O diretor da FUP e do Sindipetro Unificado-SP, Arthur Bob Ragusa, e petroleiro da Replan, registrou na manhã de quarta-feira (27), na Delegacia de Paulínia, um boletim de ocorrência de tentativa de lesão corporal contra uma advogada da Petrobrás. A mulher, de 54 anos, tentou atropelar o dirigente na terça-feira (26), durante ato pacífico do Sindicato, que acontecia na entrada da refinaria. A ação foi filmada pela assessoria de comunicação do Sindicato.

Bob discursava aos trabalhadores em frente ao portão de acesso de veículos, na Portaria Sul da Replan, quando foi surpreendido por um carro Troller que forçou a entrada na empresa de forma truculenta. Ao invés de parar, a advogada jogou o veículo em cima do diretor. A ação violenta foi testemunhada por dezenas de trabalhadores, diretores do Sindicato, pela vigilância da refinaria e por policiais militares, que acompanhavam de perto a mobilização dos petroleiros.

Durante o movimento da categoria, realizado de segunda (25) a quarta-feira (27), os dirigentes do Sindicato se posicionaram na frente do portão de entrada de veículos, pois a estratégia era parar os ônibus fretados para conversar com os trabalhadores. O acesso de carros estava liberado em outra portaria, a Norte.

É importante esclarecer que toda a sistemática da mobilização na frente da refinaria foi combinada entre Sindicato, Petrobrás e Polícia Militar, que encontrava-se no local, para garantir a segurança.

O Sindicato espera uma retratação da advogada, diante da falta de discernimento por ela demonstrada, já que não havia motivo para uma ação truculenta. O dirigente se manifestava tranquilamente, no ato que transcorria de forma pacífica, na frente da refinaria.

[Via Sindipetro Unificado SP]

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Sexta-feira (29/11), no Posto Petrobrás Petro Chile (na esquina da Rua Chile com a Avenida Marechal Floriano Peixoto, em Curitiba), a partir das 9h, o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina vai distribuir mil cupons de descontos no valor de R$ 20 para os motoristas abastecerem gasolina ou diesel (limitado a um cupom por veículo). 

O desconto equivale a R$ 1,00 por litro de gasolina, totalizando R$ 20 de desconto para uma cota de 20 litros. A ação também vale para abastecimento de diesel. 

No Espírito Santo, também haverá distribuição de combustíveis a preços justos nesta sexta. Em São Mateus, o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo patrocinará descontos de R$ 40,00 para os 100 primeiros motoristas que abastecerem seus veículos com gasolina ou diesel.

A ação será realizada durante a tarde no Posto Damiani Forno Velho, na Rodovia Othovarino Duarte Santos. Os petroleiros irão subsidiar 20 litros do produto por consumidor. Para cada litro da gasolina, o desconto será de R$ 2,00. No caso do diesel, o consumidor pagará R$ 1,00 a menos por litro.

Você recebe em real, mas paga em dólar! 

A defesa de preços justos para os derivados de petróleo está diretamente ligada à luta da FUP e de seus sindicatos por uma Petrobrás pública e indutora do desenvolvimento nacional.

A gasolina, o diesel e o gás de cozinha são cobrados do povo com base na cotação do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. 

É isso mesmo, você recebe em real, mas o governo te cobra pelos combustíveis em dólar. Mesmo o Brasil tendo petróleo, refinarias e podendo praticar preços justos aos brasileiros. 

Na quarta-feira, 27, os sindicatos da FUP já haviam realizado ações semelhantes, denunciando para a sociedade os prejuízos da política de privatização da Petrobras. 

Serviço

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Mobilização dos Petroleiros por preço justo dos combustíveis aos brasileiros

Data: 29 de novembro (sexta-feira)

CURITIBA

Local: Posto Petrobrás Petro Chile (na esquina da Rua Chile com a Avenida Marechal Floriano Peixoto - Curitiba-PR)

Hora: 9h às 18h ou enquanto durar os cupons.

SÃO MATEUS

Dia 29 de novembro (sexta-feira)

Local: Posto Damiani Forno Velho

Rodovia Othovarino Duarte Santos, n° 514, Forno Velho, em São Mateus

Horário: 16h

[Com informações do Sindipetro-PR/SC e do Sindipetro-ES]

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Petroleiros cumpriram seu objetivo de chamar a atenção da população para o desmonte da Petrobrás sem comprometer o abastecimento de combustíveis. Categoria permanece participando e promovendo ações sociais até sexta

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) avalia como positiva a mobilização por tempo determinado que a categoria iniciou nessa segunda-feira (25/11) e que decidiu suspender na manhã desta quarta-feira (27/11). Além de garantir a produção de petróleo e o abastecimento de combustíveis para a população – compromisso assumido e cumprido pelos trabalhadores do setor de petróleo –, o movimento conseguiu chamar a atenção da sociedade para a política de demissões e transferências em massa, de venda de ativos e de reajustes constantes da gasolina e do óleo diesel promovida pela atual gestão da empresa.

A mobilização contou com 26 mil trabalhadores, direta e indiretamente, mais de um terço do atual corpo de funcionários da Petrobrás. As atividades envolveram ações solidárias, como a participação dos petroleiros no Dia Nacional de Doação de Sangue em diversas cidades do País, como Rio de Janeiro, Salvador, Recife, São Paulo e Curitiba, e permanecerão doando sangue até sexta com o mote #petrobrasnaveia.

Na terça, na Reduc, em Duque de Caxias (RJ), os petroleiros distribuíram mil cestas básicas a trabalhadores demitidos do Sistema Petrobrás.

E nesta quarta-feira (27/11), a ação social dos petroleiros promove a venda de 200 botijões de gás de cozinha a preço justo em Campos dos Goytacazes (RJ) e venda subsidiada de gasolina e diesel em Linhares (ES), com preços justos para a população.

A FUP considera como arbitrárias as decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Primeiro, multando a categoria em R$ 2 milhões por dia de mobilização; depois, suspendendo o repasse mensal de recursos à FUP e aos sindicatos filiados à federação e autorizando o bloqueio cautelar das contas das entidades, em resposta a uma liminar da Petrobrás. A última vez em que o TST tomou decisão similar foi em 1995, quando uma greve dos petroleiros afetou o abastecimento de combustíveis do país.

Por outro lado, se as decisões do TST prejudicaram o movimento, também comprovaram a força de mobilização dos petroleiros, avalia o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

“As decisões do TST reforçaram o potencial dos petroleiros, que se mobilizaram e garantiram o abastecimento dos combustíveis, que foram para as ruas em ações sociais. Nossa mobilização mostrou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, desconhece a legislação brasileira que dá direito de greve a todos os trabalhadores do País e desconhece a real situação da Petrobrás, que vem sofrendo com corte de pessoal e com a venda de ativos”, afirma Rangel.

A FUP ainda condena a postura antidemocrática contra a mobilização dos trabalhadores do setor de petróleo, como a registrada na manhã desta terça-feira em Campos dos Goytacazes. Policiais intimidaram petroleiros, impedindo-os de exercer seu direito de livre manifestação.

Além das demissões e transferências em massa, da venda de ativos e de uma política de preços dos combustíveis que penaliza a população exercida pela atual gestão da Petrobrás, a FUP reitera que a companhia está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foi mediado pelo próprio TST. A diretoria da empresa incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, o que fere as cláusulas do ACT e podem atingir diretamente os interesses da sociedade, por aumentar o desemprego, colocar o meio ambiente em risco ao precarizar o trabalho, o trabalhador e as condições em que atuam.

Rio de Janeiro, 27 de novembro de 2019


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


Federação Única dos Petroleiros - FUP

 

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Após avaliação conjunta com os sindicatos, a FUP indica a suspensão da greve na Petrobrás e a continuidade das ações solidárias que os petroleiros estão realizando desde segunda-feira, 25, para denunciar as demissões em massa e o aumento da insegurança. Na contramão de outras petrolíferas, a empresa vem reduzindo drasticamente os seus efetivos. Nos últimos anos, 270 mil postos de trabalho próprios e terceirizados foram fechados.

A greve alertou a sociedade para a precarização das condições de trabalho e os riscos de acidentes que orbitam em torno do desmonte da Petrobrás. Ficou provada a incapacidade da gestão em negociar com as representações sindicais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho que são estruturais para os petroleiros e a empresa, como a discussão dos efetivos e as condições de saúde, meio ambiente e segurança.

De forma irresponsável, a direção da Petrobrás preferiu o confronto e recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) na tentativa de criminalizar o movimento sindical. “A empresa mentiu deslavadamente para o TST, ao afirmar que negociou efetivos com a gente, o que não é verdade”, ressalta o coordenador da FUP, José Maria Rangel, questionando o fato do Tribunal sequer ter tentado ouvir os sindicatos, antes de atender a liminar da Petrobrás que determina o bloqueio arbitrário das contas das entidades e a suspensão do repasse das mensalidades sindicais.

A mão pesada do TST e as ameaças feitas pelos ministros Paulo Guedes (Economia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia) evidenciaram o poder de mobilização dos petroleiros e a potencialidade da categoria no enfrentamento às políticas ultraliberais deste governo. A resistência à privatização deve ser daqui pra frente a pauta principal dos trabalhadores do Sistema Petrobrás. A mobilização desta semana apontou o caminho.

A FUP e seus sindicatos começam agora a construção de uma nova greve. Desta vez, contra a privatização da Petrobrás. “Não assistiremos de braços cruzados ao desmonte que esse governo e a gestão irresponsável de Castello Branco estão impondo à companhia. A Petrobrás é do povo brasileiro e cabe a nós, os trabalhadores da empresa, chamar à luta a sociedade organizada, para que juntos possamos defender esse patrimônio que é de todos nós”, alerta José Maria Rangel.

[FUP]

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Em artigo divulgado nesta terça-feira, 26, o doutor em Direito  do Trabalho e professor da Universidade Federal do Paraná, Wilson Ramos Filho explica as motivações ideológicas por trás da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de "sem nenhuma moderação bloquear as contas correntes dos sindicatos fixando estratosférica multa DIÁRIA de DOIS MILHÕES DE REAIS para impedir a greve dos petroleiros".

Leia a íntegra:

Sinédoque

A Justiça do Trabalho que conhecíamos já não existe. Teve origem e trajetória controversa, primeiro como arbitragem pública obrigatória, no âmbito do Poder Executivo, depois, a partir dos anos 40, como ramo autônomo da jurisdição, já no Poder Judiciário. Passou por fases, umas mais “redistributivistas”, outras mais adequadas à função ambivalente de assegurar a paz social, reprimindo as mobilizações coletivas, ao mesmo tempo que, no plano individual, impunha o cumprimento dos direitos estabelecidos em leis ou em instrumentos normativos.

A JT do terceiro milênio, contudo, experimentou uma alteração significativa. Os concursos públicos a partir do início do corrente século permitiram que um seguimento social identificado com valores individualistas, hedonistas e de direita ocupasse sua estrutura institucional, seja na magistratura, seja em seu pessoal administrativo. Hoje a Direita Concursada é maioria na JT. As aposentadorias dos mais antigos alterou a correlação de forças interna de tal modo que aquela JT que conhecíamos já não existe mais. Remanescem, reconheça-se, juizes e servidores comprometidos com a principiologia do Direito do Trabalho, mas estes constituem minoria que tende a ficar cada vez mais irrelevante numericamente.

Uma das espécies de metonímia, figura de linguagem, a sinédoque consiste na substituição de uma palavra por outra, ampliando ou restringindo o sentido semântico da frase ou da ideia expressada.

Por sinédoque e por apego nostálgico muitos que defendem a heteronormatividade, a atribuição por lei de direitos e deveres às partes em relações de emprego, expressam sua opção axiológica na Defesa da Justiça do Trabalho. Querem, ao defender a JT, expressar a defesa do DT que conhecíamos.

Todavia, o DT depois das reformas trabalhistas decorrentes do golpe de 2016 já não é o mesmo, e a JT que temos já não se pauta pelos mesmos valores que a caracterizavam durante os primeiros sessenta anos de sua existência.

Evidência desta significativa alteração encontra-se desnudada na decisão de Ives Gandra Martins Filho atendendo ao que postulou a PETROBRAS para reprimir e tentar impedir a greve dos petroleiros.


“TutCautAnt - 1000961-35.2019.5.00.0000

Quanto à postulação patronal, acolho-a em parte, com lastro no art. 297 do CPC, para: 1) autorizar a Autora a suspender o repasse mensal às entidades sindicais rés de verbas a elas destinadas, até o limite das multas impostas no presente feito; 2) determinar o bloqueio cautelar das contas das entidades sindicais rés que aderiram à paralisação, no limite de R$2.000.000,00 (dois milhões de reais) a cada dia de prosseguimento do movimento paredista.
Intimem-se as Partes com urgência. Cumpra-se.
Publique-se.

Brasília, 25 de novembro de 2019.
IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO Ministro Relator”


A mesma JT que acolhe, com impudico entusiasmo, a “prevalência do negociado sobre o legislado” decide sem nenhuma moderação bloquear as contas correntes dos sindicatos fixando estratosférica multa DIÁRIA de DOIS MILHÕES DE REAIS para impedir a greve, para obstaculizar a negociação. Essa é a JT que temos.

Apesar disso, e de todo o resto, muitos advogados insistirão na defesa acrítica e incondicional da JT.

O velho Graciliano Ramos, um mestre na utilização das figuras de linguagem, por um de seus personagens, eternizou o “não arriscaria prejudicar a tradição, embora sofresse com ela" (Vidas Secas, p. 76).

Haja sinédoque.

Por Wilson Ramos Filho (Xixo), doutor, professor de Direito do Trabalho (UFPR), autor do livro Direito Capitalista do Trabalho

Publicado em Trabalho

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, reagiu nesta terça-feira (26) à entrevista que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu nos Estados Unidos sugerindo a volta do AI-5 para impedir a radicalização de protestos no Brasil, como os que vêm ocorrendo na Bolívia, no Chile e Equador.

Primeiro, o ministro atacou a greve dos petroleiros, afirmando que, se fosse presidente da Petrobras, demitiria os trabalhadores. A FUP contestou a declaração autoritária do ministro, lembrando a ele que a greve é um direito constitucional (leia aqui a nota).

Na mesma entrevista coletiva, Guedes afirmou "que não é possível se assustar com a ideia de alguém pedir o AI-5 diante de uma possível radicalização dos protestos de rua no Brasil". 

“Em qualquer país do mundo que preza minimamente pela democracia, o ministro Paulo Guedes seria afastado do governo pelo presidente da República”, declarou o presidente da CUT em seus perfis nas redes sociais.

“Por fala semelhante, as centrais sindicais protocolaram, na semana passada, na Câmara dos Deputados, documento pedindo a cassação de Eduardo Bolsonaro, parlamentar que também invocou ‘um novo AI-5”, afirmou Sérgio Nobre.

Ele se refere entrevista que o filho de Bolsonaro deu à jornalista Leda Nagle – gravada no dia 28 e divulgada no dia 31 de outubro - defendendo "um novo AI-5" para conter manifestações de rua como as que estavam ocorrendo no Chile na ocasião. Eduardo também havia afirmado em discurso no plenário da Câmara no dia 29, que a polícia deveria ser acionada em caso de protestos semelhantes e o País poderia ver a "história se repetir".

O Ato Institucional número 5 foi editado em 1968 pela ditadura militar (1964-1985). Determinada entre outras coisas, o fechamento do Congresso Nacional, além de dar ao presidente indicado pelas Forças Armadas poder para cassar mandatos e suspender direitos políticos.

A fala de Guedes é mais uma reação do governo de Jair Bolsonaro as falas do ex-presidente Lula, que desde que foi libertado no dia 8, vem alertando a classe trabalhadora e a sociedade sobre a necessidade de se organizar e ocupar as ruas em protesto contra a política neoliberal do governo. Em onze meses, Bolsonaro e sua equipe não apresentaram uma proposta sequer de desenvolvimento econômico, com distribuição de renda e geração de emprego decente. Por outro lado, já apresentaram várias que tiram direitos sociais e trabalhistas, como a reforma da Previdência, o Plano Mais Brasil e o Programa Verde e Amarelo, que quer taxas os desempregados em 7,5% enquanto tiverem direito ao seguro-desemprego.

Em entrevista ao site Antagonista no último dia 10, Bolsonaro disse que pode se apoiar na Lei de Segurança Nacional contra as declarações de Lula. Os  discursos do ex-presidente podem ser motivo para acionar a Justiça assim que "tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos", disse Bolsonaro de forma confusa, descontextualizada e desconexa, como sempre.

“Temos uma Lei de Segurança Nacional que está aí para ser usada. Alguns acham que os pronunciamentos, as falas desse elemento, que por ora está solto, infringem a lei. Agora, nós acionaremos a Justiça quando tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos”, afirmou Bolsonaro ao Antagonista.

[Com informações da CUT]

Publicado em Economia

Um grupo de petroleiros da Bacia de Campos realizou, na manhã de hoje, um gesto de solidariedade em meio à greve da categoria. Após um ato público no Heliporto do Farol de São Thomé, eles seguiram para o Hemocentro do Hospital Ferreira Machado para doar sangue. A ação tem sido estimulada em todo o País pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e pelos sindicatos filiados, entre eles o Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense).

A categoria petroleira iniciou a greve ontem e tem previsão de seguir mobilizada até esta sexta-feira, 29, na região, inclusive com mais doações de sangue em grupo. Os petroleiros protestam pelo cumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo sobre segurança no trabalho e empregabilidade. As atividades públicas buscam também alertar a sociedade sobre os prejuízos causados pela venda de patrimônios da Petrobras, entre eles estão plataformas da Bacia de Campos.

[Clique aqui para ver o álbum de fotos da doação hoje no hemocentro]

“Estamos aqui mais uma vez dando o sangue pela Petrobras. A gente quer conscientizar a população sobre as lutas que encampamos. O que queremos é que o nosso sangue seja derramado apenas assim, em situações como essa, em um hemocentro, e não nas plataformas de petróleo como têm acontecido”, afirma o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Para a assistente social do Hospital Ferreira Machado, Cristiane Barros, que recepcionou os trabalhadores no hemocentro, a doação dos petroleiros foi importante para contribuir com o estoque de sangue e com a conscientização da população sobre a necessidade de doar.

“Foi uma atitude muito responsável e muito organizada, com criatividade, cartazes, muito boa. Nos ajudou a manter o nosso estoque. Espero que venham mais”, disse a profissional, que informou que o banco de sangue de Campos precisa de 70 doações diárias para manter um bom nível de estoque para atender a população.

[Via Sindipetro-NF |Foto: Luciana Fonseca]

Publicado em Cidadania

A diretoria do Sindipetro Bahia convoca toda a categoria petroleira para participar nessa terça-feira (26), de uma assembleia para que possamos avaliar a greve. A assembleia vai acontecer no Clube 2004, às 19h em primeira convocação e às 19h30 em segunda convocação.

Apesar de ser um direito garantido em lei e do Sindipetro e os demais sindicatos filiados à FUP, estarem cumprindo as determinações legais, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) proferiu nesta segunda (25), à noite, nova decisão em relação à greve dos petroleiros, suspendendo o repasse mensal de recursos à FUP e aos sindicatos filiados à federação, bem como o bloqueio cautelar das contas das entidades e o repasse das mensalidades.

Para a FUP, a decisão do TST de bloquear as contas e os repasses à entidade e aos sindicatos é arbitrária. Afinal, a mobilização, como a entidade fez questão de ressaltar desde a semana passada, não irá  prejudicar a população.

Diante de mais esse ataque ao direito de greve, à autonomia sindical e à liberdade da classe trabalhadora, e devido a mudanças no quadro nacional de greve em outros estados, precisamos avaliar e decidir os próximos passos do nosso movimento.

A participação de todos é muito importante. Façam um esforço e compareçam à assembleia.

[Via Sindipetro BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Os petroleiros seguem mobilizados nesta terça-feira, 26, em várias unidades do Sistema Petrobrás, denunciando as demissões e transferências em massa de trabalhadores, sem negociação com a FUP e os sindicatos, o que fere o Acordo Coletivo de Trabalho e aumenta os riscos de acidentes.

A greve por tempo determinado prossegue até sexta, 29, sem impactos no abastecimento de combustíveis. Ou seja, não afeta a população. Mesmo assim, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) bloqueou as contas da FUP e dos sindicatos e suspendeu o repasse às entidades das mensalidades dos trabalhadores associados. Uma arbitrariedade que fere o direito constitucional de greve e a liberdade de organização sindical.

Os petroleiros, no entanto, não se intimidaram e seguem mobilizados, em diversas unidades. Nesta terça, houve atrasos e paralisações nas seguintes bases: Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA), Refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE), Terminal Aquaviário de Suape (PE), Refinaria de Manaus (Reman/AM), Araucária Nitrogenados (Fafen/PR), Refinaria de Paulínia (Replan/SP), Terminal de Guararema (SP). Transpetro (BA), Campos Terrestres da Bahia (Taquipe, Araças, Candeias, Bálsamo, Buracica), Sede Administrativa da Petrobrás em Salvador (Torre Pituba\EDIBA), Heliporto Farol de São Tomé, em Campos (NF), onde são feitos embarques para plataformas da Bacia de Campos.

Paralelamente à greve, os sindicatos estão realizando audiências públicas denunciando os impactos das privatizações na Petrobrás e participando de diversas ações solidárias, como o fortalecimento da campanha nacional de doação de sangue que ocorre esta semana em todo o país. Nesta terça, foi a vez dos petroleiros do Norte Fluminense, Espirito Santo e Pernambuco intensificarem a doação.

Na Refinaria Duque de Caxias (REDUC), na Baixada Fluminense, os petroleiros distribuíram cestas básicas para os trabalhadores que perderam o emprego nos últimos anos, em função das privatizações e cortes de investimentos da Petrobrás.

O número de trabalhadores próprios da empresa caiu de 86 mil, em 2013, para 63 mil, em 2018. Com os atuais planos de desligamentos que foram lançados unilateralmente pela atual gestão, sem qualquer discussão com a FUP e os sindicatos, mais 10 mil postos de trabalho devem ser extintos (levando em conta as vagas das unidades que estão sendo vendidas e fechadas e dos trabalhadores que estão se aposentando).

Somam-se a estes, os trabalhadores terceirizados das refinarias, fábricas de fertilizantes, sedes administrativas e outras unidades que estão sendo vendidas ou desativadas. Em 2013, a Petrobrás empregava cerca de 360 mil trabalhadores terceirizados. No primeiro trimestre de 2019, esse número já havia caído para 112 mil.


Leia também:

> Sobre direito de greve e os trabalhadores da Petrobrás

> Petroleiros decidem manter mobilização mesmo com nova decisão do TST


[FUP]

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Publicado em Sistema Petrobrás

O ministro da Economia, Paulo Guedes, demonstrou nessa segunda-feira (25/11) desconhecer tanto a legislação que rege o trabalho e o direito à greve no Brasil quanto a atual realidade da Petrobrás.

Ao declarar à imprensa que demitiria grevistas se fosse presidente da Petrobrás, Guedes ignora que a Constituição Federal, em seu artigo 9º, e a Lei no 7.783, de 1989, asseguram o direito de greve a todo trabalhador brasileiro. A greve, portanto, é uma ação legítima, um direito do trabalhador de lutar por melhores condições de trabalho em sua categoria profissional.

Ao tentar deslegitimar o direito de greve dos petroleiros, Guedes ainda falou em estabilidade na Petrobrás. Contudo, levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) feito neste mês mostra que entre 2013 e 2018 a Petrobrás registrou a maior queda no número de trabalhadores entre as grandes petroleiras do mundo. O número de trabalhadores da companhia caiu 26,4%, de 86.108 para 63.361 trabalhadores. No mesmo período temporal, a Total elevou em 5,7% seu quadro profissional, passando de 98.799 para 104.406 trabalhadores. Entre trabalhadores terceirizados o corte de pessoal foi ainda maior: de 360.372 trabalhadores em 2013 para 112.362 no primeiro trimestre deste ano, um corte de 68,8%.

Além de demissões e transferências em massa, a atual gestão da Petrobrás vem promovendo uma política de venda de diversos ativos da companhia que tende a aumentar ainda mais o corte de pessoal da empresa. A consequência disso será o aumento da taxa de desemprego, que ficou em 12,5% no terceiro trimestre, de acordo com o IBGE.

As taxas de desemprego e desocupação são, inclusive, mais uma prova de que o ministro Paulo Guedes está equivocado quando, ao criticar os petroleiros, mencionou uma suposta recuperação da economia brasileira. Ao contrário do que prega Guedes, analistas apontam um crescimento pífio do PIB para 2019, demonstrando assim que não há a recuperação que o ministro diz ocorrer.

Guedes ainda erra ao dizer que os petroleiros estão querendo “extrair ganhos só pela pressão”. A categoria está mobilizada pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e que não está sendo cumprido pela Petrobrás. Ou seja, um direito já garantido pela maior instância da Justiça do Trabalho. Além das demissões e transferências em massa, a diretoria da Petrobrás incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, ações que ferem cláusulas do acordo.

O não cumprimento dessas cláusulas, associada à venda de ativos da Petrobrás, podem atingir diretamente interesses da sociedade, não apenas pelo aumento do desemprego e pelo aumento de riscos ao meio ambiente com a precarização do trabalho, do trabalhador e das condições em que atuam. Além disso, tendem a piorar ainda mais a atual política de preços dos combustíveis adotada pela atual gestão da Petrobrás, alinhada com o mercado internacional, que vem promovendo reajustes constantes e em curtíssimo espaço de tempo da gasolina e do óleo diesel.

Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2019

Federação Única dos Petroleiros


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.