O Sindipetro Espírito Santo realizou na noite de quinta-feira, 03, assembleia virtual, com participação de 467 trabalhadores do Sistema Petrobrás, que disseram sim ao Acordo Coletivo de Trabalho proposto pela empresa, após negociação com a FUP. O ACT foi aprovado por 85% dos petroleiros capixabas.

Iniciadas no dia 31, as assembleias prosseguem até 13 de setembro nas demais bases sindicais. As parciais apontam a aprovação do indicativo de aceitação nas bases da FUP que iniciaram a consulta aos trabalhadores.

O Sindipetro-PE/PB já realizou cinco das seis assembleias do Terminal de Suape e concluiu as do gasoduto BR 232, do Terminal de Cabedelo e da base de João Pessoa, na Paraíba. Até o momento, 91% dos trabalhadores consultados aprovaram o ACT. No sábado, 05, será realizada a última assembleia no Terminal de Suape. A consulta prossegue até o dia 08 na Refinaria Abreu e Lima, onde os trabalhadores também estão aprovando o indicativo da FUP.

Na Bahia, as assembleias estão sendo realizadas em modo virtual e presencial desde o dia 31/08. Na Petrobrás Biocombustível, a proposta de ACT já foi aprovada por ampla maioria dos trabalhadores. Na Rlam, Transpetro, campos de produção e demais bases operacionais onde a consulta já foi iniciada, a categoria também está aprovando o indicativo da FUP. As assembleias prosseguem até o dia 12.

Nas bases do Sindipetro Unificado-SP, a consulta aos trabalhadores começou na quarta, 02, e as parcias são de aprovação da proposta de ACT do Sistema Petrobrás.

Nas bases do Paraná e Santa Catarina, as assembleias começaram na tarde de quinta, 03, e também estão aprovando o indicativo da FUP.

Os demais sindicatos da FUP darão início às assembleias nos próximos dias. Confira abaixo o calendário dos sindicatos.


> A proposta de ACT negociada com a gestão da Petrobrás preserva por dois anos os principais direitos da categoria petroleira, com uma cláusula de garantia de emprego em todo o Sistema até 31 de agosto de 2022. Saiba mais sobre a proposta de ACT e o indicativo da FUP aqui.


Quadro nacional das assembleias

Sindipetro Amazonas – calendário ainda a ser definido

Sindipetro Ceará/Piauí - calendário ainda a ser definido

Sindipetro Rio Grande do Norte – assembleias de 08 a 11/09

Sindipetro Pernambuco/Paraíba – iniciadas dia 31/08 assembleias estão aprovando o ACT e prosseguem até o dia 08/09

Sindipetro Bahia - iniciadas dia 31/08 assembleias estão aprovando o ACT e prosseguem até o dia 12/09

Sindipetro Espírito Santo – assembleia concluída, com aprovação do ACT

Sindipetro Minas Gerais – assembleias de 08 a 11/09

Sindipetro Duque de Caxias – assembleias de 09 a 13/09

Sindipetro Norte Fluminense - calendário ainda a ser definido

Sindipetro Unificado de São Paulo – iniciadas dia 02, assembleias estão aprovando o ACT e prosseguem até o dia 11

Sindipetro Paraná/Santa Catarina – iniciadas dia 03, assembleias estão aprovando o ACT e prosseguem até o dia 12

Sindipetro Rio Grande do Sul – assembleias de 08 a 11/09

[FUP, com informações dos sindicatos | Foto: Replan]

Publicado em Sistema Petrobrás

Na noite de quinta-feira, 03, o Sindipetro-ES realizou uma Assembleia Virtual e os petroleiros capixabas aprovaram, por maioria absoluta, a contraproposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Foram 399 votos a favor, 62 rejeições e 06 abstenções. A categoria também votou a redução da mensalidade sindical para 1% do salário líquido: foram 385 votos a favor, 21 rejeições e 44 abstenções.

Após intensa avaliação, o Conselho Deliberativo da FUP indicou a aceitação da última contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás. A decisão da FUP levou em consideração a manutenção por mais dois anos das conquistas históricas da categoria petroleira no ACT e, consequentemente, a garantia do emprego por igual período.

Esses pontos foram decisivos para que a contraproposta fosse levada a votação da categoria.

“Tivemos uma boa participação e o petroleiro demonstrou ter muita consciência sobre o contexto atual – de grave crise humanitária, onde a miséria e o desemprego crescem assustadoramente. A categoria mostrou que confia nos seus representantes sindicais e que está unida em torno de um mesmo objetivo: lutar pelos nossos direitos e por mais justiça social. Agora é hora de nos concentrarmos no combate a venda das unidades da Petrobrás no Espírito Santo”, avalia o coordenador geral, Valnísio Hoffmann.

Nossa luta é em favor de todos e do futuro de nossas famílias! A manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho é uma grande conquista da categoria e vamos continuar avançando em nossa luta! Estamos juntos!

[Da imprensa do Sindipetro-ES]

Publicado em SINDIPETRO-ES

Circula nas redes sociais da categoria petroleira um texto intitulado “Quanto os petroleiros perderão de sua renda com a proposta da AMS?”. Este texto teria a intensão de ajudar no entendimento e nos debates sobre os efeitos da proposta da atual gestão da Petrobrás para a AMS, tanto no aumento da participação dos beneficiários, quanto na mudança da condição de solidariedade entre eles. Mas, infelizmente, o texto traz mais problemas do que realmente ajuda no debate que a categoria deve fazer nas assembleias.

Para entender as mudanças propostas na AMS, é preciso, antes de mais nada, trazer alguns elementos da conjuntura ao debate. Há atualmente na Petrobrás uma gestão constituída pelo governo Bolsonaro; esta gestão tem um projeto de destruir os direitos conquistados pelos trabalhadores; tenta criar cisões entre os trabalhadores (principalmente entre ativa e aposentados) e enfraquecer sua representação. Qualquer texto que trate da AMS, precisa apontar para alguns fatos que influenciam diretamente o debate, como a criação em 18 de janeiro de 2018 da CGPAR 23.

O texto em questão não cita nenhum destes acontecimentos, nem mesmo a CGPAR 23, que é a base para entender a proposta da Petrobrás. Além disso, cabe ressaltar que as assembleias decidirão sobre a renovação do acordo coletivo como um todo, a AMS não está sendo discutida em separado. Isto é muito importante, pois sem acordo coletivo assinado, não há garantia de coparticipação entre os beneficiários e a empresa.

A seguir, análises pontuais de trechos do texto:

  • É verdade, a última proposta enviada pela Petrobrás para avaliação nas assembleias, se considerarmos apenas o reajuste salarial para os trabalhadores na ativa (zero em setembro de 2020 e INPC em setembro de 2021) com o reajuste na tabela de grande risco da AMS, sim, os trabalhadores terão perdas salariais. Até mesmo para os aposentados que repactuaram, que garantiram a reposição da inflação nos dois anos, também terão perdas nesta proposta. O texto só não diz, em nenhum momento, que se trata de uma proposta fruto de negociação de um acordo coletivo, com várias outras clausulas que também precisam ser consideradas. Não estamos negociando apenas a AMS.
  • No trecho onde é comparada a Tabela Atual do Grande Risco da AMS (70x30) com a Tabela que será aplicada em janeiro de 2022 (50x50) e, neste caso, chega a um aumento médio de 261%. Aqui, desconsidera que este reajuste acontecerá em duas etapas, uma em janeiro de 2021 (tabela 60x40) e depois em janeiro de 2022 (50x50). Além disso, como utilizam uma média, neste caso, esconde a variação entre os reajustes, que acontecerá de 24% para Plano 28 e 1.094% para quem tem renda de até R$1.456,67 e idade acima de 59 anos;
  • Neste ponto, o texto não explica porque a proposta da empresa faz esta diferenciação entre os beneficiários da AMS, uma espécie de “Hobin Hood às avessas”. Para isso, é preciso entender o momento político e os objetivos da atual gestão da Petrobrás. Desde 2018, com a regulação da CGPAR 23 e, aprofundado a partir de janeiro de 2019, a atual gestão da Petrobrás vem pressionando para aumentar a contribuição dos beneficiários e modificando a relação de solidariedade entre os trabalhadores, principalmente entre os jovens e aposentados;
  • Considerando o tempo de análise do texto, poderiam mostrar os avanços que as negociações conquistaram entre a 1ª proposta apresentada pela empresa e a 2ª. Mesmo se considerarmos os reajustes na Tabela do Grande Risco até janeiro de 2022, como mostra a Tabela 1 do texto, e compararmos com a Tabela apresentada pela Petrobrás na 1ª proposta, é possível perceber alguns avanços. Para as faixas de maior renda e menor idade, na 1º proposta da empresa havia uma redução de valores em até 37%. A 2ª proposta apresenta reajuste zero para janeiro de 2021 e 54% acrescido em janeiro de 2022. Já, para os beneficiários de menor renda e maior idade, a 1ª proposta apresentava um crescimento de 1.422% e na 2ª proposta caiu para 673% em janeiro de 2021 e outros 54% em janeiro de 2022 (neste caso, o reajuste em 2 anos chegaria a 1.094%, abaixo dos 1.422% da 1ª proposta). Realmente é um absurdo, mas já foi pior!
  • Ainda neste ponto, desconsidera uma cláusula conquistada pela FUP estabelecendo que “se houver mudança ou revogação da Resolução CGPAR 23, em decorrência de atos ou diplomas regularmente baixados pelos poderes executivo ou legislativo, permanecerá a relação 60x40, até novo ajuste entre as partes” (veja na proposta da empresa, cláusula 31, parágrafo 1º). Ou seja, segue o jogo até 2022 e a luta contra a implantação da CGPAR 23 pode resultar em não aplicação da Tabela 50x50;
  • Logo depois, o texto faz uma simulação considerando outros dois reajustes na Tabela do Grande Risco, em 01/03/2021 e 01/03/2022, pelo índice Variação de Custo Médico-Hospitalar (VCMH). Bom lembrar que este índice de inflação é divulgado em janeiro de cada ano, pois apresenta a variação da cesta de produtos médicos, de janeiro a dezembro. Ainda não temos quanto será sua variação. As estimativas propostas pelo texto não são o problema, o problema está em não dizer que: ao final de cada ano, mesmo com os reajustes, será ajustado o limite previstos de participação dos beneficiários, sempre com mantendo a relação 60x40 para 2021 e 50x50 para 2022 e poderá acontecer superávit (retorna para os beneficiários) ou déficit (haverá cobrança extra, como ocorreu em 2018 e 2019) no plano da AMS. O que vale aqui, sempre, será a relação acordada entre as partes no ACT, de 40% para os beneficiários em 2021 ou 50% em 2022;
  • Vale ressaltar ainda que, no caso do gráfico 1 do referido texto, há um erro de cálculo quando considera o aumento médio da mensalidade do Grande Risco. Quando adicionamos 11% sobre o reajuste médio de 135%, não chegamos a 146% e sim 160,8%. O mesmo erro aconteceu no cálculo de 2022, se adicionarmos 11,5% ao reajuste de 54%, não teremos 65,5% como ele mostra e sim 71,7%. Recomendamos o livro “matemática sindical” escrito pelo DIEESE que ajuda nos cálculos de porcentagem;
  • Na segunda parte do texto há algumas simulações de alguns casos. Há problemas aqui também:
    1. Para o 1º caso analisado, (trabalhador com 40 anos e renda de R$9.000,00, com 1 dependente da mesma idade e 2 crianças), eles apresentam o valor de R$205,62/mensal por família. Na verdade, consultando a Tabela do Grande Risco atual (70x30), os valores seriam de R$199,52 (R$57,54+R$57,54+R$42,22+R$42,22). Depois fazem comparações dos efeitos das novas tabelas, mas não cabe aqui apontar que a base de cálculo estava errada;
    2. Não dizem que, para este mesmo caso, hoje a família gasta 2% de sua renda com plano de saúde para 4 pessoas. Com os reajustes que sofrerão com as novas tabelas, esta relação passará a ser de 5% em 2021 e 7% em 2022, quando a despesa mensal desta família com a AMS chegará a R$643,50;
  • Por fim, comete outro erro em falar em mudanças na coparticipação, “que passaria para 50%”, embora isso não tenha sido apresentado pela empresa. Importante dizer que não haverá nenhuma mudança na tabela do Pequeno Risco da AMS, não muda as coparticipações. O texto poderia ainda dizer que haverá uma isenção da coparticipação dos beneficiários das três primeiras faixas do benefício farmácia, atingindo cerca de 16.500 pessoas.

É preciso fazer um debate franco com a categoria. O momento requer seriedade nas análises para que tomemos as melhores decisões possíveis.

Boa assembleia a todos (as). 

Confira informações para discussão sobre AMS nas assembleias.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-RN]

Neste sábado, 5 de setembro, a diretoria do SINDIPETRO-RN realiza em Mossoró uma carreata em defesa da Petrobrás no Rio Grande do Norte. A concentração do ato está agendada para às 8 horas no "Posto do Ceguinho"(Av. Presidente Dutra, Alto de São Manoel). O protesto busca chamar atenção dos mossoroenses sobre as consequências da saída da Petrobrás do nosso Estado.

Na última semana o Governo Bolsonaro anunciou a venda de diversas áreas da Petrobrás na bacia potiguar. Essa decisão extrema vai causa forte impacto social e econômico na vida de todos os mossoroenses.

A saída da Petrobras de Mossoró vai aumentar o desemprego e fechar pequenas e grandes empresas. Deixando um rastro de miséria e pobreza por toda a cidade. Todos perdem com essa decisão.
Por isso, é preciso unir forças para barrar o desmonte da nossa Petrobrás no RN.

Participe dessa luta! Juntos somos mais fortes.

A Petrobras Fica no RN!

OBS: Todas as medidas de segurança serão tomadas para evitar aglomeração durante a atividade. Separe sua máscara e o álcool em gel, e venha defender a Petrobrás no RN.

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Com aprovação do texto-base da nova legislação na Câmara dos Deputados, a FUP destaca a necessidade de uma regulação estruturada em torno de uma atuação ativa do Estado, tendo em vista os custos de escoamento do gás, que são crescentes e sistêmicos

O governo aposta na perspectiva de que a nova Lei do Gás, cujo texto-base foi aprovado pela Câmara dos Deputados na terça-feira (1/9), pode gerar um amplo pacote de investimentos em infraestrutura no setor. No entanto, para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), há muitos riscos e incertezas a se considerar. 

A maior parte das reservas provadas de gás natural brasileiro é composta pelo chamado gás associado (junto ao petróleo), localizadas no offshore. Com a descoberta do pré-sal, as estimativas indicam a possibilidade de duplicar o volume de reservas e triplicar a oferta interna nos próximos anos. Isso explica o interesse da iniciativa privada nesse segmento. 

No entanto, a rede de gasodutos no Brasil é muito concentrada na costa e com pouca densidade distributiva, confirma levantamento do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP). São cerca de 9.000 km, muito aquém, por exemplo, dos 16.000 km de dutos da Argentina - cujo território tem pouco mais de um quarto do território brasileiro -, dos 200.000 km de dutos da Europa ou dos 497.000 km de dutos dos EUA. 

"Os custos de escoamento do mar para a terra são crescentes e sistêmicos, essa indústria funciona em rede por excelência. Sem os investimentos públicos da Petrobrás, sem o financiamento de longo-prazo do BNDES e sem a garantia de criação do Brasduto, que o governo sinaliza vetar, não há nenhuma garantia de que os investimentos privados se realizarão como pressupõe, equivocadamente, o governo", afirma William Nozaki, diretor do INEEP. 

Assim, na avaliação da FUP, a entrada de múltiplos operadores no mercado nacional exige uma rediscussão sobre a regulação desse segmento. 

"Os países que são grandes produtores de gás, como o Brasil, ou dispõem de empresas estatais verticalizadas atuando no setor ou dispõem de uma regulação estruturada em torno de uma atuação do Estado mais ativa. Estamos caminhando na contramão, com grandes chances de, no médio-prazo, isso se mostrar um grande erro. A entrada de múltiplos operadores no mercado nacional exige uma rediscussão sobre a regulação desse segmento. Não está claro como a ANP se comportará nesse novo cenário, tampouco houve uma discussão mais aprofundada sobre como se reorganizarão as regulações estaduais. Após a aprovação da lei muito provavelmente se intensificarão as pressões para a privatização de todas as distribuidoras estaduais de gás", afirmou Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP. 

Com a aprovação na Câmara, a Lei do Gás irá para o Senado Federal, para nova votação.

[FUP]

Publicado em Petróleo

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Desde o dia 31/08 (segunda) os petroleiros e petroleiras da Bahia participam de assembleias para deliberar sobre a terceira contraproposta  da gestão do Sistema Petrobrás para o Acordo Coletivo de Trabalho, as duas  anteriores foram rejeitadas pela categoria por ampla maioria. Até o momento, 69,56 % dos petroleiros e petroleiras disseram sim ao indicativo da FUP de aceitação da contraproposta, 21,1% são contrários e  8,33 % se abstiveram de votar.

As assembleias acontecem até o dia 12 de setembro. Algumas estão sendo realizadas de forma presencial e outras virtualmente, uma vez que muitos trabalhadores encontram-se em trabalho remoto (home-office) devido à pandemia da Covid-19. Até agora, foram realizadas assembleias nas turmas  A, D e E da Rlam, na PBIO, nas unidades de  Taquipe, Araças, Buracica e Santiago e no Temadre (Terminal Marítimo de Madre de Deus).

Nos outros estados, os petroleiros também estão aprovando a contraproposta da FUP. Na Paraíba, as assembleias já foram finalizadas, tendo como resultado final a aceitação da contraproposta. Em Pernambuco e São Paulo, as assembleias também estão adiantadas, apontando como resultado parcial a aprovação da contraproposta.

É importante ressaltar que a gestão da empresa voltou atrás na sua intenção de retirar vários direitos, garantidos em diversas cláusulas do ACT, devido à  greve realizada em fevereiro, que deu força à categoria, à pressão dos sindicatos em mesa de negociação e ao fato dos(as) petroleiros (as) terem rejeitado massivamente a outra contraproposta, considerada um acinte.

Pontos positivos e decisivos para fechar o ACT

O Conselho Deliberativo da FUP indicou a aceitação da terceira contraproposta (já havia indicado a rejeição das outras duas) que teve avanços em relação à última apresentada pela direção da estatal. O ponto decisivo para a definição do indicativo de aceitação foi a manutenção por mais dois anos das conquistas históricas da categoria petroleira no Acordo Coletivo de Trabalho, com garantia de emprego até 31 de agosto de 2022, o que significa que por dois anos não haverá demissão sem justa causa.

Para o Coordenador Geral da FUP, Deyvid Bacelar, “a garantia do emprego é de suma importância no atual momento conjuntural. É bom lembrar que o Tribunal Superior do Trabalho já tem decisão no sentido de permitir demissão em empresas públicas sem justa causa.

Em relação à AMS, Bacelar ressalta que não adianta ter direito adquirido sem o regramento do plano de saúde no ACT, pois a estatal ficará livre para oferecer o que quiser e da forma que quiser, “assim perderemos muito mais”. Para o coordenador é lógico que ninguém está satisfeito com a mudança nas tabelas – ampliando a participação dos beneficiários em 40% agora e 50% para janeiro de 2022, se a GGPAR não cair, mas é isso ou algo muito pior, lembrando que  a ampliação na participação está ocorrendo em todas as empresas estatais.

Veja abaixo partes principais da contraproposta

  • ACT válido por 2 anos para todas as empresas do Sistema – periodicidade do Acordo será até 31 de agosto de 2022, mantendo a íntegra do atual ACT na Petrobrás e subsidiárias.
  • Garantia de emprego – a Petrobrás se compromete a não realizar demissões sem justa causa durante a vigência do Acordo Coletivo, ou seja, até 31 de agosto de 2022.
  • Teletrabalho – criação de um GT paritário para acompanhar o teletrabalho no Sistema Petrobras. Desde o início de agosto, a FUP vem discutindo com os gestores da empresa propostas de regramento do trabalho remoto. Só com regras definidas de forma coletiva conseguiremos atender às principais reivindicações dos trabalhadores, dando previsibilidade e segurança à categoria, não só durante a pandemia, como nos momentos seguintes. O regramento é de suma importância, pois o trabalho remoto já vem sendo exercido por mais de 20 mil petroleiros e petroleiras em todo o Brasil e é uma das ferramentas que poderá manter os trabalhadores nas bases que estão sendo desmobilizadas pela gestão do Sistema Petrobrás.
  • Benefício Farmácia – 16.800 beneficiários situados nas três primeiras faixas de renda serão isentos de desconto e terão o subsídio integral dos medicamentos adquiridos.
  • Reajuste salarial – a empresa mantém o reajuste zero em 2020 e propõe reajuste automático de 100% do INPC em setembro de 2021.
  • Reajuste do vale refeição/alimentação – correção integral pelo INPC em setembro de 2020 e em setembro de 2021.
    Manutenção da Gratificação de Campo Terrestre – a gestão volta atrás na proposta anterior de acabar com a gratificação.
    Dobradinha/feriado do turno – está mantido o pagamento das horas extras dos feriados trabalhados, conforme previsto no atual ACT (01 de janeiro, Carnaval, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro, 15 de novembro e 25 de dezembro). A proposta original da gestão da empresa era de extinguir esse direito.
  • HE troca de turno – a Petrobrás assume o compromisso de retomar a discussão com os sindicatos sobre a medição do tempo de passagem de serviço nas unidades operacionais.
  • Banco de horas – a gestão se compromete a retomar a negociação do regramento do banco de horas, após o fechamento do ACT.
  • SMS – a gestão mantém as cláusulas do capítulo sobre Saúde, Meio Ambiente e Segurança, que já consta no ACT. A proposta anterior era de restringir o acesso dos dirigentes sindicais aos locais de acidentes de trabalho e às inspeções oficiais.
  • PLR – a empresa se compromete a iniciar a negociação do regramento do pagamento da PLR 2021 imediatamente após o fechamento do ACT.
  • AMS continua no ACT – uma das principais conquistas é a manutenção de todo o regramento da assistência médica no Acordo Coletivo de Trabalho por mais dois anos. Apesar das resoluções 22 e 23 da CGPAR, que obrigam as empresas estatais a alteraram os planos de saúde até o final de 2021, a AMS está protegida pelo ACT até 31 de agosto de 2022, preservando o benefício para mais de 280 mil usuários, inclusive aposentados e pensionistas sem Petros. Em relação ao reajuste do Grande Risco, a empresa concordou em alterar a tabela anteriormente proposta, cujos aumentos abusivos chegavam a 1.422%, penalizando os beneficiários com mais idade e menores rendas. Com a nova tabela, os reajustes foram reduzidos a menos da metade dos percentuais anteriormente propostos.
  • Fim do boleto da AMS: Desconto volta a ser no contracheque – a gestão do Sistema Petrobrás finalmente irá acabar com a cobrança da AMS via boletos bancários, garantindo no ACT que os descontos voltem a ser feitos no contracheque, inclusive para os integrantes do PP2, que só tinham a opção dos boletos. Essa é uma luta que as entidades sindicais vinham travando desde abril, quando a empresa alterou a forma de cobrança, prejudicando milhares de aposentados e pensionistas. Muitos deles chegaram a ficar inadimplentes, por conta desta mudança, correndo o risco de perderem o direito à assistência médica em plena pandemia da covid-19.
  • Relações sindicais – a gestão voltará a praticar o desconto em folha das contribuições assistenciais, respeitando o direito de oposição do trabalhador, mas reduzirá o número de liberações de dirigentes sindicais, tanto para a FUP, quanto para os sindicatos.

Clique aqui para ver o calendário das assembleias

Clique aqui para ver o resultado parcial das assembleias

Publicado em Sistema Petrobrás

[Última atualização às 19h]

Iniciadas segunda-feira, 31, as assembleias nas bases da FUP estão aprovando o indicativo da Conselho Deliberativo de aceitação da última contraproposta de Acordo Coletivo apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás. Até a noite desta quinta-feira, 03, as parciais dos sindicatos que já iniciaram a consulta aos trabalhadores apontavam a aprovação do indicativo da FUP. As assembleias prosseguem até o dia 13 de setembro.

“Está nas nossas mãos a decisão de aprovar nas assembleias um acordo de dois anos que dá a garantia de emprego e da AMS, bem como a manutenção de direitos conquistados com muita luta. Não podemos deixar nas mãos do judiciário o destino da nossa categoria”, alerta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. Veja o vídeo: 

Parciais das assembleias iniciadas

O Sindipetro-PE/PB já realizou cinco das seis assembleias do Terminal de Suape e concluiu a consulta aos trabalhadores no gasoduto BR 232, no Terminal de Cabedelo e na base de João Pessoa, na Paraíba. Até o momento, 91% dos trabalhadores consultados aprovaram o ACT. No sábado, 05, será realizada a última assembleia no Terminal de Suape. A consulta prossegue até o dia 08 na Refinaria Abreu e Lima, onde os trabalhadores também estão aprovando o indicativo da FUP.

Na Bahia, as assembleias estão sendo realizadas em modo virtual e presencial desde o dia 31/08. Na Petrobrás Biocombustível, a proposta de ACT já foi aprovada por ampla maioria dos trabalhadores. Na Rlam, Transpetro, campos de produção e demais bases operacionais onde a consulta já foi iniciada, a categoria também está aprovando massivamente o indicativo da FUP. As assembleias prosseguem até o dia 12.

Nas bases do Sindipetro Unificado-SP, a consulta aos trabalhadores começou na quarta, 02, e prossegue até o dia 11. As primeiras assembleias, iniciadas na Recap, Replan, Terminal de São Caetano, Terminal de Ribeirão Preto e Termelétrica Feg, estão aprovando por ampla maioria a proposta de ACT do Sistema Petrobrás.

Nas bases do Paraná e Santa Catarina, as assembleias virtuais também começaram na tarde desta quinta, com aprovação do indicativo da FUP, e prosseguem até o dia 12.

No Espírito Santo, o Sindipetro realiza uma assembleia virtual nesta quinta-feira, 03, à noite.

Os demais sindicatos da FUP darão início às assembleias nos próximos dias. Confira abaixo o calendário dos sindicatos.

Quadro nacional das assembleias

Sindipetro Amazonas – calendário ainda a ser definido

Sindipetro Ceará/Piauí - calendário ainda a ser definido

Sindipetro Rio Grande do Norte – assembleias de 08 a 11/09

Sindipetro Pernambuco/Paraíba – assembleias iniciadas dia 31/08 e prosseguem até o dia 08/09

Sindipetro Bahia - assembleias iniciadas dia 31/08 e prosseguem até o dia 12/09

Sindipetro Espírito Santo – assembleia virtual nesta quinta, 03

Sindipetro Minas Gerais – assembleias de 08 a 11/09

Sindipetro Duque de Caxias – assembleias de 09 a 13/09

Sindipetro Norte Fluminense - calendário ainda a ser definido

Sindipetro Unificado de São Paulo – assembleias iniciadas dia 02 e prosseguem até o dia 11/09

Sindipetro Paraná/Santa Catarina – assembleias começam nesta quinta, 03, e prosseguem até o dia 12/09

Sindipetro Rio Grande do Sul – assembleias de 08 a 11/09

[FUP | Foto: Rlam/BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

Todos os trabalhadores da base do sindicato no Paraná e Santa Catarina, ativos ou aposentados, têm o compromisso democrático com as assembleias. 

 

Elas acontecerão via plataforma virtual Zoom, com as seguintes pautas:  

 

1 – Debate e deliberação quanto ao indicativo da FUP e seus Sindicatos de aceitação da última contraproposta da empresa para ACT 2020/2022;

 

2 – Assuntos gerais.

 

 

Para participar será necessário fazer um cadastro prévio através do WhatsApp nos números: 41 9 8805-2367 (A/C de Liliane) / 41 9 9235 1435 (Simone) ou pelos e-mails: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.,  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A mensagem deve conter as seguintes informações: nome, matrícula, unidade, setor, se é ADM ou Turno e qual grupo. 

Na impossibilidade de participar no seu grupo e horário, contatar um dirigente sindical para avaliar outra possibilidade de participação.  

Estabilidade do ACT para barrar o desmonte do Sistema Petrobrás 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) ao lado dos representantes dos sindicatos filiados realizaram na última semana diversas reuniões e debates online com os trabalhadores. Após amplo diálogo, se decidiu por indicar a aceitação da última contraproposta apresentada pela atual gestão da Petrobrás.

 Para as entidades de defesa dos trabalhadores petroleiros, diante da atual conjuntura política e econômica do país, o melhor encaminhamento é o fechamento do ACT. O ponto decisivo é a manutenção por mais dois anos das conquistas históricas da categoria petroleira e garantia de emprego até 31 de agosto de 2022. Mais informações AQUI

 A participação da categoria nas assembleias virtuais é fundamental. São os trabalhadores, de forma soberana, que escolhem os rumos da negociação coletiva! 

Confira abaixo o calendário e o edital anexado:

[Via Sindipetro-PR/SC]

 

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Devido às distorções nas informações que estão circulando na categoria sobre o que foi garantido no Acordo Coletivo (ACT) dos bancários em relação ao Plano Saúde Caixa, a FUP alerta e esclarece:

No novo Acordo Coletivo dos bancários, os trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas da CEF estão praticamente dobrando as contribuições para o seu plano de saúde, o Saúde Caixa. Como o plano tem um superávit acumulado de R$ 500 milhões, a previsão é que a relação de custeio 70x30 ainda seja mantida nos próximos meses.

No entanto, a partir de janeiro de 2022, prazo estipulado pelas Resoluções CGPAR 22 e 23 para cumprimento das exigências do governo, as estatais com planos de saúde autogerido terão que se enquadrar a essas medidas, inclusive em relação ao teto de gastos de 8% sobre a folha de salários e benefícios das aposentadorias e pensões.

Hoje, o Plano Saúde Caixa já gasta 7% das folhas de salários e de benefícios (da CEF e da Funcef).  O novo Acordo de Trabalho pactuado prevê que o teto de gastos não ultrapasse o limite de 6,5%, a partir de janeiro de 2022. “Mesmo dobrando a contribuição para o plano, eles ainda serão obrigados a cumprir o teto”, explica o diretor de Seguridade da FUP, Paulo César Martin.

“O superávit acumulado no plano garantiu um fôlego à categoria, mas os beneficiários terão que cumprir o teto acordado com a Caixa. Se hoje, eles já gastam 7%, com o teto de 6,5% e consumindo o superávit, será muito difícil segurar o plano sem cortes em procedimentos e sem redução de benefícios, principalmente para os aposentados e pensionistas”, alerta Paulo César.

Como é hoje a relação de custeio no Plano Caixa?

> 2% de contribuição mensal (não considera faixa etária, nem faixa de renda).

> Além da mensalidade, o beneficiário tem 20% de coparticipação, com limite de R$ 2.400,00 anuais por núcleo familiar

Como ficará com o novo ACT? 

> 3,5% de contribuição mensal, sem faixa etária e sem faixa de renda e mais 0,4% por dependente limitado a 4,3% (dois ou mais dependentes).

> Além da mensalidade, o beneficiário tem 30% de coparticipação, limitado a R$ 3.600,00 anuais por núcleo família.

Se haverá esse aumento, como será mantida a relação 70 x 30?

> A relação 70 X 30 será mantida utilizando um superávit de RS 500 milhões acumulado no Plano.

>Sem esse superávit, na prática eles não manterão a relação 70 x 30.

Publicado em Trabalho

As informações divulgadas, nesta semana, em entrevista ao telejornal da emissora de televisão Rede Gazeta, pelo vice-presidente do Sindicato de Revendedores de Gás, o senhor Cléber dos Santos Almeida, alegando que o aumento futuro no preço do gás de cozinha estaria associado a um possível dissídio coletivo da categoria petroleira, são desconexas da verdade.

Em primeiro lugar, a categoria não está em dissídio coletivo. Estamos em plena negociação do Acordo Coletivo de Trabalho junto à Petrobrás, e sem qualquer previsão de paralisação das atividades.

É fundamental esclarecer também que os recentes aumentos no preço do gás de cozinha são resultado de decisões exclusivamente empresariais da atual gestão da Petrobrás. Alinhada ao Governo Bolsonaro, a Petrobrás segue privatizando seus Ativos de Gás em todo o país, a exemplo da Liquigás, da Gaspetro e de vários campos produtores.

O Espírito Santo também vem sofrendo com as privatizações no setor de gás. Recentemente, dois polos produtores de gás foram vendidos no Norte do Estado. Em verdade, a Petrobrás está lançando ao mercado todas as concessões de gás no Espírito Santo. Em pouco tempo a Petrobrás pode sequer existir em solo capixaba.

Ressaltamos que o principal motivo pelos recorrentes aumentos do preço do gás é o preço de paridade internacional (PPI) aplicado pela Petrobrás. Ao indexar o preço do barril à cotação internacional do petróleo, somos levados às flutuações do mercado mesmo sendo produtores potenciais. Uma vulnerabilidade inimaginável para o tamanho das nossas reservas, incompatível com nossa autossuficiência em petróleo.

O PPI é uma manobra fiscal que favorece importadores. Não há compromisso com o abastecimento, o que realmente importa é o lucro nas transações. A população, dependente do gás, é refém desse esquema criminoso que privilegia cartéis privados no mercado de gás.

Agradecemos os ouvidos atentos às nossas reivindicações. Reforçamos nossa luta em defesa do preço justo do gás, com uma Petrobrás forte e integrada. Convidamos todos a participar também da Campanha pela permanência da Petrobrás no Espírito Santo.

#APetrobrásFICAnoEspíritoSanto 

Valnísio Hoffmann

Coordenador geral do Sindipetro-ES

Publicado em Petróleo
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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