[Atualizados às 17h]

As medidas autoritárias e inconstitucionais da gestão da Petrobrás, na tentativa de enfraquecer a greve dos petroleiros, estão surtindo efeito contrário. A categoria segue forte e unida, resistindo à pressão e ao assédio das gerências.

Neste sábado, 08, a FUP contabilizou 88 unidades em todo o Sistema Petrobrás cujos trabalhadores aderiram à greve nacional. São 13 estados do país mobilizados, cobrando a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho. Veja quadro no final do texto.

A adesão à greve ocorre sem piquetes nas unidades. Pelo contrário. A gestão da empresa é que tem impedido a entrada dos trabalhadores, como fez ontem (07), na Repar e na SIX, no Paraná.

Além disso, os sindicatos continuam aguardando informações da direção da Petrobrás para compor os quantitativos de trabalhadores necessários para atender a decisão do ministro do TST, Ives Gandra.

Contratação de fura-greves

O artigo 9° da Lei de Greve (7.783/89) afirma que patrão e empregados manterão "os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento".

Os petroleiros são os mais interessados na manutenção da segurança do ambiente de trabalho e na continuidade das operações após a greve. Quem quer fechar fábricas é a direção da Petrobrás.

Mas, em vez de negociar com a FUP e os sindicatos, a gestão da empresa descumpre medidas judiciais e a própria legislação, anunciando que está providenciando “a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve”.

Ao mesmo tempo, a empresa informa que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento”.

Gestão da Petrobrás quer politizar a greve

A contradição da gestão evidencia o tratamento político que a direção da Petrobrás está dando à greve dos petroleiros ao apostar na tentativa de criminalização do movimento. Para isso, coloca em risco a segurança dos trabalhadores e das próprias unidades ao anunciar a contratação de “fura-greves”.

Por que os gestores se negam a dialogar com a Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há nove dias em plantão de 24 horas dentro da sede da Petrobrás, buscando interlocução com a empresa?

Em vez disso, a gestão da Petrobrás continua tentando, sem sucesso, expulsar os cinco dirigentes sindicais que estão desde 31 de janeiro aguardando reunião no andar onde funciona a gerência de Recursos Humanos.

“A permanência de 5 dirigentes em uma das salas do prédio da empresa, embora incômoda, não impede ou dificulta a continuidade do pleno funcionamento da Petrobrás, tampouco impede a livre movimentação de bens e pessoas”, assegurou a juíza Najla Rodrigues Abbud, do Tribunal da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, ao negar o interdito proibitório da Petrobrás.

Quadro nacional da greve – 08/02

37 plataformas

11 refinarias

17 terminais

7 campos terrestres

5 termelétricas

3 UTGs (processamento de gás)  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

1 complexo petroquímico

3 bases administrativas

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas - 24

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas - 04

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Fábrica de Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré, Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

 [FUP] 

Publicado em Sistema Petrobrás

Trabalhadores de diversas categorias e movimentos sociais manifestaram apoio à greve dos petroleiros durante ato realizado nesta sexta-feira (7) no Acampamento Resistência, em frente à sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro. A paralisação contra as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) completa uma semana e atinge 70 unidades da estatal em 13 estados. Os participantes também prestaram solidariedade aos petroleiros que desde a última sexta-feira (31) ocupam uma sala no edifício sede para forçar a direção da empresa a negociar.

O ato dos petroleiros contaria com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não compareceu devido à falta de segurança no local, segundo os organizadores. Os participantes protestaram não apenas pelas mais de 900 demissões na Fafen-PR, marcadas para ocorrer a fevereiro. Eles também denunciaram o desmantelamento da estatal, que anunciou a venda de oito refinarias, além da venda de subsidiárias, como a BR Distribuidora.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou o presidente Jair Bolsonaro pelo seu “total alinhamento e submissão” aos Estados Unidos. Jandira disse que o projeto de destruição da Petrobras atende a interesses externos, prejudicando o desenvolvimento nacional. “Há um planejamento que certamente não saiu da cabeça do Bolsonaro ou dos seus assessores. Esse planejamento vem de fora para dentro”, afirmou.

Pressão no Congresso

Devido à pressão dos trabalhadores e dos deputados da oposição, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se comprometeu a interceder junto ao presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, por uma negociação, informou Jandira. Ela também anunciou que a Câmara vai cobrar explicações da direção da Petrobras, depois de ela ter sido impedida de entrar na sede da estatal na última segunda-feira (3), uma violação às suas prerrogativas como parlamentar. “Cobramos publicamente que o presidente Maia ajude na negociação e faça cumprir o acordo coletivo de trabalho (ACT)”, disse a parlamentar.

Segundo Tezeu Bezerra, coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), que integra a Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT), apesar da ofensiva jurídica promovida pelo governo, a greve vai continuar. “Na hora em que os petroleiros entram em greve, não tem governo que não trema nas bases. Por isso estão em conluio com a Justiça para tentar barrar a nossa paralisação. Essa luta é de todo mundo, de cada brasileiro que luta por um país melhor e mais democrático.”

O petroleiro Marcelo Bernardo, que trabalha na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), desafiou o governo Bolsonaro a reduzir o preço dos combustíveis, mas não a partir da guerra tributária estimulada pelo atual governo em relação aos estados. Ele criticou a política de preços atual, que acompanha as variações internacionais. Segundo ele, a elevação nos preços dos combustíveis, bem como a privatização das refinarias, serve para garantir a importação de produtos refinados que poderiam ser produzidos no Brasil.

“Crime de lesa-pátria”

“Nós somos capazes de produzir combustíveis para todo o país, é só colocar as refinarias para produzir em carga máxima. A desindustrialização e desnacionalização da economia afetam em cheio a Petrobras. Fechar uma fabrica de fertilizantes num país que exporta produtos agrícolas é um crime de lesa-pátria”, criticou Bernardo. Ele também destacou o fato inédito de a greve atual envolver os petroleiros das plataformas do pré-sal.

A petroleira Náustria de Albuquerque, da BR Distribuidora, disse que ocorreram mais de 1.200 demissões desde que a subsidiária foi privatizada no final do ano passado. Ela instou aos funcionários do setor administrativo da Petrobras a aderirem a paralisação. “É preciso a solidariedade dos trabalhadores dos setores administrativos. Quatro refinarias estão em fase vinculante (etapa preliminar do processo de privatização). Se forem privatizadas, as demissões vão chegar para a galera do administrativo também”, ressaltou.

O deputado estadual Waldeck Carneiro (PT-RJ) destacou que o estado do Rio de Janeiro é o epicentro da resistência contra a “agenda entreguista” do governo Bolsonaro, porque é na capital que estão localizadas as sedes de diversas empresas estatais. Ele também relacionou o projeto de desmonte do serviço público com a crise de desabastecimento enfrentada pela população da cidade. “A crise da Cedae (a companhia de água e esgoto) é também um projeto para viabilizar a sua privatização.”

Solidariedade

Segundo o vice-presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, as categorias do serviço público estão entrando em greve, como foi o caso do Dataprev e também na Casa da Moeda, porque a situação econômica do país está “uma desgraça”. “Estão em greve por conta do preço do óleo diesel, da gasolina, do botijão de gás. Por causa do preço do quilo de carne. O país não tem rumo, nem política econômica. É um Brasil que voltou para trás”.

A vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Élida Elena, destacou os laços históricos da entidade com a Petrobras, desde a campanha “O petróleo é Nosso”, na década de 1950, que antecedeu a criação da estatal. “A Petrobras é fruto da luta dos trabalhadores e dos estudantes. O petróleo tem que estar a serviço da criação de emprego e do desenvolvimento nacional, e não dos interesses dos estrangeiros”. Os participantes do ato entoavam o grito “Não à privatização. A Petrobras é nossa, orgulho da nação”.

Além de comitivas de petroleiros de diversos estados do país, também participaram da manifestação os servidores da Dataprev, da Casa da Moeda, dos Correios, professores e profissionais da saúde do Rio, metalúrgicos da indústria naval, bancários. O ato também contou com apoio da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Levante Popular da Juventude, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), dentre outros.

[Texto: Rede Brasil Atual | Fotos: Luciana Fonseca (Sindipetro-NF) e  Marcelo Aguillar (MAB)]

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Publicado em Sistema Petrobrás

Em carta aberta ao povo brasileiro, os cinco dirigentes sindicais petroleiros que integram a Comissão Permanente de Negociação da FUP falam sobre as motivações para permanecer há mais de uma semana em uma sala dentro da sede da Petrobrás no Rio de Janeiro.

"Mudamos toda nossa vida para uma sala no 4º andar da empresa que ajudamos a construir com paixão e sacrifício",

Eles resaltam a importância da greve nacional da categoria.

"A greve dos petroleiros e petroleiras não é por melhores salários ou por qualquer benefício. (...) Estamos em greve para que a riqueza produzida com nosso suor seja voltada para a educação, saúde e geração de empregos para o povo brasileiro".

Leia a íntegra:

Carta aberta ao povo brasileiro

Aprendemos com a escritora Carolina Maria de Jesus a não gostarmos do mundo como ele é.

Carolina sabia e nós sabemos que é o trabalhador e a trabalhadora que transformam o mundo.

Por isso, mudamos toda nossa vida para uma sala no 4º andar da empresa que ajudamos a construir com paixão e sacrifício, a Petrobrás.

Este ato simboliza a disposição do trabalhador e da trabalhadora em ocupar o espaço que é, na verdade, um pedaço material do seu esforço.

A greve dos petroleiros e petroleiras não é por melhores salários ou por qualquer benefício.

É pela nossa dignidade.

É para que possamos dormir com a tranquilidade de que nossos filhos e filhas tenham uma vida com estabilidade e previsibilidade.

Estamos em greve para que não paguemos mais do que o devido pelo gás de cozinha, por gasolina, diesel e nossa comida.

Estamos em greve para que a riqueza produzida com nosso suor seja voltada para a educação, saúde e geração de empregos para o povo brasileiro.

Sabemos que a liberdade não se constrói sozinha.

Para aqueles que se consideram explorados como nós, fica o convite para somar a este movimento da greve nacional dos petroleiros e petroleiras.

Para que juntos, em comunhão, nosso grito possa ser escutado cada vez mais longe.

Nós, da Comissão Permanente de Negociação, agradecemos ao apoio de todos e todas que se somaram em solidariedade a este movimento de greve.

Agradecemos a água, comida, as palavras e os sonhos que nos nutrem diariamente nesse confinamento de esperança.

Ninguém liberta ninguém. As pessoas se libertam em comunhão.

Em defesa do emprego, do patrimônio nacional e da soberania alimentar e nacional!

Defender a Petrobrás é defender o Brasil!

 

Cibele, Deyvid, Tadeu, Silva e Ademir

COMISSÃO PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DA FUP

Publicado em Sistema Petrobrás
Terça, 04 Fevereiro 2020 21:56

Greve dos petroleiros continua em todo o país

A FUP e seus sindicatos orientam a categoria petroleira a dar continuidade à greve iniciada no dia primeiro de fevereiro. As assessorias jurídicas das entidades estão avaliando a decisão do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, que concedeu liminar favorável à Petrobrás, nesta terça-feira (02).

Apesar de não declarar a abusividade do movimento, o ministro estabeleceu condições bastante severas para a manutenção da greve. Ele determinou que 90% dos efetivos operacionais sejam mantidos durante a paralisação, sob pena de multa diária de R$ 500 mil para a FUP e os sindicatos do Norte Fluminense, Bahia e Espírito Santo e de R$ 250 mil para os demais sindicatos. 

No entendimento da FUP, os critérios impostos pelo ministro Ives Gandra são desproporcionais, tanto no que diz respeito aos efetivos, quanto em relação às multas que podem chegar a R$ 4,5 milhões por dia. 

“O direito de greve é constitucional e deve ser respeitado. Nossas assessorias entrarão com os recursos necessários contra esta decisão do TST e manteremos contato com a gestão do Sistema Petrobrás para entender as condições exigidas”, informa o diretor da FUP, Deyvid Bacelar. 

A FUP e seus sindicatos têm cumprido todos os procedimentos legais em relação à greve, tanto no que diz respeito à busca de interlocução com a Petrobrás, quanto no atendimento das necessidades essenciais da população. 

A gestão da empresa, no entanto, se nega a negociar com a Comissão Permanente da FUP, que está há cinco dias dentro do edifício sede da petrolífera, reivindicando o atendimento da pauta aprovada nas assembleias. Além disso, as gerências estão mantendo trabalhadores em cárcere privado em diversas unidades operacionais, em condições inseguras de trabalho, e ameaçando os petroleiros com notificações intimidadoras para que compareçam aos locais de trabalho. 

Esse tipo de conduta é um desrespeito claro à Lei de Greve. 

A greve dos petroleiros não é contra a população. A greve dos petroleiros é em defesa dos empregos e da Petrobrás. Queremos que a empresa cumpra o seu papel de indutora do desenvolvimento do país, gerando empregos e renda para o povo brasileiro e fornecendo combustíveis a preços justos. 

#GreveDosPetroleiros

#PetrobrasÉdoBrasil

#FafenResiste

#EstataisResistem

[FUP | Foto: Gilbram Mendes]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em greve há quatro dias, os petroleiros realizam nessa quarta-feira (05) uma ação para alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobras.

Em vários estados do Brasil, os sindicatos de petroleiros vão subsidiar o preço do botijão de gás de cozinha de 13 kilos.

Na Bahia, a ação será realizada na cidade de Alagoinhas, onde 200 botijões de gás serão vendidos pelo valor de R$ 50,00 às 200 primeiras pessoas que comparecerem a partir das 8h na distribuidora da Brasilgás, localizada  na Avenida Aristoteles de Souza Dantas, S/N, no bairro do Mangalo.

Com a ação, os petroleiros pretendem mostrar que  é possível vender o gás de cozinha levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Desde 2016, a Petrobras vem sendo gerida como se fosse uma empresa privada e caminha a passos largos para a privatização de fato. Uma das principais mudanças que afetaram a população brasileira foi a alteração da política de preços da empresa que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar, desencadeando aumentos sucessivos, que já chegaram a ser diários, da gasolina, diesel e gás de cozinha, sem haver nenhuma proteção ao consumidor.

Os petroleiros defendem a intervenção do governo federal para barrar os aumentos sucessivos dos derivados de petróleo. “Acreditamos que a prioridade deve ser o povo brasileiro e não os acionistas privados da empresa. É possível vender o gás de cozinha a um preço menor e manter o lucro de acionistas, revendedoras e distribuidoras, mas o povo não é a prioridade do governo Bolsonaro. Isso está a cada dia mais claro”. afirma o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista.

Venda das refinarias pode aumentar preços dos derivados

O governo Bolosonaro vem intensificando o desmonte da Petrobrás.  As distribuidoras de combustíveis (BR e Liguigás) já foram privatizadas. A FAFEN foi arrendada. O edifício Torre Pituba, está sendo desmobilizado, a PBIO está à venda, assim como muitas unidades dos Campos Terrestres.

Na  primeira etapa de venda das refinarias foram oferecidas  ao mercado as unidades Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; Presidente Getúlio Vargas (Repar) no Paraná; e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.

Com a venda da Rlam e da Transpetro, com seus quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos totalizando 669 km, a tendência é que os preços dos derivados de petróleo aumentem ainda mais.

O fato é que o consumidor brasileiro ganha em real, mas paga os derivados de petróleo em dólar. Com a privatização das refinarias a situação tende a piorar. Muita gente não vai poder comprar o botijão de gás e quem tem carro vai ter de vender ou deixar na garagem.

É contra essa política que a FUP e os Sindipetros estão lutando.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

[Atualizado às 17h00]

Os petroleiros completam nesta terça-feira, 04, o quarto dia de greve no Sistema Petrobrás, contra as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e pelo cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

Mais de 30 unidades aderiram ao movimento, em 12 estados do país (veja o quadro abaixo). Na Bacia de Campos, os trabalhadores estão entregando a produção das plataformas para as equipes de contingência da Petrobrás e se recusando a fazer a susbstiuição dos grupos que estão embarcados. Até às 15h30 desta terça, 14 plataformas já tinham aderido às orientações do sindicato.

Na unidade de produção da Bahia (UO-BA), os trabalhadores próprios e terceirizados paralisaram as atividades nos campos de Taquipe, Miranga, Bálsamo, Araças e Buracica.

Na Transpetro, subsidiária da Petrobrás, a greve também avançou, com a adesão dos trabalhadores do Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB), do Terminal de Guarulhos, em São Paulo, do Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ), em Santa Catarina, e do Terminal de Campos Elíseos (Tecam), em Duque de Caxias.

No Espírito Santo, a greve ganhou o reforço dos trabalhadores da Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), que cortaram a rendição no turno na manhã desta terça.

No Rio de Janeiro, a Comissão de Negociação Permanente da FUP segue há quatro dias ocupando uma sala do quarto andar da sede da Petrobrás, cobrando interlocução com a gestão da empresa para suspender as demissões na Fábrica de Fertilizantes de Araucária e abrir fóruns de negociação para cumprimento do Acordo Coletivo.  

Em apoio, familiares de trabalhadores da Fafen-PR permanecem desde ontem (03/02) em frente à sede da Petrobrás, em uma vigília que conta com o apoio dos trabalhadores e movimentos sociais. As demissões anunciadas pela gestão da Petrobrás começam no próximo dia 14, se não forem suspensas. A mobilização conta com participação do MPA, MAB, MST, movimentos de estudantes, Levante Popular da Juventude, UJS, UNE, MNU, CMP, entre outros movimentos organizados.

Na Fábrica, em Araucária, os petroquímicos e petroleiros completam 15 dias de resistência, acampados em frente à unidade.

Ajude a divulgar a greve dos petroleiros. Acompanhe a cobertura pelas redes sociais da FUP:

Twitter (@FUP_Brasil)

Facebook (@fupetroleiros)

Instagram (@fupbrasil).

Divulguem as hastags:

#GreveDosPetroleiros

#PetrobrasÉdoBrasil

#FafenResiste

Quadro nacional nesta terça – 04/02 

Amazonas

Refinaria de Manaus (Reman) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

rio Grande do norte

Polo de Guamaré –  uma comissão de base está verificando as condições de segurança nas permissões de trabalho (processamento e produção de GLP, querosene de aviação e diese)

Base 34 - trabalhadores em estado de greve 

Ceará

Temelétrica TermoCeará - sem rendição no turno desde às 15h de 02/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor) – sem rendição no turno desde às 23h de 31/01 

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores

Terminal Aquaviário de Suape - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores 

Bahia

Unidades da UO-BA (Taquipe, Miranga, Bálsamo, Araças e Buracica) - atividades paralisadas

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) - sem rendição no turno desde às 23h de 31/01

Terminal Madre de Deus – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC) - trabalhadores cortaram a rendição no turno na manhã desta terça (04/02)

Sede administrativa da Base 61, polo de produção terrestre em São Mateus - 100% de participação dos trabalhadores terceirizados e próprios 

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Refinaria Gabriel Passos (Regap) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio de Janeiro

Terminal de Campos Elíseos (Tecam) – trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02). O turno opera somente com o número mínimo para as instalações: um operador e um supervisor

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB) – trabalhadores estão mobilizados desde segunda (03/02) e com atrasos crescentes no turno

Refinaria Duque de Caxias (Reduc) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Refinaria Duque de Caxias (Reduc) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB) – trabalhadores cortaram a rendição do turno às 23h de 03/02.

Na noite de segunda (03/02), os trabalhadores das plataformas da Bacia de Campos, começaram a seguir a orientação do sindicato de entregar a operação das unidades para as equipes de contingência da Petrobrás. Desde sábado (01/02), mais de 15 plataformas já vinham realizando levantamentos de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo. 

São Paulo

Terminal de Guarulhos - adesão dos trabalhadores na manhã de hoje 04/02

Terminal de Barueri – adesão dos trabalhadores na manhã do dia 03/02

Refinaria de Paulínia (Replan) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap) – cortes alternados nos turnos

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC) – cortes alternados nos turnos 

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Fábrica de Xisto (SIX) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa) – sem trabalhadores da operação e da manutenção no interior da unidade. Acampamento na porta da fábrica prossegue desde o dia 21/01

Terminal de Paranaguá (Tepar) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02 

Santa Catarina

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ) - trabalhadores aderiram à greve hoje (04/02)

Terminal de Guaramirim (Temirim) - trabalhadores aderiram à greve nesta segunda (03/02)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran) -  trabalhadores aderiram à greve nesta segunda (03/02)

Base administrativa de Joinville (Ediville) -  trabalhadores aderiram à greve nesta segunda (03/02) 

Rio Grande do Sul

Terminal de Niterói (Tenit) – adesão à greve na manhã de 03/02

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

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Publicado em Sistema Petrobrás

Trabalhadores, sindicatos e movimentos populares fizeram um ato em frente à sede da Petrobras, no centro do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (3), para apoiar os cinco funcionários que ocupam desde a última sexta-feira (31) uma das salas de reunião da estatal. A greve, que mobiliza milhares de trabalhadores em todo o Brasil, reivindica a suspensão do fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que vai provocar a demissão de mil trabalhadores.

> Um grupo de petroquímicos da Fafen e familiares, com apoio dos movimentos sociais, iniciou uma vigília, com tendas, na Avenida Chile, onde está localizada a estatal.

Mobilização

Dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Simão Zanardi Filho disse ao Brasil de Fato que os trabalhadores não paralisaram a produção de diesel, demais combustíveis e gás de cozinha para não prejudicar a população. Ele lembrou, no entanto, que não há a garantia de que as distribuidoras não tentarão nos próximos dias reter seus estoques para forçar o aumento de preço, como ocorreu em 1995.

"Nossa greve é legal, justa e por isso temos a adesão dos trabalhadores. Temos 80% das 13 refinarias do Brasil. No caso, das plataformas, que já começam a entrar em greve essa semana, elas não vão parar, mas entregam a operação para uma equipe de contingência da Petrobras e os trabalhadores de lá estão desembarcados como grevistas", contou Zenardi, acrescentando que a greve cessa quando a estatal respeitar o acordo firmado em novembro do ano passado com trabalhadores diante de ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

"Estamos reivindicando simplesmente o cumprimento do acordo coletivo assinado em Brasília. A Petrobras assinou e não quer cumprir as duas cláusulas. A primeira delas é que não pode haver demissão em massa, mas estamos vendo agora a demissão de mil trabalhadores. A outra é que a Petrobras tem que negociar a jornada de trabalho, o plano de saúde, o banco de horas. Entretanto, ela se não quer negociar e afrontou os ministros do TST. Estamos aqui, hoje, defendendo a legalidade do acordo, nada mais, nada menos", disse o dirigente da FUP.

Durante a manhã, petroleiros, lideranças políticas como o ex-senador Lindbergh Farias (PT), a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) e movimentos populares, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) junto ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) tentavam negociar com a direção da Petrobras a entrada no prédio de um representante para levar alimentos e água aos grevistas Deyvid Bacelar, Tadeu Porto, Cibele Vieira, José Genivaldo da Silva e Ademir Jacinto. Eles ocupam uma sala da empresa desde as 15h de sexta-feira (31) e criaram, a partir de lá, a "Comissão Permanente de Negociação".

Presente no ato, o ex-senador Lindbergh Farias (PT) lembrou que trabalhadores de outras estatais, como o Dataprev e a Casa da Moeda, também vêm fazendo uma movimento de resistência contra as tentativas de privatização das empresas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"Estou convencido de que para derrotar Jair Bolsonaro é fundamental colocar o povo nas ruas, se inspirar na luta do povo chileno. Lá, eles mostram que o palco central de resistência é nas ruas. Não vamos arredar pé daqui da frente enquanto não liberarem o acesso de comida aos cinco companheiros que estão resistindo lá. A luta desses três setores é fundamental para que a gente coloque outros setores em mobilização e paralisação e construa uma grande greve geral para derrotar Bolsonaro", disse o petista.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB) criticou o policiamento destacado para a entrada da Petrobras. Por volta de meio-dia desta segunda-feira (3), 10 carros da Polícia Militar estavam parados em frente ao edifício da estatal, com agentes portando metralhadoras, apesar de o ato do ato pacífico e sem confrontos.

"Esse reforço da polícia é totalmente desnecessário. Se tem alguém que defende patrimônio público aqui, esse alguém é o trabalhador que está aqui do lado de fora. Quem destrói o patrimônio é exatamente esse governo, que não só que vende tudo a preço de banana, como também desmonta o corpo interno, fazendo demissão em massa contra o acordo coletivo firmado com os trabalhadores. Essa é a razão da greve. Essa comissão quer um diálogo para que se discuta o desmonte de uma empresa estratégica para o Brasil, uma empresa reconhecida no mundo inteiro".

A parlamentar também chamou a população às ruas. Ela lembrou que a Câmara dos Deputados e o Senado voltam às atividades nesta terça-feira (4), mas que o país não pode esperar que todas as decisões venham de lá nem pode aguardar até 2022, ano de eleições presidenciais, para dar a resposta nas urnas, porque "pode não sobrar nada até lá".

"Defender hoje a soberania do Brasil significa incluir o povo brasileiro. Estamos sob risco de ruptura da democracia brasileira, de ruptura institucional, e isso é tudo o que eles querem, mudar o regime. A Petrobras é uma marca desse país, o verde e amarelo não é deles, não, é nosso. E esperar até 2022 para defender o Brasil... pode não sobrar nada até lá. O tempo é agora", defendeu Jandira.

 

[Via Brasil de Fato | Texto: Eduardo Miranda | Edição: Mariana Pitasse]

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Após pressão dos sindicatos, movimentos sociais e parlamentares, Petrobrás libera comida e água mineral para os cinco diretores da FUP que integram a Comissão Permanente de Negociação, que está desde a útima sexta-feira, 31/01, na sede da empresa, buscando interlocução com a gestão.

Após negar, sucessivamente, a entrega de alimentos e água para os petroleiros, desrespeitando a liminar expedida pela Justiça doTrabalho do Rio de Janeiro, a direção da Petrobrás recuou e permitiu que a Comissão de Negociação da FUP recebesse os mantimentos doados pelos trabalhadores e movimentos sociais.

Nas redes sociais, a deputada federal Jandira Feghali, que é médica, denunciou o autoritarismo da gestão da Petrobrás, que negou o acesso da parlamentar à sala onde estão os petroleiros para que pudesse checar a integridade física dos trabalhadores. A direção da empresa utilizou forte aparato policial para impedir o acesso da deputada ao prédio da Petrobrás, que ainda é uma empresa pública.

Segundo ela é a primeira vez que ocorre em toda sua vida pública como parlamentar. "Um desrespeito EXPLÍCITO da nova direção da estatal com UM MANDATO PARLAMENTAR. Agridem as prerrogativas de um deputado em exercício do mandato conferido pela população", publicou em suas redes sociais.

Em vídeo, os diretores da FUP agradeceram o apoio e a solidariedade dos parlamentares e dos movimentos sociais e, em especial, à linda cesta de alimentos orgânicos produzidos pelo Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA.

 #GreveDosPetroleiros

#PetrobrasÉdoBrasil

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A greve nacional dos petroleiros entra no seu terceiro dia com aumento da adesão da categoria – unidades de 11 estados e 20 bases operacionais estão paralisadas – e manifestações em frente aos parques industriais, inclusive com a participação das famílias dos trabalhadores, representantes de outras categorias e lideranças de movimentos sociais.   

O movimento exige a suspensão das mil demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná/Araucária Nitrogenados (Fafen/Ansa), cujo fechamento foi anunciado pela direção da Petrobrás no dia 14/01, e pelo respeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), além da retomada das negociações com os sindicatos e fim da implantação de medidas unilaterais e prejudiciais aos trabalhadores. 

Para pressionar a gestão da empresa, a Comissão de Negociação Permanente da Federação Única dos Petroleiros (FUP) ocupa há três dias a sala de reuniões da sede administrativa da Petrobrás, no Rio de Janeiro. 

Nas bases do Paraná e Santa Catarina, a paralisação é intensa. Atos foram registrados na manhã desta segunda-feira (03) na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar, em Araucária), na Usina do Xisto (SIX, em São Mateus do Sul), nos Terminai Transpetro de Paranaguá (Tepar), São Francisco do Sul (Tefran) e Guaramirim (Temirim). Em outras unidades de Santa Catarina, como no Edifício Administrativo de Joinville (Ediville) e Terminal de Biguaçu (Teguaçu), os petroleiros também estão em greve. 

Para o presidente do Sindicato dos Petroleiros do PR e SC, Mário Dal Zot, a alta direção da Petrobrás trata os trabalhadores de forma inconsequente e irresponsável. “As demissões em massa na Fafen Paraná são um total desrespeito ao nosso Acordo Coletivo. É um verdadeiro absurdo fechar uma fábrica tão importante. São nossos irmãos, que estão aqui do lado da Repar, e isso nos sensibiliza muito. Estamos empenhados na luta contra o fechamento e as consequentes demissões, inclusive com apoio da Prefeitura de Araucária e do Governo do Estado. O Brasil, o Paraná e Araucária precisam de emprego, mas não é isso que nós estamos vendo enquanto políticas públicas no nosso país”, afirmou. 

Já o secretário nacional de comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Roni Barbosa, que também é trabalhador da Repar, esclareceu que as dispensas na Fafen são ilegais. “O nosso ACT prevê que haja negociação em caso de demissões em massa. Isso não está ocorrendo e por isso estamos em greve no Brasil todo. O movimento está crescendo no Brasil inteiro porque esse expediente de demissão em massa provavelmente vai ser utilizado em outras refinarias, em outras unidades da empresa que estão sendo vendidas ou desmobilizadas. O que está acontecendo é um grande desmonte da Petrobrás, que está optando em ficar apenas com a exploração de petróleo e vai abandonando todas as outras áreas, como a refinação e os fertilizantes, deixando o Brasil à mercê das grandes multinacionais. Estamos lutando contra todo esse desmonte e na defesa de todos os empregos, próprios e terceiros, na Petrobrás”. 

Confira as fotos da greve nesta segunda-feira (03): 

Repar e Fafen-PR: https://bit.ly/2RTrtWb

Usina do Xisto: https://bit.ly/36Vpx3Z

Terminais Transpetro de SC e PR: https://bit.ly/37YpmWI

[Via Sindipetro-PR/SC | Foto: Gibran Mendes]

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Momentos de tensão preencheram a manhã e tarde desta segunda-feira (03) na porta do EDISE (edifício da Petrobrás no Centro do Rio). A diretoria da Petrobrás chamou reforços policiais que chegaram em quase uma dúzia de carros para tentar intimidar a manifestação em apoio aos trabalhadores que se encontram desde a última sexta-feira (31) dentro da empresa tentando negociar o descumprimento do acordo coletivo por parte da Petrobrás.

A situação é difícil, cerca de mil empregados estão no corte de funcionários promovido na FAFEN no Paraná. Este ocorrido foi a gota d’água para a deflagração de uma greve no sábado (01). Foi formada uma comissão de negociação permanente da Federação Única dos Petroleiros que se dirigiu ao EDISE para entregar um ofício tentando reverter o ocorrido, mas a empresa se nega a negociar.

A única saída encontrada pelos representantes foi se instalar no quarto andar do edifício e esperar que a empresa negocie. Desde então, a Petrobrás tem imposto uma rotina de confrontos. Primeiro cortaram ventilação, água e energia elétrica no andar. A empresa só voltou atrás com a decisão no sábado (01/02), onde a Justiça do Trabalho do Rio de janeiro negou liminar à Petrobrás, que pretendia expulsar a Comissão do prédio. Logo em seguida determinou o restabelecimento da luz e água sob pena de multa de R$ 100 mil por hora de descumprimento.

Apesar disso, os trabalhadores continuam sem ventilação, apesar do calor escaldante que faz no Centro do Rio de Janeiro.

Nesta segunda-feira a demanda dos grevistas na porta do prédio era a mais básica de todas: garantir a chegada de alimentos à Comissão, que se encontra desde sexta-feira sem comer.

A empresa negou a entrada de uma cesta básica, mesmo com a disponibilização de que fosse vistoriada pela Polícia Militar para garantir que continha somente alimentos. Parlamentares que têm prerrogativa de acesso em qualquer prédio público, também tiveram seu acesso negado. A Deputada Jandira Feghali, que é médica, pretendia checar a integridade física dos membros da Comissão, ainda assim, também foi impedida no que segundo ela é a primeira vez que ocorre em toda sua vida pública como parlamentar.


A CUT Rio esteve presente durante todo o dia com os trabalhadores do lado de fora do prédio, se manifestando de maneira pacífica e na figura do seu presidente, Sandro Cezar, tentando criar canais de negociação.

Diversos dirigentes CUT Rio estiveram no local prestando sua solidariedade e empenho na luta, que não terminará hoje e precisará de todo apoio possível para ser vitoriosa. O que está em jogo é o desmonte de uma das principais empresas nacionais, com tecnologia de ponta e capacidade ímpar para o desenvolvimento da indústria nacional.


Leia também:

Petrobrás impede entrega de água e mantimentos para Comissão de Negociação da FUP que está no Edise

“É um sinal de resistência, próprio do jogo democrático”, afirma juíza ao negar liminar da Petrobrás contra ocupação do Edise

 

[Via CUT Rio de Janeiro]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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