos Solidárias/Periferia Viva", promovem um café-da-manhã junto aos caminhoneiros, em solidariedade à greve desta categoria que está prevista para iniciar neste dia.

Depois, às 11h, os sindicalistas e movimentos seguem para a Comunidade do Papelão, localizada no bairro de São José, atrás da Estação Recife, onde serão entregues 50 botijões de gás de cozinha para famílias que moram na comunidade.

CONTATOS:

Rogério Almeida (Coordenador Geral Sindipetro PE/PB): 98759-3801
Sinésio Pontes (Diretor de Comunicação Sindipetro PE/PB): 99687-7314
Diego Liberalino (Diretor adjunto de Comunicação Sindipetro PE/PB): 98997-7016
Luiz Lourenzon (membro diretor da FUP e Diretor Adm Sindipetro PE/PB): 98759-3800
Paulo Mansan (Coordenador estadual do MST): 99855-3121

[Via Sindipetro-PE/PB]

Publicado em SINDIPETRO-PE/PB

O Sindipetro-RS, em apoio a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda-feira (01/02), vai promover mais uma edição da campanha "Gás a preço a Justo". Serão subsidiados, pela metade do preço, 100 botijões de gás de cozinha de 13kg, vendidos à população no valor de R$ 35. A ação será às 17h, no centro de Esteio, na Avenida Padre Claret, esquina com a rua Passo Fundo. No mesmo dia, na parte da manhã (7h30), será realizado um Ato em frente à Refinaria. Em caso de chuva, o evento será transferido.

O objetivo da campanha é mostrar que é possível vender o gás de cozinha a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios. A ação acontece em vários estados brasileiros, nas bases da FUP.

Saída da Petrobrás no RS vai piorar a situação

Com o anúncio da venda da REFAP, em Canoas, e seus terminais e oleodutos, toda a sociedade gaúcha perde. Além da redução na arrecadação dos repasses de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para o estado, o preço do combustível e gás de cozinha vai aumentar para o consumidor.

A venda da REFAP nada mais é do que a privatização do mercado de boa parte da região sul, pois a refinaria atende o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catariana e é esse mercado que estará sendo entregue ao monopólio privado. A atual política de preços (paridade internacional), implementada em 2016, só elevou os preços dos combustíveis. Desta forma, a privatização da REFAP não vai gerar concorrência e deixará o povo gaúcho refém das especulações em torno do petróleo e do dólar.

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

Publicado em SINDIPETRO-RS

O Sindipetro Bahia apoia a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda (1/02), por entender que uma vitória do movimento paredista dessa categoria, que reivindica, entre outras coisas, a redução dos preços dos derivados de petróleo, pode beneficiar toda a população brasileira.

Nesse primeiro dia da greve dos caminhoneiros, os petroleiros vão levar às ruas, mais uma vez, a campanha “Gás a preço Justo” com o objetivo de mostrar que é possível vender o gás de cozinha a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios. O botijão de gás de cozinha de 13 kilos será vendido em um bairro popular de Salvador ao valor de R$ 40,00.

A direção do Sindipetro Bahia também está entrando em contato com motoristas de aplicativo e motoboys a fim de organizar uma carreata contra o preço abusivo dos combustíveis.

Pautas em comum

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

Ao produzir o combustível em real e vender em dólar, o governo Bolsonaro vem impondo severos sacrifícios à população em geral e a alguns segmentos que fazem parte de categorias específicas como os caminhoneiros que ao anunciar a greve reivindicam também o aumento da tabela do frete mínimo e direito a aposentadoria especial.

Muitos caminhoneiros que apoiaram o então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, em 2018, se dizem arrependidos e se sentem traídos pelo presidente. Eles estão insatisfeitos porque as promessas feitas por Bolsonaro não foram cumpridas e outras medidas devem ser tomadas pelo atual governo que no entender dos caminhoneiros prejudicará ainda mais a categoria. Uma delas é o Projeto de Lei 4199/2020, elaborado pelo Ministério da Infraestrutura. Apelidado de BR do Mar, o PL, que deve ser apreciado pelo Senado em 2021, beneficia o transporte de carga por navios.

Critico do governo Bolsonaro, o caminhoneiro, Wanderley Alves, conhecido como Dedeco, em entrevista a BBC News, afirmou que a situação dos caminhoneiros não melhorou em relação a 2018. “Veja o preço do óleo diesel hoje, chega a estar R$ 4,40, R$ 4,50. Na época que nós fizemos paralisação, nós paramos porque o diesel estava R$ 3,30. O caminhoneiro, lá em 2015, no governo Dilma, parou porque o diesel estava R$ 2,80. Hoje, o diesel já está quase R$ 5 em alguns lugares”.

Promessas

Para evitar a greve, o governo Bolsonaro anunciou a inclusão dos caminhoneiros no grupo que terá prioridade na vacinação contra a covid-19. Além da isenção para importação de pneus. Mas não atendeu a principal reivindicação da categoria que é a mudança da política de preços adotada atualmente pela Petrobras.

“Os caminhoneiros, assim como os petroleiros, querem uma politica nacional dos preços dos combustíveis, o que vai beneficiar toda a população, inclusive a de baixa de renda, pois haverá redução considerável do preço do botijão do gás de cozinha”, pontua o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, ressaltando que “hoje o Brasil produz os derivados de petróleo em real, mas vende em dólar para a sua população”.

Venda da Rlam vai prejudicar ainda mais a população

A agência Reuters divulgou na terça (26) que a Petrobras deve concluir a venda da Refinaria Landulpho Alves antes de março. Ainda de acordo com a agência “a estatal que está esperando ofertas finais de todos os concorrentes da Rlam com base nos termos do contrato estabelecido com a Mubadala Investment, de Abu Dhabi”, potencial compradora da refinaria.

Junto com a RLAM estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos, que ligam a refinaria ao Complexo Petroquímico de Camaçari e ao Terminal de Madre de Deus, que também está sendo vendido no pacote que inclui ainda outros três terminais da Bahia (Candeias, Jequié e Itabuna).
Estudo da PUC Rio, que analisou os efeitos da privatização de seis das oito refinarias colocadas à venda pela direção da Petrobras: Refap (RS), Repar (PR), Regap (MG), RLAM (BA), RNEST (PE) e Reman (AM), apontou que a venda dessas refinarias vai abrir espaço e incentivar a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade.

O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, ressalta que “de acordo com os pesquisadores, a Rlam é uma das refinarias da estatal que tem potencial mais elevado para formação de monopólios regionais, o que pode aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento, o que deixará o consumidor inseguro e refém de uma empresa privada”.
Para o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, ” as empresas privadas tiveram a oportunidade de investir e construir refinarias no Brasil desde a quebra do monopólio estatal do petróleo (1997) mas não o fizeram. Agora, visando apenas o lucro, elas estão tendo a grande oportunidade dada por Bolsonaro/Guedes de “abocanhar” o patrimônio do povo brasileiro, recebendo estruturas que foram construídas durante anos com o dinheiro público”.

[Da imprensa Sindipetro Bahia]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.