Segundo o site de notícias britânico, Independent, o governo do primeiro ministro, Boris Johnson, está cogitando nacionalizar temporariamente as empresas de energia para proteger os consumidores da disparada do preço do gás, que já aumentou 250% desde janeiro deste ano, sendo que 70% somente em agosto.

A agência de notícias Reuters explica que "os preços recordes têm pressionado o setor de energia britânico, destruindo o modelo de negócios de comerciantes menores de energia e causando choques nos mercados de produtos químicos e fertilizantes, levando à escassez de dióxido de carbono". Com isso, as maiores empresas de energia do Reino Unido pediram apoio do governo para ajudar a cobrir o custo de aquisição de clientes de empresas que faliram.

Este é mais um exemplo de como a privatização de setores estratégicos, como o de energia, impacta a população. Apesar dos alertas das entidades sindicais e de especialistas, o governo Bolsonaro segue na contramão, privatizando empresas como a Eletrobras e desmontando o Sistema Petrobrás, com a venda da empresa aos pedaços e a insistência em manter uma política de preços de paridade de importação (PPI), que tantos prejuízos causa ao povo brasileiro, pressionando a inflação e aumentando a miséria.

O resultado, além dos preços proibitivos dos combustíveis, é o botijão de 13 quilos do gás que chega a custar em algumas cidades do país R$ 130 – quase 12% do valor do salário mínimo (R$ 1.100). De janeiro a agosto, a Petrobrás reajustou a gasolina em suas refinarias em 51%. O diesel e o GLP (gás de cozinha) já subiram 40%.

Desde outubro de 2016, quando o governo Michel Temer implantou na Petrobrás o Preço de Paridade de Importação (PPI), a FUP vem alertando para os riscos que essa política traria aos consumidores. Na época, a Federação chamou atenção para o que estaria por vir: "Nos anos 90, vimos as consequências dessa política, quando a gasolina brasileira chegou a ser cotada entre as 20 mais caras do mundo. Para se ter uma ideia, entre 1995 e 2002, o preço do combustível sofreu reajustes de 350%, uma média de 44% ao ano. De 2003 a 2015, o reajuste foi de 45%, uma média de 3.75% ao ano. A nova política de reajuste não garante estabilidade e, portanto, voltará a penalizar a sociedade com a variação dos preços no mercado externo". Leia a íntegra aqui.

Como explica o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, “o Brasil é produtor, não tem necessidade de importar derivados de petróleo, mas com a subutilização proposital das refinarias do país, que estão produzindo com cerca de 70% de suas capacidades, o país importa derivados, beneficiando as importadoras por causa do preço dolarizado”. Em entrevista esta semana ao jornal A Tarde, ele voltou a chamar a atenção para os riscos dessa política:

"Hoje, o barril do petróleo no mercado internacional está variando entre 73, 75 dólares. Lembrando que em 2013 nós tivemos o barril de petróleo a mais de 100 dólares. Então olha só, se o preço do barril do petróleo subir para essa margem de mais de 100 dólares, ele vai impactar na formação do preço dos combustíveis, nessa política atual que a gestão da Petrobras utiliza. Outro vetor, o dólar: a taxa de câmbio no Brasil está descontrolada. A política econômica do Paulo Guedes é devastadora, beneficia somente quem exporta. Custos de importação logísticos não deveriam estar na política de preços. Não deveriam, porque a Petrobras, como dissemos, é autossuficiente em petróleo, tem refinarias, que por sinal estão sendo vendidas, estão sendo utilizadas com sua capacidade bem abaixo, em torno de 70-74% da capacidade que elas têm, beneficiando importadoras e refinarias de outros países", afirmou Bacelar.

A técnica do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da Subseção da CUT, Adriana Marcolino, chama atenção para os impactos desta política também no setor de gás natural. Ela explica que esse tipo de combustível é mais utilizado pela indústria (43%) e para a geração de energia elétrica (38%). “Interessa aos acionistas, ao mercado financeiro, e não é nada bom para a população. Os reajustes têm disso constantes e relevantes. Por se tratar de gênero de primeira necessidade, deveria haver uma política de preços diferenciada tanto para o gás natural como a gás de botijão”, afirma.


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"Além do gás, outros exemplos de reestatização de empresas, mostrando que empresas privadas não são exemplos de boa administração e de um melhor atendimento à população ocorre no setor do saneamento básico.  O serviço ruim e caro praticado por empresas de saneamento fez pelo menos 158 cidades do mundo de países como a França, Estados Unidos e Espanha, entre outros, a estatizar novamente os serviços de saneamento, anteriormente privatizados", ressalta a CUT.

[FUP, com informações do Independent, da Reuters e da CUT | Foto: Agência Petrobras]

 

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A direção do Sindipetro Bahia chega nesta quinta-feira (16) à cidade de Alagoinhas para colocar em prática mais uma ação de venda de gás de cozinha a preço justo. Serão vendidos 220 botijões de gás por ordem de chegada e 30 serão destinados às famílias em situação de vulnerabilidade, que serão pré-selecionadas.

O preço do produto que já ultrapassa o valor de R$ 100,00 em muitas localidades, será vendido por R$ 50,00, a unidade e o restante do valor será subsidiado pelo Sindipetro. A ação acontece na Rua Camaçari, nº 163, Barreiro de Cima (Nacional Gás), a partir das 7h.

Há cerca de três anos, o Sindipetro Bahia vem realizando ações do preço justo do gás de cozinha, da gasolina e do diesel. A entidade sindical já percorreu dezenas de cidades da Bahia com a campanha que visa levantar o debate sobre o motivo destes derivados de petróleo estar com os preços tão altos. As ações também buscam ajudar a população em um momento tão difícil de perdas de direitos e inflação galopante, que atingiu no acumulado de setembro de 2020 a agosto de 2021 o índice de 10,42%, de acordo com o INPC.

Para o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, “é muito importante pautar este assunto e esclarecer o que de fato ocorre em relação aos preços dos combustíveis e gás de cozinha, inclusive para dar fim às fake news de que os impostos estaduais são os responsáveis pelos altos preços destes derivados de petróleo. Não são. A culpa é do governo Bolsonaro que insiste em manter a Política de Paridade Internacional (PPI) na Petrobrás, atrelando o preço destes produtos ao dólar e ao valor do barril de petróleo no mercado internacional”.

 [Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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Dando continuidade à ação solidária de venda de gás de cozinha a preço justo, a diretoria do Sindipetro Bahia estará na cidade de Pojuca, neste sábado (11), às 8h, onde o botijão de gás será vendido pelo valor de R$ 50,00.

Serão beneficiadas 100 famílias carentes dos bairros da Liberdade, Los Angeles, Palmeiras e Retiro. Estas famílias serão previamente cadastradas e selecionadas pelo Centro Espírita Boa Nova (Rua Alagoas S/N – Parque Social Los Angeles – Pojuca), que fechou parceria com o Sindipetro para atender pessoas em vulnerabilidade social, que não conseguem adquirir o botijão de gás pelo valor que está sendo comercializado atualmente, ou seja, por cerca de R$ 100,00.

“Nas inúmeras ações solidárias de venda de gás e gasolina a preço justo que estamos desenvolvendo ao longo dos últimos três anos, temos nos deparado com situações muito difíceis. Conhecemos pessoas que voltaram a cozinhar a lenha porque o valor do gás de cozinha representa até 60% do que conseguem ganhar em um mês”, revela o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

Ele esclarece que este foi um dos motivos que levaram o Sindipetro a adotar, desta vez, o método do pré- cadastramento das famílias, que são selecionadas por líderes comunitários ou igrejas dos bairros.

Além do caráter solidário, a ação de venda de gás a preço justo, visa esclarecer a população sobre os motivos dos preços do gás de cozinha, gasolina, diesel, e consequentemente, dos alimentos, estarem tão altos. “A atual política de preços da Petrobras, adotada pelo governo Bolsonaro, é uma das grandes responsáveis por este gatilho inflacionário. A estatal, seguindo orientação de Guedes e Bolsonaro, atrela os preços dos derivados de petróleo ao dólar, apesar dos custos da sua produção ser em real, ou seja, a estatal produz em real, mas vende ao povo brasileiro em dólar”, explica o Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista.

Mata de São João

Na semana passada, no sábado (4), a direção do Sindipetro realizou a campanha de venda do gás a preço justo no município de Mata de São João, onde foram vendidos cem botijões de gás também por R$ 50,00, a unidade.

Apesar da grande procura, não houve confusão e todos saíram satisfeitos com a oportunidade de poder participar da ação. Em conversa com os moradores, os diretores do sindicato explicaram como funciona atualmente a política de preços da Petrobrás, responsável pelos constantes aumentos dos preços dos derivados do petróleo, e que poderia ser mudada se o governo Bolsonaro quisesse. 

Veja as fotos da ação

[Da imprensa do Sindipetro BA]

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A disparada dos preços dos combustíveis impactou novamente a inflação em agosto, afetando vários setores da economia em cascata, deteriorando o poder de compra dos brasileiros e aumentando ainda mais a miséria

[Com informações da assessoria de comunicação da FUP | Foto: Juruá em Tempo]

A inflação de agosto ficou em 0,87%, segundo o ìndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira, 09, pelo IBGE. É a maior taxa para o mês desde 2000. Em um ano, o índice já beira os dois dígitos, com uma taxa de 9,68% nos últimos 12 meses.

Novamente, o preço dos combustíveis exerceu o principal impacto na disparada da inflação, com aumento de 2,96% em agosto e 41,33% acumulado em 12 meses, sendo que 32,07% só em 2021. 

A trajetória de aumento da inflação - 5,67% nos primeiros oito meses do ano e já acima do teto da meta - reflete a inviabilidade da política de Preço de Paridade de Importação (PPI) usada pela Petrobrás para reajustar os combustíveis, como reforça o economista Cloviomar Cararine, da subseção Dieese da FUP. 

“Os principais motivos para os aumentos que estão puxando a inflação não estão sendo atacados pelo governo. As expectativas são de permanência ou alta dos preços. A Petrobras mantém sua política equivocada de preços dos derivados; a alimentação disputa demanda com o mercado mundial e ambos setores (derivados e alimentos) acompanham a instabilidade do dólar", explica. 

De janeiro a agosto, a gestão da empresa reajustou a gasolina nas refinarias em 51%. No diesel, o aumento já é de 40%, mesmo percentual de alta do GLP (gás de cozinha) nas refinarias.

Os reajustes impostos pela Petrobrás se refletiram no IPCA, impactando o bolso do consumidor (veja quadro abaixo). Nos primeiros oito meses do ano, a gasolina teve alta de 31,09%. No diesel, o aumento acumulado foi de 28,02%. O etanol também registrou altas sem precedentes: 62,26% em doze meses, 40,75% no ano, e 4,50% em agosto.

Os efeitos em cascata dos reajustes dos combustíveis atingiram duramente também os transportes, que subiram 1,46% em agosto, exercendo forte influência sobre o IPCA entre os grupos. No ano, a alta já acumula 11,44%. 

As estatísticas revelam que a deterioração no custo de vida dos trabalhadores vai mais além: o gás de botijão teve alta recorde de 23,79% nos primeiros oito meses deste ano, acumulando em doze meses, até agosto, 31,70%. 

O reflexo da alta do gás de cozinha foi sentido no item alimentação e bebidas, que aumentou 13,94% em doze meses, ou  4,77% em janeiro/agosto.

Além dos combustíveis, a inflação vem sendo impactada pela energia elétrica, que sofre com problemas climáticos e falta de água nos reservatórios. "Os próximos meses serão de maior pressão de preços para as famílias brasileiras”, alerta Cararine, explicando que a alimentação disputa demanda com o mercado mundial e ambos setores (derivados e alimentos) acompanham a instabilidade do dólar. "A energia elétrica, que também está pesando, sofre com problemas climáticos e falta de águas nos reservatórios. Os próximos meses serão de maior pressão de preços para as famílias brasileiras”, destaca o economista. 

Publicado em Sistema Petrobrás

O feriado de 7 de setembro será mais uma vez marcado por mobilizações pelo #ForaBolsonaro e pelo Grito dos Excluídos, com atos já confirmados em mais de 170 cidades do Brasil e exterior. A indignação da maioria da população contra o pior presidente da história do país também ocupará as redes sociais com a hastag #7SForaBolsonaro.

As manifestações estão sendo organizadas pelas centrais sindicais e movimentos sociais que integram as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. Veja aqui o mapa das mobilizações

Com o lema é “A Vida em Primeiro Lugar”, a 27ª edição do Grito dos Excluídos tem como eixos de luta participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda. A FUP e seus sindicatos estarão presentes, fortalecendo as ações solidárias que os petroleiros vêm realizando desde o início da pandemia, através da venda subsidiada de botijões de gás de cozinha a preços justos e de doação de alimentos para as comunidades em situação de risco.

Feijão sim, fuzil não

Ítem básico da alimentação das famílias brasileiras, o feijão, além de dobrar de preço neste último ano, foi desdenhado pelo presidente Bolsonaro, que recentemente chamou de “idiotas” quem defende comprar feijão em vez de fuzil. Em protesto, a FUP e os sindicatos de petroleiros estão doando mais de uma tonelada de feijão nas mobilizações da Semana da Pátria, que culminam com o Grito dos Excluídos, no dia 07. 

Na última quinta-feira, 02, a FUP e os Sindipetros Norte Fluminense e Duque de Caxias distribuíram 350 quilos de feijão em ação solidária na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde foram subsidiados 350 botijões de gás a R$ 50,00 para as famílias da comunidade da Carobinha, em Campo Grande. 

No dia 07 de setembro, mais 800 quilos de feijão serão distribuídos pelos sindicatos de petroleiros ao final dos atos do Grito dos Excluídos, em Vitória, no Espírito Santo, e em Salvador, na Bahia. No Norte Fluminense, o Sindipetro-NF fará uma feijoada, que será distribuída à população em situação de vulnerabilidade social de Macaé e Campos, ao final das manifestações do dia 07. 

O Sindipetro-ES distribuirá meia tonelada de feijão no ato que acontecerá em frente à Câmara de Vitória. O feijão que será doado foi produzido pelo Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), através de cooperativas de agricultura familiar que produz alimentos saudáveis e sem agrotóxicos. 

Em Salvador, o Sindipetro-BA distribuirá 300 quilos de feijão à população, também ao final do Gritodos Excluídos.

Gás a preço justo

Como parte das ações da campanha “Combustíveis a Preço Justo”, realizada pela FUP e seus sindicatos há mais de dois anos, através do subsídio de gás de cozinha, gasolina e diesel, o Sindipetro Bahia realiza no sábado, 04, a distribuição por R$ 50,00 de 80 botijões de gás de cozinha. A  ação será a partir das 8h, no município de Mata de São João – Rua Aristides Maltez (ao lado do bar de Dedé), no bairro do Caboré. Os moradores precisam levar um botijão vazio e um comprovante de residência (água ou energia).

Já no Paraná, a ação se dará na comunidade Nova Esperança, localizada em Campo Magro, região metropolitana de Curitiba, no dia 7 de setembro, a partir das 9h, durante o Grito dos Excluídos. Serão distribuídos alimentos às famílias em situação de vulnerabilidade. Além disso, haverá plantio de árvores e a inauguração de uma padaria comunitária, com 50 cargas de gás de cozinha para seu funcionamento. Segundo o Sindipetro PR/SC, uma das entidades responsáveis pela ação solidária, são pelo menos cinco mil pessoas em situação de vulnerabilidade social na Vila Nova Esperança, com aproximadamente 1600 crianças. 

A campanha “Combustíveis a Preço Justo” tem por objetivo, além da ajuda humanitária, explicar à população sobre os prejuízos da política de reajustes dos combustíveis baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI), adotada pela Petrobrás desde outubro de 2016, que considera o preço do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. O impacto vai além do valor dos derivados de petróleo, como gás de cozinha, óleo diesel e gasolina: também afeta os preços dos alimentos, transportes e demais itens, num efeito cascata com forte impacto sobre a inflação. 

Segundo dados da Petrobrás, o gás de cozinha já acumula um aumento de 38,1% em 2021 – ou seja, quase oito vezes mais do que a inflação oficial do país, de 4,76% até julho, medida pelo índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Outro levantamento do IBGE mostra que, desde 2016, 30 por cento da população passou a usar lenha para cozinhar; 50 por cento das residências do país passa por insegurança alimentar; e 20 milhões de brasileiros passam fome. Só nas últimas 24 horas, houve diversas notícias sobre famílias que sofreram queimaduras graves ao usar álcool para cozinhar, por não terem dinheiro para comprar um botijão de gás. Em julho deste ano, um homem morreu pelo mesmo motivo. 

“Tem gente usando lenha e até álcool para cozinhar. Esses reajustes que a gestão da Petrobrás vem aplicando não apenas no gás de cozinha, mas também no óleo diesel e na gasolina podem ser evitados. Basta a empresa parar de usar somente a cotação do petróleo e do dólar e considerar também os custos nacionais de produção. Afinal, 90% dos derivados de petróleo que a gente consome são produzidos no Brasil, em refinarias da Petrobrás. E a empresa utiliza majoritariamente petróleo nacional, que ela mesma produz aqui.”, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

[Imprensa da FUP, com informações dos sindicatos]

 

 

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Com o tema “Gás e feijão, fuzil não!”, petroleiros ofertaram 350 botijões a 50 reais, metade do preço cobrado na região, e doaram 350 quilos de feijão

[Da assessoria de imprensa da FUP]

Em nova ação da campanha “Combustíveis a Preço Justo”, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os Sindicatos dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e de Duque de Caxias (Sindipetro-Caxias) colocaram à venda 350 botijões de gás de cozinha de 13 quilos a R$ 50 para moradores da comunidade da Carobinha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Também foram distribuídos 350 quilos de feijão. O valor do botijão do gás comercializado a preço justo é metade dos cerca de R$ 100 que vêm sendo cobrados pelo produto em revendas da região.

A oferta foi feita respeitando as regras dos organismos de saúde para evitar o contágio por Covid-19, com o uso de máscaras, a disponibilização de álcool em gel e medidas de distanciamento.

Além do benefício financeiro, a campanha “Combustíveis a Preço Justo” visa dialogar com a população sobre os prejuízos da política de reajustes dos combustíveis baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI), adotada pela Petrobrás desde outubro de 2016, que considera o preço do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. Essa política impacta não apenas o valor dos derivados de petróleo, como gás de cozinha, óleo diesel e gasolina,mas também os preços dos alimentos, transportes e demais itens,num efeito cascata com forte impacto sobre a inflação.

A venda de gás a preço justo é um alívio para o bolso dos consumidores, sobretudo para os mais pobres, que vêm sentindo bastante os efeitos da política de reajustes dos combustíveis da Petrobrás. Segundo dados da própria empresa, o gás de cozinha já acumula um aumento de 38,1% em 2021 nas refinarias – ou seja, quase oito vezes mais que a inflação oficial do país, de 4,76% até julho, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tem gente usando lenha e até álcool para cozinhar. Esses reajustes que a gestão da Petrobrás vem aplicando não apenas no gás de cozinha, mas também no óleo diesel e na gasolina podem ser evitados. Basta a empresa parar de usar somente a cotação do petróleo e do dólar e considerar também os custos nacionais de produção. Afinal, 90% dos derivados de petróleo que a gente consome são produzidos no Brasil, em refinarias da Petrobrás. E a empresa utiliza majoritariamente petróleo nacional, que ela mesma produz aqui.”, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

O tema da ação “Gás e feijão, fuzil não!” é uma alusão ao presidente Jair Bolsonaro que recentemente chamou de “idiotas” quem dizia ser melhor comprar feijão a fuzil. Isso num país em que quase 20 milhões de pessoas estão passando fome, há mais de 14 milhões de desempregados e os preços dos produtos essenciais à sobrevivência não param de subir.

"Moramos na casa da minha mãe: meu pai, minha mãe, eu, dois irmãos e minha sobrinha de 3 anos. Eu tenho dois filhos. Só minha mãe está trabalhando, estamos todos desempregados. As coisas estão muito difíceis, cada mês que passa os preços só aumentam, está cada vez mais difícil. Estamos passando um 'perrengue brabo', a gente já não está aguentando mais. Nada muda. Só piora, só piora...", conta durante a ação Gilson Ruan Silva, de 22 anos, desempregado. A realidade de Cíntia Vilas, de 36 anos, não é diferente: "Tenho 6 filhos, todos menores. Moramos eu e eles. Estou desempregada, faço 'bico', só eu que sustento a casa. Às vezes aparece uma unha [pra fazer], às vezes alugo uma mesa e uma cadeira, às vezes me chamam‘para limpar uma casa, às vezes 'cato' pet... Vou me virando. Criança pequena dentro de casa, gasta muito gás. Quando está estudando, come na escola, gasta menos. Mas agora nem isso, né? Algumas estão indo na escola, uma semana sim, uma semana não. Mas agora eles vão para a escola e nem a merenda estão dando direito, chega em casa tudo com fome".

O diretor do Sindipetro-NF, José Maria Rangel, destacou a importância da ação para “mostrar como a política de preços da Petrobrás é equivocada; favorece os ricos e prejudica os pobres. Queremos demonstrar ainda como são necessárias ações solidárias, principalmente no momento em que vivemos de pandemia”.

O diretor da FUP, Tadeu Porto, também presente ao ato, disse que a iniciativa permite um diálogo próximo com a população sobre “a culpabilidade do governo federal na exploração do povo através dos combustíveis. A política de preços da Petrobrás, implementada pelo governo Bolsonaro, é cruel e injusta, penaliza sobretudo os mais pobres”.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

A direção do Sindipetro Bahia estará no município de Mata de São João neste sábado (4), a partir das 8h, onde dará continuidade à campanha de venda de gás de cozinha a preço justo.

A ação acontece na Rua Aristides Maltez (ao lado do bar de Dedé), no bairro do Caboré, e os interessados devem levar o botijão vazio para a troca.

Serão contemplados apenas os oitenta primeiros moradores do bairro Caboré, que chegarem ao local, levando o recibo de água ou energia para comprovar serem moradores da localidade.

O “bujão” de gás será vendido por R$ 50,00. O restante do valor será subsidiado pela entidade sindical que há cerca de três anos vem desenvolvendo esta campanha em várias cidades da Bahia e bairros de Salvador.

Além de ter um viés solidário para amenizar a difícil situação dos baianos, perante o alto preço do gás de cozinha, da gasolina, dos alimentos e da conta de energia elétrica, a campanha visa denunciar a política de preços da atual gestão da Petrobrás, no governo Bolsonaro, que atrela os preços dos derivados de petróleo ao dólar, apesar dos custos da sua produção ser em real.

São Brás

No sábado, 28/08, os diretores do Sindipetro estiveram no Distrito de São Brás, em Santo Amaro, onde dezenas de pessoas compareceram à Praça João Damasceno Borges, para participar da campanha. Muitas pessoas relataram que não estão conseguindo comprar o botijão pelo valor que está sendo comercializado atualmente, ultrapassando, em alguns casos os R$ 100,00. Alguns afirmaram ter voltado a cozinhar a lenha, “está tudo muito caro, não dá mais para comprar o bujão”.

Eles festejaram a oportunidade de comprar o produto pelo valor de R$ 50,00 e ouviram atentamente as explicações dadas pelos diretores do sindicato sobre os verdadeiros culpados por preços tão altos: “a culpa é do governo Bolsonaro que não quer mudar a política de preços da Petrobrás”, revelou o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

Foram comercializados 70 botijões de gás de cozinha. A Campanha segue para outras localidades, tentando alcançar o maior número possível de pessoas carentes.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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Nesta quinta-feira, 02, a FUP, o Sindipetro NF e o Sindipetro Duque de Caxias promovem nova ação do gás de cozinha a preço justo na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Serão vendidos 350 botijões de gás a R$ 50,00 e  doados 350 quilos de feijão, em protesto à declaração do presidente Jair Bolsonaro, que recentemente chamou de “idiotas” quem defende comprar feijão em vez de fuzil

[Da Assessoria de Comunicação da FUP | Foto: Daniela Decorso]

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os Sindicatos dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e de Duque de Caxias (Sindipetro Caxias) realizam nesta quinta-feira, 2/9, a partir das 11h, uma nova edição da ação do gás de cozinha a preço justo. Além da venda do produto a preço módico, os petroleiros vão doar um quilo de feijão a cada comprador. 

Desta vez, a promoção irá ocorrer na comunidade da Carobinha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro (veja mais detalhes abaixo). Serão 350 botijões de gás vendidos por R$ 50 cada, e 350 quilos de feijão distribuídos. A oferta será feita respeitando as regras dos organismos de saúde para evitar o contágio por Covid-19, com o uso de máscaras, a disponibilização de álcool em gel e medidas de distanciamento. 

Além do benefício aos compradores, a ação busca dialogar com a população sobre os prejuízos da política de reajustes dos combustíveis baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI), adotada pela gestão da Petrobrás desde outubro de 2016. Essa política considera o preço do petróleo no mercado internacional, a cotação do dólar e os custos de importação. E impacta não apenas o valor dos derivados de petróleo, como gás de cozinha, óleo diesel e gasolina, mas também os preços dos alimentos, transportes e demais itens, num efeito cascata com forte impacto sobre a inflação. 

Os consumidores, sobretudo os mais pobres, vêm sentindo bastante os efeitos da política de reajustes dos combustíveis da gestão da Petrobrás. Segundo dados da própria empresa, o gás de cozinha já acumula um aumento de 38,1% em 2021. 

“Tem gente usando lenha e até álcool para cozinhar. Esses reajustes que a gestão da Petrobrás vem aplicando não apenas no gás de cozinha, mas também no óleo diesel e na gasolina podem ser evitados. Basta a empresa parar de usar somente a cotação do petróleo e do dólar e os custos de importação, e considerar também os custos nacionais de produção. Afinal, 90% dos derivados de petróleo que a gente consome são produzidos no Brasil, em refinarias da Petrobrás. E a empresa utiliza majoritariamente petróleo nacional, que ela mesma produz aqui”, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. 

O tema da ação desta quinta – “Gás e feijão, fuzil não!” – é uma alusão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que recentemente chamou de “idiotas” quem dizia ser melhor comprar feijão a comprar fuzil. Isto num país em que quase 20 milhões de pessoas estão passando fome, há quase 15 milhões de desempregados e os preços de produtos essenciais à sobrevivência não param de subir, sem qualquer ação do governo federal para resolver essa tragédia socioeconômica. 

SERVIÇO

Ação do gás de cozinha a preço justo – Gás e feijão, fuzil não! 

DIA: Quinta-feira, 2/9

HORÁRIO: A partir das 11h

LOCAL: Estrada da Carobinha, 470, Campo Grande

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Para denunciar a política de preços da atual gestão da Petrobrás no governo Bolsonaro – responsável pelos sucessivos  aumentos dos preços do gás de cozinha, gasolina e diesel – e amenizar a difícil situação que os baianos estão passando, o Sindipetro Bahia vai dar continuidade à sua ação do preço justo do gás de cozinha, subsidiando boa parte do valor do produto.

No sábado (28), às 9h, diretores do Sindipetro  Bahia estarão no Distrito de São Brás, em Santo Amaro, na praça João Damasceno Borges, em frente ao Restaurante Frutos do Mar, realizando a campanha do preço justo. Cinquenta botijões de gás serão vendidos ao valor de R$ 50,00, a unidade para as primeiras pessoas que chegarem ao local, levando o botijão vazio.

Com o valor do botijão de gás ultrapassando os R$ 100,00, e acumulando no ano um aumento de 29,3%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), uma boa parte da população brasileira voltou a cozinhar a lenha, pois este derivado do petróleo não cabe mais no orçamento de muitos pais e mães de família. Muita gente não sabe, mas o motivo da disparada do preço é a política de reajustes implementada pela atual direção da Petrobrás, baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI). O que quer dizer que a Petrobrás produz em real, mas vende seus produtos para a população em dólar.

Durante a ação em São Brás, os diretores vão explicar para a  população que o preço do gás de cozinha pode ser bem menor se o governo Bolsonaro mudar a politica de preços da Petrobrás, o que está se recusando a fazer.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta sexta-feira, 13, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense realizará, a partir das 9h, mais uma ação de venda de gás de cozinha a preço justo. Dessa vez a atividade será no Morro do Carvão, em Macaé, onde serão disponibilizados 200 botijões pelo preço de R$ 50,00. 

Os botijões serão vendidos as famílias que moram na comunidade e fizeram um pré-cadastro durante a semana. Esse pré-cadastro foi realizado para evitar que haja aglomeração no local. Lembrando que todos devem respeitar o distanciamento e usar máscaras. 

As ações do gás e da gasolina têm como objetivo conscientizar a população de que a Petrobrás poderia cumprir o seu papel social e indutora da economia brasileira, praticando preços de forma soberana, de acordo com a realidade nacional, e não em paridade com o mercado internacional. 

Para o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, a categoria petroleira que luta por uma Petrobrás para o povo não poderia fazer diferente. “Tem gente voltando a usar lenha para cozinhar, tem gente que não tem dinheiro para comprar alimentos. Estamos com uma das maiores taxas de desemprego. Como que essas famílias pagam mais de R$ 100,00 em um botijão de gás? Estamos nas comunidades, dialogando com essas pessoas e mostrando porque o gás hoje é tão caro, porque a fome voltou a imperar no país. Essa é uma ação com dinheiro do trabalhador e da trabalhadora para o povo!”, concluiu Tezeu. 

Além da venda dos botijões de gás, durante o dia haverá uma série de atividades culturais junto a comunidade como sorteio de artesanatos e apresentação musical e grafite. 

O Sindipetro-NF em parceria com a FUP e outros sindicatos realizam com frequência atividades que fazem parte da campanha petroleiro solidário e visam atender a população em vulnerabilidade social, ações essas, que foram intensificadas durante a pandemia, em razão da acentuação da grave crise econômica provocada pela política econômica do governo Bolsonaro e pela negligência com a qual trata o combate à covid-19.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

 

Publicado em Movimentos Sociais
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.