A Petrobras apresentou à FUP nesta sexta-feira, 15, um programa de realocação interna para trabalhadores das unidades que estão sendo privatizadas, fechadas e hibernadas. O RH informou que as transferências serão feitas através de seleção interna e realocação direcionada, sendo também oferecido aos trabalhadores a opção de adesão ao Programa de Desligamento Voluntário Específico (PDVE) ou ao Plano de Desligamento por Acordo (PDA), cada um com suas especificidades.

“Mais uma vez, o RH da Petrobrás está à reboque das decisões da gestão entreguista de Castello Branco, que vai cumprindo à risca o plano do governo Bolsonaro e de Paulo Guedes de privatizar a Petrobras a toque de caixa. Sem qualquer tipo de planejamento ou negociação com os sindicatos, o RH construiu às pressas um plano de transferência de trabalhadores, sem levar em consideração questões importantíssimas, como a segurança operacional, transferindo pessoas das unidades à venda para outras, criando uma situação de risco grave e eminente de acidentes ampliados de processo”, alertou o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Os trabalhadores alertaram a gestão da Petrobrás para a iminência de uma tragédia nas unidades operacionais da empresa, que já passam por graves problemas de segurança, em função dos efetivos reduzidos. Os dirigentes dos sindicatos que participaram da reunião denunciaram rotinas de dobras de 24 horas nas refinarias, acúmulos de funções, terceirização de atividades fins sem o devido treinamento, entre outras situações de risco a que os trabalhadores estão expostos.

Apesar do RH não revelar o número de trabalhadores que serão mobilizados pelos programas de realocação e desligamentos, o próprio presidente da empresa declarou recentemente que pretende terminar 2022 com apenas 34 mil trabalhadores, ou seja, menos 10 mil dos atuais 44.300 petroleiros e petroleiras que atuam na holding.

Desde 2014, o número de empregados que deixaram a Petrobrás através de planos de desligamentos ultrapassa 20 mil. O efetivo da empresa já caiu à metade do que era em 2013.  Só no PIDV 2019, foram inscritos 9.405 trabalhadores. De janeiro de 2019 até setembro de 2020, cerca de 4.500 petroleiros já haviam deixado a empresa.

O resultado desse desmonte é o aumento da insegurança, principalmente, nas unidades que foram colocada à venda. “Estamos sob a iminência de um grande acidente industrial ampliado, de proporções inimagináveis. Os trabalhadores das refinarias estão diariamente expostos a uma bomba relógio, assim como as comunidades do entorno e o meio ambiente. Com a redução de efetivos que já estão abaixo do quadro mínimo, a situação ficará cada vez mais insustentável”, alerta o Deyvid.

[Imprensa da FUP | Foto: Fernando Brazão/Agência Brasil]

Na quarta, em reunião o Sindicato exigiu adequações relativas ao transporte dos trabalhadores de turno na refinaria, gestão não atendeu. Após denúncia dos trabalhadores, novamente a entidade cobrou melhorias e a gerência teve que retomar os micro ônibus

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

É difícil entender a gestão da Repar, recorrentemente eles voltam atrás nas medidas de segurança em relação à covid-19 por não dar ouvido às críticas e sugestões dos trabalhadores. Ontem (13) não foi diferente. Veja a confusão: no início da tarde, o Sindipetro fez uma reunião para questionar a utilização das vans para o transporte de trabalhadores, já que os gestores enviaram informe avisando da mudança. Eles não aceitaram as colocações da categoria e inclusive disseram desconhecer o decreto de Araucária que trata do tema. 

Logo depois do primeiro encontro, os petroleiros levaram a questão para a reunião da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), a nível nacional, e mais uma vez nada aconteceu. Aí, às 19h, os trabalhadores do turno se depararam com as precárias vans, algo que causou descontentamento pela exposição à covid-19. 

Vale ressaltar que no informe institucional da Repar até parecia que os petroleiros fariam translado dentro de um veículo super seguro, com circulação de ar e atendendo as exigências sanitárias, mas, na prática, a categoria ficou exposta e em risco de contaminação. Ou seja, eles erraram na prevenção e mais uma vez tiveram que correr para apagar o próprio incêndio. 

No meio disso tudo estão os trabalhadores, que enviaram ao Sindicato as denúncias de descumprimento dos protocolos de segurança. Muitos deles chegaram a alegar que, como medida extrema de auto proteção, iriam recorrer a utilização de carros próprios para evitar contaminação. 

Essa atitude se justifica. Imagine ir ao trabalho num micro ônibus e voltar numa van que não tem ventilação mínima. O Sindicato informou que em caso de acidente de trajeto a responsabilidade será da Petrobrás, pois trafegar de carro após um turno de 12h é arriscado. 

A entidade considera que o transporte para o local de trabalho não deve ser um momento de tensão e risco, mas sim que a empresa proporcione o ambiente ideal e seguro para evitar a contaminação pela covid-19. O posicionamento do Sindipetro é pelo cumprimento do Decreto 34608/2020 de Araucária PR que prevê: 

CAPÍTULO II TRANSPORTE DE TRABALHADORES 

Art. 15. No caso de fornecimento do transporte pelo próprio empregador e com o objetivo de não permitir a disseminação do coronavírus, deverá: 

I - Impedir a entrada de trabalhadores com sinais e sintomas de síndrome;

II - Garantir a ampliação das linhas disponíveis, a fim de reduzir o número de trabalhadores transportados simultaneamente, garantindo a distância mínima de 1,5 metros entre pessoas;

III - Durante o deslocamento dos trabalhadores, o veículo deverá permanecer com suas janelas abertas, permitindo a livre circulação de ar;

IV - Higienizar os veículos após cada viagem, em especial com relação as partes onde haja contato manual dos trabalhadores (ex: barras de apoio, bancos e janelas);

V - Disponibilizar álcool gel aos usuários do veículo, para higienização das mãos na entrada e saída dos mesmos;

VI - Tornar obrigatório o uso de máscaras para o ingresso no transporte.

 

 

O Sindicato vai continuar fiscalizando as ações em relação aos cuidados para evitar a disseminação da covid-19 na Repar e em todas as unidades da sua base territorial no Paraná e Santa Catariana. Orienta também toda categoria a continuar fazendo as denúncias.

Presidente da Comissão descumpriu o Acordo Coletivo de Trabalho ao barrar representante do Sindicato. RH da Repar foi conivente com a truculência, afirma o Sindipetro

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC] 

Figura conhecida pelos trabalhadores da Repar por seu histórico de hostilidades, o atual presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) deu nova amostra de suas credenciais na última quarta-feira (06). 

Em total desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Petrobrás, o chefete impediu a participação de representante do Sindipetro Paraná e Santa Catarina na reunião da CIPA. O Sindicato acionou o Recursos Humanos da Repar, que, por sua vez, não agiu da forma e agilidade esperadas. 

O parágrafo 10º da cláusula 71 do ACT (Funcionamento das CIPAs) estabelece que “a Companhia assegura a participação às reuniões da CIPA, de um Dirigente Sindical, indicado pela respectiva entidade sindical, fornecendo-se, ao mesmo, cópia de suas atas.” 

A atitude do presidente da CIPA causa indignação, mas não surpresa. Sua trajetória como liderança na refinaria conta com episódios de truculência em relação aos subordinados, tais como punições injustas e ameaças a trabalhadores. 

No mesmo horário em que o representante do Sindicato havia sido impedido de participar do encontro da CIPA, acontecia reunião da EOR. Na oportunidade, a Secretaria de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) da Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou o caso ao RH Corporativo e à gerência executiva de SMS da Petrobrás, que afirmaram que irão averiguar a situação. 

O Sindipetro PR e SC ressalta ainda que todas as medidas cabíveis serão tomadas para que o ACT seja cumprido na sua integralidade, a instituição seja respeitada e a categoria devidamente representada em todas as esferas cabíveis. 

Tal situação mostra que o processo de desmonte do Sistema Petrobrás está incrustrado também na cabeça de pequenos gestores. No momento em que a segurança dos trabalhadores está em jogo, com pouquíssimos investimentos em manutenção, efetivos reduzidíssimos e avanço das terceirizações, impedir a participação do Sindicato em reunião de CIPA faz parecer que existem coisas a serem escondidas. Nesse sentido, o Sindipetro PR e SC solicita que os integrantes da atual comissão que se sintam impedidos de exercer suas atividades em plenas condições, seja por qualquer motivo, denunciem imediatamente à entidade. 

Para que se restabeleça a condição de normalidade, o Sindicato exige nova indicação para a presidência da CIPA por parte da gerência geral da refinaria. O substituto deve ter condições técnicas e morais de estar à frente de processo tão importante. Requer, ainda, que os convites para a participação nas reuniões sejam encaminhadas ao Sindipetro PR e SC com a devida antecedência e que se proceda toda e qualquer providência para garantir a participação do representante indicado e o efetivo cumprimento do ACT.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

No dia 26 dezembro, último, foi detectado um surto de COVID na plataforma de P-61 após o desembarque de duas pessoas. Até o dia 1 de janeiro já haviam desembarcado 14 pessoas que testaram positivo, cinco deles fizeram o teste por conta própria após terem conhecimento do surto na plataforma.

O Sindipetro-NF novamente denuncia que mais uma vez a Petrobrás não testou todos os trabalhadores a bordo e colocou a vida deles em perigo e de suas famílias, já que permitiu que fossem para casa sem testagem. Também reforça a importância da testagem compulsória de toda unidade, após o embarque ou em caso de positivos a bordo, o que na visão da diretoria de entidade certamente reduziria a contaminação.

Essa sugestão é baseada no procedimento aprovado pela Fiocruz de que, em no máximo uma semana, todos sejam testados a bordo. E o sindicato tem a informação que nesse e em outros casos as pessoas apresentaram sintomas após sete dias embarcadas.

“É importante ressaltar que mesmo agora o vírus pode estar ainda na plataforma. Pois conforme relatado em ata de CIPA alguns trabalhadores tiveram contato no trabalho ou no refeitório com os contaminados. Estes na testagem geral tiveram o resultado negativo, mas podem ser falsos negativos devido a janela de sensibilidade do teste de PCR.
Os trabalhadores solicitaram na reunião da CIPA que haja uma nova testagem geral com o objetivo de descartar essa possibilidade. Mas a empresa permanece irredutível em sua postura” – comenta o Coordenador do Departamento de Saúde do sindicato, Alexandre Vieira.

Vieira explica que o pedido dos trabalhadores está em consonância com vários estudos científicos sobre falsos negativos. Uma pesquisa publicada no site de medicina em seus anais de Coronavírus em agosto de 2020 sobre a Variação na taxa de falsos negativos de testes SARS-CoV-2 mostrou que durante os quatro dias de infecção, antes do tempo típico de início dos sintomas (o quinto dia), ​​a probabilidade de um resultado falso-negativo em uma pessoa infectada diminui de 100% (IC de 95%, 100% a 100%) no primeiro dia,  para 67 % no quarto dia.  A conclusão da pesquisa é de que “deve-se ter cuidado ao interpretar os testes RT-PCR para infecção por SARS-CoV-2 – particularmente no início do curso da infecção – ao usar esses resultados como base para remover as precauções destinadas a prevenir a transmissão progressiva. Se a suspeita clínica for alta, a infecção não deve ser descartada com base apenas na RT-PCR, e a situação clínica e epidemiológica deve ser cuidadosamente considerada”.

No entendimento da diretoria do NF, a empresa não querer ter o cuidado com os testes só demonstra uma falha técnica ou passa por uma decisão econômica que não respeita vidas. Essa postura deve ser fiscalizada e punida pelos órgãos responsáveis.

P-35 em alerta

A plataforma de P-35 está com suspeita de surto de COVID.  De segunda, 4, até ontem, 6, 14 trabalhadores desembarcaram . O NF não tem informação do resultado dos testes, mas está acompanhando o caso também.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Na última semana, as unidades de Coque (CQ) e Destilação (DH) operaram com número desfalcado de técnicos de operação, reduzindo ainda mais o efetivo que já havia sofrido cortes nesses setores

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

O Sindipetro/MG recebeu denúncia dos trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap) sobre a redução do efetivo mínimo para a operação segura da refinaria, expondo os trabalhadores e a comunidade do entorno ao risco de uma tragédia. Na última semana, as unidades de Coque (CQ) e Destilação (DH) operaram com número desfalcado de técnicos de operação, reduzindo ainda mais o efetivo que já havia sofrido cortes nesses setores.

Na véspera da virada de 2020, diante do desfalque gerado por uma licença médica, a gerência do Coque autorizou a operação da unidade com apenas 4 técnicos de operação. A unidade operou, portanto, com um número inferior ao efetivo mínimo de segurança. A situação exigiu que o supervisor de turno acumulasse a função de um operador da área fria.

No último sábado (2), o setor DH contava com apenas 5 operadores na área operacional para atender 3 unidades (UDAV1, UDAV2 e HDS), dos quais 3 responderam à Brigada de Emergência pela equipe A. Em caso de atuação da Brigada, restariam apenas 2 operadores para atender as 3 áreas operacionais do setor. Portanto, a unidade que deveria operar com 11 operadores contou com a presença de apenas 9 técnicos de operação.

Os trabalhadores da Regap denunciam que a redução do número mínimo está sendo justificada por gerentes pela necessidade de redução de custo com horas extras. Essa situação se tornou ainda mais explícita no setor DH no dia 2 de janeiro, quando a cobertura programada de um operador que trabalharia na sua folga para compor o grupo de turno foi cancelada pela gerência do setor.

Para o coordenador do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, “em plena pandemia, os gestores da refinaria colocam em risco a vida de pessoas para cumprir metas de redução de gastos. Precisamos lembrar a todo momento que essa lógica de gestão, que economiza em de mão de obra e provoca sucateamento, levou a Vale a praticar o maior crime ambiental e trabalhista que o Brasil já vivenciou”, afirma o coordenador.

Desrespeito à vida

Desde o início da pandemia em 2020, o Sindipetro/MG está denunciando a redução de efetivo ordenada pela gerência local da Regap. Os setores de Hidrotratamento (HDT) e Destilação (DH) já haviam sofrido com a redução definitiva do número mínimo de segurança em plena pandemia, enquanto outros setores promoveram eventuais reduções diante da falta de pessoal.

Na HDT, a redução promovida pela gerência local em 2020 tem impactado na composição da Brigada de Emergência da refinaria. Diante do quadro enxuto, operadores tem se recusado a responder como brigadistas, já que a convocação em caso de emergência afetaria ainda mais a disponibilidade de trabalhadores para a operação segura da planta.

Além disso, houve setores em que postos de trabalho foram terceirizados, como verificado na unidade de Coque e no setor de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) – responsável por coordenar a Brigada de Emergência da refinaria.

Risco iminente de mortes e destruição

A redução do número mínimo coloca em risco a operação das unidades operacionais da Refinaria, que envolvem grandes riscos e cenários de acidentes que podem ocasionar tragédias.

Cenários de emergência envolvendo setores como a Destilação e o Craqueamento Catalítico Fluidizado (CCF) podem ser catastróficos e atingir grandes áreas na proximidade. Acidentes envolvendo vazamento da mistura de gás combustível e sulfeto de hidrogênio (H²S) no setor HDT pode resultar em uma nuvem tóxica fatal que pode atingir um raio de 850 metros, afetando grande parte da força de trabalho e comunidades no entorno da refinaria, como é o caso dos bairros Petrovale, Petrolina e Cascata, em Ibirité.

Posicionamento

Para o Sindipetro/MG, a redução do número mínimo em unidades operacionais com alto potencial de risco coloca em perigo a vida dos trabalhadores e da comunidade do entorno. O sucateamento e a redução de efetivo, sob graves cenários de emergência, podem transformar a Regap em uma nova Vale.

A alteração é mais grave ainda por ter sido realizada seu qualquer negociação ou diálogo com a categoria e seu Sindicato. A Gerência da Regap está aproveitando o momento da pandemia para reduzir gastos financeiros, mesmo que isso envolva risco de morte de seus trabalhadores.

Os desfalques nas equipes também demonstram um verdadeiro desastre da gestão de Recursos Humanos da Petrobrás no atual governo. O plano da atual gestão de promover o enxugamento de pessoal em consonância com o processo de privatização tem entrado em colapso com o atraso das vendas. Após promover a demissão em massa de trabalhadores por meio de planos de demissão voluntária, as unidades operacionais agora têm sofrido com a falta de pessoal.

O Sindicato solicitará, por mais uma vez, esclarecimentos da gerência da Regap sobre as denúncias via ofício. Caso a gestão local insista nas ações, a denúncia será encaminhada aos órgãos competentes e a entidade buscará ações legais para garantir a segurança dos trabalhadores e moradores da região do entorno.

“Vamos botar a boca no trombone sobre mais essa grave denúncia envolvendo a gestão bolsonarista da Petrobrás. O lucro não vale mais que a vida dos trabalhadores da Regap e da população de Betim e Ibirité”, defende Finamori.

Durante o lançamento do Relatório das atividades desempenhadas em 2019 e 2020 pela Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda, 14, o coordenador do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira, representou o Sindipetro-NF e Luciano Santos, representou o Sindipetro Caxias.

Em sua participação Alexandre ressaltou a importância da categoria petroleira para a sociedade e lembrou a quantidade de pessoas contaminadas, mais de três mil, na Petrobrás, já que não há dados sobre a pandemia em petroleiros de outras empresas. Falou da atuação do movimento sindical no combate à COVID-19 e denunciou que as empresas do setor petróleo descumprem a legislação vigente, inclusive a que trata da necessidade de desembarcar  todos os contaminados, mas isso não acontece, num total descaso com as vidas humanas.

O relatório trata da categoria petroleira na sua página 37 citando a realização por parte da  Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social de um audiência pública com o tema “As condições de trabalho e de saúde das petroleiras e petroleiros do Rio de Janeiro em tempos de pandemia de Covid-19”, que aconteceu em 11 de agosto. A atividade foi em parceria com a Comissão de Saúde, a partir de denúncias sobre falta de isolamento dos trabalhadores positivados, falta de testagem, manutenção de escalas de trabalho exaustivas, manutenção de equipes embarcadas por mais de 21 dias, entre outras. Um dos encaminhamentos da audiência foi a articulação junto à Câmara Federal para a realização de vistoria nas bases da Petrobras.

 [Da imprensa do Sindipetro-NF]

Ineficiência nas medidas de segurança da Petrobrás colocam petroleiros em risco no RN. Nesta terça-feira, 8 de dezembro, chegou ao conhecimento da diretoria do SINDIPETRO-RN que a fragilidade nas barreiras de segurança da Estatal está fazendo com que trabalhadores no período de embarque e já nas instalações das plataformas apresentem sintomas da COVID 19.

De acordo com o relato, a PUB 03, situada no campo de Ubarana em águas rasas em Guamaré, estaria com cinco casos de coronavírus confirmados. A situação tomou consistência após um técnico de segurança da Petrobrás, que estava no seu último dia de jornada de trabalho (embarque), apresentar sintomas da COVID, vindo depois a ser confirmado mediante a testagem.

Após essa constatação, quatro novos casos foram diagnosticados com trabalhadores da Elfe que também atuam na plataforma, sendo eles três mecânicos e um instrumentista.

Até o fechamento desta matéria, o Sindicato não foi notificado sobre quaisquer providências da Petrobrás e da Elfe para investigar os casos. A situação é de grande tensão entre os trabalhadores, “é uma verdadeira roleta russa, ninguém sabe quem será o próximo infectado”, disse o autor da denúncia.

Essa preocupação da categoria mostra a fragilidade da Petrobrás nos procedimentos de segurança para resguardar a saúde e integridade de seus funcionários, além da falta de fiscalização das empresas terceirizadas. “Se as medidas de segurança não são iguais para todos, todos correm perigo de se contaminar”, explica o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino.

A diretoria do SINDIPETRO-RN já está tomando providências administrativas e jurídicas para resguardar a saúde dos trabalhadores. Novas denúncias podem ser feitas de forma aberta ou anônima pelos telefones da Sede Natal: (84) 3344-6800, Subsede Mossoró: (84) 3317-2034 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A categoria também pode formalizar a denúncia por áudio, fotos e vídeos e enviar para o WhatsApp – (84) 99959-0184.

[Da imprensa do Sindipetro-RN | Fotos: Christian Vasconcelos]

Descumprindo o próprio estudo, a refinaria assume sérios riscos ao atuar com número de efetivo abaixo do recomendável 

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil]

Reclamação recorrente por parte dos operadores de diversas unidades da Petrobrás, desde aproximadamente o ano de 2018, as refinarias do sistema vêm atuando com um número de trabalhadores abaixo da quantidade mínima considerada segura para evitar acidentes.

Nos últimos meses, na Refinaria de Paulínia (Replan), a principal reclamação é de que o supervisor – que em tese deveria ser o responsável por supervisionar o grupo de operadores atuando em um setor específico – vem ocupando dupla função para preencher a lacuna que surge com a falta de um quadro efetivo, ou seja, pela unidade operar com menos funcionários do que o necessário. 

Essa prática descumpre com o próprio estudo de Organização e Métodos de Trabalho (O&M) desenvolvido pela Replan, que estipula uma quantidade mínima necessária de trabalhadores operando para que a segurança da refinaria seja garantida. Tal número definido no projeto foi, inclusive, questionado pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), que havia estabelecido, previamente, uma quantidade maior de atuantes. 

“Ela [Replan] descumpre o próprio estudo, que para nós tinha que ser maior ainda, e quando se opera abaixo dessa quantidade mínima de trabalhadores, as respostas às situações de emergência ficam comprometidas porque tem menos pessoas pra controlar a situação”, explicou o dirigente do Sindipetro-SP, Arthur Bob Ragusa. 

O diretor ainda menciona que, por se tratar de um problema de gestão, a responsabilidade para suprir a falta de funcionários deve ser totalmente da empresa. “Quando a empresa precisa de contingência, chama Deus e o mundo, agora quando precisa cumprir com o número mínimo de funcionários operando, não faz esforço”, opina Ragusa.

Ocorrências recentes

Um operador, que preferiu não ser identificado, relatou que em diversos setores da Replan vem ocorrendo esse acúmulo de função por parte dos supervisores suprindo a falta de uma quantidade mínima de efetivo e que demais funcionários presentes ficam alertas para o perigo que tal atitude pode representar. 

“Nesse acúmulo de função, fica impossível uma pessoa realizar seu trabalho da melhor maneira possível, [até] por conta da complexidade em se operar uma refinaria”, informou.  

Segundo ele, os supervisores aceitam as demandas de dupla função, impostas pela gerência, por medo de perder o cargo, que anualmente é premiado com gratificações e bonificações pela performance. “Está claro para todos que se eles [supervisores] recusarem tal fato, perdem o cargo de confiança da gerência”, relatou o petroleiro. 

O operário ainda questionou sobre até quando tal atitude será aceitável, visto que em agosto de 2018 ocorreu um acidente, sem vítimas, mas com danos ao patrimônio da Petrobrás, que, segundo ele, foi apurado como “falta de atenção humana” pela própria empresa. “A gerência da Replan permitir que seus empregados acumulem funções, elevando o risco de erro humano, é um retrocesso sem precedentes”.

Em relação ao apoio – nome dado aos funcionários que estão de folga e poderiam suprir essa demanda de falta de efetivo – denúncias apontam abuso de poder na destilação por parte da gerência, que segundo alguns trabalhadores, opta por selecionar para o apoio somente os funcionários que a convém.

Denuncie 

O Sindipetro-SP adverte para que o trabalhador denuncie qualquer atuação abaixo do número mínimo de efetivo via e-mail ou telefone. “O trabalhador ainda deve estar ciente que pode se recusar a operar duas áreas, por ser uma situação insegura”, alertou o diretor Ragusa. 

As ocorrências estão sendo registradas pelo Sindicato para que em breve haja uma tomada de decisão coletiva sobre formas de mobilização contra esse tipo de atuação por parte da Petrobrás. 

Gestão da empresa diminui número de técnicos de segurança no regime de turno. Pressão por transferências para outras unidades aumenta ainda mais a sensação de insegurança na Usina

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Reduzir investimentos, sucatear instalações e precarizar as relações de trabalho. A direção da Petrobras segue à risca o plano para atender interesses privados e entregar o patrimônio do povo brasileiro. 

Assim como acontece na Refinaria do Paraná (Repar) e foi denunciado pelo Sindipetro PR e SC (leia aqui!), a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, também passa por um processo de desmonte com requintes de crueldade e irresponsabilidade. Começou por setores como a Casa de Força, Laboratório, Utilidades e agora atinge a SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), departamento responsável pelas vidas dos trabalhadores. 

O roteiro é exatamente o mesmo da Repar. Ambas gestões locais substituem profissionais experientes por bombeiros civis nas brigadas de incêndio, ainda com o agravante de sequer terem o treinamento adequado para atuar em situações de emergência em parques industriais de produtos inflamáveis. 

Com esse processo de terceirização e redução de recursos na SMS, um problema que assolou a SIX durante anos volta à tona: a falta de efetivo de técnicos de segurança em turno ininterrupto de revezamento. No contexto atual, trata-se de mera decisão política e ideológica da empresa, uma vez que os técnicos estão disponíveis, mas simplesmente foram retirados do regime de turno.   

Em 2004, um acidente que levou à morte de um terceirizado na área de mineração escancarou a ausência de profissionais de segurança na Usina. A Comissão de Investigação que foi instalada na SIX, da qual o Sindipetro fez parte, trabalhou por dois anos e o resultado foi a ampliação para dois técnicos de segurança por turno. 

Agora, com as terceirizações na SMS, a SIX voltará a contar com apenas um técnico por turno. Cabe destacar que o cenário anterior a 2004 era de acidentes em série na Usina. Algo que a gestão da Petrobrás parece querer retomar nas suas instalações. No último mês, vários acidentes foram registrados, inclusive uma explosão na mina. Falta de efetivo, sucateamento e operações complexas realizadas por terceirizados sem o devido treinamento são as causas apontadas pelos profissionais de segurança. É o presente repetindo o passado. 

Outro fator que aumenta a sensação de insegurança generalizada na SIX é a pressão que trabalhadores de todos os setores sofrem para aceitar transferências a outras unidades da Petrobrás. Tudo parte de um plano sórdido para acabar com a Petrobrás no Paraná, na região Sul do país e, mais tarde, extinguir de vez com a maior empresa da América Latina. É sempre bom lembrar: não há saída individual, a luta é coletiva!

Sindipetro-MG alerta que a capacidade da refinaria de responder às emergências será prejudicada com a saída de trabalhadores mais capacitados e preparados

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Na primeira quinzena de dezembro o quadro de trabalhadores do setor de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Regap será reduzido pela metade. A terceirização do setor da SMS está a pleno vapor. Justamente o setor responsável pela segurança industrial e pelo combate a emergência na Refinaria.

Hoje, são 25 empregados próprios capacitados para preservar a vida da comunidade externa e interna. Cada turno possui equipe de segurança industrial de quatro técnicos. Mas com a mudança denunciada, cada equipe terá apenas dois técnicos de segurança para atender toda a demanda da unidade.

Cabe lembrar que este é o setor responsável pela segurança industrial e pelo combate à emergência na Refinaria. Com a terceirização, é evidente que a capacidade de responder às emergências será prejudicada. Pois os bombeiros civis não são preparados para atuar no mesmo nível de conhecimento técnico e prático dos profissionais da Petrobrás.

O Sindipetro alerta que com essa manobra, que só visa a redução dos custos, a gerência está se desfazendo de trabalhadores mais capacitados e preparados, substituindo esses profissionais por funcionários sem experiência específica na área, colocando em risco a vida e a segurança dos trabalhadores e das populações do entorno na Regap.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.