Em mais uma derrota para o consórcio Temer/Bolsonaro, foi adiada outra vez no Senado Federal a votação do PLC 78/18, da cessão onerosa do Pré-sal. A pressão dos petroleiros e o diálogo com senadores, governadores e prefeitos, mostrando os prejuízos que a aprovação da matéria implicará para estados e municípios, surtiu efeito e o governo não conseguiu aprovar o texto no plenário da Casa.

“A nossa ação é no sentido de mostrar aos senadores, governadores e prefeitos, individualmente, os cálculos da perda de receita de cada ente federativo com o leilão dos excedentes do pré-sal da cessão onerosa. Os números não mentem, temos estimativas da própria Petrobras que indicam que há cerca de 15 bilhões de barris de excedentes, que valem cerca de R$ 500 bilhões. O governo do ilegítimo e golpista Michel Temer quer vender esse excedente – bônus de assinatura - por apenas R$ 100 bilhões, valor que representa um quinto do valor líquido”, afirma Felipe Homero Pontes, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES).

Sem conseguir acordo para a votação, a equipe do futuro ministro Paulo Guedes recuou e cogita desistir do projeto de lei da cessão onerosa, que prevê mudanças na exploração desses campos no pré-sal, hoje exclusividade da Petrobras. Diante disso, a equipe de Guedes quer agora encontrar uma brecha e pedir aval do Tribunal de Contas da União - TCU para fazer o leilão apenas com a revisão do contrato entre Petrobras e União. “Assim como estamos fazendo no Congresso Nacional, a brigada petroleira estará vigilante e não permitirá essa negociação criminosa. Estamos preparados para juridicamente derrotar mais essa investida lesa à pátria daqueles que querem entregar as nossas riquezas ao capital estrangeiro”, afirmou o diretor da Federação Única dos Petroleiros - FUP, Deyvid Bacelar.

REFINO DE PETRÓLEO – Na terça feira (04), os petroleiros participaram de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a importância estratégica do refino de petróleo para o país e para a Petrobras. Com o tema “Refino de petróleo como uma questão estratégica para o país”, petroleiros, parlamentares e especialistas do setor foram unânimes em dizer que não há justificativa técnica que respalde a proposta do atual comando da Petrobras de vender quatro de suas refinarias.

Dary Beck Filho, da Federação Única dos Petroleiros (FUP), lembrou que não se justificam os argumentos da direção da Petrobras de que há necessidade de vender ativos da empresa para pagar dívidas. “Já foi demonstrado que isso não tem sentido, porque sua geração de caixa é muito grande, ela tem viabilidade financeira em nível internacional”, argumentou. Dary Filho disse temer que o Brasil e os brasileiros amarguem mais prejuízos com esse tipo de venda, assim como ocorreu no episódio de privatização da Nova Transportadora do Sudeste (NTS).
Presente na audiência, o ex-consultor da Câmara para a área de minas e energia, com foco nos temas relativos a petróleo, gás natural, biocombustíveis e recursos minerais, Paulo César Ribeiro denunciou o entreguismo do governo e da atual gestão da Petrobras. “O Brasil está na contramão do que ocorre em todo o mundo. Enquanto mundo a fora, os países detentores de petróleo fortalecem suas estatais, no Brasil, querem entregar a preço de banana às petrolíferas estrangeiras”, afirmou.

Coordenador da Frente Parlamentar em Defesa das Refinarias da Petrobras e contra a sua Privatização, o deputado Bohn Gass (PT-RS), foi um dos autores do requerimento para a audiência. O parlamentar manifestou preocupação com a falta de visão estratégica de quem está propondo a destruição de toda uma cadeia de exploração, produção, refino e distribuição de combustíveis no Brasil.

“É importante que o Brasil continue atuando estrategicamente na área do refino e não decida entregar, como planejou Michel Temer por meio de um plano de desinvestimento, o patrimônio dessas refinarias para que petrolíferas estrangeiras venham atuar no Brasil. Elas vão transformar óleo bruto em derivados, transferindo dinheiro, emprego e tecnologia para fora do País. Depois, vão nos humilhar, obrigando os brasileiros a comprar combustíveis a preços altos, revelando nossa total falta de soberania”, protestou o deputado.

Também autor do requerimento da audiência, o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) lembrou que a Petrobras é um bem público e precisa ser preservada. “As informações contribuem para orientar a opinião pública com dados concretos. O lucro da estatal superou no último trimestre o lucro de bancos e empresas importantes. Isso mostra a importância de preservar a Petrobras como um bem público, sobretudo neste momento em que o governo ataca frontalmente todas as empresas públicas brasileiras”.

Entenda o PLC 78/18 - Na prática, o projeto autoriza a Petrobras a abrir mão de 70% dos cinco bilhões de barris de petróleo da Cessão Onerosa do Pré-Sal. Ou seja, até 3,5 bilhões de barris. Além disso, o PLC também aprova a criação de leilões para os excedentes da cessão onerosa, que podem chegar a 15 bilhões de barris.

Quando aprovou a Lei 12.267/2010 – Lei da cessão onerosa, o Congresso Nacional autorizou a União a “ceder” à Petrobras o direito de produzir até 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural, no valor de R$ 173,3 bilhões, segundo estimativas da época. O objetivo da lei foi capitalizar a Petrobras para a companhia desbravar o pré-sal. Em contrapartida, a Petrobras repassaria o valor correspondente a essa quantidade de barris para a União em forma de ações preferenciais da empresa.

Novas estimativas da Petrobras indicam, no entanto, que há cerca de 15 bilhões de barris de excedentes, que valem cerca de R$ 500 bilhões. O governo do ilegítimo e golpista Michel Temer quer vender esse excedente – bônus de assinatura - por apenas R$ 100 bilhões, valor que representa um quinto do valor líquido.

De autoria do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA), o texto foi aprovado a toque de caixa pela Câmara dos Deputados Federais, no dia 20 de junho, sem qualquer debate nas comissões. No dia 7 de novembro, a brigada petroleira esteve mobilizada em Brasília contra o avanço da matéria, mas a bancada governista conseguiu aprovar um Requerimento de Urgência ao PLC, fazendo com que a matéria não seja apreciada por nenhuma comissão de mérito do Senado, a exemplo do que já ocorreu na Câmara dos Deputados.

Desde então, a brigada petroleira tem se mobilizado, semana após semana, para impedir a votação da matéria.

Publicado em Petróleo

Cerca de 300 petroleiros de várias regiões do Brasil já estão em Brasília para o grande ato nacional em defesa do direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sua candidatura à Presidência do país registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os petroleiros se juntam a milhares de trabalhadores, militantes de movimentos sociais, organizações populares, estudantes, lideranças políticas do campo da esquerda, intelectuais e juristas, que participam das mobilizações desta quarta-feira (15), em defesa da democracia.

No Estádio Mané Garrincha, mais de cinco mil trabalhadores sem terra estão acampados desde ontem (14), quando chegaram em caravanas que percorreram mais de 50 quilômetros, em marcha, organizada em três grandes colunas, que saíram de diferentes regiões do país. O local virou ponto de concentração dos manifestantes que estão em Brasília e seguirão em caminhada para o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, de onde descerão pelo Eixo Monumental até o Itamaraty, em direção ao TSE, onde será realizado o ato político.

A coligação em torno da candidatura de Lula, “’O Povo Feliz de Novo”, reúne o PT, o PCdoB e o PROS e tem como vice o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

 
Plenária da FUP aprovou apoio a Lula

Os petroleiros chegaram a Brasília em representações vindas de vários estados. Os sindicatos enviaram ônibus de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Por unanimidade, a VII Plenária Nacional da FUP, realizada entre os dias 01 e 05 de agosto, deliberou pela massiva participação dos petroleiros na manifestação e apontou que uma das lutas centrais da categoria deve ser a eleição de Lula e de um congresso representativo dos trabalhadores.

Preso político

Encarcerado como preso político há mais de 120 dias na sede da Polícia Federal, em Curitiba, o ex-presidente lidera todas as pesquisas eleitorais. A última consulta feita pelo Vox Populi, entre os dias 18 e 20 de julho, revela que as intenções de voto em Lula aumentaram para 41% contra 39% registrado em maio. Já a soma de todos os outros adversários alcançou 29%.

Lula é o candidato do povo e o único capaz de recuperar o país dos estragos feitos pelos golpistas. Por isso, ele é mantido preso, sem provas, pelos setores que apoiam o golpe, enquanto manifestações populares e do campo da esquerda eclodem dentro e fora do Brasil por sua liberdade.

A FUP e seus sindicatos estão na capital federal para defender a inocência de Lula e garantir o seu direito de disputar democraticamente a eleição presidencial. 

[FUP]

 

Publicado em Movimentos Sociais

Basta de desemprego, de preços abusivos do gás de cozinha e gasolina, basta de privatizações, de retrocessos sociais e trabalhistas, basta de arrocho salarial e de desmandos! É o que exigiram os trabalhadores e trabalhadoras em todo o País desde a madrugada desta sexta-feira (10), no Dia Nacional do Basta, com paralisações, atrasos de turnos, panfletagens, diálogo com a população e atos em diversas capitais.

Em algumas cidades, como Sorocaba, no interior de São Paulo, a capital Natal, no Rio Grande do Norte, e Feira de Santana, na Bahia, os rodoviários não saíram das garagens nesta manhã. Os trabalhadores e trabalhadoras das empresas Rosa, São João e Lira aderiram ao Dia do Basta e a paralisação atingiu 44 cidades da região de Sorocaba.

Em Natal, motoristas e cobradores de ônibus urbanos e intermunicipais paralisaram as atividades por duas horas em protesto contra a onda de retrocessos que ataca os direitos da classe trabalhadora desde o golpe de 2016 e para reivindicar dos patrões o aumento no valor do vale-alimentação.

REPRODUÇÃOReprodução
Ônibus parados em Natal, no Rio Grande do Norte

Os metalúrgicos e metalúrgicas do ABC Paulista realizaram assembleia nos locais de trabalho às 5h da manhã e atrasaram a entrada nas fábricas. Em seguida, mais de 12 ônibus saíram da região rumo ao ato unificado na Avenida Paulista, em frente à sede da Fiesp, para se juntar aos bancários, servidores municipais, estaduais e federais, trabalhadores da saúde, entre outras categorias que se concentram na capital paulista para um grande ato neste Dia do Basta.

Na Bahia, o dia também começou cedo. Foram realizadas, por volta das 5h da manhã, assembleias nos locais de trabalho para dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre a importância da luta contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

Das fábricas, lojas e refinarias da Petrobras, onde as mobilizações foram fortes, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram no centro de Salvador para uma caminhada que começou no Mercado Modelo e seguiu pela Rua do Comércio, onde está tudo fechado.

 

CUT-BA

Confira como foi as mobilizações na manhã desta sexta-feira (10) em todos os estados:

PERNAMBUCO

Em Pernambuco, os petroleiros e petroleiras fizeram uma manifestação em frente à Refinaria Abreu e Lima e à Transpetro Suape. Diversas rodovias foram fechadas no estado pelos movimentos populares, entre elas, a BR 232, na altura do Parque Aquático, em Moreno, e na altura de BR 232 Vitória – Galileia; BR 408 Nazaré - Mata Norte e Lourenço.

Em Recife, os servidores decidiram parar as atividades e estão fechadas as agência do INSS do Pina, Moreno, Areias, Casa Amarela, Afogados. Agências dos municípios do Cabo e Paulista também estão paradas.

Em São Bento do Una, no interior do estado, os servidores da educação estão totalmente parados e os servidores da saúde paralisaram parcialmente as atividades nesta sexta-feira. A cidade foi tomada por cavaletes e faixas contra os retrocessos.

SINDSPREV-PE

PARANÁ

No Paraná, as agências bancárias amanheceram paralisadas em Curitiba, Londrina, Cornélio Procópio, Apucarana, Arapoti, Umuarama, Guarapuava, Toledo, Campo Mourão e Paranavaí.

Em Araucária, os petroleiros e petroleiras da Refinaria Presidente Getúlio Vargas realizaram uma assembleia nesta manhã e atrasaram a entrada do primeiro turno em duas horas, contra a privatização da Petrobras e os preços abusivos dos combustíveis e gás de cozinha.



Na capital paranaense, os trabalhadores e trabalhadoras também realizaram manifestação em frente à Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, a categoria petroleira paralisou as atividades nesta manhã, por volta das 6h, na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e na base da Petrobras de Imbetiba, em Macaé.

Bancários do Rio de Janeiro fizeram vigília nas principais agências do centro e as agências da Avenida Rio Branco não abriram as portas. O protesto da categoria no #DiaDoBasta serviu também para mandar um recado aos banqueiros que tentam impor, na negociação salarial, quatro anos sem aumento real e fim de alguns benefícios da Convenção Coletiva. 

Agências da Caixa Econômica Federal também ficaram fechadas nesta manhã em Teresópolis e no bairro Aterrado, no Sul Fluminense. Em Campos dos Goytacazes, oito das maiores agências da cidade, como Caixa, Santander, Itaú e Bradesco (calçadão), Santander, Bradesco e Banco do Brasil (Rua 13 de Maio) e Itaú (Rua Santos Dumont), abriram apenas às 12h. 

Em Angra dos Reis, os portuários realizaram panfletagem pela manhã.

SEEBSeeb
Campo dos Goytacazes

CUT-RJ

CEARÁ

Em Fortaleza, no Ceará, cerca de 5 mil trabalhadores e trabalhadores realizaram uma caminhada pelas ruas do centro na luta por um Brasil com mais empregos, sem desmontes, sem privatizações, com mais cidadania e pelo direito do ex-presidente Lula ser candidato nas eleições deste ano.

No Ceará, também foram registrados atos, caminhadas e paralisações em Madalena, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte e Quixadá.

CUT-CE

BAHIA

Na Bahia, além da caminhada e do fechamento do comércio na região central de Salvador, os químicos do Polo Petroquímico, em Camaçari, paralisaram as atividades nesta manhã. Os trabalhadores também cruzaram os braços pela manhã na Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), em Salvador.

CUT-BACUT-BA
Paralisação na Chesf

Em Feira de Santana, bancários, que estão em campanha salarial e podem deflagrar greve em setembro, aderiram às paralisações do Dia do Basta e as agências só abriram às 12h.

PARÁ

No Pará, mais de 3 mil pessoas, entre bancários, professores, trabalhadores rurais, dos Correios e estudantes, realizaram um ato público em frente ao Banco da Amazônia nesta sexta-feira (10).

CUT-PA

Reprodução

MATO GROSSO DO SUL

No Mato Grosso do Sul, mais de 90% das escolas estaduais e municipais ficaram fechadas nesta sexta-feira. Junto com outras categorias profissionais, os educadores fizeram uma passeata pelas ruas de Campo Grande para dizer basta de desemprego, de retirada de direitos e de arrocho salarial. É o #DiaDoBasta com categorias mobilizadas em todo o País.

CUT-MS

MARANHÃO

No Maranhão, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram em frente a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) para dialogar com a população e exigir um basta às mazelas que o governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (MDB-SP) está promovendo no País.

CUT-MA

SANTA CATARINA

Em Santa Catarina, nos municípios de Jaraguá do Sul e Guaramirim, a mobilização começou às 7h com panfletagens e assembleias nos locais de trabalho. Em São Bento do Sul, a panfletagem também iniciou cedo nas portas de fábrica, com a participação de mais de 1400 trabalhadores e trabalhadoras. 

CUT-SCCUT-SC
Panfletagem na porta de fábrica em São Bento do Sul

Em Florianópolis, na capital catarinense, as atividades começaram cedo na Praça XV, com o fechamento das agências bancárias, que ficaram paradas das 8h30 às 12h. Além disso, ocorreram panfletagens no comércio e no centro para chamar a população para o ato do Dia do Basta, que acontecerá a partir das 15h, na Udesc.

Panfletagens também ocorreram em Criciúma, Joinville, Nova Erechim, Blumenau, Apiúna, Lages, Curitibanos, Xanxerê, Concórdia e Chapecó.

CUT-SC

ESPÍRITO SANTO

Em Vitória, uma carretada percorreu as ruas da capital na manhã desta sexta-feira. Os portuários também aderiram às mobilizações e realizaram assembleias, panfletagens e diálogo com a população.

Reprodução

RIO GRANDE DO SUL

No Rio Grande do Sul, agências bancárias do centro da cidade ficaram fechadas até às 11h da manhã. Os petroleiros e petroleiras realizaram assembleia na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) e no Terminal da Transpetro.

CUT-RS

Por volta das 7h, diversas categorias como bancários, professores e servidores públicos estaduais e municipais, com apoio de todas as centrais sindicais, se concentraram diante da Federação do Comércio (Fecomércio), no centro da cidade, onde realizaram um ato com caminhada em defesa dos direitos do trabalhadores.

CUT-RS

SÃO PAULO

Em São Paulo, além do ato na Avenida Paulista (confira vídeo abaixo), que reuniu diversas categorias para exigir um basta de retrocessos e retirada de direitos, teve assembleia em várias cidades da grande São Paulo e do interior.

No ABC paulista, além da mobilização dos metalúrgicos, teve atraso de turno nas empresas do ramo químico. Em Diadema, a paralisação foi na Sanko e em São Bernardo do Campo foi na empresa Lazzuril (SHerwin Williams). Já em Mauá, o protesto dos trabalhadores ocorreu na Refinaria de Capuava. Petroleiros também realizaram assembleia com atraso de turno na Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo.

REPRODUÇÃOReprodução
Refinaria de Capuava, em Mauá

Os eletricitários da base do Sinergia-CUT realizaram assembleias e atrasos de turno em Campinas, Bragança Paulista, Tatuí, São João da Boa Vista, São Carlos, na Cesp de Porto Primavera, Presidente Epitácio, Presidente Prudente e São José do Rio Pardo.

Sinergia-CUT

Em Taubaté, no distrito de Piracangagua, metalúrgicos, químicos, trabalhadores da refeição coletiva e condutores também aderiram às mobilizações do Dia do Basta.

SINDMETAU

Na capital paulista, jornalistas, gráficos e administrativos da Editora Abril protestam em frente ao prédio da empresa na Marginal Tietê, na Freguesia do O, zona oeste da capital paulista, lutando contra as centenas de demissões promovidas desde o início desta semana.

SJSP

MINAS GERAIS

Em Belo Horizonte, bancárias e bancários atrasaram por uma hora a abertura de algumas agências da região central. A partir das 11h, um ato na Praça Afonso Arinos reuniu trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias contra o desempregom, o arrocho salarial e a retirada de direitos.

BRASÍLIA

No Distrito Federal, as manifestações do Dia do Basta começaram por volta das 5h, com ato organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana (Sindlurb), em frente à antiga sede da Sistema de Limpeza Urbana (SLU). No mesmo horário, os trabalhadores em transporte de bebidas do DF, organizados pelo Sintrabe, impediram a saída dos veículos de distribuição na fábrica da Coca-Cola, em Taguatinga, e realizaram panfletagem com diálogo com a base.

Diversos sindicatos organizaram suas categorias para panfletagem em locais distintos do DF, dentre eles: o Sindsep-DF (servidores públicos federais), Sindcom (comerciários), Sindbombeiros (bombeiros Civis), Sintect (trabalhadores dos Correios), Sindicato dos Professores (Sinpro), Sintfub (Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília), e a Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil).

CUT-DF

Já o Sindicato dos Bancários de Brasília organizou sua base e fechou as agências bancárias até às 12h.

Os eletricitários, organizados pelo STIU-DF, também participaram das ações pela manhã, e realizaram assembleias na sede da Eletronorte, Furnas e no Operador do Sistema Elétrico (ONS).

PIAUÍ

Em Teresina, os trabalhadores e trabalhadoras ocuparam a Praça Rio Branco, na manhã desta sexta, para protestar no #DiaDoBasta.

CUT-PI

[Via CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

Em todo o país, petroleiros e petroleiras aderiram às mobilizações e atos convocados pela FUP e seus sindicatos nesta sexta-feira (10), Dia Nacional do Basta. A manifestação integra o calendário unificado de lutas das centrais sindicais, movimentos sociais e Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e demais centrais contra o desemprego, as privatizações, os aumentos abusivos do gás de cozinha e dos combustíveis e os ataques aos direitos dos trabalhadores que estão pagando a conta do golpe.

No Sistema Petrobrás, a luta é por um basta às privatizações, basta ao desemprego e à redução de efetivos, basta à entrega do Pré-Sal, basta às tentativas de retirada de direitos, basta aos ataques contra a organização sindical. As mobilizações desta sexta estão diretamente relacionadas à luta contra o golpe e pela retomada do projeto popular e democrático, cujas conquistas sociais estão sendo dizimadas pelos golpistas. No próximo dia 15, a FUP e seus sindicatos estarão em Brasília, junto com os movimentos sindicais e sociais em mais uma grande mobilização para recuperar o país de volta, garantindo o registro da candidatura de Lula à Presidência. 

Veja como foram as mobilizações desta sexta nas bases da FUP:

Em Pernambuco, os trabalhadores realizaram ato em frente à Refinaria Abreu e Lima e ao Terminal da Transpetro, em Suape. Após a mobilização, os petroleiros se somaram aos atos que estão sendo realizados nas principais cidades do estado. 

 

No Rio Grande do Norte, houve panfletagem na sede administrativa da Petrobrás, em Natal, de onde os petroleiros seguiram para o ato unificado das centrais. Em Mossoró, a mobilização foi no início da manhã, junto com várias categorias que seguiram em caminhada pelo centro da cidade.

No Amazonas, os petroleiros participaram de atos unificados em Manaus e demais cidades do estado.

 

 

Na Bahia, o Sindipetro realizou uma grande paralisação na área de produção Fazenda Bálsamo, no norte do Estado. Em Salvador, os petroleiros participaram do ato unificado das centrais sindicais.

No Ceará, a mobilização dos petroleiros foi em conjunto com os trabalhadores da Cegás, em Fortaleza, e participação no ato das centrais e movimentos sociais na Praça da Bandeira, no Centro da capital cearense.

 

 

No Espírito Santo, o Sindipetro participou de carreata, no início da manhã, que saiu da UFES e cortou os principais bairros de Vitória, até a Praça Costa Pereira, no centro da cidade.

 

 

Em Duque de Caxias, os petroleiros realizaram um grande ato unificado pela manhã, na entrada da Reduc, com participação de outras categorias e de movimentos sociais.

 

 

No Norte Fluminense, o Sindipetro realizou pela manhã um trancaço na sede da Petrobrás, na base de Imbetiba. À tarde, os petroleiros participam de atos de rua em Macaé e em Campos.

 

 

 

Em Minas Gerais, houve ato pela manhã na Regap, de onde os petroleiros seguiram para o ato unificado no centro de Belo Horizonte.

 

 

Em São Paulo, houve atrasos na entrada do expediente da Replan e da Recap. Em Paulínia, os petroleiros realizaram um ato político contra as reformas do governo golpista, os ataques aos direitos dos trabalhadores, a terceirização, as privatizações e a política de preços da Petrobrás. Em Mauá, após o ato na Recap, os trabalhadores fizeram uma caminhada pelas ruas da cidade.  Na capital do estado, os petroleiros participaram de ato unificado das centrais, em frente à sede da FIESP, na Avenida Paulista.

 

 

No Paraná, petroleiros, petroquímicos e trabalhadores dos setores de montagem e manutenção industrial da Repa e Fafen realizaram uma grande mobilização pela manhã, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Houve também panfletagem pela manhã na SIX. Os trabalhadores se somarão ao ato unificado das centrais no Centro de Curitiba.

 

 

No Rio Grande do Sul, houve mobilizações pela manhã na Refap e terminais da Transpetro (Terig, Tenit, Tedut). Os petroleiros também participaram de atosno centro de Canoas e da manifestação unificada das centrais sindicais no centro de Porto Alegre.

[FUP]

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Publicado em Movimentos Sociais

Nesta sexta-feira, 10/08, os trabalhadores brasileiros irão paralisar suas atividades e voltarão às ruas para exigir um basta. Basta de desemprego. Basta de fome. Basta de retirada de direitos. Basta de precarização. Basta de privatizações. Basta de desmonte das políticas sociais. Basta de aumento dos combustíveis. Basta de desindustrialização. Basta de ataques contra a democracia. Basta de injustiças. Basta de golpe.

Os petroleiros, que seguem resistindo à privatização do Sistema Petrobrás, à entrega do Pré-Sal e às tentativas de retirada de direitos, aprofundarão a luta contra o golpe, fortalecendo as mobilizações desta sexta e do próximo dia 15, quando os movimentos sindicais e sociais farão uma grande mobilização em Brasília para garantir o registro da candidatura de Lula à Presidência. 

VII Plenária Nacional da FUP, realizada entre os dias 01 e 05 de agosto, deliberou pela massiva participação dos petroleiros nos atos e mobilizações do Dia do Basta e apontou que uma das lutas centrais da categoria deve ser a eleição de Lula e de um congresso representativo dos trabalhadores. 

Nesta sexta, portanto, os petroleiros estarão de novo na luta, participando das paralisações, atrasos e atos nas unidades do Sistema Petrobrás e nas mobilizações de rua, convocadas pelas centrais sindicais e pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

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[FUP]

Publicado em Movimentos Sociais

Com participação de cerca de 200 petroleiras e petroleiros, terminou neste domingo (05), no Rio de Janeiro, a VII Plenária Nacional da FUP, que deliberou sobre questões fundamentais para a categoria. Além de definir um amplo calendário de lutas contra a privatização do Sistema Petrobras e a entrega do Pré-Sal, a Plenafup apontou uma série de encaminhamentos para preservar direitos dos trabalhadores e impedir o desmonte de conquistas históricas, como a Petros, AMS e o Acordo Coletivo.

Trabalhador vota em trabalhador

A VII Plenafup também deliberou que uma das lutas centrais dos petroleiros deve ser a eleição de Lula e de um congresso representativo dos trabalhadores. A plenária aprovou por unanimidade o apoio às candidaturas de petroleiros para ampliar a defesa do Sistema Petrobras e do Pré-Sal como alicerces da retomada do projeto popular e democrático de soberania e desenvolvimento nacional.

Planos de luta

A direção da FUP permanece no Rio de Janeiro, onde reúne-se nesta segunda-feira (06) para operacionalizar as resoluções da plenária e definir ações para implementar o calendário de lutas aprovado.

 [FUP]

Publicado em VII PlenaFUP

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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