[Da imprensa da FUP]

Mesmo em modo virtual, o 18º Congresso Nacional da FUP emocionou os petroleiros e petroleiras que participaram da abertura do evento na manhã desta quarta-feira, 15.  

Apesar da distância física, as delegações puderam acompanhar pela plataforma digital a apresentação em vídeo do Hino Nacional, que tradicionalmente abre o Confup e que este ano resgatou as imagens emocionantes da greve de fevereiro e outras lutas históricas que a categoria realizou ao longo dos últimos períodos.

Veja a íntegra do vídeo: 

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP]

Com o desafio de ampliar e fortalecer as lutas pela retomada da democracia e reconstrução do Sistema Petrobrás, os petroleiros e petroleiras iniciaram nesta quarta-feira, 15, o 18º Congresso Nacional da FUP, que prossegue até domingo, 19, com palestras, debates e votações em plataformas digitais.

Ao todo, 421 trabalhadores se incsreveram para o 18º Confup, entre delegados, suplentes, observadores, assessores e jornalistas.

Com o tema "Democracia, emprego, revolução digital", o congresso dos petroleiros receberá na tarde desta quarta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Eles estarão ao vivo, a partir das 15h, no painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda”, com participação do ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel, das diretoras da federação, Cibele Vieira, Míriam Cabreira e Fafá Viana e do atual coordenador, Deyvid Bacelar.

Pela manhã, os petroleiros elegeram a nova diretoria e o conselho fiscal da FUP, para o mandato 2020-2023.

O Confup é o principal fórum de deliberação da categoria, onde são discutidos e votados encaminhamentos políticos, pautas de reivindicações e planos de luta que foram aprovados durante os congressos estaduais, realizados pelos sindicatos filiados.

Além dos desafios impostos pela crise sanitária da covid-19, cujas consequências no Brasil são ainda mais dramáticas por conta do desgoverno Bolsonaro, a categoria enfrenta o maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com impactos gravíssimos sobre o patrimônio da empresa, o desenvolvimento do país e os trabalhadores.

É em meio a este cenário complexo, que os petroleiros e petroleiras estarão reunidos, debatendo alternativas para reconstrução do país e do Sistema Petrobrás. Um debate que passa, necessariamente, pelo restabelecimento da democracia, que vem sendo sistematicamente atacada nos últimos anos, em uma sequência de acontecimentos fascistas que resultaram no golpe de 2016, na prisão política do ex-presidente Lula e na entrega do país à extrema direita.

Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

Assista por aqui ao debate: 

 

 

Publicado em 18 CONFUP

Os petroleiros e petroleiras iniciam na próxima quarta-feira, 15, o 18º Congresso Nacional da FUP, que, em função da pandemia da covid-19, será 100% virtual, com palestras, debates e votações realizadas através de plataformas digitais. Além dos desafios impostos pela crise sanitária, cujas consequências no Brasil são ainda mais dramáticas por conta do desgoverno Bolsonaro, a categoria enfrenta o maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com impactos gravíssimos sobre o patrimônio da empresa, o desenvolvimento do país e os trabalhadores.

É em meio a este cenário complexo, que os petroleiros e petroleiras estarão reunidos ao longo da próxima semana, debatendo alternativas para reconstrução do país e do Sistema Petrobrás. Um debate que passa, necessariamente, pelo restabelecimento da democracia, que vem sendo sistematicamente atacada nos últimos anos, em uma sequência de acontecimentos fascistas que resultaram no golpe de 2016, na prisão política do ex-presidente Lula e na entrega do país à extrema direita.

Diante de tantos desafios, nada mais inspirador do que uma análise de conjuntura proferida pela maior liderança popular que o Brasil já teve. O 18º Confup reservará à categoria petroleira um debate ao vivo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tarde de quarta-feira, 15, onde serão abordados temas que estão na ordem do dia da classe trabalhadora e do povo brasileiro.

Confira a íntegra da programação do congresso e reserve já um espaço na agenda para as atividades que serão transmitidas pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook.

 Programação do 18º Confup

 

15/07 - quarta-feira

Manhã

9h30 – Eleição da Mesa Diretora, do Regimento Interno e da Tese Guia.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

10h45 - Eleição da Diretoria Colegiada da FUP e Conselho Fiscal para o período 2020-2023.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

11h30 - Posse da diretoria eleita e abertura do Congresso.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

Tarde

15h – Painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda” - com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

16/07 - quinta-feira

Manhã

09h – Lançamento do livro do INEEP “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais” – com os pesquisadores William Nozaki, Rodrigo Leão e Eduardo Pinto.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

Tarde

15h – Painel “Mundo do trabalho pós-pandemia: relações trabalhistas e novas tecnologias” – com a socióloga do trabalho Selma Venco, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e a economista e doutora em desenvolvimento econômico, Marilane Teixeira, professora, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit/IE/Unicamp) e assessora sindical.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

17h – Painel “Racismo estrutural e a classe trabalhadora” – com o historiador Flávio Gomes, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); a quilombola ativista da Via Campesina, Selma Dealdina; e a socióloga política, Katucha Bento, professora da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

17/07 - sexta-feira

15h – Painel “Gestão Petrobras, relações sindicais e pendências das últimas negociações sob a mediação do TST” – com o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, e o assessor econômico e técnico do Dieese, Cloviomar Cararine.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

17h – Painel “Masculinidades” – com Ruth Venceremos, Drag Queen do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra; o petroleiro aposentado Hermes Rangel, facilitador do “E agora José?" - grupo socioeducativo de responsabilização de homens; e o advogado e gestor de projetos culturais, Gustavo Seraphin, idealizador do Fio da Conversa - iniciativa que investiga os fazeres manuais têxteis e as masculinidades.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

18/07 – sábado

14h – trabalhos em grupo sobre ACT e pendências relativas a banco de horas/efetivo/HETT; novas tecnologias e teletrabalho; AMS e Petros; combate às privatizações.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

19/07 – domingo

09h – plenária final para deliberar sobre pautas, calendários de lutas e moções.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

11h – encerramento do Congresso Nacional da FUP.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

Publicado em 18 CONFUP

Nesta sexta-feira (10), os petroleiros se somarão ao Dia Nacional de Mobilização pelo #ForaBolsonaro, convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais que integram as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O objetivo é ocupar as redes sociais e dar visibilidade às mobilizações que serão realizadas. A orientação da FUP é que os sindicatos participem da atividades, engajando os trabalhadores com a tag #ForaBolsonaro. 

As lideranças petroleiras também estarão presentes aos atos de rua e às mobilizações nas redes, com depoimentos e vídeos, explicando a importância de superação do governo de Jair Bolsonaro. Só assim, será possível garantir a reconstrução do país, com a retomada da democracia, dos direitos e das conquistas sociais que foram usurpados dos brasileiros e brasileiras, abandonados à própria sorte. 

Veja como participar 

As centrais sindicais e movimentos sociais estão organizando atos simbólicos na sexta-feira, 10, para chamar a atenção da sociedade brasileira e do mundo para a agenda unitária da classe trabalhadora que cobra a saída do governo Bolsonaro e a construção de uma agenda positiva para o país, com propostas de susperação das crises econômica e sanitária.

Serão realizadas ações nas ruas, sem aglomeração, com instalações públics, divulgação de cartazes, faixas, outdoors, adesivaços e outras formas de protesto que não coloquem em risco os manifestantes e atendam às exigências sanitárias de prevenção à contaminação do coronavírus. Nos locais de trabalho, a orientação é que sejam feitas assembleias e atos nas portas das unidades. 

Próximos passos da luta

Na sequência do Dia Nacional Dia Nacional de Mobilização, a Campanha Fora Bolsonaro realizará uma Plenária Virtual no sábado, 11, reunindo participantes de todo o país. Nesta atividade, serão definidas as próximas ações da campanha. As entidades que integram a campanha também farão mobilizações regionais para fortalecer os dias 10 e 11.

Pedido popular de impeachment

A CUT, movimentos sociais, frentes e organizações da sociedade civil, juristas, intelectuais e personalidades da política, do meio acadêmico e das artes estão fazendo um chamado à adesão para um pedido popular de impeachment do governo de Bolsonaro.

O objetivo é que este pedido seja expressão da vontade e posicionamento político de um numeroso e diverso conjunto de organizações da sociedade civil, dos movimentos populares e do movimento sindical e seja entregue ao Congresso Nacional na semana de 13 a 17 de julho.

A formalização da adesão ao pedido deverá ser feita através do preenchimento do formulário eletrônico até dia 10 de julho e quaisquer dúvidas formais ou jurídicas poderão ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Com informações da CUT]

 

Publicado em Movimentos Sociais

Deyvid Bacelar é o novo coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros, a maior representação da categoria petroleira em âmbito nacional. A sucessão se dá pela necessidade de desincompatibilização de José Maria Rangel que será pré-candidato a uma vaga na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes. Deyvid assume a FUP num momento difícil. Os desafios de quem estará à frente do movimento sindical petroleiro se tornam gigantes diante da recente conjuntura brasileira, que sofre desde o golpe de 2016, o golpe que tornou nítidas as forças vis organizadas para combater os governos com projeto de desenvolvimento para o país e que possibilitaram avanços econômicos e culturais para a classe trabalhadora.

O coordenador geral da FUP enfrentará desafios a curto, médio e longo prazo. A curto prazo, Deyvid afirma que o desafio é lutar pela segurança e saúde dos trabalhadores e trabalhadoras que atuam no setor de petróleo e gás. “A luta imediata é pela vida e segurança dos empregos durante a pandemia. ” A médio prazo, o enfrentamento se dará por conta da profunda crise econômica, onde a taxa de desemprego deve praticamente dobrar chegando a quase 25 milhões de desempregados e desempregadas, índice divulgado pelo DIEESE e FGV.  E a longo prazo a luta continua, mas se torna mais pesada já que é preciso encarar um governo autoritário, neofascista e extremamente liberal com seus programas de privatização. A defesa do Sistema Petrobrás, da Soberania Nacional, da Democracia e do Emprego será cada vez mais necessária e esse será o grande desafio que a Federação e a categoria petroleira terão que enfrentar. É inclusive o tema que será discutido no Congresso Nacional da FUP que acontecerá em julho próximo.

Deyvid reitera que é fundamental ampliar e obter o apoio de outras categorias e da sociedade brasileira que ajudou na criação da Petrobras, e que por isso é uma empresa patrimônio do povo brasileiro. “A luta não é só nossa, precisamos de aliados contra a privatização. ” Já que mudanças bruscas no mundo do trabalho geraram uma nova forma de organização e atuação do movimento sindical petroleiro, brasileiro e mundial, é necessário encontrar caminhos e formas de combater as falsas ideias dominantes e assim se posicionar na trincheira de luta contra os reais interesses das classes dominantes. Deyvid conta com o apoio de toda a direção da FUP e dos diretores dos 13 sindicatos filiados à FUP, assim como das assessorias e funcionários da federação.

Sobre a trajetória de Deyvid Bacelar

Nascido na segunda maior cidade da Bahia – Feira de Santana – Deyvid Bacelar assume mais um desafio em sua vida pessoal e de militante do movimento sindical petroleiro. Juventude, experiência e compromisso com os legítimos interesses da categoria são seus melhores atributos e que ajudaram a conquistar a confiança dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil. Deyvid Bacelar é Técnico de Segurança na RLAM, onde ingressou por concurso na Petrobrás em 2006. Técnico em Segurança do Trabalho pelo CETEB. Graduado em Administração pela UEFS, com especializações em SMS no IFBA e em Gestão de Pessoas na UFBA, desde o início se destacou nas lutas sindicais e comunitárias.

Eleito Diretor de Assuntos Institucionais e Jurídicos da FUP (gestão 2017-2020) e Coordenador Geral do Sindipetro Bahia (gestão 2017 -2020), Deyvid representa a CUT/CNQ/FUP na Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz), também foi representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás e durante o seu mandato em (2015-2016) fez diferença dentro do CA, dando voz e vez aos petroleiros e petroleiras de todo país.

Também foi eleito Coordenador Geral do Sindipetro Bahia (gestão 2014 -2017), Diretor de SMS do Sindipetro (gestão 2011-2014) e exerceu mandato de Diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia (gestão 2008-2011). Em Feira de Santana, foi Presidente da Associação de Moradores Morada das Árvores (gestões 2014-2015/2016-2017), onde emprestou sua experiência de forma voluntária nas ações comunitárias da entidade.

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Sábado (23) os petroleiros realizaram duas entregas de doações como parte da Campanha Solidária. Pela manhã estiveram em São Mateus do Sul (leia AQUI), depois fecharam agenda em Araucária na Associação de Moradores do Jardim Alvorada. 

O objetivo da entidade é ajudar comunidades localizadas no entorno das unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. A participação de cada trabalhador é essencial para ajudar entidades filantrópicas e pessoas que mais precisam via ABCP. 

Dirigente do Sindipetro PR e SC Alex Guilherme convoca os trabalhadores: 

Campanha; 

Participe => Solidariedade Petroleira: multiplique essa ideia 

Veja também=> Campanha do Agasalho dos Petroleiros: Doe empatia e ajude o próximo 

Aos interessados em multiplicar essa ideia, seguem os dados bancários da Associação: 

:: Banco do Brasil 

Agência: 5044-X 

Conta Corrente: 371-9 

CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF) 

 Agência: 0369 

 Conta Corrente: 00005048-4 

 CNPJ 80.043.045/0001-82 

*A Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina informa ainda que vai apresentar prestação de contas à categoria, periodicamente, enquanto durar a campanha.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Em apenas um mês de campanha, ação solidária coordenada por trabalhadores da Petrobras já distribuiu 577 cestas de produtos orgânicos, totalizando mais de 2,5 toneladas de alimentos produzidos através da agroecologia em assentamentos e acampamentos do MST.

Nessa segunda-feira, dia 11, foram distribuídas 150 cestas em 9 organizações espalhadas pela cidade de Campinas. A região que mais recebeu foi a dos bairros Monte Cristo, Oziel e Gleba, onde se encontram a CUFA (Central Única das Favelas), o Quilombo Urbano e a sede da Associação da ex-ocupação Joana D’Arc.

Pela proximidade com o dia das mães, também foram incluídos nessa semana kits com produtos de higiene feminina. Pessoas que trabalham com famílias carentes relatam que esse tipo de produto raramente tem doação. Professoras relatam que alunas chegam a faltar da escola por não terem de absorvente.

A comunidade da EMEF Pr. Emílio Miotti também tem feito trabalho de levantar as famílias que enfrentam mais necessidades nesse período e distribuir as cestas recebidas.

A ação está sendo coordenada pela Sindicato dos Petroleiros e quem quiser doar pode fazer por cartão, boleto, transferência bancária ou pagamento recorrente através da página: https://sindipetrosp.org.br/apoie-a-luta-dos-petroleiros/ 

[Via Carta Campinas]

O balanço divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) nessa terça-feira (5/5) indicou 806 trabalhadores próprios e terceirizados da Petrobrás contaminados pela covid-19 (eram 510 na semana passada) e 1.642 casos suspeitos. Seis mortes pela doença chegaram ao conhecimento da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos, mas não são confirmadas pela gestão da empresa.

Somente na Bacia de Campos, segundo dados repassados pela Petrobrás ao Sindipetro-NF, há 112 casos confirmados de covid-19 e 101 suspeitos. Além do terminal terrestre de Cabiúnas, há contaminados e casos suspeitos nas plataformas PCE-1, PNA-1, PNA-2, P-09, P-12, P-18, P-20, P-26, P-31, P-33, P-35, P-37, P-40, P-43, P-48, P-50, P-51, P-52, P-54, P-61, P-62, P-63 e FPSO Cidade de Niterói. Das 44 unidades de produção de Campos, 23 têm casos confirmados ou suspeitos. As situações mais graves foram registradas até agora na P-26 (37 confirmados e 17 com suspeita) e na P-33 (36 confirmados e 15 com suspeita).

Esses números altos – e que provavelmente estão subnotificados – comprovam o total descaso da diretoria da Petrobrás com seus trabalhadores. Fato que vem sendo sistematicamente denunciado pela FUP e seus sindicatos ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e motivando ações na Justiça do Trabalho contra a empresa que questionam mudanças de turno, fornecimento de máscaras inapropriadas e testagem falha e insuficiente dos trabalhadores.

Exercendo uma atividade essencial à população brasileira, que garante a produção e o abastecimento de petróleo, gás natural e combustíveis, os petroleiros vêm fazendo o seu trabalho. E desde o início da pandemia a FUP e seus 13 sindicatos filiados vêm alertando a gestão da Petrobrás sobre o alto risco de contaminação pelo novo coronavírus, sobretudo na área operacional.

“Reivindicamos a participação de representantes dos trabalhadores no comitê de combate à doença criado pela empresa. Sugerimos a implantação imediata de testes nos petroleiros, principalmente nos que trabalham embarcados. Sugerimos a interrupção da produção por um período de 15 dias, dado os estoques altos da Petrobrás, para evitar a disseminação da doença. Sugerimos medidas de controle e higienização nos transportes terrestres e aéreos. Sugerimos que a empresa mantivesse em casa trabalhadores dos grupos de risco. Nada disso foi atendido pela diretoria da Petrobrás”, lembra o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

A FUP e seus sindicatos ainda cobram da Petrobrás a emissão de Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs) para trabalhadores contaminados pela covid-19. A emissão já fora recomendada pela Operação Ouro Negro – que reúne MPT, Anvisa, ANP, Ibama e Ministério da Economia – em 18 de março, e posteriormente tornada obrigatória por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, a empresa não cumpriu a determinação. “Ou seja, a gestão da Petrobrás também vem ignorando determinação dos órgãos de fiscalização, como a Anvisa, e do Poder Judiciário”, reforça Rangel.

Tomando medidas atropeladas desde o início da crise, a gestão da Petrobrás alterou turnos e exigiu que petroleiros ficassem em hotéis por sete dias antes do embarque para plataformas, longe de suas famílias e sem o menor controle de entrada e saída desses locais. E somente há uma semana começou a testar os petroleiros antes do embarque, após diversos casos de contaminação por covid-19 em plataformas. Mas, no desembarque, nem todos os trabalhadores estão sendo testados. Quanto aos terceirizados, a situação é ainda pior, já que a diretoria da empresa não assume qualquer responsabilidade sobre sua gestão.

Por isso, a FUP e seus 13 sindicatos reiteram a ameaça de greve sanitária nas instalações da Petrobrás. No momento em que o país está entrando no período mais grave e crítico da doença e, portanto, mais precisa das atividades essenciais, como a dos petroleiros, a irresponsabilidade da gestão da Petrobrás com seus trabalhadores pode comprometer a continuidade das operações da empresa e afetar a população brasileira.

[FUP]

O Sindipetro-NF encaminhou para as empresas do setor privado um ofício, sugerindo ações a serem tomadas durante o tempo de pandemia do COVID-19 e com pedidos do Médico do Trabalho, Dr. Ricardo Garcia Duarte, aos médicos que coordenam os Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) para melhor acompanhamento pelo sindicato.

Tetra, Champion Technologies, Cetco, Falcão Bauer, Franks, Baker GE, Halliburton, Schlumberger, Superior, Expro e Oiltanking  foram as empresas que receberam ofício do sindicato.

O médico do trabalho solicitou o PCMSO e dos relatórios dos últimos dois anos, atualizados em função da Pandemia pelo COVID-19 e das repercussões da relação trabalho, saúde e doença dos empregados que embarcam ou que estejam em trabalho de turno durante a pandemia.  Além desses documentos, o médico pediu os resultados de exames clínicos e laboratoriais realizados no âmbito do PMCSO mais o setor, local de trabalho atividade profissional e cargo desses trabalhadores.

No documento o sindicato alerta também sobre a necessidade de registrar através das CATs os casos existentes de COVID-19, encaminhando uma cópia ao sindicato, e pelas Fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN do Sistema Único de Saúde-SUS, que servem para a notificação obrigatória dos casos suspeitos e/ou confirmados de Covid-19, assim como para as questões decorrentes do trabalho.

A aplicação de testes diagnósticos (RT- PCR) em massa e com frequente e testagem para todos os trabalhadores é sugerido pelo Sindipetro-NF.  A testagem deve ser realizada enquanto existir a necessidade de isolamento social e durante todo período de embarque e de trabalhos em terra, com a finalidade de rastreamento dos portadores do COVID-19 (inclusive os assintomáticos).

Com isso o sindicato quer preservar a vida, promover a saúde e prevenir acidentes ou doenças, além de tentar reduzir a disseminação do vírus entre a categoria petroleira.

[Via Sindipetro-NF]

Enquanto os casos de Covid-19 explodem no Sistema Petrobrás, principalmente nas unidades com trabalhadores confinados, como é o caso das plataformas, a gestão da empresa continua negando informações e esclarecimentos aos sindicatos. A falta de transparência não é só em relação aos números de trabalhadores contaminados ou com sintomas da doença, mas também no que diz respeito às ações de gestão para garantir a segurança dos efetivos, próprios e terceirizados. 

A tática da atual gestão é se fazer de surda em relação às reivindicações da categoria, negando qualquer diálogo com as entidades sindicais. Nesta sexta-feira, 24, a FUP participa da quarta reunião virtual, convocada pelo RH da Petrobrás para que o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), que monitora o avanço da Covid-19 na empresa, dê informes aos sindicatos. 

“Desde a criação dos EOR´s, a FUP e os sindicatos vêm cobrando participação nos grupos, apresentamos propostas e, desde então, tentamos construir uma política consistente e representativa de atuação”, ressalta o diretor da FUP, Fernando Maia. 

Mas, a Petrobrás negou qualquer forma de interlocução para as entidades sindicais. Nas reuniões anteriores, não foi garantido espaço negocial para a FUP. Os gestores da empresa apenas relataram fatos consumados e, na maioria das situações, sequer responderam aos questionamentos feitos pelos trabalhadores. Veja abaixo os pontos apresentados pela FUP nas reuniões anteriores e que não foram respondidos pela empresa. 

Enquanto isso, a subnotificação dos casos de Covid-19 entre os trabalhadores próprios e terceirizados no Sistema Petrobrás aumenta a cada semana. Os petroleiros não estão sendo devidamente testados, como a FUP e os sindicatos cobram desde o início da pandemia. Na contramão da responsabilidade social, a empresa continua ignorando as condições precárias de trabalho dos terceirizados, cuja exposição à contaminação pelo coronavírus é ainda maior. 

Na reunião desta sexta, a FUP novamente buscará uma interlocução com a gestão da Petrobrás, tentando garantir condições seguras para os trabalhadores que estão em atividade nas unidades durante a pandemia e estrutura para os que estão em home office nesse período de quarentena.  

As entidades sindicais também cobrarão da empresa providências em relação a gestores que estão descumprindo o Acordo de Trabalho, prejudicando trabalhadoras lactantes e grávidas e até reduzindo salários de trabalhadores que estavam afastados por motivos de saúde ou dispensas legais antes da pandemia. 

Questionamentos que a Petrobrás precisa responder 

Que critérios a gestão da Petrobrás está adotando para o retorno dos trabalhadores que foram infectados? Se a empresa só está testando os que apresentam sintomas, que garantias os demais trabalhadores terão de que não foram infectados e nem estão contaminando os demais empregados? 

A Petrobrás irá testar todos os trabalhadores, próprios e terceirizados, como cobram a FUP e seus sindicatos desde o início da pandemia? 

No caso das trabalhadoras lactantes de turno, a empresa, além de suprimir os adicionais do turno, está alterando o THM destas trabalhadoras lactantes, de 168 para 200. Qual o procedimento da Petrobras em relação às empregadas grávidas de áreas insalubres que foram deslocadas para o trabalho administrativo? 

Como fica a situação dos trabalhadores afastados antes do início da pandemia e que tiveram seus salários reduzidos? 

No Polo de Guamaré (RN), a Petrobrás está descumprindo a CLT e seus padrões internos. Sob a argumentação de uma equipe ter trabalhar 21 dias seguidos à noite, a empresa promoveu a inversão dos turnos e está provocando uma discrepância no intervalo interjornada de 5,5 horas. 

A Petrobrás também precisa responder o que fará em relação aos pontos que a FUP levantou nas reuniões anteriores

Reunião do dia 16 de abril: 

Riscos de contaminação: na Refap, os trabalhadores terceirizados estão sendo transportados em ônibus e vans lotados. A empresa não está afastando quem teve contato com infectados, só quem apresenta sintomas da Covid-19. Na Reduc, não há desinfecção dos locais onde atuaram os trabalhadores contaminados, não estão fazendo aferição de temperatura e o afastamento do trabalhador que apresente sintomas só ocorre por três dias. 

Subnotificação de trabalhadores contaminados ou com suspeita: a decisão da gestão de retirar adicionais dos trabalhadores de regimes especiais está gerando uma grande subnotificação de casos de Covid-19 entre os petroleiros de áreas operacionais, aumentando, exponencialmente, os riscos de contaminação. Com medo de perder a remuneração, os trabalhadores não estão comunicando o contato com possíveis contaminados e a apresentação de sintomas. 

Grupos de risco:  a Petrobrás não informou como proceder nos casos de afastamento de trabalhadores que estejam em grupos de risco de contaminação do novo coronavírus. O trabalhador e o sindicato serão oficiados? Quais doenças se enquadram? Qual o protocolo para colocar o trabalhador em isolamento ou não? 

Sobre o trabalho remoto, em casa: a FUP voltou a reiterar que nem todos os trabalhadores têm estrutura adequada (computador, acesso à internet, etc), o que piorou com a redução de salário feita pela empresa. A MP 927 destaca que toda a estrutura de home office deve ser garantida e mantida pela empresa. No entanto, tem gerente geral afirmando que os trabalhadores teriam que prover recursos para realizar o trabalho remoto. 

Quais os critérios de remuneração dos trabalhadores de plataformas durante o pré-embarque, quando permaneceram isolados em hotel? A informação que chegou aos sindicatos é de que os trabalhadores foram remunerados nos 7 dias como de regime administrativo e sem direito a hora extra, o que contraria informe da própria Petrobras para a categoria. 

Sobre as brigadas de emergência nas refinarias: com as paradas das unidades, as brigadas tiveram o efetivo bastante reduzido, o está gerando muita insegurança e dificuldade em garantir o número mínimo de brigadistas para atender aos acidentes ampliados.  

Reunião do dia 08 de abril: 

No Polo de Guamaré, foi denunciada a superlotação nos alojamentos, tanto de trabalhadores próprios, quanto de terceirizados. Locais onde normalmente eram mantidos dois trabalhadores, agora estão com quatro, sem material suficiente (toalhas, roupas de camas, material de higiene, etc), e sem ter a quem recorrer, já que os gerentes estão fora das unidades, em isolamento social. 

Relatos recebidos de que há trabalhadores de grupos de risco embarcando e trabalhando em refinarias normalmente. 

Redução das equipes de manutenção ao máximo, para atender exclusivamente necessidades emergenciais, com preservação dos empregos e remuneração de todos os trabalhadores, inclusive dos terceirizados, que são os mais expostos aos riscos de contaminação. 

Denúncias sobre a situação no Terminal de Coari, onde não há profissional de saúde na região de Juaruma, deixando os trabalhadores 15 dias sem atendimento, em plena pandemia, sendo que na base do terminal, em Coari, só há uma técnica de enfermagem. 

Posicionamento sobre a reivindicação da FUP de retorno da cobrança da AMS dos aposentados e pensionistas, através de descontos em contracheque e não em boletos bancários, como impôs a empresa, à revelia dos sindicatos, em plena pandemia. 

Posicionamento sobre a manutenção de CIPISTAS nas unidades. Na Bacia de Campos, por exemplo, grupos embarcados nas plataformas P-63 e P-61 não contam com CIPISTAS a bordo. 

Se posicionar sobre a falta de diálogo dos coordenadores locais do EOR. No Polo de Guamaré (RN), por exemplo, o coordenador afirmou não se reportar às gerências locais. 

Os petroleiros, portanto, querem saber: a Petrobrás responderá a pauta da FUP?

[FUP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.