Os trabalhadores do Sistema Petrobrás nas bases da FUP aprovaram a proposta de Acordo Coletivo, conquistada durante o processo de mediação com o Tribunal Superior do Trabalho (TST).  A mobilização da categoria, que aprovou uma greve por tempo indeterminado, foi fundamental para fazer avançar a negociação.  O resultado das assembleias, com aprovação massiva da proposta, reforça a importância de uma organização sindical forte e com credibilidade no enfrentamento dos desafios que estão postos para a classe trabalhadora na atual conjuntura política.

Os petroleiros e petroleiras entenderam a importância de virar a página do Acordo e concentrar todos os nossos esforços na luta árdua que enfrentaremos para barrar as privatizações no Sistema Petrobrás.  

A confiança da categoria reflete a credibilidade da FUP e de seus sindicatos, não só na condução do processo de negociação com o TST, mas, principalmente, na defesa de pautas históricas, como a soberania e a democracia.  Credibilidade de quem denunciou e lutou contra o golpe, se mobilizou para impedir a quebra da Lei de Partilha e se posicionou na eleição presidencial contra o atual projeto político que está desmontando a nossa empresa e o país.

Os ataques que enfrentamos no governo Bolsonaro demonstram que estávamos do lado certo da história, enquanto muitos se omitiram.

Ao contrário de quem preferiu ficar em cima do muro, a FUP e seus sindicatos jamais titubearam diante do arsenal de ataques dos fascistas e dos que defendiam a neutralidade ou negavam a política.  Ocupamos as ruas e o Congresso Nacional, lutando até o último instante pela soberania e pela democracia.

A dura campanha reivindicatória que estamos concluindo evidenciou a importância de entidades sindicais com credibilidade para conduzir sem bravatas as lutas da categoria. Enfrentamos uma das mais difíceis negociações da nossa história e conseguimos preservar a essência de um Acordo Coletivo que tem sido referência para a classe trabalhadora no país e no exterior.

Após uma disputa árdua com a gestão Castello Branco, que tentou de tudo para acabar com o ACT, preservamos direitos que estão muito acima da CLT. Resistimos e ganhamos fôlego para uma luta que será ainda mais dura.

Na terça-feira, 05/11, a FUP e seus sindicatos voltam a se reunir para deliberar sobre a greve contra a privatização da Petrobrás.

Todo o nosso esforço agora estará concentrado nesta direção. Com organizações sindicais fortes e com credibilidade, conseguiremos lutar por empregos, direitos, pelo futuro da nossa empresa e das próximas gerações de petroleiros.

Sigamos em frente, pois o que a vida quer da gente é coragem.

[FUP]

Publicado em SISTEMA PETROBRÁS

Quase 80% dos petroleiros e petroleiras da Bahia aprovaram os indicativos da FUP e do Sindipetro Bahia, em assembleias que aconteceram de 27/10 a 1/11, em todas as unidades do Sistema Petrobrás no estado.

Desta forma, a segunda proposta intermediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o Acordo Coletivo, acrescida dos itens propostos pela FUP, foi aprovada. Foram 1.278 (78,79%) votos a favor, 273 (16,83%) contra e 71 abstenções (4,38%).

O Acordo será assinado no dia 4/11 e os valores referentes ao reajuste serão retroativos ao mês de setembro. 

A suspensão da greve, que aconteceria no dia 26/10, caso não houvesse avanço nas negociações, também foi ratificada nas assembleias.

A significativa diferença de votos pela aprovação do ACT mostrou a confiança da categoria na direção sindical, que soube avaliar o cenário buscando a melhor solução para esse momento.

Entendemos que o ACT não é o que todos nós queríamos, mas é o melhor que pudemos conquistar e na oportunidade certa vamos recuperar tudo aquilo que, por ventura, foi perdido. Mas é importante ressaltar que o acordo coletivo da categoria petroleira continua sendo um dos melhores do Brasil, garantindo, entre outras coisas, a continuidade da paridade 70/30 da AMS, o que é muito importante, principalmente para os aposentados, que costumam usar mais o plano de saúde.

Assédio e pressão

A campanha reivindicatória da categoria foi marcada por situações atípicas, grande pressão da gerência, atitudes antissindicais da alta gestão da Petrobrás e pelo pedido por parte da empresa para a intermediação do TST.

Foi prevendo todo esse embate, devido à conjuntura política atual, que a FUP resolveu antecipar as  negociações. Foram quase quatro meses até a aprovação do ACT.

Superamos uma batalha, mas a guerra apenas começou. Há muito o que fazer, pois a ameaça da privatização e das demissões de trabalhadores concursados e terceirizados é cada vez mais real.

Por enquanto, os trabalhadores da Bahia estão protegidos devido à liminar obtida pelo Ministério Público do Trabalho que impede a transferência dos concursados para outros estados e, consequentemente, suspende as demissões dos terceirizados, uma vez que a Petrobrás está impedida de desmobilizar o edifício Torre Pituba.

Mas não podemos ficar de braços cruzados, dependendo da justiça. Só temos um caminho a  seguir: o da realização de uma greve.

Nesse sentido, estamos, juntamente, com a FUP e a categoria construindo esse movimento paredista, que deve acontecer no mês de novembro, para garantir os empregos e os postos de trabalho dos trabalhadores próprios e concursados.

[Via Sindipetro-BA]

 

Publicado em SINDIPETRO-BA

Pela terceira vez, os trabalhadores das bases de terra do Norte Fluminense se reuniram no Ginásio Juquinha do Tênis Clube para uma assembleia da Categoria. Dessa vez foi para avaliar o indicativo da FUP e dos Sindicatos de aprovação da proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho no dia 25 de outubro.

Estiveram presentes 1359 pessoas, mas votaram efetivamente 1220 petroleiros e petroleiras. Do total de votantes, 90% aprovaram o indicativo de aprovação da proposta (veja quadro abaixo).

Apesar do calor intenso, que foi amenizado por climatizadores e ventarolas, a assembleia aconteceu de forma tranquila e contou novamente com exposições do Dieese e do assessor jurídico Normando Rodrigues, além das falas do diretor do NF, Sérgio Borges, do Coordenador do sindicato, Tezeu Bezerra e do Coordenador da FUP, Zé Maria Rangel.

O Diretor Sergio Borges esclareceu as dúvidas que surgiram da categoria e foram postadas nas redes sociais do sindicato e mostrou três pontos que a gestão bolsonarista da Petrobrás queria atingir através desse ACT e não conseguiu, que eram o barateamento da força de trabalho para facilitar a privatização, o ataque ao movimento sindical petroleiro e a alteração no custeio da AMS

Para Normando a aprovação da proposta do TST não se tratava de um acordo de paz, mas uma trégua na guerra que representa os ataques que a Petrobrás vem sofrendo. Ele lembrou que essa proposta mantém o turno de 8 horas com cinco turmas e o 14×21.

A explicação sobre o limite nas negociações ficou a cargo do Coordenador Tezeu, que reforçou a importância de fechar esse ciclo e partir para a luta contra a privatização, que deve ser o principal foco da categoria. “Estamos assistindo a venda das plataformas da Bacia de Campos e vários companheiros sendo desimplantados, precisamos sair em defesa da Petrobras, dos nossos direitos e nossos empregos” – disse.

“Temos que virar a página do ACT e centrar nossas energias em defesa da Petrobrás. Essa tem que ser nossa bandeira.” Com essa fala, o Coordenador da FUP, Zé Maria Rangel, reafirmou a necessidade da categoria estar unida em defesa da empresa e dos seus empregos que estão sendo atacados a todo momento pela gestão. “estão transformando a Petrobrás em uma exportadora de óleo cru e não numa empresa integrada e mola propulsora do desenvolvimento do país.

Resultado da Assembleia das bases de terra 

  A favor Contra Abstenção
01 – Aprovação da proposta apresentada pelo TST no dia 25/10 90% 9% 1%
02 – Se a Petrobrás não aprovar até o dia 03/11 a nova proposta apresentada hoje pelo TST, a greve pelo Acordo Coletivo será retomada* 57% 33% 10%

* Apesar da empresa ter divulgado o seu aceite, a diretoria do sindicato decidiu manter esse ponto em pauta para apreciação da categoria

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Com a iminente saída da Petrobras da Bahia e as consequências que essa medida causará a economia do estado, foi lançada nesta terça-feira (29), a frente parlamentar mista em defesa da Petrobras, na Câmara Municipal de Salvador. O evento foi marcado por duras críticas ao governo Bolsonaro (PSL).

Diversas figuras políticas estiveram presentes no lançamento, entre eles, os deputados estaduais Hilton Coelho (Psol), Rosemberg Pinto (PT), e os vereadores Henrique Carballal (PV), Suíca (PT), Moisés Rocha (PT) e o presidente da Casa, Geraldo Júnior (SD). Além deles, também estiveram presentes o presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, e o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

Ao abrir a sessão de lançamento da frente, o vereador Moisés Rocha (PT) criticou a falta de diálogo do governo federal com os trabalhadores e a sociedade civil. “Não há diálogo e nem um governo. É um desgoverno que não dialoga com ninguém, nem mesmo com o Congresso. […] É um governo que só faz gritar, agredir e xingar.”

O presidente da CUT Bahia também não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e disse que “o principal papel do governo tem sido entregar o patrimônio público”. “A Petrobras é um carro chefe importante para o desenvolvimento tecnológico e geração de emprego e renda para o país.”

Para o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, o lançamento da frente parlamentar é muito significativo na luta pela manutenção dos postos de trabalho.

“A Petrobras representa a geração de riquezas e renda que podem ser investidos na educação e saúde, além de outros segmentos que importam para a sociedade. Mas não só isso, até mesmo no preço dos combustíveis, porque com a privatização vem a lógica do lucro e a tendência é que o preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha aumentem”, afirma.

Também estiveram presentes na sessão dezenas de petroleiros da ativa e os aposentados. Érika Grise é trabalhadora do Torre Pituba e conta que tem sido muito difícil ver a Petrobras nessa situação depois de ter sido uma das maiores empresas do mundo há tão pouco tempo.

“Tem sido muito difícil, porque a gente trabalha sempre com amor. A gente está ali para fazer a companhia. A gente no fundo se sente muito mal com tudo isso e é muito difícil.”

O deputado estadual Hilton Coelho (Psol) fala que o país caminha para ficar rendido e diz que o Brasil está na contramão do anseio popular.

“É impossível pensar em um país soberano sem a Eletrobras, Banco do Brasil, BNDES e a Petrobras. Perder o controle dessa matriz de produção energética é deixar o Brasil rendido no cenário das relações internacionais e enfraquecer a sua própria capacidade de investimentos”, alerta.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

A sessão da noite desta quarta-feira (30) com o Grupo de Turno 2 da Usina do Xisto encerrou a série de 23 assembleias que o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizou para a categoria decidir sobre o indicativo da FUP e sindicatos de aceitação da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

Ao todo, 909 petroleiros participaram das assembleias, um número expressivo. Sobre o primeiro ponto de pauta, debate e deliberação sobre o indicativo de aceitação proposta, 72% foram favoráveis, 23% rejeitaram e 6% se abstiveram. 

Já com relação à suspensão da greve, podendo ser retomada em data a ser definida pela FUP em caso de recusa da empresa sobre a proposta do TST, 78% concordaram e 11% foram contrários, mesmo percentual registrado de abstenções. 

Com a aprovação da categoria consolidada, o novo ACT será assinado pelo Sindipetro PR e SC e demais sindicatos cujas bases também referendaram a proposta na próxima segunda-feira (04), em Brasília-DF. 

O Sindicato agradece a categoria pela participação e amplo debate nas assembleias. O fechamento do ACT é um importante passo na organização coletiva e dá fôlego para a luta maior dos petroleiros, que é pela empregabilidade e contra o esfacelamento do Sistema Petrobrás. 

Mediação no TST

A nova proposta mediada pelo TST só foi possível por conta da pressão da categoria, que na rodada anterior de assembleias havia rejeitado a primeira proposição do Tribunal para o ACT. Naquela oportunidade, a categoria aprovou alguns itens para retornar à negociação e a greve a partir do dia 26, caso ela não ocorresse. 

Como a proposta do TST atendeu minimamente as condições aprovadas pela categoria, novas assembleias foram convocadas com indicativo de aceitação. A condicionante da inclusão das subsidiárias, entre elas a Transpetro e a TBG, e a Araucária Nitrogenados (ANSA) no ACT influenciou na decisão, pois garante a unidade da categoria.

 A íntegra da proposta do TST está disponível no seguinte link: https://fup.org.br/images/pdf/proposta_tst_25_10_2019.pdf

 A luta continua!

A base se mantém mobilizada e pronta para os futuros embates. O fechamento do ACT não significa, em hipótese alguma, o arrefecimento da luta da categoria. Os esforços do movimento sindical petroleiro serão focados na defesa da Petrobrás e da empregabilidade.

A Direção Executiva do Sindipetro PR e SC se reúne nesta quinta-feira (31) para avaliar as assembleias e debater os próximos passos da mobilização da categoria. A discussão prossegue na próxima segunda-feira (04) com o encontro da Direção Colegiada, em Curitiba, que vai tirar o posicionamento do Sindicato para a reunião do Conselho Deliberativo da FUP, a ser realizada na terça-feira (05).

 Os pontos em debate em todas essas instâncias de organização da categoria são as privatizações, empregabilidade, tabela de turno, regramento do banco de horas e da PLR, AMS e a nova proposta do Plano de Equacionamento do Petros 1.

 A conjuntura exige luta permanente da categoria e a mobilização tem que ser cada vez mais forte. Essa intensidade só é possível na coletividade.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Na reta final para conclusão das assembleias nas bases da FUP, a proposta de Acordo Coletivo dos trabalhadores do Sistema Petrobrás, negociada pela Federação durante a mediação feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), está praticamente aprovada na grande maioria dos sindicatos filiados.

Três sindicatos já finalizaram as assembleias, com índices de aprovação do Acordo em torno de 90% (veja quadro abaixo). 

Em Macaé, no Norte Fluminense, 90% dos 1.220 trabalhadores das bases de terra da Petrobrás que participaram nesta quinta de assembleia realizada pelo Sindipetro-NF aprovaram a proposta conquistada pela FUP.

A consulta aos trabalhadores será encerrada nesta quinta à noite em algumas bases e na sexta (01/11), na maioria dos sindicatos que não concluíram as assembleias.

O resultado parcial, no entanto,já aponta para a aprovação do Acordo na grande maioria das bases da FUP.

Os ajustes conquistados na redação da proposta que o TST havia apresentado em setembro atendem a maioria dos pontos que foram referendados pelos petroleiros nas assembleias das bases da FUP, realizadas entre os dias 07 e 17 de outubro.

Respaldada pela greve aprovada pela categoria, a Federação pode avançar no processo de negociação com a Vice-Presidência do Tribunal e preservar a maioria das conquistas do atual Acordo Coletivo de Trabalho.

Os ajustes feitos pelo TST foram encaminhados à FUP, aos sindicatos e à Petrobrás na última sexta-feira (25/10)

“Virar a página do ACT e centrar esforços na defesa da Petrobras”

“Nós temos que virar a página do Acordo Coletivo e centrar todos os nossos esforços na luta em defesa da Petrobrás. A proposta apresentada pela mediação do TST, mesmo que não seja a proposta dos nossos sonhos, nos garante direitos muito acima do que está previsto na lei e nos dá tranquilidade para passar por esse momento sombrio que estamos vivendo no país”, ressalta o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Ele explica que a greve contra a privatização da Petrobrás já foi definida pela Federação e seus sindicatos, cuja data deverá ser definida pelo Conselho Deliberativo da entidade em sua próxima reunião, marcada para o dia 05 de novembro. “Toda categoria e toda a sociedade irão tomar ciência da data que estaremos indicando para a greve contra a privatização da Petrobrás”, afirmou. 

Confira o quadro com a parcial das assembleias informadas à FUP até às 18h desta quinta-feira (31):

Sindipetro Amazonas

05 das 08 assembleias realizadas – 97% a favor do ACT; 1% de rejeição; 2% de abstenções

Sindipetro Rio Grande do Norte

07 das 10 assembleias realizadas – 94,25% a favor do ACT; 3,5% de rejeição; 2,25% de abstenções

Sindipetro Ceará/Piauí

08 das 14 assembleias realizadas – 80,18% a favor do ACT; 17,51% de rejeição; 2,3% de abstenções

Sindipetro Pernambuco/Paraíba

15 das 17 assembleias realizadas – 78% a favor do ACT; 19% de rejeição; 3% de abstenções

Sindipetro Bahia

22 das 27 assembleias realizadas – 76,10% a favor do ACT; 19,74% de rejeição; 4,16% de abstenções

Sindipetro Espírito Santo

Assembleias finalizadas – 90% a favor do ACT; 7% de rejeição; 3% de abstenções

Sindipetro Norte Fluminense

41 assembleias realizadas – mais de 85% a favor do ACT

Sindipetro Duque de Caxias

07 das 08 assembleias realizadas – 55,2% a favor do ACT; 37,7% de rejeição; 7,1% de abstenções

Sindipetro Minas Gerais

04 das 06 assembleias realizadas (Regap e Temelétrica) - 61% a favor do ACT; 32% de rejeição; 7% de abstenções.

Na Usina de Biodíesel de Montes Claros, será realizada uma assembleia à parte.

Sindiquímica Paraná

Assembleias finalizadas - 99,47% foram a favor do ACT.

Sindipetro Paraná/Santa Catarina

Assembleias finalizadas - 72% a favor do ACT; 23% de rejeição; 6% de abstenções

Os Sindipetros Unificado de São Paulo e Rio Grande do Sul divulgarão o resultado das assembleias quando forem concluídas nesta sexta-feira (01/11).

[FUP, com informações dos sindicatos]

 

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Publicado em Sistema Petrobrás

O Dia Nacional em Defesa das Estatais e dos Serviços Públicos foi marcado, em Salvador, por diversos atos que aconteceram no inicio da manhã dessa quarta-feira (30).

Por volta das 6h muitos manifestantes começaram a se reunir em frente ao prédio onde funciona a sede administrativa da Petrobrás, no bairro da Pituba.

A estatal está sendo desmontada na Bahia e muitos dos seus funcionários só não foram transferidos para outros estados por força de uma liminar obtida pelo Ministério Público do Trabalho, que está investigando denúncias de assédio moral organizacional por parte da gestão da Petrobrás.

Durante o ato que reuniu diversos representantes de centrais e entidades sindicais, movimentos sociais, professores, vigilantes e trabalhadores da Petrobras, o presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, deixou claro que a luta em defesa das estatais, de um serviço público de qualidade, de empregos e direitos da classe trabalhadora, tem de ser feita todos os dias. “Na resistência, vamos vencer essa batalha. Acredito que a sociedade está despertando e já começa a entender o que está acontecendo no Brasil. Cabe a todos nós fazer essa luta diária contra a política econômica do atual governo, que prejudica os trabalhadores e também em defesa da democracia, empregos, direitos e soberania do nosso país”.

Para o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, atos como esses são importantes, pois marcam a luta contra o processo de entrega do patrimônio nacional, dando visibilidade para a sociedade sobre a importância das estatais e da soberania nacional. Empresas públicas como a Petrobrás são um patrimônio estratégico e de grande relevância para o desenvolvimento tecnológico e social do nosso país. Aqui na Bahia, devido à decisão política do governo federal de retirar a Petrobras do estado, estamos mobilizando a categoria petroleira para construirmos uma greve, no mês de novembro, pela manutenção dos empregos e postos de trabalho dos trabalhadores concursados e terceirizados”.

Os manifestantes também realizaram ato conjunto em defesa da Dataprev e Serpro, órgãos ameaçados de privatização.

Em Brasília, acontece ato nacional, na Esplanada dos Ministérios, que reúne diversas categorias de trabalhadores. O ato foi organizado pela CUT, com apoio da CTB, Força Sindical, UGT, CSB e Intersindical e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

A proposta de Acordo Coletivo dos trabalhadores do Sistema Petrobrás, negociada pela FUP durante a mediação feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), está sendo aprovada pela categoria nas assembleias, conforme indicativo da Federação. Veja abaixo o quadro atualizado.

Os ajustes conquistados na redação da proposta que o TST havia apresentado em setembro atendem a maioria dos pontos que foram referendados pelos petroleiros nas assembleias das bases da FUP, realizadas entre os dias 07 e 17 de outubro.

Respaldada pela greve aprovada pela categoria, a Federação pode avançar no processo de negociação com a Vice-Presidência do Tribunal e preservar a maioria das conquistas do atual Acordo Coletivo de Trabalho.

Os ajustes feitos pelo TST foram encaminhados à FUP, aos sindicatos e à Petrobrás na última sexta-feira (25/10)

“Virar a página do ACT e centrar esforços na defesa da Petrobras”

“Nós temos que virar a página do Acordo Coletivo e centrar todos os nossos esforços na luta em defesa da Petrobrás. A proposta apresentada pela mediação do TST, mesmo que não seja a proposta dos nossos sonhos, nos garante direitos muito acima do que está previsto na lei e nos dá tranquilidade para passar por esse momento sombrio que estamos vivendo no país”, ressalta o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Ele explica que a greve contra a privatização da Petrobrás já foi definida pela Federação e seus sindicatos, cuja data deverá ser definida pelo Conselho Deliberativo da entidade em sua próxima reunião, marcada para o dia 05 de novembro. “Toda categoria e toda a sociedade irão tomar ciência da data que estaremos indicando para a greve contra a privatização da Petrobrás”, afirmou. 

Confira o quadro com a parcial das assembleias informadas à FUP até às 18h desta quarta (30):

Sindipetro Amazonas

03 das 08 assembleias realizadas – 97% a favor do ACT; 0% de rejeição; 3% de abstenções

Sindipetro Rio Grande do Norte

05 das 09 assembleias realizadas – 95,30% a favor do ACT; 2,45 % de rejeição; 2,25% de abstenções

Sindipetro Ceará/Piauí

08 das 14 assembleias realizadas – 80,18% a favor do ACT; 17,51% de rejeição; 2,3% de abstenções

Sindipetro Pernambuco/Paraíba

15 das 17 assembleias realizadas – 79% a favor do ACT; 18% de rejeição; 3% de abstenções

Sindipetro Bahia

16 das 28 assembleias realizadas – 75,04% a favor do ACT; 21,48% de rejeição; 3,48% de abstenções

Sindipetro Espírito Santo

17 das 19 assembleias realizadas – 85% a favor do ACT; 11% de rejeição; 4% de abstenções

Sindipetro Norte Fluminense

19 assembleias realizadas – 82,79% a favor do ACT; 15,08% de rejeição; 2,13% de abstenções

Sindipetro Duque de Caxias

05 das 08 assembleias realizadas – 51,3% a favor do ACT; 42,4% de rejeição; 6,3% de abstenções

Sindipetro Minas Gerais

02 das 07 assembleias realizadas - 62% a favor do ACT; 30% de rejeição; 8% de abstenções

Sindiquímica Paraná

Assembleias concluídas na terça (29) - 99,47% foram a favor do ACT.

Os Sindipetros Unificado de São Paulo, Paraná/Santa Catarina e Rio Grande do Sul divulgarão o resultado das assembleias quando forem concluídas.

 

[FUP, com informações dos sindicatos]

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

[Via EPBR]

A produção dos campos que estão sendo vendidos pela Petrobras deve dobrar ou triplicar em pouco tempo, na avaliação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP). 

“Não dá para você achar que uma empresa pode fazer tudo. O setor de petróleo no Brasil é muito maior que o balanço da Petrobras”, afirmou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, que participa da abertura da OTC Brasil 2019. 

No começo do mês, a Petrobras finalizou a venda de 100% dos campos de Pargo, Carapeba e Vermelho, localizados em águas rasas da Bacia de Campos, para a Perenco, por US$ 398 milhões. A nova operadora vê um potencial de revitalização dos ativos, com extensão da produção por 20 anos e recuperação de 50 poços. 

Em julho, a Petrobras assinou os contratos de venda dos polos Pampo e Enchova, na Bacia de Campo, para a Trident Energy, e do campo de Baúna, em Santos, para a Karoon. As operações representam um reforço de caixa de US$ 1,5 bilhão para a Petrobras, podendo chegar a US$ 1,7 bilhão. 

Em abril, depois de três licitações a desclassificação da 3R Petroleum, a Petrobras fechou com a PetroRecôncavo a venda por US$ 384,2 milhões de 34 campos terrestres no Polo Riacho da Forquilha, na Bacia Potiguar, no entorno da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O valor da operação é US$ 68 milhões menor do que a fechada com a 3R Petroleum. 

A Petrobras anunciou em agosto a venda por US$ 191,1 milhões de sete campos que fazem parte do Polo Macau, na Bacia Potiguar, para SPE 3R Petroleum S.A., subsidiária integral da 3R Petroleum e Participações. O Polo Macau engloba os campos de Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu. 

Os desinvestimentos da Petrobras atingiram US$ 13,3 bilhões em valores já recebidos este ano, de um volume de negócios de US$ 15,3 bilhões já assinados, alguns em 2018. 

A companhia anunciou semana passada a entrada de mais refinarias em fase não vinculante. São as unidades Isaac Sabbá (Reman) no Amazonas, Lubnor, no Ceará e a Six, que processa xisto betuminoso, no Paraná. Manifestação de interesse até 22 de novembro. 

 

Foto: Balanço Financeiro / epbr.

[Texto Felipe Maciel, da EPBR]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nos últimos dois anos as grandes petrolíferas internacionais têm investido pesado em diversas frentes. Entre elas, duas se destacam: (i) no aumento de suas reservas de petróleo e gás, com atenção especial às descobertas do Golfo do México e do pré-sal brasileiro e (ii) na integração de seus negócios ligados a geração de energia, sobretudo em projetos voltados às fontes renováveis. 

Em um levantamento inédito realizado pelo Ineep monitorando sete das principais empresas de petróleo, nota-se que entre 2017 e 2018 gigantes do setor como Equinor, ExxonMobil e BP registraram uma expansão de suas reservas provadas de 15,1%, 14,6% e 8,2%, respectivamente. Em escala menor, Total, Chevron e Shell também apresentaram crescimento respectivo de 5,0%, 3,3% e 1,2%. No mesmo período, no entanto, somente a Petrobras retraiu o seu volume de reservas em 3,7%.

Fonte: Ineep.

Um fato que chama atenção é que grande parte dessas empresas teve o seu aumento de reservas ocasionado pela aquisição de blocos exploratórios, especialmente na bacia do Permiano, no golfo do México (EUA), e nos campos de pré-sal brasileiro. 

É o caso da Equinor. Gigante petrolífera com produção média superior a 2,1 milhões de barris por dia, seu segmento de produção internacional tem compensado as quedas de seus ativos na plataforma continental norueguesa. Exemplo disso é  a produção no campo de Peregrino, na Bacia de Campos (RJ), a maior operação offshore da Equinor fora da Noruega. Além de Peregrino, a empresa opera em outros blocos do pré-sal, como Carcará, Uirapuru e Dois Irmãos. 

Outra movimentação recente da Equinor no país foi a aquisição de blocos no campo de Roncador, o terceiro maior do Brasil, onde atua em parceria com a Petrobras. Com a experiência norueguesa para aumentar a recuperação de reservatórios, a Equinor e Petrobras dobraram a estimativa de volume adicional de recursos recuperáveis no Roncador, de 500 milhões para 1 bilhão de barris. Assim, a empresa espera aumentar a sua produção no país em 150%. Considerando o portfólio atual do grupo no Brasil, a expectativa da Equinor para os próximos anos é sair do patamar atual de 90 mil a 100 mil bpd para atingir a produção de 300 mil a 500 mil barris diários de petróleo no Brasil até 2030. 

Além disso, a Equinor tem sido uma das principais empresas petrolíferas a apostar em novas fontes de energia. Empenhada na geração de energia eólica em águas profundas, a empresa lançou, em 2017, o primeiro parque eólico flutuante do mundo em Hywind Park, na costa da Escócia, mas há outros projetos maiores em vista, como o parque eólico de 1.500 megawatts na costa de Long Island, Nova York. A expectativa da empresa é de que os investimentos em novas soluções energéticas representem cerca de 15 a 20% do total anual de investimentos da empresa até 2030. 

Já a ExxonMobil tem reorganizado seus negócios de upstream com a criação de novas empresas como parte da estratégia de integrar a organização da empresa para explorar ainda mais o portfólio de aquisições de exploração na bacia do Permiano nos EUA, em Guiana, no Bloco Stabroek e no Brasil, com o pré-sal. Em comunicado a imprensa, o vice-presidente da Exxon, Neil Chapman, afirmou: “Nosso foco é aumentar o valor geral fortalecendo nossos negócios de upstream e integrá-lo ainda mais aos segmentos de downstream para aproveitar nossas capacidades exclusivas em toda a cadeia de valor”. No Brasil, a atuação da empresa tem se destacado no pré-sal, especialmente após 2017, na 14ª Rodada, quando a Exxon saltou da exploração de dois blocos para 25, tornando-se a empresa estrangeira com maior área de exploração líquida no país, somando mais de 2 milhões de acres líquidos. 

Enquanto isso petrolífera britânica BP aposta, em um só tempo, na ampliação das suas reservas internacionais de petróleo, que prometem incrementar a sua produção em mais 900 mil boe até 2021, e também em um agressivo programa de investimentos no setor de renováveis, estimados em mais de US$ 100 bilhões. Dessa forma, a BP reingressou no ramo solar, com a compra da Lightsource, uma das maiores startups de energia solar da Europa, e entrou no mercado americano de biocombustíveis, além de anunciar recentemente a intenção de expandir os investimentos anuais da companhia em US$ 500 milhões a fim de ampliar sua capacidade de geração de energia eólica. Investimentos igualmente significativos no setor de energia móvel, com a aquisição das empresas de recarga de carros elétricos, acenando assim sinais de interesse no mercado de tecnologias de energia móvel em geral.

No cenário brasileiro, a BP possui 21 concessões de exploração de petróleo e gás em quatro bacias sedimentares e também atua no pré-sal nos blocos de Peroba, Alto de Cabo Frio Central, Dois Irmãos e Pau-Brasil. 

Em meio a todas essas movimentações, a Petrobras assume um comportamento muito diverso em relação ao das grandes companhias, inclusive no que diz respeito à atuação em seu próprio país. Movida por sua política de desinvestimentos, a empresa tem escolhido vender ativos importantes como forma de reduzir o seu endividamento, ao mesmo tempo em que opta por focar a estratégia da companhia quase única e exclusivamente em torno da exploração e produção do pré-sal. 

Ao observar a atuação das gigantes petrolíferas, a busca por projetos offshore de menor risco associados a uma entrada, ainda pouco expressiva, em outras formas de energia tem sido um comportamento observado em varias dessas empresas. A Petrobras é uma exceção. A atual gestão da estatal aposta somente em um setor eliminando a capacidade de atuação no segmento energético e limitando o seu mercado de expansão.

[Via INEEP]

 
 
 
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