Sábado (23) os petroleiros realizaram duas entregas de doações como parte da Campanha Solidária. Pela manhã estiveram em São Mateus do Sul (leia AQUI), depois fecharam agenda em Araucária na Associação de Moradores do Jardim Alvorada. 

O objetivo da entidade é ajudar comunidades localizadas no entorno das unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. A participação de cada trabalhador é essencial para ajudar entidades filantrópicas e pessoas que mais precisam via ABCP. 

Dirigente do Sindipetro PR e SC Alex Guilherme convoca os trabalhadores: 

Campanha; 

Participe => Solidariedade Petroleira: multiplique essa ideia 

Veja também=> Campanha do Agasalho dos Petroleiros: Doe empatia e ajude o próximo 

Aos interessados em multiplicar essa ideia, seguem os dados bancários da Associação: 

:: Banco do Brasil 

Agência: 5044-X 

Conta Corrente: 371-9 

CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF) 

 Agência: 0369 

 Conta Corrente: 00005048-4 

 CNPJ 80.043.045/0001-82 

*A Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina informa ainda que vai apresentar prestação de contas à categoria, periodicamente, enquanto durar a campanha.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em apenas um mês de campanha, ação solidária coordenada por trabalhadores da Petrobras já distribuiu 577 cestas de produtos orgânicos, totalizando mais de 2,5 toneladas de alimentos produzidos através da agroecologia em assentamentos e acampamentos do MST.

Nessa segunda-feira, dia 11, foram distribuídas 150 cestas em 9 organizações espalhadas pela cidade de Campinas. A região que mais recebeu foi a dos bairros Monte Cristo, Oziel e Gleba, onde se encontram a CUFA (Central Única das Favelas), o Quilombo Urbano e a sede da Associação da ex-ocupação Joana D’Arc.

Pela proximidade com o dia das mães, também foram incluídos nessa semana kits com produtos de higiene feminina. Pessoas que trabalham com famílias carentes relatam que esse tipo de produto raramente tem doação. Professoras relatam que alunas chegam a faltar da escola por não terem de absorvente.

A comunidade da EMEF Pr. Emílio Miotti também tem feito trabalho de levantar as famílias que enfrentam mais necessidades nesse período e distribuir as cestas recebidas.

A ação está sendo coordenada pela Sindicato dos Petroleiros e quem quiser doar pode fazer por cartão, boleto, transferência bancária ou pagamento recorrente através da página: https://sindipetrosp.org.br/apoie-a-luta-dos-petroleiros/ 

[Via Carta Campinas]

Publicado em Movimentos Sociais

O balanço divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) nessa terça-feira (5/5) indicou 806 trabalhadores próprios e terceirizados da Petrobrás contaminados pela covid-19 (eram 510 na semana passada) e 1.642 casos suspeitos. Seis mortes pela doença chegaram ao conhecimento da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos, mas não são confirmadas pela gestão da empresa.

Somente na Bacia de Campos, segundo dados repassados pela Petrobrás ao Sindipetro-NF, há 112 casos confirmados de covid-19 e 101 suspeitos. Além do terminal terrestre de Cabiúnas, há contaminados e casos suspeitos nas plataformas PCE-1, PNA-1, PNA-2, P-09, P-12, P-18, P-20, P-26, P-31, P-33, P-35, P-37, P-40, P-43, P-48, P-50, P-51, P-52, P-54, P-61, P-62, P-63 e FPSO Cidade de Niterói. Das 44 unidades de produção de Campos, 23 têm casos confirmados ou suspeitos. As situações mais graves foram registradas até agora na P-26 (37 confirmados e 17 com suspeita) e na P-33 (36 confirmados e 15 com suspeita).

Esses números altos – e que provavelmente estão subnotificados – comprovam o total descaso da diretoria da Petrobrás com seus trabalhadores. Fato que vem sendo sistematicamente denunciado pela FUP e seus sindicatos ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e motivando ações na Justiça do Trabalho contra a empresa que questionam mudanças de turno, fornecimento de máscaras inapropriadas e testagem falha e insuficiente dos trabalhadores.

Exercendo uma atividade essencial à população brasileira, que garante a produção e o abastecimento de petróleo, gás natural e combustíveis, os petroleiros vêm fazendo o seu trabalho. E desde o início da pandemia a FUP e seus 13 sindicatos filiados vêm alertando a gestão da Petrobrás sobre o alto risco de contaminação pelo novo coronavírus, sobretudo na área operacional.

“Reivindicamos a participação de representantes dos trabalhadores no comitê de combate à doença criado pela empresa. Sugerimos a implantação imediata de testes nos petroleiros, principalmente nos que trabalham embarcados. Sugerimos a interrupção da produção por um período de 15 dias, dado os estoques altos da Petrobrás, para evitar a disseminação da doença. Sugerimos medidas de controle e higienização nos transportes terrestres e aéreos. Sugerimos que a empresa mantivesse em casa trabalhadores dos grupos de risco. Nada disso foi atendido pela diretoria da Petrobrás”, lembra o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

A FUP e seus sindicatos ainda cobram da Petrobrás a emissão de Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs) para trabalhadores contaminados pela covid-19. A emissão já fora recomendada pela Operação Ouro Negro – que reúne MPT, Anvisa, ANP, Ibama e Ministério da Economia – em 18 de março, e posteriormente tornada obrigatória por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Entretanto, a empresa não cumpriu a determinação. “Ou seja, a gestão da Petrobrás também vem ignorando determinação dos órgãos de fiscalização, como a Anvisa, e do Poder Judiciário”, reforça Rangel.

Tomando medidas atropeladas desde o início da crise, a gestão da Petrobrás alterou turnos e exigiu que petroleiros ficassem em hotéis por sete dias antes do embarque para plataformas, longe de suas famílias e sem o menor controle de entrada e saída desses locais. E somente há uma semana começou a testar os petroleiros antes do embarque, após diversos casos de contaminação por covid-19 em plataformas. Mas, no desembarque, nem todos os trabalhadores estão sendo testados. Quanto aos terceirizados, a situação é ainda pior, já que a diretoria da empresa não assume qualquer responsabilidade sobre sua gestão.

Por isso, a FUP e seus 13 sindicatos reiteram a ameaça de greve sanitária nas instalações da Petrobrás. No momento em que o país está entrando no período mais grave e crítico da doença e, portanto, mais precisa das atividades essenciais, como a dos petroleiros, a irresponsabilidade da gestão da Petrobrás com seus trabalhadores pode comprometer a continuidade das operações da empresa e afetar a população brasileira.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF encaminhou para as empresas do setor privado um ofício, sugerindo ações a serem tomadas durante o tempo de pandemia do COVID-19 e com pedidos do Médico do Trabalho, Dr. Ricardo Garcia Duarte, aos médicos que coordenam os Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) para melhor acompanhamento pelo sindicato.

Tetra, Champion Technologies, Cetco, Falcão Bauer, Franks, Baker GE, Halliburton, Schlumberger, Superior, Expro e Oiltanking  foram as empresas que receberam ofício do sindicato.

O médico do trabalho solicitou o PCMSO e dos relatórios dos últimos dois anos, atualizados em função da Pandemia pelo COVID-19 e das repercussões da relação trabalho, saúde e doença dos empregados que embarcam ou que estejam em trabalho de turno durante a pandemia.  Além desses documentos, o médico pediu os resultados de exames clínicos e laboratoriais realizados no âmbito do PMCSO mais o setor, local de trabalho atividade profissional e cargo desses trabalhadores.

No documento o sindicato alerta também sobre a necessidade de registrar através das CATs os casos existentes de COVID-19, encaminhando uma cópia ao sindicato, e pelas Fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN do Sistema Único de Saúde-SUS, que servem para a notificação obrigatória dos casos suspeitos e/ou confirmados de Covid-19, assim como para as questões decorrentes do trabalho.

A aplicação de testes diagnósticos (RT- PCR) em massa e com frequente e testagem para todos os trabalhadores é sugerido pelo Sindipetro-NF.  A testagem deve ser realizada enquanto existir a necessidade de isolamento social e durante todo período de embarque e de trabalhos em terra, com a finalidade de rastreamento dos portadores do COVID-19 (inclusive os assintomáticos).

Com isso o sindicato quer preservar a vida, promover a saúde e prevenir acidentes ou doenças, além de tentar reduzir a disseminação do vírus entre a categoria petroleira.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Setor Privado

Enquanto os casos de Covid-19 explodem no Sistema Petrobrás, principalmente nas unidades com trabalhadores confinados, como é o caso das plataformas, a gestão da empresa continua negando informações e esclarecimentos aos sindicatos. A falta de transparência não é só em relação aos números de trabalhadores contaminados ou com sintomas da doença, mas também no que diz respeito às ações de gestão para garantir a segurança dos efetivos, próprios e terceirizados. 

A tática da atual gestão é se fazer de surda em relação às reivindicações da categoria, negando qualquer diálogo com as entidades sindicais. Nesta sexta-feira, 24, a FUP participa da quarta reunião virtual, convocada pelo RH da Petrobrás para que o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), que monitora o avanço da Covid-19 na empresa, dê informes aos sindicatos. 

“Desde a criação dos EOR´s, a FUP e os sindicatos vêm cobrando participação nos grupos, apresentamos propostas e, desde então, tentamos construir uma política consistente e representativa de atuação”, ressalta o diretor da FUP, Fernando Maia. 

Mas, a Petrobrás negou qualquer forma de interlocução para as entidades sindicais. Nas reuniões anteriores, não foi garantido espaço negocial para a FUP. Os gestores da empresa apenas relataram fatos consumados e, na maioria das situações, sequer responderam aos questionamentos feitos pelos trabalhadores. Veja abaixo os pontos apresentados pela FUP nas reuniões anteriores e que não foram respondidos pela empresa. 

Enquanto isso, a subnotificação dos casos de Covid-19 entre os trabalhadores próprios e terceirizados no Sistema Petrobrás aumenta a cada semana. Os petroleiros não estão sendo devidamente testados, como a FUP e os sindicatos cobram desde o início da pandemia. Na contramão da responsabilidade social, a empresa continua ignorando as condições precárias de trabalho dos terceirizados, cuja exposição à contaminação pelo coronavírus é ainda maior. 

Na reunião desta sexta, a FUP novamente buscará uma interlocução com a gestão da Petrobrás, tentando garantir condições seguras para os trabalhadores que estão em atividade nas unidades durante a pandemia e estrutura para os que estão em home office nesse período de quarentena.  

As entidades sindicais também cobrarão da empresa providências em relação a gestores que estão descumprindo o Acordo de Trabalho, prejudicando trabalhadoras lactantes e grávidas e até reduzindo salários de trabalhadores que estavam afastados por motivos de saúde ou dispensas legais antes da pandemia. 

Questionamentos que a Petrobrás precisa responder 

Que critérios a gestão da Petrobrás está adotando para o retorno dos trabalhadores que foram infectados? Se a empresa só está testando os que apresentam sintomas, que garantias os demais trabalhadores terão de que não foram infectados e nem estão contaminando os demais empregados? 

A Petrobrás irá testar todos os trabalhadores, próprios e terceirizados, como cobram a FUP e seus sindicatos desde o início da pandemia? 

No caso das trabalhadoras lactantes de turno, a empresa, além de suprimir os adicionais do turno, está alterando o THM destas trabalhadoras lactantes, de 168 para 200. Qual o procedimento da Petrobras em relação às empregadas grávidas de áreas insalubres que foram deslocadas para o trabalho administrativo? 

Como fica a situação dos trabalhadores afastados antes do início da pandemia e que tiveram seus salários reduzidos? 

No Polo de Guamaré (RN), a Petrobrás está descumprindo a CLT e seus padrões internos. Sob a argumentação de uma equipe ter trabalhar 21 dias seguidos à noite, a empresa promoveu a inversão dos turnos e está provocando uma discrepância no intervalo interjornada de 5,5 horas. 

A Petrobrás também precisa responder o que fará em relação aos pontos que a FUP levantou nas reuniões anteriores

Reunião do dia 16 de abril: 

Riscos de contaminação: na Refap, os trabalhadores terceirizados estão sendo transportados em ônibus e vans lotados. A empresa não está afastando quem teve contato com infectados, só quem apresenta sintomas da Covid-19. Na Reduc, não há desinfecção dos locais onde atuaram os trabalhadores contaminados, não estão fazendo aferição de temperatura e o afastamento do trabalhador que apresente sintomas só ocorre por três dias. 

Subnotificação de trabalhadores contaminados ou com suspeita: a decisão da gestão de retirar adicionais dos trabalhadores de regimes especiais está gerando uma grande subnotificação de casos de Covid-19 entre os petroleiros de áreas operacionais, aumentando, exponencialmente, os riscos de contaminação. Com medo de perder a remuneração, os trabalhadores não estão comunicando o contato com possíveis contaminados e a apresentação de sintomas. 

Grupos de risco:  a Petrobrás não informou como proceder nos casos de afastamento de trabalhadores que estejam em grupos de risco de contaminação do novo coronavírus. O trabalhador e o sindicato serão oficiados? Quais doenças se enquadram? Qual o protocolo para colocar o trabalhador em isolamento ou não? 

Sobre o trabalho remoto, em casa: a FUP voltou a reiterar que nem todos os trabalhadores têm estrutura adequada (computador, acesso à internet, etc), o que piorou com a redução de salário feita pela empresa. A MP 927 destaca que toda a estrutura de home office deve ser garantida e mantida pela empresa. No entanto, tem gerente geral afirmando que os trabalhadores teriam que prover recursos para realizar o trabalho remoto. 

Quais os critérios de remuneração dos trabalhadores de plataformas durante o pré-embarque, quando permaneceram isolados em hotel? A informação que chegou aos sindicatos é de que os trabalhadores foram remunerados nos 7 dias como de regime administrativo e sem direito a hora extra, o que contraria informe da própria Petrobras para a categoria. 

Sobre as brigadas de emergência nas refinarias: com as paradas das unidades, as brigadas tiveram o efetivo bastante reduzido, o está gerando muita insegurança e dificuldade em garantir o número mínimo de brigadistas para atender aos acidentes ampliados.  

Reunião do dia 08 de abril: 

No Polo de Guamaré, foi denunciada a superlotação nos alojamentos, tanto de trabalhadores próprios, quanto de terceirizados. Locais onde normalmente eram mantidos dois trabalhadores, agora estão com quatro, sem material suficiente (toalhas, roupas de camas, material de higiene, etc), e sem ter a quem recorrer, já que os gerentes estão fora das unidades, em isolamento social. 

Relatos recebidos de que há trabalhadores de grupos de risco embarcando e trabalhando em refinarias normalmente. 

Redução das equipes de manutenção ao máximo, para atender exclusivamente necessidades emergenciais, com preservação dos empregos e remuneração de todos os trabalhadores, inclusive dos terceirizados, que são os mais expostos aos riscos de contaminação. 

Denúncias sobre a situação no Terminal de Coari, onde não há profissional de saúde na região de Juaruma, deixando os trabalhadores 15 dias sem atendimento, em plena pandemia, sendo que na base do terminal, em Coari, só há uma técnica de enfermagem. 

Posicionamento sobre a reivindicação da FUP de retorno da cobrança da AMS dos aposentados e pensionistas, através de descontos em contracheque e não em boletos bancários, como impôs a empresa, à revelia dos sindicatos, em plena pandemia. 

Posicionamento sobre a manutenção de CIPISTAS nas unidades. Na Bacia de Campos, por exemplo, grupos embarcados nas plataformas P-63 e P-61 não contam com CIPISTAS a bordo. 

Se posicionar sobre a falta de diálogo dos coordenadores locais do EOR. No Polo de Guamaré (RN), por exemplo, o coordenador afirmou não se reportar às gerências locais. 

Os petroleiros, portanto, querem saber: a Petrobrás responderá a pauta da FUP?

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF doou 700 cestas básicas em comunidades carentes de Campos e Macaé. A intenção é dar apoio aos mais necessitados nesse momento de pandemia do COVID-19, agindo localmente. Muitos trabalhadores foram demitidos e outros informais não estão podendo ir às ruas fazer o seu ganha pão diário, por isso a diretoria do Sindipetro-NF decidiu ajudar.

“Nesse momento tão crítico para nossa sociedade, a solidariedade da categoria petroleira se faz necessária, principalmente nas cidades onde atuamos e vemos a fome bater na porta das pessoas” – explicou o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

O Sindipetro-NF procurou igrejas, diversas entidades filantrópicas e os movimentos sociais, entre eles o MST e o MAB, para garantir uma distribuição direcionada a quem realmente necessita. Também realizou uma distribuição direta para famílias carentes da localidade de Donana em Campos dos Goytacazes.

Quem tem fome, tem pressa!

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Cidadania

Em 05 de julho de 1983, os petroleiros da Refinaria de Paulínia (Replan/SP) iniciaram uma das mais importantes greves da categoria, que logo em seguida teve a adesão dos trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA). Foram sete dias de enfretamento, em um movimento essencialmente político contra a ditadura, cujo estopim foi um decreto do general João Batista Figueiredo, para cortar direitos dos trabalhadores de estatais e reduzir efetivos.

Os militares ocuparam as refinarias, fizeram intervenções nos sindicatos, cassaram seus dirigentes e demitiram 358 petroleiros. Dez dias depois, em 21 de julho de 1983, cerca de três milhões de trabalhadores das mais diversas categorias cruzaram os braços na primeira greve geral da ditadura militar.

Em agosto do mesmo ano, a CUT foi fundada, tendo como principais eixos de luta o fim da ditadura, a revogação da Lei de Segurança Nacional e a garantia de liberdade e autonomia sindical.  

434 mortos e desaparecidos

Em 2012, o governo Dilma Rousseff instalou a Comissão Nacional da Verdade (CNV), que durante dois anos e meio recolheu depoimentos e levantou uma série de dados sobre os crimes da ditadura.

As investigações resultaram em um relatório com mais de quatro mil páginas, onde foram listados 434 mortos e desaparecidos, bem como as circunstâncias e autoria dos crimes.

A Comissão responsabilizou 377 pessoas pelas mortes, torturas e demais violações aos direitos humanos, entre eles agentes das Forças Armadas, empresários e ex-ditadores.

“Um golpe de classe”

Além de assassinatos e torturas, a ditadura militar violou direitos dos trabalhadores, arrochou os salários, acabou com a estabilidade no emprego e impôs uma lei antigreve.

“Os trabalhadores foram o objeto principal do golpe, que foi um golpe de classe. Um golpe contra uma ‘República Sindical´. Não era a questão comunista a principal, mas dar um golpe contra a causa dos trabalhadores. Isso tinha muito a ver com o Estado que eles queriam construir naquele momento. A repressão se abateu, principalmente, sobre a classe trabalhadora”, afirmou a jurista Rosa Cardoso, que coordenou a Comissão da Verdade.

Caixa dois dos empresários financiou o golpe e a repressão

A Comissão da Verdade comprovou a participação de diversos empresários no golpe de 1964 e na sustentação da ditadura militar.

O Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) foram os instrumentos de financiamento utilizados por eles.

Em depoimento à Comissão, Paulo Egydio Martins, governador “biônico” de São Paulo entre 1975 e 1979, afirmou que os empresários usavam dinheiro de caixa dois nas doações que faziam a estes institutos.

Alguns empresários participavam diretamente do esquema, subsidiando a estrutura de repressão da ditadura.

O mais famoso deles, Henning Boilesen, do grupo Ultra, que controlava a Ultragaz, ajudou pessoalmente os militares a importar instrumentos de tortura. Um dos aparatos chegou a ser batizado com o nome do empresário, que também assistiu sessões de tortura no DOI-CODI de São Paulo.

SNI tinha uma divisão dentro da Petrobrás

Durante a ditadura, as estatais foram comandadas por militares de alta patente, que implantaram nas empresas uma extensão do Serviço Nacional de Informações (SNI) para investigar os trabalhadores.

Na Petrobrás, o trabalho ficou a cargo da Divisão de Informações (DIVIN), responsável por identificar a “orientação política e social” dos petroleiros.

Em maio de 2013, a direção da empresa transferiu para o Arquivo Nacional uma série de documentos produzidos pelo DIVIN. O acervo reúne 426 rolos de microfilmes, com 131.277 fichas de controle dos trabalhadores que foram investigados pela ditadura.

Sindicatos à frente da redemocratização

Em maio de 1978, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, a greve dos metalúrgicos da Scania, em São Bernardo do Campo, contestou a ditadura, iniciando uma série de revoltas operárias no ABC paulista.

O estádio de Vila Euclides foi palco e símbolo desse movimento, que iniciou o processo de redemocratização no país. Foi lá que Lula conduziu, em 13 de março de 1979, uma assembleia histórica, com 80 mil metalúrgicos.

Paralisações pipocaram por todo o país, desafiando a lei antigreve.

Em 1981, apesar da proibição dos generais, mais de cinco mil trabalhadores se reuniram em Praia Grande, no litoral paulista, para a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que aprovou a construção da CUT.

Criada em 1983, a central foi fundamental nas mobilizações pela redemocratização, que desencadearam o movimento Diretas Já e a retomada das eleições para presidente da República.

> Entenda a importância da greve dos petroleiros em 1983: 

[FUP] 

 

Publicado em Trabalho

Um trabalhador da empresa Halliburton que prestava serviço na Braserv (SPT-108) foi diagnosticado com Covid-19. Na segunda-feira (23), ele teve um mal estar durante o trabalho, apresentando febre, dores no corpo e tosse.

O trabalhador foi afastado e os outros membros da equipe que tiveram contato com ele, inclusive convivendo dentro do alojamento, foram colocados em isolamento.

A informação que chegou ao Sindipetro é que o trabalhador teria vindo do Rio de Janeiro para prestar serviços na sonda 108, na Bahia. Esse fluxo de trabalhadores entre estados é muito comum nessa área, o que aumenta ainda mais o risco de contrair o vírus e dificulta o combate à pandemia.

O caso desse trabalhador que testou positivo para o Covid-19 (coronavírus) e conviveu em ambiente fechado com outros trabalhadores antes de apresentar os sintomas da doença, reforça o que o Sindipetro vem alertando desde quando o Covid-19 foi considerado uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Não é possível continuar trabalhando com grande quantidade de funcionários nas áreas, unidades e sondas. Afinal, o vírus se propaga de forma veloz, e é de fácil contágio.

No caso das sondas, o Sindipetro já havia solicitado à gerência da CPT, tanto a local como a geral, que fica no Rio Grande do Norte, que as atividades fossem totalmente paralisadas por pelo menos 15 dias sem prejuízo dos salários ou empregos dos trabalhadores ou que pudessem serem atendidas apenas demandas pontuais e emergenciais.

A proposta do Sindipetro era que a Petrobrás arcasse com parte desse custo. Mas a gerência da CPT conversou com as empresas e, infelizmente, decidiu manter as atividades.

O Sindipetro conversou também com as gerências das empresas de sondagem como Braserv, Perbras, EBS e Conterp, assim como com as gerências daquelas que prestam serviço nas sondas a exemplo da Halliburton, Schlumberger, Baker e outras.

O diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, explica que ”essas empresas dependem da Petrobrás para parar as atividades, elas não têm autonomia, mesmo que uma ou outra queira fazer isso, mas lamentavelmente a Petrobrás insiste na continuidade do funcionamento dessas sondas, mesmo sendo uma atividade indireta”.

Ele ressalta ainda a posição diferente e responsável tomada pela UO-BA, que diminuiu a atividade em suas unidades, reduzindo em torno de 60% a presença de terceirizados nas áreas operacionais, para diminuir o risco de contaminação desses trabalhadores.

O Sindipetro apresentou sugestões às empresas para que coloquem em prática medidas paliativas de segurança para diminuir o risco e dar maior sensação de segurança aos trabalhadores. Veja algumas delas:

– Higienização permanente e intensa dos transportes
– Higienização dos transportes de cargas e carros das empresas
– Disponibilização de álcool gel nos carros, nas sondas, nos ônibus, ao lado do relógio de ponto, nos escritórios
– Banheiros limpos com sabonete, água, papel toalha
– Uso de máscara quando for o caso
– Higienização dos locais de trabalho com freqüência e com intensidade
– Higienização dos alojamentos
– Higienização de computadores, celulares
– Monitoramento das condições dos trabalhadores para identificar aqueles que podem estar apresentando algum sintoma e serem isolados de imediato.
-Retirada do local de trabalho daqueles funcionários que fazem parte do grupo de risco, como os que têm 60 anos ou mais, ou tenham doenças pré-existentes.
– Carros circulando com janelas abertas, com ar condicionado desligado
– Diminuição do ritmo de trabalho, com a paralisação diária das atividades, por tempo determinado, para que os trabalhadores possam relaxar, evitando assim acidentes de trabalho.
– Contratação de pessoas especificas para fazer a higienização dos ambientes e objetos, lembrando que limpeza e higienização são duas coisas diferentes.

O Sindipetro vai continuar acompanhando e dialogando com a Petrobrás e todas as empresas do setor petróleo para garantir a segurança dos Trabalhadores. “ Estamos vivendo um momento completamente atípico e consequentemente precisamos modificar os nossos procedimentos. As empresas precisam fazer a sua parte e o trabalhador também, sendo rigorosos no cumprimento dos requisitos de segurança como prevenção ao coronavírus”, finaliza, Radiovaldo

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta quinta-feira (26), a Petrobrás anunciou uma série de medidas para “reforçar a resiliência” em relação aos impactos econômicos causados pela pandemia do covid-19. Diminuição da produção, hibernação de plataformas em águas rasas, postergação dos dividendos aos acionistas e adiamento do pagamento do Programa por Performance são algumas delas.


> Leia aqui o editorial da FUP sobre as medidas anunciadas pela Petrobras


Entretanto, seguindo a linha que vinha adotando desde a chegada do coronavírus ao Brasil, a estatal continuou penalizando os trabalhadores pela crise. A partir da Medida Provisória nº 927, recém editada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a Petrobrás anunciou a suspensão dos pagamentos de horas-extras, férias e do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

De acordo com o diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado), Gustavo Marsaioli, os trabalhadores serão penalizados terem suas jornadas estendidas e serem obrigados a se submeterem aos riscos de contágio do vírus.

“As medidas da empresa vão na direção do atual governo, que não faz nenhuma proposta que proteja os trabalhadores, faz grande confusão ao anunciar ações e voltar atrás de acordo com sua repercussão, e não esconde sua preferência em proteger aqueles que menos precisam em detrimento de toda a população”, compara Marsaioli.

Antes disso, a empresa já havia aumentado, de forma unilateral, o turno de 8 para 12 horas nas unidades terrestres. Além disso, modificou a jornada dos petroleiros das plataformas marítimas, que agora são obrigados a ficar em quarentena de sete dias em hotéis antes de embarcarem para os 21 dias de trabalho. Com isso, seus dias de folga caíram de 21 para 14 dias.

Cortes na produção

Desde o início do ano, o coronavírus causou uma contração drástica na demanda mundial por petróleo, o que ocasionou uma diminuição de 60% no preço do barril Brent no acumulado deste ano – de U$S 60 para U$S 25.

Por isso, a Petrobrás anunciou que a hibernação das plataformas em águas rasas, com custo de extração do barril mais elevado. De acordo com a estatal, com a queda nos preços essas plataformas passaram a ter fluxo de caixa negativo. Juntas, elas são responsáveis pela produção de 23 mil barris por dia (bpd).

No total, a direção anunciou que reduzirá um total de 100 mil bpd na sua produção de óleo até o final deste mês, “em função da sobreoferta deste produto no mercado externo e pela redução da demanda mundial de petróleo causada pelo efeito do COVID-19”.

Em 2019, a Petrobrás registrou uma média recorde de produção de petróleo e gás. Em média, foram produzidos 2,77 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Suspensão dos salários

Após anunciar que pretende quadruplicar o teto dos bônus aos seus acionistas, na última sexta-feira (20), a estatal aponta a postergação do pagamento de 30% da remuneração mensal total do presidente, diretores, gerentes executivos e gerentes gerais.

Com a instauração do Prêmio por Performance (PPP), em abril do ano passado, o presidente da companhia, atualmente Roberto Castello Branco, pode ganhar até 13 vezes o seu salário mensal em bônus no final do ano.

[Via Sindipetro Unificado SP / Por: Guilherme Weimann]

Publicado em Sistema Petrobrás

Após cruzarem os braços por 20 dias e arrancarem o compromisso de negociar com a Petrobrás o cancelamento da venda da Fábrica de Fertilizantes do Paraná (Fafen) e a demissão de mil trabalhadores, petroleiros de todo o país seguem em assembleias definindo pela suspensão provisória do movimento.

Ao menos até esta sexta-feira (21), quando a Comissão Permanente de negociação da Federação Única dos Petroleiros (FUP) sentará para dialogar no Tribunal Superior de Trabalho (TST) com representantes do Ministério Púbico.

Renira sente na pele e no bolso os efeitos da política da Petrobrás voltada ao mercado externo

Em São Paulo, na Avenida Paulista, a greve dá mostras de que foi capaz de unir movimentos de diversas trincheiras em defesa da democracia, do emprego e do patrimônio nacional, em um ato organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Aos 77 anos, Davina da Silva, vestida com um colete laranja da Petrobrás e um botom no peito com a imagem de Carlos Marighella, aponta que espera dos novos petroleiros o mesmo amor de quem já lutou pela classe trabalhadora em plena ditadura militar.

“Eu trabalhei no Edise (Edifício Sede da Petrobrás) e em São Paulo na área administrativa, uma área difícil que não faz greve, na época da ditadura, quando o sindicato ainda estava se reestruturando. E acredito que essa greve foi a maior até que a de 1995, aquela em que senti que a resistência do pessoal e a adesão foi maior, que havia maior comprometimento com a luta.Espero que essa nova geração se espelhe nos petroleiros antigos, que têm amor pela Petrobrás e que tenham a visão de que esse e um bem inegociável”, afirma.

Também uma lutadora com muitas histórias para contar, Renira do Nascimento, 54, pele negra e cabelos brancos, saiu da ocupação Nova Vitória, em Guarulhos, onde luta por moradia ao lado do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Para ela, o apoio à greve é importante porque não se trata de uma reivindicação restrita à categoria.

Davina aponta que defender a Petrobrás é defender o Brasil

a“A luta é pelo nosso país, se a gente não brigar por ele, vamos perder tudo, olha quanta coisa que estamos perdendo e não vemos. Na época do Lula, comprávamos uma TV fininha, hoje em dia, a gente não sabe se compra arroz e feijão ou gás. O Bolsonaro não está olhando para nós”, criticou.

Batalha pedagógica

A avaliação do diretor de base do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro-SP) Tiago Franco é que a greve foi vitoriosa ao mostrar, ao mesmo tempo, que há caminhos para lutar contra quer destruir os direitos trabalhistas, ao mesmo tempo em que deixou claro a tragédia que pode ser a retomada de um processo de privatização em massa.

“Por um lado, com o acampamento no Edise e as paralisações em todo o país, demos um exemplo pedagógico de como se deve lutar. E, por outro, ao colocarmos na pauta a discussão sobre a elevação do preço dos combustíveis e do gás, atrelados a nova política de reajustes adotada pela empresa a partir do golpe contra a presidenta Dilma, mostramos como é ruim a gestão da Petrobrás estar prioritariamente voltada a interesses de mercado”, analisou.

Privatização que, conforme ressalta Liciane Andrioli, do Movimento dos Atingidos por Barragens, não leve em conta, nem de longe, os interesses da maior parte dos brasileiros.

“A Petrobrás produz e refina a maior parte do petróleo no Brasil, gera muita riqueza e estão querendo colocar essa riqueza nas mãos estrangeiras. Além de levar o que é nosso para outros países, a privatização ainda prioriza o lucro em prejuízo das vidas e do respeito ao meio ambiente”, falou.

[Via Sindipetro Unificado SP | Por Guilherme Weimann e Luiz Carvalho -Fotos de Guilherme Weiman]

Publicado em Sistema Petrobrás
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