[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Acontece na manhã desta quinta, 13, uma reunião com representantes da Operação Ouro Negro e do Sindipetro-NF para debater as recomendações encaminhadas às empresas de petróleo para enfrentamento à pandemia do Coronavírus. Os diretores do sindicato, Alexandre Vieira e Raimundo Telles, e o médico do trabalho, Dr. Ricardo Garcia Duarte.

No dia 19 de março, os órgãos federais, agências e autarquias que integram a Operação Ouro Negro, que fiscaliza as atividades offshore da indústria do petróleo, emitiu ontem uma série de recomendações às empresas do setor sobre o enfrentamento à pandemia do coronavírus. Algumas das medidas recomendadas coincidem com as cobradas pelo Sindipetro-NF à Petrobrás e outras empresas.

A Operação Ouro Negro é integrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pela Marinha do Brasil, pelo Ministério da Economia, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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[Do site da deputada Mônica Francisco]

A presidente da Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputada Mônica Francisco (Psol) anunciou que vai realizar vistorias e diligências nas bases da Petrobras e pedir que a companhia cumpra medidas de biossegurança com os seus funcionários. A medida foi anunciada nesta terça-feira (11/08), durante audiência pública para debater as condições de trabalho e saúde das petroleiras e petroleiros, quando representantes dos sindicatos da categoria afirmam que a empresa estaria omitindo dados sobre número de contaminados pela covid-19. Eles também disseram que a testagem é feita de forma incorreta e que funcionários contaminados continuam trabalhando. A companhia não enviou representante à audiência.

A deputada Mônica Francisco reforçou a necessidade do Parlamento Fluminense conhecer a situação desses trabalhadores. “Já enviei requerimentos de informação a Petrobras para saber o número de contaminados e de óbitos na empresa. Também enviei à Secretaria de Estado de Saúde para saber sobre a atuação da empresa neste momento de pandemia”, disse. A parlamentar lamentou a ausência de algum responsável da Petrobras na audiência. “Foram convidados, mas não compareceram”.

A deputada Enfermeira Rejane (PCdoB), que preside a Comissão de Defesa dos Diretos da Mulher, também vai participar das vistorias e constatar as condições sanitárias das mulheres que trabalham na companhia. “A Petrobras tem um apreço muito forte pelos acionistas, pelo lucro, mas não pode colocar isso na frente da vida dos seus funcionários”, destacou.

De acordo com a diretora do Sindicato dos Petroleiros do Ri de Janeiro (Sindipetro-RJ), Natália Russo, a Petrobras está subnotificando os números de contaminados e descumprindo os protocolos de saúde emitidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Estamos tendo que entrar com ação na Justiça para ter acesso aos dados sobre a saúde do trabalhador. Conseguimos uma vitória na Justiça, mas a forma como a empresa manda os dados ainda é deficiente. Seguem não nos dizendo o que acontece e onde acontece”, reclamou.

Natália reiterou que só na área do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, no Comperj, no período de dez dias, cinco pessoas morreram. “Hoje, tem quatro mil trabalhadores dos mais diversos municípios que entram em um ônibus e vão a um local que é uma aglomeração natural. Refeitórios, ferramentas, vestiários e banheiro são compartilhados. O número de pessoas trabalhando precisa ser reduzido. Não é serviço essencial, é uma obra que poderia ser parada. É muito grave que a Petrobras esteja negligenciando a vida dessas pessoas. Contaminados estão voltando a trabalhar depois de passarem apenas sete dias isolados”, disse.

O diretor do Sindipetro Caxias, Luciano Leite, relatou que a busca pelo número de contaminados e mortos está sendo feita diretamente com os trabalhadores. “Já são quatro perdas por conta da covid-19 e mais de 580 contaminados e a empresa esconde. A empresa está fazendo o jogo do vale tudo para cumprir as metas em detrimento das vidas. O teste PCR que deveria ser utilizado não está sendo”, reclamou.

Coordenador Geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Tezeu Bezerra, disse que a Petrobras vai no mesmo caminho do Governo Federal e não faz testagem em massa. Ele criticou ainda a mudança nas escalas de trabalho. “Trabalhadores tiveram suas escalas alteradas de forma impositiva. Os embarcados que passavam 14 dias agora passam 21 na embarcação. Isso é muito prejudicial e exaustivo. Queremos que volte o regime 14 por 14 para os trabalhadores e que eles tenham todo o cuidado que merecem”, reforçou. Segundo Bezerra, a situação é extrema.

O assessor de saúde do Sindpetro-NF, Ricardo Garcia, afirmou que os números são preocupantes. “Hoje temos a interiorização da doença e a reincidência de alguns casos. A equipe se recusa a colocar as informações necessárias sob a desculpa de se manter a privacidade das pessoas. Temos hoje gestores que não se comunicam e protocolos que não são seguidos. Os problemas de saúde mental já estão aparecendo”, concluiu.

A pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Liliane Reis Teixeira, reforçou a fala de Garcia. “O aumento da jornada de trabalho do pessoal embarcado e em terra, além do cansaço e fadiga, ainda abala a saúde mental desses trabalhadores. A saúde mental será o grande problema da população pós-covid. Isso pode trazer acidentes de trabalho e ambientais”, pontuou. Liliane defendeu ainda ações voltadas para os profissionais terceirizados da Petrobras. “Eles estão a mercê de regras de empresas e muitos as acatam para manter seus empregos”.

O Representante da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado do Rio de Janeiro /SRT-Rj, Eduardo Medeiros disse que tem trabalhado em cima das reclamações que estão chegando. O contato para quem quer denunciar é pelo whatsapp (21) 969284771 ou pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

ENCAMINHAMENTOS DESTA AUDIÊNCIA PÚBLICA

A Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social (CTRAB) da ALERJ realizará diligências e vistorias nas bases da Petrobras e da KERUI MÉTODO CONSTRUÇÃO E MONTAGEM S.A. (empresa responsável pelo complexo do COMPERJ), com o objetivo de averiguar a situação de trabalho e saúde dos petroleiros e petroleiras e trabalhadores do COMPERJ, e cobrar que as empresas cumpram as medidas de biossegurança. Essas ações serão construídas em parceria com as Comissões de Saúde e da Mulher, da ALERJ

Em parceria com a Comissão de Trabalho da Câmara Federal, serão envidados esforços no sentido de que a Petrobras e a KERUI divulguem os dados de contaminação e óbito ocorridos entre funcionários das empresas, em suas dependências e de terceirizadas, assim como em decorrência de atividades laborativas, que tenham relação com a pandemia de Covid-19;

A mesma articulação será necessária para que Petrobras realize testes do tipo PCR nos trabalhadores em suas residências;

Também em parceria com a Câmara Federal, a CTRAB da Alerj contribuirá na articulação com a Petrobras, buscando o retorno das escalas de 14/21 para as de 14/14 para os trabalhadores;

A CTRAB construirá, em articulação com a 1ª Região da PRT/MPT e com a Comissão de Trabalho da Câmara Federal, reuniões bilaterais entre entidades sindicais e as Secretarias de Estado de Saúde e de Trabalho, de forma a construção de estratégias de monitoramento e de planos de contingência para lidar com contaminação por Covid-19, em espaços de trabalho da Petrobras e da KERUI;

A CTRAB assume o compromisso de enviar requerimentos à Petrobras e à KERUI, Secretaria de Estado de Saúde e às Secretarias Municipais de Saúde dos seguintes municípios: Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Rio das Ostras, Macaé, Campos, Itaboraí, Duque de Caxias e da Capital, Rio de Janeiro. Nesse requerimento, serão solicitadas informações sobre contágio e medida sde contenção à disseminação da doença junto a empregados diretos e terceirizados. Esses requerimentos reiterarão  as informações já solicitadas por ofício à Secretaria de Saúde;

Todas as informações levantadas serão compartilhadas com sindicatos e órgãos públicos, com destaque à 1ª Região da PRT/MPT e à Comissão de Trabalho da Câmara Federal, além da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado do Rio de Janeiro /SRT-RJ.

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A Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizou nesta terça-feira, 11, audiência para discutir as condições de trabalho de petroleiros e petroleiras em tempo de pandemia.

Os diretores da FUP, Tezeu Bezerra (Sindipetro-NF), e Luciano Leite Santos (Sindipetro Duque de Caxias), participaram do debate, junto com o médico do trabalho, Ricardo Garcia, que assessora o Sindipetro-NF. A audiência foi realizada de forma virtual, com transmição ao vivo. Acompanhe abaixo.

O debate sobre condições de trabalho na Petrobras durante a pandemia da covid-19 teve início no primeiro semestre do ano, com encontro entre a deputada estadual Mônica Francisco (PSOL) e o deputado federal Alessandro Molon (PSB) com dirigentes do Sindipetro-NF de a FUP.

Acompanhe na página da Deputda Mônica Francisco, presidente da Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro: 

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Super-ricos ganharam em quatro meses de  pandemia  R$ 177 bilhões. Presidente da Fenafisco, Charles Alcântara, defende taxação sobre altas rendas e grandes fortunas para combater as desigualdades.

[Da Rede Brasil Atual]

No Brasil, os super-ricos ficaram US$ 34 bilhões (cerca de R$ 177 bilhões) mais ricos, entre 18 de março e 12 de julho, em meio à pandemia, segundo relatório da ONG Oxfam. O valor supera o orçamento total do Sistema Único de Saúde, de R$ 125,6 bilhões. Somadas as emendas parlamentares, os recursos chegam a aproximadamente R$ 160 bi. O lucro dos super-ricos também é equivalente a seis vezes o orçamento anual do Bolsa Família.

As comparações são do presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), Charles Alcantara. “E essa renda praticamente toda não é tributada, no Brasil. Por conta das desonerações da renda do capital.”

Em entrevista a Glauco Faria, no Jornal Brasil Atual, nesta segunda-feira (10), ele defendeu a implementação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) como uma das formas de corrigir essas distorções e combater as desigualdades no país. 

Previsto na Constituição de 1988, contudo, o IGF nunca foi regulamentado. Essa é uma das proposta que constam no documento “Taxar os super-ricos para reconstruir o país”, lançado na última quinta-feira (6).

Esse novo imposto incidiria sobre um universo de 60 mil pessoas que possuem patrimônio declarado superior a R$ 10 milhões. “É preciso que essa faixa, o topo do topo da pirâmide, passe a ser tributada. Como todos os países menos desiguais e mais desenvolvidos fizeram. Mas o Brasil é um dos únicos países que não tem um sistema tributário progressivo”, destacou.

Altas rendas

Além dos maiores patrimônios, a proposta apresentada pela Fenafisco e outras entidades também propõe a criação da Contribuição Social sobre Altas Rendas das Pessoas Físicas (CSPF). Da mesma forma, essa modalidade incidiria sobre rendimentos que ultrapassem R$ 60 mil por mês, com alíquota de 20%. A previsão, portanto, é que tal contribuição atingiria 208 mil pessoas que estão no topo da pirâmide.

Simplificação não é solução

A campanha para taxar os super-ricos é uma iniciativa que pretende influenciar nos debates da reforma tributária, em discussão no Congresso Nacional. Por outro lado, segundo o presidente da Fenafisco, as principais propostas em discussão se limitam apenas a propor a simplificação de tributos, e não atacam a regressividade do sistema.

A Fenafisco e as demais entidades defendem que é preciso aumentar tributação sobre as altas rendas e os grandes patrimônios para reduzir os impostos sobre o consumo. Como a classe média e os mais pobres comprometem a maior parte da renda com o consumo, proporcionalmente, acabam pagando mais impostos do que os mais ricos.

Assista à entrevista: 

[Foto: AFP]

Publicado em Economia

O Superior Tribunal Federal (STF) decidiu no dia 5 de agosto que a infecção por Covid-19 (coronavírus) será enquadrada como acidente de trabalho. Essa é uma vitória importante para os médicos e outros trabalhadores da saúde, que agora poderão comprovar a doença ocupacional, conquistando assim o direito à estabilidade por um ano e, em caso de falecimento, pagamento integral de pensão para dependentes.

Com a decisão, é obrigatório o preenchimento da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para garantir o integral cumprimento das obrigações por parte dos empregadores. Confira o vídeo do diretor do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Erivalder Guimarães. 

 

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No começo de agosto, 100 mil óbitos por covid-19 confirmados no Brasil. 

Nada foi capaz de evitar a confirmação desta tragédia. Nem a baixa testagem, provocada pelo governo Bolsonaro; nem todas as ações de esvaziamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que estão em curso desde quando começou o governo Bolsonaro –  com manutenção do congelamento dos recursos por 20 anos, com a destruição do Mais Médicos, com as mudanças do financiamento da atenção primária em saúde.

Nem a baixa execução dos recursos adicionados ao orçamento do Ministério da Saúde neste ano pelo Congresso Nacional, não atingindo nem metade da sua execução; nem a tentativa do Ministério da Saúde de esconder os dados da covid-19 no seu portal.

Nem tudo isso que Bolsonaro tentou fazer para esconder o avanço da covid-19 do povo brasileiro e do mundo, conseguiu impedir esta marca de 100 mil óbitos confirmados.

Certamente já chegamos a este patamar há muito mais tempo. É que a baixa notificação, o desmonte das ações de vigilância, a baixa testagem, a falta de transparência nos dados de síndrome respiratória aguda grave fizeram com que a gente atingisse esta marca agora na primeira semana de agosto. 

O mais incrível é que a ciência e diversas projeções, inclusive da própria equipe técnica do Ministério da Saúde, apontavam para este cenário, que Bolsonaro busca esconder e negar desde o começo da pandemia no Brasil. O apontado é de que atingiríamos esta marca de 100 óbitos confirmados na primeira semana de agosto. 

Frente em Defesa da Vida

Foi lançada esta semana, por um conjunto de entidades da sociedade civil, a Frente em Defesa da Vida, que tem uma proposta de um plano emergencial para superarmos este momento trágico, tentarmos reduzir esta caminhada de óbitos e buscarmos reorganizar o SUS para enfrentar não só a pandemia, mas todos os problemas de saúde advindos dela. 

Este plano defende que só a sociedade civil organizada juntamente com o Congresso Nacional, com os gestores estaduais e municipais que têm o compromisso com o Sistema Único de Saúde, será possível constituir uma verdadeira autoridade sanitária com capacidade política de buscar corrigir os rumos do enfrentamento à pandemia e darmos um passo de fortalecimento do SUS. 

Foi essa pressão da sociedade civil, articulada pela sucessão da Articulação dos Povos Indígenas Brasileiros (Apib) e pelos partidos políticos de oposição, que ao entrarem no Supremo Tribunal Federal (STF) essa semana, conseguiram uma das principais vitórias neste momento que é a proteção aos povos indígenas. A decisão da Suprema Corte obriga o governo federal a constituir um plano de proteção aos povos indígenas neste momento da pandemia da covid-19. 

Que a marca dos 100 mil óbitos sirva também para constituirmos uma marca de uma autoridade sanitária da sociedade civil e dos atores políticos do judiciário para tentar frear o projeto genocida de Bolsonaro, quem sobre a marca de 100 mil óbitos, a única frase que têm a dizer é: "vamos tocar a vida". 

Por Alexandre Padilha, médico e ex-ministro de Saúde, em artigo publicado no jornal Brasil de Fato \ Foto: Reuters

Publicado em Política

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Em reunião por videoconferência com integrantes da fiscalização da Operação Ouro Negro, do Ministério Público do Trabalho e Coordenação Regional da Inspeção do Trabalho Portuário e Aquaviário (SEGUR- SRT RJ), realizada no último dia 06, o Sindipetro-NF apresentou um histórico da atuação da entidade na defesa da saúde dos petroleiros e petroleiras nesta pandemia da covid-19. O sindicato se colocou à disposição para contribuir nas ações de cobrança pela adoção de medidas de prevenção.

De acordo com o coordenador do Departamento de Saúde do sindicato, Alexandre Vieira, se a Petrobrás tivesse ouvido os representantes dos trabalhadores, o número de casos na empresa seria menor. “Se ouvissem a gente, não chegaríamos a esses números tão grandes. Nada garante que ninguém seria contaminado, para obviamente reduziria muito”, afirma.

Entre março e junho passados, o Sindipetro-NF enviou 18 ofícios, à gestão da Petrobrás e a instâncias do poder público, para cobrar ações de prevenção à Covid-19. Na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas.

Confira abaixo um histórico das ações do sindicato, em cronologia que também apresenta paralelamente o aumento do número de casos suspeitos e confirmados de Covid-19 entre petroleiros e petroleiras. Os números, do Ministério das Minas e Energia, apresentam inconsistências em alguns momentos, em razão da falta de transparência da Petrobrás na divulgação dos casos. 

Confira as ações do NF desde o início da pandemia 

13 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita aumento dos cuidadas de higiene com a disposição de álcool em gel e adoção de quarentena de 14 dias casos suspeitos. A empresa demorou a adotar a quarentena e a disponibilizar o álcool em gel.

18 de março – Ofícios do NF para Petrobrás solicitam home office, uso de máscaras, itens de higiene, redução da lotação nos transportes (nas aeronaves não foi realizado até hoje), aumento da higiene de ambientes e proteção especial para os trabalhadores da limpeza. Além disso, realização de discussão sobre redução do contingente, triagem, hospedagem para os suspeitos ou infectados, próprios ou terceiros. Desembarque imediato dos suspeitos ou confirmados e das pessoas que estivessem psicologicamente abaladas. Antecipação da vacinação da gripe. Ampliação das equipes médicas, suspensão dos processos de transferência e cursos. Informações sobre os casos da covid-19 e participação na EOR.

24 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita novamente os dados relativos aos trabalhadores afetados pela covid-19.

25 de março – Ofício do NF para Petrobrás reforça as solicitações anteriores e soma a solicitação de testes rápidos a todos no embarque e desembarque. Outro ofício, do NF para a Prefeitura de Campos, denucia o confinamento de trabalhadores em hotéis na cidade, sem o devido acompanhamento médico.

26 de março – Ofício do NF à fiscalização do trabalho denuncia riscos enfrentados pelos trabalhadores. 

[Dados do Ministério das Minas e Energia MME até então: Total de casos suspeitos de covid-19 entre funcionários próprios e terceirizados: 396. Confirmados: 15.]

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O Sindipetro-NF recebeu informação de que, ontem, um princípio de incêndio foi controlado na sala dos operadores da plataforma P-50, a mesma que passa por momento de muita apreensão com um grande número de infectados pelo novo coronavírus.

De acordo com relatos iniciais, o fogo começou em um computador e foi eliminado pelos trabalhadores com extintores. Não houve feridos. A emergência, no entanto, provocou a aglomeração dos petroleiros e petroleiras a bordo na sala de reunião — o que gerou preocupação em razão da condição sanitária crítica da unidade.

O sindicato orienta aos petroleiros e petroleiras da unidade a manterem a entidade informada sobre a situação a bordo. Trabalhadores e trabalhadoras de outras unidades marítimas e bases de terra também devem enviar relatos para o NF sobre as condições de saúde e segurança no trabalho para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Em homenagem às vítimas da covid-19 e para protestar contra o governo, centrais sindicais e movimentos sociais realizam um dia de “luto e luta”, nesta sexta-feira (7), quando o país poderá chegar à trágica marca de 100 mil mortos em consequência da pandemia. Mortes que poderiam ter sido evitadas, se políticas corretas tivessem sido implementadas ainda no começo da crise.

A mobilização fará mais uma vez ecoar o grito ‘Fora, Bolsonaro’, pela vida e por empregos em 23 estados do Brasil. Estão previstos protestos como 100 minutos de paralisação em fábricas do ABC, 100 cruzes colocadas em pontos de grande circulação de Maceió, Salvador e Goiânia, 100 balões lançados durante ato ecumênico em Porto Alegre, entre outras ações. 

Estão programados, também, atos presenciais, com respeito às medidas de segurança. Haverá manifestações em São Paulo, na Praça da Sé, a partir do meio-dia; em Recife, na Praça da Democracia, às 14h; em Salvador, às 10h, entre outras regiões, onde estão previstas homenagens aos brasileiros e brasileiras que perderam a vida na pandemia.  Veja aqui a lista atualizada

Bolsonaro sai, Petrobras fica

A suspensão das privatizações é outra importante bandeira de luta desta sexta. Nas últimas semanas, a gestão da Petrobrás anunciou que está concluindo as negociações para entrega da Rlam (refinaria da Bahia), arrendou as fábricas de fertilizantes do nordeste (BA e SE), colocou à venda usinas de biodiesel junto com a subsidiária PBIO, leiloou a preço de sucata três plataformas da Bacia de Campos e está se desfazendo da Gaspetro, com 10 mil km de gasodutos e participação em 22 distribuidoras de gás natural em vários estados do pais. Tudo isso em plena pandemia.

Para unificar ações contra esse desmonte, a FUP e seus sindicatos farão nesta sexta o lançamento da campanha Petrobrás Fica, durante a audiência pública da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, prevista para as 10 horas, com transmissão ao vivo pelo youtube e redes sociais da federação.

“Estamos caminhando para 100 mil mortes em uma pandemia que foi tratada pelo governo como gripezinha. Essa tragédia não se abateu apenas sobre as famílias das vítimas. É também uma tragédia de milhões de brasileiros sem empregos, desalentados e sem esperança. É uma tragédia da soberania nacional e da democracia. Precisamos defender a vida e isso só será possível se frearmos esse governo insano”, afirma o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. “No caso da Petrobrás e suas subsidiárias, a gestão bolsonarista está destruindo a mola mestra do desenvolvimento nacional e a sociedade precisa reagir, antes que seja tarde demais", alerta.

Vida e emprego

“Nós alertamos no início da pandemia que se o governo não abraçasse a política de isolamento (…) o Brasil iria viver uma enorme tragédia. Infelizmente, o governo federal desprezou todos os nossos alertas, abriu mão de de coordenar todo esse processo”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre, em entrevista esta semana, lembrando que entre os quase 100 mil mortos pela pandemia, a maioria são "trabalhadores pobres, a parte mais vulnerável da população”.

As homenagens a essas vitimas servirão “para reflexão sobre o que está acontecendo, para homenagear aqueles que partiram e exigir uma mudança de rumo". Ele ressaltou que o Brasil vive também uma “pandemia de demissões” que atingie principalmente as micro e pequenas empresas. 

Solidariedade

No momento em que o Brasil se aproxima dos 100 mil mortos pela covid-19, é importante destacar a importância de campanhas de solidariedade, como a Vamos Precisar de Todo Mundo, criada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que vêm realizando diversas ações nas periferias do país, regiões mais afetadas pela crise. Muitas delas com participação dos petroleiros. Em 100 dias de lançamento da campanha, criada para abrigar e dar visibilidade às ações solidárias desenvolvidas pelos trabalhadores, estudantes e voluntários, já foram doados mais de 3 mil toneladas de alimentos, entre produtos agroecológicos e cestas básicas, além de insumos. 

[FUP, com informações da CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

Contaminação mostra falhas nos protocolos de saúde e segurança que vêm sendo denunciadas pela FUP e seus sindicatos desde o início da pandemia e coloca em xeque proposta da Petrobrás de aumentar a população embarcada em plataformas.

Entre 30 de julho e 05 de agosto, 42 trabalhadores que estavam na plataforma P-50, no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, testaram positivo para Covid-19, de acordo com informações levantadas pelo Sindipetro-Norte Fluminense. No dia do primeiro caso, havia 167 embarcados na unidade. Desde então, 33 pessoas com sintomas da doença retornaram ao continente – destas, 19 testaram positivo. Outros 23 trabalhadores foram testados a bordo após a detecção desses casos e registraram positivo para a doença.

A alta contaminação na P-50 confirma as falhas nos protocolos de saúde e segurança para a Covid-19 adotados pela Petrobrás para os trabalhadores que atuam nas plataformas marítimas e unidades terrestres da companhia, o que vêm sendo denunciado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos desde o início da pandemia, em março. No caso das plataformas, as características do ambiente de trabalho, que dificultam o distanciamento entre as pessoas e obrigam a convivência entre trabalhadores nos camarotes, potencializam ainda mais os riscos de infecção em massa.

“Segundo informações que recebemos, na semana anterior já haviam desembarcado oito pessoas contaminadas. Já solicitamos à Petrobrás que teste toda a população de uma plataforma quando há casos na unidade, para evitar a disseminação da doença. Mas a empresa não nos atende, e isso acaba causando situações como esta da P-50 e como já ocorreram em outras plataformas”, explica Alexandre Vieira, coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF.

A infecção por Covid-19 registrada na P-50 ocorre no momento em que a gestão da Petrobrás vem convocando os sindicatos para discutir o aumento da população embarcada (POB) nas plataformas marítimas. A empresa ainda não definiu um cronograma, mas já vem aumentando a POB no campo de Búzios, na Bacia de Santos. Entretanto, em 27 de julho, a empresa suspendeu embarques e desembarques na plataforma P-77, instalada na área, por suspeitas de contaminação na unidade.

“A gestão da Petrobrás vem alegando que o aumento da população a bordo é necessário para garantir a segurança e a integridade das instalações. Mas o que os casos recentes da P-50 e da P-77 e de tantas outras plataformas que estamos denunciando desde o início da pandemia mostram é que o que está em risco é a saúde, segurança e a integridade dos trabalhadores e trabalhadoras dessas unidades e de suas famílias, e isso não está na lista de preocupações da companhia. O aumento de pessoas a bordo visa apenas o aumento da produção, que, devido à retração do mercado interno, está sendo exportada”, avalia Tadeu Porto, diretor da FUP.

 

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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