O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) já contabilizou mais de 78 casos de contaminação por coronavírus de trabalhadores efetivos e terceirizados na Refinaria Gabriel Passos (Regap), desde a semana passada.

Infelizmente, os casos aumentaram com o início da parada de manutenção, como previsto pelo Sindicato, devido ao aumento do número de trabalhadores em trânsito na unidade.

Diante da grave situação, o Sindipetro/MG enviou ofício nesta segunda-feira, dia 15/03,  à gerência geral da Refinaria, solicitando a suspensão da parada de manutenção e outras medidas para proteger os petroleiros e suas famílias. Uma vez que as unidades de saúde de Betim e Belo Horizonte estão lotadas, e muitos estão com dificuldade para conseguir atendimento  médico e internação.

Vale lembrar que há dois meses o Sindicato notificou a empresa sobre os riscos a que seriam expostos os trabalhadores ao serem submetidos a condições inadequadas de prevenção ao Coronavírus.

Como resposta ao alerta do Sindicato, a empresa afirmou que “todos os protocolos a serem seguidos pela EOR para realização da Parada Programa na REGAP estão em consonância com a preocupação da Companhia com a preservação da saúde dos seus colaboradores e a continuidade da refinação, essencial para a sociedade”.

No entanto, entre outras falhas, uma das principais medidas preventivas, a de evitar aglomerações, não está sendo respeitada em decorrência do alto número de trabalhadores que foi alocado para cumprir as atividades da parada de manutenção.

Assim, o ofício enviado esta pelo Sindicato apresenta as seguintes demandas:

  • Imediata interrupção das atividades da Parada de Manutenção nos setores Coque e HDT; 
  • Suspensão de novas paradas de manutenção previstas para as próximas semanas, incluindo a intervenção na unidade UDAV1 (setor DH); 
  • Redução imediata do quadro de empregados (próprios e terceirizados) em trabalho presencial na Regap, exceto pelas atividades essenciais para a continuidade operacional em segurança na refinaria e para a garantia da produção para abastecimento das necessidades inadiáveis da população, garantida a irredutibilidade salarial e a manutenção do emprego de todos os empregados próprios e terceirizados; 
  • Isolamento imediato, garantida a irredutibilidade salarial e a manutenção do emprego de todos os empregados (próprios e terceirizados) que tiveram contato com casos suspeitos e confirmados da Covid-19;
  • Envio do número de trabalhadores contaminados (próprios e terceirizados) pela Covid19 na Regap, desde o início da Parada de Manutenção dos setores Coque e HDT;

Abaixo, leia o documento:

Ofício_016_2021_Suspensão_das_Paradas_de_Manutenção_REGAP

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Procedimento incluiria mais dois mil trabalhadores no parque industrial e invariavelmente causaria grandes aglomerações durante o momento mais crítico da crise sanitária.

 

[Imprensa do Sindipetro PR/SC]

O Sindicato recebeu no último sábado (13) a resposta aos ofícios enviados à Repar que requisitaram o adiamento da parada de manutenção e inspeção de equipamentos de algumas unidades. 

A gestão da refinaria comunicou que, após a análise dos cenários interno e externo e os limites seguros para realização da intervenção, definiu pela postergação para 12 de abril. 

Na semana passada, além de cobrar a Repar, o Sindipetro PR e SC denunciou a situação para vários órgãos públicos, como o Ministério Público Estadual (MPPR), Ministério Público do Trabalho (MPT- PR), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PR), secretarias de saúde estadual e de Araucária. 

A parada de manutenção necessita de cerca de dois mil trabalhadores a mais na rotina da refinaria, o que causa aglomerações por todos os cantos do parque industrial. Portanto, adiar esse processo no ápice da pandemia do coronavírus é uma decisão prudente. 

O Sindicato continuará atento às condições sanitárias e às taxas de ocupação dos hospitais de Araucária e Região para verificar se a parada de manutenção poderá ser realizada na nova data apontada, visando a segurança de todos os trabalhadores. 

Denúncias

Qualquer situação de risco sanitário que a gestão da refinaria não tenha tomado providências deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, principalmente no período de serviços de pré-parada. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

 

O Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia lamenta a morte de mais um companheiro Wagner Plech. Coordenador de turno da Refinaria Landulpho Alves, morreu hoje pela manhã, devido a complicações relativas à Covid-19. Foi gerente das unidades onze, doze e treze, atualmente era COTUR (Coordenador de Turno).

Mais uma vítima fatal, devido a irresponsabilidade da Gerência Geral da Refinaria. Com 35 anos de Petrobrás, Wagner, 52 anos, casado, deixa um casal de filhos. Internado na Cardio Pulmonar, em Salvador. Neste domingo, completa também uma semana da morte do operador da Rlam, Carlo Alberto, por complicações geradas pela doença.

“Essas mortes são fruto da incompetência administrativa e gerencial da Petrobrás na Rlam, que não tem adotado as medidas necessárias para preservar a vida dos trabalhadores próprios e terceirizados, apesar de toda cobrança que vem sendo feita pela direção do Sindipetro Bahia”, afirma Radiovaldo Costa, diretor da entidade.

Sobra irresponsabilidade na forma de gerir a unidade num momento tão delicado como esse. Faltam critérios firmes. No último dia 10 de março, houve reunião do Sindipetro junto ao Ministério Público do Trabalho, representantes da Petrobrás e representantes do SRTE, cobrando medidas mais rigorosas da gerência, seja na diminuição do contingente, nas medidas protetivas e também na identificação dos trabalhadores de tenham comorbidades estando mais expostos aos riscos de agravamento do coronavírus.

A CIPA da RLAM vem cobrando sistematicamente, inclusive já discutiu e debateu esse assunto na unidade intensamente, aprovou e fez várias solicitações à gerência, às quais, não foram atendidas conforme relatórios anexos. Demonstrando o grau de compromisso que a atual gestão da Petrobrás tem com as nossas vidas.

O Sindipetro Bahia estará responsabilizando civil e criminalmente o gerente geral da refinaria diante das mortes de Carlos Alberto e Wagner Plech, pois entendemos que houve negligência na adoção das medidas protetivas para evitar essas mortes.

Com estas últimas contaminações e mortes que aconteceram na Rlam, só comprovam que a gerência geral da refinaria coloca a produção acima da vida.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Na última sexta-feira (12), representantes da diretoria do Sindipetro/MG participaram de reunião online com a gerência sobre os pontos de reivindicação da categoria mineira. A abertura de diálogo com a empresa se deu após a aprovação de greve pelos trabalhadores da Regap e UTE Ibirité. Além dos diretores do Sindicato, a reunião contou com a participação de representantes da gerência local e do RH corporativo.

A reunião ocorreu duas semanas depois da suspensão temporária do movimento grevista, diante da possibilidade de negociação sobre as demandas da base. Entretanto, mesmo diante da extensa pauta de reivindicações, os diretores presentes foram informados de que a reunião teria apenas uma hora de duração. Diante do tempo reduzido de reunião, apenas três pontos da pauta de reivindicação foram discutidos: regulamentação do teletrabalho, desconto das horas da greve de 2020 e cobranças abusivas da AMS.

No final da reunião, o Sindicato exigiu maior celeridade para o agendamento das reuniões, especialmente diante do quadro crítico envolvendo a Parada de Manutenção da Regap. Um dos pontos de reivindicação da categoria está relacionado à cobrança de condições de segurança contra o contágio de Covid-19 na Parada de Manutenção na refinaria, o que tem trazido grande preocupação ao Sindicato e à categoria. 

“Cobramos respostas imediatas da empresa sobre outros temas importantes para a categoria, como a falta de efetivo, a redução do número mínimo e, principalmente, a falta de condições seguras para a realização da Parada de Manutenção no pior momento da pandemia no Brasil. Já são 15 casos confirmados na operação em 2 semanas, inclusive envolvendo pessoas que estiveram em um mesmo refeitório. Já temos casos de companheiros contaminados que não conseguiram se internar, por falta de leitos em BH. Não iremos aceitar que coloquem o lucro acima da vida da categoria!” – afirmou Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro/MG. 

Suspensão de Setoriais presenciais na Regap

Diante do cenário de aumento da taxa de transmissão da Covid-19 e da situação crítica da disponibilidade de leitos na região metropolitana de Belo Horizonte, a diretoria do Sindipetro/MG decidiu pela suspensão temporária das reuniões setorizadas presenciais com os trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos.

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap) buscaram o Sindipetro/MG para relatar casos de COVID-19 dentro da unidade.

De acordo com as denúncias, um dos setores atingidos é o DH com oito casos confirmados. Outro setor sob atenção é o Coque, com sete casos.

Para o Sindicato, a situação é preocupante, uma vez que este cenário deve se agravar nos setores que estão em parada de manutenção, como o Coque.

Além disso, vale lembrar que os trabalhadores da parada e os da refinaria estão compartilhando o mesmo transporte, o que pode favorecer o contágio.

Para piorar a situação, há gerentes setoriais que não direcionam os trabalhadores com suspeita para avaliação médica, autorizando pessoas que podem estar com COVID-19 a trabalhar sem a devida triagem.

Parada de manutenção gerou surto na Bahia

Na RLAM já são 75 casos de COVID-19 confirmados entre os trabalhadores próprios. Sendo que oito estão hospitalizados e três em uma Unidade de Terapia Intensiva, intubados.

Os trabalhadores relatam que os casos de contaminação pelo vírus começaram a se multiplicar cerca de seis dias após a véspera da greve da categoria (17/02), quando o Gerente Geral da RLAM autorizou a entrada, sem nenhum tipo de controle sanitário, de trabalhadores próprios e terceirizados na unidade, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, que dormiram em colchões no chão e em um ambiente fechado. 

Diante da gravidade a qual se chegou na unidade baiana, dirigentes sindicais de outras regiões estão preocupados com a falta de cuidado com que estão sendo conduzidas as paradas de manutenção.

Orientação

O Sindipetro/MG orienta ao trabalhador que, ao apresentar sintomas ou contato com algum caso suspeito ou confirmado, busque atendimento médico on-line e comunique o setor médico imediatamente. 

Caso haja alguma recusa abusiva por parte de algum gerente setorial de encaminhar o trabalhador para a realização do exame, entre em contato com o Sindicato por meio dos nossos canais.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Sindipetro PR/SC exige adiamento da parada de manutenção na Repar, que prevê aglomeração de mais dois mil trabalhadores na refinaria durante período crônico da crise sanitária

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

A gestão da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, deve iniciar nos próximos dias a parada de manutenção e inspeção de equipamentos nas unidades de produção e tratamento de gasolina, gás de cozinha, vapor, enxofre e equipamentos auxiliares. 

Tal procedimento necessita de aproximadamente dois mil trabalhadores a mais na Repar, o que, invariavelmente, causaria aglomerações por todos os cantos do parque industrial. Isso em pleno ápice da pandemia do coronavírus, com as redes pública e privada de saúde em colapso. 

Diante desse quadro, o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro) requisitou o adiamento da parada de manutenção à gestão da Repar. A entidade considera urgente a suspensão dessa operação, principalmente por conta do avanço das novas cepas da Covid-19, que apresentam maiores potenciais de contaminação e agressividade. 

A solicitação considera que são direitos do trabalhador a preservação de sua integridade física, mental e social, bem como das condições de trabalho dignas e sem riscos de qualquer natureza. “Considerando que a segurança e a saúde laboral, antes de serem direitos constitucionais, são direitos humanos dos trabalhadores”, diz trecho do Comunicado Sindical (CS 028/2021), enviado à Petrobrás, com cópias para o Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho (MPT- PR), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PR), secretarias de saúde estadual e de Araucária, no último dia 09. 

Os petroleiros defendem que, mediante a situação de pandemia, é necessário esforço conjunto de toda a sociedade para conter a disseminação do coronavírus. Não só os trabalhadores, mas toda sociedade está amparada pela Constituição Federal (art. 6º e art. 196) que prevê, entre outras coisas, a saúde como um direito social de todos e dever do Estado. 

O Sindicato destaca que há previsão penal de responsabilização de pessoas que não cumprem as ordens de autoridades sanitárias para a contenção de epidemias (art. 268 do Código Penal, Capítulo III, “crimes contra a saúde pública”). 

Conforme o boletim da SESA (Secretaria Estadual de Saúde) do dia 09 de março, Curitiba e Região Metropolitana tinha fila de 321 pessoas - 123 UTI e 198 enfermaria – à espera de vagas em leitos. Esses dados deveriam ser suficientes para sensibilizar os gestores e adiar a parada de manutenção. Porém, os serviços de pré-parada estão em andamento e, consequentemente, várias aglomerações ocorrem a todo instante, não apenas na área industrial, mas também em alojamentos, refeitórios e meios de transporte. 

O momento é de cautela com a saúde dos trabalhadores em serviços essenciais. Porém, a gestão da Repar ignora até o que é decidido nas reuniões de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), da qual participa e concorda que a mobilização de grande número de profissionais só pode acontecer quando não se compromete a segurança e a saúde dos envolvidos. 

O Sindipetro PR e SC informa que se a gestão da refinaria insistir em realizar serviços que gerem aglomerações, o trabalhador deve solicitar parecer técnico para justificar a execução da intervenção durante a crise sanitária. Também deve requisitar o agendamento de uma inspeção sindical com presença de profissional da área de engenheira de segurança indicado pela entidade, conforme a cláusula 68 do Acordo Coletivo 2020-2022 (Acesso aos Locais de Trabalho). 

Denuncie

Qualquer informação que envolva o tema pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., denunciada pelo telefone (41) 3332-4554 ou ainda ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais.

Em apenas 24 horas, foram registrados 1.954 óbitos por Covid-19, totalizando 268.568 vidas perdidas para a doença. É o 48º dia consecutivo que o país apresenta média móvel de mortes por Covid-19 acima de mil

[Da redação da CUT | Foto: Michael Dantas]

O Brasil bateu novamente dois tristes recordes de mortes por Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus: no total de óbitos registrados em 24 horas e na média móvel diária. A situação da pandemia no país é grave em pelo menos 13 estados e no Distrito Federal, onde cerca de 4.352 pessoas diagnosticadas ou com suspeita de contaminação aguardavam por um leito hospitalar.  Pelo menos 2.257 delas estavam na fila das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

O Brasil foi o país que mais registrou casos de Covid por dia no mundo, ultrapassando os Estados Unidos, até então o líder em óbitos e contaminações, e tem três vezes mais novos casos por dia do que França e Itália. Nesta terça-feira (9), foram registradas  quase duas mil mortes de brasileiros. 

Em 24 horas, foram registrados 1.954 óbitos por Covid-19, totalizando 268.568 vidas perdidas desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020.

No mesmo período foram registrados 69.537 novos diagnósticos de Covid, totalizando 11.125.017 infectados em toda a pandemia. A média móvel de casos está em 68.167 por dia, o maior número desde o ano passado, e equivale a 38% a mais do que a média de duas semanas atrás.

Já a média de mortes também é a maior da pandemia, pelo 11º dia seguido. Agora, o país tem média de 1.572 mortes por dia, aumento de 39% em duas semanas.

É o 48º dia consecutivo que o país apresentou média móvel de mortes por Covid-19 acima de mil — período mais longo em toda a pandemia, ultrapassando uma semana com tendência de aceleração na média de óbitos.

Lotação de leitos nas capitais

Segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta terça-feira (9), 25 capitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 iguais ou superiores a 80%. Em pelo menos 15 capitais a taxa supera 90%.

De acordo com a fundação, as cidades que estão com as taxas superiores a 90% são Porto Velho (100%), Rio Branco (99%), Palmas (95%), São Luís (94%), Teresina (98%), Fortaleza (96%), Natal (96%), Rio de Janeiro (93%), Curitiba (96%), Florianópolis (97%), Porto Alegre (102%), Campo Grande (106%), Cuiabá (96%), Goiânia (98%) e Brasília (97%).

Apenas Belém, com 75%, e Maceió, com 73%, tem taxas menores de 80%.

São Paulo bate recorde de mortes

Na etapa mais restrita da pandemia, a fase vermelha, o estado de São Paulo registrou 517 mortes por Covid-19 no período de 24 horas.

É o número mais alto de óbitos desde o começo da pandemia. O estado chegou a 62.101 mortes pela doença, além de somar mais de 2.134.020 milhões de casos confirmados. Só hoje, foram 16.058 novos casos

Nesta quarta-feira (10), o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), deve anunciar medidas mais rígidas para conter o avanço da Covid-19. Doria ainda resiste ao lockdown total, medida que, segundo os especialistas, é a mais indicada para descer a curva. Ele decretou que igrejas e templos são serviços essenciais e manteve a reabertura das escolas, que ontem foi proibida pela Justiça.

São Paulo anunciou a criação de 280 leitos hospitalares na capital, no interior e no litoral do estado para tentar evitar o colapso do sistema de saúde por causa do avanço da pandemia.

Serão instalados 140 leitos de enfermaria e 140 leitos de UTI, até 31 de março, em unidades de saúde das seguintes cidades: Santo André, Andradina, Santos, Barretos, Botucatu, Campinas, Ourinhos, Tupã, Itapetininga Fernandópolis e na capital.

Nesta terça, 19 hospitais do estado atingiram 100% da ocupação de leitos de UTI para Covid-19, e outros seis estão com taxas superiores a 95% de ocupação e estão perto de saturar.

30 pessoas com Covid-19 morreram na fila no estado de SP 

Pelo menos 30 pacientes com o novo coronavírus morreram na fila de espera por leitos de UTI no estado de São Paulo nos primeiros nove dias de março, segundo o G1. As mortes de pacientes que aguardavam liberação de leitos intensivos ocorreram em cidades localizadas na Grande São Paulo e no interior do estado.

A média móvel diária de mortes por Covid-19 no estado foi de 298 óbitos, recorde pelo segundo dia seguido. A taxa de ocupação de UTIs, com 82%, também foi a maior de toda a pandemia, bem como o total de pacientes internados em leitos intensivos e de enfermaria, que chegou a 20,3 mil pessoas (leia mais abaixo).

Em Taboão da Serra, e outros cinco municípios da Grande São Paulo (Arujá, Embu Das Artes, Francisco Morato, Mairiporã e Poá) também não têm mais vagas de UTI para pacientes com Covid-19.

Já as cidades de Francisco Morato, Mogi das Cruzes, Mauá, Santo André e Guarulhos têm ao menos 90% dos leitos municipais de UTI ocupados.

São Bernardo do Campo, Diadema, a capital paulista, Barueri e Caieiras registram taxa de ocupação superior a 80%.

Das 39 prefeituras, apenas três não responderam ao questionamento da reportagem: Carapicuíba, Embu-Guaçu e Juquitiba.

No total, o estado de São Paulo registra mais de 2 milhões de casos da doença e 62 mil mortes.

Operador da Rlam de 55 anos é mais uma vítima fatal de Covid-19 na Petrobrás. Sindipetro Bahia denuncia a gerência da refinaria por responsabilidade na morte do trabalhador que, apesar de ser grupo de risco, foi mantido em trabalho presencial

[Nota do Sindipetro BA]

O Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia lamenta profundamente o falecimento do companheiro Carlos Alberto. Carlos faleceu no domingo (7), por volta das 10h30 no Hospital Aliança, devido a complicações relativas à Covid-19. Técnico de Operações, lotado na CAFOR e muito popular e querido pelos colegas, Carlos deixa mulher e filha. O sepultamento ocorrerá na cidade de Paulo Afonso.

Carlos é mais uma vítima, dessa vez fatal, da irresponsabilidade da Gerência Geral da Refinaria. Com 55 anos, 33 de empresa, Carlos tinha comorbidades, e a RLAM deveria ter identificado que o companheiro era grupo de risco e te-lo colocado em teletrabalho. Informações não faltaram, pois ele ja havia tido um grande problema de medula, passando por diversas procedimentos médicos e cirurgias, chegando a ficar afastado muito tempo das suas obrigações, ou seja, a gerência tinha conhecimento que ele era grupo de risco. Vários fatos sinalizavam que ele deveria estar afastado.

Durante nosso primeiro ato de greve, no dia 18 de fevereiro, a gerência obrigou a permanecer dentro das dependências da refinaria um excedente fora da normalidade, afim de enfrentar o nosso movimento grevista legítimo. Portanto, num ato de irresponsabilidade, e porque não dizer criminoso, o gerente geral da RLAM expôs desnecessariamente a vida de centenas de companheiros e companheiras sem medir as consequências. Carlos foi contaminado neste dia.

E mesmo com o alto índice de contaminação pela Covid-19, a gerência da RLAM havia informado, em reunião no dia 26, que iria manter a data da parada de manutenção na refinaria, apesar de admitir que pela Norma Reguladora, a parada poderia ser adiada e que só depois de uma série de denúncias feitas pelo nosso sindicado sobre surto interno da Covid-19 na refinaria em diversos meios de comunicação do estado, a Petrobrás adiou parada de manutenção da RLAM.

A CIPA da RLAM discutiu e debateu esse assunto na unidade intensamente, aprovou e fez várias solicitações à gerencia, às quais, não foram atendidos conforme relatórios anexos. Demonstrando o grau de compromisso que a atual gestão da Petrobrás tem com as nossas vidas.

Sobra irresponsabilidade na forma de gerir a unidade num momento tão delicado como esse.  Faltam critérios firmes. Falta conhecer e acompanhar a saúde dos trabalhadores próprios e também terceirizados, pois podem estar na mesma situação, correndo risco de morte, num ambiente em que a direção não toma nenhuma medida protetiva para seus trabalhadores.

O Sindipetro Bahia vai buscar responsabilizar criminalmente a gerência da refinaria diante da morte do companheiro Carlos Alberto, assim como estaremos mobilizando os trabalhadores próprios e terceirizados, além de cobrar que medidas efetivas de proteção a vida sejam adotadas em toda RLAM.

MINUTA DA REUNIÃO EXTRAORDINARIA

SOLICITACAO CIPA DADOS EPIDEMIOLOGICOS ANOS 20E21  05FEV2021

A gerência da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) emitiu comunicado nesta sexta (5), informando o adiamento por mais 14 dias da parada de manutenção da refinaria que estava marcada para acontecer no dia 15/03.

O adiamento da parada de manutenção da RLAM foi uma grande vitória do Sindipetro Bahia. A entidade sindical participou de reuniões com o RH Corporativo da Petrobrás e com a gerência da RLAM, apontando o perigo da manutenção da parada em um momento em que os casos de infecção pelo vírus da Covid – 19 estão em alta e já havia solicitado o adiamento da parada, mas não foi atendida.

Foi preciso denunciar o acaso à imprensa e divulgar a intenção de encaminhar denúncia contra a RLAM ao Ministério Público do Trabalho, ao Centro de Saúde do Trabalhador da Bahia (Cesat) e à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego, para que os órgãos públicos competentes tomassem conhecimento dessa grave situação, e no uso de suas atribuições garantissem o adiamento da parada de manutenção.

Apesar do avanço, o Sindipetro vê essa medida como paliativa e continua reivindicando que a parada seja adiada não só por 14 dias, mas pelo máximo de tempo permitido pelas Normas regulamentadoras, sendo o ideal, se possível, até a vacinação de todos os trabalhadores.

Outras vitórias do Sindipetro contra a propagação da Covid-19 foram: a volta da implantação do teste de antígeno associado ao teste rápido, redução de atividades dentro das instalações da refinaria; implementação de horários distintos de almoço para o pessoal das empresas contratadas, buscando a redução de filas e contato e exposição de pessoas e redução do efetivo de manutenção de rotina na refinaria para aproximadamente 35% do efetivo normal.

No entanto, no seu comunicado, a gerência da RLAM elencou uma série de medidas preventivas, afirmando que já haviam sido adotadas anteriormente. Mas, pelo menos algumas delas não estão funcionando como deveriam, a exemplo da limitação da ocupação não superior a 50%, com uso de máscaras nos transportes e a redução do número de mesas e limitação da ocupação não superior a 50%.

O adiamento da parada e as medidas adotadas foram necessárias devido à própria negligência da RLAM com os trabalhadores próprios e terceirizados. Se a gerência da refinaria não tivesse liberado a entrada na unidade de centenas de trabalhadores no dia 17/02 (véspera da greve da categoria), sem nenhum tipo de controle sanitário, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, dormindo em colchões no chão e em ambiente fechado, hoje a refinaria não estaria vivendo um surto de Covid.

Esperamos que a gerência da RLAM dê continuidade à prevenção durante a greve da categoria que foi retomada nesta sexta(5), pois o Sindipetro recebeu denúncias de que muitos trabalhadores estão sendo mantidos dentro da refinaria mesmo após o seu turno de trabalho. Esperamos que não haja aglomeração nos dormitórios e refeitórios como da outra vez.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em reunião com o Sindipetro Bahia, gerência da refinaria insiste em manter parada de manutenção, que irá concentrar mais 2.500 trabalhadores na unidade

[Com informações do Sindipetro BA]

Já são 75 trabalhadores próprios infectados pelo vírus da Covid-19 na Refinaria Landulpho Alves e afastados do trabalho. Oito estão hospitalizados e três em uma Unidade de Terapia Intensiva, intubados.

O clima na refinaria é de medo e insegurança. Os trabalhadores relatam que os casos de contaminação pelo vírus começaram a se multiplicar cerca de seis dias após a véspera da greve da categoria (17/02), quando o Gerente Geral da RLAM autorizou a entrada, sem nenhum tipo de controle sanitário, de trabalhadores próprios e terceirizados na unidade, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, que dormiram em colchões no chão e em um ambiente fechado. Havia também muita gente no Carlam e no portão 3, principalmente terceirizados.

A refinaria tem aproximadamente 900 trabalhadores próprios, em cada unidade costumam trabalhar 90 trabalhadores em regime de revezamento de turno. De acordo com os operadores, o grande número de afastamentos (75) criou outro grande problema. Em 2017, a refinaria com a finalidade de diminuir custos para possível venda, reduziu o efetivo de trabalhadores. Agora, com o afastamento dos operadores contaminados pelo vírus, muitas unidades estão gerando dobras de 24 horas e de até 36 horas, o que pode provocar acidentes a qualquer momento.

Entre os trabalhadores terceirizados, a estimativa, de acordo com denúncias que chegaram ao Sindipetro, é a de que 15 pessoas de uma das contratadas da refinaria foram diagnosticadas com o vírus da Covid-19.

Os trabalhadores denunciam também que a refinaria se recusa a fazer nova testagem naqueles que já contraíram a doença no ano passado. A preocupação deles é com a nova cepa do coronavírus que já chegou à Bahia. “Pode haver casos assintomáticos de reinfecção e propagação dessa nova cepa”, relatam os trabalhadores, preocupados com o que pode acontecer. A estatal também não fiscaliza as empresas terceirizadas, que transportam seus trabalhadores em ônibus lotados.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, publicou em seu perfil no Twitter um vídeo denunciando as condições dos trabalhadores na Rlam: 

Reunião sobre a parada de manutenção não teve avanço

Mesmo com o alto índice de contaminação pela Covid-19, a gerência da RLAM informou, em reunião que aconteceu na tarde dessa sexta-feira (26), com o Sindipetro Bahia, que vai manter a data da parada de manutenção na refinaria. Apesar de admitir que pela Norma Reguladora, a parada poderia ser adiada, os gerentes informaram que tomaram a decisão de mantê-la na data programada anteriormente, o dia 15/03, pois teriam informações de equipamentos que já estariam precisando de ações mais rápida, sem dizer quais são esses equipamentos. Eles também disseram que vão efetuar mudanças dos horários de entrada para os terceirizados, com aumento dos equipamentos de proteção e uso de álcool em gel e máscaras” e que estão aumentando a testagem.

O Sindipetro alertou que na atual situação nenhuma desas ações de proteção estancaria o problema, pois o nível de contaminação está muito alto. A entidade sindical informou também que enviou notificação formal à Petrobras para definir responsabilidades, pedindo a imediata suspensão.

Mas que diante da manifestação da empresa e da falta do avanço nas negociações, o sindicato já avisou em mesa que vai encaminhar denúncia contra a RLAM ao Ministério Público do Trabalho, ao Centro de Saúde do Trabalhador da Bahia Cesat) e à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego, para que os órgãos públicos competentes tomem conhecimento dessa grave situação, e no uso de suas atribuições possam garantir o adiamento da parada de manutenção. Por fim, o Sindipetro lamentou a falta de avanço neste importante ponto da pauta de negociação, principalmente por tratar de saúde e segurança no meio ambiente de trabalho.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.