Para os pesquisadores do Ineep, novo aumento dos preços dos combustíveis anunciado para terça e medidas sinalizadas pelo Governo Federal mostram ausência de estratégia

[Da comunicação do Ineep]

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) avalia que o aumento dos preços dos combustíveis anunciados pela Petrobras nesta segunda, para serem repassados na terça (9) revelam total falta de estratégia do Governo Federal e da empresa, ignorando a estrutura de mercado brasileira em relação a outros países.

“A entrevista coletiva da equipe econômica na sexta (6) foi um improviso, pois não há qualquer medida efetiva. Teve apenas como objetivo tentar demonstrar que o governo não tem interferência na Petrobras”, avalia o coordenador técnico do Ineep, William Nozaki. “O nosso entendimento é de que não foi dada uma solução de curto prazo para os caminhoneiros”, complementa o coordenador técnico, Rodrigo Leão.

A falta de medidas efetivas do Governo Federal e o reajuste feito pela Petrobrás mostra que ainda não há clareza sobre como os preços dos combustíveis serão mediados.  Com os aumentos anunciados nesta segunda, o preço médio de venda de gasolina nas refinarias da Petrobras passará a ser de R$ 2,25 por litro, uma alta de 22% só em 2021. Já o preço médio de venda de diesel passará a ser de R$ 2,24 por litro, alta de 10,9% em 2021.

O custo do combustível afeta diretamente a inflação, em especial de alimentos e bebidas, além do setor de transportes, sobre o qual o aumento incide diretamente.

“Claramente Governo e Petrobras não dialogam. Não há entendimento de ambos sobre o papel dos preços dos combustíveis no Brasil e sequer sobre soluções para esse problema. A Petrobras se nega a reconhecer que o PPI gera volatilidade nos preços e o governo joga o problema no colo dos governadores, como se o ICMS fosse solucionar a questão. Há um claro despreparo e desconhecimento das causas e consequências”, complementou Leão.  

Segundo o Ineep, entre os países com expressiva produção de petróleo, os preços dos combustíveis são reajustados com menor frequência, porque as empresas estatais administram suas políticas de preços de olho na paridade internacional num longo prazo, e sem trazer a volatilidade para o mercado interno.

Publicado em Petrobrás Fica

Em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), petroleiros estão disponibilizando 200 botijões por R$ 40,00 a famílias vítimas de enchentes

[Da imprensa do Sindipetro Unificado-SP | Foto: Eric Gonçalves]

Nesta terça-feira (2), o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) iniciaram a venda subsidiada de gás de cozinha em bairros periféricos da cidade de São Paulo (SP).

No total, serão distribuídos 200 botijões por R$ 40,00 a unidade, valor abaixo da média de R$ 76,99 que atualmente é praticado no município, de acordo com informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Leia também: Gás de cozinha subiu 21,9% nas refinarias da Petrobrás em 2020

Nesta manhã, já foram distribuídos 40 botijões na Ocupação Toca, no Parque Cocaia, na Zona Sul da capital paulista. No período da tarde, serão subsidiadas mais 20 unidades no Parque Grajaú e outras 20 na Ilha do Bororé.

Já na Zona Leste, ainda nesta terça-feira, a Vila Matarazzo receberá 65 botijões, a Vila Nova União mais 20 e o Itaim Paulista outros 15. Amanhã, quarta-feira (3), serão subsidiados os últimos 20 botijões no Jardim Selma.

De acordo com o coordenador regional do MAB, Diego Ortiz, parte dessas famílias sofreram historicamente com a construção de barragens para a canalização de rios e com enchentes sazonais.

“Desde o início do ano passado, o movimento tem atuado com populações atingidas pelas enchentes na cidade de São Paulo, em parte porque elas também são resultado da construção de barragens. Aqui na Zona Sul é o caso das barragens de Billings e Guarapiranga, e na Zona Leste é o caso do Rio Tietê”, explica Ortiz.

Tanto pela crise econômica, como pela crise sanitária, a vida dessas famílias está ficando cada vez mais complicada. Na época de chuvas, elas acabam perdendo tudo

DIEGO ORTIZ, COORDENADOR REGIONAL DO MAB

O militante ainda aponta que as enchentes são resultado de um processo de ocupação desordenada do território, feita a partir de uma política de exclusão de pessoas com menos poder aquisitivo das regiões centrais, somada a uma omissão do poder público em garantir as condições mínimas de moradia e sobrevivência.

“Tanto pela crise econômica, como pela crise sanitária, a vida dessas famílias está ficando cada vez mais complicada. Na época de chuvas, elas acabam perdendo tudo. Elas moram em regiões de morros ou várzeas, por terem sido expulsas das regiões centrais da cidade. Por isso, essas ações têm ajudado muito essas famílias a sobreviverem. Mas, para além disso, nós temos feito um processo de organização para cobrar a reparação integral do Estado, com a garantia de uma vida digna a todas essas famílias”, aponta Ortiz.

Política de preços

As atividades fazem parte de uma mobilização nacional dos sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que está sendo realizada em apoio à greve dos caminhoneiros. A principal denúncia está relacionada com os aumentos abusivos dos preços dos combustíveis que estão ocorrendo nos últimos anos.

Queremos mostrar como as ações do governo interferem diretamente no preço que a população paga pelos derivados de petróleo

GUSTAVO MARSAIOLI, DIRETOR DO SINDIPETRO-SP

Para o diretor do Sindipetro-SP, Gustavo Marsaioli, apesar das diferenças ideológicas com setores dos caminhoneiros, que são uma categoria diversa do ponto de vista organizativo, existe um consenso em relação à necessidade do Estado realizar um controle sobre o preço dos derivados de petróleo.

“Os combustíveis automotivos são bens essenciais e estratégicos que afetam a economia como um todo. No caso do gás, impacta diretamente a segurança alimentar da população. Por isso, fizemos essas ações para apoiar essa pauta levantada pelos caminhoneiros e, principalmente, mostrar para a população qual o preço justo que ela deveria estar pagando. Mais do que isso, queremos mostrar como as ações do governo interferem diretamente no preço que a população paga pelos derivados de petróleo”, afirma Marsaioli.

De acordo com a categoria, esses reajustes são resultado da política adotada pela Petrobrás a partir de 2016, com a ascensão de Michel Temer (MDB) à presidência, e continuada posteriormente no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Desde então, a estatal tem praticado o Preço de Paridade de Importação (PPI), que vincula o valor cobrado pelos combustíveis às oscilações do barril de petróleo no mercado internacional, do dólar e dos custos de importação.

Devido a essa diretriz, a Petrobrás passou a realizar reajustes constantes no preço dos derivados. Entre julho de 2017 e janeiro de 2021, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o gás de cozinha aumentou 130%, a gasolina 59% e o diesel 42% nas refinarias.

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O primeiro dia do mês de fevereiro foi de luta. Petroleiros e petroleiras em todo o Brasil denunciaram à população o preço exorbitante dos combustíveis que vem sendo cobrado pelo governo Bolsonaro.
Em apoio à mobilização dos caminhoneiros, faixas e panfletos foram distribuídos, pela manhã dessa segunda-feira (1), na entrada da Refap. Na parte da tarde, o Sindipetro-RS realizou mais uma edição da campanha do "Gás a preço justo". Dessa vez, a ação aconteceu no centro de Esteio, onde foram vendidos 100 botijões de gás de cozinha, de 13kg, subsidiados pela metade do preço, a R$ 35.

Dezenas de moradores estiveram em fila, mantendo o distanciamento social e fazendo o uso da máscara facial, para garantir o gás de cozinha a um mais preço justo ao que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

 

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

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Em todo o Brasil, FUP e sindicatos realizaram, nesta segunda-feira (1º), diversos atos em apoio à greve dos caminhoneiros e contra a política de reajuste dos derivados de petróleo imposta pela direção da Petrobrás.

Em Minas, o Sindipetro/MG doou 100 botijões de gás às ocupações Pátria Livre, na Pedreira Prado Lopes, com apoio do MTD, e Eliane Silva, em parceria com o MLB.

A distribuição faz parte da campanha pelo Preço Justo dos Combustíveis e tem o objetivo de dialogar com a população, demonstrando que é possível que a Petrobrás comercialize combustíveis a um preço acessível.

Para o coordenador do Sindipetro/MG, o aumento constante no preço do gás de cozinha, e dos combustíveis como gasolina e diesel, fazem parte da política predatória de Bolsonaro e Paulo Guedes. 

“Nós acreditamos em uma Petrobrás que neste momento de crise, assume o lado do povo, do desempregado, do caminhoneiro. Lutamos por uma Petrobrás comprometida por um preço justo dos combustíveis, e menos com o lucro dos seus acionistas”, afirma o coordenador.

Política de Preços

Desde 2016, as gestões neoliberais da empresa praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. 

Os petroleiros vêm denunciando há quatro anos esse disparate, que fez o preço do botijão de gás subir mais de 130% desde julho de 2017 e a gasolina e diesel sofrerem reajustes nas refinarias de 60% e 43%, respectivamente.

Já o preço do barril do petróleo aumentou 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%.  

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

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Petroleiros realizam uma série de atividades pelo Brasil com o objetivo de denunciar a política de preços adotada pela atual gestão da Petrobrás, responsável pelo aumento abusivo dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. Nesta manhã (01), em Curitiba, às 10h, dirigentes do Sindipetro estiveram no Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo – Cefuria para entregar 50 cargas destinadas a cozinhas comunitárias de bairros da capital e região. A ação de hoje é parte da campanha “Gás a Preço Justo”, quando serão vendidos 250 botijões de 13kg a famílias de Araucária, por R$ 40,00.

Além dos petroleiros, estiveram presentes na entrega do gás no Cefuria representantes do Marmitas da Terra (MST), da União de Moradores e Trabalhadores do Bolsão Formosa (Novo Mundo) e da Ocupação Vila Santa Maria (Tatuquara), comunidades com cozinha comunitária em pleno funcionamento. 

A data da ação “Gás a Preço Justo” no Paraná será definida nos próximos dias em função da paralisação dos revendedores, também prejudicados pelos aumentos abusivos praticados pelo Governo Federal. Para o presidente do Sindipetro, Alexandro Guilherme Jorge, “os petroleiros vão subsidiar uma parte do valor do item para que as pessoas possam comprar por um preço que entendemos como justo, que poderia chegar aos consumidos e contemplaria toda cadeia produtiva”. 

Hoje o gás de cozinha, diesel e gasolina aumentam toda hora em razão do Preço de Paridade Internacional (PPI). Esses itens seguem a cotação do dólar e do preço barril do petróleo lá fora. Por isso, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos começaram diversas ações nesta segunda-feira. 

Os protestos são em diversos estados do país, com doações e venda subsidiada de botijões de gás, distribuição de cestas básicas, descontos para compra de gasolina e diesel, campanhas de conscientização sobre os impactos sociais do desmonte do Sistema Petrobrás. 

Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que entre julho de 2017 e janeiro de 2021, sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro, a direção da estatal aumentou em 59,67% o preço da gasolina nas refinarias, o diesel 42,64% e o GLP (gás de cozinha) 130,79%. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%. 

“Estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. Saiba mais sobre as mobilizações nacionais dos petroleiros AQUI.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

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O Sindipetro-NF e Sindipetro Caxias fizeram uma ação conjunta e distribuíram 200 botijoes de gás, subsidiado a R$35,00 no Jardim São Bento em Padre Miguel. As famílias selecionadas foram as que já estão cadastradas na cesta básica, que é distribuída na campanha Petroleiro Solidário.

Antes da distribuição dos botijões adesivados com a campanha, os dirigentes sindicais pintaram o chão para fazer um distanciamento de 1,5m e distribuíram máscaras contra o Covid-19. Também explicaram à população sobre a situação da pandemia no Brasil, a importância da Petrobrás se manter estatal, a venda da Liquigas e a política de preços adotada pela empresa e o governo Bolsonaro.

O caminhão chegou às 11 horas. Segundo o diretor do Sindipetro-NF, Alessandro Trindade, as pessoas estavam muito emocionadas em receber o gás, a primeira pessoa da fila era uma senhora de 88 anos que inclusive chorou ao receber o botijão.

“O ato solidário é uma missão do sindicato. Hoje possibilitamos que 200 famílias possam cozinhar utilizando gás de cozinha. Muitos estavam utilizando álcool ou lenha” – disse Alessandro Trindade.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

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Na manhã desta segunda-feira (01), o Sindipetro-ES realizou uma manifestação, em Vitória, contra o aumento no preço de combustíveis. A carreta, com concentração a partir das 8 horas, em frente ao antigo aeroporto, mobilizou motoristas e motociclistas num ato de protesto à política de preços adotada pela Petrobrás e, ainda, contra a privatização da Empresa, em especial contra a venda das unidades localizadas no Norte do Estado.

Os preços abusivos dos combustíveis foram a pauta do dia, preços que tendem a ficar ainda mais alto – vide o que vem acontecendo com os constantes aumentos no gás de cozinha – se a Petrobrás seguir com os planos de privatização.

“A atual política de reajuste dos preços dos combustíveis é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Em 2016, Michel Temer mudou a política de preços praticada pela Petrobrás. A partir dali, o preço dos combustíveis no Brasil passou a ser pautado pela cotação do barril de petróleo no mercado internacional – em dólar. Essa mudança impactou diretamente o preço dos combustíveis no país”, alerta o diretor de comunicação do Sindipetro-ES, Etory Feller Sperandio.

Em carretada, os manifestantes saíram do antigo aeroporto de Vitória em direção à sede da Petrobrás, no edifício EDIVIT, localizado na Avenida Reta da Penha. No final do ato, os condutores dos 100 primeiros veículos participantes da carreata, incluindo carros e motos, receberam cupons com descontos de R$ 2,00 para cada litro de combustível abastecido, com máximo de 20 litros para carros e de 10 litros para motos. 

Ato Nacional

Esta ação faz parte de uma mobilização nacional, com os demais Sindipetros, espalhados pelo Brasil, também protestando contra a política abusiva de preços da Petrobrás.

A privatização do sistema Petrobrás é um dos motivos que leva a categoria petroleira a lutar pela soberania nacional e a proteger os interesses econômicos de nosso país. Em especial porque, com a privatização, os preços dos combustíveis tendem a ficar ainda maiores.

Sindipetro-ES em ação!

[Da imprensa do Sindipetro-ES]

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[Última atualização às 20h]

Nesta segunda-feira, 01 de fevereiro, data em que as entidades representativas dos caminhoneiros convocaram uma paralisação nacional em protesto contra o alto custo do diesel e outras reivindicações da categoria, a FUP e seus sindicatos realizaram diversos atos pelo país afora, em apoio ao movimento e contra a política de reajuste dos derivados de petróleo imposta pela direção da Petrobrás. Desde 2016, as gestões neoliberais da empresa praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. 

Os petroleiros vêm denunciando há quatro anos esse disparate, que fez o preço do botijão de gás subir mais de 130% desde julho de 2017 e a gasolina e diesel sofrerem reajustes nas refinarias de 60% e 43%, respectivamente (saiba mais aqui). Já o preço do barril do petróleo aumentou 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%.  “Por conta da política de preços da Petrobrás, estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.  

Nesta segunda-feira, os sindicatos de petroleiros novamente foram às ruas protestar contra o PPI, que faz parte do processo de desmonte do Sistema Petrobrás. Em ações de solidariedade, a categoria subsidiou a distribuição de 1.150 botijões de gás, que foram doados ou vendidos pela metade do preço praticada pelas distribuidoras. As mobilizações ocorrem em regiões da periferia de Pernambuco, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Esteio (RS). Veja as fotos no final da matéria.

Em Vitória, no Espírito Santo, o Sindipetro realizou uma carreata com motoristas de aplicativos, que receberam vales para abastecimento de combustíveis. Ao todo, 100 motoristas receberam descontos limitados a 20 litros para carros e a 10 litros para motocicletas.

Em Salvador, também houve o mesmo tipo de ação com descontos no abastecimento de até 20 litros para 100 automóveis e 10 litros para 100 motocicletas, ao preço de R$ 3,00 o litro. Além disso, o Sindipetro distribuiu 230 botijões de gás no bairro de Pituaçu, ao preço de R$ 40,00, menos da metade do que as distribuidoras cobram na região.

Em Belo Horizonte, o sindicato subsidiou 100 botijões de gás para movimentos de luta pela moradia, sendo que 50 foram distribuídos pela manhã, na comunidade Pedreira Prado Lopes, e outros 50 foram distribuídos na parte da tarde, na região de Barreiro.

No Recife, além da doação de 50 botijões para famílias em vulnerabilidade social, o sindicato distribuiu 200 marmitas para os caminhoneiros, em parceria com o Projeto Mãos Solidárias do Armazém do Campo. 

Em Manaus, foram doadas 30 cestas básicas, e em Mossoró, no Rio Grande do Norte, os petroleiros realizaram um protesto contra o avanço da covid e as mais de 220 mil mortes pela doença, exigindo o afastamento do presidente Jair Bolsonaro. 

Ainda pela manhã, houve distribuição de mais 200 botijões de gás, ao custo de R$ 35,00, para as famílias em situação de vulnerabilidade social do Jardim São Bento, na região de Padre Miguel, no Rio de Janeiro. Aação foi realizada pelo Sindipetro-NF e pelo Sindipetro Duque de Caxias. Na Baixada Fluminense, foram distribuídas 100 cestas básicas e mil máscaras de proteção ao coronavírus, em ações organizadas pelos petroleiros.

Em Porto Alegre, a ação ocorreu no final da tarde, com distribuição de 100 botijões de gás, no município de Esteio, subsidiados pelo valor de R$ 35,00.

Em função da greve dos revendedores, o Sindipetro Unificado de São Paulo programou para esta terça, 02, e quarta-feira, 03, a distribuição de 200 botijões de gás nas comunidades do Grajaú e de São Miguel Paulista, na Grande São Paulo. 

Em Curitiba, a ação solidária dos petroleiros realizou recarga de gás para a cozinha comunitária do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria). Também por conta da greve dos revendedores, a distribuição de 250 botijões de gás será realizada nos próxmos dias, com venda subsidiada para famílias de Araucária, por R$ 40,00 o botijão de 13 kg.

[Imprensa da FUP, com informações dos sindicatos |Fotos: Sindipetros]

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Publicado em Sistema Petrobrás

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos estão realizando diversas ações nesta segunda-feira pela redução dos preços dos derivados de petróleo, em apoio à paralisação dos caminhoneiros. Ao longo do dia, haverá protestos em diversos estados do país, com doações e venda subsidiada de botijões de gás, distribuição de cestas básicas, descontos para compra de gasolina e diesel, campanhas de conscientização sobre os impactos sociais do desmonte do Sistema Petrobrás, entre outras ações de solidariedade voltadas para as comunidades que mais sofrem com o preço absurdo dos combustíveis e as altas taxas de desemprego. 

A política de reajuste dos derivados de petróleo que as gestões neoliberais da Petrobrás adotaram para satisfazer o mercado e os acionistas privados virou um pesadelo para a população brasileira e é um dos principais motivos da greve dos caminhoneiros, que conta com o apoio da FUP. Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que entre julho de 2017 e janeiro de 2021, sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro, a direção da estatal aumentou em 59,67% o preço da gasolina nas refinarias. O diesel sofreu reajustes de 42,64% e o GLP (gás de cozinha) subiu 130,79%. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%. 

Esse disparate é resultado da mudança na política de preços da Petrobrás, que a FUP e seus sindicatos denunciam desde 2016, quando a gestão que assumiu a empresa após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff impôs o Preço de Paridade de Importação, que varia conforme o vai e vem do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. “Por conta dessa política, estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. 

 

Mais de 370 ajustes de preços em menos de 4 anos

Segundo o levantamento feito pela subseção FUP do Dieese, só a gasolina sofreu 371 ajustes de preço desde julho de 2017, sendo que em 197 vezes, o preço subiu e em outras 174, teve pequenos decréscimos. No caso do diesel, foram 290 ajustes de preços, 164 deles para cima. Já o GLP foi reajustado 30 vezes desde julho de 2017, sendo que 20 das alterações feitas pela gestão da Petrobrás foram para aumentar o preço do derivado. Ainda segundo o estudo, no governo Bolsonaro, o diesel já subiu 17,20%, a gasolina, 37,87% e o gás de cozinha, item essencial na cesta básica das famílias brasileiras, aumentou 43,61%.

“A venda de ativos no Brasil e o foco na geração de lucro para acionistas, está ampliando a dependência da Petrobrás do mercado internacional. O resultado disso é a aceleração dos reajustes de preços dos combustíveis no país, afetando diretamente as classes mais baixas, pelo efeito cascata gerado sobre a inflação de alimentos e outros gêneros de primeira necessidade”, alerta o economista do Dieese, Cloviomar Cararine, que assessora a FUP.

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) também divulgou recentemente um estudo que aponta o Brasil como um dos países que tem o diesel mais caro entre os grandes consumidores do combustível, como Alemanha, Áustria, Dinamarca, EUA, França e Reino Unido. O levantamento, feito a partir de outubro do ano passado, revela que a alta do diesel no Brasil só não foi maior do que a da Alemanha. [Veja aqui a matéria sobre o estudo do Ineep].

“Quando comparamos os reajustes da gasolina e do diesel, nos últimos anos, observamos que o diesel teve um aspecto mais conservador. Mas a oscilação é muito semelhante, evidenciando que a política da Petrobrás de alinhar os preços internos à cotação internacional do barril traz profunda oscilação e volatilidade ao mercado interno”, afirma Cararine.

Confira as principais ações dos sindicatos da FUP em apoio à greve:

SINDIPETRO AMAZONAS: doação de 30 cestas básicas, com medidas preventivas, levando em conta o lockdown estabelecido na cidade. 

SINDIPETRO CEARÁ/PIAUÍ: protesto e campanhas com outdoors, sem aglomerações devido ao agravamento da pandemia da COVID. 

SINDIPETRO PERNAMBUCO/PARAÍBA:  doação de 50 botijões para famílias em vulnerabilidade social. Distribuição de 200 marmitas, projeto Mãos Solidárias do Armazém do Campo em Recife. Parte dessas marmitas serão destinadas aos caminhoneiros grevistas. 

SINDIPETRO BAHIA:  pela manhã, venda subsidiada de 200 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social, no bairro de Pituaçu, em Salvador, e venda subsidiada de gasolina no posto BR do Dique do Tororó. 

SINDIPETRO ESPÍRITO SANTO: juntamente com motoristas de aplicativos e motoboys farão carreata do aeroporto até a sede antiga da empresa, com distribuição de voucher de desconto em combustíveis líquidos no final da atividade para até 100 veículos. Limitado a 20 litros para carros e 10 litros para motos. Após a carreata, se juntarão às atividades das Centrais Sindicais previamente programadas. 

SINDIPETRO DUQUE DE CAXIAS: distribuição de uma tonelada e meia de alimentos, através da doação de 100 cestas básicas em comunidades da Baixada Fluminense e outras áreas do estado do Rio de Janeiro, além de 1000 máscaras de proteção contra a Covid. 

SINDIPETRO NORTE FLUMINENSE: doação de 200 botijões em Padre Miguel, Zona Norte do Rio de Janeiro. 

SINDIPETRO MINAS GERAIS: doação de 100 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social e atos deliberados juntamente com as Centrais Sindicais. 

SINDIPETRO UNIFICADO DE SÃO PAULO: subsídio de 200 botijões de gás nas comunidades do Grajaú e de São Miguel Paulista. 

SINDIPETRO PARANÁ/SANTA CATARINA: carreatas e subsídio de 300 botijões de gás para comunidades em situação de vulnerabilidade social.

SINDIPETRO RIO GRANDE DO SUL: subsídio de 100 botijões de gás, no município de Esteio. 

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[Da imprensa da FUP]

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O Sindipetro-RS, em apoio a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda-feira (01/02), vai promover mais uma edição da campanha "Gás a preço a Justo". Serão subsidiados, pela metade do preço, 100 botijões de gás de cozinha de 13kg, vendidos à população no valor de R$ 35. A ação será às 17h, no centro de Esteio, na Avenida Padre Claret, esquina com a rua Passo Fundo. No mesmo dia, na parte da manhã (7h30), será realizado um Ato em frente à Refinaria. Em caso de chuva, o evento será transferido.

O objetivo da campanha é mostrar que é possível vender o gás de cozinha a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios. A ação acontece em vários estados brasileiros, nas bases da FUP.

Saída da Petrobrás no RS vai piorar a situação

Com o anúncio da venda da REFAP, em Canoas, e seus terminais e oleodutos, toda a sociedade gaúcha perde. Além da redução na arrecadação dos repasses de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para o estado, o preço do combustível e gás de cozinha vai aumentar para o consumidor.

A venda da REFAP nada mais é do que a privatização do mercado de boa parte da região sul, pois a refinaria atende o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catariana e é esse mercado que estará sendo entregue ao monopólio privado. A atual política de preços (paridade internacional), implementada em 2016, só elevou os preços dos combustíveis. Desta forma, a privatização da REFAP não vai gerar concorrência e deixará o povo gaúcho refém das especulações em torno do petróleo e do dólar.

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

Publicado em SINDIPETRO-RS
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.