A força da greve histórica dos petroleiros, que já havia garantido no TRT-PR a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen/PR), inclusive as 144 que foram efetivadas no último dia 14, conquistou nesta sexta-feira, 21, as principais reivindicações da categoria.

Em reunião com a Petrobrás, mediada pelo TST, a FUP garantiu a abertura de um canal de negociação com a Petrobrás e a Aruacária Nitrogenados (Ansa), envolvendo também o Sindiquímica-PR, para discutir o plano de hibernação da Fafen e o destino de seus trabalhadores.

Outras violações do Acordo Coletivo que vinham sendo feitas pela gestão da Petrobrás, através de imposições da tabela de turno 3 x 2, do fim do interstício total e da implantação de relógios de ponto nas áreas operacionais, também serão revisadas pela empresa.

Uma nova reunião, mediada pelo TST, será realizada na quinta-feira, 27, para dar sequência à negociação.

Além de garantir os principais pontos da pauta de reivindicações dos petroleiros, que levou a categoria à greve, a reunião desta sexta fez a gestão da Petrobrás negociar os dias parados e cancelar as mais de mil advertências aplicadas contra os grevistas. Essa é uma importante vitória contra a gestão autoritária de Castello Branco, que anunciou diversas retaliações contra os trabalhadores que aderiram ao movimento, como cancelar as férias e desimplantar os petroleiros das plataformas.

A mediação com o TST também reduziu em 95% o valor das multas de mais de R$ 50 milhões impostas às organizações sindicais. A cobrança será de R$ 2,475 milhões, valor a ser pago conforme a capacidade financeira de cada sindicato.

“Os petroleiros, em greve, obrigaram a Petrobrás a negociar e deixaram claro que a categoria seguirá na luta para defender nossos empregos e nossos direitos. Nada que temos foi dado. Cada conquista foi obtida na luta e será através das lutas que as manteremos”, afirma Alexandre Finamori, diretor da FUP.

Neste sábado, a FUP e seus sindicatos voltam a se reunir para avaliar os resultados da negociação e discutir os próximos passos do enfrentamento aos ataques da gestão Castello Branco contra os trabalhadores.

Principais pontos firmados pela Comissão de Negociação da FUP com a Petrobrás e TST:

Cumprimento da Cláusula 26 do Acordo Coletivo da Ansa, que garante discussão prévia com o sindicato sobre demissões em massa – FUP, Sindiquímica-PR e Petrobrás/Ansa terão reunião no dia 27 para discutir o plano de hibernação da Fafen-PR.

Suspensão da implantação unilateral das tabelas de turno de 3x2 – os sindicatos, junto com os trabalhadores, discutirão uma nova tabela de turno, que será submetida à categoria para aprovação em assembleias, e apresentada à gestão da Petrobrás. A empresa terá 25 dias para extinguir a tabela 3 x 2, sem impor aos trabalhadores condicionantes para quitação de passivos trabalhistas das antigas tabelas de turno.

Fim do interstício total e exigência dos trabalhadores chegarem na madrugada – FUP e Petrobras buscarão na mesa de negociação, no próximo dia 27, a solução dessa pendência.

Cartões de ponto para apuração da hora extra da troca de turno - a Petrobrás se comprometeu a discutir com a FUP na reunião dia 27 o posicionamento equivocado dos relógios de ponto nas áreas operacionais.

Punições e advertências durante a greve – advertências aplicadas pela Petrobrás serão canceladas e a empresa firmou compromisso de não aplicar punições contra os grevistas. As férias que haviam sido arbitrariamente canceladas pelos gestores serão mantidas ou reagendadas, em comum acordo com os trabalhadores.

Desconto dos dias de greve -  metade dos dias parados será compensada e outra metade, descontada. Os contracheques dos trabalhadores que foram zerados serão corrigidos pela empresa no dia 06 de março. Conforme acordado com o ministro do TST relator do dissídio, o desconto dos dias parados não terá reflexos sobre férias e 13º salário, pontos que serão ratificados na reunião do dia 27. 

[FUP]

 

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Aos companheiros e companheiras do Norte Fluminense

Categoria pode se orgulhar da maior greve da sua história recente

A maior greve da história recente da categoria petroleira chegou a um momento decisivo, com conquistas em forma de abertura de negociações em torno de demissões que eram tratadas pela Petrobrás como irreversíveis, colocação do desmonte da empresa na agenda da opinião pública e aproximação da população para discutir o preço dos combustíveis.

A sabedoria, a experiência, a responsabilidade que sempre pautaram a atuação da FUP e seus sindicatos, que trazem o acúmulo de décadas de movimentos nos mais diferentes cenários, apontaram para necessidade de uma suspensão provisória no movimento, como forma de sinalizar ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) a boa fé negocial que sempre mantivemos.

No início do movimento, o recado retumbante da força petroleira provocou uma reação autoritária e desproporcional da empresa, infelizmente endossada em larga medida por um dos ministros do TST, por meio de decisões monocráticas. Essa mesma força, no entanto, foi a que arrancou um encontro com esse mesmo ministro e uma decisão do TRT-PR pela suspensão das demissões até 6 de março.

Quem conseguiu essa abertura para negociações com a Petrobrás, mediadas pelo TST e acompanhadas pelo Ministério Público do Trabalho, foi cada um e cada uma que enfrentou assédios, coações, para que seja cumprido o Acordo Coletivo de Trabalho da categoria.

No Norte Fluminense, a greve se manteve, até o indicativo de suspensão provisória aprovado hoje, com adesão histórica. Foram 36 plataformas mobilizadas, de 39. Bases de terra movimentadas com concentrações e cortes de rendição em Cabiúnas. Tudo isso é evidência de que o movimento sindical petroleiro está vivo, mesmo neste tempo sombrio do País, e mostra-se como frente capaz de resistir ao assalto em curso ao patrimônio nacional, aos empregos e aos direitos.

Vamos seguir com serenidade e altivez, dando os passos certos em todas as instâncias que se abriram pela greve, certos de que esta energia gerada pelo movimento não se perderá, estará sempre na condição de fiadora e de anteparo para os muitos embates que continuaremos a ter. A greve está pronta para ser retomada a qualquer momento, se necessário.

Sabemos que a suspensão provisória da greve pode ter gerado em alguns uma sensação de frustração. Guerreiros sempre sabem que podem ir além. Mas tática, estratégia, também são instrumento da guerra e da política. Saibamos usá-los. Consciente e bem informada sobre cada passo dessa jornada que continua, a grande maioria, como mostraram as assembleias, entenderam o que, provisoriamente, pede o momento.

Sigamos juntos e fortes. Defender a Petrobrás é defender o Brasil.

Saudações combativas,
Diretoria do Sindipetro-NF
Macaé, 21 de fevereiro de 2020

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Após cruzarem os braços por 20 dias e arrancarem o compromisso de negociar com a Petrobrás o cancelamento da venda da Fábrica de Fertilizantes do Paraná (Fafen) e a demissão de mil trabalhadores, petroleiros de todo o país seguem em assembleias definindo pela suspensão provisória do movimento.

Ao menos até esta sexta-feira (21), quando a Comissão Permanente de negociação da Federação Única dos Petroleiros (FUP) sentará para dialogar no Tribunal Superior de Trabalho (TST) com representantes do Ministério Púbico.

Renira sente na pele e no bolso os efeitos da política da Petrobrás voltada ao mercado externo

Em São Paulo, na Avenida Paulista, a greve dá mostras de que foi capaz de unir movimentos de diversas trincheiras em defesa da democracia, do emprego e do patrimônio nacional, em um ato organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Aos 77 anos, Davina da Silva, vestida com um colete laranja da Petrobrás e um botom no peito com a imagem de Carlos Marighella, aponta que espera dos novos petroleiros o mesmo amor de quem já lutou pela classe trabalhadora em plena ditadura militar.

“Eu trabalhei no Edise (Edifício Sede da Petrobrás) e em São Paulo na área administrativa, uma área difícil que não faz greve, na época da ditadura, quando o sindicato ainda estava se reestruturando. E acredito que essa greve foi a maior até que a de 1995, aquela em que senti que a resistência do pessoal e a adesão foi maior, que havia maior comprometimento com a luta.Espero que essa nova geração se espelhe nos petroleiros antigos, que têm amor pela Petrobrás e que tenham a visão de que esse e um bem inegociável”, afirma.

Também uma lutadora com muitas histórias para contar, Renira do Nascimento, 54, pele negra e cabelos brancos, saiu da ocupação Nova Vitória, em Guarulhos, onde luta por moradia ao lado do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Para ela, o apoio à greve é importante porque não se trata de uma reivindicação restrita à categoria.

Davina aponta que defender a Petrobrás é defender o Brasil

a“A luta é pelo nosso país, se a gente não brigar por ele, vamos perder tudo, olha quanta coisa que estamos perdendo e não vemos. Na época do Lula, comprávamos uma TV fininha, hoje em dia, a gente não sabe se compra arroz e feijão ou gás. O Bolsonaro não está olhando para nós”, criticou.

Batalha pedagógica

A avaliação do diretor de base do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro-SP) Tiago Franco é que a greve foi vitoriosa ao mostrar, ao mesmo tempo, que há caminhos para lutar contra quer destruir os direitos trabalhistas, ao mesmo tempo em que deixou claro a tragédia que pode ser a retomada de um processo de privatização em massa.

“Por um lado, com o acampamento no Edise e as paralisações em todo o país, demos um exemplo pedagógico de como se deve lutar. E, por outro, ao colocarmos na pauta a discussão sobre a elevação do preço dos combustíveis e do gás, atrelados a nova política de reajustes adotada pela empresa a partir do golpe contra a presidenta Dilma, mostramos como é ruim a gestão da Petrobrás estar prioritariamente voltada a interesses de mercado”, analisou.

Privatização que, conforme ressalta Liciane Andrioli, do Movimento dos Atingidos por Barragens, não leve em conta, nem de longe, os interesses da maior parte dos brasileiros.

“A Petrobrás produz e refina a maior parte do petróleo no Brasil, gera muita riqueza e estão querendo colocar essa riqueza nas mãos estrangeiras. Além de levar o que é nosso para outros países, a privatização ainda prioriza o lucro em prejuízo das vidas e do respeito ao meio ambiente”, falou.

[Via Sindipetro Unificado SP | Por Guilherme Weimann e Luiz Carvalho -Fotos de Guilherme Weiman]

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A Internacional de Serviços Públicos (ISP), confederação sindical mundial que representa 30 milhões de trabalhadores e trabalhadoras s em 154 países, afirmou em nota seu apoio irrestrito à greve dos trabalhadores do sistema Petrobras.

A entidade entende, segundo o documento, que a greve começou em defesa de reverter as 1000 demissões na Fábrica de Nitrogenados em Araucária (PR), mas também sabe que a motivação maior do movimento é a defesa do serviço público como parte fundamental de um projeto de soberania nacional.

A ISP também denuncia a falta de respeito ao livre exercício da liberdade de expressão, organização sindical e do direito de greve que não vem sendo respeitado pela justiça brasileira. Além disso, a entidade também destaca a verdadeira intenção do governo de privatizar os bens naturais do país.

Leia a nota na íntegra:

NOTA DE SOLIDARIEDADE DA SECRETÁRIA GERAL À GREVE DOS PETROLEIROS NO BRASIL

A Internacional de Serviços Públicos (ISP), confederação sindical mundial que representa 30 milhões de trabalhadorxs em 154 países, manifesta seu apoio irrestrito à greve dxs trabalhadorxss do sistema Petrobras, por entender que a motivação maior do movimento é a defesa do serviço público como parte fundamental de um projeto de soberania nacional e de internalização dos ganhos provenientes dos recursos naturais do Brasil.

A causa que principiou a paralisação - a defesa da suspensão de mil demissões na Fábrica de Nitrogenados em Araucária (PR) -, não é apenas um brilhante exemplo de solidariedade de classe, mas também a demonstração de que xs trabalhadorxs da Petrobras sabem reconhecer no episódio o início da execução de um projeto de entrega do patrimônio público.

Embora não totalmente pública, a empresa, de economia mista, tem no Estado brasileiro o seu principal acionista. E, antes da chegada do atual governo, tinha entre seus planos reverter a renda do petróleo da camada pré-sal para projetos na área de educação pública.

Trata-se, portanto, de uma disputa em torno de um projeto democrático e soberano de nação; assim como do livre exercício da liberdade de expressão, organização sindical e do direito de greve que não vem sendo respeitado pela justiça brasileira.

Contra a falsa solução de sua venda e privatização, defendemos uma gestão cada vez mais transparente, com participação social, e em conformidade com os princípios que defendemos para a administração pública e para os serviços por ela oferecidos.

No Brasil, há ainda uma outra luta em curso e cujo desfecho se avizinha: tramita no Congresso a proposta de venda do tratamento de água e esgoto, hoje sob administração pública. Mais um erro.

A iniciativa privada visa apenas o lucro; é a sua razão de existir. Não tem vocação para atender todos os membros de uma sociedade, caso a vida deles não acrescente dólares aos seus caixas.

Pela reversão imediata e definitiva das demissões e em defesa de uma Petrobras pública e com forte controle social. O povo acima do lucro!

Rosa Pavanelli - Secretaria Geral da ISP

[Via CUT |Foto: Guilherme Weimann/Sindipetro Unificado-SP]

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Em vídeo divulgado aos petroleiros na noite desta quarta-feira, 19, após o indicativo do Conselho Deliberativo da FUP, os integrantes da Comissão Permanente de Negociação, que estão há 20 dias dentro da sede da Petrobrás, reforçam a importância da unidade da categoria nesse momento de acúmulo de forças para avançar no atendimento da pauta de reivindicações da greve e também nas lutas contra o desmonta da empresa. 

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Protagonistas de uma das mais importantes e simbólicas greves da história recente do país, os petroleiros garantiram a suspensão das demissões na Fafen-PR e conquistaram a abertura de um processo de negociação mediado pelo TST. Fatos que refletem a importância da maior greve que a categoria já realizou desde maio de 1995.

Reunidas nesta quarta-feira, 19, no Conselho Deliberativo da FUP, as direções sindicais de todo o país avaliaram que o momento é de acumular forças para buscar o atendimento da pauta de reivindicações que a gestão da Petrobrás tem se recusado a negociar. O Conselho indicou a suspensão provisória da greve para que a Comissão Permanente de Negociação da FUP possa participar na sexta-feira, 21, da negociação no TST, junto com representantes do Ministério Público do Trabalho.  O indicativo destaca ainda que a greve será retomada, caso não haja avanços na mediação feita pelo Tribunal.

“Nossa greve foi construída e fortalecida, dia após dia, com organização, estratégia e respeito à categoria. Conseguimos um canal de negociação que só foi possível por conta da força da greve, da ocupação de 30 dias em Araucária, da nossa permanência aqui na sede da Petrobrás desde 31 de janeiro, da vigília em frente ao prédio, dos atos e manifestações de apoio e solidariedade que aconteceram em todo o país, como a marcha histórica de ontem, no centro do Rio”, reforça o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

“Essa unidade que está sendo demonstrada na greve trouxe esperança para os trabalhadores da Fafen e para as nossas famílias. Foi a greve que obrigou a Petrobrás a suspender as demissões em massa e a reverter as que já haviam sido aplicadas contra 144 companheiros”, afirma o petroquímico Ademir Jacinto, diretor do Sindiquímica-PR e um dos integrantes da Comissão Permanente de Negociação da FUP, que está há 20 dias ocupando uma sala na sede da Petrobrás.

Ele ressalta a importância da abertura de um processo de negociação para que seja garantido o cumprimento da Cláusula 26 do Acordo Coletivo de Trabalho, onde a Araucária Nitrogenados se compromete a não promover despedida coletiva ou plúrima sem prévia discussão com o sindicato.

A luta é contínua

Na tarde desta quinta-feira (20) será realizado em São Paulo um grande ato em solidariedade aos petroleiros, em defesa da Petrobrás e da soberania nacional. A manifestação está sendo convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com concentração no vão do Masp, às 16h30.

A categoria petroleira segue mobilizada em defesa dos empregos, contra o desmonte do Sistema Petrobrás e por preços justos para os derivados de petróleo.

A interrupção da greve está condicionada ao avanço da gestão da empresa na negociação com os trabalhadores.

A luta não cessa. A luta é contínua.

Íntegra do documento da FUP, com orientações para os sindicatos:

[FUP]

 

 

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Os trabalhadores do Sistema Petrobrás de Santa Catarina deram mais uma demonstração de união e disposição de luta. Na manhã desta quarta-feira (19), petroleiros em greve de várias unidades da empresa participaram de um protesto em frente ao Terminal Transpetro de Biguaçu (Teguaçu), na região metropolitana de Florianópolis.   

A manifestação conseguiu atrair mais adesões ao movimento e mostrou a coragem dos petroleiros catarinenses, que definirem coletivamente que vão seguir firmes na luta e aguardar as orientações da FUP e sindicatos sobre os rumos da greve. “Mesmo com os cortes de salários que já ocorreram, todos estão com a folha de pagamento zerada, com vários descontos, e as cartas com ameaça de demissão sendo entregues nas suas residências, os petroleiros decidiram se manter em luta enquanto aguardam instruções para construir uma saída ou a manutenção da greve”, disse Jordano Zanardi, diretor do Sindipetro PR e SC. 

O ato no Teguaçu é o terceiro que reúne petroleiros de vários terminais durante esta greve. Antes, ocorreram manifestações semelhantes nas unidades da Transpetro de Guaramirim (Temirim) e São Francisco do Sul (Tefran).

Vídeo: Grito de Guerra na Manifestação 

 

[Sindipetro-PR/SC]

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Um grande ato em frente ao edifício Torre Pituba, sede administrativa da Petrobrás na Bahia, marcou o 19º dia de greve nacional dos petroleiros.

Tão representativo quanto o movimento paredista da categoria, o ato em apoio à greve dos petroleiros e contra a sua criminalização reuniu muitos parlamentares e representantes de entidades sindicais, da juventude, das universidades, centrais sindicais e sociedade organizada. Além de petroleiros aposentados que vieram de várias cidades do interior da Bahia a exemplo de Feira de Santana, Serrinha, Catu, Alagoinhas, São Sebastião do Passé e São Francisco do Conde.

Todos queriam deixar claro o apoio aos petroleiros. “Vocês não podem ficar sozinhos em um momento tão importante como esse. Essa é uma greve estratégica para o destino da nação” afirmou a deputada estadual Olivia Santana (PCdoB) que comparou a greve dos petroleiros às grandes manifestações da década de 70 que já afirmavam que “o petróleo é nosso”.

A deputada Fátima Nunes (PT) conclamou: “vamos dizer sim a essa greve justa e necessária, vamos dizer sim à democracia e não ao fascismo”.

Para o deputado Hilton Coelho (PSOL) a greve dos petroleiros “é um raio de esperança na atual conjuntura. Parabéns pela coragem”, afirmou.

Já a Deputada Neusa Cadore (PT) definiu a movimento paredista como uma luta legitima que representa muito do enfrentamento que precisamos fazer. “O que a gente mais precisa nesse momento é dessa coragem, desse posicionamento, é ir para a luta”.

O também deputado Jacó (PT) parabenizou os petroleiros pela resistência. “Essa categoria tem todo o nosso apoio. Essa luta não é só de vocês, mas de toda a sociedade brasileira”.

“A greve dos petroleiros está crescendo, incomodando e ganhando cada vez mais solidariedade, apesar da imprensa tradicional só agora, depois de quase 20 dias, ter acordado para esse importante movimento”, ressaltou o Secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, o deputado federal licenciado, Nelson Pelegrino, que lembrou outras grandes lutas da categoria petroleira como as greves de 1983 e 1995.

O deputado Robinson Almeida (PT) disse  que se identifica muito com a luta da categoria petroleira, afirmando que “o que acontece hoje no Brasil faz parte de um processo que tem um contexto  mais amplo que começou desde que o governo popular democrático descobriu o pré-sal e começou a transformar o Brasil em uma grande nação autônoma e soberana”.

O diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, enalteceu os petroleiros e petroleiras da ativa que, mais uma vez, estão escrevendo a sua história com muita dignidade, resistindo a todo tipo de assédio e pressão por parte da gestão da Petrobrás, assim como s aposentados. “A empresa ligou para vários petroleiros que se aposentaram recentemente oferecendo três mil reais por dia (liquido) para que substituíssem os grevistas. Eles disseram não e muitos bateram o telefone na cara de quem ligou. Essa foi a resposta que eles deram à Petrobrás. É por essas e outras que seguimos com força e grande orgulho de quem somos. Não somos criminosos, somos trabalhadores, somos petroleiros, apesar da justiça, a  mando da Petrobrás, estar tentando criminalizar o nosso movimento”.

Representatividade

Além dos parlamentares  citados e do ex-deputado federal, Luiz Alberto, participaram do ato representantes da CUT, CTB,  MAB, Astape, Abraspet, Sindprev, UNE, APUB,  SISPEC, SASB, SINDBEBE, ADUNEB, DCE da UNEB, Levante Popular da Juventude, Sinergia, Senge, Sindpec, Andes e Fórum Popular Sindical e da Juventude.

Greve

A greve segue forte na Bahia com a adesão de petroleiros e petroleiras da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), de 07 áreas de produção terrestre da UO-BA (Taquipe, Santiago, Araças, Miranga, Buracica, Candeias e Bálsamo), do Terminal de Madre de Deus, Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO), do Terminal de Camaçari, Terminal de Candeias e Terminal de Catu. 

[Sindipetro Bahia]

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Na terceira semana, a greve dos petroleiros já conquistou a suspensão temporária das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen).

A luta da categoria é para que a Araucária Nitrogenados, empresa 100% Petrobrás, cumpra a Cláusula 26 do Acordo Coletivo de Trabalho, onde se compromete a não promover despedida coletiva ou plúrima sem prévia discussão com o sindicato.

Além disso, os petroleiros em greve exigem o respeito aos fóruns de negociação previstos no Acordo Coletivo e a suspensão de medidas autoritárias, impostas pela gestão da Petrobrás à revelia do que foi negociado com as representações sindicais, como é o caso da nova tabela de turno de revezamento, implantada pela empresa nas áreas industriais.

A categoria, portanto, segue mobilizada em 121 unidades da Petrobrás, entre elas 58 plataformas, 24 terminais e todo o parque de refino da empresa: 11 refinarias, SIX (usina de xisto), Lubnor (Lubrificantes do Nordeste), AIG (Guamaré). Veja quadro completo no final do texto.

Brigada petroleira em Brasília

Desde a semana passada, uma brigada petroleira vem realizando reuniões em Brasília com parlamentares e representantes da Justiça do Trabalho, na busca da abertura de um canal de negociação para resolver o conflito da greve da categoria.

No final da noite de ontem, após reunião com uma bancada de parlamentares, que contou com participação de petroleiros da FUP e da CUT, o ministro do TST, Ives Gandra, publicou despacho no processo do dissídio coletivo da greve, convocando uma reunião de mediação na próxima sexta-feira, 21, “para discussão das matérias que envolvem a presente greve, condicionando sua realização à imediata cessação do movimento paredista”, conforme cita no documento.

A brigada petroleira continua em Brasília, participando de reuniões com deputados e senadores do campo progressista, discutindo novas interlocuções para que a pauta da greve seja integralmente atendida.

FUP e sindicatos avaliam próximos passos

Dirigentes dos 13 sindicatos filiados à FUP estão reunidos nesta quarta-feira, 19, com a direção da entidade para deliberar sobre os próximos passos da greve, com base nas avaliações e debates feitos com os trabalhadores na porta das unidades que aderiram ao movimento.

Ocupações, vigília e marcha em apoio à greve

A greve dos petroleiros já ultrapassou a categoria e cresce diariamente em apoio da sociedade, com movimentos solidários e de luta por todo o país.

No edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, a Comissão Permanente de Negociação da FUP já está há 20 dias em uma sala do quarto andar do prédio, cobrando um canal de diálogo com a gestão, na busca do atendimento das reivindicações da greve.

Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, a Vigília Resistência Petroleira vem arregimentando apoios e participação ativa de diversas outras categorias, organizações populares, estudantes e movimentos sociais, na construção de uma ampla frente de luta em defesa da Petrobras e contra as privatizações. 

Ontem, uma marcha histórica em apoio à greve dos petroleiros tomou o centro do Rio de Janeiro, com participação de 15 mil pessoas. Veja aqui como foi.

Em Araucária, petroleiros e petroquímicos da Fafen-PR e suas famílias seguem acampados há 30 dias em frente à fábrica, resistindo ao fechamento da unidade e cobrando o cumprimento da Cláusula 26 do Acordo Coletivo pactuado com a empresa, para que não haja demissões em massa sem prévia discussão com o sindicato. 

Quadro nacional da greve – 19/02

21 mil petroleiros mobilizados em 121 unidades do Sistema Petrobrás

58 plataformas

11 refinarias

24 terminais

8 campos terrestres

8 termelétricas

3 UTGs  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

2 unidades industriais

3 bases administrativas

A greve nos estados

Amazonas

Campo de Produção de Urucu

Termelétrica de Jaraqui

Termelétrica de Tambaqui

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Rio Grande do Norte

Plataformas – PUB-2 e PUB-3

Ativo Industrial de Guamaré (AIG)

Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

Terminal de Camaçari

Terminal de Candeias

Terminal de Catu

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Plataformas: FPSO-57 e FPSO-58

Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas – PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P08, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Termelétrica Nova Piratininga

Terminal de São Caetano do Sul

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas – PMXL1, P66, P67, P68 e P69

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétrica Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Terminal de Pilões

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

[FUP | Foto: Coletivo de Comunicação do MAB]

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Petroleiros da FUP e da CUT participaram na tarde desta terça-feira, 18, de reunião com o ministro do TST, Ives Gandra, relator do dissídio coletivo relativo à greve da categoria. A reunião foi intermediada por uma expressiva bancada de deputados e senadores do campo progressista, que também estiveram presente ao encontro.

Desde a semana passada, uma brigada petroleira vem realizando reuniões em Brasília com parlamentares e representantes da Justiça do Trabalho, na busca da abertura de um canal de negociação para resolver o conflito da greve da categoria.

No encontro desta terça com o ministro do TST, foi reforçada a importância da abertura de um canal de negociação para solução do impasse criado pela Petrobrás, que resultou na greve dos petroleiros, que já atravessa a terceira semana.  Após a reunião com Ives Gandra, a FUP protocolou uma petição nos autos do processo, formalizando o pedido de abertura de negociação para tratar de todo os fatos que envolvem o conflito da greve, inclusive as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen).

No documento, a FUP cita a decisão desta terça-feira, 18, da desembargadora Rosalie Michaele Bacila, do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, que suspendeu até o dia 06 de março as demissões na fábrica (veja a íntegra abaixo).

Em resposta à petição, o ministro Ives Gandra publicou no final da noite a convocação de reunião de mediação com a FUP na próxima sexta-feira, 21, “para discussão das matérias que envolvem a presente greve, condicionando sua realização à imediata cessação do movimento paredista”, conforme cita no despacho.

O teor do documento emitido pelo ministro do TST será analisado e debatido pelas direções sindicais nesta quarta-feira, 19, durante reunião do Conselho Deliberativo da FUP, no Rio de Janeiro.

 

 

[FUP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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