O Sindipetro-NF continua a receber relatos dramáticos de petroleiros e petroleiras da Bacia de Campos sobre a falta de profissionais marítimos nas plataformas. Desde o último dia 13, quando terminou o contrato com a empresa Lighthouse, a nova empresa, Infotec, não conseguiu repor toda a mão de obra necessária de mestres de cabotagem, oficiais de náutica e de marinheiros.

Ontem, relatos sobre a P-09 mostravam que, de cinco profissionais da área que a unidade costuma ter a bordo, apenas dois estavam em atividade. Em outro relato, sobre uma outra unidade, o trabalhador compartilhou com o sindicato um apelo de uma chefia da Petrobrás a um marítimo que já rescindiu o contrato, pedindo orientações sobre como proceder em uma manobra.

Com o fim do contrato, 157 marítimos desembarcaram de 22 plataformas da Petrobrás na Bacia de Campos. Esse efetivo não foi reposto completamente ainda. Nos casos de reposição, também há muitas denúncias de que vários dos novos profissionais não possuem as qualificações necessárias para os postos.

Um dos motivos desse caos na prestação de serviço dos marítimos é o rebaixamento das condições salariais e de benefícios feito pela nova empresa. A Infotec não conseguiu manter grande parte da força de trabalho anterior e, no mercado, não conseguiu atrair todos os profissionais necessários em razão das condições desfavoráveis que oferece.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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A bomba relógio não decepcionou. Funcionou perfeitamente. Como denunciado em 24 de fevereiro aqui no site do Sindipetro-NF, e alertado pelos sindicatos que representam mestres de cabotagem, oficiais de náutica e marinheiros desde 2020, as plataformas da Bacia de Campos estão, desde o fim de semana, expostas a grande vulnerabilidade em razão da falta destes profissionais. Em um dos casos mais graves, a P-15, não há neste momento nenhum profissional da área a bordo, com previsão de embarque apenas no início da tarde de hoje.

No último dia 13 terminou o contrato com a empresa Lighthouse, que presta serviço nestas funções, e todos e todas estão sendo desembarcados. A nova empresa, Infotec, demonstrou dificuldades em reunir toda mão de obra qualificada para fazer a reposição, e ainda está embarcando trabalhadores. De acordo com relatos dos petroleiros, muitos deles sem experiência na área de petróleo.

A categoria também denuncia que as condições rebaixadas de salários e benefícios oferecidas pela nova empresa está provocando a dificuldade de encontrar profissionais, que são altamente especializados. Os novos marinheiros estão embarcando com salários e benefícios menores do que os praticados no contrato que expirou no dia 13.

A situação é gravíssima, pois estes profissionais são essenciais para a manutenção da segurança das unidades. As normas determinam, inclusive, que toda a força de trabalho seja desembarcada e a produção paralisada em caso de ausência de marítimos a bordo. Por esta razão, o sindicato denunciou o caso à Marinha e ao Ministério Público do Trabalho.

Como denunciado pelo NF e demais entidades, 22 plataformas estão atingidas, envolvendo 115 vagas de mestres de cabotagem, oficiais de náutica e marinheiros. O sindicato continua atento ao problema, fazendo cobranças a Petrobrás e reforçando as denúncias junto aos órgãos fiscalizadores, em sintonia com os sindicatos que representam a categoria.


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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

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A Bacia de Campos está na iminência de manter 22 plataformas em condições de extrema vulnerabilidade, caso não sejam atendidas as reivindicações de marítimos que estão próximos do fim do contrato, no dia 13 de março. A empresa Infotec, vencedora de licitação da Petrobrás na terceirização de 115 trabalhadores como oficiais, mestres de cabotagem e marinheiros que atuam nas unidades, tenta rebaixar remunerações e benefícios dos empregados.

Três sindicatos da categoria, com solidariedade do Sindipetro-NF, cobram da gerência de contratos da Petrobrás a superação do impasse. Os trabalhadores, altamente especializados e escassos no País, denunciam que a nova empresa quer contratá-los em condições salariais e de benefícios muito piores do que as vigentes na empresa atual, a Lighthouse.

Entre as perdas está o corte na extensão da assistência médica e odontológica aos dependentes dos empregados, o que acontece há mais de 20 anos. No processo licitatório, realizado ao longo de 2020, a Petrobrás não inseriu essa exigência às empresas participantes, apesar dos inúmeros alertas dos sindicatos.

Em ofício de 13 junho de 2020, a gerência de contratos da Petrobrás chegou a lavar as mãos. Em resposta a reivindicação sobre o tema enviada pelo Sindicato dos Mestres de Cabotagem e de Contramestres em Transporte Marítimo, a companhia afirmou que “esta medida de ampliação do plano de saúde e odontológico aos dependentes de colaboradores estará no âmbito de decisão das licitantes, conforme suas diretrizes e política interna de saúde, não possuindo a Petrobras ingerência nesta relação”.

Os trabalhadores denunciam que estão sendo coagidos, até mesmo por gerentes da Petrobrás, a aceitarem as condições rebaixadas da nova empresa — o que, organizados e mobilizados junto aos seus sindicatos, já avisaram que não vão fazer. A categoria adverte que a Petrobrás precisa rever o resultado da licitação, caso a nova empresa não consiga apresentar um quadro de empregados qualificados para as funções.

O Sindipetro-NF acompanha de perto a luta dos marítimos, em contatos frequentes com os sindicatos da categoria, e reforça a pressão para que a Petrobrás resolva este problema de grandes impactos nos direitos dos trabalhadores diretamente atingidos e nas condições de segurança de todos os petroleiros e petroleiras.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.