Segunda, 15 Março 2021 12:02

Petroleiros completam 11 dias de greve

Os petroleiros da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) entram nesta segunda-feira, 15, no 11º dia de greve, cobrando condições seguras de trabalho, manutenção dos empregos e dos direitos que estão ameaçados pela venda da unidade para o fundo de investimetos árabe Mubadala. Além da Rlam, outras bases da FUP estão mobilizadas, denunciando os impactos das privatizações nas condições de trabalho e segurança. São elas a Refinaria de Manaus (Reman), as unidades da Petrobrás no Espírito Santo e as bases operacionais representadas pelo Sindipetro Unificado de São Paulo. 

Na Bahia, a greve conta com a participação dos trabalhadores dos campos de produção terrestre e do Terminal de Madre de Deus (Temadre), cujos trabalhadores também foram impactados pelas vendas de ativos e pelo desmonte da Petrobrás no estado. Na manhã desta segunda-feira, 15, houve mobilização nas bases de produção de Candeias (OP-CAN/EVF/UPGN), no Temadre e na Rlam.

Outras bases da FUP que aprovaram a greve devem fortalecer o movimento nos próximos dias. Estão sendo feitos atrasos desde a semana passada nos turnos da Regap, em Minas Gerais, da Refinaria Abreu e Lima e do Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco. No Paraná, a greve também foi aprovada na Usina de Xisto (SIX), onde os trabalhadores estão se organizando para somarem-se às mobilizações. 

A defesa da vida é um dos principais eixos da greve. Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros enfrentam graves ataques no ambiente de trabalho, além da insegurança causada pela pandemia. Vários trabalhadores estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo. 

Assim como o governo Bolsonaro, a gestão Castello Branco vem negando recomendações, normas e protocolos de segurança dos órgãos de saúde e de fiscalização para prevenir de forma eficaz o avanço da pandemia da Covid-19 na Petrobras. Mais de 11% dos trabalhadores da Petrobrás já se contaminaram. Isso equivale ao dobro da média nacional. A cada semana, são mais de 400 trabalhadores infectados e uma média de 20 hospitalizados. Esses números, apesar de altos, são subnotificados, pois a Petrobrás insiste em não divulgar os dados dos trabalhadores terceirizados. Em meio às privatizações, a categoria petroleira ainda é obrigada a conviver com o pavor de ser contaminada pelos surtos semanais que estão ocorrendo nas plataformas, refinarias e terminais. Informações obtidas pela FUP revelam que mais de 60 trabalhadores próprios e terceirizados já perderam a vida em consequência da Covid.

Pandemia de absurdos

No domingo, uma semana após a morte do operador da Rlam, Carlo Alberto, por complicações geradas pela Covid, mais um trabalhador da refinaria faleceu após ser infectado. Wagner Plech, de 52 anos, era técnico de operação e coordenador de turno, com 35 anos de trabalho na Petrobrás, dois filhos e esposa. "Essas mortes são fruto da incompetência administrativa e gerencial da Petrobrás na Rlam, que não tem adotado as medidas necessárias para preservar a vida dos trabalhadores próprios e terceirizados, apesar de toda cobrança que vem sendo feita pela direção do sindicato", afirma Radiovaldo Costa, diretor Sindipetro Bahia, informando que a entidade irá processar o Gerente Geral da Rlam para que seja responsabilizado civil e criminalmente por expor a vida dos trabalhadores em risco.

A Rlam é uma das unidades do Sistema Petrobrás que vem sendo afetada pela negligência da direção da empresa no combate à pandemia. Nas últimas semanas, foram relatados surtos de Covid com mais de 80 trabalhadores contaminados na refinaria. Ainda assim, a gerência chegou a insistir em manter as paradas de manutenção que colocariam em risco mais de 2 mil trabalhadores aglomerados na unidade. Só após o início da greve, é que a a gestão da Petrobrás resolveu suspender o início das paradas na Rlam

Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, o Sindipetro também denunciou a ocorrência de surtos de Covid entre os trabalhadores. "Um dos setores atingidos é o DH com oito casos confirmados. Outro setor sob atenção é o Coque, com sete casos. A situação é preocupante, uma vez que este cenário deve se agravar nos setores que estão em parada de manutenção, como o Coque. Além disso, vale lembrar que os trabalhadores da parada e os da refinaria estão compartilhando o mesmo transporte, o que pode favorecer o contágio. Para piorar a situação, há gerentes setoriais que não direcionam os trabalhadores com suspeita para avaliação médica, autorizando pessoas que podem estar com Covid-19 a trabalhar sem a devida triagem", alerta o Sindipetro-MG.

Apesar da gravidade do problema, a gestão da Regap se nega a atender as reivindicações dos trabalhadores, que aprovaram greve por tempo indeterminado e ameaçam parar as atividades se a Petrobrás não garantir o atendimento da pauta da categoria. “Cobramos respostas imediatas da empresa sobre outros temas importantes para a categoria, como a falta de efetivo, a redução do número mínimo e, principalmente, a falta de condições seguras para a realização da Parada de Manutenção no pior momento da pandemia no Brasil. Já são 15 casos confirmados na operação em 2 semanas, inclusive envolvendo pessoas que estiveram em um mesmo refeitório. Já temos casos de companheiros contaminados que não conseguiram se internar, por falta de leitos em BH. Não iremos aceitar que coloquem o lucro acima da vida da categoria”, afirma Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro-MG.

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[Da imprensa da FUP]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Na última sexta-feira (12), representantes da diretoria do Sindipetro/MG participaram de reunião online com a gerência sobre os pontos de reivindicação da categoria mineira. A abertura de diálogo com a empresa se deu após a aprovação de greve pelos trabalhadores da Regap e UTE Ibirité. Além dos diretores do Sindicato, a reunião contou com a participação de representantes da gerência local e do RH corporativo.

A reunião ocorreu duas semanas depois da suspensão temporária do movimento grevista, diante da possibilidade de negociação sobre as demandas da base. Entretanto, mesmo diante da extensa pauta de reivindicações, os diretores presentes foram informados de que a reunião teria apenas uma hora de duração. Diante do tempo reduzido de reunião, apenas três pontos da pauta de reivindicação foram discutidos: regulamentação do teletrabalho, desconto das horas da greve de 2020 e cobranças abusivas da AMS.

No final da reunião, o Sindicato exigiu maior celeridade para o agendamento das reuniões, especialmente diante do quadro crítico envolvendo a Parada de Manutenção da Regap. Um dos pontos de reivindicação da categoria está relacionado à cobrança de condições de segurança contra o contágio de Covid-19 na Parada de Manutenção na refinaria, o que tem trazido grande preocupação ao Sindicato e à categoria. 

“Cobramos respostas imediatas da empresa sobre outros temas importantes para a categoria, como a falta de efetivo, a redução do número mínimo e, principalmente, a falta de condições seguras para a realização da Parada de Manutenção no pior momento da pandemia no Brasil. Já são 15 casos confirmados na operação em 2 semanas, inclusive envolvendo pessoas que estiveram em um mesmo refeitório. Já temos casos de companheiros contaminados que não conseguiram se internar, por falta de leitos em BH. Não iremos aceitar que coloquem o lucro acima da vida da categoria!” – afirmou Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro/MG. 

Suspensão de Setoriais presenciais na Regap

Diante do cenário de aumento da taxa de transmissão da Covid-19 e da situação crítica da disponibilidade de leitos na região metropolitana de Belo Horizonte, a diretoria do Sindipetro/MG decidiu pela suspensão temporária das reuniões setorizadas presenciais com os trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos.

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Há dez dias em greve, os trabalhadores do Sistema Petrobrás denunciam o avanço da contaminação de Covid-19 nas unidades da empresa. Neste domingo, uma semana após a morte do operador da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), Carlo Alberto, por complicações geradas pela doença, o Sindipetro Bahia tomou conhecimento de que mais um trabalhador da refinaria faleceu após ser infectado. Segundo informações preliminares obtidas pelo sindicato, a vítima tinha 52 anos e era técnico de operação, exercendo nos últimos anos a função de coordenador de turno. "Essas mortes são fruto da incompetência administrativa e gerencial da Petrobrás na Rlam, que não tem adotado as medidas necessárias para preservar a vida dos trabalhadores próprios e terceirizados, apesar de toda cobrança que vem sendo feita pela direção do sindicato", afirma Radiovaldo Costa, diretor Sindipetro Bahia, informando que a entidade irá processar o Gerente Geral da Rlam para que seja responsabilizado civil e criminalmente por expor a vida dos trabalhadores em risco.

A Rlam é uma das unidades do Sistema Petrobrás que vem sendo afetada pela negligência da direção da empresa no combate à pandemia. Nas últimas semanas, foram relatados surtos de Covid com mais de 80 trabalhadores contaminados na refinaria. Ainda assim, a gerência chegou a insistir em manter as paradas de manutenção que colocariam em risco mais de 2 mil trabalhadores aglomerados na unidade. Só após o início da greve, é que a a gestão da Petrobrás resolveu suspender o início das paradas na Rlam

Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, o Sindipetro também denunciou a ocorrência de surtos de Covid entre os trabalhadores. "Um dos setores atingidos é o DH com oito casos confirmados. Outro setor sob atenção é o Coque, com sete casos. A situação é preocupante, uma vez que este cenário deve se agravar nos setores que estão em parada de manutenção, como o Coque. Além disso, vale lembrar que os trabalhadores da parada e os da refinaria estão compartilhando o mesmo transporte, o que pode favorecer o contágio. Para piorar a situação, há gerentes setoriais que não direcionam os trabalhadores com suspeita para avaliação médica, autorizando pessoas que podem estar com Covid-19 a trabalhar sem a devida triagem", alerta o Sindipetro-MG.

Apesar da gravidade do problema, a gestão da Regap se nega a atender as reivindicações dos trabalhadores, que aprovaram greve por tempo indeterminado e ameaçam parar as atividades se a Petrobrás não garantir o atendimento da pauta da categoria. “Cobramos respostas imediatas da empresa sobre outros temas importantes para a categoria, como a falta de efetivo, a redução do número mínimo e, principalmente, a falta de condições seguras para a realização da Parada de Manutenção no pior momento da pandemia no Brasil. Já são 15 casos confirmados na operação em 2 semanas, inclusive envolvendo pessoas que estiveram em um mesmo refeitório. Já temos casos de companheiros contaminados que não conseguiram se internar, por falta de leitos em BH. Não iremos aceitar que coloquem o lucro acima da vida da categoria”, afirma Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro-MG.

A segurança é um dos eixos da greve que mobiliza há dez dias os trabalhadores da Petrobrás na Bahia, no Amazonas, no Espírito Santo e em São Paulo. Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros enfrentam graves ataques no ambiente de trabalho, além da insegurança causada pela pandemia. Vários trabalhadores estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo. 

Assim como o governo Bolsonaro, a gestão Castello Branco vem negando recomendações, normas e protocolos de segurança dos órgãos de saúde e de fiscalização para prevenir de forma eficaz o avanço da pandemia da Covid-19 na Petrobras. Mais de 11% dos trabalhadores da Petrobrás já se contaminaram. Isso equivale ao dobro da média nacional. A cada semana, são mais de 400 trabalhadores infectados e uma média de 20 hospitalizados. Esses números, apesar de altos, são subnotificados, pois a Petrobrás insiste em não divulgar os dados dos trabalhadores terceirizados. Em meio às privatizações, a categoria petroleira ainda é obrigada a conviver com o pavor de ser contaminada pelos surtos semanais que estão ocorrendo nas plataformas, refinarias e terminais. Informações obtidas pela FUP revelam que mais de 60 trabalhadores próprios e terceirizados já perderam a vida em consequência da Covid.

“Continuamos em greve por segurança e condições decentes de trabalho. Não podemos aceitar que a gestão da Petrobrás continue negligenciando a vida dos trabalhadores e precarizando as condições de trabalho. Por isso, convocamos todos os petroleiros a se somarem a essa luta, pois juntos somos mais fortes”, afirma o presidente do Sindipetro AM, Marcus Ribeiro.

A Petrobrás finalmente respondeu ao Comunicado Sindical do Sindipetro Paraná e Santa Catarina sobre a pauta corporativa dos trabalhadores da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul-PR. 

O ofício encaminhado pelo RH da empresa na quarta-feira (10) não responde nenhuma das demandas contida na pauta de reivindicações encaminhada pelo Sindicato. Em todos os três pontos, o que se percebe são argumentações evasivas. 

Sobre as incertezas da situação dos trabalhadores diante da possível venda da unidade, as quais requerem um planejamento específico para cada regime de trabalho (turno, HA e teletrabalho) em caso de transferência em massa, a direção da Petrobras se limitou a reafirmar que o Plano de Pessoal para as unidades em desinvestimento é balizado em quatro pilares: respeito às pessoas, garantia da continuidade operacional com segurança, carreira e mobilidade, e transparência na divulgação de todas as etapas. 

O ofício de resposta não apresenta nada de concreto. O Plano da Companhia oferece o mesmo cardápio de sempre: realocação interna, Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e Procedimento de Desligamento por Acordo (PDA). Sem qualquer tipo de negociação com o Sindicato, a empresa tenta impor unilateralmente suas propostas. A categoria não vai aceitar isso. 

No documento, a empresa ainda distorce os fatos ao querer dar poder de negociação ao “Comitê de Gestão da Mudança para a Gestão de Portfólio” no processo do Plano de Pessoal, quando legalmente esse papel é exclusivo dos sindicatos. 

Com relações às condições de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, as quais o Sindicato manifestou preocupação com o sucateamento dos equipamentos de combate às emergências, redução do efetivo de técnicos de segurança próprios e terceirização na Brigada, a Petrobrás manteve o discurso insosso e tecnocrático. A categoria espera a informação completa sobre os números de trabalhadores que serão contratados para repor as demissões efetuadas nos últimos anos, todos, obviamente, devidamente qualificados e treinados para a funções que vão exercer. 

Por fim, sobre a manutenção da rede credenciada da AMS em São Mateus do Sul em um cenário pós-privatização da SIX, a gestão respondeu que “será mantido o atendimento a todos”, mas não explica de que forma. 

A Direção do Sindipetro PR e SC considerou as respostas inconclusivas e enviou novo Comunicado Sindical à Gerência Geral da SIX no qual solicita participação dos gestores em reunião de negociação a ser realizada na próxima terça-feira (16). 

Cabe lembrar que a greve por tempo indeterminado na SIX pode ser deflagrada a qualquer momento se as negociações sobre a pauta corporativa não avançarem.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Na semana que marca o dia internacional de luta pela igualdade de gênero, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) organizou uma atividade voltada exclusivamente ao público feminino. Nesta sexta-feira (12), na região central de São Paulo (SP), foi realizada mais uma venda de gasolina a preço justo, desta vez destinada a motos e carros guiados por mulheres.

Cada litro de gasolina foi vendido pelo valor de R$ 3,50, com um limite de 10 litros por cada veículo. Para taxistas ou motoristas de aplicativos, o limite foi de 20 litros. Atualmente, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina está sendo vendida, em média, por R$ 5,29 nos postos.

“É comum escutarmos muita piadinha falando de que mulher não sabe dirigir. Por isso, estamos realizando essa ação para mostrar que a mulher pode estar onde ela quiser, inclusive atrás do volante. Além disso, estamos denunciando os preços abusivos que a Petrobrás está praticando. Nós temos petróleo, temos refinarias, temos distribuição. Por que temos que pagar em dólar pelos combustíveis?”, questiona a diretora da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cibele Vieira.

Os sindicatos filiados à FUP, incluindo o Sindipetro-SP, têm realizado vendas de combustíveis a preços justos com o objetivo de denunciar a atual política de preços da Petrobrás, que se baseia no preço de paridade de importação (PPI) –  implementado em outubro de 2016, durante o governo de Michel Temer (MDB) e que vincula os preços praticados nas refinarias da estatal às variações do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional.

Assista também: Se o Petróleo é do Brasil, por que o preço é importado?

Devido a essa política, entre outubro de 2016 e março de 2021, houve aumentos nas refinarias de 73,3% no preço da gasolina, 54,8% no diesel e 192% no gás de cozinha. “O vírus não seleciona gênero ou raça, mas os impactos são piores para aqueles que não têm acesso aos direitos básicos. Na questão dos combustíveis é a mesma coisa, ou seja, está caro para todo mundo, mas as mulheres acabam sendo as mais prejudicadas, principalmente na questão do gás de cozinha”, aponta Vieira.

Impactos no bolso

Taxista desde 1977, Florinda Damásio afirma que está cada vez mais difícil conseguir tirar algum lucro do trabalho. “Para nós que dependemos do combustível está muito difícil. Os ‘ubers’ [motoristas de aplicativo] tiraram metade dos nossos clientes e a epidemia acabou de quebrar nossas pernas. Há mais de seis anos não há reajuste nas nossas tarifas, mas o preço da gasolina está sempre aumentando”, explica.

Situação parecida é vivenciada pela motorista de aplicativo Tatiane Valério, que atua no ramo há três anos. “Minha rotina é ficar praticamente 15 horas dentro do carro. Eu saio cedo e estabeleço uma meta diária e vou embora quando consigo bater essa meta. Para eu encher o tanque são R$ 160, e para valer a pena meu trabalho eu preciso fazer R$ 500 em corridas. Isso eu só consigo em dois dias de trabalho agora na pandemia”, detalha.

Leia também: Praia dos Ossos: a história de uma mulher culpada pelo próprio assassinato

E não são apenas as pessoas que trabalham diretamente com transporte que estão sendo impactadas por essa política de preços da Petrobrás. A técnica de enfermagem Margareth Mara Ângelo aponta que o poder de consumo da população tem caído progressivamente ao longo dos últimos anos. “Esta ação é um grito de socorro que sai do âmago de todo brasileiro, porque nós estamos sofrendo muito. A situação que estamos vivendo é intragável, esmagadora, genocida em todos os âmbitos. Alimentos, luz, gás, combustíveis… tudo está muito caro, é inadmissível”, lamenta. 

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás completam neste sábado, 13, nove dias de greves regionais que denunciam a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da pandemia nas instalações da empresa. Quatro estados seguem mobilizados desde o último dia 05, quando os petroleiros da Refinaria Landhulfo Alves (Rlam) retomaram a greve na Bahia. Desde então, as mobilizações vêm crescendo no Amazonas, no Espirito Santo e em São Paulo, com novas adesões previstas para os próximos dias em outros estados do país.

Na Bahia, a greve se intensifica, com a participação dos trabalhadores dos campos terrestres e do Terminal Madre de Deus, que também sofrem os impactos das privatizações. Neste sábado, o sindicato mobilizou mais uma turma do turno da Rlam, a primeira das oito refinarias colocadas à venda que teve a negociação concluída pela Petrobrás com o fundo árabe de investimenos, Mubalada.

No Espírito Santo, a greve tem mobilizado os petroleiros dos campos terrestres e das plataformas, com atrasos nos embarques feitos no aeroporto de Vitória. Nesta sexta, foi a vez dos petroleiros da Unidade de Tratamento de Gás de Caçimba (UTGC), em Linhares, se somarem ao movimento. No Sindipetro Unificado de São Paulo, a greve tem adesão dos trabalhadores das refinarias de Paulínia (Replan) e de Capuava (Recap) e também dos terminais da Transpetro. No Amazonas, os trabalhadores da Refinaria de Manaus (Reman), mesmo com chuva, participaram neste sábado dos atrasos feitos pelo Sindipetro nas trocas de turno.

Novas adesões começam a ser desenhadas também em outras bases da FUP que aprovaram a greve. Estão sendo feitos atrasos no turno na Regap, em Minas Gerais, na Refinaria Abreu e Lima e no Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco. No Norte Fluminense, os trabalhadores aprovaram estado de greve. No Paraná, a greve foi aprovada na Usina de Xisto (SIX), onde os trabalhadores estão se organizando para intensificar as mobilizações.

Com pautas de reivindicações diversas, os sindicatos da FUP denunciam os impactos das privatizações nas relações de trabalho, em função das transferências compulsórias feitas pela gestão da Petrobrás, da redução drástica de efetivos e do sucateamento das unidades, principalmente as que estão sendo vendidas. O resultado desse desmonte é o risco diário de acidentes, sobrecarga de trabalho, assédio moral e descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho.

Soma-se a isso o aumento de contaminação e mortes por Covid, em função de negligência dos gestores da empresa. Os sindicatos vêm denunciando surtos nas plataformas e nas refinarias e, mesmo assim, a Petrobrás insiste em manter o calendário de paradas de manutenção, que aumentará ainda mais os riscos de contaminação entre os trabalhadores. 

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[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

O oitavo dia de greves que mobilizam petroleiros e petroleiras em quatro estados do país - Bahia, Amazonas, Espírito Santo e São Paulo (saiba mais abaixo) - foi marcado por novas ações solidárias realizadas pela FUP e seus sindicatos em protesto contra os preços abusivos dos combustíveis. Através de descontos que chegaram a mais de 50%, os Sindipetros de São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Norte Fluminense e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, voltaram a distribuir 450 botijões de 13 Kg de gás de cozinha a R$ 40,00 cada um e mais de 2 mil litros de gasolina ao preço médio de R$ 3,50. 

Valores bem abaixo do que vem sendo praticado no mercado por conta dos reajustes abusivos dos derivados de petróleo, que seguem o Preço de Paridade de Importação (PPI). Em função dessa política, implementada pela gestão da Petrobrás em outubro de 2016, no governo Temer, e intensificada pelo governo Bolsonaro, os combustíveis são vendidos a preços internacionais e com custo de importação, apesar de produzidos nas refinarias brasileiras com petróleo nacional. Ou seja, cada vez que o preço do barril de petróleo, que é cotado em dólar, sobe lá fora, a Petrobrás reajusta os preços dos combustíveis aqui no Brasil. Com isso, só em 2021, a gasolina já aumentou 54%, e o diesel 41,5% nas refinarias. 

Além de conscientizar a população sobre a perversidade dessa política de preços, que a FUP e seus sindicatos denunciam há quase cinco anos, os petroleiros ouviram as histórias de vida de pessoas que foram adquirir gás de cozinha e gasolina a preços justos. Em comum, elas narram as dificuldades crescentes que vêm passando para adquirir esses produtos, por causa dos constantes reajustes promovidos pela gestão da companhia. 

Em Linhares, no Espírito Santo, onde foram distribuídos 100 botijões de gás, famílias ineiras se mobilizaram desde ontem para poder adquirir o combustível com preçlos acessíveis. Apesar da grande procura, a ação realizada pelo Sindipetro seguiu todas as normas de segurança para evitar aglomeração. 

Em São Paulo, o Sindipetro vendeu 2 mil litros de gasolina por R$ 3,50 o litro, priorizando as mulheres motoristas e entregadoras de aplicativos, um dos segmentos que mais sofre com a precarização do trabalho e os aumentos abusivos dos combustíveis.

No Rio Grande do Norte, foram sorteados mais de 100 vouchers com descontos de R$ 50,00 em uma ação de mídia do Sindipetro-RN para conscientizar a população sobre os riscos da privatização da Petrobrás, que está encerrando suas atividades na maioria das unidades que tem no estado. 

No Rio de Janeiro, os Sindipetros Caxias e NF ofertaram nesta manhã 350 botijões de gás de cozinha a R$ 40 na Vila Vintém, comunidade da Zona Oeste da cidade. Um público amplamente formado por mulheres foi à ação para adquirir o produto. Além dos botijões, foram distribuídas máscaras, essenciais para a redução do contágio por Covid-19. 

Uma das mulheres presentes foi Jeovana Madalena, de 42 anos, que trabalhava como empregada doméstica e ficou desempregada com a pandemia. Em sua casa moram ela, o marido, a filha e um neto. O esposo de Jeovana também está desempregado e vive de “bicos”. Por isso, adquirir o botijão de gás por um preço cerca de 50% menor que o cobrado em depósitos próximos à sua casa é de grande importância. “Por causa da pandemia, fiquei desempregada. Meu marido e minha filha também. A gente só consegue comer por causa do Bolsa Família, de 400 reais. Esse gás hoje vai deixar a gente comprar mais coisa no mercado, né?”, diz. 

A dura realidade do desemprego é quase uma constante nos depoimentos. Estão na mesma condição Adriana, 49 anos, integrante da escola de samba Unidos de Padre Miguel, da Vila Vintém; Lea Ferreira, 55, que vive de faxinas, mas está adoentada e sem poder trabalhar; e Marcos da Silva Neto, 45, cuja esposa também trabalha como empregada doméstica. São pessoas que precisam de qualquer oportunidade para garantir um mínimo para sua sobrevivência. 

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“Passo roupa, faço faxina, mas meu braço é operado. Às vezes alguém ajuda. Pra comprar o gás uma amiga me deu o dinheiro. E ganho cesta básica da minha igreja. Esse gás nesse valor nunca mais tivemos aqui. Minha prima mora do meu lado e também me ajuda, mas também tem as dificuldades dela. Ela sobrevive com 750 reais, que o neto dá pra ela”, narra Lea Ferreira. 

Diante de uma realidade cada vez mais difícil, com uma crise econômica sem fim, a ausência do auxílio emergencial e a inflação em rota de crescimento, não foi difícil ouvir críticas ao presidente Jair Bolsonaro. E os últimos acontecimentos políticos do país fizeram surgir na lembrança de alguns dos participantes da ação um passado recente no qual a vida era melhor. 

“Moramos eu, minha esposa, minha enteada e um bebê que vai chegar, graças a Deus! Esse trabalho aqui (do preço justo) tem que ser reconhecido. O melhor presidente que a gente teve foi Lula! O que a gente tem hoje, eu agradeço a ele. Ele trouxe de volta para o país a área metalúrgica, que foi muito crucificada nos anos 80. Sei que é um homem íntegro, honesto, verdadeiro. Ele foi solto e vai ser absolvido, porque não tem nada contra ele. Esses que tão acusando ele é que não prestam. O que Bolsonaro tá fazendo com o povo brasileiro é uma vergonha! O Brasil vai dar mais uma chance para o Lula, porque ele merece e só ele que ajuda a gente”, disse Fábio de Souza, morador da Vila Vintém. 

Segundo Alessandro Trindade, diretor do Sindipetro-NF que esteve na equipe da ação do preço justo na Vila Vintém, a mobilização foi de suma importância para a população local, que já sofre bastante com a pobreza e a ausência do Estado na promoção do bem-estar econômico e social. Foi também mais uma oportunidade para conversar com as pessoas sobre a necessidade de combater a atual política de preços da Petrobrás e a privatização da companhia. 

“A categoria petroleira combate a política de preço de paridade importação para os combustíveis desde que ela foi implementada, em 2016, uma política que pesa no bolso de toda a população, e ainda mais no bolso dos mais pobres. Por isso procuramos promover essas ações onde as pessoas mais precisam. E também onde podemos conversar com elas sobre a importância de uma Petrobrás pública e cada vez mais forte”, explicou ele.

Greve dos petroleiros por segurança e empregos avança

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás estão em greve desde o dia 05 de março, em movimentos regionais que denunciam a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da pandemia nas instalações da empresa. Na Bahia, a greve teve início com os petroleiros da Refinaria Landhulfo Alves (Rlam) - a primeira das oito refinarias colocadas à venda que teve a negociação concluída pela Petrobrás com um fundo árabe de investimenos, o Mubalada - e vem avançando com a participação dos trabalhadores dos campos terrestres e do Terminal Madre de Deus, que também sofrem os impactos das privatizações. Nesta sexta (12), houve adesão dos petroleiros do polo de Miranga.

No Espírito Santo, a greve tem mobilizado os petroleiros dos campos terrestres e das plataformas, com atrasos nos embarques feitos no aeroporto de Vitória. Nesta sexta, foi a vez dos petroleiros da Unidade de Tratamento de Gás de Caçimba (UTGC), em Linhares, se somarem ao movimento. No Sindipetro Unificado de São Paulo, a greve vem mobilizando trabalhadores das refinarias de Paulínia (Replan) e de Capuava (Recap) e também os terminais da Transpetro. No Amazonas, os trabalhadores da Refinaria de Manaus (Reman) seguem participando dos atrasos feitos pelo Sindipetro nas trocas de turno.

Novas adesões começam a ser desenhadas também em outras bases da FUP que aprovaram a greve. Estão sendo feitos atrasos no turno na Regap, em Minas Gerais, na Refinaria Abreu e Lima e no Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco. No Norte Fluminense, os trabalhadores aprovaram estado de greve. No Paraná, a greve foi aprovada na Usina de Xisto (SIX), onde os trabalhadores estão se organizando para intensificar as mobilizações.

Com pautas de reivindicações diversas, os sindicatos da FUP denunciam os impactos das privatizações nas relações de trabalho, em função das transferências compulsórias feitas pela gestão da Petrobrás, da redução drástica de efetivos e do sucateamento das unidades, principalmente as que estão sendo vendidas. O resultado desse desmonte é o risco diário de acidentes, sobrecarga de trabalho, assédio moral e descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho.

Acompanhe o oitavo dia de greve dos petroleiros:

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[Imprensa da FUP | Foto: Daniela da Corso]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás completam nesta quinta-feira, 11, uma semana de greves regionais que denunciam a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da pandemia nas instalações da empresa. Quatro estados seguem mobilizados desde o último dia 05, quando os petroleiros da Refinaria Landhulfo Alves (Rlam) retomaram a greve na Bahia. Desde então, as mobilizações vêm crescendo no Amazonas, no Espirito Santo e em São Paulo, com novas adesões previstas para os próximos dias em outros estados do país.

Na Bahia, além da Rlam, o movimento tem contado com a participação dos trabalhadores dos campos terrestres e do Terminal Madre de Deus, que também sofrem os impactos das privatizações. Ontem, a greve foi estendida para os campos de Taquipe e hoje para a base de Santiago, em Catu. 

No Sindipetro Unificado de São Paulo, a greve vem mobilizando trabalhadores das refinarias de Paulínia (Replan) e de Capuava (Recap) e também os terminais da Transpetro. No Espírito Santo, os petroleiros dos campos terrestres tem participado do movimento que tem mobilizado também os trabalhadores das plataformas, com atrasos nos embarques feitos no aeroporto de Vitória.  No Amazonas, os trabalhadores da Refinaria de Manaus (Reman) seguem participando dos atrasos feitos pelo Sindipetro nas trocas de turno.

Novas adesões começam a ser desenhadas também em outras bases da FUP que aprovaram a greve. Estão sendo feitos atrasos no turno na Regap, em Minas Gerais, na Refinaria Abreu e Lima e no Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco. No Norte Fluminense, os trabalhadores aprovaram estado de greve e realizaram na quarta-feira, 10, seminário para discutir novas formas de mobilização. No Paraná, a greve foi aprovada na Usina de Xisto (SIX), onde os trabalhadores estão se organizando para intensificar as mobilizações.

Com pautas de reivindicações diversas, os sindicatos da FUP denunciam os impactos das privatizações nas relações de trabalho, em função das transferências compulsórias feitas pela gestão da Petrobrás, da redução drástica de efetivos e do sucateamento das unidades, principalmente as que estão sendo vendidas. O resultado desse desmonte é o risco diário de acidentes, sobrecarga de trabalho, assédio moral e descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho.

Novas ações por preços justos para os combustíveis

Seguindo a orientação da FUP, os sindicatos realizam nesta sexta-feira, 12, nova ações solidárias de venda subsidiada da gasolina e do gás de cozinha no Espírito Santo, na Bahia e em São Paulo, mostrando para a sociedade que é possível comprar derivados de petróleo por preços justos. A apesar de produzidos nas refinarias brasileiras com petróleo nacional, os combustíveis são vendidos a preços internacionais e custo de importação. 

Uma conta que não fecha para os consumidores brasileiros, pois é baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI). política de reajuste dos derivados de petróleo que foi implantada em 2016 no governo Temer e mantida pelo governo Bolsonaro.

Cada vez que o preço do barril de petróleo, que é cotado em dólar, sobe lá fora, a Petrobrás reajusta os preços dos combustíveis aqui no Brasil. Com isso, só em 2021, a gasolina já aumentou 54%, e o diesel 41,5% nas refinarias. O resultado se reflete no aumento recorde da inflação em fevereiro, que teve como principal vilão os preços dos combustíveis (saiba mais aqui).

Veja as fotos do 7º dia de greve:

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[Imprensa da FUP | Foto: Sindipetro AM]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais inicia nesta quarta-feira, dia 10, uma série de setoriais com a categoria para dialogar sobre as negociações com a gerência da Regap e nivelar informações sobre unidades em outros estados.

As atividades serão realizadas no gramado em frente à refinaria e seguirão rigorosamente todas as orientações de segurança em relação à Covid-19. O sindicato reforça a necessidade de todos usarem máscaras, álcool em gel e manterem a distância segura.

Abaixo, confira a agenda das setoriais:

10/03/21 – Quarta-feira – 07h – Grupo B

11/03/21 – Quinta-feira – 19h – Grupo C

13/03/21 – Sábado – 07 – Grupo D

14/03/21 – Domingo – 19h – Grupo E

16/03/21 – Terça-feira – 07h – Grupo A + HA

Negociações

O Sindicato foi convidado para reunião com a gerência da empresa nesta sexta-feira, dia 12, para discutir o efetivo conforme cláusula 88 do ACT 2020/2022.

Em resposta ao convite, o Sindipetro confirmou sua participação e solicitou que fossem incluídos na pauta da reunião os seguintes tópicos: retorno ao número mínimo anterior ao O&M; manutenção das atividades executadas por trabalhadores próprios – Fim da terceirização das atribuições e tarefas inerentes aos cargos do quadro de trabalhadores próprios da Petrobrás; minuta da tabela de turno; anulação das punições aplicadas à trabalhadores em razão a participação da greve de fevereiro de 2020; regulamentação do teletrabalho; reembolso das horas indevidamente descontadas em janeiro 2021 em descumprimento do acordo realizado no TST decorrente da greve de fevereiro de 2020; falta de medidas adequadas de prevenção ao novo coronavírus em razão da aglomeração excessiva de trabalhadores próprios/terceirizados agravados pelas paradas de manutenção; interrupção e estorno das cobranças abusivas realizadas na AMS. 

 [Da imprensa do Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

Os petroleiros enviaram documento solicitando explicações urgentes por parte da administração da SIX sobre simulados de emergência e segurança. Atividade na região não acontece desde 2017 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Recentemente o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina entregou documento à Prefeitura de São Mateus do Sul no qual cobrou providências sobre questões relacionadas à Usina do Xisto (SIX). As pautas foram construídas em conjunto com os moradores da Vila Bom Jesus, após inúmeras reclamações das famílias junto ao Sindicato. As reivindicações também foram enviadas aos representantes da Petrobrás. 

Localizada no entorno da unidade, a comunidade está há mais de três anos sem receber simulado emergencial. Significa que os moradores próximos do Gasoduto PETROBRAS/INCEPA estão desassistidos. Para o Sindicato, o simulado emergencial numa área de passagem de gás combustível precisa ser feito anualmente. 

Hoje, depois de tanto tempo sem atividades desse tipo, os moradores vivem com sensação de insegurança. São os trabalhadores da SIX que “apagam o incêndio” gerado pela negligência da gestão ao dialogar diretamente com a comunidade local. As famílias querem saber os motivos do simulado de emergência na Vila Bom Jesus não ser feito desde 2017.   

Devido à ausência de informação sobre a realização dos trabalhos de prevenção, o documento do Sindicato dos Petroleiros solicita indicadores e estudos de análise de risco, além dos cenários acidentais e os planos de emergência da unidade para a região do seu entorno. 

A categoria requer também a confirmação se os exercícios simulados foram ou estão sendo feitos de acordo com o que é definido no Estudo de Análise de Risco (EAR). São dados importantes e premissa básica da área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobrás (SMS). 

Até o momento não se tem clareza do “padrão SIX” de prevenção do seu entorno, nem se há um plano de contingência que identifique um possível cenário emergencial para treinamento ou simulado. Outra questão obscura é sobre o teor dos relatórios apresentados pela SIX à Petrobrás que tratam da região da Vila Bom Jesus.  

O que se sabe é que no Xisto há treinamento à distância (EAD) em razão da pandemia, uma atividade que só atinge moradores da localidade com acesso ao simulado virtual. Bem diferente do trabalho presencial, que serve para prevenir e educar a população em caso de necessidade de evacuação imediata por vazamento ou até explosão. 

Ressalta-se que qualquer simulado de emergência é condicionado à licença ambiental e operacional. Além disso, nos dias de hoje, deve-se respeitar rigorosamente os protocolos de prevenção à Covid19.  

Desmonte 

Atualmente a gestão da SIX diminui o número de técnicos de segurança, sucateia instalações e continua precarizando as relações de trabalho. A unidade é fortemente impactada pelo desmonte promovido pela atual gestão da empresa. 

Setores como a Casa de Força, Laboratório, Utilidades e SMS (o departamento responsável pelas vidas dos trabalhadores) são sistematicamente precarizados. 

A situação da SIX é grave. Por isso, o Sindipetro PR e SC levou essa pauta urgente ao executivo municipal, pois trata-se da segurança da população saomateuense, que sem a Usina do Xisto ficará na UTI.

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.