Na mesa de abertura do Congresso da Federação Única dos Petroleiros, ex-presidente denunciou interesses norte-americanos na Petrobrás, criticou desmonte do Estado pelo atual governo, mas afirmou: “a única luta que a gente perde é aquela que a gente não tem coragem de fazer”

Por Guilherme Weimann*, do Sindipetro Unificado-SP

*Com a colaboração de Andreza de Oliveira

“Nós estamos nos tornando uma republiqueta. Exportando óleo cru e importando derivados, de péssima qualidade como foi o caso da gasolina estragada de avião”. Esta foi uma das afirmações feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio nesta quarta-feira (15), durante a mesa de abertura do 18º Congresso da Federação Única dos Petroleiros (Confup).

Além do ex-presidente, o painel denominado  “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda” também contou com a participação da ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, do ex-coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, e de outros integrantes da diretoria recém eleita.

Devido à pandemia do novo coronavírus, pela primeira vez na história o Confup está sendo realizado de forma totalmente digital. Pela manhã, os delegados habilitados votaram na chapa única que ficará à frente da entidade nos próximos três anos (2020-2023). A responsabilidade da coordenação foi assumida pelo diretor do Sindipetro Bahia e petroleiro da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Deyvid Bacelar.

Lula, logo no início da sua fala, resumiu seu sentimento pela estatal: “eu tenho orgulho da minha relação com a Petrobrás”. O ex-presidente também chamou atenção para o entendimento que promoveu sobre a companhia durante seus governos, nos quais a presença se estendeu dos poços de exploração aos postos de combustíveis. “Eu nunca tratei a Petrobrás como empresa de petróleo. Eu sempre tratei como uma indústria geradora de desenvolvimento, como carro chefe em pesquisa, inovação e produção de novas tecnologias”, pontuou.

Nesse sentido, o ex-presidente apontou a sua prisão e o golpe sofrido pela ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016, como partes de uma estratégia para retirar o pré-sal do controle do Estado brasileiro. “Eles prepararam uma mentira com a Lava Jato. Era preciso desmoralizar a Petrobrás para atender aos interesses dos norte-americanos de desmontar o regime de partilha. Por isso, era preciso desmoralizar o PT e tirar a Dilma, para que o Lula não pudesse ser candidato de novo. Tudo para privatizar a Petrobrás aos pedaços e fazer o país  importar gasolina dos Estados Unidos”, explicou.

O recém eleito coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, reforçou essa relação entre o judiciário brasileiro e norte-americano. “Acompanhando o Twitter do Lula, verificamos que hoje foi feita uma postagem com uma provocação interessante sobre a Lava Jato e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Na minha opinião, faz todo o sentido, há um relacionamento íntimo da Lava Jato e o governo norte-americano. Isso fica comprovado quando analisamos a linha do tempo dos últimos anos, de 2003 até hoje”, assegurou Bacelar.

No ano seguinte ao golpe, em 2017, a Petrobrás diminuiu a produção de derivados e as importações dispararam. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), houve um crescimento nas importações de gasolina e diesel de 53% e 63%, respectivamente. Por outro lado, o fator de utilização das refinarias da Petrobrás foi de apenas 72,5% - com capacidade de 2,4 milhões de barris por dia de petróleo, produziram somente 1,74 milhões. Essa tendência se mantém no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Diante deste cenário, Lula acredita que a categoria petroleira precisa fazer um esforço para estender a luta contra a privatização da Petrobrás a toda população brasileira. “Os petroleiros têm o dever de contar essa história para a sociedade brasileira. Os petroleiros não podem falar apenas com os petroleiros, têm que falar com o país. Não produzam boletins para petroleiros, produzam boletins para a sociedade. Para que todos saibam o que está acontecendo na maior empresa estratégica desse país”, opinou.

O que precisa ser comunicado, de acordo com o ex-presidente, é a privatização da maior empresa nacional. “Defender a Petrobrás é uma coisa de 210 milhões de brasileiros. Temos de gritar todos os dias: o Brasil não está à venda, o Brasil não é mais colônia”, avaliou.

Apesar da conjuntura difícil, Lula saudou o papel de resistência que a categoria petroleira tem desempenhado e foi enfático na mensagem que deve prevalecer na luta popular no próximo período: “a única luta que a gente perde é aquela que a gente não tem coragem de fazer”.

A saudação da ex-ministra Tereza Campello também caminhou no mesmo sentido. “Vocês, petroleiros e petroleiras, são orgulho muito grande para nós no Brasil, pois sempre tiveram à frente da luta nesse processo de resistência”, afirmou Campello.

Desafios

Durante o debate o ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel, afirmou que a entidade tem três desafios principais para a próxima gestão. “A direção da FUP que assume tem desafios fundamentais. Primeiro, a luta da democracia no Brasil, já que hoje o país namora com o fascismo. E lutar pela democracia é lutar também pela retomada dos direitos políticos do ex-presidente Lula. Ainda temos o dever de lutar pelos direitos, que foram retirados nos últimos anos pela reforma trabalhista e da previdência, por exemplo. E, por fim, lutar pela defesa da Petrobrás”, elencou Rangel.

Já a diretora do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) e recém eleita secretária de Administração e Finanças da FUP, Cibele Vieira, chamou atenção para as demissões em massa dos últimos anos. “Se pegarmos o que isso representou em número de trabalhadores, A gente chegou a ter 446 mil trabalhadores, 360 mil terceirizados e 86 mil próprios, em 2013. Somente em 2014, com a paralisação das obras devido à Lava Jato, houve a redução de 69 mil trabalhadores terceirizados e 6 mil próprios. De 2013 para hoje, são 285 mil trabalhadores a menos”, detalhou Vieira.

Outro efeito colateral do golpe na Petrobrás foi sentido nos postos de combustíveis. Segundo a diretora do Sindipetro do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS) e da FUP, Miriam Cabreira, a política de paridade dos preços internacionais elevou exponencialmente a partir de 2017. “Na população, o impacto do golpe foi a mudança na política de preços dos combustíveis. Quer dizer que o povo brasileiro está pagando um preço semelhante ao vendido internacionalmente, somados ao custo de importação”, assinalou.

Além disso, a diretora do Sindipetro do Rio Grande do Norte e da FUP, Fafá Viana, também destacou outras áreas que estão sendo foco das políticas de privatização do governo. “O governo Bolsonaro tem sido o principal obstáculo para as ações de preservação da vida. Ele se aproveitou da pandemia para retirar a Petrobrás do Nordeste, para privatizar a água, para acelerar todas as medidas que comprometem a soberania nacional. Essa situação pode nos levar a dois extremos: uma barbárie ou uma saída positiva”, indicou Viana. 

Confup

O 18º Confup reúne 272 delegados, 40 suplentes, 32 observadores, além de assessores, jornalista e convidados, num total de 481 participantes. Os debates prosseguem até domingo (19), com uma intensa programação, que inclui cinco painéis com transmissão ao vivo pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook.

Veja aqui a programação completa: https://18confup.com.br/

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP]

Em live nesta quinta, 16, nos canais da FUP no Youtube e Facebook, os pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) farão o lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”. Esta é a terceira publicação do Instituto e reúne diversos artigos dos pesquisadores publicados ao longo de 2019, com análises e estudos sobre as mudanças ocorridas no setor petróleo e os impactos das privatizações e desinvestimentos da Petrobrás.


Veja aqui como baixar este e os outros livros do Ineep 


“A coletânea de artigos desse livro foi originalmente publicada em grandes veículos de imprensa do país, na mídia progressista e na imprensa especializada do setor. Essa é a principal prova que o trabalho realizado pelo Ineep tem sido reconhecido em diversas frentes, reafirmando o papel do Ineep de qualificar a atuação do movimento sindical petroleiro”, destacam os organizadores do livro, Rodrigo Leão e William Nozaki, coordenadores técnicos do Instituto.

Eles estarão na live desta quinta, a partir das 9 horas, junto com Eduardo Pinto, também pesquisador do Ineep. A atividade integra a programação do 18º Confup, que prossegue até domingo, com palestras sobre diversos temas relacionados ao mundo do trabalho, à defesa do Sistema Petrobras e à campanha reivindicatória da categoria petroleira.

Serviço:

Lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”

Quando: quinta, às 9 horas

Com os pesquisadores do INEEP William Nozaki, Rodrigo Leão e Eduardo Pinto.

Mediação de George Medeiros (petroleiro da Transpetro/SC).

Ao vivo pelo Youtube e Facebook:

> https://www.youtube.com/fupbrasil

> https://www.facebook.com/fupetroleiros

> Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

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[Da imprensa da FUP]

Mesmo em modo virtual, o 18º Congresso Nacional da FUP emocionou os petroleiros e petroleiras que participaram da abertura do evento na manhã desta quarta-feira, 15.  

Apesar da distância física, as delegações puderam acompanhar pela plataforma digital a apresentação em vídeo do Hino Nacional, que tradicionalmente abre o Confup e que este ano resgatou as imagens emocionantes da greve de fevereiro e outras lutas históricas que a categoria realizou ao longo dos últimos períodos.

Veja a íntegra do vídeo: 

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP]

Com o desafio de ampliar e fortalecer as lutas pela retomada da democracia e reconstrução do Sistema Petrobrás, os petroleiros e petroleiras iniciaram nesta quarta-feira, 15, o 18º Congresso Nacional da FUP, que prossegue até domingo, 19, com palestras, debates e votações em plataformas digitais.

Ao todo, 421 trabalhadores se incsreveram para o 18º Confup, entre delegados, suplentes, observadores, assessores e jornalistas.

Com o tema "Democracia, emprego, revolução digital", o congresso dos petroleiros receberá na tarde desta quarta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Eles estarão ao vivo, a partir das 15h, no painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda”, com participação do ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel, das diretoras da federação, Cibele Vieira, Míriam Cabreira e Fafá Viana e do atual coordenador, Deyvid Bacelar.

Pela manhã, os petroleiros elegeram a nova diretoria e o conselho fiscal da FUP, para o mandato 2020-2023.

O Confup é o principal fórum de deliberação da categoria, onde são discutidos e votados encaminhamentos políticos, pautas de reivindicações e planos de luta que foram aprovados durante os congressos estaduais, realizados pelos sindicatos filiados.

Além dos desafios impostos pela crise sanitária da covid-19, cujas consequências no Brasil são ainda mais dramáticas por conta do desgoverno Bolsonaro, a categoria enfrenta o maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com impactos gravíssimos sobre o patrimônio da empresa, o desenvolvimento do país e os trabalhadores.

É em meio a este cenário complexo, que os petroleiros e petroleiras estarão reunidos, debatendo alternativas para reconstrução do país e do Sistema Petrobrás. Um debate que passa, necessariamente, pelo restabelecimento da democracia, que vem sendo sistematicamente atacada nos últimos anos, em uma sequência de acontecimentos fascistas que resultaram no golpe de 2016, na prisão política do ex-presidente Lula e na entrega do país à extrema direita.

Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

Assista por aqui ao debate: 

 

 

Publicado em 18 CONFUP

Os petroleiros e petroleiras iniciam na próxima quarta-feira, 15, o 18º Congresso Nacional da FUP, que, em função da pandemia da covid-19, será 100% virtual, com palestras, debates e votações realizadas através de plataformas digitais. Além dos desafios impostos pela crise sanitária, cujas consequências no Brasil são ainda mais dramáticas por conta do desgoverno Bolsonaro, a categoria enfrenta o maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com impactos gravíssimos sobre o patrimônio da empresa, o desenvolvimento do país e os trabalhadores.

É em meio a este cenário complexo, que os petroleiros e petroleiras estarão reunidos ao longo da próxima semana, debatendo alternativas para reconstrução do país e do Sistema Petrobrás. Um debate que passa, necessariamente, pelo restabelecimento da democracia, que vem sendo sistematicamente atacada nos últimos anos, em uma sequência de acontecimentos fascistas que resultaram no golpe de 2016, na prisão política do ex-presidente Lula e na entrega do país à extrema direita.

Diante de tantos desafios, nada mais inspirador do que uma análise de conjuntura proferida pela maior liderança popular que o Brasil já teve. O 18º Confup reservará à categoria petroleira um debate ao vivo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tarde de quarta-feira, 15, onde serão abordados temas que estão na ordem do dia da classe trabalhadora e do povo brasileiro.

Confira a íntegra da programação do congresso e reserve já um espaço na agenda para as atividades que serão transmitidas pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook.

 Programação do 18º Confup

 

15/07 - quarta-feira

Manhã

9h30 – Eleição da Mesa Diretora, do Regimento Interno e da Tese Guia.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

10h45 - Eleição da Diretoria Colegiada da FUP e Conselho Fiscal para o período 2020-2023.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

11h30 - Posse da diretoria eleita e abertura do Congresso.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

Tarde

15h – Painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda” - com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

16/07 - quinta-feira

Manhã

09h – Lançamento do livro do INEEP “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais” – com os pesquisadores William Nozaki, Rodrigo Leão e Eduardo Pinto.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

Tarde

15h – Painel “Mundo do trabalho pós-pandemia: relações trabalhistas e novas tecnologias” – com a socióloga do trabalho Selma Venco, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e a economista e doutora em desenvolvimento econômico, Marilane Teixeira, professora, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit/IE/Unicamp) e assessora sindical.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

17h – Painel “Racismo estrutural e a classe trabalhadora” – com o historiador Flávio Gomes, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); a quilombola ativista da Via Campesina, Selma Dealdina; e a socióloga política, Katucha Bento, professora da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

17/07 - sexta-feira

15h – Painel “Gestão Petrobras, relações sindicais e pendências das últimas negociações sob a mediação do TST” – com o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, e o assessor econômico e técnico do Dieese, Cloviomar Cararine.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

17h – Painel “Masculinidades” – com Ruth Venceremos, Drag Queen do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra; o petroleiro aposentado Hermes Rangel, facilitador do “E agora José?" - grupo socioeducativo de responsabilização de homens; e o advogado e gestor de projetos culturais, Gustavo Seraphin, idealizador do Fio da Conversa - iniciativa que investiga os fazeres manuais têxteis e as masculinidades.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

18/07 – sábado

14h – trabalhos em grupo sobre ACT e pendências relativas a banco de horas/efetivo/HETT; novas tecnologias e teletrabalho; AMS e Petros; combate às privatizações.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

19/07 – domingo

09h – plenária final para deliberar sobre pautas, calendários de lutas e moções.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

11h – encerramento do Congresso Nacional da FUP.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

Publicado em 18 CONFUP

Nesta sexta-feira (10), os petroleiros se somarão ao Dia Nacional de Mobilização pelo #ForaBolsonaro, convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais que integram as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O objetivo é ocupar as redes sociais e dar visibilidade às mobilizações que serão realizadas. A orientação da FUP é que os sindicatos participem da atividades, engajando os trabalhadores com a tag #ForaBolsonaro. 

As lideranças petroleiras também estarão presentes aos atos de rua e às mobilizações nas redes, com depoimentos e vídeos, explicando a importância de superação do governo de Jair Bolsonaro. Só assim, será possível garantir a reconstrução do país, com a retomada da democracia, dos direitos e das conquistas sociais que foram usurpados dos brasileiros e brasileiras, abandonados à própria sorte. 

Veja como participar 

As centrais sindicais e movimentos sociais estão organizando atos simbólicos na sexta-feira, 10, para chamar a atenção da sociedade brasileira e do mundo para a agenda unitária da classe trabalhadora que cobra a saída do governo Bolsonaro e a construção de uma agenda positiva para o país, com propostas de susperação das crises econômica e sanitária.

Serão realizadas ações nas ruas, sem aglomeração, com instalações públics, divulgação de cartazes, faixas, outdoors, adesivaços e outras formas de protesto que não coloquem em risco os manifestantes e atendam às exigências sanitárias de prevenção à contaminação do coronavírus. Nos locais de trabalho, a orientação é que sejam feitas assembleias e atos nas portas das unidades. 

Próximos passos da luta

Na sequência do Dia Nacional Dia Nacional de Mobilização, a Campanha Fora Bolsonaro realizará uma Plenária Virtual no sábado, 11, reunindo participantes de todo o país. Nesta atividade, serão definidas as próximas ações da campanha. As entidades que integram a campanha também farão mobilizações regionais para fortalecer os dias 10 e 11.

Pedido popular de impeachment

A CUT, movimentos sociais, frentes e organizações da sociedade civil, juristas, intelectuais e personalidades da política, do meio acadêmico e das artes estão fazendo um chamado à adesão para um pedido popular de impeachment do governo de Bolsonaro.

O objetivo é que este pedido seja expressão da vontade e posicionamento político de um numeroso e diverso conjunto de organizações da sociedade civil, dos movimentos populares e do movimento sindical e seja entregue ao Congresso Nacional na semana de 13 a 17 de julho.

A formalização da adesão ao pedido deverá ser feita através do preenchimento do formulário eletrônico até dia 10 de julho e quaisquer dúvidas formais ou jurídicas poderão ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Com informações da CUT]

 

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Deyvid Bacelar é o novo coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros, a maior representação da categoria petroleira em âmbito nacional. A sucessão se dá pela necessidade de desincompatibilização de José Maria Rangel que será pré-candidato a uma vaga na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes. Deyvid assume a FUP num momento difícil. Os desafios de quem estará à frente do movimento sindical petroleiro se tornam gigantes diante da recente conjuntura brasileira, que sofre desde o golpe de 2016, o golpe que tornou nítidas as forças vis organizadas para combater os governos com projeto de desenvolvimento para o país e que possibilitaram avanços econômicos e culturais para a classe trabalhadora.

O coordenador geral da FUP enfrentará desafios a curto, médio e longo prazo. A curto prazo, Deyvid afirma que o desafio é lutar pela segurança e saúde dos trabalhadores e trabalhadoras que atuam no setor de petróleo e gás. “A luta imediata é pela vida e segurança dos empregos durante a pandemia. ” A médio prazo, o enfrentamento se dará por conta da profunda crise econômica, onde a taxa de desemprego deve praticamente dobrar chegando a quase 25 milhões de desempregados e desempregadas, índice divulgado pelo DIEESE e FGV.  E a longo prazo a luta continua, mas se torna mais pesada já que é preciso encarar um governo autoritário, neofascista e extremamente liberal com seus programas de privatização. A defesa do Sistema Petrobrás, da Soberania Nacional, da Democracia e do Emprego será cada vez mais necessária e esse será o grande desafio que a Federação e a categoria petroleira terão que enfrentar. É inclusive o tema que será discutido no Congresso Nacional da FUP que acontecerá em julho próximo.

Deyvid reitera que é fundamental ampliar e obter o apoio de outras categorias e da sociedade brasileira que ajudou na criação da Petrobras, e que por isso é uma empresa patrimônio do povo brasileiro. “A luta não é só nossa, precisamos de aliados contra a privatização. ” Já que mudanças bruscas no mundo do trabalho geraram uma nova forma de organização e atuação do movimento sindical petroleiro, brasileiro e mundial, é necessário encontrar caminhos e formas de combater as falsas ideias dominantes e assim se posicionar na trincheira de luta contra os reais interesses das classes dominantes. Deyvid conta com o apoio de toda a direção da FUP e dos diretores dos 13 sindicatos filiados à FUP, assim como das assessorias e funcionários da federação.

Sobre a trajetória de Deyvid Bacelar

Nascido na segunda maior cidade da Bahia – Feira de Santana – Deyvid Bacelar assume mais um desafio em sua vida pessoal e de militante do movimento sindical petroleiro. Juventude, experiência e compromisso com os legítimos interesses da categoria são seus melhores atributos e que ajudaram a conquistar a confiança dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil. Deyvid Bacelar é Técnico de Segurança na RLAM, onde ingressou por concurso na Petrobrás em 2006. Técnico em Segurança do Trabalho pelo CETEB. Graduado em Administração pela UEFS, com especializações em SMS no IFBA e em Gestão de Pessoas na UFBA, desde o início se destacou nas lutas sindicais e comunitárias.

Eleito Diretor de Assuntos Institucionais e Jurídicos da FUP (gestão 2017-2020) e Coordenador Geral do Sindipetro Bahia (gestão 2017 -2020), Deyvid representa a CUT/CNQ/FUP na Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz), também foi representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás e durante o seu mandato em (2015-2016) fez diferença dentro do CA, dando voz e vez aos petroleiros e petroleiras de todo país.

Também foi eleito Coordenador Geral do Sindipetro Bahia (gestão 2014 -2017), Diretor de SMS do Sindipetro (gestão 2011-2014) e exerceu mandato de Diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia (gestão 2008-2011). Em Feira de Santana, foi Presidente da Associação de Moradores Morada das Árvores (gestões 2014-2015/2016-2017), onde emprestou sua experiência de forma voluntária nas ações comunitárias da entidade.

 

 

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Sábado (23) os petroleiros realizaram duas entregas de doações como parte da Campanha Solidária. Pela manhã estiveram em São Mateus do Sul (leia AQUI), depois fecharam agenda em Araucária na Associação de Moradores do Jardim Alvorada. 

O objetivo da entidade é ajudar comunidades localizadas no entorno das unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. A participação de cada trabalhador é essencial para ajudar entidades filantrópicas e pessoas que mais precisam via ABCP. 

Dirigente do Sindipetro PR e SC Alex Guilherme convoca os trabalhadores: 

Campanha; 

Participe => Solidariedade Petroleira: multiplique essa ideia 

Veja também=> Campanha do Agasalho dos Petroleiros: Doe empatia e ajude o próximo 

Aos interessados em multiplicar essa ideia, seguem os dados bancários da Associação: 

:: Banco do Brasil 

Agência: 5044-X 

Conta Corrente: 371-9 

CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF) 

 Agência: 0369 

 Conta Corrente: 00005048-4 

 CNPJ 80.043.045/0001-82 

*A Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina informa ainda que vai apresentar prestação de contas à categoria, periodicamente, enquanto durar a campanha.

[Via Sindipetro-PR/SC]

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Em apenas um mês de campanha, ação solidária coordenada por trabalhadores da Petrobras já distribuiu 577 cestas de produtos orgânicos, totalizando mais de 2,5 toneladas de alimentos produzidos através da agroecologia em assentamentos e acampamentos do MST.

Nessa segunda-feira, dia 11, foram distribuídas 150 cestas em 9 organizações espalhadas pela cidade de Campinas. A região que mais recebeu foi a dos bairros Monte Cristo, Oziel e Gleba, onde se encontram a CUFA (Central Única das Favelas), o Quilombo Urbano e a sede da Associação da ex-ocupação Joana D’Arc.

Pela proximidade com o dia das mães, também foram incluídos nessa semana kits com produtos de higiene feminina. Pessoas que trabalham com famílias carentes relatam que esse tipo de produto raramente tem doação. Professoras relatam que alunas chegam a faltar da escola por não terem de absorvente.

A comunidade da EMEF Pr. Emílio Miotti também tem feito trabalho de levantar as famílias que enfrentam mais necessidades nesse período e distribuir as cestas recebidas.

A ação está sendo coordenada pela Sindicato dos Petroleiros e quem quiser doar pode fazer por cartão, boleto, transferência bancária ou pagamento recorrente através da página: https://sindipetrosp.org.br/apoie-a-luta-dos-petroleiros/ 

[Via Carta Campinas]

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O balanço divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) nessa terça-feira (5/5) indicou 806 trabalhadores próprios e terceirizados da Petrobrás contaminados pela covid-19 (eram 510 na semana passada) e 1.642 casos suspeitos. Seis mortes pela doença chegaram ao conhecimento da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos, mas não são confirmadas pela gestão da empresa.

Somente na Bacia de Campos, segundo dados repassados pela Petrobrás ao Sindipetro-NF, há 112 casos confirmados de covid-19 e 101 suspeitos. Além do terminal terrestre de Cabiúnas, há contaminados e casos suspeitos nas plataformas PCE-1, PNA-1, PNA-2, P-09, P-12, P-18, P-20, P-26, P-31, P-33, P-35, P-37, P-40, P-43, P-48, P-50, P-51, P-52, P-54, P-61, P-62, P-63 e FPSO Cidade de Niterói. Das 44 unidades de produção de Campos, 23 têm casos confirmados ou suspeitos. As situações mais graves foram registradas até agora na P-26 (37 confirmados e 17 com suspeita) e na P-33 (36 confirmados e 15 com suspeita).

Esses números altos – e que provavelmente estão subnotificados – comprovam o total descaso da diretoria da Petrobrás com seus trabalhadores. Fato que vem sendo sistematicamente denunciado pela FUP e seus sindicatos ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e motivando ações na Justiça do Trabalho contra a empresa que questionam mudanças de turno, fornecimento de máscaras inapropriadas e testagem falha e insuficiente dos trabalhadores.

Exercendo uma atividade essencial à população brasileira, que garante a produção e o abastecimento de petróleo, gás natural e combustíveis, os petroleiros vêm fazendo o seu trabalho. E desde o início da pandemia a FUP e seus 13 sindicatos filiados vêm alertando a gestão da Petrobrás sobre o alto risco de contaminação pelo novo coronavírus, sobretudo na área operacional.

“Reivindicamos a participação de representantes dos trabalhadores no comitê de combate à doença criado pela empresa. Sugerimos a implantação imediata de testes nos petroleiros, principalmente nos que trabalham embarcados. Sugerimos a interrupção da produção por um período de 15 dias, dado os estoques altos da Petrobrás, para evitar a disseminação da doença. Sugerimos medidas de controle e higienização nos transportes terrestres e aéreos. Sugerimos que a empresa mantivesse em casa trabalhadores dos grupos de risco. Nada disso foi atendido pela diretoria da Petrobrás”, lembra o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

A FUP e seus sindicatos ainda cobram da Petrobrás a emissão de Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs) para trabalhadores contaminados pela covid-19. A emissão já fora recomendada pela Operação Ouro Negro – que reúne MPT, Anvisa, ANP, Ibama e Ministério da Economia – em 18 de março, e posteriormente tornada obrigatória por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, a empresa não cumpriu a determinação. “Ou seja, a gestão da Petrobrás também vem ignorando determinação dos órgãos de fiscalização, como a Anvisa, e do Poder Judiciário”, reforça Rangel.

Tomando medidas atropeladas desde o início da crise, a gestão da Petrobrás alterou turnos e exigiu que petroleiros ficassem em hotéis por sete dias antes do embarque para plataformas, longe de suas famílias e sem o menor controle de entrada e saída desses locais. E somente há uma semana começou a testar os petroleiros antes do embarque, após diversos casos de contaminação por covid-19 em plataformas. Mas, no desembarque, nem todos os trabalhadores estão sendo testados. Quanto aos terceirizados, a situação é ainda pior, já que a diretoria da empresa não assume qualquer responsabilidade sobre sua gestão.

Por isso, a FUP e seus 13 sindicatos reiteram a ameaça de greve sanitária nas instalações da Petrobrás. No momento em que o país está entrando no período mais grave e crítico da doença e, portanto, mais precisa das atividades essenciais, como a dos petroleiros, a irresponsabilidade da gestão da Petrobrás com seus trabalhadores pode comprometer a continuidade das operações da empresa e afetar a população brasileira.

[FUP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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