O SINDIPETRO-RS informa que os trabalhadores do Sistema Petrobrás, no estado, aprovaram nas assembleias a participação na greve geral desta sexta-feira, 14 de junho. A paralisação na Refap, em Canoas, começa na noite de quinta-feira (13), com o corte na rendição do turno da zero hora. Na manhã seguinte, o movimento ganha o reforço dos trabalhadores do horário administrativo e também dos petroleiros dos terminais da Transpetro e termelétricas que integram a base do Sindipetro-RS.

A Greve Geral, convocada pelas centrais sindicais, tem como objetivo principal combater a reforma da previdência. Essa reforma, como apresentada pelo governo, acaba com o direito de uma aposentadoria digna. Conforme já demonstrado por diversas entidades, a reforma faz exatamente o contrário do que é propagandeado: não combate os privilégios e ainda diminui a aposentadoria e restringe seu acesso aos mais pobres.

A categoria, que já estava mobilizada devido aos ataques da empresa, que tem retirado direitos sistematicamente, e que, durante o processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho, apresentou uma proposta que foi rejeitada por unanimidade em todas as bases do Brasil, acabou estimulando a participação na greve geral com mais de 95% dos votos válidos.

A luta dos petroleiros é em defesa da Petrobrás, pela redução dos preços dos combustíveis, pelo direito a aposentadoria digna e por nenhum direito a menos.

[Via Sindipetro-RS]

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No Estado do Rio Grande do Norte, a Greve Geral de 14 de junho, contra a reforma da Previdência de Bolsonaro e em defesa de uma aposentadoria digna, já tem como certa a participação de várias categorias de trabalhadores, que realizaram assembleias deliberativas nos últimos dias, aprovando a paralisação.

Porém, ao incorporar bandeiras relacionadas à defesa da educação pública e gratuita, da retomada do crescimento e da geração de emprego, da democracia e da soberania nacional, o movimento tende a se ampliar e receber a adesão de outros segmentos, a exemplo dos estudantes universitários e secundaristas.

Entre as categorias que já aprovaram a paralisação estão: petroleiros; bancários; professores e servidores da UFRN e dos IFRNs; professores da UERN e da rede pública estadual; servidores municipais de Natal, Parnamirim e Caicó; além dos ferroviários, rodoviários de Natal e de Mossoró.

Já, entre os que estão realizando assembleias para decidir sobre a participação no movimento, destacam-se: servidores estaduais da administração indireta; servidores públicos federais; trabalhadores dos Correios; previdenciários; trabalhadores da Saúde e da Limpeza.

Com relação à abrangência geográfica, deverão ser registradas paralisações e protestos em dezenas de municípios do Estado. Além de Natal, Mossoró e Caicó, até a publicação desta matéria, já haviam sido programadas manifestações em Açu, Angicos, Apodi, Areia Branca, Baraúna, Canguaretama, Caraúbas, Currais Novos, Fernando Pedrosa, Macau, Nova Cruz, Pau dos Ferros, São Miguel e São Paulo do Potengi, entre outras cidades.

Convocada de forma unitária por todas as centrais sindicais, a greve geral de 14 de junho promete ser uma das maiores manifestações já realizadas pela classe trabalhadora brasileira, avolumando o descontentamento popular contra o projeto da dupla Bolsonaro/Guedes, que privatiza a Previdência, transferindo renda da população mais pobre para o sistema financeiro.

Confira, a seguir, a lista de locais de concentrações e atos públicos de algumas cidades do RN:

Natal – Concentração às 15h00, na esquina da Avenida Salgado Filho com a Bernardo Vieira (Midway Mall), seguida de caminhada até a Praça da Árvore, em Mirassol.

Mossoró – Mobilização em frente à Base-34 da Petrobrás às 6h00. Ato público na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do RN (SINTE-RN), às 7 horas. Ato unificado às 15h00, em frente à igreja católica do Alto de São Manuel, na avenida Presidente Dutra. 

Caicó – Ato público às 7h30, na Praça da Alimentação, no centro.

Açu – Concentração às 7h30, ao lado do prédio do INSS.

[Via Sindipetro-RN]

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Os petroleiros da base do Sindipetro Unificado-SP vão cruzar os braços nesta sexta-feira, 14 de junho, em adesão à greve geral contra a reforma da Previdência. A paralisação na Replan, em Paulínia, e na Recap, em Mauá, começa na noite de quinta-feira (13), com o corte na rendição do turno da zero hora.

Na manhã seguinte, o movimento ganha o reforço dos trabalhadores do horário administrativo das duas refinarias e também dos petroleiros dos terminais da Transpetro, dos prédios administrativos do Sistema Petrobrás e das duas termelétricas que integram a base do Unificado.

A participação da categoria no movimento foi aprovada nas assembleias realizadas no início deste mês com mais de 95% dos votos válidos e acabou estimulada pela contraproposta vergonhosa apresentada pela Petrobrás na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A oferta da empresa, com um pacote de corte de direitos e ataques ao movimento sindical, deixou os trabalhadores ainda mais indignados e mais encorajados a aderirem às mobilizações desta sexta-feira, convocadas pela CUT e demais centrais sindicais, que acontecerão em todo o país.

[Via Sindipetro Unificado SP]

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Os trabalhadores petroleiros de todo o país vão aderir à Greve Geral desta sexta-feira (14) contra o projeto de reforma da previdência, convocada pela CUT e demais centrais sindicais.

 A categoria também leva como pautas para o movimento a defesa da Petrobrás e dos direitos trabalhistas.

 Haverá protestos em várias unidades da Petrobrás país afora e em locais públicos. Diante disso, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina faz algumas orientações à categoria:

 - Todos estão convocados para comparecer às unidades ou locais de protesto;

(trabalhadores da ativa, em folga ou não, aposentados e pensionistas)

 - Tente sair o mais cedo possível de casa;

 - Vista sua camiseta das campanhas do Sindicato, leve sua bandeira;

 - Convide seus amigos e familiares para as manifestações;

 - A greve é pacífica. Evite confusão.

 Confira os locais de mobilizações dos petroleiros do Paraná e Santa Catarina:

 Repar – Araucária-PR

Protesto a partir das 07h00, nos portões PV-1 e PV-9.

 São Mateus do Sul (SIX)

Protesto a partir das 07h00, em frente à Usina do Xisto.

 Tepar – Paranaguá

Protesto a partir das 07h00, em frente ao Terminal. Logo após, manifestação na Praça Fernando Amaro.

 Joinville-SC (Tefran, Ediville, Temirim e Tejaí)

Protesto a partir das 09h00, na Praça da Bandeira, Centro.

 [Via Sindipetro-PR/SC]

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Na sexta-feira, 14/06, o Brasil vai parar. A greve geral convocada pelas centrais sindicais e movimentos sociais está ganhando força e adesão. O movimento é contra  a reforma da previdência, os cortes na educação, o desemprego e os ataques do governo ao meio ambiente, à Soberania Nacional e às empresas públicas e estatais.

Os petroleiros fazem parte de uma dessas categorias que já decidiram participar da greve. Em assembleias que aconteceram no Sistema Petrobrás em todo o Brasil, eles aprovaram a adesão ao movimento paredista.

Os rodoviários, metroviários, comerciários, bancários, químicos, petroquímicos, estudantes, professores, servidores públicos estaduais e municipais também já apontaram a participação na greve. Há também a possibilidade de adesão dos caminhoneiros.

Orientação para a greve

Portanto, no dia 14/06, o Sindipetro Bahia orienta a categoria petroleira a não ir trabalhar. Haverá corte de rendição a partir da meia noite do dia 13/06, com greve de 24 horas. Em caso de dúvida, o trabalhador deve procurar o diretor da sua base para mais informações.

Na manhã da sexta-feira (14) os petroleiros e petroleiras devem se deslocar até o edifício Torre Pituba (EDIBA), onde companheiros (as) de várias unidades do Sistema Petrobrás estarão reunidos.

Mesmo aqueles que ainda não tenham acordado para a gravidade do que está acontecendo hoje no país e – no caso dos petroleiros, com a Petrobrás, que está sendo desmontada e preparada para a privatização – a instrução é que não vá trabalhar, mesmo porque não haverá transporte público e as rodovias estarão bloqueadas pelos grevistas.

À tarde, há outro compromisso. A ideia é que todos vistam seus jalecos laranja e participem da manifestação que está marcada para acontecer nesse mesmo dia no Campo Grande, às 15h.

O ponto de encontro da categoria será nas proximidades do Teatro Castro Alves.

Diante da gravidade do momento, os petroleiros precisam mostrar para a sociedade o que está acontecendo com a Petrobrás, principalmente na Bahia, onde a nova gestão da estatal quer encerrar suas atividades.

Brasil de marcha à ré

 A manifestação de 14 de junho é uma grande oportunidade para a categoria petroleira mostrar unidade e se inserir na luta que é de todos nós. Afinal, o que está em jogo é o nosso futuro e de também o de nossos filhos e netos.

Nos planos de entreguismo do Ministro da Economia, Paulo Guedes, 134 estatais, das quais 88 são subsidiárias serão privatizadas. A Petrobrás, por exemplo, tem 36 subsidiárias, a Eletrobras, 30, e o Banco do Brasil, 16.

Mas o desmonte que o governo Bolsonaro está fazendo não é só da Petrobrás, mas de todo o Estado brasileiro. Além de anunciar, recentemente, novos cortes na educação, o ministro da área defendeu o fortalecimento do ensino superior particular. Já a proposta da reforma da previdência não combate privilégios, deixa de fora, por exemplo, os militares e suas filhas que vão continuar com pensão cinco vezes maior do que a do INSS. Já as viúvas, viúvos e órfãos vão perder 40% da pensão por morte e o trabalhador que conseguir se aposentar vai receber um benefício reduzido.

Enquanto isso, o governo segue com sua  agenda ideológica e destruidora ao liberar 166 agrotóxicos, sendo que 24 destes são considerados “altamente tóxicos” e 49 estão dentro da escala dos “extremamente tóxicos”. E o desemprego? Esse já atinge 13,4 milhões de brasileiros (dados de março).

O fundo do poço ainda não chegou, mas pelo andar da carruagem vai chegar daqui a pouco. E o pior, é que pode não haver volta a não ser que o povo diga um basta a todo esse retrocesso. Essa é a importância da greve geral do dia 14/06.

Estão à frente da organização do movimento, a  CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CGTB, CSB e UGT -, além das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

[Sindipetro Bahia]

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Uma categoria que sabe a força que tem não precisa ouvir seu presidente desqualificá-la e simplesmente, ficar quieta. Castello Branco julgou os petroleiros por si mesmo, baseado na sua falta de capacidade em comandar a maior empresa do país, e com o maior descaramento afirmou, segundo a Agência Câmara, que a Petrobras não tem capacidade de explorar campos maduros de petróleo, em terra e águas rasas.

Como uma empresa de petróleo com 66 anos de experiência, que começou sua trajetória exatamente em terra, na Bahia, entrou em águas rasas interiores na Baía de Todos os Santos, foi para o ambiente offshore raso em Sergipe, avançou em águas profundas e ultra profundas na Bacia de Campos, descobriu e colocou o Pré-Sal em produção, não tem capital humano qualificado e tecnologia para explorar e produzir em terra e águas rasas?

Onde ele estava que não viu ou não soube de tudo que a Petrobrás já fez pelo Brasil, por tudo que ela já construiu e contribuiu para o desenvolvimento tecnológico e social do país. Nem acessou o próprio site da Petrobrás que lista os prêmios que demonstram a relevância da empresa no cenário nacional.

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Amostra retirada do site da Petrobrás:

Marca que representa o Brasil - Conquistamos em 2017, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio Folha Top of Mind, da Folha de S.Paulo, na categoria "Marca que representa o Brasil". Este reconhecimento reforça a importância da nossa presença no dia a dia da sociedade.

Líder em inovação no setor - O Prêmio Valor Inovação Brasil 2016, do jornal Valor Econômico, nos elegeu a empresa mais inovadora do país no segmento “Indústria de Base e Metalurgia”, entre empresas de óleo e gás, minério e cimentos.

Melhores & Maiores 2016 - O ranking anual Melhores e Maiores 2016 da Revista Exame nos posicionou como empresa que mais gera riqueza por empregado, demonstrando o empenho e o compromisso de nossa força de trabalho.

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A única explicação, para tamanha agressão à inteligência de quem o escuta, é a de que continua insistindo na representação burlesca à moda do presidente do Brasil, que se valeu da desinformação da massa para se eleger e instaurar o caos, mas que já não engana mais ninguém. Muito menos a categoria petroleira, que fez história na luta pela conquista de direitos dos trabalhadores e sabe que a soberania do Brasil é também sua responsabilidade.

“Vamos contar para o Castello que a Petrobras não é lugar de fazer paródia e que essa dinâmica de ir falseando o cotidiano prosaico, que reforça o improviso e a gambiarra, já deu e vamos desmascará-lo. Saudade das cartinhas do Pedro, pelo menos eram mais inteligentes! ”

 

 

 

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Petroleiros de todo o país que estão em Belo Horizonte para a 8ª Plenária Nacional da FUP mandaram um recado para a gestão da Petrobrás: a categoria vai lutar até a última gota para defender a empresa e os direitos conquistados a duras penas. Esse foi o tom que marcou as falas das lideranças sindicais no ato da manhã desta sexta-feira, 24, em frente à Refinaria Gabriel Passos, uma das oito unidades que estão na lista de privatização anunciada pela direção da empresa. Ao final da mobilização, os petroleiros da Regap realizaram uma assembleia que aprovou por unanimidade a participação na greve geral do dia 14 de junho.

É a resposta da categoria aos gestores da Petrobrás, que apresentaram na quarta-feira, 22, uma proposta de desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho, que aniquila direitos e benefícios sociais e ataca frontalmente as organizações sindicais.

“Não há saída individual. A luta é coletiva”

“Essa proposta de acordo coletivo é para pavimentar o caminho para a privatização. Só vamos mudar este quadro, se os trabalhadores entenderem que não há saída individual. A luta é coletiva”, afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Também presente ao ato na Regap, o coordenador da FNP, Adaedson Costa, ressaltou a importância do engajamento de cada trabalhador e trabalhadora na luta em defesa da Petrobrás. “Nós aqui na linha de frente já estamos dia a dia, de norte a sul deste país, defendendo a Petrobrás, mas é com a participação ativa de cada petroleiro que vamos fazer a diferença da classe trabalhadora e reverter todas as mazelas que estão sendo impostas à categoria e à população”, declarou.

Construir a greve geral

As lideranças sindicais petroleiras enfatizaram que é fundamental que a categoria esteja junto novamente com os estudantes e profissionais da educação na mobilização do dia 30 e na greve geral do dia 14 de junho. “É na luta, como outras gerações fizeram, que iremos defender a nossa empresa, porque defender a Petrobrás não é defender o meu, o seu emprego. Defender a Petrobrás é defender um Brasil soberano”, afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Imprensa da FUP | Fotos:  Paulo Neves, Maria João Palma (FUP) e Arthur Varela (Sindipetro-RN)

 

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Publicado em VIII Plena FUP

Os petroleiros presentes em Belo Horizonte para a 8ª Plenária Nacional da FUP participaram no último dia 22 de Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que culminou com o lançamento da Frente Parlamentar Mineira em Defesa da Petrobrás. Na próxima quarta-feira, 29, a FUP e seus sindicatos estarão em Brasília para o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás.  

Iniciativa do mandato da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), a audiência denunciou os prejuízos irreparáveis que a gestão entreguista da Petrobrás está causando à população brasileira.  Foram abordadas questões como a política de preços de derivados que fez disparar a gasolina, o díesel e o gás de cozinha; a privatização de gasodutos, refinarias, campos de petróleo e outros ativos estratégicos da empresa; os desinvestimentos impostos pelos governo Temer e Bolsonaro, além de outros ataques à soberania nacional, que desmontaram a cadeia de óleo e gás do país.

Os petroleiros Tadeu Porto e Alexandre Finamori representaram a FUP e o Sindipetro MG na audiência, que contou também com a participação do secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), Jairo Nogueira Filho, da diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marilda de Abreu Araújo, e do engenheiro Paulo César Ribeiro Lima.

 

[FUP]

Publicado em VIII Plena FUP

A resistência contra a privatização da Petrobrás está diretamente ligada à luta pela preservação dos empregos e dos direitos dos trabalhadores, que estão sob ameaça de extinção nessa campanha reivindicatória. A importância da unidade no enfrentamento ao projeto ultraliberal do governo Bolsonaro marcou a fala das lideranças sindicais e políticas que participaram da solenidade de abertura da 8ª Plenária Nacional da FUP, quinta-feira, 23, à noite, em Belo Horizonte. 

“Essa é a Plenafup mais importante da história da nossa categoria. Os petroleiros já deixaram o seu nome marcado na história todas as outras vezes em que fomos chamados à luta em defesa da Petrobrás. Vamos continuar resistindo e venceremos novamente”, afirmou o coordenador do Sindipetro Minas Gerais, Anselmo Braga. Ele destacou a simbologia da 8ª Plenafup estar sendo realizada na Escola Sindical da CUT em Belo Horizonte, berço de tantas lutas e resistência.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, lembrou que a luta dos petroleiros para defender a Petrobrás não é de hoje.  “A Petrobrás sempre foi motivo de disputa e de cobiça. E isso aumentou ainda mais com a descoberta do pré-sal. A defesa da Petrobrás tem que passar pela conscientização dos trabalhadores de que a operação Lava Jato é uma farsa. Os fatos vêm mostrando, dia após dia, que o objetivo sempre foi destruir a empresa para entregar o pré-sal”, afirmou.

Márcio Nicolau, presente!

O ex-presidente do Sindipetro-MG, Marcio Nicolau Machado, morto em fevereiro em um trágico acidente de trânsito, foi homenageado na abertura da 8ª Plenafup.  Um documentário produzido pelo sindicato em parceria com o Midia Ninja emocionou os petroleiros, ao destacara a trajetória sindical do petroleiro e sua importância nas lutas travadas pelos movimentos sociais mineiros.

“A luta pela soberania, a luta pela Petrobrás que estamos travando hoje é a continuidade do legado de Marcio e a maior homenagem que podemos fazer a ele”, afirmou Leopoldino Martins, que esteve ao lado do petroleiro em diversas lutas no Sindipetro-MG.

O exemplo da Vale

Um dos convidados da solenidade de abertura da 8ª Plenafup, Joceli Andreoli, da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), enfatizou a relação direta entre a privatização da Vale e os crimes protagonizados pela empresa em Minas Gerais.  “Tudo isso aconteceu porque a empresa passou a ser gerida para atender aos interesses privados e à ganância do capital especulativo. O que aconteceu com a Vale é o que pode acontecer com o pré-sal e a Petrobrás, se não dermos conta da luta e do desafio desse momento histórico”, afirmou.

O deputado federal Rogério Correa (PT-MG) lembrou que desde que foi “entregue a preço de banana” no governo Fernando Henrique Cardoso, a Vale deixou de cumprir o papel de destaque que tinha para a economia brasileira. “A Vale é a segunda maior empresa privada do mundo, mas que não contribui em nada para o desenvolvimento do país. Envia todo o seu lucro para fora e só deixa aqui as tragédias que gera”, declarou.

Ele alertou que o processo de privatização do governo Bolsonaro vai além. “Não são só as empresas públicas que estão na lista de privatização do Paulo Guedes (ministro da Economia), mas também a previdência social, a educação e a saúde”, declarou, enfatizando que a greve geral do dia 15 de junho pode significar uma virada dessa conjuntura. "É no campo das ruas que vamos derrota-los. E o movimento sindical será fundamental nesse embate, como foi na década de 80", afirmou.

Com a participação de cerca de 200 trabalhadores de todo o país, a 8ª Plenafup prossegue até domingo (26), na Escola Sindical Sete de Outubro, em Belo Horizonte. Acompanhe as atividades e painéis de exposição pelas redes sociais da FUP.

Imprensa da FUP | Fotos: Arthur Varela (Sindipetro-RN)

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Publicado em VIII Plena FUP

Em reunião nesta quarta-feira, 15, da Comissão de AMS, a FUP criticou a cobrança de R$ 119,5 milhões que a Petrobrás está impondo, unilateralmente, aos trabalhadores para cobertura do déficit causado pelo desequilíbrio na relação de custeio 70 x 30 durante o ano de 2018. A FUP questionou a forma arbitrária como o ajuste está sendo feito, sem discussão prévia na Comissão, em flagrante descumprimento do Acordo Coletivo. O ACT prevê que qualquer readequação de custeio da AMS só pode ocorrer mediante entendimento entre as representações sindicais e a empresa, como determina a cláusula 31, parágrafo primeiro.

O ajuste financeiro foi anunciado pela Petrobrás no início de abril, nove dias após a reunião da Comissão de AMS (realizada em 20/03), sem que a proposta fosse sequer apresentada ou discutida na reunião. O RH admitiu que não tratou essa questão com a FUP na Comissão, alegando que a empresa ainda não tinha os valores do déficit consolidados.

A FUP também questionou o fato da Petrobrás computar na equalização do custeio da AMS valores que deveriam ser de cobertura integral da empresa, como gastos com medicamentos de alto custo e despesas decorrentes de tratamentos de beneficiários vítimas de acidentes e de doenças do trabalho.

As direções sindicais ressaltaram o impacto que esse ajuste terá para os trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas. A FUP cobrou que sejam retirados do custeio da AMS os valores computados indevidamente e que haja um prazo maior para os beneficiários quitarem essa dívida, diluindo os valores em um número maior de parcelas. A proposta será analisada pela empresa.

Resoluções da CGPAR

A FUP, mais uma vez, questionou a Petrobrás sobre os efeitos que as resoluções 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) terão sobre o Acordo Coletivo. O RH informou que ainda está discutindo essa questão com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) e tornou a afirmar que o entendimento jurídico da empresa é de respeitar o direito adquirido dos aposentados e pensionistas, seguindo norma da Agência Nacional de Saúde (RN 279).

Outro questionamento foi sobre a garantia da AMS para os trabalhadores que aderirem o novo PIDV lançado pela Petrobrás. Os representantes da empresa esclareceram que essa garantia está limitada à legislação vigente. Portanto, se o trabalhador não tiver direito adquirido e a AMS for modificada no Acordo Coletivo, valerá para ele a nova regra.

Pendências

A FUP tornou a cobrar a implantação do Programa Coração Saudável e solução para os problemas de inadimplência dos beneficiários que têm a renda comprometida pelo equacionamento da Petros (PED), por questões judiciais ou problemas administrativos, como a falta de cobrança em folha, em função de compatibilidade dos Sistemas da Petrobrás e da Petros.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
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