Embora aparentemente mais enfraquecido do que no período anterior à pandemia de coronavírus, quando gozava do status de “superministro”, Paulo Guedes (Economia) não recua de sua agenda de privatizações, em plena tragédia sanitária no país. Em julho, ele anunciou ao mercado que faria em 2020 quatro privatizações importantes para suas metas. Entre elas, a Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA). As outras são Eletrobras, os Correios e o porto de Santos, além da recente informação de concretizar o “desinvestimento” de partes da Caixa Econômica Federal.

William Nozaki, diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), explica que a PPSA não tem grandes ativos, o que pode dar a falsa impressão de ser descartável para o Estado brasileiro. A empresa é uma gestora de contratos. Sua função, de acordo com o próprio site oficial, é atuar em “três grandes frentes”. São elas: gestão dos contratos de partilha de produção, gestão da comercialização de petróleo e gás natural e representação da União nos acordos de individualização da produção.

Em outras palavras, a função da estatal agora na mira da sanha privatista de Bolsonaro é otimizar os ganhos do Estado nos contratos de exploração do pré-sal. “No limite, a privatização da PPSA significa repassar a apropriação da renda petroleira para a iniciativa privada”, diz Nozaki.

Além do fundamento essencial por trás de todas as privatizações (a ideologia do “Estado mínimo”), o governo usa outros pretextos para “desestatizar” a PPSA. Entre eles, “minimizar os efeitos dos investimentos aplicados no combate à pandemia, não previstos no Orçamento e, consequentemente, preservar a “saúde fiscal” do país”. E ainda: evitar os riscos das oscilações dos preços do petróleo futuro no mercado internacional.

“Dois coelhos com uma cajadada”

Para Nozaki, tais argumentos não passam de “subterfúgios”. “Na verdade, isso é uma estratégia para matar dois coelhos com uma cajadada só. A ideia é avançar na privatização dos recursos naturais e estratégicos brasileiros, avançar no desmonte do pré-sal brasileiro e da Petrobras. E, também, conseguir fontes de recursos para intensificar algum grau de investimento sem furar o teto de gastos”, diz o economista.

A equipe econômica tem vivido polêmicas e sobressaltos nas últimas semanas em torno do tema “furar o teto de gastos”. A premissa viola os princípios ultraliberais de Guedes. A polêmica foi explicitada claramente pela saída do governo do ex-secretário de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, na semana passada. A decisão, aparentemente, enfraqueceu o próprio Paulo Guedes, já que Mattar considerava o “ritmo de privatizações do governo lento” (sic).

“O governo quer usar essa manobra principalmente para levar adiante de maneira acelerada o desmonte de todo o arranjo institucional e regulatório que viabilizou converter o óleo de águas ultraprofundas em fonte de recursos para o desenvolvimento nacional”, explica Nozaki.

De partilha para concessão

Outra ideia do governo é mudar as regras de exploração de petróleo do pré-sal – do atual regime de partilha para o de concessão –, com o objetivo de atrair ainda mais capital privado. Há dois caminhos possíveis para alteração. Uma, enviar um projeto ao Congresso. Outra, aproveitar o Projeto de Lei 3.178/19, do senador José Serra (PSDB-SP). O texto revoga o direito de preferência para a Petrobras nas licitações no regime de partilha. Permite, assim, que o Conselho Nacional de Política Energética e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) decidam qual o regime mais adequado nos leilões do pré-sal.

[Da Rede Brasil Atual]

Publicado em Petróleo

A categoria petroleira gaúcha aprovou o indicativo da FUP de rejeição a proposta de Acordo Coletivo, apresentada pela Petrobrás na última mesa de negociação. Quase 96% dos participantes aprovaram o indicativo da FUP e 97% aprovaram a prorrogação do atual acordo. A votação só não foi unânime porque alguns gestores utilizaram da pelegagem para atender aos interesses da alta cúpula da empresa.

No RS, as sessões da assembleia aconteceram nos dias 17 e 19/08, de forma virtual, por conta da pandemia do coronavírus. O formato organizado pelo Sindipetro-RS possibilitou a participação de todos e todas.

Em todos os sindicatos da FUP o resultado foi um contundente Não à contraproposta da gestão Castello Branco.

Para o presidente do Sindipetro-RS, Fernando Maia, a postura da empresa é de insensibilidade e descaso com a vida. “O que os petroleiros e petroleiras mais precisam nesse momento é de segurança. Prorrogar o acordo coletivo é vital”.

1- Rejeição da contraproposta;

Favoráveis: 95,9%
Contra: 4,1%
Abstenção: 0%

2- Prorrogação/renovação do atual ACT até o final do estado de calamidade pública causado pela pandemia e até a celebração do novo ACT.

Favoráveis: 97,3%
Contra: 2,7%
Abstenção: 0%

3- Manutenção de assembleia em caráter permanente.

Favoráveis: 94,5%
Contra: 2,7%
Abstenção: 2,7%

[Via Sindipetro-RS]

Publicado em SINDIPETRO-RS

A FUP comunicou à Gerência de Recursos Humanos da Petrobrás e subsidiárias o resultado final das assembleias, que rejeitaram massivamente a contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho, apresentada pela empresa. Os petroleiros também referendaram o indicativo de prorrogação do atual ACT, enquanto durar o estado de calamidade pública e um novo acordo não for pactuado.

Os indicativos da FUP foram aprovados praticamente por unanimidade, de norte a sul do país (veja o resultado abaixo). As assembleias foram realizadas ao longo das duas últimas semanas, em modo virtual e presencial, com todos os cuidados necessários para a segurança dos trabalhadores. 

A extensão do atual ACT é fundamental não somente para trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás, mas para a própria empresa, pois garantiria previsibilidade e segurança para ambas as partes, como explicou Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP, na última edição do programa "Encontro com a categoria" (veja aqui). A gestão Castello Branco, no entanto, insiste que o novo acordo tem de ser aprovado até 31 de agosto.

“A renovação do atual ACT é boa para a categoria petroleira e também para a própria Petrobrás. Assim, podemos negociar as propostas aprovadas pelos trabalhadores para o novo acordo coletivo de trabalho com calma, dando tempo tanto para a empresa como para a categoria debater e analisar as reivindicações e as contrapropostas. Estamos sob um novo contexto trazido pela pandemia de Covid-19, que criou dificuldades para todos. A própria gestão da empresa fala tanto da importância da previsibilidade de suas ações, por que tem de ser diferente com seus trabalhadores?”, questiona Deyvid.

A FUP orientou os sindicatos a intensificarem as assembleias setoriais para debater com os trabalhadores propostas de mobilização para pressionar a gestão da Petrobrás a atender às reivindicações da categoria. No próximo dia 25, a FUP e seus sindicatos realizam um Conselho Deliberativo para avaliar as propostas e discutir os próximos passos da campanha reivindicatória. 

Quadro final de assembleias:


Indicativos da FUP > Rejeição da contraproposta da Petrobras e subsidiárias > Aprovação da prorrogação/renovação do atual Acordo Coletivo


Amazonas – 100% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP

Ceará/Piauí – 100% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP

Pernambuco/Paraíba –  100% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP

Rio Grande do Norte – 96,16% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP

Bahia – 98,35% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP

Espírito Santo –  97% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP

Norte Fluminense – 97,39% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 98,06% foram favoráveis à renovação do ACT

Duque de Caxias – 100% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP

Unificado de São Paulo - 99,82% dos trabalhadores aprovaram indicativos da FUP

Minas Gerais – 98% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 100% foram favoráveis à renovação do ACT 

Paraná/Santa Catarina - 90% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 93% foram favoráveis à renovação do ACT

Rio Grande do Sul  – 95,9% dos trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras e 97,3% foram favoráveis à renovação do ACT

[Da imprensa da FUP]

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O Fórum de Defesa da Petrobrás fará live de lançamento da Campanha “Petrobrás Fica no Paraná” em sua página oficial no Facebook nesta quinta-feira, às 19h. O evento contará com palestra do senador Jean Paul Prates, que preside a Frente Parlamentar Mista que trabalha para impedir a privatização da estatal 

A ação será composta por parlamentares, representantes sindicais e lideranças políticas mobilizadas na campanha “Petrobrás Fica”. O principal motivo da criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás, em Brasília, e da mobilização nos estados foi o “acordão” entre a atual gestão da estatal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2019. 

Na negociata, a gestão Castello Branco sinalizou com a venda de oito refinarias para encerrar uma investigação no órgão. Uma ação no mínimo suspeita e que motivou todos os envolvidos na defesa da estatal a denunciar essa prática. Principalmente porque o Conselho não terminou suas apurações e a companhia, deliberadamente, já avançou na privatização do seu parque de refino.  

Para a organização do Fórum de Defesa da Petrobrás, não se pode permitir que o patrimônio do povo brasileiro seja entregue, sobretudo através de transações suspeitas, colocando interesses políticos e econômicos à frente da soberania nacional. São milhares de empregos e cadeias econômicas regionais em risco. 

No Paraná, por exemplo, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) é a principal geradora individual de impostos do estado. Araucária, onde está localizada essa unidade da Petrobrás, é o maior polo industrial da região graças ao parque de refino da estatal. Trata-se de uma cadeia econômica regional, que também envolve o estado de Santa Catarina, sob ameaça. 

A Repar e todos seus ativos logísticos integrados (dutos e terminais de distribuição no Paraná e Santa Catarina) podem ir parar nas mãos da iniciativa privada, bem como a Usina do Xisto, situada em São Mateus do Sul, na região Centro Sul do estado. 

De acordo com o senador Jean Paul Prates, que fará a palestra amanhã, “o plano de privatizar a estatal em fatias não visa garantir o abastecimento ou novos investimentos, como dizem, mas apenas aumentar a distribuição de lucros aos acionistas, invertendo a lógica da empresa de servir ao país e aos consumidores”. 

Presenças confirmadas

Deputados Federais 

:: Aliel Machado

:: Ênio Verri

:: Gustavo Fruet

:: Zeca Dirceu 

Deputados Estaduais 

:: Tadeu Veneri

:: Professor Lemos

:: Requião Filho 

Lideranças  

:: Alexandro Guilherme Jorge (Presidente do Sindipetro PR e SC)

:: Gerson Castellano (FUP)

:: Márcio Kieller (CUT-PR)

:: Mário Dal Zot (FUP)

:: Roni Barbosa (CUT Nacional)

:: Simon Quadros (Procurador de Araucária) 

Participe também

Live de lançamento da campanha “Petrobrás Fica” no Paraná

Data: 20 de agosto de 2020

Hora: 19h

Onde assistir: facebook.com/forumpetrobras

[Via imprensa do Sindipetro-PR/SC]

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Nesta quarta-feira, 19, a FUP realizou mais uma reunião com a Petrobrás para dar sequência à negociação do regramento do teletrabalho. O foco desta vez foi nas relações trabalhistas. A federação voltou a frisar que o regramento deve ser garantido no Acordo Coletivo de Trabalho e que deve valer para todas as empresas do Sistema Petrobrás. Ao final da reunião, o RH sinalizou que irá apresentará uma proposta em breve.

Jornada - a FUP ressaltou a importância do controle de jornada, mesmo com flexibilidade de horário, como já existe no horário flexível. "É importante não ficarmos escravos dos sistemas corporativos 24 horas por dia, sem que a empresa sequer contabilize como trabalho", afirmou a diretora da federação, Cibele Vieira (veja o vídeo abaixo).

Periodicidade - a FUP reforçou o pleito de trabalho remoto integral ou em escala mensal, ao invés de semanal, como vem sendo divulgado pela Petrobrás. “Isso garante uma maior flexibilidade para quem trabalha em um estado e mora em outro, uma realidade cada vez mais presente na empresa, devido às transferências forçadas que os gestores estão implementando”, explica Cibele. Ela destacou também que a proposta da FUP permite uma adequação dos trabalhadores que eram de regime de turno e estão migrando para o teletrabalho, em função das desmobilizações que estão ocorrendo na companhia.

Estrutura - outra reivindicação da FUP é que o regramento do teletrabalho especifique que a empresa se responsabilizará pelo fornecimento de equipamentos, bem como os custos que os trabalhadores vêm tendo para manter a estrutura do trabalho remoto.

Subsidiárias

Diferentemente das reuniões anteriores, as subsidiárias não participaram dessa rodada de negociação, o que foi questionado pela FUP, já que o teletrabalho precisa ser regrado em todas as empresas do Sistema Petrobrás. A negociação, portanto, deve ser coletiva, ainda que haja adequações posteriores, de acordo com as especificidades de cada subsidiária. A FUP cobrou que as empresas voltem a participar das próximas reuniões, reforçando que as premissas que estão sendo negociadas devem ser aplicadas no regramento do teletrabalho em todo o Sistema Petrobras.

 

Negociação continua na sexta

As rodadas de negociação sobre teletrabalho no Sistema Petrobras tiveram início na segunda-feira, 17, quando foram discutidos critérios relativos à adesão (clique aqui para saber como foi a reunião). Na sexta, 21, a FUP terá mais uma negociação com a empresa, com foco nas condições de saúde e segurança.

O calendário de negociação específica sobre o teletrabalho foi definido, após reunião no dia 05 agosto, quando a FUP detalhou o ponto da pauta de reivindicações que trata sobre esse tema e reforçou a importância da negociação coletiva de regras que garantam segurança e previsibilidade para os trabalhadores.

Participe da pesquisa da FUP sobre teletrabalho

É muito importante que os trabalhadores participem da pesquisa elaborada pela FUP para identificar os principais problemas e conhecer as demandas da categoria em relação ao teletrabalho. Esse subsídio é fundamental para fortalecer a FUP no processo de negociação coletiva. A pesquisa será sistematizada de forma confidencial.

Clique no link e preencha o formulário:

https://bit.ly/3kSriXI

Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP realizou nesta quinta-feira, 20, mais uma live que terá como tema a AMS. O assessor econômico do Dieese, Cloviomar Cararine, e o diretor da FUP e do Sindipetro-NF, Rafael Crespo, falaram sobre os impactos da negociação do Acordo Coletivo para o plano de saúde dos petroleiros da ativa, aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrá.

A proposta apresentada pela gestão Castelo Branco foi massivamente rejeitada em todas as bases da FUP, pois, além de retirar direitos e congelar os salários dos trabalhadores, aumentaa absurdamente o desconto da AMS para os beneficiários que têm mais de 58 anos de idade. Ou seja, mais de 90% dos aposentados e pensionistas estão com o direito adquirido na AMS ameaçado.

Nas lives anteriores sobre o tema, a FUP também debateu e comentou os prejuízos que os beneficiários terão se a gestão da AMS for entregue a uma associação privada. No programa da semana passada, o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, e o secretário geral da FNP, Adaedson Costa, que ressaltaram as frentes conjuntas de luta contra os ataques da gestão ao plano de saúde e a tentativa de privatização da AMS, através da implantação dessa associação.

Quem não assistiu ao vivo o debate desta quinta, pode ver a íntegra do video no link abaixo ou na página do Facebook

 

 

Publicado em APOSENTADOS

Os sindicatos da FUP com bases de trabalhadores da Petrobrás Biocombustível irão contestar na justiça a privatização da subsidiária, através de ações populares, que estão sendo ingressadas em diversos estados do país. Em Minas Gerais, a ação foi protocolada na segunda-feira, 17. Os petroleiros denunciam que a gestão da Petrobras está burlando a legislação, ao colocar à venda ativos sem autorização legislativa e o devido processo licitatório, em claro desvio de finalidade. 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que subsidiárias não necessitam de autorização legislativa ou licitação para serem privatizadas. Assim, em um preparo para a privatização, houve a transferência de propriedade da PBIO, que até 2019, eram de propriedade da Petrobras e arrendadas pela PBIO.

"A privatização da PBIO faz parte do plano da Petrobras de focar na exploração e produção de petróleo no pré-sal. O que representa um abrupto processo de desverticalização, lesivo à Companhia e ao Brasil", destaca o escritório de advocacia Garcez, responsável pela Ação Popular, ingressada em dez estados: MG, RS, PR, SC, SP, ES, BA, PE, PB e RN. 

"Privatização é ilegal e amoral"

“Além de amoral, a privatização das usinas da PBIO é ilegal”, afirma o coordenador do Sindipetro-MG, Alexandre Finamori. Ele lembra que a FUP e seus sindicatos vêm se mobilizando há pelo menos quatro anos para impedir o desmonte do setor de biodiesel. Diversas audiências públicas foram realizadas, além de paralisações e reuniões com os gestores.

Em outubro de 2016, quando a então gestão de Pedro Parente anunciou o fechamento da usina de Quixadá, no Ceará, a FUP e o Sindipetro-CE/PI denunciaram os impactos que essa medida teria sobre as nove mil famílias de pequenos agricultores do semiárido que abasteciam a unidade com oleaginosas. A resistência impediu o fechamento da usina, mas a gestão da Petrobrás seguiu adiante no desmonte do setor e colocou a unidade em hibernação em 2017. Hoje, somente as usinas de Montes Claros e Candeias continuam em atividade.

“Quando em 2004, o governo Lula lançou o PNPB (Plano Nacional Produção de Biodiesel), com foco no desenvolvimento da agricultura familiar e na sustentabilidade energética, nenhuma empresa privada se interessou, mesmo com os incentivos econômicos e tributários. Em 2008 e em 2009, a Petrobrás inaugurou suas três primeiras usinas de biodiesel, todas em locais de vegetação semiárida e baixo nível de industrialização, possibilitando, assim, ferramentas de desenvolvimento da agricultura familiar e desenvolvimento regional”, explica Alexandre Finamori.

A PBIO chegou a ter participação em 10 usinas de etanol, capacidade de moagem de 24,5 milhões de toneladas de cana, produção de 1,5 bilhão de litros por ano e 517 GWh de energia elétrica a partir de bagaço de cana e meta de chegar a um volume de 5,6 bilhões de litros de biodiesel. A Petrobrás já abriu mão de quase todas as participações societárias da subsidiária. Hoje, tem apenas 50,0% de participações na BSBios e 8,4% na Bambuí Bioenergia, além do controle integral das três usinas de biocombustível, que foram colocadas à venda.

A participação que a Petrobrás detinha na Belem Bioenergia Brasil (BBB) voi vendida, por exemplo, por R$ 24,7 milhões, um valor que representou 1/8 da avaliação que a própria empresa havia feito e que foi lançada no balanço da portuguesa Galp – a compradora – por R$ 205 milhões, como revela reportagem publicada pelo Monitor Mercantil (veja aqui).

Segundo a própria Petrobrás informou ao mercado, a PBIO “terá um crescimento expressivo de 25% do mandato de mistura de biodiesel nos próximos três anos (B12 to B15)”, é “porta de entrada e expansão no 3º maior mercado de biodiesel do mundo", "localização estratégica, com acesso privilegiado aos mercados brasileiros das regiões Sudeste e Nordeste”, entre outros atributos.

“Como aconteceu no refino, o setor privado não quis construir as usinas de biodiesel. A Petrobrás foi lá e fez, mostrando que era possível. Depois que as usinas se tornaram realidades e economicamente viáveis, querem privatizar. Essa é a lógica dos que querem o desmonte do Brasil, estatizar os investimentos e privatizar os lucros”, afirma Finamori.

Através de ações jurídicas e políticas, a FUP e seus sindicatos continuam defendendo a PBIO e a Petrobrás como empresa integrada de energia. "A gestão Castello Branco se aproveita do isolamento social, que limita as mobilizações da categoria, para acelerar o seu plano de desmonte. Mas, a pandemia vai passar e esse governo, também. Retomaremos as lutas nas ruas e nas unidades. A Petrobrás não será reduzida a uma empresa apequenada, suja e sem projetos estratégicos de energia", afirma o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Defender a PBIO é defender a Petrobrás, é defender investimento em energias renováveis, é defender a indústria Brasileira. Defender a PBIO é defender o Brasil.

[Imprensa da FUP, com informações do Sindipetro-MG]

Publicado em Sistema Petrobrás

A Refinaria Landulpho Alves (RLAM) completa 70 anos em setembro. Primeira refinaria nacional, ela entrou em operação em 1950 impulsionada pela descoberta do petróleo na Bahia, a partir do 
Campo de Candeias, e pelo sonho de uma nação independente em energia.

Para comemorar o aniversário da Rlam, o Sindipetro Bahia lança nesta quarta-feira, 19, a campanha “Rlam 70 anos, História, Luta, e Resistência”, com uma série de atividades até a data do aniversário da refinaria, no dia 17 de setembro.

A Rlam nasceu antes mesmo da Petrobrás, cuja lei que levou à sua criação foi sancionada pelo presidente Getúlio Vargas em 03 de outubro de 1953, dando à  Petróleo Brasileiro S.A as atribuições de pesquisa, exploração, refino, transporte e sistema de dutos. 

Localizada no município de São Francisco do Conde, sua operação possibilitou o desenvolvimento do primeiro complexo petroquímico planejado do país e maior complexo industrial do Hemisfério Sul, o Polo Petroquímico de Camaçari. Além de ter contribuído para o desenvolvimento tecnológico, geração de empregos e renda para a Bahia, e, particularmente para São Francisco do Conde, que tem um dos maiores PIBs (renda per capta por habitante) do Brasil, devido à presença da Petrobras no município. 

Na Rlam, são refinados diariamente 31 tipos de produtos, das mais diversas formas. Além dos conhecidos GLP, gasolina, diesel e lubrificantes, a refinaria é a única produtora nacional de food grade, uma parafina de teor alimentício, utilizada para fabricação de chocolates, chicletes, entre outros, e de n-parafinas, derivado utilizado como matéria-prima na produção de detergentes biodegradáveis. 

Segunda maior refinaria do país em capacidade de processamento, a Rlam pode produzir 323.000 unidades de barris por dia. Em 2018, a refinaria foi responsável por 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) baiano e por 20% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do estado. 

Ao longo desses 70 anos, a refinaria foi ampliada e recebeu bilhões de reais em investimentos, chegando a ser responsável pela produção de 30% da demanda do país e garantindo hoje o abastecimento da Bahia e outros estados do Nordeste. 

Mas a história tomou um rumo diferente. E no lugar de investir e garantir a capacidade de processamento do refino no Brasil, o governo Bolsonaro optou por uma política de desmonte e de entrega do capital nacional.  

Com o falso argumento da diminuição dos preços dos combustíveis e da estimulação à livre concorrência, o governo Bolsonaro, ignorando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu a venda de estatais sem licitação pública e aval do Congresso Nacional, colocou à venda a Rlam e junto com a refinaria os seus terminais operados pela Transpetro (Candeias, Itabuna, Jequié e Madre de Deus), além de 669 km de dutos que integram a rede da refinaria, incluindo oleodutos que ligam a refinaria ao Terminal Madre de Deus, ao Complexo Petroquímico de Camaçari e aos Terminais de Jequié e Itabuna. 

O provável comprador da Rlam, já em fase de negociação, é um conglomerado internacional, o Mubadala Investment Company. O fundo Mudabala pertence ao governo da Arábia Saudita que também controla a maior petroleira mundial, a Saudi Aranco em sociedade (50/50) com a Shell, tendo 3 refinarias no Golfo do México que hoje já fornecem mais de 200 mil barris/dia de combustíveis para o mercado brasileiro. 

O mais provável é que a Rlam passe a utilizar petróleo árabe, ao invés do da Petrobras, ou até que tenha suas atividades paralisadas passando a vender combustíveis importados, o que pode tornar ainda mais caros os preços dos derivados do petróleo, como o diesel, gasolina e gás de cozinha. 

A diretoria do Sindipetro Bahia e a categoria petroleira vêm encampando uma árdua luta em defesa da Rlam e de outras unidades da Petrobras, também colocadas à venda.  Uma delas está sendo feita através da campanha “Rlam 70 anos, História, Luta e Resistência”, lançada agora e que fecha o ciclo da Vigília Petroleira em Defesa da Petrobras e da Bahia, que percorreu todas as unidades da estatal no estado. 

No caminho que dá acesso à Rlam existe um trevo, batizado de Trevo da Resistência, em homenagem à resistência e luta dos petroleiros que já realizaram muitas greves e mobilizações em defesa da Petrobras. 

Ao comemorar os 70 anos da Refinaria Landulpho Alves, o Sindipetro Bahia faz um apelo à sociedade baiana e à classe política, independente de partido, para que também participem dessa luta e, assim como a categoria petroleira, sejam resistência. 

A Petrobrás nasceu na Bahia, gerando desenvolvimento, empregos e renda para esse estado. O povo baiano merece e precisa da Petrobras como uma empresa nacional e integrada, atuando, com responsabilidade social, do poço ao posto.

[Com informações da imprensa do Sindipetro-BA e do portal Bahia Notícias]

Publicado em Sistema Petrobrás

Rosângela Buzanelli, conselheira eleita pelo trabalhadores, votou contra o fim da expressão Sistema Petrobrás, aprovado pelo Consellho de Administração da empresa, no último dia 29. O objetivo da gestão bolsonarista é acabar de vez com o modelo de integração, que fez da Petrobrás uma das maiores empresas de energia do mundo, atuando em diversos segmentos, do poço ao poste. 

Em seu site e redes sociais, Rosângela explicou o seu voto contrário a extinção da expressão Sistema Petrobrás, aprovados pelos demais membros do CA, esclarecendo que, desde a década de 80, a empresa utiliza essa denominação. 

> Veja a íntegra da mensagem da conselheira, em seu site:

CA substitui a expressão “Sistema Petrobrás” por “Petrobrás e suas participações societárias”; veja posicionamento da conselheira

Olá petroleiras e petroleiros,

Neste fim de semana, circulou o alerta sobre a aprovação pelo Conselho de Administração da Petrobrás (CA), em reunião no dia 29 de julho, da alteração pelo CA da Política de Governança Corporativa e Societária, substituindo a expressão “Sistema Petrobrás” por “Petrobrás e suas participações societárias” ou “Participações Societárias da Petrobrás”.

Gostaria de esclarecer que, embora tenha divergido e contestado quanto à proposta de mudança e seus argumentos, fui voto vencido na reunião.

A denominação “Sistema Petrobrás” foi estabelecida na década de 80, baseada no conceito de “sistema” dentro da doutrina de Administração, que descreve a essência do que é a Petrobrás até aqui:  uma grande empresa e suas subsidiárias, dinamicamente inter-relacionadas trabalhando para atingir seus resultados, ou seja, uma empresa integrada.

Essa mudança visa atender à atual visão prevalecente na companhia: “A melhor empresa de energia em geração de valor ao acionista com foco em óleo e gás…”, para maximizar o retorno do investimento e reduzir custos. 

Para isso, objetivam se concentrar nas atividades mais rentáveis, reduzindo sua presença aos estados do Rio e São Paulo, ou seja, apequenando essa gigante que está presente em quase todo território nacional. 

Com tamanha redução da presença e das atividades da companhia, nesse “futuro” chamar-se-á ainda Petrobrás?

A Petrobrás que queremos e defendemos é uma Petrobrás forte e integrada, com uma visão de longo prazo para que continue sendo uma das maiores empresas de energia do planeta, respeitada, eficiente, rentável e com compromisso com seus acionistas, principalmente seu acionista controlador, o Estado e o povo brasileiro. 

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Além do site oficial, a conselheira da Petrobrás tem uma lista de transmissão por whatsapp e perfis no Facebook e no Instagram.

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Publicado em Sistema Petrobrás

Por ampla maioria, os petroleiros da Bahia rejeitaram a contraproposta da gestão do Sistema Petrobrás em assembleias que aconteceram de 11 a 17/08, nas unidades do Sistema Petrobrás no estado.

Indecente, afrontosa e desrespeitosa. Esses foram alguns dos adjetivos usados pelos trabalhadores ao se referirem à contraproposta apresentada pela atual gestão da estatal. A indignação levou 98,35% dos trabalhadores a dizer não à contraproposta, 0,82% disseram sim e 0,82% se abstiveram.

Os petroleiros também referendaram a proposta da FUP  de prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho, enquanto durar o estado de calamidade pública e um novo acordo não for pactuado com as empresas do Sistema Petrobrás.

Na assembleia virtual que foi realizada com os aposentados e pensionistas houve alguns problemas, pois algumas pessoas não conseguiram usar  a ferramenta para votação. Mas todos que participaram demonstraram a sua indignação com a contraproposta da gestão do Sistema Petrobrás, principalmente com a tentativa da empresa de inviabilizar o funcionamento e manutenção da AMS, propondo aumentos absurdos. Participaram da assembleia 197 pessoas, sendo que 139 conseguiram utilizar corretamente a ferramenta e votaram contra a proposta da gestão da estatal, 3 votaram contra e 3 se abstiveram. Os 52 restantes foram os que não conseguiram votar.

No Torre Pituba também houve um contratempo, a assembleia foi realizada mas não houve quórum e a diretoria do Sindipetro ficou impossibilitada de computar votos. O problema é que a maioria dos trabalhadores lotados no prédio estão trabalhando em regime de home office e o sindicato está tomando as providências para que eles possam ser consultados, participando das outras  assembleias que ainda vão acontecer, uma vez que a contraproposta da gestão do Sistema Petrobrás foi amplamente rejeitada pelos petroleiros de todo o país.

Reunião do CD da FUP

A diretoria do Sindipetro Bahia participará nessa terça-feira à tarde de uma reunião do Conselho Deliberativo da FUP que fará uma avaliação dos resultados das assembleias realizadas em todo o país e definirá os próximos passos da campanha reivindicatória para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho e da luta em defesa do Sistema Petrobrás e pela permanência da estatal na Bahia e no Brasil.

Á noite no Encontro com a Categoria, às 19h30, no facebook e youtube, a direção da FUP irá apresentar os resultados das assembleias regionais que ocorreram em todo o país nos últimos dias e os próximos passos da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho do Sistema Petrobrás.

Assista e participe acessando Youtube: https://youtu.be/9ojpBNCUHiw

Facebook: https://mla.bs/b1163a5a

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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