Os bairros do Jockey, Jockey II e Novo Jockey, em Campos dos Goytacazes, tiveram um Sete de Setembro diferente no último sábado, com arte e debate sobre as condições de vida da população. Em um evento promovido pelo Sindipetro-NF e por entidades dos movimentos sociais, na pracinha do Jockey II, a comunidade pôde expressar suas cobranças sobre serviços públicos e opinar sobre o cenário local e nacional.

Uma das moradoras destacou os problemas com o transporte urbano e com a segurança no bairro. Outra falou sobre a importância da defesa da educação pública para o desenvolvimento da cidadania.

A venda da Petrobrás e de outras empresas estatais também foi lembrada. Em um dia dedicado à celebrar a Independência, vários oradores mostraram que a soberania nacional está em risco, entre eles o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, que denunciou o desmonte da companhia e os impactos negativos sobretudo sobre os mais pobres.

O coordenador geral da FUP e também diretor do Sindipetro-NF, José Maria Rangel, criticou a política econômica que penaliza a população. “Esse sistema não vale quando o governo, passado e esse também, congelaram os gastos em saúde, em educação, em infraestrutura. Quem precisa da mão do estado em todas essas áreas são os mais humildes. Hoje as palavras que a gente mais escuta são corte e ajuste. É corte no pobre e ajuste na classe trabalhadora”, afirmou.

A atividade fez parte do Grito dos Excluídos, um conjunto de protestos em todo o país que sempre são realizados em paralelo aos desfiles de Sete de Setembro, como forma de mostrar que o Dia da Independência deve ser também um dia de luta pela verdadeira soberania nacional e por condições dignas de vida para a população.

[Via Sindipetro-NF]

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A UNE tem convocado os estudantes de todo o Brasil a irem às ruas neste feriado de 7 de Setembro, dia da independência,  protestar em defesa da Amazônia e da Educação. Já estão confirmados atos em todas as regiões do Brasil.

Confira a convocatória da entidade:

Em meio a mais uma crise no setor o Ministério da Educação (MEC) divulgou esta semana que, em 2020, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) só terá metade do Orçamento de 2019. Na proposta de orçamento para 2020, a perda prevista para todo o MEC é de 9%. Este é o terceiro anúncio de cortes da Capes só neste ano em que o órgão vai deixar de oferecer 11 mil bolsas de pesquisa. Situação similar passa o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que suspendeu a concessão de novas bolsas e ainda pode não conseguir pagar as atuais a partir deste mês. Os dois órgãos são os principais fomentos à pesquisa no ensino superior. “Isso pode significar um colapso mesmo da pós-graduação porque 90% da produção científica do Brasil se dá nas universidades. Por isso estamos convocando também todos para irem de preto em luto pela educação e a ciência”, destacou a presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG, Flávia Calé.

A crise na Amazônia também parece não ter fim. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)  a Amazônia teve mais chuvas, mais queimadas e mais alertas de desmatamento entre janeiro e agosto em 2019 do que o registrado no bioma nos mesmos períodos desde 2016. A péssima repercussão internacional gerou uma ameaça a nossa soberania sobre a região e o país também teve tratados e acordos econômicos rompidos e ameaçados.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, rebate os fatos com desinformação e ataques a quem o contesta. Na semana passada ele pediu que as pessoas vistam verde e amarelo no 7 de Setembro para mostrar que a “Amazônia é nossa”. Os estudantes inspirados na geração “Cara Pintada” da década de 90 – movimento responsável pelo Fora Collor, que  derrubou o presidente do poder – responderam convocando os jovens para que usem preto neste dia.

“Precisamos ir as ruas sim, mas defender a nossa educação e a nossa Amazônia da destruição que esse governo tem feito. Por isso dia 7 eu vou de preto”, afirmou o presidente da UNE, Iago Montalvão.

Confirme presença nos eventos:

*Região Sul*
Porto Alegre 15h – Parque Farroupilha – http://bit.ly/porto_alegre7S
Curitiba 11h – Praça Santos Andrade – http://bit.ly/Curitiba7S
Florianópolis 8h30 Catedral – http://bit.ly/Florianopolis7S

*Região Sudeste*
São Paulo 09h Praça Oswaldo Cruz – http://bit.ly/Sao_Paulo7S
Belo Horizonte 09h Viado Santa Tereza- http://bit.ly/Belo_Horizonte7S
Rio de Janeiro 09h Uruguaiana- http://bit.ly/Rio_de_Janeiro7S
Vitória 08h Praça do Porto de Santana- http://bit.ly/Vitoria7S

*Região Centro-Oeste*
Cuiabá 15h Praça Cultural CPA II- http://bit.ly/Cuiabá7S
Brasília 8h Rodoviaria do Plano Piloto- http://bit.ly/Brasilia7S
Campo Grande 8h Na Rua Candido Mariano- http://bit.ly/Campo_Grande7S
Goiânia 8h30 Catedral de Goiânia- http://bit.ly/Goiania7S

*Região Norte*
Manaus 15h Praça da Saudade- http://bit.ly/Manaus7S
Belém 8h Mercado São Brás – http://bit.ly/Belem7S
Porto Velho 15h Av. Imigrantes- http://bit.ly/Porto_Velho7S
Boa Vista 16h Avenida S4 ao lado da Escola América Sarmento – http://bit.ly/Boa_Vista7S
Macapá 15h Rua Leopoldo Machado – http://bit.ly/Macapa7S

*Região Nordeste*
Salvador 8h Praça do Campo Grande – http://bit.ly/Salvador7S
São Luís 10h Areinha – http://bit.ly/Sao_Luis7S
Recife 8h Praça do Derby – http://bit.ly/Recife7S
Fortaleza 08h Av. Dioguinho – http://bit.ly/Fortaleza7S
Natal 8h Praça Herói dos Pescadores – http://bit.ly/Natal7S
Maceió 9h Praça Sinimbu – http://bit.ly/Maceio7S
Aracaju 9h Praça Fausto Cardoso – http://bit.ly/Aracaju7S
Teresina 8h Patio Assembleia Legislativa – http://bit.ly/Teresina7S
Palmas – http://bit.ly/Palmas7S

[Via UNE]

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Mais uma vez, os movimentos sociais estarão nas ruas nesta sexta-feira, 07 de setembro, para o Grito dos Excluídos, manifestação popular que ocorre desde 1995. Essa é a 24ª edição, que tem como tema “Vida em primeiro lugar - Desigualdade gera violência: BASTA DE PRIVILÉGIOS”.

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular que nasceu a partir dos movimentos de base da Igreja Católica, com o objetivo de mobilizar a sociedade para temas relacionados ao combate às injustiças e às desigualdades sociais.

"Uma grande camada da sociedade vive à margem dessa mesma sociedade, sem direito à moradia, sem direito à alimentação adequada, sem direito à saúde, ao trabalho, e todos esses aspectos fazem parte da vida e da dignidade humana. Enquanto tivermos uma parcela, que seja um da sociedade que passe por essa situação, há sim sentido no Grito dos Excluídos, ainda que esse excluído não seja o que grite, mas os seus irmãos devem gritar por ele", explicou dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo da Região Episcopal Sé da Arquidiocese de São Paulo e representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na entrevista coletiva de lançamento das atividades do Grito.

Em todo o país, já estão ocorrendo mobilizações relacionadas ao Grito dos Excluídos, desde o início da semana. Mas a concentração principal das manifestações será nesta sexta, durante o feriado de 7 de Setembro. As principais capitais e cidades terão atos, atividades culturais e protestos contra a violência e a exclusão social. Uma grande romaria reunirá milhares de trabalhadores que se deslocarão até a cidade de Aparecida, no estado de São Paulo.

Para a socióloga Rosilene Wansetto, uma das coordenadoras do Grito, os questionamentos propostos pela mobilização têm relação com o tipo de sociedade que se deseja construir. "A gente está discutindo um modelo de Estado. Hoje, ele privilegia o mercado e lucro e, ao povo, resta o Estado mínimo, como o corte de políticas públicas e sociais. É um momento importante para a gente discutir um projeto para a nação", afirmou, destacando que enquanto a PEC dos gastos não for revogada nada de diferente poderá ser feito no país. “É preciso que as pessoas questionem quais são as prioridades da população brasileira? Por que congelar investimentos na Saúde e Educação por 20 anos? Para que o Estado brasileiro está servindo”, questionou a socióloga.

Cartaz traz a mulher no centro das lutas

O cartaz do 24º Grito dos Excluídos é de autoria de Nivalmir Santana, artista plástico formado pela Belas Artes de São Paulo e Unesp. Ele  trabalha há mais de 28 anos com arte sacra em igrejas espalhadas por todo o Brasil. “O cartaz retrata a união dos marginalizados e do povo sofrido que luta por vida mais digna”, explicou.

O cartaz destaca a força da mulher como figura principal, “geradora da vida, que une as forças e luta com o povo sofrido, especialmente na atual conjuntura que vive o povo brasileiro”, como ressalta o artista plástico.

“A arte pretende trazer esperança, não se prende nas mazelas sociais e injustiças, mas olha para o bem comum,  amplia o olhar para ver de outra forma e anima os caminhantes nessa árdua e gratificante tarefa de construir o reino de Deus, começando aqui e agora”, revelou.

 [FUP, com informações do Grito dos Excluídos]

Publicado em Cidadania

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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