site Manchetômetro, que acompanha a cobertura feita por veículos da mídia tradicional de temas relacionados a política e economia, mostra que os três principais jornais do país apresentam comportamento distinto quando o assunto é o escândalo do vazamento de conversas entre o juiz Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato. De acordo com o monitoramento do sétimo dia do caso, no domingo (16), a Folha de S.Paulo é quem se dedica mais ao tema, com o maior número de textos sobre a chamada Vaza Jato: foram 10 na edição de ontem, dos quais cinco críticos a Sergio Moro.

O jornal O Estado de S. Paulo, após ter pedido em editorial a renúncia de Sergio Moro do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, segue agora com uma “cobertura tímida do caso, com apenas seis textos novos”. De acordo com o Manchetômetro, o tom é “levemente favorável a Moro”. A mudança de postura do Estadão começou a se dar no terceiro dia da cobertura, segundo o site.

“Se no primeiro dia da cobertura houve espaço para apontar críticas ao conteúdo das conversas e outras vozes, como a defesa de Lula, do segundo para o terceiro dia (o Estadão) deu lugar à narrativa de uma conspiração criminosa contra o Ministério Público e a Operação Lava Jato. Passou a ganhar espaço a desqualificação do material, seja pelo método de obtenção de seu conteúdo seja pela alegação de risco de inautenticidade. O jornal dá ampla voz aos membros da operação focando no acesso e divulgação das mensagens, enquanto se exime de explorar as questões éticas, legais e políticas relativas ao comportamento de Moro, dos procuradores da Lava Jato e de ministros do Supremo, citados nas conversas.” O jornal chegou a publicar entrevista de Moro ao repórter Fausto Macedo, um dos profissionais de imprensa habituados a antecipar notícias relacionadas à Lava Jato, mesmo sob segredo de Justiça.

O jornal O Globo manteve a mesma linha, de defesa de Moro e dos integrantes da Lava Jato. “A cobertura de O Globocontinua a martelar a questão da segurança de dados, agora inclusive na manchete da edição de domingo. Dos 7 textos que citam a Vaza Jato, cinco discutem diretamente a questão do hacking.” Segundo o Manchetômetro, o periódico da família Marinho “reafirma sua posição de defesa de Moro e da Lava Jato, como se o caso demandasse posicionamento político antes que profissionalismo jornalístico. Estão presentes novamente em sua cobertura o enquadramento do vazamento de dados combinado ao argumento de nulidade de provas”.

O Manchetômetro também analisou a cobertura feita pelo principal noticiário televisivo do grupo Globo, o Jornal Nacional, até sexta-feira (14). A tônica da cobertura é similar à do veículo impresso, mas com alcance muito maior. “Se no primeiro dia da cobertura houve espaço para apontar críticas ao conteúdo das conversas e outras vozes, como a defesa de Lula, do segundo para o terceiro dia deu lugar à narrativa de uma conspiração criminosa contra o Ministério Público e a Operação Lava Jato. Passou a ganhar espaço a desqualificação do material, seja pelo método de obtenção de seu conteúdo seja pela alegação de risco de inautenticidade. O jornal dá ampla voz aos membros da operação focando no acesso e divulgação das mensagens, enquanto se exime de explorar as questões éticas, legais e políticas relativas ao comportamento de Moro, dos procuradores da Lava Jato e de ministros do Supremo, citados nas conversas.”

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[Via Rede Brasil Atual]

Publicado em Política

O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, ou somente o Barão de Itararé, é uma entidade que nasceu para capitanear a luta por uma comunicação mais democrática no Brasil. Seu universo é a chamada mídia alternativa ou as tantas que costumamos visitar diariamente em tantas conformações, mídia comunitária, popular, colaborativa, independente, social. O Barão de Itararé tem por missão fortalecer tais setores de comunicação, que são excluídos diuturnamente pela mídia hegemônica e grandes conglomerados.

Em 2018, o Barão de Itararé cravou a marca de 8 anos de luta. E agora conta com o apoio de todos para emplacar mais um ano. Na sede, o constante compartilhamento de ideias, debates e reuniões em que se analisa a situação do Brasil. Nesses 8 anos, um mesmo endereço e a firme disposição de acompanhar a luta e as conquistas da mídia alternativa. 

Nesses anos, centenas de atividades tiveram lugar no Barão de Itararé: seminários, debates, coletivas de imprensa e cursos. Por lá passaram nomes como os do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, do linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, do relator para a liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, Edson Lanza, e de inúmeros intelectuais, artistas, economistas, lideranças sociais, entre os quais: Bresser Pereira, Luiz Gonzaga Belluzo, Laura Carvalho, Celso Amorim, Samuel Pinheiro Guimarães, Tico Santa Cruz, Sérgio Mamberti, Fernando Haddad, Jessé de Souza, Manuela D’Ávila, Roberto Requião, Luciana Santos, Jandira Feghali, Wadih Damous, Dilma Rousseff, Eugênio Aragão, Sérgio Gabrielli, Emiliano José, e muitos mais.

Barão é a casa dos jornalistas, blogueiros e comunicadores. Todos juntos na luta por uma comunicação mais democrática. É também a casa do movimento social e de entidades de classe.

E é de suma importância que não feche, que prossiga firme. Daí conta com sua colaboração e apoio. O link abaixo leva ao site do Catarse, onde, se quiser, poderá contribuir para mais um ano de luta. A contribuição irá custear o aluguel, condomínio, limpeza e luz por um ano.

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[Via GGN]

Publicado em Cidadania

A defesa do ex-presidente Lula entrou com recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar garantir que a Rede Globo e as demais emissoras de televisão tenham isonomia na cobertura das campanhas eleitorais, dedicando a Lula o mesmo tratamento dos demais candidatos à presidência.

O recurso reúne material que demonstra que as emissoras têm escondido deliberadamente a campanha de Lula e de seu vice e porta-voz, Fernando Haddad. Segundo levantamento realizado por juristas, referente a telejornais que foram ao ar entre 20 e 24 de agosto, o Jornal Nacional dedicou exatos 21 segundos à coligação de Lula, e ainda para apenas comunicar que não cobriria a agenda do petista, por ele estar preso, no dia 20 de agosto.

Em texto publicado no site do ex-presidente, a equipe de campanha informa que, no mesmo período, o Jornal Nacional dedicou 5 minutos (um minuto por dia) para cobrir as campanhas de Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB); 4 minutos para Jair Bolsonaro (pois o candidato não teve agenda pública no dia 20) e 1 minuto para Álvaro Dias (Podemos), que está em um longínquo sexto lugar nas pesquisas de intenção de voto. A Rede Record e o SBT tampouco cobriram a campanha da coligação de Lula em seus telejornais.

O comunicado lembra que "a Lei eleitoral exige isonomia e veda que qualquer candidato tenha tratamento privilegiado nas concessionárias de rádio e TV". "Requer-se, na presente apresentação, a concessão de liminar, para que seja ordenado às empresas representadas para, a partir da presente data, confiram a devida cobertura da campanha presidencial da Coligação O povo Feliz de Novo, por meio de sua agenda oficial, e do próprio candidato Lula, devendo ser conferido tratamento isonômico entre as atividades destes e as dos outros candidatos ao mesmo cargo, com inserções em mesmo horário e com a mesma duração", diz o recurso.

[Via Brasil 247]

Publicado em Política

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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