Quinta, 24 Outubro 2019 15:50

Orientações para a greve

A categoria petroleira se prepara para dar inicio à greve, a partir da zero hora do dia 26/10,  por avanços nas negociações e pela garantia de empregos e direitos. O movimento paredista será por tempo indeterminado e com parada de produção.

A Petrobras já foi comunicada formalmente. Localmente, o Sindipetro Bahia notificou a Companhia um pouco antes, tendo a categoria cobertura jurídica para realizar greve já a partir das 18h do dia 25/10.

A orientação do Sindipetro é que todos os funcionários continuem a se deslocar normalmente ao local de trabalho nos horários das respectivas escalas.

Por estratégia, o momento exato de paralisação será deflagrado pela direção sindical na porta das fábricas e escritórios. A partir de então, se iniciará realmente a greve.

Movimento legitimo

O mais forte instrumento de luta dos trabalhadores, a greve é um direito garantido na Constituição. Portanto, o movimento dos petroleiros é legal e deve ser realizado, como sempre foi, seguindo as determinações da lei, que valem para os dois lados: patrão e empregado.

No entanto, estamos vivendo um momento atípico, em que a alta gestão da Petrobrás vem tomando atitudes autoritárias, sem transparência e antissindicais. Há também uma forte pressão sobre os trabalhadores. Não é à toa que o Ministério Público do Trabalho criou uma força tarefa para investigar denúncias de assédio que estão sendo feitas pelos próprios trabalhadores da empresa, o que levou o MPT a falar de assédio organizacional na Petrobrás.

Diante dessa conjuntura, a direção do Sindipetro Bahia orienta a categoria a seguir alguns padrões, posturas e regras que vão garantir a sua segurança física e jurídica, assim como os seus direitos como grevista.  As orientações devem ser seguidas pelos trabalhadores próprios e terceirizados. Veja abaixo:

– Não assine nenhum documento individual encaminhado pela Petrobrás

– Caso a Petrobras insista que você assine qualquer documento que, por exemplo, dê a sua autorização para que permaneça na unidade durante a greve, não assine.

– Em resposta à Petrobrás, o trabalhador deve apresentar a carta modelo, elaborada pelo jurídico do Sindipetro e exija uma via de recebido (clique aqui para ver a carta – imprima, preencha e assine).

– Não antecipe a sua jornada e nem permaneça no seu posto de trabalho após o fim do seu horário de trabalho

– Não durma na unidade operacional

– Denuncie ao Sindipetro qualquer tipo de assédio que venha a sofrer para que a entidade sindical tome as providências jurídicas cabíveis

– Ao se sentir pressionado, grave as conversas com a gerência e encaminhe o áudio para o Sindipetro (veja abaixo os canais de comunicação). Precisamos comprovar as situações de assédio.

– As provas de assédio farão parte das ações que a assessoria jurídica do Sindipetro irá impetrar na justiça para criminalizar todos os gerentes e supervisores que estejam assediando os trabalhadores

– Quando o gerente ou supervisor for lhe assediar, lembre que ele também participou das assembleias que decidiram pela greve, e, portanto deve respeitar a decisão da maioria.

– Ao chegar ao local de trabalho durante a greve, junte-se à direção sindical e movimentos sociais nos piquetes, em todas as frentes. O sindicato vai precisar da ajuda de todos e todas. Uma greve vitoriosa só pode ser feita com a participação de toda categoria.

– Converse com o seu companheiro e não ceda à pressão das gerências.

– Lembre-se que é ilegal o trabalhador da Petrobras dar ordens a trabalhador terceirizado em período de greve

– A greve é um direito previsto em lei, portanto, durante o movimento paredista o seu contrato de trabalho estará suspenso e não poderá haver demissões.

Terceirizados

O Sindipetro recebeu denúncias que os trabalhadores terceirizados também estão sendo assediados por supervisores e gerentes da Petrobrás. O sindicato já está recolhendo informações sobre esses casos para responsabilizar judicialmente esses assediadores.

Canais para denúncias

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WhatSapp Sindipetro (71) 99924-2999

O trabalhador também pode procurar diretamente algum diretor do SindipetroClique aqui para ter acesso à lista com os nomes e telefones dos diretores

Clique aqui para ler e baixar a cartilha de greve

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA
Quinta, 24 Outubro 2019 12:42

Só a mobilização garante um acordo digno

No último dia 18, a FUP informou ao TST e à Petrobrás o resultado das assembleias e reiterou a importância da negociação dos pontos que foram referendados pelos trabalhadores nas assembleias para melhorar a proposta que o Tribunal apresentou para o Acordo Coletivo de Trabalho da categoria.

O prazo estipulado pela FUP para que a empresa respondesse aos itens apresentados esgostou-se no dia 22/10, mas a mediação da negociação ainda não foi encerrada pelo TST.

Em vídeo divulgado na manhã desta quinta-feira (24), o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, ressalta a importância dos petroleiros se manterem mobilizados para a greve que a categoria aprovou nas assembleias, caso as negociações não se consolidem.

No dia 22, a FUP e seus sindicatos enviaram à Petrobrás e subsidiárias comunicado, informando o início da greve a partir do zero hora do dia 26/10.


> Veja aqui a íntegra do documento com os itens encaminhados pela FUP ao TST em 26/09


[FUP]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Desde que assumiu o comando do país, Jair Bolsonaro (PSL) já deu 400 declarações falsas ou distorcidas. Mas as mentiras do ex-capitão começaram já em sua campanha eleitoral, quando fez inúmeras promessas à população. Um a um, esses compromissos estão sendo esquecidos por Bolsonaro. O caso mais recente é do preço do gás, que Jair prometeu baixar para apenas R$ 30 no seu mandato. Dez meses depois do início do desgoverno, o preço médio do botijão já é R$ 65 podendo alcançar R$ 115, e deve continuar aumentando.

Na segunda-feira (21), o governo Bolsonaro autorizou aumento de 5% no preço do gás nas distribuidoras. Em nota, a Petrobras anunciou a alta no valor do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) residencial e empresarial, sendo que este último sofrerá um acréscimo menor. O encargo deve ser ainda maior para o consumidor final, já que o aumento nas distribuidoras pode afetar outros custos envolvidos na rede de produção e distribuição.

De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), a mudança acontecerá “no preço do GLP residencial (embalagens de até 13kg) e empresarial (destinado a embalagens acima de 13 kg) (…). O aumento do GLP residencial oscilará entre 4,8% e 5,3% e o aumento do GLP empresarial entre 2,9% e 3,2%, dependendo do polo de suprimento”.

“R$ 30 com seriedade”

Durante o segundo turno das eleições, Bolsonaro prometeu abaixar o preço do gás e ainda atacou o então candidato Fernando Haddad que apresentou uma proposta real para a redução do gás: “Ele diz que vai passar o preço do gás para R$ 49. Eu quero que ele passe para R$ 30. (…) Nós queremos sim diminuir o preço do gás, mas com seriedade. Não na base da canetada enganando pessoas mais pobres que vivem realmente em uma situação bastante complicada. Sabemos que o preço do gás está batendo aí R$ 75, R$ 80. É um absurdo o preço do gás isso tudo”, vociferou o então candidato da direita disseminadora de fake news.

Um ano depois dessa declaração, o valor do produto está ainda maior no país, sendo comercializado por mais de R$ 100 em algumas cidades brasileiras. Com o aumento anunciado, a população brasileira, que já sofre com o crescente desemprego e a economia estagnada, vai ter mais dificuldade para cobrir os gastos necessários para sobreviver.

A escalada no custo do gás de cozinha desde o golpe de 2016 já gerou graves consequências: de acordo com último levantamento divulgado pelo IBGE, um quinto das famílias brasileiras já passou a usar lenha ou carvão para cozinhar. São ao menos 14 milhões de lares voltando ao século 19.

[Via Agência PT]

Publicado em Petróleo
Uma liminar obtida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia no último dia 16 suspendeu a transferência de todos os trabalhadores da Petrobrás no estado para outras unidades. A decisão foi proferida pelo juiz Danilo Gaspar, da 6ª Vara do Trabalho de Salvador, e impede também a estatal de criar programas de demissão voluntária. Segundo o magistrado, a transferência só poderá acontecer se for estabelecido “procedimento transparente, claro e informativo, como fruto de processo de negociação coletiva ou de sentença normativa”.
 
A liminar foi uma resposta à ação cautelar protocolada pelo MPT-BA no dia 15 de outubro, após processo de mediação entre o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA) e a Petrobrás.
 
“Constatamos, por meio da força-tarefa, a submissão dos trabalhadores da Petrobras a uma situação de terror psicológico, seja pela falta de transparência, seja pela sonegação do mínimo de informação, ou pela ausência de segurança sobre o destino profissional daquelas milhares de pessoas”, explicou o procurador-chefe do MPT na Bahia, Luís Carneiro.
 
Em artigo publicado nesta quarta-feira, 23, no jornal A Tarde, o procurador voltou a reafirmar:  
 
“O pânico se instalou na Petrobras na Bahia. Nos últimos dias, envolvido na força-tarefa para investigar ocorrência de assédio moral no processo de desmobilização da estatal na Bahia, ouvi os mais chocantes depoimentos em quase dez anos de atuação como membro do Ministério Público do Trabalho”.
 
Leia a íntegra: 

Publicado em Sistema Petrobrás

Historicamente, a Petrobras é a única descobridora relevante de novas fronteiras no país. Com a política de desinvestimento da estatal, não há sinais de que outra empresa privada venha a ocupar esse posto no médio prazo, o que pode levar a uma situação temerária de esgotamento das reservas nacionais. 

A Petrobras foi a única grande responsável pelas descobertas tanto da Bacia de Campos como do Pré-Sal. "As demais empresas sempre tiveram papel marginal e sempre foram avessas ao risco". explica Rodrigo Leão. O economista lembra o caso emblemático do Pré-Sal. "O primeiro poço foi perfurado em parceria com outras empresas, mas elas desistiram quando o investimento começou a ficar muito caro e vendeu sua parte para a Petrobras". Estrategicamente, é preciso entender que o petróleo brasileiro é apenas mais um ativo em meio a um portfólio gigante de investimento dessas empresas multinacionais, portanto é óbvio que elas concentrem seus esforços em locais geologicamente mais conhecidos e até em novas formas de energia. "Não há motivos para que empresas estrangeiras escolham novas áreas ainda não mapeadas no Brasil como prioritárias. Por isso mesmo o papel da Petrobras é tão importante". 

O economista Rodrigo Leão, coordenador-técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), conversou sobre o assunto com o jornal Valor Econômico, para a matéria "Novas fronteiras ficam em segundo plano", publicada nesta terça-feira (22): 

Rodrigo Leão lembra que o declínio da Bacia de Campos foi compensado, nos últimos anos, pela descoberta do pré-sal. E afirma que a tendência é que o pré-sal, nas próximas décadas, também viva uma queda natural de sua produção. 

“Uma petroleira do tamanho da Petrobras não pode parar de buscar novas fronteiras. É um processo longo de construção. Não pode esperar chegar num estágio temerário de queda das reservas. Mas não vejo no curto prazo uma mudança [na concentração dos investimentos em Campos e Santos]”, afirma Leão, que é pesquisador-visitante da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

Segundo ele, é difícil dizer, hoje, quem vai assumir o papel de desbravador de novas fronteiras, no Brasil. Ele destaca que as petroleiras, sejam elas as gigantes do setor ou as petroleiras menores, historicamente, sempre trabalharam na esteira da Petrobras, atuando em áreas onde já há descobertas. 

“Total, Shell e Equinor estão há mais tempo no Brasil e conhecem mais a geologia brasileira. Podem despontar como novas desbravadoras. Mas não há nenhum sinal claro, nenhum interesse manifesto ainda de que isso vá se concretizar”, disse. 

Petroleiras médias, por sua vez, têm orçamentos mais limitados e tendem a explorar novas fronteiras num ritmo mais lento, comenta o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-diretor da ANP, Hélder Queiroz. “Antigamente havia um uso da Petrobras para exploração de novas fronteiras”, lembrou. 

Ele destaca, ainda, que problemas no licenciamento de poços em novas fronteiras contribuem para reduzir o interesse por essas regiões. E lembra o caso da francesa Total, que pagou cerca de R$ 250 milhões pela aquisição de cinco concessões na Bacia Foz do Amazonas em 2013, mas teve o seu pedido de licença para perfuração nas áreas negado pelo Ibama. Seis anos após a compra dos ativos, a multinacional terá que reiniciar o processo de licenciamento. 

O resultado da 16ª Rodada de concessões, neste mês, traduz esse desinteresse. Em meio à crise ambiental provocada pelo vazamento de óleo no litoral do Nordeste e diante de ações na Justiça contra a oferta de áreas com eventual risco de impacto no parque de Abrolhos, os blocos do Nordeste não atraíram uma proposta sequer. 

O jornal também conversou com a ex-diretora-geral da ANP e consultora da FGV Energia, Magda Chambriard, que disse que o interesse menor das petroleiras por áreas de menor conhecimento geológico está associado ao cenário de preços do petróleo. Ela lembra que o caso bem-sucedido da 11ª Rodada se deu num momento em que a cotação da commodity superava os US$ 100 o barril. 

“Com a queda dos preços, as petroleiras reagiram e reduziram investimentos em exploração. Aos poucos, elas estão repondo seus portfólios, mas com muito mais cautela. Daí a importância do pré-sal para elas. É uma questão de interesse ao risco. Os riscos assumidos hoje são muito diferentes daqueles de 2013, 2014”, afirma. 

Magda não acredita que a exploração de novas fronteiras acontecerá de forma rápida. Mesmo tendo alguns ativos fora do eixo Campos-Santos em suas carteiras, as companhias tendem a priorizar a exploração nessas duas regiões. “Elas estão com carteiras de projetos cheias de ativos de baixo risco e tendem a acelerar a exploração do pré-sal. Não dá para retardar algo pelo qual elas pagaram bilhões. Elas têm que ter um retorno rápido”, comenta. 

Para a consultora, faz mais sentido, neste momento, falar em novas fronteiras tecnológicas do que em novas fronteiras geográficas. “Vamos esbarar em limites tecnológicos que terão de ser ultrapassados no pré-sal, conforme exploramos cada vez mais águas mais profundas”, disse. 

A consequência de focar as atividades em Campos e Santos, segundo ela, será a concentração geográfica dos investimentos no eixo Rio-São Paulo. “Isso é um empecilho para descentralizar investimentos para outras regiões”, comenta.

[Via Blog do Ineep]

 

Publicado em Petróleo

A FUP e seus sindicatos estão disponibilizando para os trabalhadores do Sistema Petrobrás e para quem mais se interessar uma cartilha produzida pela assessoria jurídica, onde são explicadas e detalhadas questões relativas ao direito de greve. 

Em assembleias realizadas nas últimas semanas, os petroleiros e petroleiras rejeitaram a proposta de Acordo Coletivo apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e aprovaram greve por tempo indeterminado, a partir do dia 26 de outubro, caso a negociação não prosseguisse. A data estabelecida para a Petrobrás responder à contraproposta apresentada pela FUP se esgotou na terça-feira, 22, sem que a empresa se manifestasse.

Ao longo dos últimos meses, a FUP e seus sindicatos tentaram de todas as formas buscar através do processo de negociação a solução do impasse criado pela gestão da Petrobrás ao insistir em retirar e reduzir direitos da categoria, desmontando o Acordo Coletivo, assedidando os trabalhadores e atacando a organização sindical. 

"Sem efetiva garantia do Direito de Greve, a Liberdade Sindical é manietada, e a Negociação Coletiva torna-se uma farsa. Isso não quer dizer que a Greve tenha que se fazer presente em todas as negociações coletivas. Porém, é fato que a mera possibilidade da greve, muitas vezes, é a real garantia de eficácia negocial. Negar a amplitude e importância da Greve, para o desenvolvimento histórico e social, é negar o compromisso que nossa sociedade estabeleceu com a justiça social", informa a assessoria jurídica da FUP no primeiro parágrafo da Cartilha.

Na publicação, são esclarecidas dúvidas sobre direito e limites de greve, com orientações claras e objetivas sobre cotas de produção e de produtividade, contrato suspenso, ilegalidades e coerções que venham a ser cometidas pelos gestores, perseguição aos grevistas, tentativas de sabotagem, entre outras situações que os trabalhadores petroleiros já viveram em greves anteriores.

 


> BAIXE AQUI A CARTILHA DE GREVE PRODUZIDA PELA ASSESSORIA JURÍDICA DA FUP


 

Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP e seus sindicatos filiados enviaram nesta terça-feira, 22, comunicado à Petrobrás, às subsidiárias e à Araucária Nitrogenados (ANSA) notificando os gestores sobre o início da greve dos petroleiros, a partir da zero hora do dia 26/10, conforme deliberação das assembleias.

Diante da intransigência da Petrobrás em negociar os pontos apresentados pela FUP para melhoria da proposta de Acordo Coletivo, encaminhados à empresa e ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) no dia 26/09, não resta outra alternativa aos petroleiros se não o exercício do direito legítimo de greve.

Em assembleias realizadas nas últimas semanas, os trabalhadores rejeitaram amplamente a proposta do TST e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir do dia 26 de outubro, caso a Petrobrás não aceitasse até a data de hoje (22/10) dar prosseguimento à negociação do ACT.

No último dia 18, a FUP informou ao TST e à Petrobrás o resultado das assembleias e reiterou a importância da negociação dos pontos que foram referendados pelos trabalhadores para melhorar a proposta que o Tribunal apresentou para o Acordo Coletivo de Trabalho da categoria 

Os petroleiros lutam por manutenção de direitos e empregos, reivindicando a preservação do atual Acordo Coletivo de Trabalho. 

A gestão da Petrobrás retirou diversas cláusulas do ACT, acabando com direitos e garantias conquistados pela categoria ao longo das últimas décadas, propôs reajuste salarial de apenas 70% da inflação e quer aumentar a assistência médica dos petroleiros em mais de 17%.  

Além disso, a empresa está fechando e privatizando unidades em todo o país, acabando com postos de trabalho, através de diversos planos de demissão que estão sendo lançados. 

Soma-se a isso o fato das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados sequer terem apresentado proposta de Acordo Coletivo para os seus trabalhadores.

Nesta quarta-feira, 23, a FUP e seus sindicatos estarão reunidos em Conselho Deliberativo no Rio de Janeiro para discutir estratégias da greve.

[FUP | Foto: Mauro Pimentel/AFP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em mais uma ação arbitrária nesta campanha reivindicatória, os gestores do Sistema Petrobrás tentaram alterar unilateralmente a tabela de turno dos trabalhadores da Transpetro, desrespeitando o compromisso assumido em mesa de negociação com a FUP e demais representações sindicais.

Os gerentes da subsidiária chegaram a divulgar para os trabalhadores de todo o país as novas tabelas de turno que a empresa colocaria em prática a partir de novembro. 

A direção da FUP imediatamente alertou a gestão da Transpetro sobre a arbitrariedade da medida, lembrando o compromisso assumido pela subsidiária em rodada de negociação conjunta com a Petrobrás realizada no dia 26 de junho.

Ficou acordada a suspensão da implantação de novas tabelas de turno ininterrupto nas unidades operacionais até a conclusão das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho e a retomada das escalas que já eram praticadas na empresa.

Após a intervenção da FUP, a gestão da Transpetro voltou atrás e na tarde desta terça-feira, 22, por meio de uma DIP, informou que o processo de mudança da escala de turno está suspenso.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Após as assembleias que aconteceram de 7 a 17 de outubro em todas as unidades do Sistema Petrobrás na Bahia, quando a categoria rejeitou a proposta intermediada pelo TST para o Acordo Coletivo de Trabalho e aprovou a realização de uma greve por tempo indeterminado, a partir do dia 26/10, a direção do Sindipetro deu inicio a uma série de setoriais na base.

As setoriais são uma oportunidade para que a categoria discuta, de forma mais profunda, os próximos passos que devem ser seguidos para a construção de uma greve forte pela garantia dos empregos e direitos.

As reuniões também têm sido um espaço para repensar a força e importância da categoria petroleira ao longo de toda sua história de luta.  Na RLAM e Temadre, as setoriais estão sendo iniciadas com a exibição do filme “Bem Maior”, produzido pela Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Litoral Paulista, que retrata a trajetória da Petrobrás  e o orgulho de ser petroleiro, ressaltando a importância da estatal como motor de desenvolvimento da sociedade brasileira. Em seguida, a categoria inicia o debate sobre as estratégias para  a greve.

Os Trabalhadores do edifício Torre Pituba também já participaram da setorial que aconteceu no final da tarde da segunda-feira (21), no Hotel Fiesta. Preocupados com a atual situação, eles ouviram durante horas  o advogado do Sindipetro,  Clériston Bulhões, que respondeu a dezenas de perguntas e explicou os  trâmites legais que devem ser seguidos pela ação impetrada na justiça pelo Ministério Público do Trabalho, que obteve a liminar – como tutela antecipada de urgência – que impede a continuidade da transferência dos trabalhadores da Bahia para unidades de outros estados.

Houve muitos relatos apontando a continuidade da pressão da gerência, casos de ansiedade, medo e insegurança, que estão acontecendo também em outras unidades da empresa a exemplo de Taquipe.

De acordo com funcionários dessa unidade, Taquipe está abandonada e  não tem estrutura para receber os cerca de 400 trabalhadores do Torre Pituba que devem ser transferidos para lá. Segundo eles, falta água, a quantidade de banheiros é insuficiente e o ambiente de trabalho está péssimo. “O campo está doente, doutor, eu estou doente, os meus colegas estão doentes”, relatou um dos trabalhadores ao advogado.

As setoriais continuam durante toda a semana e é muito importante que toda a categoria participe. O momento é, não só de luta, mas, principalmente, de união.

[Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Após reunião nesta sexta-feira, 18, de seu Conselho Deliberativo, que reúne representações de todos os sindicatos filiados, a FUP comunicou à Petrobrás e ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) o resultado final das assembleias.  

Os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelo TST no dia 19 de setembro e aprovaram os indicativos da FUP de referendo dos itens que foram encaminhados ao Tribunal no dia 26/09 para melhorar a proposta, condicionamento de uma eventual assinatura do Acordo Coletivo (caso seja aprovado) à assinatura dos Acordos das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados e greve a partir do dia 26 de outubro, caso não ocorra a negociação.  

A FUP aguarda até o dia 22 (próxima terça-feira) um posicionamento do TST e da Petrobrás sobre os pontos encaminhados para melhoria da proposta.

 


> Veja aqui o documento enviado pela FUP nesta sexta (18/10) ao TST

> Veja aqui a íntegra do documento com os itens encaminhados pela FUP ao TST em 26/09


 

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Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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