Inspiradas no lema “somos todas irmãs”, mulheres petroleiras realizam sétimo encontro nacional com propósito alcançado: tomar consciência de que o empoderamento já é real, agora é se apropriar dele. Durante os três dias do encontro, o Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP, apresentou a análise de conjuntura, contou a trajetória histórica de conquistas, chamou para a luta, e sobretudo, reafirmou o quanto as mulheres são fortes e estão preparadas para resistir diante do difícil momento em que se vive. 

Acompanhe abaixo o resumo das homenagens, mesas, painéis e palestras que aconteceram nos dias 5, 6 e 7 de abril de 2019 em Vitória ES.

Abertura, dia 5

Com emocionante abertura no Cine Metrópoles da Universidade Federal do Espírito Santo, o Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras começou com as falas políticas do coordenador geral do Sindipetro-ES, Paulo Rony; da secretária da Mulher Trabalhadora da CUT/ES, Maria da Penha Barreto; da deputada estadual Iriny Lopes; do diretor da CTB/ES, Wallace Overney; da representante do Fórum de Mulheres do Espírito Santo e diretora do Sindibancários, Evelyn Flores, da Secretária Nacional de Mulheres da CUT nacional, Graça Costa; do deputado federal Hélder Salomão e de José Maria Rangel, coordenador da FUP. Em suas falas eles destacaram a necessidade do empoderamento feminino, da união da classe trabalhadora para manutenção de direitos e defesa do patrimônio público.

José Maria Rangel, comparou o sétimo encontro nacional de mulheres petroleiras da FUP, a um grande desafio, diante da conjuntura e da reforma da previdência que prejudica ainda mais as mulheres, e completou, “as mulheres têm a capacidade de encorajar e ter coragem. ”

Já é tradição do Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras homenagear uma mulher que se destacou na sociedade por seus feitos progressistas, este ano a homenagem foi para a educadora capixaba Zilma Coelho, conhecida como "A louca do Itapemirim" por causa de seu projeto de erradicação do analfabetismo, que, para muitos, era algo extremamente ousado. A homenagem contou com a exibição de um documentário sobre Zilma Coelho, a entrega do documentário para a família da educadora e uma fala de Deane Monteiro, biógrafa de Zilma Coelho.

Duas palestras sobre feminismo

Por, Sindipetro MG

O feminismo foi tema do debate conduzido pela professora do Núcleo Interinstitucional de Pesquisa em Gênero e Sexualidades da UFES, Erineusa Silva, e pela deputada federal pelo Distrito Federal, Erika Kokay (PT-DF). Ambas destacaram o quanto a sociedade ainda é machista e patriarcal, mas lembraram o quanto as mulheres têm coragem e foram e são essenciais nas lutas por direitos no Brasil e no mundo. Erineusa fez uma retomada história sobre o conceito de feminismo no Brasil e no mundo e também explicou como o feminismo é algo crescente dentro de cada uma das mulheres – ainda que elas não se reconheçam como tal.

“O feminismo surgiu para mim quando via meu pai tratando diferente o meu irmão de mim, quando ele podia sair mas eu tinha que ficar em casa. Foi nas coisas cotidianas que o feminismo surgiu pra mim e acredito que para a maioria das mulheres, mas eu não sabia naquela época e, até hoje, tem muita gente que não sabe que é feminista”.

Ela também reforçou que o significado de feminismo nunca foi o contrário de machismo e que consiste, na verdade, em um movimento de luta por direitos e contra as injustiças sociais. Ela retomou a luta das mulheres pelo voto, a conquista do direito ao divórcio, a aprovação da Lei Maria da Penha e outras importantes conquistas que só se deram pelo que depois passou a ser chamado de feminismo.

Porém, mesmo diante de tantos avanços, as mulheres ainda são sub-representadas na política brasileira, ainda recebem salários menores que os homens e estão em menor número nos cargos de chefia – apesar de estudarem mais e serem maioria entre a população brasileira.

Também as mulheres têm uma carga horária de trabalho maior a dos homens (em média 51 horas semanais contra 40 horas semanais dos homens) em função dos cuidados com a casa, os filhos e a família que vão além do trabalho formal, como bem lembrou a deputada Érika Kokai.

No entanto, apesar dessa diferença, a proposta de Reforma da Previdência recentemente apresentada pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso quer acabar com o reconhecimento que hoje a atual previdência tem ao garantir à mulher o direito de se aposentar mais cedo que os homens. “Uma das poucas políticas que temos no sentido de enfrentar essa desigualdade é a previdência e agora querem nos tirar até o direito à aposentadoria”.

Ainda segundo a deputada Erika Kokai, há uma luta que precisa ser feita que é contra a desumanização simbólica que, segundo ela, é “quando não somos donas das nossas próprias vidas ou quando não somos donas dos nossos corpos”. Isso ainda acontece nos dias de hoje em razão da opressão, do machismo e da desigualdade de gênero.

É no contexto da desumanização simbólica que a violência contra a mulher é naturalizada no Brasil. “A mulher não tem direito à cidade. Ela não pode sair a qualquer hora, ou vestida como quiser pois pode ser alvo de assaltos ou outros crimes. Isso é a violência sendo naturalizada pela desumanização”.

Ela lembrou ainda que o Brasil é o quinto País onde mais se mata mulheres no mundo e que, a maior parte dessa violência, acontece dentro de casa. “Temos milhares de mulheres que têm medo de voltar para suas próprias casas ou, quando voltam são controladas e moldadas por um homem”.

E também no esteio da construção da desumanização simbólica e do papel histórico da mulher na sociedade surge ainda outro conceito: a ditadura da perfeição. “A culpa é a maior forma de dominação das mulheres e elas sempre se sentem culpadas quando quando não são perfeitas, quando são agredidas, quando o casamento acaba, quando não conseguem deixar a casa limpa, ou estar disponíveis aos seus maridos, ou quando têm que sair pra trabalhar e deixam o filho chorando”.

E completou: “Se hoje temos poucas mulheres no Parlamento isso é fruto dessa sociedade. Lutar contra as desigualdades de gênero e a desumanização simbólica na sociedade é estruturante de qualquer luta. Não é a toa que o maior movimento por direitos no mundo, que foi a Revolução Francesa, teve a pauta feminina decapitada. Mas, isso não é mais permitido hoje: ou a gente avança na equidade de gênero e no empoderamento feminino ou simplesmente não avançamos em nada.

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Segundo dia, 6 de abril

O segundo dia do Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP começou com a análise do setor de petróleo e gás no Brasil e no Espírito Santo, com uma mesa composta pela diretora do Sindipetro-ES Patrícia Jesus, a pesquisadora Ana Maria Leite de Barros, a representante do Dieese/ES, Sandra Bortolon; e a militante do Movimento dos Atingidos por Barragem, Tchenna Fernandes.

Segundo Tchenna Fernandes, os recursos do petróleo devem ser destinados para o desenvolvimento social, e não para o fortalecimento do imperialismo norte americano.

 Para a representante do Dieese/ES, Sandra Bortolon, os elementos para compreensão da crise pela qual o Brasil está passando são extremamente importantes e por isso ela traça o processo histórico da geração desse problema para promover um debate com aspectos que nem a imprensa em geral e nem os analistas de mercado abordam quando falam da crise atual.

A pesquisadora Ana Maria Leite de Barros apresentou para as participantes do Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP sua pesquisa "Efeitos do Dinamismo Econômico e Regional do Setor de Petróleo e Gás Natural no Espírito Santo".

A segunda mesa com o tema "A luta contra a privatização: o papel dos trabalhadores e trabalhadoras" trouxe Rita Serrano, Coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas; Fabiana dos Anjos, Representante dos Trabalhadores no CA da Transpetro; e Danilo Silva, Representante dos Trabalhadores no CA Petrobras.

Fabiana dos Anjos, destacou em sua fala a importância de haver representantes dos petroleiros e petroleiras no Conselho. Esses representantes, segundo Fabiana, buscam a defesa dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras junto à alta administração, além de levar para a sociedade a importância das estatais para o bem comum.

Rita Serrano, explicou como funciona o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, que surgiu em 2015, por causa de um projeto de lei que facilitava a privatização das empresas estatais. O projeto foi derrubado, mas o comitê continua, pois, a luta contra a privatização das estatais é constante.

Danilo Silva falou sobre a realidade atual da Petrobrás com a dinâmica das relações dentro da estatal, uma discussão sobre o processo de recuo que se vem enfrentando nas pautas minoritárias, como as maiorias são tratadas como minorias.

Impactos da Reforma Trabalhista e Previdenciária na vida das trabalhadoras e os direitos ainda preservados na lei foi o tema da mesa seguinte que contou com a participação de Euci Santos Oss, Advogada Trabalhista assessora do Sindipetro-ES; Lujan Miranda, Especialista em Direito Constitucional /Núcleo Auditoria Cidadã da Dívida/ Sindiprev/ES; e Jossandra Rupf, Advogada especialista em Gestão de Politicas Publicas de Gênero e Raça / CTB-ES.

Euci Santos, recordou a luta dos trabalhadores e trabalhadoras até a conquista da Consolidação das Leis do Trabalho. Lujan Miranda, apontou a necessidade de fazer com que as pessoas compreendam o que é a dívida pública e como ela afeta a classe trabalhadora. E, Jossandra Rupf, mostrou em sua palestra os impactos da reforma da Previdência na vida das mulheres.

Terceiro dia, 7 de abril

A trajetória do Coletivo de Mulheres da FUP foi contada por Mônica da Silva Paranhos, pesquisadora associada do Arquivo da Memória Operária do Rio de Janeiro IFCS-UFRJ, juntamente com a Marbe, uma das criadoras do Coletivo de Mulheres da FUP.

Ao final, Priscila Patrício, Sindipetro ES, Andressa Delbons, Sindipetro Caxias e Cibele Vieira do Sindipetro São Paulo receberam os encaminhamentos, resoluções e moções das petroleiras presentes no 7° Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras.

Andressa Delbons, coordenadora geral do coletivo encerrou o evento lembrando que o lema “somos todas irmãs” remonta à luta operária de meados do século XIX, e nós do coletivo pensamos que agora é um momento propício para fazer esse resgate histórico de valores do movimento das trabalhadoras e trabalhadores. E afirmou, “Precisaremos de muita coragem, força e união para atravessar mais esse momento político desfavorável. Só assim conseguiremos êxito nas lutas contra as privatizações, retiradas de direitos trabalhistas.” 

 

Publicado em Trabalho

A capital do Espírito Santo recebe nesta sexta-feira (05) trabalhadoras de todo o país para o 7º Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP.  A solenidade de abertura será realizada no Cine Metrópoles, no Campus da Universidade Federal do Espirito Santo. Os debates prosseguirão no sábado (06) e domingo (07), no Hotel Aruan, na Praia de Camburi. Cerca de cem pessoas são esperadas para o evento, que reunirá as principais lideranças sindicais, dos movimentos de mulheres e de organizações populares do país e do Espírito Santo.

Com o tema central “Somos todas irmãs”, o encontro ressaltará a necessidade de unidade das mulheres para resistir aos ataques contra os direitos e conquistas do povo brasileiro, que atingem principalmente a trabalhadora. Os debates irão girar em torno da importância das lutas feministas na defesa do patrimônio público, da soberania nacional e dos direitos dos trabalhadores.  

“É um espaço de formação, acolhimento, fortalecimento e estreitamento de laços entre nós mulheres. Vivemos um momento político muito difícil. O acirramento dos ataques à classe trabalhadora sempre impacta as mulheres de maneira mais feroz e precisaremos de coragem e muita união para enfrentar mais essa tormenta”, ressalta Andressa Delbons, diretora da FUP e coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras.

Como nas edições anteriores, as petroleiras homenagearão uma mulher que fez história no país. A escolhida é a professora capixaba Zilma Coelho Pinto, que enfrentou o analfabetismo nos 40, e desafiou as autoridades e a alta burguesia do interior do Espírito Santo para que os pobres, negros e mulheres tivessem acesso à escrita e à leitura. Durante a abertura do encontro, será exibido um documentário sobre ela.

Andressa destaca a importância do evento, que apesar de organizado por mulheres, para mulheres, interessa a toda a classe trabalhadora.  “A decisão pela manutenção do evento, imediatamente após a Petrobrás anunciar o corte do repasse das mensalidades aos nossos sindicatos, que talvez não coincidentemente ocorreu durante o  mês da mulher, traduz o compromisso com o coletivo e reafirma a importância que a FUP dá à organização das mulheres”, ressalta.

Acompanhe os debates pelas redes sociais da FUP e de seus sindicatos.

Recreação para as crianças

Durante todo o Encontro, as mulheres que têm filhos até 10 anos terão à sua disposição um espaço de recreação com profissionais que irão desenvolver diversas atividades. O objetivo é envolver as crianças de forma lúdica na luta pelos direitos das mulheres petroleiras. Por isso, foi pensado um espaço especialmente desenvolvido para elas.

No sábado pela manhã, haverá uma oficina de experimentações e integração, com brincadeiras e práticas artísticas que dialogam sobre respeito, inclusão e liberdade . Uma das atividades será a construção de estampas em camisas que as famílias poderão trazer de casa. Na parte da tarde, as atividades incluem música, tatuagem, bolamania, oficinas de gesso, slime, miçangas, pinturas, desenhos e brincadeiras diversas, com distribuição de brindes.  O espaço infantil prossegue no domingo e contará também com um cantinho do bebê.

 Programação do Encontro

Sexta-feira (05/04)

Local: Cine Metrópoles (Campus de Goiabeiras, UFES)

17h30 – Recepção com Feira de produtos da agricultura familiar e exposição de artistas locais

18h – Abertura oficial do VII Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP, que reunirá movimentos feministas e sociais do estado do Espírito Santo

18h30 – Homenagem à educadora Zilma Coelho Pinto com exibição de documentário

19h – Palestra: “Por que ser feminista?”

Convidadas: Deputada Federal Erika Kokay (PT-DF) e Professora Dra. Erineusa Silva, Núcleo Interinstitucional de Pesquisa em Gênero e Sexualidades – Ufes/Estácio, Praxis/Nepe (Ufes)

21h – Apresentação Cultural

Sábado (06/04)

Local: Hotel Aruan, Praia de Camburi

(Av. Dante Michelini, 1497 – Jardim da Penha, Vitória – ES)

7h30 – Atividade ao ar livre com Marli Zordan

8h às 9h – Credenciamento

9h – Painel: Análise do Setor Petróleo e Gás no Brasil e no Estado do Espírito Santo

Convidadas: Msc. Carla Borges Ferreira, Pesquisadora do INEEP e Msc. Ana Maria Leite de Barros, pesquisadora da UFES;

10h40 – Painel: A Luta contra a Privatização: o papel das trabalhadoras e trabalhadores

[email protected]: Rita Serrano, Coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas; Fabiana dos Anjos, Representante dos Trabalhadores no CA da Transpetro; Danilo Silva, Representante dos Trabalhadores no CA Petrobrás

12h30 – Intervalo de Almoço

14h – Ginástica Laboral, com Claudete Roseno

14h30 – Painel: Impactos da Reforma Trabalhista e Previdenciária na vida das trabalhadoras e os direitos ainda preservados na lei

Convidadas: Euci Santos Oss, Advogada Trabalhista assessora do Sindipetro-ES; Lujan Miranda, Especialista em Direito Constitucional /Núcleo Auditoria Cidadã da Dívida/ Sindiprev/ES; Jossandra Rupf, Advogada especialista em Gestão de Politicas Publicas de Gênero e Raça / CTB-ES; Sandra Bortolon, Coord. Dieese ES.

16h– Debate e Reflexões

17h – Bingo

Domingo (07/04)

7h30 – Aula de defesa pessoal com a Campeã Mundial de Jiu-jitsu, Ariane Guarnier

9h – Painel “A trajetória e as conquistas do Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP”

Convidadas: Mônica da Silva Paranhos, pesquisadora associada do Arquivo da Memória Operária do Rio de Janeiro IFCS-UFRJ; Andressa Delbons, coordenadora do Coletivo de Mulheres da FUP

 [FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A capital do Espírito Santo recebe esta semana trabalhadoras de todo o país para o 7º Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP.  A solenidade de abertura do evento será realizada na noite de sexta-feira, 05, no Cine Metrópoles, no Campus da Universidade Federal do Espirito Santo. Os debates prosseguirão no sábado (06) e domingo (07), no Hotel Aruan, na Praia de Camburi. Cerca de cem pessoas são esperadas para o Encontro, que reunirá as principais lideranças sindicais, dos movimentos de mulheres e de organizações populares do país e do Espírito Santo.

Com o tema central “Somos todas irmãs”, o encontro abordará a necessidade de unidade das mulheres para resistir aos ataques contra os direitos e conquistas do povo brasileiro, que atingem principalmente a trabalhadora.  Os debates irão girar em torno da importância das lutas feministas na defesa do patrimônio público, da soberania nacional e dos direitos dos trabalhadores.  

“É um espaço de formação, acolhimento, fortalecimento e estreitamento de laços entre nós mulheres. Vivemos um momento político muito difícil. O acirramento dos ataques à classe trabalhadora sempre impacta as mulheres de maneira mais feroz e precisaremos de coragem e muita união para enfrentar mais essa tormenta”, ressalta Andressa Delbons, diretora da FUP e coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras.

Como nas edições anteriores, as petroleiras homenagearão uma mulher que fez história no país. A escolhida é a professora capixaba Zilma Coelho Pinto, que enfrentou o analfabetismo nos 40, e enfrentou as autoridades e a alta burguesia do interior do Espírito Santo para que os pobres, negros e mulheres tivessem acesso à escrita e à leitura. Durante a abertura do Encontro, será exibido um documentário sobre ela.

Andressa destaca a importância do evento, que apesar de organizado por mulheres, para mulheres, interessa a toda a classe trabalhadora.  “A decisão pela manutenção do evento, imediatamente após a Petrobrás anunciar o corte do repasse das mensalidades aos nossos sindicatos, que talvez não coincidentemente ocorreu durante o  mês da mulher, traduz o compromisso com o coletivo e reafirma a importância que a FUP dá à organização das mulheres”, ressalta.

Recreação para as crianças

Durante todo o Encontro, as mulheres que têm filhos até 10 anos terão à sua disposição um espaço de recreação com profissionais que irão desenvolver diversas atividades. O objetivo é envolver as crianças de forma lúdica na luta pelos direitos das mulheres petroleiras. Por isso, foi pensado um espaço especialmente desenvolvido para elas.

No sábado pela manhã, haverá uma oficina de experimentações e integração, com brincadeiras e práticas artísticas que dialogam sobre respeito, inclusão e liberdade . Uma das atividades será a construção de estampas em camisas que as famílias poderão trazer de casa. Na parte da tarde, as atividades incluem música, tatuagem, bolamania, oficinas de gesso, slime, miçangas, pinturas, desenhos e brincadeiras diversas, com distribuição de brindes.  O espaço infantil prossegue no domingo e contará também com um cantinho do bebê.

 Programação do Encontro

 5 de abril, sexta-feira

Local: Cine Metrópoles (Campus de Goiabeiras, UFES)

17h30 – Recepção com Feira de produtos da agricultura familiar e exposição de artistas locais

18h – Abertura oficial do VII Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP, que reunirá movimentos feministas e sociais do estado do Espírito Santo

18h30 – Homenagem à educadora Zilma Coelho Pinto com exibição de documentário

19h – Palestra: “Por que ser feminista?”

Convidadas: Deputada Federal Erika Kokay (PT-DF) e Professora Dra. Erineusa Silva, Núcleo Interinstitucional de Pesquisa em Gênero e Sexualidades – Ufes/Estácio, Praxis/Nepe (Ufes)

21h – Apresentação Cultural

6 de abril, sábado

Local: Hotel Aruan, Praia de Camburi

(Av. Dante Michelini, 1497 – Jardim da Penha, Vitória – ES)

7h30 – Atividade ao ar livre com Marli Zordan

8h às 9h – Credenciamento

9h – Painel: Análise do Setor Petróleo e Gás no Brasil e no Estado do Espírito Santo

Convidadas: Msc. Carla Borges Ferreira, Pesquisadora do INEEP e Msc. Ana Maria Leite de Barros, pesquisadora da UFES;

10h40 – Painel: A Luta contra a Privatização: o papel das trabalhadoras e trabalhadores

[email protected]: Rita Serrano, Coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas; Fabiana dos Anjos, Representante dos Trabalhadores no CA da Transpetro; Danilo Silva, Representante dos Trabalhadores no CA Petrobrás

12h30 – Intervalo de Almoço

14h – Ginástica Laboral, com Claudete Roseno

14h30 – Painel: Impactos da Reforma Trabalhista e Previdenciária na vida das trabalhadoras e os direitos ainda preservados na lei

Convidadas: Euci Santos Oss, Advogada Trabalhista assessora do Sindipetro-ES; Lujan Miranda, Especialista em Direito Constitucional /Núcleo Auditoria Cidadã da Dívida/ Sindiprev/ES; Jossandra Rupf, Advogada especialista em Gestão de Politicas Publicas de Gênero e Raça / CTB-ES; Sandra Bortolon, Coord. Dieese ES.

16h– Debate e Reflexões

17h – Bingo

7 de abril, domingo 

7h30 – Aula de defesa pessoal com a Campeã Mundial de Jiu-jitsu, Ariane Guarnier

9h – Painel “A trajetória e as conquistas do Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP”

Convidadas: Mônica da Silva Paranhos, pesquisadora associada do Arquivo da Memória Operária do Rio de Janeiro IFCS-UFRJ; Andressa Delbons, coordenadora do Coletivo de Mulheres da FUP

 [FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Para encerrar o mês das mulheres, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina lança o 3º e último episódio da série sobre feminismo do programa “Bate-Papo Sem Sutiã”. O tema abordado desta vez foi “o feminismo nos dias hoje” e fala sobre a conjuntura da luta das mulheres.

Participaram desta edição  Ana Carolina Dartora, Bacharel em História, Mestre em Educação com recorte na juventude negra, Militante no Feminismos Negro e na Marcha Mundial de Mulheres; e Priscila Piazentini Vieira, Professora do Departamento de História da UFPR - áreas de interesse: Teoria da História, História e Filosofia Contemporânea, feminismo. Integrante do Núcleo de Estudos de Gênero da UFPR e vice-coordenadora do Labin - Laboratório de Investigação de Corpo, Gênero e Subjetividades na Educação, também da UFPR

Quem apresenta esta edição são as diretoras do Sindipetro PR e SC Anacélie Azevedo e Juliane Bielak.

Acompanhado ao programa, lançamos uma promoção de um Vale Compras de R$ 200,00 na Loja Peita. Para concorrer, basta responder a enquete no link abaixo. Apenas mulheres podem preencher.

Link para a enquete: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdg-mNJ3JX5DrYr_7uIBGNCIcgbORj48PZv4IBoVIHbim1h-A/viewform

Conheça a Loja Peita: https://peita.me/

Assista agora o 3º episódio: O feminismo nos dias de hoje 

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

O VII Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP será realizado em Vitória, no Espírito Santo, de 05 a 07 de abril, no Hotel Aruan. A abertura do evento ocorrerá no Cine Metrópoles, na Universidade Federal do Espirito Santo (UFES).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de março, acessando aqui.

A diretora da FUP e do Sindipetro-ES, Priscila Patrício, ressalta a importância do encontro para fortalecer as lutas das mulheres.“É um momento de integração, aprendizado, fortalecimento das mulheres. Estamos sofrendo muitos ataques, como o assédio no ambiente de trabalho. Somos as mais afetadas pela política de retirada de direitos que está em curso. A resistência passa pela nossa união. Por isso que o lema do evento é ‘Somos Todas irmãs’. Também vamos reforçar a defesa do pré-sal para o Brasil e a defesa da Petrobrás”, diz.

Ela destaca ainda a importância das mulheres do Espírito Santo participarem dos debates. Foram abertas inscrições locais para as capixabas que quiserem participar do evento. Para quem mora no interior do estado, haverá transporte e hospedagem disponibilizados.

“É um reconhecimento da importância das mulheres petroleiras capixabas. O Encontro vem para o Espírito Santo como um abraço do Coletivo de Mulheres da FUP para as petroleiras, mostrando que a FUP está junto conosco”, declara Priscila.

Durante o evento, as mulheres que têm filhos até 10 anos terão à sua disposição um espaço de recreação com profissionais que irão desenvolver diversas atividades com as crianças, como oficinas, contação de história, entre outras. Assim, elas poderão participar tranquilamente do Encontro.

Também haverá exposição fotográfica, venda de produtos artesanais dos movimentos sociais e uma aula de defesa pessoal com a campeã mundial de Jiu-jitsu, a capixaba Ariane Guarnier


Programação

5 de abril, sexta-feira

Local: CINE METRÓPOLIS (Campus de Goiabeiras, UFES)

17h30 – Recepção com Feira de produtos da agricultura familiar e exposição de artistas locais

18h – Abertura oficial do VII ENMP e Encontro dos movimentos feministas e sociais do estado do Espírito Santo

18h30 – Homenagem à Zilma Coelho Pinto com exibição de documentário

19h – Palestra: “Por que ser feminista?”

Convidadas: Deputada Federal Erika Kokay (PT-DF) e Professora Dra. Erineusa Silva, Núcleo Interinstitucional de Pesquisa em Gênero e Sexualidades – Ufes/Estácio, Praxis/Nepe (Ufes)

21h – Apresentação Cultural

6 de abril, sábado

Local: Hotel Aruan, Praia de Camburi

(Av. Dante Michelini, 1497 – Jardim da Penha, Vitória – ES)

7h30 – Atividade ao ar livre com Marli Zordan

8h às 9h – Credenciamento

9h – Painel: Análise do Setor Petróleo e Gás no Brasil e no Estado do Espírito Santo

Convidadas: Msc. Carla Borges Ferreira, Pesquisadora do INEEP e Msc. Ana Maria Leite de Barros, pesquisadora da UFES;

10h40 – Painel: A Luta contra a Privatização: o papel das trabalhadoras e trabalhadores

[email protected]: Rita Serrano, Coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas; Fabiana dos Anjos, Representante dos Trabalhadores no CA da Transpetro; Danilo Silva, Representante dos Trabalhadores no CA Petrobras

12h30 – Intervalo de Almoço

14h – Ginástica Laboral, com Claudete Roseno

14h30 – Painel: Impactos da Reforma Trabalhista e Previdenciária na vida das trabalhadoras e os direitos ainda preservados na lei

Convidadas: Euci Santos Oss, Advogada Trabalhista assessora do Sindipetro-ES; Lujan Miranda, Especialista em Direito Constitucional /Núcleo Auditoria Cidadã da Dívida/ Sindiprev/ES; Jossandra Rupf, Advogada especialista em Gestão de Politicas Publicas de Gênero e Raça / CTB-ES; Sandra Bortolon, Coord. Dieese ES.

16h– Debate e Reflexões

17h – Bingo

7 de abril, domingo 

7h30 – Aula de defesa pessoal com a Campeã Mundial de Jiu-jitsu, Ariane Guarnier

9h – Painel “A trajetória e as conquistas do Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP”

Convidadas: Mônica da Silva Paranhos, pesquisadora associada do Arquivo da Memória Operária do Rio de Janeiro IFCS-UFRJ; Andressa Delbons, coordenadora do Coletivo de Mulheres da FUP

[FUP, com informações do Sindipetro-ES]

Publicado em Cidadania
Sindipetro PR e SC estreia o programa “Bate-Papo Sem Sutiã”
 
O Bate-Papo Sindical todo mundo conhece, não é? Uma ferramenta utilizada há muitos anos pela direção para o diálogo com a base.

Mas e aí? Por que sem sutiã?

Porque pretendemos com esse programa conversar com as mulheres da categoria e outras que queiram disfrutar de um tempo leve para ampliar o conhecimento. Os homens também estão convidados a assistir e ouvir um pouco mais sobre esses temas.

Costumeiramente, as mulheres quando chegam em casa, uma das primeiras coisas que fazem é retirar o sutiã e aí, claro inicia a outra jornada. Esse ato traz um significado de conforto e liberdade. O sutiã é um símbolo histórico de opressão, usá-lo ou não o usar causa desconforto para a maioria das mulheres. Tanto que já foi até queimado em praça pública.

O primeiro programa tratou do tema “Feminismo”e contou com a presença da Ana Carolina Dartora, Bacharel em História, Mestre em Educação com recorte na juventude negra, Militante no Feminismos Negro e na Marcha Mundial de Mulheres; e Priscila Piazentini Vieira, Professora do Departamento de História da UFPR - áreas de interesse: Teoria da História, História e Filosofia Contemporânea, feminismo. Integrante do Núcleo de Estudos de Gênero da UFPR e vice-coordenadora do Labin - Laboratório de Investigação de Corpo, Gênero e Subjetividades na Educação, também da UFPR

Quem apresenta esta edição são as diretoras do Sindipetro PR e SC Anacélie Azevedo e Juliane Bielak.

Acompanhado ao programa, lançamos uma promoção de um Vale Compras de R$ 200,00 na Loja Peita. Para concorrer, basta responder a enquete no link abaixo. Apenas mulheres podem preencher.

Link para a enquete: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdg-mNJ3JX5DrYr_7uIBGNCIcgbORj48PZv4IBoVIHbim1h-A/viewform

Conheça a Loja Peita: https://peita.me/

Assista ao primeiro episódio:

 

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC
Segunda, 11 Março 2019 16:02

Somos Rosas ou Cactos?

Por Priscila Costa Patricio, diretora da FUP e do Sindipetro Espírito Santo, integrante do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP

Às vezes, a vida nos coloca no meio de um dilema. A consciência questiona e você terá que decidir.

Ser mulher no Brasil - mais especificamente no estado do Espirito Santo, mais ainda, trabalhadora de uma empresa majoritariamente masculina, ou mais: militante e sindicalista - é um grande desafio. Muitas vezes, você vai ser sentir lisonjeada e capaz, mas em pouco tempo alguém vai tentar te fazer acreditar que não: “você é uma fraca! E aqui não é o seu lugar.”

Qual é o meu lugar? Será que ele existe? Penso que todas e todos queremos um lugar que nos seja aconchegante, com respeito e reconhecimento - e se tiver um pouco de afeto, até melhor. Este seria o local ideal. Mas ele nunca existiu.

Quando na idade média as camponesas tinham suas vidas definidas pela decisão de seus pais e seus maridos, e viviam uma vida tipo “bela, recatada e do lar”, elas não “precisavam” saber ler, escrever ou administrar negócios, mesmo tendo interesse e capacidade para isso. Muitas viveram a vida contrariadas, com sonhos frustrados. Por isso, e outras tantas coisas, se sentiam escravizadas pelo patriarcado.

Foram milhares as mulheres escravizadas por homens que abusavam sexualmente delas... Imagina se isso era felicidade?! Esses mesmos homens, em sua maioria tinham esposas. Será que elas eram livres de verdade? Você consegue pensar como foi a vida das primeiras mulheres homossexuais que se assumiram? Se hoje, em pleno 2019, alguns casais LGBTI não podem sequer se abraçar na área de lazer de um condomínio (testemunhei isso esta semana), imagina em 1900? Eram muitas denominadas “loucas”, loucas por uma vida autônoma!

O tempo passou, algumas dessas mulheres enfrentaram e não aceitaram opressão, muitas, por isso, acabaram queimadas vivas, como Joana D’arc. Outras foram tachadas de “bruxas” e tiveram o mesmo destino. Na China, durante a Guerra Sino-Japonesa, muitas mulheres foram estupradas até a morte. Quantas de nós somos descendentes de “Índias pegas no laço”? Nesse mesmo período, outras milhares de mulheres estavam relativamente seguras, cuidando de seus filhos, tendo maridos que as amavam, bordando e tricotando, enfrentando outros desafios menos arriscados para suas vidas. Contudo, nem a vida dessas mulheres, que de certa forma aceitavam o destino, era fácil. As condições de partos e saúde sempre foram arriscadas também. Milhares morreram dando à luz.

E hoje nos entregam ROSAS pelo Dia Internacional da Mulher...

Eu, como bióloga, gosto muito de plantas. Sei que as rosas são delicadas e é preciso ter muito cuidado e técnica para cuidar delas. São arbustos sensíveis, nem muita água, nem muito sol, nem muito adubo... Tem que ser bom jardineiro para conseguir fazer uma roseira florescer com rosas perfeitas e perfumadas. Isso não me parece nem um pouco com as mulheres!

Estava pensando que na verdade somos todas CACTOS. Você pode achar um cacto feio, mas o que vemos no cacto é exatamente o que as mulheres têm desenvolvido ao longo dos séculos: mecanismos de defesa e resistência à adversidade.

O que é aquele corpo suculento, senão uma forma de reservar água para os longos períodos sem chuvas? O que são os espinhos, senão um mecanismo de defender-se de inimigos e ao mesmo tempo se adaptar a aridez, pois as suas folhas não durariam nada, se fossem como a de todos os homens (ops, todas as plantas) que recebem um vento mais suave. Por dentro, um mecanismo de captação de água e fotossíntese totalmente diferenciado, para ter a eficiência, tendo em vista que a vida não é fácil.

Mas os cactos não ficam ali parados achando que o mundo vai acabar: eles brotam! Se reproduzem facilmente, se você corta um cacto e o faz ferir, ele se transforma em dois! Se você tenta mata-lo fatiando seus braços, ele se recupera e se multiplica. Formam moitas cheias para se defender. Não somos nós isso?

Quando uma de nós é atacada, não nos multiplicamos e resistimos?

E crescemos.  Nossas carreiras são consolidadas, mas o reconhecimento vem devagar. Assim como os cactos, crescemos poucos centímetros por ano. É fato que os salários das mulheres ainda são menores do que os dos homens na média nacional. É fato que somos “desescolhidas” para cargos de chefia muitas vezes. É fato que uma mulher precisa se esforçar o triplo para ser reconhecida num ambiente de trabalho, e ainda o faz driblando os assédios, morais e sexuais, que são uma constante.

Esta história tá parecida demais, não é mesmo?

E ela continua. Pois os cactos demoram, mas florescem.  E quando florescem, não tem para ninguém. Nem rosas, cravos, margaridas, orquídeas, lírios ou antúrios... Nenhuma dessas plantas consegue competir com a beleza das flores de cactos. São majestosas, coloridas, perfumadas, muitas vezes pomposas e irresistíveis... E o são para atrair o que ao cacto faz bem. Elas crescem acima dos espinhos para dizer: ”eu me desarmo porque confio em você”. E ali, os animais as rodeiam e polinizam, e a natureza continua, agora alimentada pelo doce néctar de uma flor da resistência.

Mais tarde ele dará frutos coloridos e ricos em sementes. Do meio da aridez virá a alegria e novas formas de vida. A esperança do caminho. A revolução. Acho que sou cacto. Nenhuma adversidade me fará desistir de meu caminho e minha missão.

Publicado em Cidadania
Sexta, 01 Março 2019 14:07

Onde estaríamos sem o feminismo?

Ao longo da história, as lutas por direitos para as mulheres resultaram em conquistas fundamentais, que muitas vezes passam despercebidas pela maioria das pessoas. O direito das mulheres ao ensino, ao voto, ao trabalho, à liberdade de ir e vir, às escolhas de seus amores... tudo isso foi conquistado com muita luta. Nada caiu do céu ou foi concedido pelos homens.  Conhecer alguns marcos dessa luta é fundamental para preservar as conquistas e ampliar direitos que estão constantemente sob ataque.

1827 – mulheres passam a ter permissão para cursarem o ensino fundamental no Brasil, mas só garantem o direito de entrarem na universidade em 1879

1893 – Nova Zelândia é o primeiro país no mundo a garantir o voto feminino

1932 – mulheres brasileiras conquistam o direito ao voto

1945 - Carta das Nações Unidas, que rege a criação da ONU, reconhece a igualdade de direitos entre homens e mulheres

1960 – a pílula anticoncepcional passa a ser comercializada

1962 – após mais de uma década de lutas no Congresso Nacional, as mulheres brasileiras conquistam mudanças importantes no Código Civil, garantindo autonomia para que pudessem trabalhar, realizar transações financeiras, receber heranças, fixar residência, requisitar a guarda dos filhos, entre outros direitos que antes dependiam de autorização do marido ou de outro homem que exercesse o pátrio poder sobre elas

1974 – na Argentina, Isabel Perón é eleita a primeira mulher no mundo a presidir um país

1977 – o divórcio passa a ser garantido no Brasil, através de mudanças na legislação, que permitiram à mulher se divorciar apenas uma única vez

1985 – é criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), que será fundamental nas lutas por igualdade de direitos no Brasil

1988 – o movimento feminista, com a articulação de 26 deputadas federais constituintes, conquistam avanços importantes na Constituição Federal para as mulheres brasileiras, como a igualdade de direitos com os homens na vida civil, no trabalho e na família. Foi garantida a licença maternidade remunerada de 120 dias para as mulheres e proibido discriminações de salários e cargos, em função do sexo

2006 – Lei Maria da Penha cria mecanismos para coibir e punir a violência doméstica sofrida pela mulher, seja em forma de agressão, ameaças ou assédio

2010 – Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher presidenta do Brasil

2015 –Lei do Feminicídio transforma em crime hediondo homicídio de mulheres por questões de gênero

[FUP | Edição Especial Dia Internacional das Mulheres]

Publicado em Cidadania
Quinta, 28 Fevereiro 2019 18:02

Por mais mulheres a bordo

Por Jancileide Morgado, diretora do Setor Privado do Sindipetro-NF, e Bárbara Bezerra, Técnica de Segurança da U0-BC

Você sabe quantas mulheres trabalham em uma plataforma? Você sabe quais as funções?

Sim, são poucas. Em média, apenas 3% do quadro de embarcados é feminino. Muitas vezes apenas 1%. E em algumas embarcações, não há vagas femininas. Mas, e as funções? São distintas para homens e mulheres? Na maioria das vezes, não. Vemos duas funções como maioria de ocupação feminina, que é a Técnica em Química e a Comissária de Bordo. No mais, as funções são majoritariamente masculinas.

Mas, por que será que isso acontece? Será que as mulheres não têm habilidades para as demais funções? Se fizermos uma pequena pesquisa histórica, vemos que houve gerentes femininas, existem Coordenadoras, Mestre de Cabotagem, Rádio operadoras, Operadoras de Produção, Supervisoras, Pintoras, Soldadoras, Técnicas em Segurança e Enfermagem. O que nos leva a concluir que não faltam habilidades, nem disposição das mulheres em realizar atividades prioritariamente “masculinas”.

Todavia, faltam leitos femininos. Faltam vagas femininas. As plataformas estabelecem um número ínfimo de camarotes femininos, o que dificulta as mulheres serem um número maior em nossa categoria. E sabe qual a diferença de um camarote feminino para um masculino? Nenhuma! Exceto que o feminino é mais limpinho e cheiroso!

Portanto, que tal um GEPLAT tornar sua plataforma mais feminina, ofertando um número maior de camarotes para tal?

Garanto que somos competentes e contribuímos positivamente para a melhoria do ambiente de trabalho. Nossas “Ilhas de ferro” já são hostis por natureza, não precisamos de mais empecilhos para torná-las um ambiente de trabalho misto e com direitos iguais.

[FUP | Edição Especial Dia Internacional das Mulheres]

Publicado em Sistema Petrobrás

A luta das mulheres por igualdade de direitos muitas vezes é desqualificada, principalmente no ambiente corporativo, onde o feminismo ainda é tratado como vitimismo e mi-mi-mi. Não é raro ouvir frases do tipo “feminismo é coisa de mulher que tem raiva dos homens”,  “pra quê feminismo se homens e mulheres são tratados da mesma forma?”, “quem é competente não precisa de feminismo”, “feminismo é um plano de dominação e vingança das mulheres”...

Por mais absurdas e preconceituosas que sejam, esse tipo de declaração encontra eco em uma sociedade onde o machismo ainda permeia as relações sociais e familiares. No Sistema Petrobrás não é diferente. As trabalhadoras representam pouco mais de 16% dos quadros da empresa e apenas 18% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres.

Muitas petroleiras são vítimas de assédio e convivem diariamente com colegas de trabalho que defendem abertamente posicionamentos machistas. Na rede de comunicação interna da empresa, são comuns comentários jocosos, criticando e desqualificando programas e projetos relacionados aos direitos das mulheres e ao público LGBT.

Desde 2006, a Petrobrás tem o selo de Pró-Equidade de Gênero e Raça, criado pelas Nações Unidas e, há quase dez anos, adotou os Princípios de Empoderamento das Mulheres que fazem parte do Pacto Global da ONU.  Mas, apesar dessas importantes iniciativas corporativas, as mulheres ainda enfrentam muitas dificuldades no trabalho. “O machismo está presente em várias decisões dos gestores, como, por exemplo, a intransigência em relação às faltas ou atrasos das petroleiras que acompanharam os filhos em emergências médicas. Quem mais sofre com isso são as mães que estão solteiras. A maioria dos colegas homens não compreende a situação, especialmente quando têm uma esposa que cuida disso por eles”, destaca Priscila Patrício, técnica química de petróleo na Transpetro e diretora da FUP.

[FUP | Edição Especial Dia Internacional das Mulheres]

Publicado em Trabalho
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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