Nesta segunda-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a conselheira da Petrobrás Rosangela Buzanelli é uma das convidadas da live que vai debater a atuação de mulheres em cargos da alta administração. O evento online terá a participação de quatro conselheiras em empresas pública e estatal, que vão falar sobre suas trajetórias, conquistas, desafios e enfrentamentos no cargo ocupado, especialmente na atual conjuntura política.

A ideia de promover um debate reunindo quatro mulheres que integram Conselhos de Administração de grandes empresas nacionais foi da conselheira da Caixa, Rita Serrano. Além dela e de Rosangela, também estarão presentes no evento as conselheiras administrativas Selma Beltrão, da Embrapa, e Débora Fonseca, do Banco do Brasil. Todas elas eleitas pelos trabalhadores para representá-los no Conselho de Administração

Segundo levantamento realizado pela gestão da conselheira Rita Serrano, a participação de mulheres nesses espaços ainda é muito pequena, não ultrapassando 12% no país, mas ela é um pouco maior nas estatais federais, chegando a 16%. Entre os eleitos por trabalhadores, a presença feminina sobre para 28%.

A live com as conselheiras será transmitida segunda-feira, às19h, pelo Facebook, nas páginas de Rita Serrano, de Rosangela Buzanelli e do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

[Do Face da Rosângela]

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Ministra Damares Alves recebe menção de repúdio em carta assinada por 82 entidades dos movimentos sociais, com as bandeiras de luta das mulheres neste 8 de Março

[Da Rede Brasil Atual]

A atuação da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Bolsonaro, Damares Alves, recebeu uma menção de repúdio na carta dos movimentos sociais com as bandeiras de luta das mulheres neste 8 de Março. O destaque foi feito por conta da ação da ministra contra o aborto legal.

“Repudiamos a ação da Ministra Damares ao tentar impedir de forma criminosa o direito ao abortamento legal, mesmo em situação de violência sexual contra crianças e adolescentes. A maternidade deve ser uma decisão ou não será! Educação sexual para prevenir, anticoncepcionais para não engravidar e aborto legal para não morrer! Legalização já!”, afirma o manifesto, assinado por 82 entidades da sociedade civil, que representam mulheres, negros, trabalhadores, LGBTs, advogados e uma série de segmentos sociais que lutam por direitos no país.

Além da falta de identidade das mulheres com a ministra Damares, a ação do governo Bolsonaro e prol das mulheres inexiste. Os dados sobre o mercado de trabalho comprovam que sob esse governo a situação das mulheres só tem se agravado.

A ministra Damares também foi alvo de crítica da Secretária de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, que tem histórico de atuação feminista. Marta disse em entrevista à Folha de S.Paulo neste sábado (6) que “não importa o quanto resistam ao empoderamento feminino, as mulheres têm uma palavra: resiliência. Nós vamos resistir às Damares”.

Trabalho em deterioração

Boletim do Dieese divulgado por ocasião deste 8 de Março destaca a deterioração do mercado de trabalho para as mulheres em 2020. Parcela expressiva de mulheres perdeu sua ocupação no período da pandemia e muitas nem buscaram uma nova inserção.

Segundo destaca o boletim do Dieese, “entre o 3º trimestre de 2019 e 2020, o contingente de mulheres fora da força de trabalho aumentou 8,6 milhões, a ocupação feminina diminuiu 5,7 milhões e mais 504 mil mulheres passaram a ser desempregadas, segundo os dados da PNADC.

A taxa de desemprego das mulheres negras e não negras cresceu 3,2 e 2,9 pontos percentuais, respectivamente, sendo que a das mulheres negras atingiu a alarmante taxa de 19,8%.

As trabalhadoras domésticas sentiram o forte efeito da pandemia em suas ocupações, uma vez que 1,6 milhões mulheres perderam seus trabalhos, sendo que 400 mil tinham carteira assinada e 1,2 milhões não tinham vínculo formal de trabalho.

Publicado em Movimentos Sociais

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.