Há dez dias em greve, os trabalhadores do Sistema Petrobrás denunciam o avanço da contaminação de Covid-19 nas unidades da empresa. Neste domingo, uma semana após a morte do operador da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), Carlo Alberto, por complicações geradas pela doença, o Sindipetro Bahia tomou conhecimento de que mais um trabalhador da refinaria faleceu após ser infectado. Segundo informações preliminares obtidas pelo sindicato, a vítima tinha 52 anos e era técnico de operação, exercendo nos últimos anos a função de coordenador de turno. "Essas mortes são fruto da incompetência administrativa e gerencial da Petrobrás na Rlam, que não tem adotado as medidas necessárias para preservar a vida dos trabalhadores próprios e terceirizados, apesar de toda cobrança que vem sendo feita pela direção do sindicato", afirma Radiovaldo Costa, diretor Sindipetro Bahia, informando que a entidade irá processar o Gerente Geral da Rlam para que seja responsabilizado civil e criminalmente por expor a vida dos trabalhadores em risco.

A Rlam é uma das unidades do Sistema Petrobrás que vem sendo afetada pela negligência da direção da empresa no combate à pandemia. Nas últimas semanas, foram relatados surtos de Covid com mais de 80 trabalhadores contaminados na refinaria. Ainda assim, a gerência chegou a insistir em manter as paradas de manutenção que colocariam em risco mais de 2 mil trabalhadores aglomerados na unidade. Só após o início da greve, é que a a gestão da Petrobrás resolveu suspender o início das paradas na Rlam

Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, o Sindipetro também denunciou a ocorrência de surtos de Covid entre os trabalhadores. "Um dos setores atingidos é o DH com oito casos confirmados. Outro setor sob atenção é o Coque, com sete casos. A situação é preocupante, uma vez que este cenário deve se agravar nos setores que estão em parada de manutenção, como o Coque. Além disso, vale lembrar que os trabalhadores da parada e os da refinaria estão compartilhando o mesmo transporte, o que pode favorecer o contágio. Para piorar a situação, há gerentes setoriais que não direcionam os trabalhadores com suspeita para avaliação médica, autorizando pessoas que podem estar com Covid-19 a trabalhar sem a devida triagem", alerta o Sindipetro-MG.

Apesar da gravidade do problema, a gestão da Regap se nega a atender as reivindicações dos trabalhadores, que aprovaram greve por tempo indeterminado e ameaçam parar as atividades se a Petrobrás não garantir o atendimento da pauta da categoria. “Cobramos respostas imediatas da empresa sobre outros temas importantes para a categoria, como a falta de efetivo, a redução do número mínimo e, principalmente, a falta de condições seguras para a realização da Parada de Manutenção no pior momento da pandemia no Brasil. Já são 15 casos confirmados na operação em 2 semanas, inclusive envolvendo pessoas que estiveram em um mesmo refeitório. Já temos casos de companheiros contaminados que não conseguiram se internar, por falta de leitos em BH. Não iremos aceitar que coloquem o lucro acima da vida da categoria”, afirma Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro-MG.

A segurança é um dos eixos da greve que mobiliza há dez dias os trabalhadores da Petrobrás na Bahia, no Amazonas, no Espírito Santo e em São Paulo. Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros enfrentam graves ataques no ambiente de trabalho, além da insegurança causada pela pandemia. Vários trabalhadores estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo. 

Assim como o governo Bolsonaro, a gestão Castello Branco vem negando recomendações, normas e protocolos de segurança dos órgãos de saúde e de fiscalização para prevenir de forma eficaz o avanço da pandemia da Covid-19 na Petrobras. Mais de 11% dos trabalhadores da Petrobrás já se contaminaram. Isso equivale ao dobro da média nacional. A cada semana, são mais de 400 trabalhadores infectados e uma média de 20 hospitalizados. Esses números, apesar de altos, são subnotificados, pois a Petrobrás insiste em não divulgar os dados dos trabalhadores terceirizados. Em meio às privatizações, a categoria petroleira ainda é obrigada a conviver com o pavor de ser contaminada pelos surtos semanais que estão ocorrendo nas plataformas, refinarias e terminais. Informações obtidas pela FUP revelam que mais de 60 trabalhadores próprios e terceirizados já perderam a vida em consequência da Covid.

“Continuamos em greve por segurança e condições decentes de trabalho. Não podemos aceitar que a gestão da Petrobrás continue negligenciando a vida dos trabalhadores e precarizando as condições de trabalho. Por isso, convocamos todos os petroleiros a se somarem a essa luta, pois juntos somos mais fortes”, afirma o presidente do Sindipetro AM, Marcus Ribeiro.

Trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos (Regap) buscaram o Sindipetro/MG para relatar casos de COVID-19 dentro da unidade.

De acordo com as denúncias, um dos setores atingidos é o DH com oito casos confirmados. Outro setor sob atenção é o Coque, com sete casos.

Para o Sindicato, a situação é preocupante, uma vez que este cenário deve se agravar nos setores que estão em parada de manutenção, como o Coque.

Além disso, vale lembrar que os trabalhadores da parada e os da refinaria estão compartilhando o mesmo transporte, o que pode favorecer o contágio.

Para piorar a situação, há gerentes setoriais que não direcionam os trabalhadores com suspeita para avaliação médica, autorizando pessoas que podem estar com COVID-19 a trabalhar sem a devida triagem.

Parada de manutenção gerou surto na Bahia

Na RLAM já são 75 casos de COVID-19 confirmados entre os trabalhadores próprios. Sendo que oito estão hospitalizados e três em uma Unidade de Terapia Intensiva, intubados.

Os trabalhadores relatam que os casos de contaminação pelo vírus começaram a se multiplicar cerca de seis dias após a véspera da greve da categoria (17/02), quando o Gerente Geral da RLAM autorizou a entrada, sem nenhum tipo de controle sanitário, de trabalhadores próprios e terceirizados na unidade, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, que dormiram em colchões no chão e em um ambiente fechado. 

Diante da gravidade a qual se chegou na unidade baiana, dirigentes sindicais de outras regiões estão preocupados com a falta de cuidado com que estão sendo conduzidas as paradas de manutenção.

Orientação

O Sindipetro/MG orienta ao trabalhador que, ao apresentar sintomas ou contato com algum caso suspeito ou confirmado, busque atendimento médico on-line e comunique o setor médico imediatamente. 

Caso haja alguma recusa abusiva por parte de algum gerente setorial de encaminhar o trabalhador para a realização do exame, entre em contato com o Sindicato por meio dos nossos canais.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

O Sindipetro-NF está finalizando uma agenda de atividades públicas para promover o debate, junto à categoria petroleira e à sociedade, sobre a saúde e a segurança no trabalho passados 20 anos da tragédia da P-36. Em 15 de março de 2001, a então maior plataforma do mundo, no Campo de Roncador, na Bacia de Campos, sofreu uma explosão em uma das suas colunas e adernou de modo irremediável, indo para o fundo do mar no dia 20 de março após tentativas frustradas de estabilização da unidade.

A tragédia provocou as mortes de 11 petroleiros, integrantes da brigada de emergência, e marcou para sempre a categoria petroleira e o mundo do petróleo, como um dos maiores acidentes da indústria petrolífera na história.

O objetivo do sindicato é fazer um balanço acerca das conquistas das lutas petroleiras pela segurança no trabalho, uma prioridade absoluta do Sindipetro-NF, assim como identificar as lições que as empresas petroleiras, especialmente a Petrobrás, insistem em não aprender com a tragédia — e com tantos outros acidentes.

Na próxima semana, a Imprensa do NF vai divulgar uma edição especial do Podcast semanal da Rádio NF, com entrevistas excluvivas ao Departamento de Comunicação do sindicato sobre o caso P-36. Dirigentes sindicais, sobreviventes da tragédia e familiares reconstituem os dias do acidente e avaliam as condições de segurança dos trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Sindipetro PR/SC exige adiamento da parada de manutenção na Repar, que prevê aglomeração de mais dois mil trabalhadores na refinaria durante período crônico da crise sanitária

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

A gestão da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, deve iniciar nos próximos dias a parada de manutenção e inspeção de equipamentos nas unidades de produção e tratamento de gasolina, gás de cozinha, vapor, enxofre e equipamentos auxiliares. 

Tal procedimento necessita de aproximadamente dois mil trabalhadores a mais na Repar, o que, invariavelmente, causaria aglomerações por todos os cantos do parque industrial. Isso em pleno ápice da pandemia do coronavírus, com as redes pública e privada de saúde em colapso. 

Diante desse quadro, o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro) requisitou o adiamento da parada de manutenção à gestão da Repar. A entidade considera urgente a suspensão dessa operação, principalmente por conta do avanço das novas cepas da Covid-19, que apresentam maiores potenciais de contaminação e agressividade. 

A solicitação considera que são direitos do trabalhador a preservação de sua integridade física, mental e social, bem como das condições de trabalho dignas e sem riscos de qualquer natureza. “Considerando que a segurança e a saúde laboral, antes de serem direitos constitucionais, são direitos humanos dos trabalhadores”, diz trecho do Comunicado Sindical (CS 028/2021), enviado à Petrobrás, com cópias para o Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho (MPT- PR), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PR), secretarias de saúde estadual e de Araucária, no último dia 09. 

Os petroleiros defendem que, mediante a situação de pandemia, é necessário esforço conjunto de toda a sociedade para conter a disseminação do coronavírus. Não só os trabalhadores, mas toda sociedade está amparada pela Constituição Federal (art. 6º e art. 196) que prevê, entre outras coisas, a saúde como um direito social de todos e dever do Estado. 

O Sindicato destaca que há previsão penal de responsabilização de pessoas que não cumprem as ordens de autoridades sanitárias para a contenção de epidemias (art. 268 do Código Penal, Capítulo III, “crimes contra a saúde pública”). 

Conforme o boletim da SESA (Secretaria Estadual de Saúde) do dia 09 de março, Curitiba e Região Metropolitana tinha fila de 321 pessoas - 123 UTI e 198 enfermaria – à espera de vagas em leitos. Esses dados deveriam ser suficientes para sensibilizar os gestores e adiar a parada de manutenção. Porém, os serviços de pré-parada estão em andamento e, consequentemente, várias aglomerações ocorrem a todo instante, não apenas na área industrial, mas também em alojamentos, refeitórios e meios de transporte. 

O momento é de cautela com a saúde dos trabalhadores em serviços essenciais. Porém, a gestão da Repar ignora até o que é decidido nas reuniões de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), da qual participa e concorda que a mobilização de grande número de profissionais só pode acontecer quando não se compromete a segurança e a saúde dos envolvidos. 

O Sindipetro PR e SC informa que se a gestão da refinaria insistir em realizar serviços que gerem aglomerações, o trabalhador deve solicitar parecer técnico para justificar a execução da intervenção durante a crise sanitária. Também deve requisitar o agendamento de uma inspeção sindical com presença de profissional da área de engenheira de segurança indicado pela entidade, conforme a cláusula 68 do Acordo Coletivo 2020-2022 (Acesso aos Locais de Trabalho). 

Denuncie

Qualquer informação que envolva o tema pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., denunciada pelo telefone (41) 3332-4554 ou ainda ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais.

Os petroleiros enviaram documento solicitando explicações urgentes por parte da administração da SIX sobre simulados de emergência e segurança. Atividade na região não acontece desde 2017 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Recentemente o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina entregou documento à Prefeitura de São Mateus do Sul no qual cobrou providências sobre questões relacionadas à Usina do Xisto (SIX). As pautas foram construídas em conjunto com os moradores da Vila Bom Jesus, após inúmeras reclamações das famílias junto ao Sindicato. As reivindicações também foram enviadas aos representantes da Petrobrás. 

Localizada no entorno da unidade, a comunidade está há mais de três anos sem receber simulado emergencial. Significa que os moradores próximos do Gasoduto PETROBRAS/INCEPA estão desassistidos. Para o Sindicato, o simulado emergencial numa área de passagem de gás combustível precisa ser feito anualmente. 

Hoje, depois de tanto tempo sem atividades desse tipo, os moradores vivem com sensação de insegurança. São os trabalhadores da SIX que “apagam o incêndio” gerado pela negligência da gestão ao dialogar diretamente com a comunidade local. As famílias querem saber os motivos do simulado de emergência na Vila Bom Jesus não ser feito desde 2017.   

Devido à ausência de informação sobre a realização dos trabalhos de prevenção, o documento do Sindicato dos Petroleiros solicita indicadores e estudos de análise de risco, além dos cenários acidentais e os planos de emergência da unidade para a região do seu entorno. 

A categoria requer também a confirmação se os exercícios simulados foram ou estão sendo feitos de acordo com o que é definido no Estudo de Análise de Risco (EAR). São dados importantes e premissa básica da área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobrás (SMS). 

Até o momento não se tem clareza do “padrão SIX” de prevenção do seu entorno, nem se há um plano de contingência que identifique um possível cenário emergencial para treinamento ou simulado. Outra questão obscura é sobre o teor dos relatórios apresentados pela SIX à Petrobrás que tratam da região da Vila Bom Jesus.  

O que se sabe é que no Xisto há treinamento à distância (EAD) em razão da pandemia, uma atividade que só atinge moradores da localidade com acesso ao simulado virtual. Bem diferente do trabalho presencial, que serve para prevenir e educar a população em caso de necessidade de evacuação imediata por vazamento ou até explosão. 

Ressalta-se que qualquer simulado de emergência é condicionado à licença ambiental e operacional. Além disso, nos dias de hoje, deve-se respeitar rigorosamente os protocolos de prevenção à Covid19.  

Desmonte 

Atualmente a gestão da SIX diminui o número de técnicos de segurança, sucateia instalações e continua precarizando as relações de trabalho. A unidade é fortemente impactada pelo desmonte promovido pela atual gestão da empresa. 

Setores como a Casa de Força, Laboratório, Utilidades e SMS (o departamento responsável pelas vidas dos trabalhadores) são sistematicamente precarizados. 

A situação da SIX é grave. Por isso, o Sindipetro PR e SC levou essa pauta urgente ao executivo municipal, pois trata-se da segurança da população saomateuense, que sem a Usina do Xisto ficará na UTI.

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Em greve por tempo indeterminado, os petroleiros da Bahia realizaram nesta terça-feira, 09, pela manhã um ato na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em protesto contra o avanço das contaminações de Covid-19 nas unidades do Sistema Petrobrás. No domingo, 07, um operador da Rlam faleceu em decorrência da doença. Os petroleiros protestaram contra a negligência da gestão, fincando cruzes no entorno da refinaria.

A segurança é um dos eixos da greve que mobiliza há cinco dias os trabalhadores da Petrobrás não só na Bahia, como no Amazonas, no Espírito Santo e em São Paulo. Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros enfrentam graves ataques no ambiente de trabalho. Diversos trabalhadores estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo. 

Soma-se a isso o avanço do assédio moral, que é hoje uma ferramenta utilizada em larga escala pelas gerências para pressionar os trabalhadores. Tudo isso em meio ao avanço da pandemia, cujo impacto na vida da categoria é cada vez maior.  Assim como o governo Bolsonaro, a gestão da Petrobrás vem negando recomendações, normas e protocolos de segurança dos órgãos de saúde e de fiscalização, como o Ministério Público do Trabalho, a Fiocruz e a Agência Nacional de Petróleo.

Na Rlam, por exemplo, foram denunciados surtos de Covid com mais de 70 trabalhadores contaminados nas últimas semanas. Ainda assim, a gerência da refinaria insistiu em manter as paradas de manutenção que colocariam em risco mais de 2 mil trabalhadores aglomerados na unidade. Só após o início da greve é que a a gestão da Petrobrás resolveu suspender o início das paradas

Em um ano de pandemia, mais de 5.200 trabalhadores da Petrobrás já se contaminaram. Isso equivale a mais de 11% do efetivo próprio da companhia. Ou seja, o dobro da média nacional. A cada semana, são mais de 420 trabalhadores infectados pela Covid-19 e uma média de 20 hospitalizados. Números que, apesar de altos, são subnotificados, pois a gestão da Petrobrás insiste em não divulgar os dados dos trabalhadores terceirizados.

Greve segue no crescente

Novas adesões à greve dos petroleiros devem ocorrer ao longo da semana, em outras bases sindicais da FUP. O movimento já foi aprovado em Pernambuco, em Minas Gerais e na Usina do Xisto (SIX), no Paraná, onde os trabalhadores estão se preparando para se somar ao movimento.

Nesta terça-feira, 09, as mobilizações foram intensificadas na Refinaria de Manaus (Reman), na Refinaria de Paulínia (Replan) e no Espírito Santo, onde houve atrasos no embarque para as plataformas.  

Com pautas de reivindicações diversas, os sindicatos da FUP denunciam os impactos das privatizações nas relações de trabalho, em função das transferências compulsórias feitas pela gestão da Petrobrás, da redução drástica de efetivos e do sucateamento das unidades, principalmente as que estão sendo vendidas. O resultado desse desmonte é o risco diário de acidentes, sobrecarga de trabalho, assédio moral e descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho.

Combustíveis a preços justos

Enquanto a Petrobrás reajusta pela sexta vez os combustíveis este ano, os sindicatos da FUP intensificam as ações solidárias de venda subsidiada da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, mostrando para a sociedade que é possível comprar derivados de petróleo por preços justos. A apesar de produzidos nas refinarias brasileiras com petróleo nacional, os combustíveis são vendidos a preços internacionais e custo de importação. 

Uma conta que não fecha para os consumidores brasileiros, pois é baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI). política de reajuste dos derivados de petróleo que foi implantada em 2016 no governo Temer e mantida pelo governo Bolsonaro.

Cada vez que o preço do barril de petróleo, que é cotado em dólar, sobe lá fora, a Petrobrás reajusta os preços dos combustíveis aqui no Brasil. Com isso, só em 2021, a gasolina já aumentou 54%, e o diesel 41,5% nas refinarias. Os brasileiros estão refém das oscilações do mercado internacional e da disparada do dólar, o que tem sido constante. A FUP e seus sindicatos vêm denunciando há mais de quatro anos os prejuízos do PPI e cobrando a adoção de uma política de Estado para o mercado de combustíveis, que garanta preços justos para o povo brasileiro e o abastecimento nacional. 

Para ampliar esse diálogo com a população, os petroleiros farão novas ações solidárias nos próximos dias em diversas regiões do país, cujo calendário será divulgado em breve. Na semana passada, nove municípios do país foram atendidos pelas ações da FUP e de seus sindicatos, que junto com a CUT e movimentos sociais, distribuíram 22 mil litros de gasolina a R$ 3,50 o litro, 10 mil litros de óleo diesel a R$ 3,09 o litro, e 450 botijões de gás de cozinha a R$ 40,00 o botijão de 13 kg. 

[Imprensa da FUP | Foto: Ana Reis]

Confira as fotos do quinto dia de greve:

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Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF vai fornecer alimentação aos petroleiros e petroleiras que chegam para quarentena pré-embarque em hotéis de Campos dos Goytacazes e de Macaé. Como publicado na última sexta, 5, a categoria denuncia que a gestão da companhia está orientando os hotéis a não fornecerem almoço no dia do check in.

O sindicato denuncia que, além de mesquinha para uma empresa do porte da Petrobrás, a medida prejudica a própria quarentena, na medida em que os trabalhadores e trabalhadoras precisam circular no entorno dos hotéis para comprar alimentação.

A diretoria do NF estará em contato com a categoria nos hotéis para monitorar a necessidade dos almoços e fazer o fornecimento. A entidade também cobra da companhia a solução definitiva para o problema.

É muito importante que todos os petroleiros e petroleiras mantenham o sindicato informado sobre as condições de saúde, habitabilidade e segurança, por meio de envio de e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O sigilo sobre a identidade do denunciante é mantido pelo NF.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Operador da Rlam de 55 anos é mais uma vítima fatal de Covid-19 na Petrobrás. Sindipetro Bahia denuncia a gerência da refinaria por responsabilidade na morte do trabalhador que, apesar de ser grupo de risco, foi mantido em trabalho presencial

[Nota do Sindipetro BA]

O Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia lamenta profundamente o falecimento do companheiro Carlos Alberto. Carlos faleceu no domingo (7), por volta das 10h30 no Hospital Aliança, devido a complicações relativas à Covid-19. Técnico de Operações, lotado na CAFOR e muito popular e querido pelos colegas, Carlos deixa mulher e filha. O sepultamento ocorrerá na cidade de Paulo Afonso.

Carlos é mais uma vítima, dessa vez fatal, da irresponsabilidade da Gerência Geral da Refinaria. Com 55 anos, 33 de empresa, Carlos tinha comorbidades, e a RLAM deveria ter identificado que o companheiro era grupo de risco e te-lo colocado em teletrabalho. Informações não faltaram, pois ele ja havia tido um grande problema de medula, passando por diversas procedimentos médicos e cirurgias, chegando a ficar afastado muito tempo das suas obrigações, ou seja, a gerência tinha conhecimento que ele era grupo de risco. Vários fatos sinalizavam que ele deveria estar afastado.

Durante nosso primeiro ato de greve, no dia 18 de fevereiro, a gerência obrigou a permanecer dentro das dependências da refinaria um excedente fora da normalidade, afim de enfrentar o nosso movimento grevista legítimo. Portanto, num ato de irresponsabilidade, e porque não dizer criminoso, o gerente geral da RLAM expôs desnecessariamente a vida de centenas de companheiros e companheiras sem medir as consequências. Carlos foi contaminado neste dia.

E mesmo com o alto índice de contaminação pela Covid-19, a gerência da RLAM havia informado, em reunião no dia 26, que iria manter a data da parada de manutenção na refinaria, apesar de admitir que pela Norma Reguladora, a parada poderia ser adiada e que só depois de uma série de denúncias feitas pelo nosso sindicado sobre surto interno da Covid-19 na refinaria em diversos meios de comunicação do estado, a Petrobrás adiou parada de manutenção da RLAM.

A CIPA da RLAM discutiu e debateu esse assunto na unidade intensamente, aprovou e fez várias solicitações à gerencia, às quais, não foram atendidos conforme relatórios anexos. Demonstrando o grau de compromisso que a atual gestão da Petrobrás tem com as nossas vidas.

Sobra irresponsabilidade na forma de gerir a unidade num momento tão delicado como esse.  Faltam critérios firmes. Falta conhecer e acompanhar a saúde dos trabalhadores próprios e também terceirizados, pois podem estar na mesma situação, correndo risco de morte, num ambiente em que a direção não toma nenhuma medida protetiva para seus trabalhadores.

O Sindipetro Bahia vai buscar responsabilizar criminalmente a gerência da refinaria diante da morte do companheiro Carlos Alberto, assim como estaremos mobilizando os trabalhadores próprios e terceirizados, além de cobrar que medidas efetivas de proteção a vida sejam adotadas em toda RLAM.

MINUTA DA REUNIÃO EXTRAORDINARIA

SOLICITACAO CIPA DADOS EPIDEMIOLOGICOS ANOS 20E21  05FEV2021

A gerência da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) emitiu comunicado nesta sexta (5), informando o adiamento por mais 14 dias da parada de manutenção da refinaria que estava marcada para acontecer no dia 15/03.

O adiamento da parada de manutenção da RLAM foi uma grande vitória do Sindipetro Bahia. A entidade sindical participou de reuniões com o RH Corporativo da Petrobrás e com a gerência da RLAM, apontando o perigo da manutenção da parada em um momento em que os casos de infecção pelo vírus da Covid – 19 estão em alta e já havia solicitado o adiamento da parada, mas não foi atendida.

Foi preciso denunciar o acaso à imprensa e divulgar a intenção de encaminhar denúncia contra a RLAM ao Ministério Público do Trabalho, ao Centro de Saúde do Trabalhador da Bahia (Cesat) e à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego, para que os órgãos públicos competentes tomassem conhecimento dessa grave situação, e no uso de suas atribuições garantissem o adiamento da parada de manutenção.

Apesar do avanço, o Sindipetro vê essa medida como paliativa e continua reivindicando que a parada seja adiada não só por 14 dias, mas pelo máximo de tempo permitido pelas Normas regulamentadoras, sendo o ideal, se possível, até a vacinação de todos os trabalhadores.

Outras vitórias do Sindipetro contra a propagação da Covid-19 foram: a volta da implantação do teste de antígeno associado ao teste rápido, redução de atividades dentro das instalações da refinaria; implementação de horários distintos de almoço para o pessoal das empresas contratadas, buscando a redução de filas e contato e exposição de pessoas e redução do efetivo de manutenção de rotina na refinaria para aproximadamente 35% do efetivo normal.

No entanto, no seu comunicado, a gerência da RLAM elencou uma série de medidas preventivas, afirmando que já haviam sido adotadas anteriormente. Mas, pelo menos algumas delas não estão funcionando como deveriam, a exemplo da limitação da ocupação não superior a 50%, com uso de máscaras nos transportes e a redução do número de mesas e limitação da ocupação não superior a 50%.

O adiamento da parada e as medidas adotadas foram necessárias devido à própria negligência da RLAM com os trabalhadores próprios e terceirizados. Se a gerência da refinaria não tivesse liberado a entrada na unidade de centenas de trabalhadores no dia 17/02 (véspera da greve da categoria), sem nenhum tipo de controle sanitário, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, dormindo em colchões no chão e em ambiente fechado, hoje a refinaria não estaria vivendo um surto de Covid.

Esperamos que a gerência da RLAM dê continuidade à prevenção durante a greve da categoria que foi retomada nesta sexta(5), pois o Sindipetro recebeu denúncias de que muitos trabalhadores estão sendo mantidos dentro da refinaria mesmo após o seu turno de trabalho. Esperamos que não haja aglomeração nos dormitórios e refeitórios como da outra vez.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-ES começou nesta sexta-feira (05) uma greve no Espírito Santo. A paralisação é contra os constantes descumprimentos da atual gestão da Petrobrás em relação aos protocolos de combate à Covid-19, bem como o desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A nossa ação foi iniciada na Base 61, em São Mateus, que é uma unidade que segue em risco de ser fechada, sem haver qualquer informação sobre sua continuidade ou não. Tudo isso que estamos passando é parte de um único projeto: a desintegração do Sistema Petrobrás e o redirecionamento da empresa para atender exclusivamente aos interesses do mercado e dos acionistas privados.

Estamos, portanto, diante de um momento decisivo para o futuro da categoria petroleira. A luta se faz necessária e urgente.

Nossa greve é legítima! E em defesa dos nossos direitos!

A greve que começa nesta sexta-feira, dia 05 de março, tem por foco a defesa da vida, dos empregos e dos direitos da categoria. Não podemos admitir que milhares de trabalhadores tenham suas vidas viradas de ponta-cabeça, sem que a direção da Petrobrás aceite sequer negociar alternativas propostas pela categoria.

E tudo isso em meio à pandemia da Covid-19, que avança sobre os petroleiros, com trabalhadores sendo contaminados semanalmente devido à incompetência e a negligência da gestão Castello Branco. Muitos gerentes ainda insistem em desrespeitar normas de segurança e protocolos estabelecidos por órgãos de saúde. É a política da negação, a mesma tática criminosa do governo Bolsonaro.

E como se não bastasse, os petroleiros ainda são submetidos diariamente ao risco de um grande acidente industrial nas unidades operacionais, que tiveram os efetivos drasticamente reduzidos por esses mesmos gestores. A direção da Petrobrás abriu um número recorde de planos de demissão, sem reposição de vagas, expondo os trabalhadores a acúmulo de função e a dobras rotineiras. E se a situação já era desesperadora, ficou ainda pior com a reestruturação das tabelas de turno, feita goela abaixo da categoria, transformando as refinarias e terminais em bombas relógio.

Soma-se a isso o ataque sistemático a benefícios históricos que os petroleiros conquistaram a duras penas, como a AMS e a Petros, causando sofrimento e angústia nos nossos aposentados, com descontos indevidos e absurdos da AMS nos contracheques, o que provoca desequilíbrio financeiro nas famílias daqueles que tanto contribuíram para a empresa e para o Brasil.

A atual Gestão da Petrobrás está descumprindo protocolos de COVID-19, colocando em risco a saúde dos trabalhadores: não estão fazendo retestagem, há a realização de cursos presenciais, além da falta de diagnóstico apropriado e a presença de serviços não essenciais sendo prestados nas unidades.

Essa gestão ainda vem desrespeitando o ACT, descontando de forma indevida o Banco de Horas e não quer negociar no GT com os Sindicatos: temos um GT em andamento e o RH ignorou, os trabalhadores foram IMPEDIDOS de fazer a compensação de horas e tiveram desconto de forma unilateral, sendo que alguns colegas tiveram contracheque zerado

Diante de tudo isso, não nos restou outra alternativa a não ser a greve, aprovada em assembleia pela categoria. Lutamos contra todos esses ataques e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro-ES e da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.