[Da imprensa da FUP]

A FUP retoma a live de quinta, suspensa na semana passada por conta da programação do 18º Confup. Esta semana, o bate papo com os petroleiros e petroleiras da ativa, aposentados e pensionistas será sobre a nova proposta do Plano Petros 3, apresentada pela Petros no dia 09 de julho.

"Essa nova proposta atende exclusivamente ao interesse da atual direção da Petrobrás, que continua insistindo na implantação desse plano. O objetivo é reduzir os os custos da empresa e eliminar os seus riscos com o patrocínio, ao mesmo tempo que impõe um elevado risco previdenciário aos participantes e assistidos que migrarem para o plano", esclarece o diretor da FUP, Paulo Cesar Martin.

Para falar sobre os riscos e armadilhas do novo PP3, convidamos novamente o assessor previdenciário da FUP e da ANAPAR, Luíz Felippe Fonseca, e o assessor jurídico, Marcello Gonçalves.

A live também contará com a participação do petroleiro aposentado, Hélio Libório, um dos integrantes do GT PETROS e ex-assessor da presidência da Petros.

"No programa desta semana, também falaremos sobre as deliberações do 18º Confup para a defesa dos nossos direitos na PETROS e na AMS", avisa Paulo César, que será, mais uma vez, o mediador do debate.

Você já sabe: nosso programa vai ao ar todas as quintas, às 10 horas, no Youtube e Facebook da FUP.

YouTube: https://youtu.be/nNOO9knPcEg

Facebook: https://www.facebook.com/fupetroleiros/videos/286173219268019/

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Publicado em Sistema Petrobrás

Nos programas anteriores do canal da FUP no Youtube, os petroleiros e petroleiras, aposentados e pensionistas tiveram a oportunidade de saber como funcionam os planos de saúde em outras empresas estatais, como Banco do Brasil  Caixa Econômica Federal e Correios. Os convidados da FUP e suas assessorias explicaram a diferença entre a gestão por RH, como a AMS no Sistema Petrobrás, e a gestão por uma associação, como a CASSI do Banco do Brasil.

As lives da FUP também deram a oportunidade da categoria petroleira entender os prejuízos que os trabalhadores e aposentados dos Correios e seus dependentes tiveram, após a implantação de uma associação para administrar o seu plano de saúde: a Postal Saúde. Através desses debates online, tem sido possível entender melhor como funciona a AMS, seus custos, cobertura, seus excelentes resultados e os riscos e prejuízos que os beneficiários terão, caso a gestão passe a ser feita por uma associação.

No último programa sobre esse assunto, dirigentes e assessores da FUP responderam as perguntas que os gestores da Petrobrás não responderam no "Econtro com a diretoria". O gerente executivo de RH, Cláudio Costa, apresentador do programa, preferiu devanear por uma tese inexplicável: como os beneficiários da AMS não terão prejuízo, caso uma associação assuma a gestão do plano de saúde.

Na live desta quinta, 09/07, o debate sobre a AMS terá a participação dos especialistas Celson Ricardo Carvalho de Oliveira e Luiz Jorge Ribeiro de Lima, que falarão sobre as formas e alternativas que os petroleiros têm para preservar seus direitos e barrar a implantação da associação privada.

Eles falarão também sobre os problemas e prejuízos que os servidores públicos federais estão enfrentando desde a implantação da GEAP, a Associação que administra os seus planos de saúde.

Celson Ricardo é advogado pós-graduado em Regulação de Serviços Públicos (UFBA), membro da Comissão Jurídica da UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde) e da Câmara de Saúde Suplementar da ANS (Agência Nacional de Saúde) de 1999 a 2006. Luiz Jorge é Auditor Federal do Ministério da Saúde, pós graduado em auditoria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Diretor da AUDSUS (Associação Nacional dos Auditores do Sistema Único de Saúde).

"Para impedir a privatização da AMS, precisamos conhecer os prejuízos que teremos, caso essa associação seja criada e passe a fazer a gestão do nosso plano de saúde. Por isso, é fundamental saber como podemos nos defender para manter os nossos direitos na AMS", afirma o diretor da FUP, Paulo Cesar Martin, que irá mediar a lives da FUP nesta quinta, às 10h. 

Confira: 

[Imprensa da FUP]

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Em edição especial do SindiPapo, ex-presidenta avaliou os motivos que culminaram no golpe de 2016, apontou interesses imperialistas na Petrobrás e reconheceu que país vive uma encruzilhada: “ir pra rua é ruim, não ir também é”   

Na última sexta-feira (12), dia dos namorados, milhares de pessoas puderam se reconectar com a ex-presidenta Dilma. Na 10ª edição do SindiPapo, live do Sindipetro Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado – SP) criada durante a pandemia de Covid-19, Dilma Rousseff (PT) discorreu ao vivo sobre diversos temas, como disputas geopolíticas em torno do petróleo e até dicas culturais para desfrutar na quarentena.

Apesar de avaliar como grave a atual situação política do país, Dilma foi enfática em acreditar na superação da crise. “O Brasil não pode se conformar com um governo menor que os brasileiros. Eu já sofri na carne a derrota, mas vi a capacidade do povo de se reconstruir”, afirmou. 

O bate-papo, mediado pelo jornalista Luiz Carvalho, também contou com a presença da diretora do Sindipetro Unificado e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cibele Vieira. Foi justamente a sindicalista que iniciou o debate recordando os conflitos que a categoria teve durante o governo da ex-presidenta, apesar da admiração.

“Na divulgação desta live, nós aproveitamos o dia dos namorados e apontamos a saudade que estávamos da nossa ex-presidenta. Mas como todo relacionamento, nós tivemos pontos altos e baixos. A sua história com a nossa categoria pegou desde o auge da Petrobrás, com o descobrimento do pré-sal, até o momento que para nós foi muito marcado por muita tensão, o que é natural entre movimento sindical e governo”, explicou Cibele.

Antes de se tornar a primeira e única mulher a ocupar o cargo mais alto do Executivo, função que exerceu de 2011 a 2016, Dilma já havia chefiado o Ministério de Minas e Energia, de 2003 a 2005, e comandado o Conselho de Administração da Petrobrás, de 2003 a 2010. Nesse período, como aponta Cibele, a estatal viveu o auge da sua história e o início de uma política, de venda de ativos e diminuição do quadro de funcionários, que vigora até hoje.

Em 2006, a Petrobrás descobriu uma das maiores reservas de petróleo do mundo, o pré-sal. No ano seguinte, registrou o maior valor de mercado da sua história, de R$ 430 bilhões. Durante a gestão do Partido dos Trabalhadores no governo federal, de 2003 a 2015, a estatal investiu R$ 59 bilhões ao ano, valor 713% maior do que a média do governo de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) e 22% mais elevado que a média no pós-golpe, em 2016.

O número de trabalhadores também bateu recorde no seu governo. Em 2013, a empresa chegou a contar com 86 mil próprios 360 mil terceirizados. Em 2003, esse número era de 48 mil próprios e 123 mil terceirizados e, atualmente, se aproxima de 17 anos atrás somando 57 mil próprios e 103 mil terceirizados.

Todo esse crescimento, entretanto, não impediu que o governo levasse adiante uma iniciativa que causou um choque frontal com a categoria. “No leilão de Libra, eu acampei em frente ao Congresso para lutar contra. Agora, nós petroleiros fazemos uma leitura da história que nos ajuda a compreender um pouco melhor o que foram aqueles momentos”, ponderou Cibele.

No leilão de Libra, em 2013, a União ficou com 40% do óleo cru, além da indicação da Petrobrás como operadora única do campo. “A média no pós-golpe é de apenas 16% a quantidade de óleo cru destinada à União. No leilão de Libra, tinha um conteúdo local de 55%, que era a preocupação de gerar desenvolvimento nacional. Nos leilões pós-golpe, esse número caiu para 30%”, lamentou Cibele.

Nesse sentido, Dilma recordou o histórico do campo de Libra, localizado na Bacia de Campos, no pré-sal. “Você sabe a história de Libra? Libra havia sido concedida para a Shell, que perfurou e não achou petróleo. Libra é uma devolução. Só tem uma empresa que conhece como explorar petróleo na bacia do Atlântico. Quem é essa empresa?”, indagou. 

Em 2001, a empresa anglo-holandesa Shell perfurou um poço de Libra, não encontrou petróleo e, por isso, devolveu o que é considerada uma das maiores reservas nacionais. “Por que Libra era importante? Porque era importante mostrar que havia condições de explorar os campos do pré-sal no modelo de partilha. Ainda não mexeram na partilha, mas você pode ter certeza absoluta que esse é o objetivo, ou seja, privatizar [a Petrobrás] e acabar com a partilha. Eles querem dominar toda a poligonal que envolve o pré-sal”, explicou Dilma.

Dilma também rememorou a espionagem realizada pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), em 2013, nos computadores da Petrobrás e da própria ex-presidenta. “Eu tenho clareza que naquele movimento que levou ao golpe, os grampos que foram feitos na Petrobrás e no meu gabinete tinham o objetivo geopolítico, de setores da administração dos Estados Unidos, de impedir que nós tivéssemos o controle soberano sobre o nosso próprio petróleo. E daí vieram todas as fake news”, avaliou.

Fake news e golpe

“Eu acredito que a Petrobrás, junto comigo e com o presidente Lula, foram os maiores alvos das fake news”, opina Dilma. Para a petista, os ataques por meio de notícias falsas surgiram muito antes da atual onda bolsonarista e por veículos que hoje denunciam a prática.

“A Globo, que dizia que o pré-sal era uma invenção esquizofrênica do PT, quando viu o interesse absoluto das majors sobre os campos de petróleo, descobre que o pré-sal existe, ‘passa bem, obrigado’, e corresponde atualmente a 55% da produção de petróleo do Brasil. É uma situação fantástica, se a gente pudesse dar um replay seria bom para ver como eles tratavam do pré-sal anteriormente”, recordou Dilma.

 

Além desses setores da mídia hegemônica, Dilma lembrou que a direita e centro-direita liberal, que hoje se colocam contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), foram as responsáveis por colocá-lo no poder. “No Brasil, nós havíamos ganhado quatro eleições consecutivas, então o golpe de 2016 foi dado para cumprir algumas funções. Ele tem como base os partidos de direita e centro-direita, a Lava Jato, o mercado e a mídia. Eles deram o golpe para enquadrar o Brasil econômica, social e geopoliticamente. A Petrobrás está dentro tanto do geopoliticamente, quanto da questão econômica”, relacionou.

Para Dilma, devido a essa irresponsabilidade de setores da política tradicional, judiciário e mídia, o país vive hoje sob o risco de um governo que força o caminho para o autoritarismo. “O Bolsonaro tende para o autoritarismo? Este é o projeto dele. E ele faz isso através de aproximações sucessivas. Essa é expressão adotada pelo vice presidente Hamilton Mourão, que significa uma tática militar. Se você não tem condição de conseguir aquilo que te interessa, você faz a primeira tentativa, avança 100. Vai e faz um discurso propondo intervenção militar, por exemplo. Depois recua 50, mas com isso já avançou 50”, ilustrou.

Diante disso, a ex-presidenta considera essencial a criação de uma frente ampla, mas com definições estabelecidas sobre o atual governo. “Eu acho que devemos ter uma frente progressista e popular, com uma manifestação clara pela democracia. E, atualmente, ter uma manifestação clara pela democracia sem pedir o ‘fora Bolsonaro’ não é possível. Porque daí é o cúmulo da ineficácia, além de ser uma cara de pau absoluta”, opinou. 

Apesar da certeza em relação à necessidade de formar uma unidade no campo político, Dilma se mostra reticente sobre os protestos de rua que estão começando a ganhar fôlego, mesmo diante do risco de contágio do coronavírus. “Vivemos uma ‘escolha de Sofia’: ir pra rua é ruim, não ir também é”.

Dicas culturais

Apesar dos temas complexos, durante a conversa de cerca de uma hora e meia ainda sobrou tempo para Dilma indicar um livro e uma série que a estão ajudando passar por este momento de isolamento social.

Como leitura, a ex-presidenta sugeriu a obra “M, O Filho do Século”, a primeira de uma trilogia do italiano Antonio Scurati, lançada este ano no Brasil. A narrativa conta a história da ascensão do ditador Benito Mussolini ao poder na Itália, durante a Primeira Guerra Mundial, e a fundação posterior de um regime fascista.      

Já no campo do entretenimento, a ex-presidenta confessou que não conseguiria praticar os 45 minutos de exercícios diários em sua bicicleta ergométrica sem a série policial norte-americana The Mentalist (O Mentalista). Entretanto, mostra-se preocupada porque já está na última das sete temporadas. “Estou aberta para dicas novas séries”, brincou.

Confira abaixo a edição completa do SindiPapo: 

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo]

 

Publicado em Política

Os prejuízos que a privatização da AMS podem causar aos petroleiros voltam a ser tema de mais uma live que a FUP realiza nesta quinta, às 10h. O bate-papo será conduzido pelo diretor da FUP, Paulo César Martin, com participação de José Rivaldo da Silva, secretário geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), que explicará como foi o processo de implantação da associação privada POSTAL SAÚDE e os prejuízos causados aos trabalhadores dos Correios.

Também participam da live o economista Cloviomar Cararine, assessor da subseção Dieese da FUP, que irá detalhar os impactos econômicos que serão causados aos beneficiários da AMS, a partir da implantação da associação privada que passará a gerir o plano de saúde dos petroleiros.

O diretor do Sindipetro-NF, Rafael Crespo, é outro convidado da live e, junto com Paulo César, atualiza a categoria sobre a reunião com a Petrobrás na Comissão de AMS e a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) solicitada pela FUP, em função do descumprimento por parte da empresa do acordo firmado com o tribunal.

Em vez de ampliar a participação dos trabalhadores na fiscalização e acompanhamento da gestão da AMS, como foi acordado com o TST, a gestão da Petrobras aprovou a criação de uma entidade privada para gerir o plano de saúde dos petroleiros, decisão tomada à revelia dos sindicatos, o que contraria o Acordo Coletivo de Trabalho.   

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[FUP]

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Em live nesta sexta-feira, 15, realizada pela Revista Fórum, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, e o economista Eduardo Pinto, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis Zé Eduardo Dutra (INEEP), explicaram o que está por trás do prejuízo de R$ 48,5 bilhões, reportado pela Petrobrás no primeiro trimestre deste ano.

Este é o pior resultado já registrado na história da companhia em um trimestre, na contramão do lucro de R$ 4 bilhões que marcou o mesmo período do ano passado.


Leia aqui a análise do INEEP publicada pela revista Carta Capital

Ouça aqui o podcast do INEEP


Para a FUP e o INEEP, o prejuízo não reflete impactos da pandemia da covid-19, já que nos dois primeiros meses do ano, os preços do barril de petróleo e a demanda pelo produto ainda não haviam sido afetados significativamente pela crise do novo coronavírus.

Além disso, a Petrobrás alcançou neste primeiro trimestre R$ 35 bilhões de geração operacional de caixa, 97% a mais do que foi registrado no mesmo período de 2019, segundo levantamento da Subseção do Dieese da FUP.

O principal motivo do prejuízo histórico registrado pela companhia foi a decisão da atual gestão de realizar uma depreciação gigantesca de ativos, os chamados impairments, baixas contábeis de R$ 65,3 bilhões. Depreciações feitas em uma escala muito acima do que outras petrolíferas realizaram no período.

A Total, por exemplo, fez impairments de US$ 3,6 bilhões, quatro vezes menor do que os US$ 13,5 bilhões depreciados pela Petrobrás. No mesmo período, a Exxon Mobil registrou impairments de US$ 2,8 bilhões; a Sinopec, de US$ 1,5 bilhões; a BP, de US$ 1,1 bilhões e a Shell de apenas US$ 750 milhões.

“Como a Petrobrás pode fazer um impairment desta natureza, estimando o preço do petróleo em 50 dólares em 2025? Não temos certeza do que vai acontecer no setor até o final do ano”, questionou o coordenador da FUP, lembrando que o próprio presidente da estatal e sua diretoria fizeram questão de afirmar recentemente para os trabalhadores que o setor petróleo está completamente incerto diante das mudanças geradas pela pandemia.

Ele lembrou que os impairments têm sido uma manobra das últimas gestões da Petrobrás para depreciar o valor dos ativos e, assim, facilitar as privatizações. “Ao desvalorizar os ativos, nesta proporção absurda que fez a gestão da empresa, os valores das privatizações futuras, por mais baixos que sejam, entrarão como lucro nos balanços seguintes”, explicou José Maria, chamando a atenção para as refinarias que foram colocadas à venda. “Como estão cegos para vender refinarias, desvalorizam o preço, entregam na bacia das almas e ainda lançam no balanço como lucro e, assim, fazem parecer que foi um grande negócio”, alertou.

O pesquisador do INEEP, Eduardo Pinto, fez uma análise técnica do balanço da Petrobrás, comparando receitas e despesas da empresa, e reforçou que o prejuízo contábil foi uma decisão muito mais política do que técnica. “Por que a Petrobrás fez um impairment muito maior do que o de outras empresas? Por que subestimou o preço do petróleo para este ano e projetou para o futuro valores tão incertos neste momento?”, questionou.

Para o coordenador da FUP, a resposta é política. “Está muito claro neste balanço, que a gestão Castello Branco continua a pavimentar o caminho para a privatização da empresa, para entrega do patrimônio público a preço de banana”, afirmou.

Veja a íntegra do debate: 

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Na manhã desta quarta-feira, 13, a FUP realiza mais uma live para esclarecer os trabalhadores, aposentados e pensionistas do Sistema Petrobras sobre uma questão que está na ordem do dia: a Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS).

Com o tema “A privatização da AMS em tempo do Coronavírus” , a live poderá ser acompanhada pelas plataformas da FUP no Facebook e Youtube, às 10h.

Em plena pandemia do covid-19, a direção da Petrobrás pretende criar uma associação privada para administrar a AMS.

Além de obrigar os aposentados e pensionistas a pagarem o benefício somente no boleto bancário, acabando com o desconto automático na folha de pagamento, a gestão da Petrobrás pretende acabar ou reduzir os direitos dos trabalhadores à AMS, criando uma associação privada para administar o benefício.

O debate contará com a participação do diretor de Seguridade Social da FUP, Paulo César Martins, da diretora da Federação Nacional dos Economiarios/CEF (FENAE), Fabiana Matheus, do Conselheiro Deliberativo da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), Fernando Amaral, e da assessora Jurídica da FUP, Jessica Caliman.

Serviço:

Live “A privatização da AMS em tempo do Coronavírus”

Quando: Quarta, 13/05

Horas: 10h

Onde:  https://www.youtube.com/c/fupbrasil e www.facebook.com/fupetroleiros 


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[FUP]

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A quarta live promovida pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro-SP) desde o início do período de isolamento social reuniu na tarde desta sexta-feira (8) o jornalista e escritor Alceu Castilho, a dirigente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Kelli Mafort e o diretor da FUP (Federação Única dos Petroleiros) e do Sindiquímica Gerson Castellano.

Em pauta, a forma como o rolo compressor do agronegócio, com a chancela do governo Jair Bolsonaro (sem partido) e de boa parte do Congresso Nacional, tem avançado sobre os direitos campesinos, prejudicando a biodiversidade e a qualidade do alimento que vai à mesa dos brasileiros.

Autor dos livros “O protegido – por que o país ignora as terras de FHC” e “Partido da Terra – Como os políticos conquistam o território brasileiro”, Alceu Castilho iniciou com um diagnóstico da forma como as propriedades são distribuídas no país e de que maneira isso se reflete nas relações políticas.

“Os políticos de todo o país, inclusive do Sul e Sudeste, são grandes proprietários de terra e concentram suas terras na Amazônia e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), região de expansão da agropecuária. Regiões onde existem muitas terras da União e por meio da bancada ruralista tentam, ao longo de tempo, regularizar essas terras. Esse é um processo histórico que vem de todos os governos e que se acirrou com o golpe de 2016 do presidente Temer e está se acelerando durante governo Bolsonaro”, explicou.

Ele explica que um bom exemplo desse pé no acelerador do governo é a Medida Provisória 910, proposta pelo Executivo federal, que propõe regularizar terras públicas e é a joia da coroa da bancada ruralista, que tem diferenças com o governo federal, mas está segurando o apoio porque quer ver projetos como esse aprovados. Um grupo, conforme destacou Castillo, decisivo para derrubar Dilma, segurar Temer e eleger o atual presidente.

O problema é que a regularização em questão refere-se a terras obtidas por meio de grilagens, um processo violento de rouba que traz graves prejuízos ambientais e sociais.

““No Brasil não se prevê terra coletiva, de uso comum. Aqui as terras de uso de camponeses de fundo de pasto, nos faxinais, vão sendo aos poucos apropriadas pelo Capital num processo de roubo à base de violência e expulsão inclusive em diálogo com a face legal do Estado, com despejos, reintegração de posse, mesmo que a empresa tenha roubado a terra.”, afirmou.

Dirigente do MST, Kelli Mafort reforça o estrago que a MP da grilagem pode causar caso seja aprovada. “São 70 milhões de hectares de terras públicas que podem ser entregues para o agronegócio. O governo e a bancada ruralista vendem a ideia de que a medida vai favorecer gente muito simples e pobre, mas isso é mentira. Vai sim permitir que áreas até 2.500 hectares dentro da Amazônia legal sejam entregues a empresas. Áreas como a fazenda Santa Henrique, invadida pela Cutrale, em Bauru, no interior de São Paulo, maior exportadora de suco do país, se tornarão legais”, alertou.

Petrobrás não cumpre seu papel

Representante da FUP e do Sindiquimica-PR, Gerson Castellano ressaltou a série de crimes de lesa-pátria que foram cometidos por Michel Temer e Bolsonaro na condução da política da empresa.

O dirigente ressaltou que o fechamento das fábricas de fertilizantes da Bahia, Paraná e Sergipe faz com que o Brasil tenha de importar ureia, utilizada como suplemento para o gado, e que vem com formol para evitar que empedre. “Hoje a carne que o brasileiro consome está certamente contaminada com formal.”

Além disso, ele ressalta que com o encerramento das unidades, o país abriu mão de alta tecnologia, mão de obra especializada e encerrou um modelo de produção sem ter uma alternativa nacional.

A situação não é diferente no caso do gás de cozinha. Uma das bandeiras dos sindicatos de petroleiros é a venda a um valor justo, mas como a Petrobrás também abriu mão das distribuidoras, o produto passa pela mão de especuladores. “O valor hoje está extremamente alto por conta de especulação feita em cima dos pobres deste país, o nome disso é capitalismo. Em nossas campanhas nós vendemos a R$ 40 reais, que entendemos ser o preço justo. Queremos uma Petrobrás voltada a desenvolver a nação de forma igualitária e justa, porque sabemos que esse papel não caberá a setores como o do agronegócio”, criticou.

Cadê a comida?

A prova do que disse Castellano está nas campanhas que os ruralistas promovem, conforme aponta a dirigente do MST, Kelli Mafort.

“Nunca ouvimos falar que o agronegócio doou comida em uma campanha, porque o que eles produzem é soja e etanol. Quem produz comida é a cultura camponesa, mas todos os canais de acesso ao crédito para a agricultura familiar foram extintos pelo governo Bolsonaro e agora estamos diante de uma pandemia em é necessário garantir alimentação neste momento de crise. Mas estamos reféns dos grandes conglomerados, reféns da especulação”, pontuou.

Para piorar, o que é oferecido por esses grupos não garante uma alimentação de qualidade. “A falta de imunidade tem relação direta com a forma como nos alimentamos que, por um lado, conduz a um processo de desnutrição e fome por falta de condições de ter acesso a alimentos, e, na outra ponta à obesidade pela enorme propaganda de alimentos ultra processados”, explicou.

Na avaliação de Kelli, se realmente houver o desejo de construir um novo modelo de produção, relação e consumo, a reforma agrária será fundamental.

“A pandemia tem relação direta com modelo agrário e ambiental que se estabeleceu no mundo.
O agronegócio se hegemonizou e seu modelo é destruidor de florestas tropicais, balizador da criação de animais em larga escala, um modelo gerador de muitas pandemias. A reforma agrária defendida pelo MST e movimentos da terra defende que se distribua a terra, combata o latifúndio, um problema histórico no país, herança escravocrata, mas também desenvolva outra relação com bens naturais. Se não mudarmos a relação entre ser humano e natureza, que não pode servir apenas para atender o lucro do capital, vamos conviver com muitas pandemias.”

Como mudar consciências

Na luta para romper o véu das fake news e implementar um canal de diálogo capaz de levar uma informação diferente daquilo que é veiculado pela grande mídia conforme seus interesses econômicos, Alceu Castillo apontou o caráter estratégico dos sindicatos.

“O presidente sociopota e seu séquito de bajuladores não vão mudar, eles não tem escrúpulos. Quem pode fazer algo é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), do Senado, Davi Alcolumbre, da Procuradoria Geral da República, Augusto Aras, e, em nome de todos os 11 ministros, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli. Esses quatro senhores, além dos outros ministros, deputados e senadores, precisam ser lembrados por cada cidadão, cada movimento, cada sindicato. Estamos muitos distraídos em relação a isso. Precisam ser pressionados e expostos como cumplices desse genocídio. Precisamos enviar mensagens a eles perguntando, ‘e aí, qual a posição de vocês em relação ao genocídio que vemos no Brasil´?”

Ainda sobre o tema da comunicação, Kelli deu um exemplo de como funciona o modelo brasileiro da velha mídia. “Só o MST já doou 600 toneladas de alimentos, as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que inclui vários sindicatos, já chegou à marcada de 1.500 toneladas e mais de 40 mil cestas básicas, mas isso não aparece, porque todos os canais de comunicação são ligados ao agronegócio e faltam com compromisso ético quanto ao direito de informação e comunicação. Para romper, estamos fazendo movimento importante de mídias populares tentando integrar, mas ainda temos deficiência nesse processo. Diante da avalanche de fake news que circula diariamente, a criação de canais mais diretos para desvincular mentiras torna-se essencial para a democracia.”, define.

Assista a íntegra: 

 [Via Sindipetro Unificado SP]

 

Publicado em Movimentos Sociais

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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