A FUP recomenda a todos os sindicatos filiados que não participem das auditorias remotas para certificação dos Serviços Próprios de Inspeção de Equipamentos (SPIE) nas unidades do Sistema Petrobrás. A decisão foi tomada em conjunto com as direções sindicais, no Conselho Deliberativo da FUP. 

A orientação é que os sindicatos utilizem o modelo enviado para resposta ao Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), órgão responsável pelo processo de certificação de SPIE.

Em documento enviado em junho ao IBP, a FUP e a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNRQ) alertaram para a insegurança das auditorias remotas que estão sendo realizadas, sem concordância dos sindicatos e da Bancada dos Trabalhadores na Comissão de Certificação (ComCer).

As entidades cobraram a suspensão das auditorias durante a pandemia da covid-19, destacando que, ao impor um processo de certificação remota, o IBP “estabelece para si a responsabilidade em assumir a informações que balizarão as análises de risco a serem realizadas”. No documento, a FUP e a CNQR ressaltam que a “a fotografia a ser revelada nas auditorias remotas que já foram e serão realizadas, não expressa a realidade testemunhada, vivida e acompanhada pelos trabalhadores e suas representações”.

A FUP e a CNQR também questionaram o IBP por ter ignorado a discordância da Bancada dos Trabalhadores na ComCer e autorizado as auditorias remotas, apesar da posição dividida da Comissão. No entendimento dos trabalhadores, a certificação remota, além de não ser representativa, é incoerentes com a realidade. “Situação essa que deve ser revista o quanto antes, pois, como por exemplo, nem seis meses separam a nova certificação da REDUC e um acidente de grandes proporções em que análises preliminares remetem a problemas de inspeção”, alertam.

A FUP espera que o IBP reveja sua posição e atenda as reivindicações das representações dos trabalhadores, suspendendo imediatamente o processo remoto de certificação. Enquanto isso não ocorrer, a recomendação é que os sindicatos filiados não participem das auditorias, conforme decisão do Conselho Delioberativo.

Também foi recomendado aos representantes na Bancada dos Trabalhadores da ComCer que “se abstenham de decisões que envolvam deliberações sobre as auditorias de manutenção, renovação, acompanhamento realizadas de forma remota”.

A Secretaria de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da FUP está à disposição para esclarecer as dúvidas dos sindicatos e da categoria. A Bancada dos Trabalhadores na ComCer também pode ser consultada, através de seus integrantes, os petroleiros Raimundo Teles Santos, Edison Terterola e Alexandro Guilherme Jorge, diretor de SMS da FUP.


> Leia aqui a integra do documento enviado ao IBP


[FUP | Foto: incêndio na Reduc]

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Esta quinta-feira (16) marca a passagem dos 20 anos de um dos maiores desastres ambientais da história do estado. Na tarde de 16 de julho de 2000 acontecia um vazamento de petróleo de proporções gigantescas em um duto ligado à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, região metropolitana de Curitiba.  

No total, quatro milhões de litros de óleo cru foram derramados do OSPAR (Oleoduto Santa Catarina – Paraná) e contaminaram a bacia do Arroio Saldanha e os rios Barigui e Iguaçu. A efusão foi equivalente a pouco mais de 25 mil barris de petróleo ou 115 piscinas grandes (capacidade de 35 mil litros). O óleo percorreu uma distância de aproximadamente 100 quilômetros rio abaixo. 

Nos dias posteriores à tragédia, o cenário era tenebroso. A mancha negra chegava a cobrir todo o leito dos rios em determinados pontos. A fauna e a flora local foram devastadas. Um levantamento do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apontou que de cada oito animais retirados pelas equipes de resgate, apenas um sobrevivia. 

O vazamento evidenciou o despreparo da empresa no atendimento a acidentes de grandes proporções. Centenas de trabalhadores foram recrutados para atuar na limpeza dos rios sem qualquer tipo de capacitação e, pior ainda, sem equipamentos básicos de segurança. Muitos passavam mal durante o trabalho e não tinham atendimento médico adequado. As refeições eram feitas às beiras dos rios, sem condições mínimas de higiene. 

A postura dos gestores da Petrobrás foi de isenção, em todos os aspectos. Desde o tratamento aos terceirizados que atuaram na limpeza do óleo até a versão sobre as causas do acidente. De acordo com a Comissão de Sindicância Interna formada pela Repar, o vazamento foi “decorrente da ruptura da junta de expansão localizada a jusante de uma das válvulas do sistema de controle de fluxo na área do ‘scraper trap’’, e, ainda, que o “acidente foi produzido por falha humana”, e que a “extensão do vazamento foi decorrente da inobservância de procedimentos operacionais”. 

O relatório da Comissão Mista do CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado Paraná) nomeada para analisar o acidente contestou versão da empresa. Diz um trecho do documento: “o que se observa, na verdade, com base em toda documentação coletada, é que a empresa pretende, mais uma vez, explicar evento de tal magnitude como mera consequência de erro humano e falha pontual de equipamento, quando salta aos olhos que há um processo de falhas e/ou fragilidades estruturais e organizacionais, o que inclui as decisões gerenciais, que explicam não somente este acidente, mas, com efeito, todos os demais ocorridos na Petrobrás nos últimos anos”. 

De fato, foi um período conturbado no Sistema Petrobrás. Além do caso na Repar, outros acidentes de grandes proporções foram registrados no início do milênio. O afundamento da Plataforma P-36 (15/03/2001) e o derramamento de 1,3 milhão de litros de óleo combustível nas águas da Baía de Guanabara (18/01/2000), ambos no Rio de Janeiro, são exemplos. Essa série de sinistros, que poderiam ter sido evitados, evidenciou o processo de sucateamento por qual a empresa passou ao longo dos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, cuja intenção era privatizar a maior empresa brasileira. 

Vítimas do Vazamento

Quantificar as vítimas e as consequências do desastre, seja na fauna, flora ou nos humanos, é impossível; porém, dois casos mostraram as condições insalubres do trabalho em contato direto com hidrocarbonetos. José Marcondes da Luz atuou na limpeza dos rios e apresentou uma série de enfermidades após o fato. O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC) auxiliou o trabalhador com ajuda de custo e assessoria jurídica na ação movida contra a empresa terceirizada e a Petrobrás. Infelizmente, Marcondes não viveu o suficiente para que a Justiça fosse feita. Faleceu no dia 30 de outubro de 2010 devido às doenças desenvolvidas naquele trabalho.  

Outra vítima emblemática foi Juracir Francisco da Silva, que teve complicações de saúde enquanto ainda estava empregado na contenção e remoção do petróleo nos rios. Poucos dias depois, ficou paraplégico de forma permanente e desenvolveu uma série de doenças relacionadas ao contato com o óleo. A Justiça reconheceu o nexo-causal no caso de Juracir em 2007. Após esgotar todos os recursos possíveis no processo, em 2017 a Petrobrás implantou em folha de pagamento a pensão mensal vitalícia, resultado da ação movida com o apoio do Sindicato e sua assessoria jurídica. 

Atualmente, passados 20 anos do acidente, as consequências ainda são percebidas. As perícias requisitadas pela Justiça para avaliar as condições da vegetação e dos animais do local, assim como a qualidade do solo e do ar, serviram de subsídio para a condenação da Petrobrás. “Da leitura da prova pericial realizada, extrai-se que o petróleo derramado sofreu evaporação e, na verdade, até hoje evapora, causando poluição do ar e possíveis danos à saúde dos seres vivos”, diz a parte da sentença que impôs à Petrobrás uma multa bilionária em decorrência do vazamento, mas que até hoje ainda não foi quitada. 

Alerta de Tragédia

Duas décadas se passaram e o cenário atual da Repar é muito semelhante àquele do início dos anos 2000. Redução acentuada de verbas para manutenção industrial e diminuição de postos de trabalho nas áreas operacionais são erros do passado que a gestão da empresa repete sistematicamente. O plano político de entregar à Petrobrás para o mercado privado voltou com a eleição de Bolsanaro.   

Alerta ainda para a possível incidência de outro acidente ampliado o fato de que o relatório anual de sustentabilidade da Petrobrás informa que os vazamentos de óleo e derivados saltaram de 18,4 m³ em 2018 para 415,3 m³ no ano passado. O aumento é de 2157%, o pior índice dos últimos dez anos da empresa. Para piorar, os números revertem uma tendência de queda que vinha acontecendo entre 2015 a 2018, quando os vazamentos caíram 74%. Mesmo assim, a gestão da petrolífera reduz bruscamente os recursos voltados à proteção ambiental.

Publicado em Sistema Petrobrás

Que impactos a adoção do turno de 12h pode causar à saúde dos trabalhadores, especialmente nas refinarias?

Para responder a essa e outras questões relacionadas à saúde e à segurança dos petroleiros e petroleiras, a FUP convidou três das principais especialistas em medicina do trabalho no país para a segunda edição do “Encontro com a categoria”, programa ao vivo que acontece todas as sextas no canal do Youtube.

Os trabalhadores tiveram a oportunidade de entender melhor os efeitos da exposição contínua a agentes químicos e ruídos, esclarecendo dúvidas com as médicas Leda Leal, especialista da USP em ergonomia, Frida Fischer, professora titular da faculdade de Saúde Pública da USP e Arline Arcuri, da extinta Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz). Junto com as especialistas em saúde do trabalhador, participaram do debate o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, e o diretor da Federação, Arthur Bob Ragusa.

O debate foi transmitido ao vivo, nesta sexta pela manhã, através dos canais da FUP no Youtube e Facebook. A íntegra do programa pode ser acessada nas redes. Assista e compartilhe com amigos e colegas de trabalho.  Aproveite para se inscrever no canal da FUP no Youtube e receber as notificações dos próximos debates: https://www.youtube.com/fupbrasil

Entenda a luta dos petroleiros: 

Na contramão do processo de negociação da nova tabela de turno, estabelecido em mediação com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), ao final da greve de 20 dias que a categoria realizou em fevereiro, a direção da Petrobrás implementou o turno de 12 horas nas refinarias, sem qualquer debate prévio com as entidades sindicais. A empresa, que inicialmente usou a pandemia para justificar a mudança, ameaça manter o turno de 12 horas nas unidades operacionais.

As consequências das alterações impostas pela Petrobrás não impactam apenas os seus trabalhadores. Sendo a maior empresa petroquímica do país, a medida já vem sendo usada como parâmetro para as terceirizadas, o que poderá impactar dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras em toda a cadeia do setor.

No dia 23 de junho, a FUP voltou a discutir com os gestores da Petrobrás a implantação de uma nova tabela de turno, com base em sugestões feitas pelos trabalhadores e cujos parâmetros sejam decididos em comum acordo com as entidades sindicais, como prevê o Acordo Coletivo de Trabalho.

[Imprensa da FUP]

[Da imprensa do Sindipetro-AM]
 
Alguns dias após recebermos um documento em que a Reman [Refinaria de Manaus] afirma que a  segurança é um dos principais critérios levados em consideração nas ações da gerência, o Sindipetro-AM foi informado sobre o distúrbio operacional que interferiu no processamento da refinaria durante esta semana. O "incidente" ocorreu em menos de dois meses após o incêndio na Reman. 
 
O Sindipetro questiona quais são os critérios de segurança prezados pela atual gerência da Reman? Por que os critérios não evitaram o incêndio e o distúrbio operacional? As medidas de segurança atendem a qual categoria?
 
O distúrbio operacional ocorreu após a queda de energia. O retificador não retornou para as condições normais de operação, o que acarretou na parada dos equipamentos das torres de resfriamento e ocorreu o distúrbio operacional nas unidades de processamento. Diante das condições da redução do quadro do efetivo com apenas com um operador de console, a situação ficou complexa de ser controlada, ao ponto de as empresas ao redor da refinaria ficarem preocupadas diante da altura de fogo do flare.
 
Para o Sindipetro-AM, o distúrbio operacional é mais uma das consequências de decisões unilaterais da gerência da Reman que incluem a falta de manutenção de equipamentos e a redução do efetivo com uma tabela de turno exaustiva, em meio a realidade crítica de parada e retorno de unidades. E ressalta que devido a pandemia do covid-19 são necessárias decisões importantes e cautelosas, principalmente relacionada aos trabalhadores que pertencem ao grupo de risco. E que as ações unilaterais da atual gerência da Reman colocam em risco permanente a segurança dos trabalhadores. 
 
Mesmo com evidências que as medidas de segurança tomadas pela gerência estão sendo ineficazes, a Reman continua sem dialogar com o Sindicato e tomando decisões semelhantes as que ocasionaram a morte do companheiro Rafael Santana.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Uma vigilante terceirizada da Transpetro na Bahia é mais uma vitima da covid-19. Maria Célia Batista dos Reis da empresa Guardsecure, trabalhava no Porto do Mirim, no município de Madre de Deus, tinha 61 anos, era uma esportista – praticava halterofilismo – e deixou filhos e amigos.

Célia chegou a ser afastada do ambiente de trabalho por ser do grupo de risco devido à idade, mas, além de ter o salário reduzido, teve o seu plano de saúde suspenso, só sendo restabelecido após muitas reclamações dos filhos junto à empresa. No dia 24/06 ela foi internada na UPA de Itinga, no dia 25/06 foi transferida para o Hospital de Campanha de Periperi, onde fez o teste RT PCR com resultado positivo. A doença se desenvolveu de forma rápida e fatal. Os familiares tentaram transferi-la para o Hospital Teresa de Lisieux, mas, em virtude da suspensão imposta pela empresa, quando conseguiram já foi tarde demais. Célia faleceu na quarta-feira (1/07).

Na manhã dessa quinta-feira (2) segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, a partir de dados coletados das secretarias estaduais de Saúde foram registradas no Brasil 60.813 mortes por coronavírus. Célia será mais uma a ser adicionada a essa estatística. Mas não são apenas números, são vidas, são milhares de famílias destroçadas, em muitos casos por negligência.

O Sindipetro Bahia já havia denunciado, em matéria publicada no site da entidade sindical no dia 20/05, que a Guardsecure estava negligenciado as medidas sanitárias necessárias para a continuidade dos serviços de forma segura. A gerência operacional da empresa tem coagido os vigilante para não repassarem a pessoas da Petrobras informações sobre infectados. A suspensão do plano de saúde para os afastados por motivo de doença tem sido uma prática desta empresa.

Na época, denunciamos que em uma semana três vigilantes que prestam serviço na Transpetro de Madre de Deus, testaram positivo para o novo coronavírus (covid-19). Eles foram afastados do ambiente de trabalho, mas antes já haviam tido contato com diversos outros colegas.

Infelizmente, a gestão da Transpetro está sendo conivente com este descaso com a saúde dos seus prestadores de serviço e não pune estas atrocidades cometidas pela Guardsecure.

Denunciamos também que os vigilantes na Transpetro estavam sendo transportados em vans lotadas, sem nenhum cuidado ou prevenção. Além de ter cobrado a implementação e ampliação de procedimentos simples como diminuição da lotação nos transportes, distância de 1 metro e meio entre as pessoas, uso de máscaras de qualidade, de álcool gel, sabonetes e toalhas descartáveis, além do teste rápido para a covid-19.

As entidades sindicais têm feito a contagem de casos de covid-19 na Petrobrás a partir de informações que chegam através dos próprios trabalhadores. Veja abaixo casos de contaminação e morte pela covid-19 que chegaram ao conhecimento do Sindipetro

Infectados pelo novo coronavírus (covid-19), na Bahia

24 casos na RLAM
3 casos na Unidade de Araçás (trabalhadores próprios)
1 na Unidade Taquipe (terceirizado)
1 na Estação Vandemir Ferreira (trabalhador próprio)
3 na Transpetro de Madre de Deus (três vigilantes – terceirizados)
1 na Transpetro Itabuna (terceirizado)
1 no Torre Pituba de um trabalhador lotado na RLAM (trabalhador próprio)
3 na termoelétrica Arembepe
1 na termoelétrica Muricy (assintomático)
1 na Plataforma de Manati (vigilante terceirizada)
1 na Unidade OP-CAN

Mortes
2 mortes

– Um trabalhador da Halliburton. Johnny de Carvalho Mafort, 36 anos, era do Rio de Janeiro e estava de passagem pela Bahia prestando serviço à Petrobrás na UO-BA, e faleceu no Hospital Aeroporto.

– Uma vigilante da empresa Guardsecure que presta serviço na Transpetro Madre de Deus. Maria Célia Batista dos Reis da empresa Guardsecure, trabalhava no Porto do Mirim, tinha 61 anos, e faleceu no dia 1/07

 

Em documento enviado ao Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), órgão responsável pelo processo de certificação de SPIE (Serviços Próprios de Inspeção de Equipamentos), a FUP e a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNRQ) alertam para a insegurança das auditorias remotas que estão sendo realizadas no Sistema Petrobrás, sem concordância dos sindicatos e da Bancada dos Trabalhadores na Comissão de Certificação (ComCer).

As entidades cobram a suspensão das auditorias durante a pandemia da covid-19, destacando que, ao impor um processo de certificação remota, o IBP “estabelece para si a responsabilidade em assumir a informações que balizarão as análises de risco a serem realizadas”. No documento, a FUP e a CNQR ressaltam que a “a fotografia a ser revelada nas auditorias remotas que já foram e serão realizadas, não expressa a realidade testemunhada, vivida e acompanhada pelos trabalhadores e suas representações”.

As entidades também criticam o IBP por ter ignorado a discordância da Bancada dos Trabalhadores na ComCer e autorizado as auditorias remotas, apesar da posição dividida da Comissão. No entendimento dos trabalhadores, a certificação remota, além de não ser representativa, é incoerentes com a realidade. “Situação essa que deve ser revista o quanto antes, pois, como por exemplo, nem seis meses separam a nova certificação da REDUC e um acidente de grandes proporções em que análises preliminares remetem a problemas de inspeção”, alertam.

A FUP espera que o IBP reveja sua posição e atenda as reivindicações das representações dos trabalhadores, suspendendo imediatamente o processo remoto de certificação.  Enquanto isso não ocorrer, a recomendação é que os sindicatos filiados não participem das auditorias e que os representantes na Bancada dos Trabalhadores da ComCer “se abstenham de decisões que envolvam deliberações sobre as auditorias de manutenção, renovação, acompanhamento realizadas de forma remota”, como destacam a FUP e a CNQR no documento enviado ao órgão certificador.

A Secretaria de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da FUP está à disposição para esclarecer as dúvidas dos sindicatos e da categoria. A Bancada dos Trabalhadores na ComCer também pode ser consultada, através de seus integrantes, os petroleiros Raimundo Teles Santos, Edison Terterola e Alexandro Guilherme Jorge, diretor de SMS da FUP.


> Leia aqui a integra do documento enviado ao IBP


[FUP | Foto: incêndio na Reduc]

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

A certificação do SPIE, Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos, da Transpetro Meridional foi suspensa devido a um acidente que aconteceu próximo à estação de distribuição de gás de São Francisco.

A suspensão se deu devido a um rompimento do gasoduto que liga a Estação de distribuição de São Francisco, próxima à OPCAN, à estação de distribuição de gás de Camaçari, localizada no polo petroquímico. O rompimento foi causado por um deslizamento de terra, devido a fortes chuvas, e ocasionou uma explosão que abriu uma cratera no local. Por ser em local remoto, felizmente não houve vítimas.

Com o acidente, o abastecimento da Dow Química foi comprometido, mas teve seu fornecimento reestabelecido através de manobras operacionais.

Vale salientar que a Transpetro já possuía equipe de Geotecnia na Bahia, porém ao longo dos anos, essa atividade foi centralizada na sede.

FUP e CNRQ posicionam-se contrárias à realização de auditorias de certificação de SPIE serem realizadas remotamente

Em ofício ao IBP(Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a FUP e CNRQ(Confederação Nacional do Ramo Químico) manifestaram a posição de não participar destas auditorias.

“A CNRQ e a FUP não colocarão nenhum óbice a decisão desse Órgão. Entretanto por entender que a fotografia a ser revelada nas auditorias remotas que já foram e serão realizadas, não expressam a realidade testemunhada, vivida e acompanhada pelos trabalhadores e suas representações, recomendará aos seus Sindicatos filiados a não participarem das referidas auditorias e aos seus representantes na Bancada dos trabalhadores da ComCer que se abstenham de decisões que envolvam deliberações sobre as auditorias de manutenção, renovação, acompanhamento realizadas de forma remota.” Diz trecho da carta.”

Clique aqui para ler o ofício.

Publicado em Sistema Petrobrás
Segunda, 29 Junho 2020 15:36

Sindipetro denuncia censura na REDUC

Em reunião do grupo de trabalho que investiga o incêndio ocorrido na U-1210, a empresa propôs aos representantes dos trabalhadores a assinatura de um Termo de Confidencialidade onde constava que, por 20 anos, eles deveriam ficar caladinhos e não expor as falhas gerenciais diante do incêndio que quase matou diversos trabalhadores na área da U-1210.

Deveríamos fingir que não vimos, não ouvimos e não poderíamos dizer nada sobre o assunto

O representante do Sindipetro Caxias ignorou a solicitação por entender que esta era uma atitude de intimidação explícita a um representante da classe trabalhadora.

Todavia, o sindicato vê com preocupação a assinatura deste termo pela reapresentação eleita dos trabalhadores na CIPA.

Ressaltamos que a NR-5 dá autonomia à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA para a investigação dos eventos desse tipo e que, sempre que necessário, a direção do Sindipetro Caxias garantiu esta autonomia, seja na luta política em defesa de saúde e segurança, seja recorrendo à justiça quando necessário, tendo inclusive decisão judicial favorável à investigação autônoma pela CIPA.

A NR-5 no item 5.16 alínea F, diz que cabe à CIPA: divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho.

Um termo de confidencialidade não pode valer mais que uma norma regulamentadora, é dever dos cipistas informarem a categoria.

Quanto ao nosso acordo coletivo de trabalho, ele estabelece restrição quanto à divulgação do relatório, mas não de seu teor, tampouco se destina a restringir a liberdade de expressão dos diretores sindicais sobre os fatos ocorridos. O mesmo ACT garante que seja entregue cópia do relatório ao sindicato, CIPA e órgãos fiscalizadores.

Não aceitaremos mordaças! O Sindipetro Caxias continuará fazendo denúncias em defesa da vida, da segurança e da saúde dos trabalhadores.

As pessoas que assistiram aterrorizadas o fogo gigante e a fumaça negra cobrindo os céus de Duque de Caxias precisam no mínimo saber o que ocorreu para cobrar postura profissional dos gestores na garantia da segurança em uma refinaria altamente perigosa.

Os petroleiros e a comunidade no entorno da refinaria precisam da voz do Sindipetro Caxias, pois se depender da direção atual da companhia não saberiam de nada de terrível que acontece na REDUC.

[Via Sindipetero Caxias]

Publicado em SINDIPETRO CAXIAS

A decisão tomada pela gerência Regap de reduzir o número de operadores do painel de controle do setor de Hidrotratamento (HDT), traz risco para os trabalhadores e a comunidade do entorno. O número de operadores que trabalham no controle do setor foi reduzido, neste mês, de seis para quatro.

A redução vai na contramão da metodologia que define o número mínimo de trabalhadores necessários para manter a segurança operacional na Refinaria. Metodologia que a própria estatal adotou em 2017, após a realização de estudos técnicos. Vale lembrar que os estudos foram feitos sem a participação do Sindipetro-MG.

O Sindicato entende que ao diminuir o número mínimo de trabalhadores em unidades operacionais com alto potencial de risco, a gerência local da Petrobrás coloca em perigo centenas de vidas, especialmente nas situações de emergência.

Riscos de tragédias

O setor HDT possui um dos piores cenários de acidentes da Refinaria. Para se ter uma ideia da gravidade, um quadro de emergência envolvendo o vazamento da mistura de gás combustível e sulfeto de hidrogênio (H²S) pode resultar em uma nuvem tóxica fatal.

A contaminação pode atingir um raio de 850 metros, afetando grande parte da força de trabalho e comunidades no entorno da refinaria, como é o caso dos bairros Petrovale, Petrolina e Cascata, em Ibirité.

[Via Sindipetro-MG]

Publicado em Sistema Petrobrás

Um incêndio de grandes proporções assustou os trabalhadores da Reduc na tarde desta segunda-feira (15), bem como os moradores que moram no entorno da refinaria, em Duque de Caxias. 

O Sindipetro Duque de Caxias recebeu a informação preliminar de que o incêndio teve início às 14:40h na U-1210 (Destilação atmosférica) da REDUC, devido ao rompimento de uma válvula de retenção (RV) com vazamento de combustível.

O incêndio teve duração de 1 hora e 10 minutos, graças ao trabalho conjunto do pessoal do SMS – Segurança industrial e da Brigada de incêndio que conseguiu controlar o fogo.

Até o momento a informação é de que não houve feridos.

A data de parada de manutenção da U-1210 vence este ano.

A direção do Sindipetro Caxias cobrará a participação no GT de investigação conforme ACT.

Veja abaixo vídeo gravado por um cinegrafista amador: 

Na tarde de hoje o fogo tomou conta da U-1210, na REDUC. Por sorte, ninguém ficou ferido e a Brigada de Incêndio conseguiu cessar as chamas. Mais informações em nosso site sindipetrocaxias.org.br

Publicado por Sindipetro Caxias em Segunda-feira, 15 de junho de 2020
Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.