A edição desta quinta-feira, 12, do programa semanal da FUP no Youtube, Seguridade e Cidadania, discute as ameaças e prejuízos do novo plano da Petros, Flexprev, para os participantes e assistidos dos PPSPs pós-70 e do PP2.

Recentemente, a direção da Petros divulgou a alteração dos regulamentos dos PPSPs pós-70 e do PP2 devido a um novo processo de migração para um novo plano de previdência complementar: o Flexprev.

Essa migração será oferecida somente aos participantes e assistidos que rescindiram seu contrato de trabalho na subsidiária da Petrobrás, a BR Distribuidora.

A FUP alerta que, apesar dessa migração estar restrita a esse grupo de participantes e assistidos, o processo pode prejudicar não somente os participantes e assistidos desse grupo, mas também todos os demais participantes e assistido dos PPSPs pos-70 e a grande maioria dos assistidos do PP2.

Para explicar a esses participantes e assistidos o que está em risco com o Flexprev, o programa Seguridade e Cidadania desta semana conversa com Luís Felippe Fonseca, assessor previdenciário da FUP, e Marcello Gonçalves, assessor juridico da Federação. 

Assista: 

Publicado em APOSENTADOS

Petrobrás é condenada por aplicar descontos abusivos na AMS, que colocam em situação de insolvência financeira milhares de aposentados e pensionistas. Sentença favorável à ação do Sindipetro RN reconhece como ilegal aumento da margem consignável de 13% para 30%

[Da imprensa do Sindipetro-RN | Ilustração: Sindipetro NF]

Nesta segunda, 09 de agosto, a categoria petroleira potiguar conquistou uma importante vitória na Justiça do Trabalho contra os descontos abusivos da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS).

O juiz da 2ª Vara do Trabalho de Natal, Luciano Athayde Chaves, concedeu sentença favorável ao SINDIPETRO-RN e declarou a ilicitude ao aumento da margem consignável dos aposentados e pensionistas de 13% para 30% na AMS pela PETROS em sua folha de pagamento. Segundo o jurista, o novo aumento não respeita a priorização prevista no § 1º da cláusula 34 do ACT 2020/2022 da Petrobras.

No ação aberta pela assessoria jurídica do SINDIPETRO-RN, os advogados solicitam a condenação da Petrobras e PETROS a devolverem todos os valores pagos pelos empregados, aposentados e pensionistas nos meses de janeiro, fevereiro e março, bem como eventualmente nos meses seguintes, que ultrapassem o limite de 13% da margem consignável(parcelas vencidas e vincendas).

O processo ainda cabe recurso da Petrobras, mas de acordo com assessoria do sindicato a sentença favorável neste primeiro momento já é considerado uma importante vitória para as outras instânciasClique Aqui e confira a sentença na integra. 

Nesta terça-feira, 10, às 18h30, o programa “Conversando Com o Jurídico do SINDIPETRO-RN” retoma o debate sobre o aumento da margem consignável dos aposentados e pensionistas de 13% para 30% na AMS e outras ações provocadas pela diretoria do Sindicato. O programa será transmitido pela página do sindicato no Facebook e pela TV SINDIPETRO-RN no YouTube. Participam da transmissão o diretor jurídico, Marcos Brasil, e o advogado, Marcelino Monte. Participe e envie perguntas.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Após diversas cobranças da FUP e reuniões articuladas pelos conselheiros deliberativos eleitos pelos trabalhadores, Norton Almeida e André Araújo, a Petros, finalmente, anunciou nesta quinta-feira, 15, o prazo para suspensão temporária do pagamento das parcelas dos empréstimos cocendidos pela fundação.

"Entre os dias 21 de julho e 3 agosto, participantes ativos e assistidos de todos os planos que contam com esse serviço poderão acessar a Área do Participante, aqui no Portal Petros, e suspender temporariamente o pagamento das parcelas de agosto, setembro e outubro", informou a Petros, em matéria divulgada no site da entidade. Acesse aqui.

A reivindicação que a FUP e as entidades sindicais apresentaram à direção da Petros foi de alongamento do prazo de pagamento dos empréstimos, de acordo com a expectativa de vida, para todos aqueles que possuem empréstimos, o que possibilitaria a redução do valor das prestações. A inteção era minimizar o impacto dos altos descontos que estão ocorrendo nos salários e benefícios dos participantes e assistidos. Com o alongamento do prazo, eles teriam a renda mensal aumentada, uma vez que o valor mensal da parcela dos empréstimos seria reduzido de forma considerável.

A direção da Petros rejeitou a proposta, apesar de ser uma medida que não causaria qualquer impacto atuarial ou prejuízo para o fundo de pensão. A Fundação, no entanto, aceitou suspender por três meses a cobrança das parcelas dos empréstimos para aqueles que desejarem e concordou em avaliar, ao final deste período, a possibilidade de manter a suspensão por mais três meses.

A FUP e as entidades sindicais vão continuar cobrando o alongamento do empréstimo pela expectativa de vida e orientam os participantes e assistidos a avaliarem com cautela se a suspensão temporária das parcelas atende a seus interesses.

Leia também:

FUP reivindica à Petros alongamento do prazo de pagamento dos empréstimos pela expectativa de vida, mas Fundação decide apenas pela suspensão por três meses

FUP cobra nova reunião com presidente da Petros para discutir alternativas para pagamento dos empréstimos

[Imprensa da FUP]

Publicado em PLANO PETROS 1

Independentemente da cidade onde residam, aposentados e pensionistas da base do Sindipetro-NF têm que ser abrangidos por decisão que afastou a tentativa, da Petrobrás e da Petros, de não cumprir a liminar que determinou o retorno da margem da AMS (Assistência Multidisciplinar de Saúde) para 13%.

O Sindipetro NF havia entrado com ação trabalhista com pedido de tutela de urgência contra Petros e Petrobrás para barrar o aumento da margem para 30% para aposentados e pensionistas. Foi obtida liminar em 29 de abril, para que as empresas observassem a margem de 13% a contar do pagamento das remunerações do mês de maio. Desde então, Petrobrás e Petros vinham descumprindo a decisão judicial.

Em maio não houve qualquer ajuste no pagamento e, em junho, a decisão foi cumprida somente para uma parte dos aposentados e pensionistas. A Petrobrás tentou alegar na ação que a liminar somente abrangeria aqueles residentes na base territorial do sindicato, o que foi prontamente rechaçado pela desembargadora responsável pelo processo.

A desembargadora pontuou: “o critério de representação sindical não é fixado pelo local da residência do trabalhador, mas pelo local da prestação de serviços”. Ainda, afirmou que é “irrelevante onde more o beneficiário pois o aspecto territorial da sua representação sindical é definido pelo local da prestação de serviços.”

Assim, a Petrobrás deve cumprir a decisão para todos os aposentados e pensionistas filiados, com efeito retroativo desde maio de 2021, esclarece o Departamento Jurídico do sindicato.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em APOSENTADOS

A FUP e demais entidades que integram o Fórum - FNP, FNTTAA, FENASPE e seus Sindicatos e Associações filiadas - vão ingressar com ação judicial para garantir reajuste dos benefícios dos aposentados e pensionistas do PPSP não repactuados, referente aos anos de 2019 e 2020. 

Leia a nota conjunta divulgada pelas entidades:

As entidades que compõem o Fórum das Entidades Petroleiras pretendem ingressar com uma Ação Civil Pública - ACPU requerendo que a Petros seja condenada a pagar o reajuste dos assistidos dos Planos Petros do Sistema Petrobrás (PPSPs) “Não Repactuados” (NRs), que ficaram sem reajuste nos anos de 2019 e 2020. Em relação a essa questão, a FNP já judicializou uma ação desde 2019.

O motivo da ação é devido ao fato da direção da Petros deixar de reajustar os benefícios dos assistidos dos PPSPs NRs que, ao se aposentarem, exerciam função gratificada, e recebiam a denominada “Remuneração Global” (RG) ou pagavam a manutenção dessa remuneração no seu salário de participação.

A justificativa da direção da Petros, para esse congelamento ilegal, é de que as “funções gratificadas” não foram reajustadas pela Petrobrás e demais patrocinadoras desses planos.

Além da ilegalidade, tal procedimento da diretoria da Fundação estabeleceu uma injustiça, já que os demais assistidos dos PPSPs NRs, nesses mesmos anos, tiveram reajuste dos seus benefícios.

Desta forma, as entidades que compõem o Fórum das Entidades Petroleiras, FNP, FUP,  FNTTAA, FENASPE e seus Sindicatos e Associações filiadas, para corrigir essa ilegalidade, praticada pela Petros, deverão ingressar com uma ação judicial defendendo o direito ao reajuste garantido pela Constituição Federal, que assegura o direito ao reajuste do benefício dos aposentados e pensionistas.

Vale lembrar que a Petros convidou os representantes das entidades a participar de uma reunião para apresentar uma proposta de alteração do regulamento dos PPSPs dos não repactuados e, também, dos repactuados, mas, somente, para estabelecer uma nova regra para o parágrafo 2º do artigo 15.

Esse parágrafo estabelece o limite do valor do salário de participação, para os participantes que ingressaram nos planos até março de 1982, ou seja, o denominado Teto “ 1 “.

Esse limite corresponde a extinta remuneração mensal do então Superintendente- Geral de Departamento da Patrocinadora Petrobrás.

Esse teto somente é reajustado quando a patrocinadora reajusta o valor da remuneração desse cargo.

Entretanto, segundo os representantes da Petros, a partir de 2021, a gestão da Petrobrás não informará mais esse valor, alegando que esse cargo não existe mais.

Na ocasião, os representantes da Petros, para sanar esse problema, sugeriram, apenas, alterar os regulamentos dos PPSPs, nesse Artigo 15, estabelecendo um indexador inflacionário, o IPCA, a partir de setembro de 2020, acabando com a vinculação do valor teto do salário de participação com o salário do “Superintendente Geral de Departamento”.

Sem a alteração do artigo 15, o valor do Teto 1 ficaria congelado, pois, não haveria referência para o seu reajuste, inclusive para os assistidos que se aposentaram nesse valor, o que contrariaria o Artigo 17 dos regulamentos dos PPSPs, que trata do salário real de benefício, já que esse artigo não impõe nenhum tipo de limite de valor.

Além disso, os participantes da ativa, de todos os PPSPs, que, atualmente, recebem um valor menor que esse teto, de acordo com o avanço da sua carreira, podem chegar e ultrapassar esse valor, já que esse teto não será mais reajustado.

Já os participantes dos PPSPs não repactuados, ao se aposentarem, nesse valor, também não terão o seu benefício reajustado anualmente, bem como, os assistidos desses planos que atingirem esse valor, devido os reajustes dos seus benefícios.

Caso o valor desse teto fique congelado, a partir do momento que o benefício dos demais assistidos chegarem nesse valor, em decorrência do mesmo estar estagnado, os assistidos dos PPSPs NRs podem ter seus benefícios reduzidos até desaparecer, devido os reajustes do INSS, que compõe a sua renda global (Petros + INSS), já que os seus reajustes são aplicados sobre essa renda.

Isso seria uma afronta aos princípios constitucionais, ao bom senso e a lógica da suplementação do benefício.

Apesar da alteração proposta evitar esse absurdo, essa mudança não resolve o problema, referente ao congelamento dos benefícios dos assistidos dos PPSPs dos não repactuados que, ao se aposentarem, recebiam a remuneração global (RG) ou pagavam a manutenção desse valor, no seu salário participação.

Portanto, os representantes das entidades petroleiras do Fórum eatentos para evitar, não só o congelamento do limite de teto do salário de participação e dos benefícios concedidos, de acordo com esse valor, como também, o congelamento dos benefícios dos assistidos dos PPSPs não repactuados.

O congelamento do reajuste para esse grupo de assistidos fere o tratamento isonômico com os demais assistidos dos PPSPs não repactuados, que são planos mutualistas e solidários.

Assim, a Petros deixa de observar o princípio constitucional da isonomia, da irredutibilidade dos proventos E da proteção da dignidade humana, dentre outros.

Os representantes das entidades que compõe o Fórum entendem que o assistido, sem o reajuste da sua suplementação de benefício, tem a sua dignidade humana comprometida, a partir do momento que sua renda fica vulnerável pela estagnação de seu benefício que vai perdendo o poder de compra.

Os representantes das entidades ainda questionam a direção da Petros sobre o impacto que o reajuste dos benefícios congelados teria para os PPSPs não repactuados, mas, até o momento, não receberam essas informações.

Ao que parece, a direção da Fundação não tem interesse em recompor essa perda que foi sofrida desde o ano de 2019.

Atualmente, os assistidos dos PPSPs NRs, limitados ao valor do teto “ 1 “, estão recebendo R$ 27.498,14.

Se o valor desses benefícios tivesse sido corrigido, conforme o reajuste das tabelas das patrocinadoras desses planos, previsto nos ACTs de 2019/2020 e 2020/2022, seria R$ 28.130,60. Se fosse corrigido pelo IPCA, nesse mesmo período, seria R$ 29.135,28,

No momento é um problema que atinge poucos participantes e assistidos, mas se não for reparado, em breve os demais participantes e assistidos alcançarão esse valor sem correção e passarão a ser atingidos.

Após a primeira reunião com a direção da Petros, a FNP, a FUP, e a FNTTAA enviaram carta a diretoria da Fundação, mas não foi respondida formalmente, tendo sido feito, posteriormente, de forma oral, em uma segunda reunião, pelo diretor de Seguridade da Petros, na qual, os representantes da Petros solicitaram que não fosse gravada e que não solucionou todas as dúvidas dos representantes das entidades.

Agora, a FNP, a FUP e a FNTTAA enviaram uma nova carta solicitando a direção da Petros que responda por escrito todos os seus questionamentos.

Entretanto, para as direções das entidades que compõe o Fórum, a ilegalidade é explicita.

Desta forma, as direções das entidades estão buscando uma solução no âmbito judicial, se for preciso e, principalmente, no âmbito administrativo, considerando que a Justiça, nem sempre, acolhe os pleitos dos participantes e assistidos e nunca é rápida.

Os representantes das entidades que compõe o Fórum trabalham no sentido de obter a melhor resposta de uma forma mais breve possível.

[Foto: Sindipetro SJC]

Publicado em APOSENTADOS

Proposta de alteração de lei, cuja votação deve ocorrer até novembro deste ano, pode transferir planos de aposentadoria para a gestão dos bancos; especialistas alertam para riscos, inclusive com a Petros

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP|Foto: Adobe Stock]

Antes mesmo de tomar posse, o então deputado federal pelo PSL, Jair Messias Bolsonaro, mostrou que a Reforma da Previdência seria uma das prioridades do seu governo. Em novembro de 2018, o então futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu uma “prensa” no Congresso para aprovação da proposta de emenda constitucional sobre o tema.

A sua aprovação, em 2019, retirou direitos e aumentou a dificuldade para trabalhadores se aposentarem. Entretanto, o deputado federal e relator do projeto, Samuel Moreira (PSDB), retirou do texto final a proposta de capitalização – o que permitiria a criação de contas individuais pelos servidores públicos, rompendo com o caráter solidário dos fundos de pensão complementar.

Entretanto, setores do mercado financeiro não se contentaram com a negativa e estão se articulando pela mudança na legislação do setor. A Iniciativa de Mercado de Capitais (IMK), grupo de trabalho que reúne, entre outros, representantes do Ministério da Economia, Banco Central, Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), pretende apresentar um projeto de lei ao Congresso Nacional que incide diretamente sobre os Regimes Próprios de Previdência Complementar (RPPC).

O grupo irá propor alterações da Lei Complementar nº 108, com o objetivo de permitir a transferência dos fundos de pensão de servidores públicos (União, estados e municípios) para entidades abertas de previdência complementar – instituições financeiras que cobram taxas mais elevadas de administração.

Tal pauta, apesar de pouco veiculada, tem sido levantada pela Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar (Anapar). “Quando se pega as alterações das resoluções em que tentam equalizar os planos abertos e fechados, nivelando os benefícios sem equiparar os sistemas, o que se pode concluir é o interesse em realizar um processo de transferência”, explica Antônio Bráulio, diretor Executivo da Anapar. 

Segundo a Anapar, o grupo que compõe a IMK pretende apresentar, até novembro deste ano, uma alteração na Lei Complementar nº 108/2001 – o que sinaliza o avanço da tentativa de interferência dos bancos nos planos de previdência complementar fechados. “Esse projeto vai ser a pá de cal porque estão se aproveitando de uma alteração específica para equalizar os planos”, comenta Bráulio. 

De acordo com a entidade, é ilusório imaginar que, se transferidos aos bancos, os planos de previdência complementar gerem maior rentabilidade aos assistidos. “As taxas de administração cobradas por instituições bancárias são maiores do que as cobradas por fundos de pensão, assim, no final da contribuição, o beneficiário terá um patrimônio acumulado menor”, afirma Luiz Felippe Fonseca, assessor previdenciário da Anapar e da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Reformulações suspeitas

Servindo de introdução para demais mudanças no sistema previdenciário brasileiro, a Emenda Constitucional 103/19 – que estabeleceu a reforma da previdência -, foi fundamental para consolidar as propostas liberais defendidas pelo governo federal, como, por exemplo, a interferência da iniciativa privada em diversos âmbitos econômicos.  

A Reforma da Previdência foi a sementinha de tudo porque com ela ficou explícito que os entes públicos poderiam ter seus planos administrados por entidades abertas de previdência, como bancos e seguradoras.

LUIZ FELIPPE FONSECA, ASSESSOR PREVIDENCIÁRIO DA ANAPAR E DA FUP

Em resumo, a Lei Complementar 108, de 2002, definia que a administração dos planos previdenciários cabia somente às entidades privadas de previdência complementar – que também não poderiam possuir fins lucrativos. 

Já a atualização, proposta pelo IMK, defende que o patrocinador público tenha a opção de mais um plano de benefício vinculado ao regime de previdência complementar, que também poderá ser gerido por entidades abertas, como os bancos. 

De acordo com Luiz Felippe, essa decisão de atualização tem um interesse muito claro: o patrimônio acumulado de mais de 290 planos previdenciários fechados, valor que gira em torno de R$ 1 trilhão. “Passam a permitir que bancos e seguradoras administrem pensões de entes públicos porque é um negócio que envolve muito dinheiro”, completa. 

Por que a transferência não é vantajosa aos participantes?

Se aprovadas as interferências na Lei 108/02, cálculos apontam que a mudança é vantajosa somente aos bancos, e não para os beneficiários. “Os bancos usam premissas com menores riscos, como uma menor taxa de juros para rendimentos e maior longevidade dos participantes, o que diminui os valores das parcelas de aposentadoria que serão sacadas”, alerta Fonseca, que também chama atenção para o fato de que as entidades bancárias, diferente dos fundos de pensão, precisam pagar lucros aos seus acionistas e investidores. 

Além disso, as taxas de administração aplicadas por bancos são diferentes das cobradas por fundos fechados. A Petros, por exemplo, cobra em torno dos 0,2 e 0,3% ao ano, enquanto os bancos cobram em média 1,5%. “Com um patrimônio total de R$ 100 bilhões, a Petros tem uma receita média por volta dos R$ 250 milhões, enquanto um banco teria de lucro cerca de 1,5 bilhões, então fica uma suspeição sobre quem estaria ganhando com essa transferência”, informa o assessor. 

Outro problema que pode ocorrer com a transferência dos planos previdenciários para a administração privada, é o beneficiário precisar enfrentar a publicidade de produtos bancários, como as vendas casadas – prática abusiva, mas que ainda é comum no Brasil.

É uma disputa grande no mercado porque os planos fechados detêm uma quantia próxima de R$ 1 trilhão de reais, então os bancos têm interesse em colocar a mão nesses recursos.

ANTÔNIO BRÁULIO, DIRETOR EXECUTIVO DA ANAPAR

Para barrar os retrocessos e riscos para os beneficiários de planos de previdência complementar, Bráulio sugere a mobilização de atividades contra a implementação dessas medidas. “Nós, da Anapar, temos chamado os sindicatos também para uma parceria em defesa desses planos porque temos a consciência de que, sozinhos, não romperemos com esse trato que vem para cima dos trabalhadores, especialmente dos aposentados”. 

Publicado em Economia

Terminou nesta segunda-feira, 28, o processo eleitoral para as vagas dos trabalhadores nos Conselhos Deliberativo e Fiscal da Petros. Lamentavelmente, por conta da decisão equivocada da FNP e das entidades de aposentados, que recusaram-se a construir uma chapa unitária com a FUP, as candidaturas bolsonaristas, apoiadas pela gestão da Petrobrás, venceram a eleição nos dois conselhos. Com isso, a estatal tem agora a maioria dos assentos, o que prejudicará ainda mais os trabalhadores nos embates com a Petros.

No Conselho Deliberativo, a dupla eleita (chapa 51) obteve 10.055 votos, enquanto a chapa apoiada pela FUP (chapa 53) conquistou 8.810 votos e a que teve o apoio da FNP (chapa 52) obteve 7.601 votos.

No Conselho Fiscal, a chapa que ganhou a eleição (chapa 42) recebeu 11.608 votos, contra 9.232 votos da dupla apoiada pela FUP (chapa 43) e 8.700 votos da dupla que teve o apoio da FNP (chapa 41).

Ou seja, se tivessem somado forças, as entidades representantes dos participantes e assistidos teriam ganho a eleição nos dois conselhos da Petros, neste momento decisivo para a categoria, quando os trabalhadores enfrentam ataques a direitos históricos, inclusive no fundo de pensão.

Veja abaixo a distribuição de votos de cada uma destas chapas por estado:

 

“Perdemos essa eleição dos conselhos da Petros porque a nossa oposição não quis fechar uma chapa única conosco. A FUP tentou construir a unidade, propondo a construção das chapas do Conselho Deliberativo, com o titular indicado pela FUP e o suplente pela FNP e, no Conselho Fiscal, o titular indicado pela FNP e o suplente pela FUP, mas os cinco sindicatos e as outras entidades não quiseram", explica o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. Ele lembra que a proposta foi apresentada primeiro à FNP, depois ao Fórum das Entidades da Categoria Petroleira, que se reúne semanalmente.

"Infelizmente, não aceitaram e preferiram o caminho da divisão. Perde a categoria e ganha a gestão bolsonarista”, lamenta Deyvid, chamando atenção para o fato de um dos eleitos para o Conselho Deliberativo ser um gerente da Petrobras que tentou criminalizar a gestão de Sérgio Gabrielli, fazendo o jogo dos procuradores da operação Lava Jato, mas foi desmentido em suas acusações. “Os resultados nefastos desta operação todos nós conhecemos e quem mais perdeu foram os trabalhadores brasileiros. Não tenho dúvidas de que este gerente bolsonarista e lavajatista continuará agindo contra os trabalhadores, fortalecido agora pelo assento que terá no Conselho Deliberativo da Petros”, afirma.

Além da divisão das entidades neste momento crucial para os participantes e assistidos da Petros, as candidaturas dos trabalhadores também enfrentaram uma disputa desleal com a gestão da Petrobrás, que, segundo denúncias dos trabalhadores, pode ter utilizado os sistemas de comunicação corporativos para fazer campanha para as duplas que venceram a eleição. “Eles devem ter se utilizado do big data do WorkPlace e, provavelmente, das listas de WhatsApp controladas pela Petrobrás e pela Petros”, avalia Deyvid.

Outro fator que permitiu a vitória das candidaturas bolsonaristas na Petros foi a baixa participação da categoria no processo eleitoral. Ao todo, 29.671 participantes e assistidos  votaram nestas eleições, ou seja, menos de um quarto do total.

A chapa “Juntos pela Petros”, que teve o apoio da FUP, dos sindicatos filiados e do grupo Cabeças Brancas (CB) do Rio de Janeiro, divulgou nota, agradecendo os votos recebidos pelas duplas Rafael Crespo e Anselmo Braga, que concorreram ao Conselho Deliberativo, e Felipe Grubba e Luiz Mário, de disputaram a vaga do Conselho Fiscal. Juntos, eles receberam 18.042 votos. Veja a nota abaixo.

“Obrigado pela confiança

Nossos candidatos da Chapa “Juntos pela Petros” agradecem os milhares de votos recebidos na eleição para os Conselhos Fiscal e Deliberativo da Petros.

Encerramos a campanha eleitoral orgulhosos do trabalho realizado, da campanha honesta e de todo carinho e apoio que tivemos ao longo desses quase três meses. 

Mesmo não atuando nos conselhos, vamos continuar firmes na luta em defesa dos direitos dos participantes e assistidos da nossa fundação. E vamos cobrar esse mesmo propósito dos nossos novos representantes. 

Desejamos boa sorte aos companheiros eleitos e parabenizamos a todos que participaram da votação.

Muito obrigado!”

Chapa “Juntos pela Petros”

Publicado em APOSENTADOS

A eleição para as vagas dos trabalhadores nos Conselhos da Petros termina nesta segunda-feira, 28, às 17h. Se você ainda não votou, veja abaixo como participar deste importante pleito, elegendo candidatos comprometidos com pautas coletivas. A FUP, seus sindicatos filiados e o grupo Cabeças Brancas (CB), do Rio de Janeiro, apoiam a chapa Juntos pela Petros, cuja plataforma gira em torno da defesa incondicional dos direitos dos participantes e assistidos, com candidaturas construídas coletivamente e preparadas para buscar alternativas que reduzam o máximo possível os impactos financeiros da Petros. 

As propostas da Chapa Juntos pela Petros são baseadas em um mandato participativo e foram construídas de forma coletiva, levando em consideração o momento atual, que é o cenário mais grave já vivido por todos nós. São propostas para melhorar a governança da Petros, reduzir os impactos financeiros dos equacionamentos e garantir os direitos dos trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas atendidos por todos os planos da fundação.

Para o Conselho DeliberativoChapa 53, nosso candidato titular é Rafael Crespo, empregado da Petrobrás há 15 anos, trabalhador da base de Imbetiba, em Macaé, e diretor do Sindipetro-NF. Para a vaga de suplente, concorre Anselmo Braga, que está na Petrobrás desde 2002, na Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais, e atua como diretor do Sindipetro-MG.

Conselho FiscalChapa 43, tem como titular Felipe Grubba, trabalhador da Transpetro há 13 anos e diretor do Sindipetro Unificado-SP. O candidato a suplente é o ex-diretor da FNP e do Sindipetro-RJ, Luiz Mario, que entrou na Petrobrás em 2006 e hoje está lotado na Refinaria Duque de Caxias. 

Vote agora

Votar para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da Petros é fácil e rápido. Você pode votar pelo aplicativo ou pelo site da Petros ou ainda por telefone, se preferir. Veja abaixo como votar:

> Pelo aplicativo Petros App

Acesse o Petros App no Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.petros&hl=pt_BR&gl=US

Acesse o Petros App no App Store: https://apps.apple.com/br/app/petros-app/id1440476590

Com matrícula Petros e senha, a mesma utilizada no Portal Petros, entre no aplicativo. Na página inicial, de serviços, clique no banner eleições, que vai direcioná-lo para o ambiente especial de votação. Escolha seus candidatos 43 Felipe Grubba e Luiz Mario para conselho fiscal e 53 Rafael Crespo e Anselmo Braga para conselho deliberativo e confirme seus votos.

Importante: para exibir o banner de votação, o aplicativo precisa estar atualizado.

Pelo site www.petros.com.br

Com matrícula e senha em mãos, acesse a Área do Participante. Clique no banner sobre as eleições, que leva a uma página especial de votação. Vote e confirme suas escolhas: 43 para o CF e 53 para o CD. 

> Pelo telefone:  0800 721 8508

Ligue para 0800 721 8508 e forneça a senha específica para votar por telefone, que é individual, exclusiva para as eleições deste ano e dá acesso ao sistema uma única vez. Esta senha será enviada aos participantes por e-mail e SMS. Aqueles que não têm e-mail ou celular cadastrados na Petros recebem a senha pelos Correios. Na votação por telefone, além da senha, o participante deverá informar o número de seu CPF e os dois últimos dígitos do seu ano de nascimento.

Confira as propostas da chapa Juntos pela Petroshttp://bit.ly/3voWbrE-programa-completo.

Conheça melhor os candidatos da chapa Juntos pela Petroshttp://bit.ly/3wHRwkY-candidatos 

Publicado em Sistema Petrobrás

A eleição para as vagas dos trabalhadores nos Conselhos da Petros termina na próxima segunda-feira, dia 28 de junho. É fundamental que a categoria se informe e vote em candidatos comprometidos com pautas coletivas. A FUP, seus sindicatos filiados e o grupo Cabeças Brancas (CB), do Rio de Janeiro, apoiam a chapa Juntos pela Petros, cuja plataforma gira em torno da defesa incondicional dos direitos dos participantes e assistidos, com candidaturas construídas coletivamente e preparadas para buscar alternativas que reduzam o máximo possível os impactos financeiros da Petros. 

As propostas da Chapa Juntos pela Petros são baseadas em um mandato participativo e foram construídas de forma coletiva, levando em consideração o momento atual, que é o cenário mais grave já vivido por todos nós. São propostas para melhorar a governança da Petros, reduzir os impactos financeiros dos equacionamentos e garantir os direitos dos trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas atendidos por todos os planos da fundação.

Para o Conselho DeliberativoChapa 53, nosso candidato titular é Rafael Crespo, empregado da Petrobrás há 15 anos, trabalhador da base de Imbetiba, em Macaé, e diretor do Sindipetro-NF. Para a vaga de suplente, concorre Anselmo Braga, que está na Petrobrás desde 2002, na Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais, e atua como diretor do Sindipetro-MG.

Conselho FiscalChapa 43, tem como titular Felipe Grubba, trabalhador da Transpetro há 13 anos e diretor do Sindipetro Unificado-SP. O candidato a suplente é o ex-diretor da FNP e do Sindipetro-RJ, Luiz Mario, que entrou na Petrobrás em 2006 e hoje está lotado na Refinaria Duque de Caxias.

 

Vote agora. Não deixe para a última hora

Votar para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da Petros é fácil e rápido. Nesta reta final, é importante garantir logo a sua paticipação no pleito, votando pelo aplicativo ou pelo site da fundação ou ainda por telefone, se preferir. Confira abaixo como votar:

> Pelo aplicativo Petros App

Acesse o Petros App no Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.petros&hl=pt_BR&gl=US

Acesse o Petros App no App Store: https://apps.apple.com/br/app/petros-app/id1440476590

Com matrícula Petros e senha, a mesma utilizada no Portal Petros, entre no aplicativo. Na página inicial, de serviços, clique no banner eleições, que vai direcioná-lo para o ambiente especial de votação. Escolha seus candidatos 43 Felipe Grubba e Luiz Mario para conselho fiscal e 53 Rafael Crespo e Anselmo Braga para conselho deliberativo e confirme seus votos.

Importante: para exibir o banner de votação, o aplicativo precisa estar atualizado.

Pelo site www.petros.com.br

Com matrícula e senha em mãos, acesse a Área do Participante. Clique no banner sobre as eleições, que leva a uma página especial de votação. Vote e confirme suas escolhas: 43 para o CF e 53 para o CD

 

> Pelo telefone:  0800 721 8508

Ligue para 0800 721 8508 e forneça a senha específica para votar por telefone, que é individual, exclusiva para as eleições deste ano e dá acesso ao sistema uma única vez. Esta senha será enviada aos participantes por e-mail e SMS. Aqueles que não têm e-mail ou celular cadastrados na Petros recebem a senha pelos Correios. Na votação por telefone, além da senha, o participante deverá informar o número de seu CPF e os dois últimos dígitos do seu ano de nascimento.

Confira as propostas da chapa Juntos pela Petroshttp://bit.ly/3voWbrE-programa-completo.

Conheça melhor os candidatos da chapa Juntos pela Petroshttp://bit.ly/3wHRwkY-candidatos 

Publicado em Sistema Petrobrás

A eleição para as vagas dos trabalhadores nos Conselhos da Petros entra na segunda semana e, mais do que nunca, é fundamental que a categoria se informe e vote em candidatos comprometidos com pautas coletivas. A FUP, seus sindicatos filiados e o grupo Cabeças Brancas (CB), do Rio de Janeiro, apoiam a chapa Juntos pela Petros, cuja plataforma gira em torno da defesa incondicional dos direitos dos participantes e assistidos, com candidaturas construídas coletivamente e preparadas para buscar alternativas que reduzam o máximo possível os impactos financeiros da Petros. 

A categoria tem a oportunidade de conhecer melhor os candidatos e as propostas da chapa Juntos Pela Petros participando das lives organizadas pelas entidades sindicais. Os petroleiros Rafael Crespo (53), que disputa a vaga no Conselho Deliberativo da Petros, e Felipe Grubba (43), que concorre à vaga do Conselho Fiscal, participaram esta semana de bate papo ao vivo no instagram com o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. Eles falaram sobre a importância desta eleição e os desafios que estão postos para os participantes e assistidos da Petros, que poderão tirar suas dúvidas, enviando perguntas pelo chat. 

Veja como foi a conversa com Felipe Grubba (43), candidado ao Conselho Fiscal:

 

Veja a integra da conversa com Rafael Crespo (53), candidato ao Conselho Deliberativo:

 

A votação para os Conselhos Deliberativo e Fiscal da Petros prossegue até o dia 28 de junho, através do site e do aplicativo da fundação ou por telefone. Confira abaixo como é fácil e rápido votar:

Pelo site www.petros.com.br

Com matrícula e senha em mãos, acesse a Área do Participante. Clique no banner sobre as eleições, que leva a uma página especial de votação. Vote e confirme suas escolhasnas chapas 43 para o CF e 53 para o CD

> Pelo aplicativo Petros App

Acesse o Petros App no Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.petros&hl=pt_BR&gl=US

Acesse o Petros App no App Store: https://apps.apple.com/br/app/petros-app/id1440476590

Com matrícula Petros e senha, a mesma utilizada no Portal Petros, entre no aplicativo. Na página inicial, de serviços, clique no banner eleições, que vai direcioná-lo para o ambiente especial de votação. Escolha seus candidatos 43 Felipe Grubba e Luiz Mario para conselho fiscal e 53 Rafael Crespo e Anselmo Braga para conselho deliberativo e confirme seus votos.

Importante: para exibir o banner de votação, o aplicativo precisa estar atualizado.

> Pelo telefone:  0800 721 8508

Ligue para 0800 721 8508 e forneça a senha específica para votar por telefone, que é individual, exclusiva para as eleições deste ano e dá acesso ao sistema uma única vez. Esta senha será enviada aos participantes por e-mail e SMS. Aqueles que não têm e-mail ou celular cadastrados na Fundação recebem a senha pelos Correios. Na votação por telefone, além da senha, o participante deverá informar o número de seu CPF e os dois últimos dígitos do seu ano de nascimento.

Confira as propostas da chapa Juntos pela Petroshttp://bit.ly/3voWbrE-programa-completo.

Conheça melhor os candidatos da chapa Juntos pela Petroshttp://bit.ly/3wHRwkY-candidatos 


Leia também:

Eleição na Petros: Candidatos alertam para chapas que defendem interesses da gestão


[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 1 de 13

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.