Ineficiência nas medidas de segurança da Petrobrás colocam petroleiros em risco no RN. Nesta terça-feira, 8 de dezembro, chegou ao conhecimento da diretoria do SINDIPETRO-RN que a fragilidade nas barreiras de segurança da Estatal está fazendo com que trabalhadores no período de embarque e já nas instalações das plataformas apresentem sintomas da COVID 19.

De acordo com o relato, a PUB 03, situada no campo de Ubarana em águas rasas em Guamaré, estaria com cinco casos de coronavírus confirmados. A situação tomou consistência após um técnico de segurança da Petrobrás, que estava no seu último dia de jornada de trabalho (embarque), apresentar sintomas da COVID, vindo depois a ser confirmado mediante a testagem.

Após essa constatação, quatro novos casos foram diagnosticados com trabalhadores da Elfe que também atuam na plataforma, sendo eles três mecânicos e um instrumentista.

Até o fechamento desta matéria, o Sindicato não foi notificado sobre quaisquer providências da Petrobrás e da Elfe para investigar os casos. A situação é de grande tensão entre os trabalhadores, “é uma verdadeira roleta russa, ninguém sabe quem será o próximo infectado”, disse o autor da denúncia.

Essa preocupação da categoria mostra a fragilidade da Petrobrás nos procedimentos de segurança para resguardar a saúde e integridade de seus funcionários, além da falta de fiscalização das empresas terceirizadas. “Se as medidas de segurança não são iguais para todos, todos correm perigo de se contaminar”, explica o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino.

A diretoria do SINDIPETRO-RN já está tomando providências administrativas e jurídicas para resguardar a saúde dos trabalhadores. Novas denúncias podem ser feitas de forma aberta ou anônima pelos telefones da Sede Natal: (84) 3344-6800, Subsede Mossoró: (84) 3317-2034 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A categoria também pode formalizar a denúncia por áudio, fotos e vídeos e enviar para o WhatsApp – (84) 99959-0184.

[Da imprensa do Sindipetro-RN | Fotos: Christian Vasconcelos]

Apesar de diversas reuniões realizadas a pedido do Sindicato com a gestão da Refap, antes do início da Parada de Manutenção, a situação continua gerando preocupações para a entidade. A Parada iniciou dia 19 de novembro.
Uma das principais preocupações é em relação a possibilidade de aumento dos casos de Covid-19. Apesar dos protocolos, a realidade aponta para muita gente circulando nos mesmos ambientes, trabalhos em espaço confinado, entre outras situações.
Antes de iniciar a Parada, o Sindicato fez uma primeira vistoria nos containers, nas áreas de convivência, no restaurante para atender o contingente de trabalhadores e no QG de organização. Na ocasião, foi elencada uma série de situações. A empresa encaminhou algumas e deixou outras sem resposta.
No último dia 25, em nova vistoria, algumas questões causaram preocupação, especialmente por que ainda não estamos no “pico” do trânsito de pessoas, já que algumas unidades estão em liberação. Este “pico” deve acontecer esta semana.
Estas preocupações foram apresentadas à empresa para que tenham solução, especialmente as que podem gerar aglomerações.

ALERTA AOS TRABALHADORES

Segundo a diretora Miriam Cabreira, que tem participado das reuniões e vistorias, da mesma forma que faz cobranças à empresa, o Sindicato alerta aos trabalhadores quanto ao comportamento e a responsabilidade de cada um em relação a proteção à Covid-19. “Depende muito da consciência de cada um de se proteger e proteger aos seus”, alertou ela.
Miriam destacou que os trabalhadores que tiverem dúvidas, denúncias ou sugestões com relação a Parada, entrem em contato com o Sindicato, para que a entidade possa dar os devidos encaminhamentos às demandas.

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

A categoria petroleira está mobilizando voluntários para somar nos trabalhos de preparação de comida, colheita e entrega de alimentos, entre outras atividades. Para participar, basta escrever uma mensagem via WhatsApp com o nome do coletivo “Ação Petroleira” para o número 041 98854-0956 ou pelo link https://chat.whatsapp.com/EegkinoPRqE0tPTNeZW6gl 

Os dirigentes do Sindipetro PR e SC idealizaram o grupo “Ação Petroleira” com o objetivo de fazer boas ações. Neste mês de dezembro, período em que a solidariedade está estampada em todos os lugares, nada melhor que colocar o “espírito natalino” em prática. Portanto, venha somar, doar empatia e formar uma rede de voluntários que coloca a mão na massa e faz a diferença ao ajudar o próximo. 

Lembre-se, a crise econômica no Brasil atinge em cheio famílias mais pobres e a categoria petroleira pode fazer mais. Hoje são aproximadamente 14 milhões de desempregados no país, além disso, passamos pela pior crise sanitária da história e que já fez mais de 170 mil vítimas em território nacional. 

Em todas as ações de solidariedade os cuidados e orientações relativos à Covid19 estão sendo seguidos. A entidade busca expandir os trabalhos sociais e intensificar a campanha Solidariedade Petroleira, que continua recebendo doações. São centenas de itens que já beneficiaram famílias em situação de vulnerabilidade social. 

Serviço 

:: Coletivo Ação Petroleira

:: Para participar envie mensagem via WhatsApp para o número 041 98854-0956. 

:: Link no Whats: https://chat.whatsapp.com/EegkinoPRqE0tPTNeZW6gl 

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Sindipetro-NF denuncia novos casos de Covid-19 na P-47 e na P-35, no campo de Marlim. Em novembro, outras duas plataformas da região registraram surtos. Contaminação entre petroleiros é o dobro da média nacional, aponta parecer da Fiocruz

[Do boletim Nascente, do Sindipetro-NF, com informações da assessoria de comunicação]

Nessa semana o Sindipetro-NF recebeu denúncia da ocorrência de mais casos de covid-19 a bordo das plataformas na Bacia de Campos, agora na P-47 e na P-35. Na primeira, 22 trabalhadores desembarcaram e desses foram cinco os casos confirmados até segunda, 30. Já na P-35, oito trabalhadores desembarcaram: quatro no dia 27 de novembro, duas no dia 29 e duas ontem — até a terça, 01, uma pessoa havia testado positivo e três deram negativo. Na semana passada, a plataforma de P-18 teve oito casos confirmados e mais sete pessoas que estiveram em contato com esses trabalhadores.

A diretoria do sindicato mantém contato com a empresa e pressiona para que medidas de proteção sejam tomadas de forma a resguardar todos os trabalhadores a bordo. Desde o início da pandemia, o NF vem atuando de forma incisiva na proteção da saúde dos trabalhadores.

Outras plataformas

Em novembro foram registrados surtos de Covid-19 em outras duas plataformas da Bacia de Campos, a P-56, no campo de Marlim Sul, e a P-25, em Albacora. Até agora foram cerca de 80 pessoas afetadas, entre contaminados e suspeitos, com confirmação de 36 casos até o momento. Vale lembrar que cada unidade tem, em média, 120 pessoas a bordo.

Sindicatos têm modelo aprovado

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encaminhou parecer técnico ao Ministério Público do Trabalho reconhecendo como adequada a Proposta de Protocolo de Embarque e Testagem para covid-19 nos petroleiros, preparada pelas duas Federações (FUP e FNP) e Sintasa. No parecer, a Fiocruz apenas inclui o teste sorológico sanguíneo e indica que este teste deve ocorrer uma única vez, na primeira coleta sanguínea, antes do primeiro embarque, pelo novo protocolo sugerido. Desta forma, ele irá detectar anticorpos que podem levar de 1 a 3 semanas após a infecção para serem produzidos pelo sistema imunológico. O MP já informou à Petrobrás e orientou a adoção do protocolo sugerido pelos sindicatos e aprovado pela Fiocruz. Em paralelo, o Sindipetro-NF irá cobrar a implantação e acompanhar esse processo.

Petrobrás gasta mais com logística do que com testes

“Além de não rever processos, a Petrobrás se recusa a fornecer máscaras certificadas como EPI (Equipamento de Proteção Individual) aos trabalhadores que ficam nos hotéis de pré-embarque. Nossos procedimentos, inclusive, preservam o lado econômico da empresa, porque são mais baratos e evitariam grandes gastos com a logística adotada pela Petrobrás para manter os trabalhadores em hotéis, com custo de hospedagem, alimentação e homem-hora, pois sairia mais barato fazer mais testes. Tudo isso também é custo para o acionista. Sempre cobramos na reunião com os representantes da empresa que aceitem nossas reivindicações, mas continuamos não sendo atendidos. Enquanto isso, os casos de infectados aumentam”, explica Alexandre Vieira, coordenador de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) do SindipetroNF.

Somente em novembro, foram registrados surtos de Covid-19 em outras duas plataformas da Bacia de Campos: a P-56, no campo de Marlim Sul, e a P-25, em Albacora. Até agora, foram cerca de 80 pessoas afetadas, entre contaminados e suspeitos, com confirmação de 36 casos até o momento. Vale lembrar que cada unidade tem, em média, 120 pessoas a bordo em cada uma.

E de acordo com cálculos do SindipetroNF, o número de casos confirmados de Covid-19 até a última segunda-feira (23/11) em todo o Sistema Petrobrás era de 463, ante 163 confirmados em outubro e 178 em setembro. Os cálculos foram feitos com base no Boletim de Monitoramento Covid-19, publicado semanalmente pelo Ministério de Minas e Energia (MME). 

Covid entre petroleiros é o dobro da média nacional 

Parecer técnico da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em outubro, comprova que a frequência dos casos de Covid-19 (expressa na incidência contaminados por 100 mil) entre os petroleiros é mais que o dobro da frequência registrada na população brasileira. Tomando como base os dados do Boletim de Monitoramento da Covid-19 do MME de 14 de setembro – números que estão subnotificados, apontam a FUP e seus sindicatos –, o parecer da ENSP/Fiocruz destaca que o “total de casos de Covid-19 na Petrobrás equivale a uma incidência de 4.448,9 casos /100 mil, o que corresponde a uma incidência maior do que o dobro (2,15) da incidência registrada em todo o Brasil (2.067,9), até a mesma data (14/09)”.

Além disso, o parecer da Fiocruz aponta que a resistência da Petrobrás em emitir Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs) para trabalhadores contaminados por Covid-19 é uma estratégia para manipular a Taxa de Acidentes Registráveis (TAR), indicador observado para determinar o desempenho internacional de companhias de petróleo e que pode desvalorizar as empresas se mantida em patamares altos.

 

 

O Sindipetro-NF inicia no domingo uma agenda permanente de setoriais com os petroleiros que trabalham embarcados. As reuniões on line acontecerão de domingo à quinta-feira, sempre às 10 horas. O objetivo é aproximar o sindicato da categoria, principalmente daqueles trabalhadores que estão de quarentena nos hotéis.

Por conta da pandemia, o sindicato não pode estar tão próximo dos trabalhadores e essa será uma forma de conhecer ainda mais as necessidades da categoria nesses novos tempos, acolher suas propostas e denúncias.

As reuniões acontecerão através do zoom, com um link único que será divulgado em breve.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Segundo pesquisa Pnad Covid, número de pessoas que realizaram algum tipo de teste cresce conforme a renda e a escolaridade

[Da Rede Brasil Atual | Foto: Sumaia Villela/Agência Brasi]

Até outubro, 25,7 milhões de pessoas havia feito teste para saber se haviam sido infectadas pelo coronavírus. O número corresponde a apenas 12,1% da população. Daquele total, 22,4%, ou 5,7 milhões, testaram positivo. Os dados são de edição específica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad Covid, divulgada nesta terça-feira (1º) pelo IBGE.

Segundo o instituto, de um total de 211,5 milhões de habitantes, 9,7 milhões (4,6%) não fizeram nenhuma medida de restrição em outubro. Por sua vez, 93,8 milhões (44,3%) reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa. Outros 80,7 milhões (38,2%) ficaram em casa e só saíram por necessidade básica. Por fim, 26,3 milhões (12,4%) ficaram rigorosamente isolados.

Isolamento cai em outubro

Na comparação com setembro, diz o IBGE, aumentou (1,6 ponto percentual) a proporção de pessoas que não fizeram restrição e também as que diminuíram o contato, mas continuaram saindo (4,6 pontos). Por outro lado, diminuiu a parcela dos que só saíram por necessidade básica (2,2 pontos) e a daqueles que ficaram rigorosamente isolados (3,9 pontos).

A região Norte teve o maior percentual de pessoas que não fizeram restrições (8,1%). Já o Nordeste registrou maior proporção daquelas rigorosamente isoladas (14,7%). “As mulheres registraram percentuais maiores (13,5%) que os dos homens (11,3%) em medidas mais restritivas de isolamento”, diz o instituto. A restrição foi maior no grupo até 13 anos de idade (34,5%), mas mesmo assim houve diminuição de 9,9 pontos em relação a setembro.

Mais renda, mais teste

A pesquisa do IBGE mostra pouca diferença entre homens (11,8%) e mulheres (12,4%) que fizeram algum tipo de teste para detecção da covid-19. No recorde etário, o índice sobe para 16,5% entre pessoas de 30 a 59 anos. E é mais alto conforme cresce a escolaridade. Vai de 6,6% entre as pessoas sem instrução ao fundamental incompleto a 25% no caso das que têm ensino superior completo ou pós-graduação.

Assim, a testagem é mais frequente nas faixas de maior renda. No décimo mais elevado, 24,6%. No primeiro décimo, 6,1%.

Desemprego maior

O IBGE estimou em 13,8 milhões o total de desempregados em outubro, ante 13,5 milhões no mês anterior (aumento de 2,1%) e 10,1 milhões em maio (35,9%). A taxa de desemprego subiu para 14,1%, com variações regionais: Nordeste (17,3%), Norte (15,1%), Sudeste (14,2%), Centro-Oeste (12,1%), e Sul (9,4%).

Entre as mulheres, a taxa de desemprego foi bem maior: 17,1%, enquanto a dos homens foi de 11,7%. Também ficou acima entre pessoas de cor preta ou parda (16,2%) em relação aos brancos (11,5%). Havia 74,1 milhões de pessoas fora da força de trabalho (queda de 1,9% em relação a setembro). Segundo o IBGE, 34,1% gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, enquanto 19,9% não buscaram trabalho devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade.

O afastamento do trabalho devido ao distanciamento social segue em queda, aponta o instituto. De 84,1 milhões de ocupados, 4,7 milhões estavam afastados do trabalho (-12,7%) e, destes, 2,3 milhões devido ao distanciamento (-22%). Essa quantidade já caiu 75,3% e 85,1%, respectivamente, desde o início da pandemia. Dos 4,7 milhões, 900 mil estavam sem remuneração.

Mais casos de COVID-19 apareceram na Bacia de Campos e se somam aos 463 casos confirmados entre trabalhadores da Petrobrás, segundo cálculos do sindicato com base nos boletins do Ministério das Minas e Energia (MME). Dessa vez a plataforma de P-18 teve oito casos confirmados e mais sete pessoas que estiveram em contato com esses trabalhadores. Todos desembarcaram.

De acordo com a categoria a bordo, para não prejudicar a parada de produção que estava acontecendo, a empresa só comunicou os terceirizados no fim do dia, o que o Sindipetro-NF considera absurdo, porque todos precisam saber dos riscos à saúde que estão ocorrendo.

A diretoria do sindicato entrou em contato com a empresa e foi informada que por conta dos casos em P-18, a Petrobrás cancelou os embarques seguintes na unidade e está desembarcando as equipes conforme fim de escala. Os transbordos também estão interrompidos por enquanto, segundo a empresa.

Agora com a unidade com POB reduzido, a Companhia embarcou equipe para dedetizar a plataforma. Todos que vão embarcar em P-18 ficaram no hotel três dias, mesmo sendo de Macaé.

Como divulgado anteriormente neste mês, também foram registrados surtos de Covid-19 em duas plataformas da Bacia de Campos, a P-56, no campo de Marlim Sul, e a P-25, em Albacora. Houve cerca de 50 pessoas afetadas, entre contaminados e suspeitos, com confirmação de 22 casos até o momento. Cada unidade tem, em média, 120 pessoas a bordo em cada uma.

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Nos últimos dias, com o ‘boom’ de contaminações do coronavírus, os dois estados foram classificados como região de situação gravíssima. Tanto em razão do número de mortes e casos positivados como em relação às ocupações hospitalares

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Atenção redobrada categoria petroleira! O Sindipetro tem recebido informações do aumento de casos de Covid19 nas unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. A entidade reforça que neste momento em que os casos de contaminação aumentam, é preciso dar atenção prioritária às medidas de prevenção. 

Para o presidente do Sindipetro, Alexandro Guilherme Jorge, a entidade vai continuar exigindo da gestão da Petrobrás os mesmos cuidados do início da pandemia, pois não é admissível que haja flexibilização do trabalho no período em que a situação piora. 

“Os casos de contaminação só aumentam, o que gera apreensão na categoria. A pandemia não acabou, pelo contrário, está avançando. Temos identificado que existem trabalhadores que estão realizando atividades que não precisam ser presenciais, contrariando nosso posicionamento”, explica Alexandro.   

De acordo com a Secretaria de Saúde de Curitiba, o município está com 95% de ocupação nos leitos adultos de UTI do SUS, ou seja, são apenas 15 vagas disponíveis; já na UTI pediátrica a lotação é de 40%. 

Além disso, de acordo com o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar), as UTIs da rede privada estão com ocupação acima de 80%. 

Os hospitais Erasto Gaertner, Evangélico Mackenzie e do Trabalhador estão com 100% dos leitos ocupados. Já no Hospital das Clínicas, 60 dos 61 leitos receberam pacientes, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). 

Em Santa Catarina o sistema público chegou ao seu índice mais alto de ocupação de leitos de UTI do SUS ontem (25/11): 84,4%. Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, foram confirmadas 31 mortes em decorrência do coronavírus e mais 4.933 pacientes com a doença. 

Dados nacionais 

De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o número de trabalhadores infectados por Covid-19 em novembro é mais que o dobro de outubro. Nas três primeiras semanas desse mês já houve 463 casos confirmados entre trabalhadores da Petrobrás, números registrados até a última segunda-feira (23/11). No mês anterior foram 163 confirmações e 178 em setembro. Os cálculos foram feitos com base no Boletim de Monitoramento Covid-19, publicado semanalmente pelo Ministério de Minas e Energia (MME) – LEIA AQUI

Canal de Denúncia 

O Sindipetro reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais. 

A entidade vai continuar cobrando mais testagem e intensificação dos trabalhos preventivos. Essa crise sanitária sem precedentes pode deixar sequelas irreversíveis na saúde dos infectados. É preciso seguir os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS), das Secretarias de Saúde do Paraná, de Santa Catarina e de cada município onde tenha unidade da Petrobrás. 

Saúde do trabalhador é prioridade e o Sindipetro vai continuar cobrando e defendendo mais rigor nos cuidados com a classe trabalhadora.

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"Os trabalhadores que estão desembarcando com suspeita de COVID-19 e aqueles já diagnosticados com a doença estão ficando isolados e sem acompanhamento médico num hotel de Vitória. E, pasmem, nem medicamentos são disponibilizados para os trabalhadores", denuncia o coordenador geral do Sindipetro ES, Valnisio Hoffmann. 

Segundo o sindicato, a Petrobrás alega que nenhum profissional da saúde pode ter contato com os trabalhadores no hotel, mesmo quando apresentam dor de cabeça, dor de garganta ou outros sintomas. Segundo a empresa informou, caso algum trabalhador tenha algum sintoma mais grave, é chamado uma ambulância, que o leva para um hospital.

"A Petrobras brinca com a saúde do trabalhador. Essa omissão e negligência pode custar a vida desses colegas que estão isolados no hotel. A desorganização é tamanha que mesmo aqueles trabalhadores cujo diagnóstico foi negativo acabam ficando até cinco dias no hotel aguardando liberação do setor médico", denuncia o coordenador.

O Sindipetro-ES informou que está tomando todas as medidas cabíveis para auxiliar os trabalhadores, que, além de contaminados pelo coronavírus, ainda sofrem com a negligência da Petrobrás.


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[FUP, com informações da Coordenação do Sindipetro-ES]

Trabalhadores que foram transferidos compulsoriamente para o teletrabalho durante a pandemia estão recebendo cerca de 30% a menos de auxílio refeição

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Nesta terça-feira (24), representantes do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) realizaram reunião virtual com a gerência de Recursos Humanos da Refinaria de Paulínia (Replan). Uma das pautas abordadas foi a falta de isonomia no pagamento do auxílio alimentação entre a própria categoria.

Durante a pandemia, os trabalhadores que migraram compulsoriamente para o teletrabalho, do administrativo ou do regime de turno ininterrupto, deixaram de usufruir das refeições que são oferecidas nas suas respectivas unidades da Petrobrás.

Como compensação, a estatal tem pagado o “auxílio almoço eventual”, depositado diretamente no contracheque dos petroleiros. Entretanto, pelos tributos descontados na folha, o valor é cerca de 30% menor do que o recebido pelos trabalhadores que já estavam no regime de teletrabalho permanente e que recebem o auxílio por meio de um cartão específico.

Para o mecânico da Refinaria de Paulínia (Replan) e diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), Gustavo Marsaioli, não existe mais o caráter de eventualidade que fez com que esse modelo fosse implementado no início da pandemia. 

“A gente já vem questionando há bastante tempo. Em um primeiro momento, a gente entendeu que tenha sido feito dessa maneira, de forma emergencial, mas agora já não configura mais como caráter de eventualidade, tendo em vista que isso está ocorrendo desde março. Por isso, entendemos que os valores precisam ser equalizados”, aponta Marsaioli.

A gerência de Recursos Humanos informou que a orientação geral do Sistema Petrobrás é não ressarcir essa diferença. Entretanto, os representantes da empresa presentes na reunião afirmaram que a expectativa é migrar esses trabalhadores em regime extraordinário para um modelo permanente de teletrabalho no início do próximo ano, o que também daria a eles o direito de receberem o valor do vale alimentação por meio de cartão, sem dedução de impostos.

O Sindipetro-SP solicitou que o novo modelo permita aos trabalhadores dividirem o valor em dois cartões distintos, um de alimentação (utilizado em supermercados) e outro de refeição (aceito geralmente em restaurantes). 

A previsão inicial do regime compulsório de teletrabalho, que era até 31 de dezembro, foi estendida para o dia 31 de março. Caso o número de casos se mantenham altos, poderão haver novas prorrogações. 

A migração para o regime de teletrabalho causou redução de jornada de oito para seis horas e diminuição proporcional de 20% dos salários para os trabalhadores do administrativo. Além disso, uma parcela dos petroleiros do regime de turno ininterrupto também foi direcionada ao teletrabalho, com cortes nas remunerações que variaram entre 37,5% e 49%.

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.