O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou a campanha ‘Maio Lilás: Conheça quem te representa’ com o objetivo de lembrar à classe trabalhadora a importância das ações e práticas de sindicatos atuantes e combativos que resultam em conquistas de direitos.

Os direitos trabalhistas, como férias e jornada de 44 horas semanais, não são dados por empresários que acham que os trabalhadores e as trabalhadoras merecem. Pelo contrário, se não tiver luta e uma atuação sindical forte e combativa não há conquista direito.

É isso que mostram os números divulgados pela campanha do MPT. Entre 2012 e 2017 foram registradas mais de 53 mil convenções coletivas de trabalho, que conquistaram melhoras na remuneração, na contratação, nas condições e relações de trabalho, saúde e segurança do trabalhador e jornada, entre outros direitos.

Por meio das convenções coletivas e de paralisações e greves necessárias para forçar os empresários a fecharem acordos, os sindicatos têm garantido inúmeros direitos aos trabalhadores de diversas categorias.

Porém, desde o golpe de 2016, que tirou do poder a presidenta  Dilma Rousseff, legitimamente eleita, a economia do país desandou, as taxas de desemprego dispararam, a inflação segue aumentando mês a mês derrubando o poder de compra de quem ainda está empregado e a luta dos sindicatos, na maioria das vezes, tem sido para não perder o emprego ou para garantir os direitos conquistado.

Segundo o Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG) do Dieese, a maioria das greves registradas em 2018 (82%) tinha caráter defensivo, ou seja, os trabalhadores tiveram de cruzar os braços para não perder direitos e até mesmo para garantir o recebimento de pagamentos, como salário, férias, 13º ou vale salarial.

O capital tem como objetivo tirar, diminuir ou flexibilizar direitos para aumentar ainda mais seus lucros, especialmente quando temos um governo de extrema direita mais afinado com os empresários do que com a classe trabalhadora, como é o caso de Jair Bolsonaro (PSL), afirma a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa.  

Para ela, a campanha do MPT é importante neste momento em que o governo de Bolsonaro e seus aliados, empresários e banqueiros, querem retirar direitos e aniquilar o movimento sindical.

“Essa campanha do MPT é muito importante para fortalecer nossas organizações e conseguirmos resistir a essas maldades deste governo e voltar a conquistar mais direitos, principalmente com a chegada da indústria 4.0 que mudará as relações do trabalho”, afirmou Graça, que complementa: “Nunca um sindicato teve tanta importância como nos dias de hoje”.

O secretário de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle, concorda com Graça, e diz também que esta campanha do MPT pode ajudar  a sociedade a entender ou relembrar que houve luta dos sindicatos para cada uma das conquistas da classe trabalhadora.

“É importante que os trabalhadores e as trabalhadoras saibam que tudo que eles têm hoje de direitos foi fruto de muito trabalho, ação sindical e militância das entidades combativas. Muitos companheiros nossos tombaram reivindicando estas conquistas”.

Ataques aos direitos e ao movimento sindical

O trabalho sindical nunca foi fácil, mas tem ficado pior desde a aprovação da reforma Trabalhista, que alterou os tipos de contratos de trabalho, aumentando o bico, precarizando as condições de trabalho e renda.

Desde então, segundo o próprio levantamento do MPT, é que as condutas antissindicais praticadas pelos empresários vêm aumentando.  

Ao todo, em 2018 foram 8.151 denúncias registradas no MPT na área da liberdade e organização sindical. O tema motivou a abertura de pelo menos 1.277 procedimentos de mediação, o ajuizamento de 358 ações e a celebração de 295 termos de ajustamento de conduta.

E a tendência é piorar. Agora, com governo de Bolsonaro, os ataques aos direitos da classe trabalhadora e contra os sindicatos têm se intensificado. Além da proposta de reforma da Previdência, que se for aprovada vai acabar com o direito de se aposentar de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, Bolsonaro editou a Medida Provisória (MP) 873, que aniquila o financiamento sindical e tem como objetivo enfraquecer os sindicatos na luta por direitos e facilitar ainda mais a vida dos empresários.

Os ataques ao movimento sindical não vão frear os trabalhos da CUT e de seus sindicatos, como querem Bolsonaro e seus amigos empresários, diz Valeir.

“Vamos continuar na luta por melhores condições de trabalho e salário. Temos que nos fortalecer para enfrentar os desafios que virão com este governo de patrão e continuaremos firmes na luta e não ficaremos sossegados enquanto não derrotarmos esta reforma da Previdência que quer detonar ainda mais nossos direitos”, finalizou o secretário de Assuntos Jurídicos.

“O trabalhador precisa entender a importância do seu sindicato para confrontar este projeto internacional que quer empobrecer e explorar ainda mais a classe trabalhadora. Só juntos conseguiremos vencer”, complementa Graça.

[Via CUT]

Publicado em Trabalho

Líderes da esquerda realizaram um encontro, nesta terça-feira (26), em Brasília, e selaram uma aliança em torno de quatro pilares essenciais para o fortalecimento da democracia, a defesa dos direitos e da soberania e justiça imparcial e para todos.

No documento divulgado no final do encontro, o ex-prefeito de SP e ex-candidato a presidente da República, Fernando Haddad (PT), os governadores do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) e o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB-BA), e o coordenador geral do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos (PSOL) e Sônia Guajajara (PSOL), ex-candidatos a presidente da República e vice, destacaram pontos de reflexão da a sociedade.

São eles: a defesa da democracia, atacada por Jair Bolsonaro; por um Brasil soberano, contra a entrega das riquezas nacionais; pelo Estado de Direito, que tem na liberdade do ex-presidente Lula um capítulo crucial; e, finalmente, em defesa Previdência Social, atacada pela proposta de reforma da Previdência do governo, em especial, a capitalização que o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer implementar no Brasil.

Leia a íntegra do documento:

Nota à Imprensa

Brasília, 26 de março de 2019

Reunidos nesta manhã em Brasília, realizamos um debate sobre o atual momento nacional, especialmente considerando o rápido e profundo desgaste do Governo Bolsonaro. Destacamos alguns pontos para reflexão de toda a sociedade:

  1. Estamos atentos e mobilizados para evitar agudos retrocessos sociais, trazidos por esse projeto de Reforma da Previdência, centrado no regime de capitalização e no corte de direitos dos mais pobres. 
  2. Do mesmo modo, convidamos para a defesa da soberania nacional. Consideramos que por trás do suposto discurso patriótico do atual governo há, na prática, atitudes marcadamente antinacionais, como vimos na recente visita presidencial aos Estados Unidos. 
  3. Em face da absurda decisão do Governo Bolsonaro de "comemorar" o Golpe Militar de 1964, no próximo dia 31 de março, manifestamos nossa solidariedade aos torturados e às famílias dos desaparecidos. Sublinhamos a centralidade da questão democrática, que se manifesta na defesa do Estado de Direito, das garantias fundamentais e no repúdio a atos de violência contra populações pobres e exploradas, a exemplo das periferias, dos negros e dos índios. Não aceitamos a criminalização dos movimentos sociais, uma vez que eles são essenciais para uma vivência autenticamente democrática.
  4. Nesse contexto, é urgente assegurar ao ex-presidente Lula seus direitos previstos em lei e tratamento isonômico, não se justificando a manutenção de sua prisão sem condenação transitada em julgado.

Por fim, essa reunião expressa o desejo de ampla unidade do campo democrático para resistir aos retrocessos e oferecer propostas progressistas para o Brasil.

Fernando Haddad, ex-candidato a presidente da República

Guilherme Boulos, ex-candidato a presidente da República

Flávio Dino, governador do Maranhão

Sonia Guajajajra, ex-candidata a vice-presidente da República

Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba.

[Via CUT e Brasil 247]

Publicado em Política

A aprovação à reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) caiu mais de 30 pontos na semana passada, de acordo com um índice de sentimento das redes sociais desenvolvido pela startup Arquimedes. A informação foi publicada na Folha de São Paulo pela colunista Mônica Bergamo.

O que mais contribuiu para essa reviravolta foi a reforma da Previdência dos militares, que propõe um pequeno aumento da alíquota previdenciária em troca de um plano de reestruturação que prevê aumentos dos adicionais concedidos por cursos de habilitação de mais de 40%.

As outras três notícias que contribuíram para derrubar o apoio a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 006/2019 da reforma da Previdência foram:

. A notícia sobre a liberação de R$ 1 bilhão em emendas para congressistas aprovarem a PEC – prática da velha política que Bolsonaro diz abominar e vive dizendo que não vai aderir, mesmo já tendo adotado para tentar aprovar a reforma da Previdência;

. Os ataques de Bolsonaro a uma jornalista – em um post sua conta oficial no Twitter, Bolsonaro acusou a jornalista Constança Rezende, do Estadão, de ter dito que queria  arruinar a vida do seu filho,  Flávio Bolsonaro. Ele divulgou um áudio da repórter com uma pessoa não identificada, mas a transcrição da gravação não coincide com a interpretação que o presidente faz das falas;

. A prisão de milicianos acusados de matar a vereadora Marielle Franco – um deles mora no mesmo condomínio de Bolsonaro, o que é apenas uma coincidência e sua filha namorou o filho mais novo do capitão-presidente.

Segundo Mônica Bergamo, a Arquimedes, que fornece dados para o mercado financeiro e empresas, classifica o conteúdo das publicações como negativo ou positivo. Depois, quantifica o compartilhamento e o alcance de cada uma delas, classificando a repercussão de zero a cem.

A pesquisa foi feita antes dos atos realizados no Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, que levou milhares de pessoas as ruas de todo o país. Só em São Paulo, mais de 70 mil trabalhadores e trabalhadoras participaram do protesto contra a proposta de reforma da Previdência de Bolsonaro, que tira direitos, diminui os valores dos benefícios, aumenta o tempo de contribuição e impõe a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres terem direito à aposentadoria.

[Via CUT]

Publicado em Economia

Na manhã desta sexta-feira, 22, a categoria petroleira norte-rio-grandense integrou-se ao Dia Nacional de Luta contra a PEC 06/2019, reforçando as mobilizações das centrais sindicais em defesa da Previdência Social brasileira. Organizados pelo SINDIPETRO-RN, os protestos foram realizados nas duas principais sedes administrativas da Petrobrás no RN, logo nas primeiras horas da manhã.

Na Base 34, em Mossoró, a manifestação teve início às 6h00, às margens da BR 304, onde foi realizada uma blitz educativa. O ato contou com a participação de petroleiros e petroleiras dos setores público e privado, e de representantes de diversas entidades sindicais e populares. De acordo com o secretário geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio, o objetivo da atividade foi alertar a categoria petroleira sobre as consequências da reforma da previdência e o sistema de capitalização que se pretende adotar.

“Esse é um retrato que conhecemos, favorece o capital financeiro nacional e internacional, tira direitos de trabalhadores, não garante a aposentadoria e, mais do que isso, impede que o contribuinte tenha benefícios e assistência social”, disse Pedro Lúcio, sobre o modelo de capitalização. “Defendemos uma Previdência pública, social, para todos, e não uma poupança para alimentar os banqueiros”, sintetiza Pedro.

Da sede da Petrobrás, na BR 304, os participantes se deslocaram até o prédio do INSS, no bairro Aeroporto, onde chegaram por volta das 8h00. De lá, os presentes saíram em marcha até a praça do PAX, no centro da cidade, onde foi realizado um ato unificado. De acordo com a organização do evento, cinco mil pessoas estiveram presentes na manifestação unitária. 

Natal

Em Natal, a categoria petroleira reuniu-se na sede administrativa da Petrobrás, às 8h30, para uma roda de conversa. Antes, nos principais portões da unidade, diretores da entidade fizeram a distribuição de uma edição especial do boletim “Na Luta”, focada na questão da reforma da Previdência.

Durante a conversa, que se estendeu por cerca de duas horas, os assuntos mais discutidos foram o regime de capitalização, a situação da Petros e a necessidade da categoria manter-se unida para garantir a manutenção de direitos e enfrentar a sanha privatista já anunciada pela nova direção da Petrobrás.

Já, no período da tarde, vários petroleiros e petroleiras participaram da manifestação unitária promovida pelas centrais sindicais. Com concentração inicial marcada para a sede do INSS, cerca de seis mil manifestantes percorreram as ruas centrais da cidade, portando faixas, bandeiras e puxando palavras de ordem. Vitoriosa, a manifestação unitária foi encerrada com um ato público na Praça Sete de Setembro, no centro histórico de Natal.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

Nesta sexta-feira, 22, Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, os petroleiros das bases da FUP se manifestaram em todo o país contra os ataques do governo Bolsonaro, que quer meter a mão na aposentadoria dos brasileiros, fazendo um ajuste fiscal às custas dos trabalhadores.

Outros ataques contra o povo brasileiro já estão em curso, como a Medida Provisória 873, editada durante o carnaval, cujo objetivo é asfixiar os sindicatos, que são as entidades que podem organizar e mobilizar os trabalhadores contra a retirada de direitos, as privatizações e demais ataques do governo Bolsonaro.

Os petroleiros são uma das categorias mais organizadas do país e, não foi por acaso, que os gestores do Sistema Petrobrás anunciaram a suspensão do desconto em folha das mensalidades sindicais no mesmo dia em que o presidente da empresa afirmou publicamente que a venda da estatal “foi sempre um sonho”.

Nos atos desta sexta-feira, os dirigentes da FUP enfatizaram que a luta contra o fim da Previdência Social está diretamente ligada à resistência aos ataques contra as organizações sindicais e as privatizações. 

> Veja as fotos abaixo

#LutePelaSuaAposentadoria

O que o governo está propondo não é reforma e sim o fim da previdência pública. Bolsonaro quer tirar da Constituição o direito à aposentadoria e a outros benefícios de seguridade social. O trabalhador terá que depositar parte de seu salário em um fundo individual que será administrado por bancos privados. Nem o governo e nem os patrões serão obrigados a contribuir. Os bancos, que já devem fortunas ao INSS, ainda receberão parte do salário dos trabalhadores para administrar o fundo. 

Os aposentados não terão a garantia de reajuste dos benefícios, como hoje é assegurado pela Constituição. E os que esperam se aposentar, terão que contribuir por 40 anos para poder garantir 100% do benefício.

Regime de capitalização levou chilenos ao suicídio

O regime de capitalização que o governo Bolsonaro quer aprovar ao acabar com a Previdência Social já fracassou em vários lugares do mundo. Pelo menos 18 países voltaram atrás e substituíram esse modelo. No Chile, o regime de capitalização, foi implantado em 1981, em plena ditadura militar, e o resultado é uma avalanche de suicídios entre os idosos que não conseguem sobreviver com os benefícios que recebem. Mais de 40% dos aposentados no Chile estão abaixo da linha de pobreza e 80% recebem benefícios de cerca de meio salário mínimo do país, o equivalente a R$ 694,00, que corresponde, em média, a 33% do salário quando estavam na ativa. 

Acompanhe aqui a cobertura da CUT, minuto a minuto, dos atos pelo país

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Publicado em Movimentos Sociais

Na sexta-feira, 22 de março, Dia de Luta em Defesa da Previdência, os petroleiros da Bahia realizaram mobilizações na unidade de Taquipe, na FAFEN e no EDIBA.

Em Taquipe, o ato teve duração de três horas de duração e contou com a participação de trabalhadores diretos, e terceirizados em apoio à luta contra a reforma da Previdência, contra a privatização do Sistema Petrobrás, contra o fechamento da FAFEN e em defesa dos direitos e empregos.

Em Salvador, os petroleiros também participaram de outro ato, na Rótula do Abacaxi, em conjunto com diversas categorias, mostrando força e unidade, empunhando bandeiras e com gritos de luta contra a aprovação desse projeto de reforma da Previdência, que tornará inalcançável a aposentadoria e irá reduzir os benefícios.

Revolta e solidariedade

Nessas mobilizações foi consenso entre a categoria petroleira a insatisfação com o atual governo e a certeza de que os sindicatos devem ser fortalecidos para que possam enfrentar os ataques desse governo de extrema direita. Os petroleiros e petroleiras criticaram a Medida Provisória 873, que tem o claro objetivo de estrangular economicamente os sindicatos impedindo-os de fazer a luta contra a reforma da Previdência, contra a privatização da Petrobrás e pela garantia dos direitos dos trabalhadores.

Muitos petroleiros, associados ou não, procuraram os diretores do Sindipetro para poderem contribuir e fortalecer a entidade sindical. Segue abaixo os dados da conta para quem também quer contribuir.

 
Caixa Econômica Federal
Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia
CNPJ – 15.532.855/0001-30
Agência – 0064
Op – 013
Conta Poupança – 00051133-2


[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 22 de março, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, os trabalhadores e trabalhadoras ocuparam as ruas do país contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que restringe o acesso à aposentadoria e reduz o valor do benefício, prejudicando milhões de pessoas, especialmente os que começam a trabalhar mais cedo, e os idosos que vivem em situação de miserabilidade.

É o esquenta para a greve geral que a CUT e demais centrais vão organizar se o governo insistir em manter a tramitação da proposta que acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, impõe a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres terem direito ao benefício.

A FUP e seu sindicatos estarão inseridos nas mobilizações e pela manhã realizaram atos e assembleias nas unidades do Sistema Petrobrás, alertando os trabalhadores para as perdas de direitos, privatizações e ataques do governo Bolsonaro às organizações sindicais.

Os metalúrgicos e metalúrgicas da Ford e da Mercedes-Benz realizaram assembleias, às 6h30, e aprovaram a participação na greve geral, que pode ser convocada pela CUT e demais centrais sindicais a qualquer momento para barrar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019) da reforma da Previdência do governo. Em seguida, seguiram em passeata pelas ruas de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Panfletagens, assembleias no local de trabalho, diálogo com a população e atos ocorreram em diversas cidades do país, como em Fortaleza, onde se reuniram mais de 30 mil pessoas, e em Campo Grande, onde 10 mil pessoas protestaram contra a reforma e em defesa do direito à aposentadoria do povo trabalhador.

Os ônibus da capital paulista, de Salvador, de Natal e de Guarulhos não circularam por algumas horas na manhã desta sexta (22) porque os motoristas e cobradores decidiram mostrar que são contra a reforma da Previdência de Bolsonaro.

Já os trabalhadores e trabalhadoras dos ônibus que circulam na Região Metropolitana de Recife vão parar as atividades às 15h para se unir as demais categorias profissionais – metalúrgicos, bancários, professores, metroviários, servidores públicos federais, municipais e estaduais, entre outras – no ato em defesa da aposentadoria, na Praça do Derby, no centro da capital pernambucana.

A mobilização também ocorreu nas redes sociais, o que ajudou a fortalecer ainda mais a luta dos trabalhadores e trabalhadoras nas ruas. Minutos após ser postada, a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria, criada pelos organizadores do Dia Nacional em Defesa da Previdência, já estava em primeiro lugar no trending topics do Twitter no Brasil, onde permanece há mais de duas horas.

E as mobilizações não acabaram. Ao longo de todo o dia ocorrerão atos em diversos locais. Mais de 126 cidades confirmaram ações neste dia 22 de março.

Acompanhe aqui a cobertura da CUT, minuto a minuto, e participe!

[Via CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

Sindicatos e movimentos sociais realizam hoje, em todo o País, centenas de atos e outras formas de mobilização nas maiores cidades para chamar a atenção da população para os ataques às aposentadorias e pensões. No Norte Fluminense, o Sindipetro-NF chama a categoria a participar de atos em Campos dos Goytacazes, Macaé e Rio das Ostras.

Em Macaé, o protesto será às 10h, na Praça Veríssimo de Melo — com concentração em um café da manhã coletivo e diálogo com a população, seguido de passeata até a sede do INSS no município. Em Campos dos Goytacazes, haverá atos em dois horários: às 10h e às 16h, no Calçadão. E em Rio das Ostras, a manifestação será às 15h30, na Praça José Pereira Câmara.

No Rio de Janeiro diversas categorias irão se mobilizar, cada uma a sua maneira, desde as primeiras horas do dia para debater a pauta diretamente em suas bases e com a população em geral. Acontecerá um ato unificado no fim da tarde que caminhará da Igreja da Candelária até a Cinelândia, tendo início às 16 horas e previsão de término às 22h.

Os protestos desta sexta-feira fazem parte de um grande esforço para contrapor a propaganda do governo e da grande mídia de que a “reforma” da Previdência é necessária para o País. Confira abaixo alguns dos ataques embutidos na proposta enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso Nacional. Materiais de campanha e mais informações estão disponíveis no site reajaagora.org.br.

Os ataques

1 Exclui ou retarda o acesso à aposentadoria e demais direitos previdenciários.

2 Reduz o valor dos benefícios.

3 Transfere progressivamente parte ou todo o fundo público para o sistema financeiro privado e ampliar a desoneração do setor empresarial.

4 Prejudica principalmente os mais precarizados no mercado.

5 Ignora o enorme contingente de trabalhadores informais que hoje estão excluídos da previdência.

6 Aumenta as restrições de acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

7 Revê o pacto construído na sociedade na Constituição Federal de 88 (de universalidade, solidariedade, capacidade contributiva, financiamento tripartite (empregadores+ trabalhadores+ Estado), diversidade na base de financiamentos e consideração de desigualdades).

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Petroleiros próprios e terceirizados da Recap , em Mauá, cruzaram os braços por duas horas na manhã desta sexta-feira, 22, no ato convocado pela CUT e demais centrais sindicais em Defesa da Previdência. O movimento de hoje foi um esquenta para a greve geral que os trabalhadores farão, caso Bolsonaro insista em aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019), de reforma da Previdência, que vai acabar com o direito de aposentadoria dos brasileiros.

Na Replan, na Portaria Sul, principal acesso à refinaria, centenas de petroleiros, participaram do Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência.

A categoria engrossa o coro contra a cruel proposta da reforma da Previdência, de Bolsonaro, que vai dificultar a aposentadoria dos trabalhadores e exigir que se trabalhe muito mais para ganhar bem menos, caso o brasileiro consiga se aposenta.

 

 

No terminal de Barueri e em outras bases do Unificado, também os trabalhadores/as se mobilizaram para protestar.

A CUT e demais centrais sindicais estão organizando grandes atos pelo país. No final da tarde desta sexta a mobilização irá ocorrer na avenida Paulista, a partir das 17 horas. Dirigentes e militantes do Unificado estarão presentes para protestar contra a reforma da Previdência.

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo]

A chuva ralinha, acompanhada de um friozinho típico do outono, não esfriou os ânimos dos petroleiros paranaenses na manhã desta sexta-feira (22), Dia Nacional de Luta em Defesa da Aposentadoria.

Os petroleiros da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR, atenderam à convocação do Sindipetro PR e SC e participaram do protesto contra a reforma da previdência do governo Bolsonaro e contra a privatização do Sistema Petrobrás.

A manifestações durou pouco mais de duas horas e atrasou a entrada do turno e do expediente administrativo.

Outro ato foi realizado na Usina do Xisto, em São Mateus do Sul-PR. Lá os petroleiros fizeram um atraso no expediente e no turno de cerca de uma hora, com as mesmas pautas.

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot, é hora de arregaçar as mangas e ir à luta para impedir a agenda de retrocessos do governo Bolsonaro. “Se quisermos manter nossos direitos, temos que fazer muita mobilização, tomar as ruas em protestos e construir a greve geral. Acabar com a aposentadoria por tempo de serviço, colocar idade mínima próxima à expectativa de vida e ainda exigir 40 anos para concessão de 100% do benefício significa acabar com a previdência pública brasileira. Vamos lutar até as últimas consequências para barrar essa nefasta proposta de reforma”, afirmou.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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