A ação do SINDIPETRO-RN, intitulada de "Gás de Cozinha a Preço Justo", foi realizada na manhã desta sexta-feira, 14, em frente à base administrativa da Petrobrás, em Natal. A atividade cumpriu um papel social importante e obteve grande atenção da população e da imprensa para a pauta da categoria petroleira, que se encontra em greve nacional desde o dia 1º de fevereiro.

Na ação o Sindicato dos Petroleiros do RN subsidiou 300 unidades de botijões de gás, sendo repassados para venda no valor de R$40,00 cada. O equivalente à metade do preço cobrado atualmente na região.

Essa iniciativa também foi realizada em outros estados, pelos demais sindicatos da Federação Única dos Petroleiros (FUP), com sucesso, e busca chamar atenção da sociedade sobre a política de preço dos combustíveis e do gás de cozinha.

Além disso, foi uma boa oportunidade para explicar a sociedade e obter apoio na luta dos petroleiros pela retomada dos investimentos da Petrobras no Rio Grande do Norte, contra o desmonte e venda da estatal, as transferências de trabalhadores e o descumprimento de ACT pela Petrobrás.

[Sindipetro-RN/Fotos: Arthur Varela]

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Os petroleiros e petroleiras do Norte Fluminense participam hoje do 14º dia da greve nacional da categoria com ampliação das adesões, panfletagens, presença nas bases e caminhada. No Rio, continua a ocupação de uma sala da gerência de Recursos Humanos da Petrobrás, no edifício sede da empresa (Edise).

A adesão foi ampliada na manhã de hoje na Bacia de Campos com o corte de rendição feito pelos petroleiros de PNA1. Com mais esta unidade, chega a 35 o número de plataformas que estão participando do movimento — 28 com a operação entregue à Petrobrás e 07 com corte de rendição.

O Sindipetro-NF fez um chamado à unidade da categoria, para que as plataformas que restam sem fazer a adesão entrem para a greve. Na Bacia de Campos, apenas quatro unidades (PRA-1, P-08, P-54 e P-65) ainda não aderiram ao movimento.

Em Campos, no início da manhã, foram realizadas panfletagens em pontos de grande concentração popular, como o Calçadão, a Rodoviária Roberto Silveira e o Mercado Municipal, com distribuição do jornal Brasil de Fato. A publicação destaca a denúncia de que as riquezas brasileiras estão sendo entregues, comprometendo a soberania do País.

No Parque de Tubos, em Macaé, houve trabalho de convencimento pela adesão à greve. Também foi grande a presença do sindicato na base de Imbetiba — que concentra grevistas que sairão, no início desta tarde, em caminhada até  a Praça Veríssimo de melo.

Iniciada em  1º de fevereiro, a greve dos petroleiros já é uma das maiores da história da categoria, que protesta contra as demissões de cerca de mil trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, contra o desmonte da companhia e contra a política de preços dos combustíveis que penaliza a população. 

[Foto: Petroleiros concentrados na manhã de hoje na base de Imbetiba / Elisângela Martins – Imprensa do NF]

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O Sindipetro-NF solicita a todos os petroleiros e petroleiras que relatem, com o máximo de comprovações, situações de assédio de gerentes. O sindicato está ciente de alguns casos de abordagens indevidas de chefes que coagem empregados a trabalharem durante a greve. A entidade vai denunciá-los em todas as instâncias possíveis, com amparo na Lei de Greve, no Código Penal, na Lei Trabalhista e no próprio Código de Ética da Petrobrás. Os relatos podem ser enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

A Lei de Greve, em seu artigo 6º parágrafo 2º, assegura que “é vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento”.

O Código Penal, em seu artigo 147º, prevê que é passível de pena “ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”, com pena prevista de “detenção, de um a seis meses, ou multa”.

Na Lei Trabalhista, o assediador pode ser enquadrado, como prevê o artigo 203º, por “frustrar, mediante fraude ou violência, direito assegurado pela legislação do trabalho”, com pena de “detenção de um ano a dois anos, e multa, além da pena correspondente à violência”.

E o próprio instrumento interno da Petrobrás, o Código de Ética, prevê, em seu item 2.5, que a empresa deve “reconhecer o direito de livre associação e seus empregados, respeitar e valorizar sua participação em sindicatos e não praticar qualquer tipo de discriminação negativa com relação a seus empregados sindicalizados”.

O Código de Ética da Petrobrás registra ainda, no item 2.6, que a companhia deve “buscar a permanente conciliação de interesses e realização de direitos, por meio de canais institucionais de negociação, no seu relacionamento com as entidades sindicais representativas dos empregados”.

O sindicato lembra que, durante um movimento de greve, as hierarquias estão suspensas entre chefes e empregados, e toda forma de negociação envolvendo o conflito deve se dar entre os gestores da empresa e os sindicatos, não cabendo nenhuma abordagem individual, coação ou assédio, como os que vêm ocorrendo — com os nomes dos gerentes já conhecidos pela entidade.

[Sindipetro-NF]

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Emanuel Menezes, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirmou que as distribuidoras receberam ordem para boicotar a venda

A ação que venderia gás de cozinha a R$ 40 nesta sexta, 14, em Fortaleza, sofreu boicote e não chegou a acontecer no local combinado. Às 8h30min, horário marcado para o início da ação, 200 pessoas já haviam feito cadastro prévio. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) pagariam a diferença de valor para as famílias.

"O cadastro é feito na União de Jovens do Vicente Pinzón. Leva documento e ganha senha no local. São 200 botijões, divididos entre comunidades do Serviluz, Castelo Encantado e Vicente Pinzón, onde essa associação atende", explica Wederson Nascimento, integrante da Associação de Moradores do Serviluz. Segundo ele, o número de botijões subiu de 150 para 200 devido parceria entre a associação e o Sindipetro.

No entanto, durante o evento, o vice-presidente da Associação, Márcio Lima, recebeu a notícia de que as distribuidoras não estavam permitindo que os caminhões saíssem para entregar os botijões.

“Recebemos um chamado por conta de um caminhão quebrado e, chegando lá, foi informado o real motivo: as distribuidoras receberam ordens, não se sabe de quem, de boicotar a venda para esse ato”, completa Emanuel Menezes, diretor da FUP no Ceará.

Insatisfeito com a situação, João Paulo, um dos moradores cadastrados, lamentou o boicote. Ele já fazia planos com o dinheiro que economizaria. “Ficamos felizes, porque ia ser uma ajuda para nós. Já é um gasto a menos na feira da gente”, conta. Ele estava no momento que a má notícia chegou: “É uma vergonha o que estamos passando. É o efeito Bolsonaro, que quer privatizar tudo. Só sobra para nós pobres”, desabafa.

A fim de tentar amenizar a situação, os moradores das três comunidades cadastradas - Serviluz, Castelo Encantado e Vicente Pinzón - foram direcionados para a associação, onde vão receber, a partir das 13h, metade do valor de um gás de cozinha (R$ 40) para completar com o dinheiro que já tinham e conseguirem comprar o produto.

Segundo diretor da FUP, essa é uma forma do “povo não sair prejudicado”. “O sindicato vai manter um subsídio em dinheiro para que as famílias que se cadastraram não ficarem no prejuízo”, complementa. Ao O POVO, Emanuel contou que a ação nacional ainda não havia recebido notícias de boicote. O caso do Ceará foi a primeira.

[Jornal O povo]

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Na Recap, em Mauá, Unificado dialogou com trabalhadores no início da amanhã e alertou que não há garantia de emprego para quem fura greve

Dirigentes do Unificado realizaram mobilização na portaria da Recap nesta sexta

Um dia após o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, indicar em entrevista a venda de oito refinarias, os dirigentes da regional de Mauá do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo realizaram pela manhã uma manifestação na Refinaria Capuava (Recap).

Os trabalhadores terceirizados, a maioria dos que ainda não aderiram à greve que chega nesta sexta-feira (14) ao 14º dia, eram recepcionados no estacionamento da portaria três por um grupo de dirigentes que falavam sobre a importância de aderir ao movimento grevista.

Sob um sol intenso que deu as caras nas primeiras horas da manhã, os sindicalistas convocavam os trabalhadores que passavam em seus carros a lutarem pela continuidade da empresa e alertavam que a distância em relação à mobilização não oferece qualquer garantia de emprego, conforme apontou o diretor do Unificado, Auzelio Alves.

“Se privatizarem o sistema Petrobrás, essa planta não existirá, não se iludam. Haverá hibernação, porque é isso que tem acontecido com os estaleiros e neste momento a única saída que temos é fazer a defesa da empresa que ajudamos a construir”, apontou.

Dia D
A paralisação que começou no dia 1º tem como objetivo central a manutenção do emprego de mil trabalhadores da Fabrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) que já receberam em suas casas telegramas da Petrobrás para que realizassem hoje o processo demissional.

O técnico de operação Lair Nunes, há 35 anos funcionário da Recap, ressaltou que a luta em defesa da Fafen travada pelos verdadeiros nacionalistas do país é um símbolo de resistência contra a entrega do patrimônio brasileiro.

Dirigentes orientam trabalhar sobre local de entrada na Recap

“Nossos direitos estão sendo cassados, estão entregando a empresa e como trabalhador, cidadão e pai de família não posso aceitar isso. O último ministro Civil deste governo caiu ontem, o golpe está dado, os militares estão aí e só falta fechar o Congresso. Eles vieram para acabar com a educação, porque um povo sem ensino não questiona, fecharam questão com os empresários para retirar direitos trabalhistas com o objetivo de aumentar a margem de lucro. E não podemos ser mais uma vez aqueles que pagam a conta”, disse.

Diretor de base do Unificado Caue de Oliveira analisa que a postura truculenta da direção da Petrobrás, negando-se a dialogar, é parte de uma estratégia que não poupa esforços para liquidar a maior estatal do país.

“A planta de Araucária está fechando, há um processo de desinvestimento que já vem há algum tempo e não estamos vendo perspectivas de melhora com essa política. A Petrobrás está perdendo todas as suas subsidiárias, saindo de vários ramos, vendendo patentes e estamos há 14 dias parando e conversando com os trabalhadores para que estejam atentos a essa realidade”, afirmou.

Entre os trabalhadores, assim como para a população, ele acredita que a dificuldade é furar a bolha da contra-informação vendida pela empresa e apoiada pela grande mídia.

“Há um grupo de companheiros aqui dentro que está disposto a arriscar tudo por solidariedade e outro que acha que é bom o que a companhia está fazendo, acha que está certo, mesmo sem entender os motivos, apenas optando por não entrar na greve ou manter uma continuidade operacional. A dificuldade é fazer chegar à população, inclusive a quem trabalha aqui, os pontos pelos quais estamos lutando. Porque aí estaremos todos do mesmo lado”, defende.

[Sindipetro SP/Por Luiz Carvalho]

Resistência. Essa palavra define os cerca de 20 mil  petroleiros de 113 unidades do Sistema Petrobrás que  entram  nessa sexta-feira (14) no 14º dia de greve.

 A maioria da categoria tem demonstrado dignidade, companheirismo e empatia desde o inicio do movimento paredista.

 

Mas, infelizmente, há aqueles – uma minoria – que não têm consciência de classe e agem como os antigos  “capitães do mato”.

 Conhecidos como fura-greves e pelegos, alguns têm ultrapassado todo o limite razoável, se submetendo a situações vexatórias para agradar ao patrão.

 Na área da UO-BA, em Taquipe, trabalhadores tentaram atravessar o Rio Pojuca de carro para acessar a unidade. Outro se embrenhou pelo mato em busca de uma entrada alternativa. Por quê não tentaram entrar pelo acesso principal ? Simplesmente porque não têm coragem de encarar os colegas que permanecem em frente à unidade. Além de pelegos, são medrosos.

 Na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), um pelego se escondeu na mala de um carro para tentar furar a greve. Outro se trancou no sanitário do ônibus. Quanta falta de dignidade! Que mau  exemplo estão dando para seus filhos e família.

 Há também aqueles que se submetem a sair de casa de madrugada em carros pequenos ou ônibus, transitar por estradas alternativas, sem segurança, para entrar nas unidades sem precisar encarar o seu colega de trabalho que está em greve defendendo os direitos de toda categoria.

 É inadmissível que ainda existam trabalhadores na Petrobras que não tenham percebido o que está acontecendo e insistam em furar uma greve legítima, legal e necessária, pois acontece em um momento em que a categoria petroleira está sendo desmantelada, perdendo seus direitos e vendo a Petrobras caminhando a passos largos para a privatização.

Hoje são os companheiros da FAFEN Paraná que estão sendo demitidos, amanhã pode ser você. Se permitirmos que a atual gestão da Petrobrás  descumpra o ACT sem que haja nenhuma reação da categoria, pode se preparar para assinar a sua rescisão de trabalho, pois as demissões em massa vão continuar.

 A vida não é um vale tudo. O desprezo dos colegas é o legado dos pelegos na história da classe trabalhadora.

 [Sindipetro Bahia | Foto: Gibran Mendes/CUT-PR]

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No início da manhã desta sexta-feira (14), cerca de 200 trabalhadores realizaram um ato em frente à Portaria Sul da Refinaria de Paulínia (Replan), para reafirmarem o compromisso com a greve nacional dos petroleiros que está no seu 14º dia. Localizada no município de Paulínia, no interior de São Paulo, a refinaria é a maior do Sistema Petrobrás.

Uiram Kopcak, de 44 anos, foi um dos que se somaram a atividade. Há 13 anos na empresa, o engenheiro de processamento, atualmente no setor de comercialização, discorda da política da atual direção da empresa que visa fracionamento e venda da companhia.

“Não é bom para ninguém o caminho que a empresa está tomando. Nem para os trabalhadores, nem para a população brasileira, nem para os acionistas. Apenas para os rentistas do mercado de curto prazo. Hoje, os bancos estão com lucros bilionários e o resto do país estagnado. Quem vai ganhar dinheiro com o desmembramento da Petrobrás? Apenas o capital financeiro. O setor industrial vai ser liquidado”, opina o petroleiro.

Kopcak também lamentou a falta de diálogo com a empresa e frisou que os trabalhadores, desde o início da paralisação, mostram-se dispostos a abrir um canal de negociação. “Nós não gostamos de fazer greve, mas fazemos pelo bem do país e dos trabalhadores. Estamos totalmente abertos a negociação, mas não aceitamos essas demissões”, afirma Kopcak.

As demissões citadas pelo engenheiro são referentes aos mil trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que teve fechamento anunciado pela Petrobrás. A medida, entretanto, fere o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que estabelece prévia negociação com as categorias dos trabalhadores no caso de demissão em massa.

Não basta resistir

Outro petroleiro presente na atividade foi Antônio Jesus Alencar Ferreira, de 71 anos, conhecido como Alencar. Durante a histórica greve de 1983, ainda sob a ditadura militar, o então sindicalista foi caçado pelo governo. Apenas cinco anos depois, com a Constituinte de 1988, Alencar e outros 140 trabalhadores ganharam a anistia política.

Alencar foi caçado em 1983 devido à histórica greve dos petroleiros. Foto: Eric Gonçalves

Com tanta experiência de enfrentamento, Alencar se orgulha da nova geração colocar a categoria novamente na vanguarda política: “Quando toda a esquerda, inclusive os partidos políticos, estão na lógica de ‘precisamos só resistir’, nós partimos para a reação. Estamos sendo protagonistas dentro desse contexto político que impera ‘resistência pacífica’”, avalia.

Apesar de afirmar que a conjuntura política é delicada e apresenta elementos sem precedentes, o aposentado enxerga na luta a única saída para sair dessa encruzilhada. “Vamos esperar sermos massacrados para agir? A luta é dura e pesada, tanto é que eu luto até hoje pelos meus direitos. Mas só é possível obter conquistas por meio da luta. Se não fizermos isso, nós vamos voltar pra condição de escravos. Condição que, por sinal, nós só saímos com muita luta. Por isso é que a luta vale a pena”, recorda Alencar.

Criminalização sem precedentes

Ao mesmo tempo que a categoria já avalia a porcentagem de adesão da base de trabalhadores como histórica, as medidas tomadas pelo judiciário se mostram sem precedentes. Essa é a opinião de Márcio Gonzaga Cardoso, de 56 anos, aposentado em dezembro do ano passado. O operador de petróleo da unidade de destilação entrou na Petrobrás em julho de 1983, justamente após a greve que caçou o emprego de Alencar.

De acordo com petroleiros, esta criminalização do judiciário não tem precedentes na categoria. Foto: Eric Gonçalves

“Eu diria que desta vez particular, da criminalização do judiciário em relação a greve, não há precedentes. Eu era diretor do sindicato na greve de 1995 e aí também houve um massacre muito grande. Naquele momento, a mídia utilizou uma estratégia diferente, porque ela arrebentou com a gente desde o primeiro momento. Mas essas últimas decisões do Tribunal Superior do Trabalho [TST] praticamente impedem o direito à greve”, pondera Cardoso.

O petroleiro se refere às decisões do ministro do TST, Ives Gandra. Em uma delas, ele aprovou medida cautelar que obriga a manutenção de 90% do efetivo de trabalhadores nas unidades da Petrobrás, sob pena de multa diária de R$ 500 mil aos sindicatos caso a decisão seja descumprida.

“O governo Bolsonaro tem um caráter fascista e autoritário. E vai além de um modelo neoliberal, com o Fernando Henrique Cardoso. Na verdade, é um governo ultraliberal. Ele quer acabar com tudo do que é do Estado. Mais do que direitos dos trabalhadores, mais do que atacar nossas garantias, esse governo quer acabar com a própria organização sindical. E é por isso que nós precisamos e estamos resistindo”, explica Cardoso.

Atos semelhantes estão ocorrendo por todo o país. De acordo com informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP), 113 bases do Sistema Petrobrás já aderiram à greve, com aproximadamente 20 mil petroleiros mobilizados.

[Sindipetro-SP | Por Guilherme Weimann]

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Nesta sexta-feira, 14, quando os petroleiros completam 14 dias em greve nacional em todo o Sistema Petrobrás, os sindicatos da FUP realizaram atos em várias unidades da empresa exigindo a suspensão imediata das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

Pelo menos 144 trabalhadores da fábrica já receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária, onde seriam feitas a partir de hoje as rescisões dos contratos de emprego, o que viola o Acordo Coletivo de Trabalho.

Acampados há 25 dias em frente à Fafen, petroleiros e petroquímicos realizaram pela manhã um grande ato, denunciando mais essa arbitrariedade da gestão da Petrobrás. Os trabalhadores queimaram os telegramas com os comunicados de demissão.

Houve também protestos por todo o país, nas refinarias e em outras unidades que estão em greve.

A adesão dos trabalhadores ao movimento cresce diariamente e já mobiliza 116 unidades, em 13 estados do país.

Na tarde de quinta-feira, 13, os trabalhadores da P-57, plataforma do pré-sal que opera na Bacia do Espírito Santo, desembarcaram e se somaram à paralisação.

Na Bacia de Campos, mais duas plataformas também aderiram à greve: PNA-1 e a P-40. Já são 35 de um total de 39 plataformas da região que estão na luta para reverter as demissões na Fafen-PR.

FUP busca o diálogo, mas Petrobrás insiste no confronto

Em mais uma tentativa de abrir o diálogo com a gestão da Petrobrás, que resiste em negociar com as representações sindicais desde antes da greve, a FUP protocolou na quinta-feira (13) uma petição direcionada ao ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). No documento, os petroleiros reforçam a disposição de buscar uma solução para o impasse, desde que a Petrobras suspenda imediatamente as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas contra os trabalhadores e que levaram a categoria à greve.

“Com intransigência e demissões, a greve continuará crescendo e se fortalecendo. Entendemos que o papel da justiça do trabalho é preservar direitos e impedir o retrocesso social. Sempre estivemos abertos à negociação. Quem não quer negociar é a gestão da Petrobrás”, avisa o diretor da FUP, Deyvid Bacelar, um dos integrantes da Comissão Permanente de Negociação.

Pontos apresentados pela FUP na petição:

> Suspensão imediata das demissões na FAFEN-PR

> Cancelamento da nova tabela de turno que foi imposta pela gestão aos trabalhadores das unidades operacionais

> Restabelecimento das negociações para solução dos pontos do Acordo Coletivo que estão sendo descumpridos pela empresa

Comissão da FUP está há 15 dias no Edise 

No dia 31 de janeiro, véspera do início da greve dos petroleiros, cinco dirigentes sindicais se reuniram com a gestão de Recursos Humanos da Petrobrás em mais uma tentativa de reverter as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais que contrariam o Acordo Coletivo de Trabalho. Desde então, os representantes da FUP aguardam dentro da sede da empresa uma resposta da gestão.

Já estão há 15 dias na mesma sala de reunião, resistindo às inúmeras tentativas de expulsão por parte da direção da Petrobrás, enfrentando dificuldades físicas e emocionais, na tentativa de abrir um canal de negociação com a empresa. 

Na noite de quinta-feira, 13, o diretor da FUP, José Genivaldo Silva, 58 anos, um dos cinco integrantes desta Comissão Permanente de Negociação, sofreu uma crise de hipertensão e teve que buscar ajuda médica fora do prédio. Sua pressão arterial chegou a 20 x 10, mesmo sob medicação. Ele está em observação médica e sua pressão já está controlada. A Comissão da FUP prossegue no Edise, com 4 integrantes.

Quadro nacional da greve – 14/02

56 plataformas

11 refinarias

23 terminais

7 campos terrestres

7 termelétricas

3 UTGs  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

2 unidades industriais

3 bases administrativas

A greve em cada estado

Amazonas

Termelétrica de Jaraqui

Termelétrica de Tambaqui

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Rio Grande do Norte

Plataformas – PUB-2 e PUB-3

Ativo Industrial de Guamaré (AIG)

Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

Terminal de Candeias

Terminal de Catu

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Plataforma FPSO-57 e FPSO-58

Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas – PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de São Caetano do Sul

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas (04) - Mexilhão, P66, P67 e P69

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Terminal de Pilões

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

[FUP / Foto: Gibran Mendes/CUT-PR]

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Os trabalhadores e trabalhadoras da Petrobras encontram-se em greve nacional em mais de 90 unidades em 13 estados. A greve é um enfrentamento contra o fechamento, privatização e a entrega das refinarias, fábricas de fertilizantes, distribuidoras de combustíveis e unidades de produção de petróleo para o controle das empresas petroleiras estrangeiras.

Se esta política de destruição, e pilhagem estrangeira, não for derrotada trará como consequência ao povo que trabalha novos aumentos e explosão nos preços dos derivados do petróleo como gás de cozinha, gasolina, diesel, alimentos.

Depende da vitória da greve dos petroleiros para que as gigantescas reservas de petróleo em território brasileiro (pré-sal), que chega ao ranking de terceira maior reserva do mundo, não seja transferida para a ganância e controle das petroleiras internacionais.

Depende da vitória da greve dos petroleiros para que parte do lucro e da extraordinária riqueza ali gerada possa ser destinada para saúde, educação, empregos e direitos, como está garantido na Lei de Partilha do lucro do petróleo. Se esta lei for substituída pela lei de concessões, como exigem as petroleiras privadas, perderá o povo brasileiro.

Depende da vitória da greve dos petroleiros para que os milhares de trabalhadores ameaçados de demissão e para que os que já foram demitidos sigam com seus postos de trabalho.

A greve é uma luta de todos e todas.

É uma luta da classe trabalhadora contra o governo Bolsonaro e sua política de subordinação ao capital internacional que quer pilhar nossas riquezas e nosso patrimônio às custas da exploração sobre o povo brasileiro.

Parcelas do Judiciário já tem demonstrado a sua parcialidade na defesa da política do governo Bolsonaro quando tenta inviabilizar a greve em curso. A grande mídia tenta isolar e esconder o crescimento da greve.

Compreendemos, portanto, que é uma tarefa prioritária que as forças democráticas, populares e que defendem o Brasil, saiam em defesa e solidariedade da greve.

Precisamos que o povo saiba o que está em risco com essa política de desmanche da Petrobras. E que o conjunto da sociedade saiba que existem organizações que estão se levantando contra isso.

Depende da nossa solidariedade e do envolvimento direto dos trabalhadores e trabalhadores do campo e da cidade para aumentar a luta e conquistar a vitória da greve dos petroleiros.

Todo apoio à greve nacional dos petroleiros.

Em defesa da Soberania e dos Direitos.

Somos a Consulta Popular!
12 de fevereiro de 2020

Publicado em Movimentos Sociais

Os petroleiros da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados - FAFEN-PR começaram a receber em suas casas telegramas da Petrobrás para comparecerem nesta sexta-feira (14) em local determinado pela empresa para efetivarem suas demissões. A empresa enviou carta, inclusive, para trabalhadores afastados por doença ou em tratamentos de câncer, sem qualquer cuidado com o ser humano e sua família. Até o momento são 144 trabalhadores comunicados. 

Mais uma vez a empresa insiste em descumprir o Acordo Coletivo de Trabalho, quando não realiza as homologações no Sindicato dos Químicos do Paraná – Sindiquímica-PR.

Além da dispensa coletiva, a empresa não pagou o adiantamento dos petroleiros da FAFEN-PR no dia 10. Em contrapartida está distribuindo cheques de R$3 mil por dia à trabalhadores que permanecerem em seus postos de trabalho, além do adiantamento do Prêmio por Performance (PPP 2019), na tentativa de enfraquecer a greve.

É assim que a empresa tem enxergado os trabalhadores e trabalhadoras de todo o Sistema, como nada. Completamente descartáveis. E é por isto que a FUP e seus sindicatos vêm lutando, para que todos os trabalhadores e trabalhadores sejam respeitados como pessoas.

Nossa greve está cada dia maior. Quanto mais a direção da Petrobras aposta no conflito, criminalizando a greve dos petroleiros, mentindo para o judiciário e recusando-se a negociar com a FUP, mais a categoria fortalece o movimento nas bases. Nesta quinta-feira, 13, somamos 113 unidades na greve, em 13 estados do país, com mais de 20 mil petroleiros mobilizados.

53 plataformas, 23 terminais, 11 refinarias e mais 23 outras unidades operacionais e 3 bases administrativas na greve, em todo o Sistema Petrobrás.

Já são 24 dias de resistência no Paraná, 14 dias ocupando o EDISE a espera de uma negociação, 13 dias de greve, 10 dias de vigília no centro do Rio. Vamos em frente!

Federação Única dos Petroleiros

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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