O Sindipetro-NF chama para aderir à luta os trabalhadores e trabalhadoras das Salas de Controle Remoto. A orientação é que se juntem a luta que é de toda categoria e seja feita parada técnica da SCR. Veja as orientações abaixo e documentos em caso de entrega.

O movimento cresce a cada dia e é importante a adesão de [email protected] ao movimento. Estamos no nono dia de greve com adesões em 91 unidades do Sistema Petrobrás, em 13 estados do país, o que significa cerca de 20 mil trabalhadores na greve.

Orientações aos trabalhadores e trabalhadoras do SGS: 

PARADA TÉCNICA

As atividades das SCR, assim como todas as demais da área operacional, podem e devem ser paralisadas, observados os seguintes limites:

– realizar a parada de modo técnico, ou seja, que não comprometa a normal retomada das atividades após a greve, nem danifique equipamentos ou instalações;

– manter aquilo que for indispensável à segurança e habitalidade da unidade.

No caso de a empresa pretender assumir a atividade, com fura greves, o mesmo modelo de “termo de entrega” deve ser utilizado, comprovando a integridade de equipamentos e instalações, até aquele momento.

A partir dali, no caso de entrega da unidade, a responsabilidade será integral da empresa. 

TERMO DE ENTREGA DA SALA DE CONTROLE REMOTO

Termo de Entrega da SCR da Plataforma ___ e pedido de desembarque para os prepostos da Petrobras

Nós, empregados da Petrobras da SCR  da plataforma ____ declaramos, para os devidos fins, que esta unidade encontra-se operando (ou em parada segura) dentro da normalidade, com o que concordam os prepostos da empresa.

Pelo presente instrumento, entregamos a operação da SCR da unidade aos prepostos da Petrobras que por esse termo assumem total responsabilidade e atestam que tem condições seguras de dar continuidade às operações.

Data, hora, assinatura de todos os presentes e do representante da empresa

No caso de os prepostos não assinarem escrever: Atestamos que os prepostos da Petrobras não quiseram assinar o termo de entrega da SCR e consideramos entregue.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

[Atualização às 18h10]

Por todo o país, petroleiros e petroleiras estão mobilizados nessa que já é considerada a greve mais forte da categoria nos últimos anos. O movimento entra no nono dia, neste domingo, com adesões em 92 unidades do Sistema Petrobrás, em 13 estados do país, o que significa cerca de 20 mil trabalhadores na greve.

Os petroleiros cobram a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), previstas para terem início na próxima sexta-feira, 14, e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

Neste domingo, mais três plataformas aderiram à greve, junto com o Terminal Aquaviário de Vitória. Já são 40 plataformas, 18 terminais, 11 refinarias e mais outras 20 unidades operacionais e 3 bases administrativas com trabalhadores em greve por todo o país.

A adesão à greve ocorre sem piquetes, só na base do convencimento, em cumprimento à decisão do ministro do TST, Ives Gandra. Os sindicatos continuam aguardando informações da direção da Petrobrás para compor os quantitativos de trabalhadores necessários para manter o atendimento das necessidades básicas da população.

Contratação de fura-greves

O artigo 9° da Lei de Greve (7.783/89) afirma que patrão e empregados manterão "os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento".

Os petroleiros são os mais interessados na manutenção da segurança do ambiente de trabalho e na continuidade das operações após a greve. Quem quer fechar fábricas é a direção da Petrobrás.

Mas, em vez de negociar com a FUP e os sindicatos, a gestão da empresa descumpre medidas judiciais e a própria legislação, anunciando que está providenciando “a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve”.

Ao mesmo tempo, a empresa informa que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento”.

Gestão da Petrobrás quer politizar a greve

A contradição da gestão evidencia o tratamento político que a direção da Petrobrás está dando à greve dos petroleiros ao apostar na tentativa de criminalização do movimento. Para isso, coloca em risco a segurança dos trabalhadores e das próprias unidades ao anunciar a contratação de “fura-greves”.

Por que os gestores se negam a dialogar com a Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há nove dias em plantão de 24 horas dentro da sede da Petrobrás, buscando interlocução com a empresa?

Em vez disso, a gestão da Petrobrás continua tentando, sem sucesso, expulsar os cinco dirigentes sindicais que estão desde 31 de janeiro aguardando reunião no andar onde funciona a gerência de Recursos Humanos.

“A permanência de 5 dirigentes em uma das salas do prédio da empresa, embora incômoda, não impede ou dificulta a continuidade do pleno funcionamento da Petrobrás, tampouco impede a livre movimentação de bens e pessoas”, assegurou a juíza Najla Rodrigues Abbud, do Tribunal da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, ao negar o interdito proibitório da Petrobrás. 

Quadro nacional da greve – 09/02

40 plataformas

11 refinarias

18 terminais

7 campos terrestres

5 termelétricas

3 UTGC (processamento de gás)  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

1 complexo petroquímico

3 bases administrativas

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas - 27 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas - 04

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré, Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

 [FUP]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

A greve petroleira iniciada em 1º de fevereiro segue forte, com quase 40 plataformas no movimento em todo o país, 21 delas no Norte Fluminense. Passa de 80 o número de bases em greve em 13 estados. A avaliação do movimento sindical é a de que a paralisação continuará a crescer, com o convencimento das demais bases de que esse é o momento de estabelecer um marco definitivo contra os ataques do governo Bolsonaro aos trabalhadores e à companhia. 

A diretoria do Sindipetro-NF chama petroleiros e petroleiras a realizarem um grande mutirão de diálogo com os trabalhadores das unidades e bases que não realizaram assembleias de adesão à greve. Na Bacia de Campos, 18 plataformas ainda não entraram no movimento (P-08, P-09, P-12, P-25, P-26, P-33, P-38, P-40, P-52, P-53, P-54, P-65, PCE1, PGP, PRA1, PPM, PNA1 e PNA2). 

O sindicato chama os trabalhadores destas unidades à reflexão sobre a gravidade do momento em que vive o país, e sobre a oportunidade de fazer história em uma paralisação que começa a contagiar até mesmo outras categorias, como forma de dar um basta ao corte de direito, às demissões, ao desrespeito, ao entreguismo, a uma política econômica que só favorece aos ricos. 

Na Petrobras, o foco é claro: contra as demissões, contra o desmonte da empresa e pela redução nos preços dos combustíveis (que os petroleiros sabem ser possível). Não há base da companhia do país que não esteja vivenciando alguns ou vários aspectos deste ataque, seja tendo sido colocada à venda, seja com a deterioração da ambiência, seja com o autoritarismo insano da gestão bolsonarista na empresa.  

Não cabe vacilação. Enquanto a cada dia novas bases entram na greve, enquanto cinco sindicalistas ocupam uma sala no Edise para pressionar a empresa a reverter as demissões na Fafen (que significa dizer que também outras novas demissões não serão aceitas), é preciso que cada um e cada uma que ainda não está na greve reflita sobre o seu papel e se conscientize de que somente juntos podemos ser fortes. 

No Norte Fluminense, além das 21 plataformas que estão no movimento (P-07, P-15, P18, P-19, P-20, P-31, P-32, P-35, P-37, P-43, P-47, P-48, P-50, P-51, P-55, P-56 , P-61 , P-62, P-63, PCH1 e PCH2), tem sido forte a greve na base de Cabiúnas, que segue com o corte de rendição. Para as bases administrativas, o sindicato mantém o indicativo de que os petroleiros e petroleiras não compareçam ao trabalho e se juntem ao movimento. 

 [Via Sindipetro-NF | Foto: Luciana Fonseca]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Há uma semana em greve, os petroleiros realizaram uma marcha pelo centro de Canoas, na manhã dessa sexta-feira (07). Durante toda a caminhada, os trabalhadores denunciaram à população as perdas que o município acumulará com a saída da Petrobrás no RS. Os trabalhadores também entregaram panfletos e esclareceram as dúvidas daqueles que questionavam sobre os motivos da greve, ressaltando a importância dessa luta pela defesa da soberania nacional.

A ação integrou fez parte do calendário de mobilizações da Greve Nacional dos Petroleiros. Até o momento, são 70 unidades do Sistema Petrobrás mobilizadas em 13 estados. Os trabalhadores lutam pela suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), contra as demissões em massa no Sistema Petrobrás pelo cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, proferiu no último dia 04, os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento.
Desde o início, a FUP e seus sindicatos têm cumprido todos os procedimentos legais em relação à greve, tanto no que diz respeito à busca de interlocução com a Petrobrás, quanto no atendimento das necessidades essenciais da população.

Direito garantido em lei

A greve é um direito garantido em lei e o movimento paredista dos petroleiros está seguindo todos os trâmites legais que são exigidos nesse caso. Portanto, a greve da categoria é legal e constitucional. Não é abusiva.
É muito importante que todos se mantenham unidos e não aceitem pressão da gerência. Em caso de qualquer problema, como pressão ou assédio moral, procure um diretor do sindicato.
Após levantamento do quadro nacional de greve, a FUP afirmou que “em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, proferiu no último dia 04, os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento”.

Com informações da FUP

Acompanhe as atualizações e as imagens da greve através das Redes Sociais do Sindipetro-RS: 

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[Via Sindipetro-RS]

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Os trabalhadores de P-32 e PCH2 em greve denunciam que estão há dias aguardando o desembarque pela empresa, que até o momento não viabilizou a descida deles. Em contrapartida estão se sentindo assediados pelos superiores a bordo. A empresa quer manter a bordo em P-32 dois trabalhadores e em PCH-2 outros seis.

Ontem, 6, o sindicato notificou a Petrobras e provocou o Ministério Público do Trabalho para apurar possíveis abusos por parte da Petrobras contra o direito dos grevistas de desembarcar. Já informou no mesmo documento que quem negocia efetivo a bordo é a Comissão de Negociação Permanente que está ocupando uma sala no Edise.

Em paralelo, o jurídico do Sindipetro-NF também entrou na justiça com pedido de habeas corpus para esses trabalhadores e de todas as outras plataformas que tem gente da categoria em situação semelhante.

O Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, entrou em contato hoje com a gerência da UN-BC para esclarecer essas situações e encaminhará denuncia aos órgãos cabíveis.

A diretoria do Sindipetro-NF reafirma que durante a greve o contrato de trabalho está suspenso e quem representa os trabalhadores e negocia por eles é o sindicato.

Acompanha as notícias através das redes sociais do NF e da FUP:

Sindipetro-NF

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Divulguem as hastags:

#PetroleirospelaSoberania

#GreveDosPetroleiros

#PetrobrasÉdoBrasil

#FafenResiste

[Via Sindipetro-NF]

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Em carta aberta ao povo brasileiro, os cinco dirigentes sindicais petroleiros que integram a Comissão Permanente de Negociação da FUP falam sobre as motivações para permanecer há mais de uma semana em uma sala dentro da sede da Petrobrás no Rio de Janeiro.

"Mudamos toda nossa vida para uma sala no 4º andar da empresa que ajudamos a construir com paixão e sacrifício",

Eles resaltam a importância da greve nacional da categoria.

"A greve dos petroleiros e petroleiras não é por melhores salários ou por qualquer benefício. (...) Estamos em greve para que a riqueza produzida com nosso suor seja voltada para a educação, saúde e geração de empregos para o povo brasileiro".

Leia a íntegra:

Carta aberta ao povo brasileiro

Aprendemos com a escritora Carolina Maria de Jesus a não gostarmos do mundo como ele é.

Carolina sabia e nós sabemos que é o trabalhador e a trabalhadora que transformam o mundo.

Por isso, mudamos toda nossa vida para uma sala no 4º andar da empresa que ajudamos a construir com paixão e sacrifício, a Petrobrás.

Este ato simboliza a disposição do trabalhador e da trabalhadora em ocupar o espaço que é, na verdade, um pedaço material do seu esforço.

A greve dos petroleiros e petroleiras não é por melhores salários ou por qualquer benefício.

É pela nossa dignidade.

É para que possamos dormir com a tranquilidade de que nossos filhos e filhas tenham uma vida com estabilidade e previsibilidade.

Estamos em greve para que não paguemos mais do que o devido pelo gás de cozinha, por gasolina, diesel e nossa comida.

Estamos em greve para que a riqueza produzida com nosso suor seja voltada para a educação, saúde e geração de empregos para o povo brasileiro.

Sabemos que a liberdade não se constrói sozinha.

Para aqueles que se consideram explorados como nós, fica o convite para somar a este movimento da greve nacional dos petroleiros e petroleiras.

Para que juntos, em comunhão, nosso grito possa ser escutado cada vez mais longe.

Nós, da Comissão Permanente de Negociação, agradecemos ao apoio de todos e todas que se somaram em solidariedade a este movimento de greve.

Agradecemos a água, comida, as palavras e os sonhos que nos nutrem diariamente nesse confinamento de esperança.

Ninguém liberta ninguém. As pessoas se libertam em comunhão.

Em defesa do emprego, do patrimônio nacional e da soberania alimentar e nacional!

Defender a Petrobrás é defender o Brasil!

 

Cibele, Deyvid, Tadeu, Silva e Ademir

COMISSÃO PERMANENTE DE NEGOCIAÇÃO DA FUP

Publicado em Sistema Petrobrás

Petroleiros entrariam para trabalhar e cumprir com a decisão do TST de manter 90% do efetivo em atuação durante a greve. 

Um fato tanto quanto inusitado aconteceu na manhã desta sexta-feira (07) na Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul-PR, e na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR. Os gestores dessas unidades industriais da Petrobrás decidiram fechar os portões e impedir o acesso dos próprios empregados aos respectivos locais de trabalho. 

Os trabalhadores que estavam em greve decidiram cumprir com a decisão liminar do ministro Ives Gandra Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou que 90% dos petroleiros continuem trabalhando durante a greve. 

A decisão atendeu parcialmente ao requerimento da Petrobrás junto ao TST, cuja intenção era que a o Tribunal determinasse a suspensão da greve. Ainda de acordo com a determinação do ministro, os sindicatos que descumprirem a liminar terão que pagar multas que variam entre R$ 250 mil e R$ 500 mil. 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot, quem está descumprindo com a decisão do TST são os gestores das unidades. “Não estão claras quais são as verdadeiras intenções da empresa ao barrar a entrada dos seus próprios trabalhadores, pois o retorno ao trabalho era o principal objetivo do pedido da Petrobrás junto ao TST. Talvez esteja forçando a aplicação de multa ao Sindicato, o que não me parece razoável”, afirmou. 

Em função da postura da empresa, o Sindicato vai tomar as medidas cabíveis para o resguarda da segurança dos trabalhadores, comunidade do entorno das instalações, meio ambiente e equipamentos, bem como o devido cumprimento da legislação vigente e decisões jurídicas recentes. 

:: Assista o vídeo do impedimento do acesso aos trabalhadores da Repar 

[Via Sindipetro-PR/SC]

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Sexta, 07 Fevereiro 2020 17:41

Adesão à greve na Bahia aumenta a cada dia

Na Bahia, a cada dia aumenta o número de petroleiros que, de forma espontânea, aderem à greve nacional da categoria. Tem sido assim na RLAM, PBIO, Temadre e nas unidades da UO-BA.

Em Taquipe, onde há o maior número de trabalhadores da UO-BA – cerca de 1.500 – vem acontecendo mobilizações na porta da unidade desde o inicio da greve, que entra hoje no 7º dia com a adesão de 70 unidades do Sistema Petrobrás mobilizadas em 13 estados.

Todos os dias, em Taquipe, os trabalhadores próprios e terceirizados participam de um bate papo com a diretoria do Sindipetro, retornando em seguida para as suas residências. Gerentes, equipe médica, segurança industrial, patrimonial e equipe ambiental, continuam entrando para trabalhar.

A greve dos petroleiros é contra o descumprindo do Acordo Coletivo de Trabalho e pela suspensão imediata do programa de demissões de 1.000 trabalhadores na FAFEN Paraná.

Direito garantido em lei

A greve é um direito garantido em lei e o movimento paredista dos petroleiros está seguindo todos os trâmites legais que são exigidos nesse caso. Portanto, a greve da categoria é legal e constitucional. Não é abusiva.

É muito importante  que todos se mantenham unidos e não aceitem pressão da gerência. Em caso de qualquer problema, como pressão ou assédio moral, procure um diretor do sindicato.

Após levantamento do quadro nacional de greve, a FUP afirmou que  “em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, proferiu no último dia 04, os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento”.

Rlam

Para aqueles trabalhadores que já  cumpriram sua jornada de trabalho, a orientação do Sindipetro Bahia é que preencha o modelo de solicitação para saída da refinaria, entregue ao seu gerente e envie cópia para  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..  A gerência não pode colocar em risco a vida dos trabalhadores e as instalações da unidade e nem impedir  os trabalhadores de retornar para suas casas após cumprir sua jornada. Não ceda à pressão, pois sua saúde e sua vida é que estão em jogo.

[Via Sindipetro-BA] 

Fonte – Sindipetro Bahia

Publicado em Sistema Petrobrás

Na manhã desta sexta-feira, 7, a categoria petroleira se mobilizou em uma grande manifestação, reunindo cerca de 100 trabalhadores (da estatal e do setor privado) do Rio Grande do Norte, que cominou numa grande assembleia realizada na Estrada do Óleo, que dá acesso à base do S7, no Alto do Rodrigues.

Durante a mobilização, que causou um grande congestionamento, ambulâncias, viaturas policias e caminhões de combustível tiveram acesso facilitado para não haver maiores problemas.

A ação faz parte da greve nacional da categoria que teve início no último dia 1º e já reúne mais 18 mil petroleiros em todo o país, e tem como propósito barrar o descumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho pela Companhia, denunciar a demissão e transferência de trabalhadores, próprios e contratados, além de impedir o desmonte e venda de ativos em todo o Sistema Petrobrás.

Até o momento a FUP e Sindicatos mobilizam 69 bases operacionais, em 13 estados em áreas operacionais e administrativas. As atividades estão acontecendo em 27 plataformas; 11 refinarias; 14 terminais; 7 campos terrestres; 4 termelétricas; 2 UTGC; 1 usina de biocombustível; 1 fábrica de fertilizantes; 1 fábrica de lubrificantes e uma fábrica de xisto.

Chamada

Na parte da tarde, mais precisamente às 16h, o SINDIPETRO-RN realizará uma assembleia com os trabalhadores na base administrativa de Natal. Nela serão repassados os informes sobre como está o movimento à nível nacional, e como tem sido a participação da categoria no Rio Grande do Norte.

 [Via Sindipetro-RN]

Publicado em Sistema Petrobrás

[Atualizado às 19h55]

Os petroleiros completam uma semana em greve nesta sexta-feira,07, com adesão da categoria em todo o país. Já chega a 89 o número de unidades do Sistema Petrobrás mobilizadas em 13 estados.

Os trabalhadores lutam pela suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e pelo cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, proferiu no último dia 04, os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento.

Desde o início, a FUP e seus sindicatos têm cumprido todos os procedimentos legais em relação à greve, tanto no que diz respeito à busca de interlocução com a Petrobrás, quanto no atendimento das necessidades essenciais da população.

Em atendimento à determinação do ministro do TST, as entidades sindicais enviaram na quarta-feira, 05, ofícios à Petrobrás solicitando informações sobre quantidade de produto necessária para o atendimento da necessidade inadiável da população, bem como número de trabalhadores para o cumprimento das cotas de produção. A FUP e seus sindicatos também questionaram a empresa sobre quantos trabalhadores são necessários para completar o efetivo de 90% determinado pelo ministro do TST.

A gestão da Petrobrás, no entanto, até hoje não forneceu essas informações e continua se negando a negociar com a Comissão Permanente da FUP, que está há oito dias dentro do edifício sede da empresa, cobrando a abertura de um canal de diálogo para buscar o atendimento das reivindicações dos trabalhadores em greve.

Quem está descumprindo a liminar do ministro Ives Gandra, portanto, é a gestão da Petrobrás.  Veja o vídeo de Deyvid Bacelar, integrante da Comissão Permanente de Negociação da FUP:

Quadro nacional da greve dos petroleiros nesta sexta – 07/02

38 plataformas

11 refinarias

17 terminais

7 campos terrestres

5 termelétricas

3 UTGC (processamento de gás)  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 fábrica de xisto

1 complexo petroquímico

3 bases administrativas

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61, polo de produção terrestre em São Mateus

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas - 27 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas - 02

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Fábrica de Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré, Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

 [FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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