No mesmo dia em que a Petrobras divulgou redução dos preços dos combustíveis nas refinarias, ANP publicou pesquisa mostrando que preço médio da gasolina ficou em R$ 4,35, mas tem posto cobrando até R$ 5,19

[Da CUT e do Brasil de Fato]

No mesmo dia em que a Petrobras divulgou nova redução nos preços dos combustíveis em suas refinarias, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou pesquisa mostrando que os preços médios da gasolina no Brasil não caíram para o consumidor, estão acima de R$ 4,00 e tem estados onde o produto é vendido por mais de R$ 5,00. Afinal, por que essas reduções nunca chegam ao bolso do consumidor?

A Petrobras divulgou, na segunda-feira (26), nova redução nos preços dos combustíveis em suas refinarias. O preço da gasolina deve cair até R$ 0,09 por litro, chegando a R$ 1,66 por litro. De acordo com a estatal, a partir de terça a gasolina seria vendida para os postos de combustíveis com uma redução de 5%.

No mesmo dia, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou o Levantamento de Preços de Combustíveis (LPC) semanal mostrando que o preço médio do litro da gasolina comum vendida no Brasil foi de R$ 4,35 na semana anterior. Mas em alguns estados o combustível é vendido por até R$ 5,199, como é o caso do Rio de Janeiro, ou R$ 5,190 no Acre. O preço máximo no Tocantins (R$ 4,89) e em Goiás (R$ 4,88) também pesa no bolso dos consumidores. Confira a pesquisa aqui.

repórter Caroline Oliveira, do Brasil de Fato, foi ouvir o diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), o William Nozaki, para saber por que essas reduções não chegam no consumidor.

De acordo com ele, a redução não necessariamente significa um impacto positivo na bomba do posto de gasolina para o consumidor, “porque nem sempre as distribuidoras repassam essa redução para o preço final”.

“Todas as vezes que a Petrobras aumenta o preço dos combustíveis nas refinarias, as distribuidoras repassam para o consumidor na bomba de gasolina; mas quando a Petrobras diminuiu não necessariamente essa redução chega para o consumidor. Isso acontece principalmente nas cidades em que há muita concentração de propriedade de gasolina ou cartel para combinar preço”, explica o diretor técnico do Ineep.

De acordo com ele, em 2020, de maneira geral, os preços de combustíveis aumentaram. “Houve uma diminuição agora, por causa da queda da demanda. As pessoas estão consumindo menos combustível e isso acabou gerando um impacto na bomba de gasolina. Mas foi mais um efeito da demanda do que a oferta.”

Durante o período do isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus, os grandes centros ficaram vazios, as pessoas ficaram em quarentena durante meses e praticamente não usaram os carros. Isso explica a queda da demanda e ocorreu em todo o mundo.

Com a flexibilização do isolamento, as pessoas voltaram a circular de carros e os preços voltaram a subir. Os novos reajustes anunciados nesta segunda-feira (26) são parte das 63 variações de preço realizadas ao longo de 2020. Isso se deve à política de preços adotada pelo governo federal, ainda na gestão de Michel Temer, de paridade com o mercado internacional.

Pela medida, a estatal abriu mão de controlar diretamente o preço, evitando variações inflacionárias, para determiná-lo de acordo com o preço do mercado internacional.

Publicado em Sistema Petrobrás

Há três semanas, fogo deixou dois feridos e destruiu 24 casas na comunidade Vila Paula, no bairro San Martin, em Campinas (SP)

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP | Texto: Guilherme Weimer | Foto: Luciano Claudino/Código 19]

No último sábado (17), trabalhadores da Refinaria de Paulínia (Replan) e integrantes do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) doaram 25 botijões de gás de cozinha, com casco, para famílias desalojadas por incêndio ocorrido há três semanas, no dia 28 de setembro, em Campinas (SP).

Foram 24 casas destruídas na comunidade Vila Paula, pertencente ao bairro campineiro San Martin. Duas pessoas ficaram feridas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Além disso, 130 pessoas ficaram desalojadas e foram acolhidas na Escola Estadual Maria de Lourdes Bordini e em duas igrejas na região.

Desde então, as vítimas têm recebido todos os tipos de doações, como alimentos, água, roupas e móveis. Um projeto de financiamento coletivo também foi criado com o objetivo de arrecadar R$ 200 mil para a reconstrução das casas e a compra dos móveis e objetivos queimados – foram doados R$ R$ 22.827,90 até o fechamento desta reportagem.

A solidariedade está sendo responsável pela reconstrução de todas as casas. De acordo com o morador Paulo César Santos, as famílias esperam iniciar o retorno à comunidade ainda nesta semana. “Já foi reconstruída uma parte dos barracos queimados. Nós tivemos uma perda muito grande, mas também tivemos muitas doações de toda a região. Já estão dizendo que viramos a ‘Vila Fênix’, por conseguirmos ressurgir das cinzas, literalmente”, afirma.

Também como uma forma de solidariedade, os petroleiros, junto com o Sindipetro-SP, decidiram levar aos moradores da Vila Paula a “Campanha Gás a Preço Justo”. Desde o final do ano passado, a iniciativa tem doado ou subsidiado botijões em todo o país, como uma forma de discutir com a população sobre os motivos que tem elevado constantemente os preços do gás de cozinha e de outros derivados de petróleo nos últimos anos.

A comunidade é uma ocupação que existe desde 2015 e conta, atualmente, com aproximadamente 150 famílias, que totalizam cerca de 800 pessoas. O terreno onde estão localizados os barracos de madeira pertence à Prefeitura de Campinas.

Despejo na favela é fogo

No último mês, dois incêndios também atingiram uma outra comunidade na região. No total, 25 pessoas ficaram desalojadas em uma área de ocupação no Jardim Boa Esperança, em Hortolândia (SP).

Infelizmente, essa é uma situação recorrente nas favelas brasileiras. E, justamente por isso, já levantou diversas suspeitas em relação as suas causas que, em diversas circunstâncias, não podem ser enquadradas como “acidentes”.

Devido às constantes ocorrências de incêndios em favelas paulistas, vereadores de São Paulo criaram, em 2011, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que foi encerrada sem dados conclusivos em 2012. Uma reportagem do UOL denunciou na época que os seis integrantes da CPI receberam doações de empresas do ramo da construção, no total de R$ 700 mil.

Apesar da evidente falta de neutralidade, a comissão verificou o número de 1.643 incêndios ocorridos em favelas da capital paulistana entre 2009 e 2012.

Além do elevado índice, um levantamento realizado pela Pública em parceria com o Guardian Cities revelou que as comunidades afetadas estão localizadas em áreas 75% mais valorizadas do que a média.

A pesquisa analisou relatório da Defesa Civil, com informações de 80 incêndios, ocorridos entre 2008 e 2012 na cidade de São Paulo. O valor venal médio dessas áreas atingidas era de R$ 291 na época, enquanto o cálculo feito em outras 460 favelas foi de R$ 167, uma diferença de 75%.

Essas informações, apesar de inconclusivas, sugerem que incêndios cometidos em favelas ou comunidades pobres podem ser provocados por atos criminosos, devido à especulação imobiliária. Despejo nas favelas, muitas vezes, é feito com fogo.

Publicado em Cidadania
[Da imprensa do Sindipetro-BA] 

“O que a gente ganha não dá nem para se alimentar, imagine para comprar o gás a R$ 80,00, chegando, muitas vezes, a R$ 85,00”? O depoimento dado por Loreci Gonçalvez, moradora da cidade de Feira de Santana, reflete a situação de milhares de famílias, a maioria sobrevivendo com um salário mínimo, e que não conseguem sequer adquirir o botijão de 13 quilos do gás para cozinhar. 

Percorrendo diversas cidades do interior da Bahia desde o dia 29/09, com a ação “Gás a Preço Justo”, diretores do Sindipetro têm presenciado situações difíceis e ouvido relatos de pessoas que voltaram a cozinhar à lenha e, muitas vezes, não têm nem o que comer.

A ação faz parte da Campanha “A Petrobras Fica na Bahia”,  que  integram um grande movimento nacional entre os diversos sindicatos representativos dos trabalhadores petroleiros na defesa da Petrobras como empresa pública, integrada e a serviço do povo brasileiro. 

Já foram contemplados os moradores das cidades de Alagoinhas, Entre Rios, Dias D´Ávila, Mata de São João, Simões Filho, Candeias, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Feira de Santana e Ipirá. Em cada um desses municípios, o botijão de gás foi vendido para famílias carentes ao preço de R$ 40,00. O restante do valor foi subsidiado pelo Sindipetro.

O diretor de comunicação do Sindipetro e vice-presidente da CUT Bahia, Leonardo Urpia, que, juntamente com os também diretores do sindicato, João Marcos e Climério Reis (Mero), está à frente da ação do “Gás a Preço Justo”, diz que há uma boa receptividade da população, que se mostra interessada em saber mais sobre o processo de venda do gás de cozinha e porque ele está tão caro.

“Estamos conseguindo atingir o nosso objetivo que é o de chamar a atenção da sociedade para a importância da Petrobrás. Em cada lugar que chegamos explicamos o motivo do alto preço do gás de cozinha e de outros derivados do petróleo, que é a mudança da politica de gestão da Petrobrás, feita pelo governo Bolsonaro, que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar”. 

Eliomar, da cidade de Simões Filho, entendeu o recado e se mostrou revoltado. “Como é que a Petrobrás produz aqui, com matéria prima do Brasil, e a gente paga preço de dólar”?, indagou.

Para Maria, de Feira de Santana, “o governo de Bolsonaro tem de parar e refletir porque a nossa nação tem muita gente humilde que não tem condições de comprar o gás a esse preço. Eu conheço pessoas que estão procurando lenha para cozinhar”.

Em São Sebastião do Passé, Antônio Almeida revelou que às vezes precisa comprar gás fiado e o preço sobe para R$ 90,00”. Para Hilda Maria, também moradora dessa cidade, “a vida está muito difícil e o governo tem de ver isso, tem de baixar o preço do gás”.

A ação do “Gás a Preço Justo” segue até o final do mês de outubro, mostrando que é possível vender o gás de cozinha com valores mais baixos, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Conheça as cidades cujas populações ainda serão beneficiadas com a ação da venda de gás de cozinha a preço justo:

15/10 (quinta-feira)- Itabuna
16/10 (sexta-feira) – Itapetinga
17/10 (sábado)- Canavieiras

18/10 (domingo) – Jequié
20/10 (terça-feira)- Olindina
21/10 (quarta-feira) – Madre de Deus
22/10 (quinta-feira) – Santo Amaro

Publicado em Petróleo

Em virtude do grande número de ligações e mensagens a respeito da ação do gás de cozinha a preço justo, o Sindipetro Bahia esclarece que a ação faz parte da campanha “A Petrobrás fica na Bahia”, que vem sendo colocada em prática pela entidade sindical em defesa do Sistema Petrobrás, ressaltando a importância da estatal para o desenvolvimento econômico e industrial do nosso estado e a necessidade da Petrobrás não ser vendida e não sair da Bahia, como quer o governo Bolsonaro.

É importante ressaltar que a ação do gás a preço justo tem sido realizada nacionalmente por diversos sindicatos de trabalhadores petroleiros denunciando os preços abusivos praticados pela política de preços do governo Bolsonaro para os combustíveis, beneficiandoa famílias carentes de diversas cidades do interior. Na Bahia, desde o retorno da Campanha em 2020, a diretoria do Sindipetro já esteve nas cidades de Alagoinhas, Simões Filho, Dias D´Ávila, Candeias, Mata de São João e Entre Rios. Na quinta-feira (8), a ação do gás a preço justo chega à cidade de São Francisco do Conde.

O objetivo do sindicato é mostrar que a Petrobrás pode e deve vender o gás de cozinha com valores mais baixos, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

O botijão de gás está sendo vendido ao valor de R$ 40,00 a unidade. O restante está sendo subsidiado pelo Sindipetro.

Conheça as cidades cujas populações carentes serão beneficiadas com a ação da venda de gás de cozinha a preço justo

08/10 (quinta-feira) São Francisco do Conde
09/10 (sexta-feira)- São Sebastião do Passé
13/10 (terça-feira) – Feira de Santana
14/10 (quarta-feira)- Ipirá
15/10 (quinta-feira)- Itabuna
16/10 (sexta-feira) – Itapetinga
17/10 (sábado)- Canavieiras
20/10 (terça-feira)- Olindina
21/10 (quarta-feira) – Madre de Deus
22/10 (quinta-feira)- Santo Amaro

Clique aqui e saiba como a campanha está sendo recebida pela população

[Via Sindipetro-BA]

[Do portal da CUT]

A alta de preços dos produtos da cesta básica, especialmente do arroz, em plena pandemia do novo coronavírus (Covid 19), quando 67 milhões de brasileiros e brasileiras dependeram de ajuda financeira do auxílio emergencial de R$ 600,00 para sobreviver, levou a deputada federal Rejane Dias (PT/ PI), a apresentar o Projeto de Lei (PL) nº 4561/10, a fim de conter os abusos cometidos por produtores e comerciantes. 

O PL prevê sanções econômicas para quem cometer preços abusivos até o final do estado de calamidade pública em 31 de dezembro deste ano. As sanções vão da proibição de fazer qualquer tipo de contrato com bancos oficiais, participar de licitações e até ser impedido de atuar no comércio. O texto altera o Código de Defesa do Consumidor e a Lei 12.529/11, que trata da defesa da concorrência, para acrescentar a medida.  O mesmo projeto prevê também evitar o aumento no preço do botijão de gás.

“Eu acredito que o Congresso terá a sensibilidade de barrar esses preços que considero abusivos, diante da calamidade que estamos vivendo. É uma ação importante que espero que seja aprovado em regime de urgência”, afirma a deputada petista.

Ao defender o seu projeto, Rejane Dias lembrou que os produtos essenciais da cesta básica hoje pressionam o orçamento das famílias, especialmente as que recebem um salário mínimo (R$ 1.045,00).

O economista Daniel Ferrer de Almeida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) explica como os aumentos nos preços dos produtos da cesta básica pressionam o orçamento das famílias. Ele cita como exemplo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que  reajusta os salários. O acumulado de janeiro a agosto foi de 1,16% para famílias que ganham de 01 (um) a 5 (cinco) salários mínimos.

“Só que dentro do INPC existe o peso da cesta básica, da alimentação, que subiu 5,43% no mesmo período. Aí o impacto da redução do poder aquisitivo é muito maior para essas famílias. O caso do preço do arroz é bem emblemático”, afirma Daniel.

De acordo com o economista, a propensão de quem ganha menos é consumir toda a renda, e ao olhar os itens da cesta básica que aumentaram, a renda das famílias mais pobres foi esmagada absurdamente porque foi utilizada nos produtos que mais encareceram.

 “A variação da cesta básica é absurda em comparação com o índice da inflação”, afirma Daniel. Segundo ele, somente com geração de emprego e renda é que o consumo das famílias voltará a crescer.

“O governo ajuda a destruir a economia ao deixar que especulem com os preços dos alimentos”, avalia o economista do Dieese.

Salário mínimo ideal é de quase R$ 5 mil

Os preços médios coletados da cesta básica pelo Dieese no mês de setembro variaram de R$ 422,31 (Natal/RN) a R$ 582,40 (Florianópolis/SC). Com base nessa última, o Dieese calculou em R$ 4.892,75 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família (de quatro integrantes). Esse valor corresponde a 4,68 vezes o mínimo oficial (R$ 1.045). Em agosto, essa proporção era de 4,34 vezes. Em apenas um mês, o mínimo necessário aumentou em R$ 356,63.

Para a deputada Rejane Dias, o fim da Política de Valorização do Salário Mínimo, proposta pela CUT, aprovada pelo Congresso Nacional e implantada, em 2004, pelo ex-presidente Lula, por decisão de Jair Bolsonaro (ex-PSL) agrava a situação dos trabalhadores e de suas famílias.

“ Nos governos Lula e Dilma tivemos reajustes do salário mínimo acima da inflação, o que protegeu o poder de compra do trabalhador. Infelizmente o atual governo acabou com esta política” diz Rejane Dias.

Manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00

Rejane Dias afirma ainda que além de querer coibir os preços abusivos da cesta básica, ela está lutando pela manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00, defendido pela CUT e demais centrais sindicais.

“ O auxílio emergencial  tem sido essencial para dar um pouco de dignidade às pessoas. Manter o valor original de R$ 600,00 é o que deve ser feito pelo Congresso Nacional”, defendeu a deputada do Piauí.

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Alagoinhas, Entre Rios, Dias D´Ávila e Mata de São João. Essas foram as cidades baianas cujos moradores já foram beneficiados pela ação do gás a preço justo, que faz parte da campanha “A Petrobrás fica na Bahia”, organizada pelo Sindipetro Bahia.

Os diretores do Sindipetro, Leonardo Urpía, João Marcos e Mero, percorreram vários quilômetros na semana – de 29/09 a 2/10 – utilizando como meio de transporte o ônibus adesivado que também foi usado na “Vigília Petroleira pela Bahia e pelos Baianos”

Em cada cidade, os diretores, conversaram com a população explicando  a importância da Petrobrás para garantir a comida na mesa e uma vida com melhor qualidade, principalmente para as pessoas carentes. E ainda distribuíram máscaras e álcool em gel.

O botijão do gás de cozinha foi vendido ao valor de R$ 40,00 (o restante foi subsidiado pelo Sindipetro), preço justo levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Na cidade de Alagoinhas, muita gente fez  fila para conseguir o botijão de gás à R$ 40,00. “Acho que essa campanha é de extrema importância principalmente para aqueles que não têm acesso ao botijão de gás. Gostaria muito que o presidente da República revisse o preço do gás e passasse isso pra gente com clareza”, opinou Elisângela, moradora da cidade. Robson, que também chegou cedo à fila, acredita que R$ 40,00 é um valor justo para que o trabalhador e o pai de família possa comprar o gás”.

Para Maria das Graças, moradora de Mata de São João, “o Sindipetro está fazendo um grande trabalho em prol das pessoas da zona rural, que tanto precisam e sofrem”.

Dona Celina, que também mora no município de Mata de São João,  contou que mesmo com os braços doendo, pega um carrinho de mão, um facão e vai para o mato cortar lenha. “O botijão aqui custa R$ 70,00. Muito caro. Então, eu cozinho arroz, feijão, frango, tudo na lenha”. Contente com o preço do botijão a R$ 40,00, dona Celina vai poder descansar os braços e utilizar o gás para cozinhar.                                                                                                                                                

Em Dias D’ Ávila, o morador Carlos indagou: “Como uma pessoa que recebe salário mínimo pode pagar R$80,00 pelo botijão de gás”? Já a também moradora Cleonice disse estar amando essa campanha do Sindipetro Bahia. “O gás está em um valor absurdo. Aliás, não é só gás, é tudo em nosso país. hoje o custo de vida está impossível de encarar”.

O diretor de comunicação do Sindipetro e vice-presidente da CUT Bahia, Leonardo Urpia, que está acompanhando a atividade do gás a preço justo no interior da Bahia, afirma estar muito satisfeito com a repercussão da ação, que faz parte da campanha “A Petrobrás fica na Bahia”.

“Em cada lugar que chegamos, percebemos, ao conversar com a população, o estrago que a mudança da politica de preços da Petrobrás, está causando. A decisão do governo Bolsonaro de produzir os derivados do petróleo em real, mas cobrar da população em dólar, está contribuindo para o empobrecimento e a volta do Brasil ao Mapa Mundial da Fome. Já tínhamos saído desse Mapa no governo Lula, mas  agora voltamos, o que é uma lástima”. afirma, Urpia.

A ação do gás a preço justo segue até o final do mês de outubro, passando por mais cidades do interior da Bahia. Veja calendário abaixo:

06/10 (terça-feira)- Simões Filho

07/10 (quarta-feira)- Candeias

08/10 (quinta-feira) São Francisco do Conde

09/10 (sexta-feira)- São Sebastião do Passé

13/10 (terça-feira) – Feira de Santana

14/10 (quarta-feira)- Ipirá

15/10 (quinta-feira)- Itabuna

16/10 (sexta-feira) – Itapetinga

17/10 (sábado)- Canavieiras

20/10 (terça-feira)- Olindina

21/10 (quarta-feira) – Madre de Deus

22/10 (quinta-feira)- Santo Amaro

Publicado em Sistema Petrobrás

A ação vai beneficiar, inicialmente, famílias carentes de 15 cidades do interior da Bahia, onde o botijão de gás será vendido ao valor de R$ 40,00 a unidade, com subsidio do Sindipetro. Atualmente, o botijão de gás chega a custar até R$ 80,00

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Cada vez mais caro, o botijão de 13 kilos de gás de cozinha virou artigo de luxo para muitas famílias, que equilibram como podem o orçamento doméstico para garantir um pouco de comida cozida e quente à mesa. Mas será que o botijão de gás está sendo vendido a um preço justo? Para o Sindipetro Bahia a resposta é não.

O sindicato retoma a partir da terça-feira (29), a ação de venda de gás de cozinha a preço justo para mostrar que é possível vender o gás de cozinha com valores mais baixos, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

A ação, que faz parte da campanha “A Petrobrás Fica na Bahia”, vai beneficiar, inicialmente, famílias carentes de 15 cidades do interior da Bahia (veja roteiro no final da matéria), onde o botijão de gás será vendido ao valor de R$ 40,00 a unidade. O restante será subsidiado pelo Sindipetro. Atualmente, o botijão de gás chega a custar até R$ 80,00. A campanha deve ter continuidade seguindo para outras regiões da Bahia.

Em cada cidade que passar, os diretores do Sindipetro vão conversar com as pessoas – utilizando máscaras e respeitando o distanciamento devido à pandemia da Covid-19 – para explicar a importância de defender a Petrobrás como uma empresa pública e integrada. E como a privatização da Petrobrás pode prejudicar a vida das pessoas, mesmo que, a princípio, elas não se deem conta disso.

Para essa ação será utilizado o mesmo ônibus adesivado que foi usado durante a “Vigília Petroleira em Defesa da Petrobrás e da Bahia”, que percorreu as unidades do Sistema Petrobrás e cidades que fazem parte do chamado cinturão do petróleo.

Política de Bolsonaro é responsável por aumento do preço do gás

Desde 2016, a Petrobrás vem sendo gerida como se fosse uma empresa privada e caminha a passos largos para a privatização de fato. Uma das principais mudanças que afetaram a população brasileira foi a alteração da política de preços da empresa que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar, desencadeando aumentos sucessivos, que já chegaram a ser diários, da gasolina, diesel e gás de cozinha, sem haver nenhuma proteção ao consumidor.

Os petroleiros defendem a intervenção do governo federal para barrar os aumentos sucessivos dos derivados de petróleo. “Acreditamos que a prioridade deve ser o povo brasileiro e não os acionistas privados da empresa. É possível vender o gás de cozinha a um preço menor e manter o lucro de acionistas, revendedoras e distribuidoras, mas o povo não é a prioridade do governo Bolsonaro. Isso está a cada dia mais claro”. afirma o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista.

Venda das refinarias pode aumentar preços dos derivados

O governo Bolsonaro vem intensificando o desmonte da Petrobrás. As distribuidoras de combustíveis (BR e Liguigás) já foram privatizadas. A FAFEN foi arrendada. O edifício Torre Pituba foi desmobilizado e a grande maioria dos seus trabalhadores transferida para outros estados. A PBIO está à venda, assim como muitas unidades dos Campos Terrestres.

Com a venda da Rlam, da Transpetro, com seus quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos totalizando 669 km, que já foi anunciada, a tendência é que se crie um monopólio de empresas privadas e os preços dos derivados de petróleo aumentem ainda mais.

O fato é que o consumidor brasileiro ganha em real, mas paga os derivados de petróleo em dólar. Com a privatização das refinarias a situação tende a piorar.

É contra essa política que a FUP e os Sindipetros estão lutando.

Conheça as cidades cujas populações serão beneficiadas com a ação da venda de gás de cozinha a preço justo

29/09 (terça-feira) – Alagoinhas
30/09 (quarta-feira) – Entre Rios
01/10 (quinta-feira) – Dias D’Ávila
02/10 (sexta-feira) Mata de São João

06/10 (terça-feira)- Simões Filho
07/10 (quarta-feira)- Candeias
08/10 (quinta-feira) São Francisco do Conde
09/10 (sexta-feira)- São Sebastião do Passé

13/10 (terça-feira) – Feira de Santana
14/10 (quarta-feira)- Ipirá
15/10 (quinta-feira)- Itabuna
16/10 (sexta-feira) – Itapetinga
17/10 (sábado)- Canavieiras
20/10 (terça-feira)- Olindina
21/10 (quarta-feira) – Madre de Deus

Publicado em Sistema Petrobrás

Neste sábado, dia 26 de setembro, os diretores do Sindipetro-ES estarão entregando os cupons de troca para 100 botijões de gás, aos sorteados da ação desenvolvida pelo Petroleirtos pela Vida junto com o SOS Periferia. A atividade será realizada no bairro Santo Antônio, em Cariacica, a partir das 10 horas, na praça do bairro. Também faremos panfletagem sobre os preços dos combustíveis.

Essa campanha promocional foi realizada durante os dias 01 e 22 de setembro, com 17 comerciantes do bairro. Durante esse período, para cada compra acima de R$ 15, o morador recebia um bilhete para concorrer ao sorteio dos 100 botijões.

Panfleto

O panfleto que será distribuído aos moradores do bairro, durante a ação, explica os motivos dos preços altos do gás de cozinha e demais combustíveis.

Convidamos a todos os Petroleiros a participarem conosco!

Segue endereço da ação:

Av. São Paulo, Santo Antônio, Cariacica – ES

https://maps.app.goo.gl/Q8aBnX7t2BjMYuNTA

[Via Sindipetro-ES]

Publicado em SINDIPETRO-ES

As informações divulgadas, nesta semana, em entrevista ao telejornal da emissora de televisão Rede Gazeta, pelo vice-presidente do Sindicato de Revendedores de Gás, o senhor Cléber dos Santos Almeida, alegando que o aumento futuro no preço do gás de cozinha estaria associado a um possível dissídio coletivo da categoria petroleira, são desconexas da verdade.

Em primeiro lugar, a categoria não está em dissídio coletivo. Estamos em plena negociação do Acordo Coletivo de Trabalho junto à Petrobrás, e sem qualquer previsão de paralisação das atividades.

É fundamental esclarecer também que os recentes aumentos no preço do gás de cozinha são resultado de decisões exclusivamente empresariais da atual gestão da Petrobrás. Alinhada ao Governo Bolsonaro, a Petrobrás segue privatizando seus Ativos de Gás em todo o país, a exemplo da Liquigás, da Gaspetro e de vários campos produtores.

O Espírito Santo também vem sofrendo com as privatizações no setor de gás. Recentemente, dois polos produtores de gás foram vendidos no Norte do Estado. Em verdade, a Petrobrás está lançando ao mercado todas as concessões de gás no Espírito Santo. Em pouco tempo a Petrobrás pode sequer existir em solo capixaba.

Ressaltamos que o principal motivo pelos recorrentes aumentos do preço do gás é o preço de paridade internacional (PPI) aplicado pela Petrobrás. Ao indexar o preço do barril à cotação internacional do petróleo, somos levados às flutuações do mercado mesmo sendo produtores potenciais. Uma vulnerabilidade inimaginável para o tamanho das nossas reservas, incompatível com nossa autossuficiência em petróleo.

O PPI é uma manobra fiscal que favorece importadores. Não há compromisso com o abastecimento, o que realmente importa é o lucro nas transações. A população, dependente do gás, é refém desse esquema criminoso que privilegia cartéis privados no mercado de gás.

Agradecemos os ouvidos atentos às nossas reivindicações. Reforçamos nossa luta em defesa do preço justo do gás, com uma Petrobrás forte e integrada. Convidamos todos a participar também da Campanha pela permanência da Petrobrás no Espírito Santo.

#APetrobrásFICAnoEspíritoSanto 

Valnísio Hoffmann

Coordenador geral do Sindipetro-ES

Publicado em Petróleo

No dia 13 de junho, o Sindipetro PR/SC e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram mais uma grande ação solidária nestes tempos difíceis de pandemia, doando alimentos e gás de cozinha para famílias carentes da periferia de Curitiba.

Foram distribuídos 15 toneladas de alimentos produzidos nos assentamentos do MST e 500 botijões de gás doados pelos petroleiros do Paraná e Santa Catarina.

A ação de solidariedade representa a aliança de classe entre trabalhadores do campo e da cidade e nasceu quando dirigentes do MST e do Sindipetro-PR/SC fizeram o desafio de aumentar o número de doações de itens essenciais para famílias que estão em vulnerabilidade social.  

As cestas básicas e botijões de gás foram distribuídos a famílias da Ocupação Portelinha, na Escola de Samba Embaixadores da Alegria, no Santa Quitéria; e da Ocupação Sabará, através da Associação da comunidade, no Complexo da Cidade Industrial de Curitiba.

Confira o minidocumentário produzido pelo Sindipetro-PR/SC: 

Publicado em Cidadania
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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