Nos últimos meses, a Petrobras retornou aos noticiários de todo o país devido ao seu lucro de mais de R$ 10 bilhões obtido no segundo trimestre de 2018. O alto faturamento da companhia foi comemorado. Porém, pouco foi dito sobre o que motivou este resultado e como essas cifras estão impactando no bolso da população brasileira. 

Brasil de Fato conversou com o coordenador licenciado da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, sobre a política de preços da Petrobras, a importância da empresa para o país e a consequência que uma privatização pode ocasionar. 

A Petrobras registrou no segundo trimestre lucro líquido de mais de R$ 10 bilhões. Esse lucro está sendo apontado como 257% maior do que no primeiro semestre de 2017. O que tem causado este aumento nos lucros da empresa? A população está pagando algum preço pelas cifras tão elevadas da Petrobras? 

O lucro da Petrobras, basicamente, quem está pagando é a sociedade brasileira. A gasolina está custando hoje cerca de R$ 5 nas bombas e o botijão de gás R$ 80, sem contar o diesel. É um lucro que tem grande parte do seu percentual relativo aos abusivos preços dos derivados e, outro aspecto que contribuiu para o aumento do lucro da empresa foi a alta do preço do barril do petróleo. Se compararmos com o segundo trimestre de 2017, vemos um aumento de quase 100%. O barril custava 49 dólares e hoje já chegou a bater quase 80 dólares. E, por fim, não menos importante, está a redução no custo da extração da Petrobras e isso graças a excelente lucratividade dos campos do pré-sal que o presidente entreguista da Petrobras (Pedro Parente) desdenhou. O pré-sal é que reduz drasticamente o preço de extração da Petrobras. 

Como o aumento internacional do preço do barril do petróleo nos últimos meses tem influenciado a política de preços da Petrobras?  

A direção da Petrobras continua insistindo em manter a paridade internacional nos preços aqui de dentro em relação ao que é praticado lá fora. Vejam vocês o porquê deste absurdo. O preço de extração da Petrobras está custando cerca de 40 dólares o barril. E a Petrobras, com essa insanidade de praticar preços internacionais, faz com que o brasileiro pague um derivado no mercado internacional que é de 80 dólares o barril. Essa é uma consequência gravíssima para o país. 

"Nós pagamos a segunda gasolina mais cara entre os 20 maiores produtores do mundo"

A Petrobras é uma empresa estratégica para o Brasil. Ela é a que mais investe em pesquisa e desenvolvimento, a que mais contribui com o Produto Interno Bruto (PIB). Porém, nos últimos dois anos, uma orientação política pautada em privatizações e redução do papel da empresa tem estado cada vez mais presente. Qual o impacto que a privatização da Petrobras pode causar no Brasil? 

A privatização tem vários aspectos danosos. Primeiro, é aquele no bolso. Nós pagamos a segunda gasolina mais cara entre os 20 maiores produtores do mundo. Segundo, é o fato de perdermos competitividade em nossa engenharia, visto que tudo virá de fora, inclusive o conhecimento. Terceiro, a geração de emprego. Quarto, a questão da precarização de trabalho e, por fim, algo que é fundamental: a soberania do nosso país. 

Estamos no período eleitoral. A gestão do país para os próximos 4 anos será decidida em outubro. O eleitor precisa ficar atento a quais questões relacionadas a cadeia do petróleo na hora de escolher um candidato? 

As eleições deste ano definirão os rumos do nosso país para os próximos 30 anos e no setor de petróleo principalmente. Nós temos ainda a oportunidade de reverter todo esse desmonte que foi feito na cadeia de petróleo e gás. Um desmonte que foi muito bem orquestrado, no sentido de transferir não só o petróleo que nós produzimos no pré-sal, mas também toda a cadeia produtiva, quer seja a construção de navios e plataformas lá fora, quer seja a importação de máquinas e equipamentos sem o pagamento de impostos, como foi aprovada a MP do Trilhão*. Temos a oportunidade ainda de fazer com que o petróleo seja a redenção para o povo brasileiro com recursos para a saúde e educação e também com geração de emprego e renda. 

* Medida Provisória (MP 795/2017) que concede benefícios fiscais a empresas petrolíferas que atuarão em blocos das camadas pré-sal e pós-sal, inclusive por meio de isenções para importação de máquinas e equipamentos. 

[Via Brasil de Fato | Edição: Mariana Pitasse]

Publicado em Petróleo
Em defesa da democracia e da soberania nacional

Esta é uma semana decisiva que influenciará diretamente nos rumos políticos do país. O registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República será feita nesta quarta-feira (15), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, com o respaldo de milhares de brasileiros, entre eles os petroleiros. A FUP e seus sindicatos se somarão às centenas de caravanas de movimentos sindicais e sociais que saíram de vários estados em direção à capital federal para defender a inocência de Lula e garantir o seu direito de disputar democraticamente a eleição. 

Encarcerado como preso político há mais de 120 dias na sede da Polícia Federal, em Curitiba, o ex-presidente lidera todas as pesquisas eleitorais. A última consulta feita pelo Vox Populi, entre os dias 18 e 20 de julho, revela que as intenções de voto em Lula aumentaram para 41% contra 39% registrado em maio. Já a soma de todos os outros adversários alcançou 29%.

Lula é o candidato do povo e o único capaz de recuperar o país dos estragos feitos pelos golpistas. Por isso, ele é mantido preso, sem provas, pelos setores que apoiam o golpe, enquanto manifestações populares e do campo da esquerda eclodem dentro e fora do Brasil por sua liberdade.

Os petroleiros, que foram uma das primeiras categorias a alertar para o golpe que estava sendo gestado desde 2014, com os reiterados ataques contra a Petrobrás e o Pré-Sal, sabem que somente a retomada do projeto popular democrático liderado por Lula poderá barrar e reverter os processos de privatizações e de desmonte das políticas sociais e desenvolvimentistas.

Plenária da FUP aprovou apoio a Lula

Por unanimidade, a VII Plenária Nacional da FUP, realizada entre os dias 01 e 05 de agosto, deliberou pela massiva participação dos petroleiros na manifestação desta quarta-feira (15) em Brasília e apontou que uma das lutas centrais da categoria deve ser a eleição de Lula e de um congresso representativo dos trabalhadores.

Por Lula livre e presidente, seguiremos na luta para que o Brasil volte a ser feliz de novo.

Leia também: 

Marcha Nacional Lula Livre chega a Brasília
Petroleiros prestam apoio a militantes que estão em greve de fome por justiça e liberdade para Lula

 

[FUP]

Publicado em Movimentos Sociais
Segunda, 13 Agosto 2018 11:21

RMNR: FUP entra com agravo no STF

Como já noticiado em 21 de junho o TST definiu sua posição sobre os adicionais de periculosidade, noturno, hora de repouso e alimentação, e sobreaviso, estarem fora do cálculo da RMNR.

Mas antes mesmo de ser publicado o texto do IUJ do dia 21 de junho, a Petrobrás ingressou no Supremo Tribunal Federal para obter uma liminar que suspendesse os efeitos do julgamento, e ainda congelar qualquer ação de RMNR no país inteiro, em favor de um “futuro recurso extraordinário”, que a empresa ainda irá interpor.

Para isso, a Petrobrás alegou uma inconstitucionalidade inexistente. E no recesso do STF o ministro Toffoli, sem ouvir os petroleiros, e nem mesmo ouvir o TST, deu a liminar e suspendeu a decisão do TST com a justificativa bizarra de que como o TST disse que não há matéria constitucional em debate... deve haver matéria constitucional.

CASUÍSMO

Em 2015 o STF já havia declarado que a questão da RMNR não era constitucional. O que mudou desde então? O Golpe de Estado de 2016? Além disso, a liminar de Toffoli contraria a Súmula 505 do próprio STF.

A FUP recorrerá contra a liminar. Porém, no dia 31 de julho Toffoli, de imediato, já negou urgência a um primeiro recurso dos trabalhadores, que deverá aguardar julgamento em prazo normal. Urgente é só proteger o Capital.

Todavia, não podemos ter ilusões. Tanto a liminar de Toffoli, quanto o desfecho dos agravos contrários, e do futuro Recurso Extraordinário da Petrobrás, é e serão resultantes de determinantes políticas, na arena do STF do Golpe de Estado.

Nota da assessoria jurídica da FUP

 

Publicado em Sistema Petrobrás
Segunda, 13 Agosto 2018 09:59

FUP e FNP contra o PCR

A FUP e a FNP, vem por meio desta manifestar sua contrariedade em relação a implantação do PCR (Plano de Carreiras e Remuneração) pela Petrobrás.

Não podemos aceitar nenhuma mudança nas nossas relações de trabalho que não seja negociada com os sindicatos e apreciada pela categoria coletivamente. Principalmente em um tema que afeta tão profundamente a vida de todos nós.
Entre os vários problemas identificados neste PCR, podemos destacar os seguintes:
• Foi imposto pela empresa e não teve nenhuma negociação com os sindicatos, ao contrário do que aconteceu no PCAC;
• É inconstitucional, pois fere o princípio da investidura e a democracia dos processos seletivos;
• Acaba com a isonomia, criando dois planos com diferenciações de mobilidade e progressão;
• Busca legalizar o desvio de função, com sobrecarga de trabalho e facilitando a extinção de cargos, a terceirização da atividade fim e a privatização;
• Com o fim dos avanços de níveis de 18 e 24 meses, subordina ainda mais a carreira do trabalhador aos desmandos dos chefes, sujeitando ao assédio moral e às transferências forçadas, ainda que prometa que será por “livre iniciativa”.
Não é a primeira vez que a Petrobrás tenta vender um plano com claro viés ideológico como ciência neutra. Vide o exemplo dos estudos de O&M (Organização e método) e redução de efetivo nas refinarias, elaborados por consultoria contratada, e aplicados sem transparência e sem diálogo com a categoria e seus representantes.
O novo plano de carreira defendido pela empresa como “técnico” representa uma fiel aplicação das diretrizes do governo Temer, através da SEST, publicada em dezembro de 2017, com clara redução de direitos conquistados a partir de lutas históricas da categoria. Esses mesmos governantes neoliberais orientam o fim de planos de saúde de autogestão como a AMS e dos fundos de previdência como a PETROS.
Caso concordemos com esses rumos, abriremos portas para um temeroso futuro para a Petrobrás, tornando-se “escritório” de fiscalização de contratos e, para os trabalhadores, com a precarização das condições de trabalho. Esvaziando o ACT, eles enfraquecem sindicatos, deixando os trabalhadores mais suscetíveis a mais perdas de direitos e armadilhas. É a lógica da reforma trabalhista na prática e não podemos aceitar!
Nossos sindicatos estão atentos aos interesses escusos da empresa e para isso, estão preparando ações judiciais, denúncias no MPT e exigindo a suspensão do PCR.
Não aceite pressão da gerencia e não assine os termos de adesão ao PCR. Um plano unilateral da empresa não é proposta aceitável. A manutenção no PCAC é a garantia de que o seu plano de carreira faz parte de uma luta coletiva, e não de um acordo individual em que você já começa vendendo direitos.
Você tem escolha. Defenda a Petrobrás! Defenda a soberania deste país!
Todos juntos contra o PCR!
Participe dos seus sindicatos e das manifestações!

Leia no site da FNP

Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2018

Publicado em Sistema Petrobrás

Foi lançado no último dia 7 de agosto, na sede do Instituto Paulo Freire, o livro Reinventando Freire, que traz artigos e depoimentos de 63 autores sobre educação freireana e a práxis do Instituto Paulo Freire.

Neste livro, constam diversos relatos das diferentes ações e experiências inspiradas em Paulo Freire, entre elas o MOVA-Brasil, projeto de alfabetização de jovens e adultos desenvolvido entre a FUP, o Instituto Paulo Freire e a Petrobrás, em 11 estados das regiões norte, nordeste e sudeste do Brasil. Baseado na metodologia freireana, este projeto colaborou de maneira decisiva para minimizar o analfabetismo nas regiões onde foi implementado.

 Na foto acima, um dos organizadores do livro e diretor do IPF, Moacir Gadotti, e a assessora da FUP, Mara Cruz. Abaixo, o diretor da FUP, José Genivaldo Silva

Os articuladores sociais do projeto eram dirigentes dos Sindicatos filiados a FUP e se dedicaram voluntariamente a esta ação, colaborando decisivamente no sucesso desse projeto que conseguiu alfabetizar e incentivar o resgate da cidadania de 250 mil brasileiros, no período de 2003 a 2016.

Infelizmente, o projeto MOVA-Brasil também sofreu as consequencias do nefasto golpe que se abateu sobre nosso país e sobre a Petrobrás, sendo descontinuado em 2016, apesar dos resultados alcançados e de seu reconhecimento nacional e internacional como uma importante ação social para minimizar uma das maiores mazelas da nossa sociedade, o analfabetismo.

Este lançamento nos convida não só à reflexão sobre as idéias geniais de Paulo Freire, mas, especialmente, nos anima a perseverar na luta pelo país e pelo mundo que sonhamos construir, com mais solidariedade e justiça social.

“Se nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho senão viver plenamente a nossa opção.” - Paulo Freire.

Por Mara Cruz, assessora da FUP , que integrou o Comitê Gestor do Projeto MOVA Brasil

Publicado em Cidadania

Basta de desemprego, de preços abusivos do gás de cozinha e gasolina, basta de privatizações, de retrocessos sociais e trabalhistas, basta de arrocho salarial e de desmandos! É o que exigiram os trabalhadores e trabalhadoras em todo o País desde a madrugada desta sexta-feira (10), no Dia Nacional do Basta, com paralisações, atrasos de turnos, panfletagens, diálogo com a população e atos em diversas capitais.

Em algumas cidades, como Sorocaba, no interior de São Paulo, a capital Natal, no Rio Grande do Norte, e Feira de Santana, na Bahia, os rodoviários não saíram das garagens nesta manhã. Os trabalhadores e trabalhadoras das empresas Rosa, São João e Lira aderiram ao Dia do Basta e a paralisação atingiu 44 cidades da região de Sorocaba.

Em Natal, motoristas e cobradores de ônibus urbanos e intermunicipais paralisaram as atividades por duas horas em protesto contra a onda de retrocessos que ataca os direitos da classe trabalhadora desde o golpe de 2016 e para reivindicar dos patrões o aumento no valor do vale-alimentação.

REPRODUÇÃOReprodução
Ônibus parados em Natal, no Rio Grande do Norte

Os metalúrgicos e metalúrgicas do ABC Paulista realizaram assembleia nos locais de trabalho às 5h da manhã e atrasaram a entrada nas fábricas. Em seguida, mais de 12 ônibus saíram da região rumo ao ato unificado na Avenida Paulista, em frente à sede da Fiesp, para se juntar aos bancários, servidores municipais, estaduais e federais, trabalhadores da saúde, entre outras categorias que se concentram na capital paulista para um grande ato neste Dia do Basta.

Na Bahia, o dia também começou cedo. Foram realizadas, por volta das 5h da manhã, assembleias nos locais de trabalho para dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre a importância da luta contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

Das fábricas, lojas e refinarias da Petrobras, onde as mobilizações foram fortes, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram no centro de Salvador para uma caminhada que começou no Mercado Modelo e seguiu pela Rua do Comércio, onde está tudo fechado.

 

CUT-BA

Confira como foi as mobilizações na manhã desta sexta-feira (10) em todos os estados:

PERNAMBUCO

Em Pernambuco, os petroleiros e petroleiras fizeram uma manifestação em frente à Refinaria Abreu e Lima e à Transpetro Suape. Diversas rodovias foram fechadas no estado pelos movimentos populares, entre elas, a BR 232, na altura do Parque Aquático, em Moreno, e na altura de BR 232 Vitória – Galileia; BR 408 Nazaré - Mata Norte e Lourenço.

Em Recife, os servidores decidiram parar as atividades e estão fechadas as agência do INSS do Pina, Moreno, Areias, Casa Amarela, Afogados. Agências dos municípios do Cabo e Paulista também estão paradas.

Em São Bento do Una, no interior do estado, os servidores da educação estão totalmente parados e os servidores da saúde paralisaram parcialmente as atividades nesta sexta-feira. A cidade foi tomada por cavaletes e faixas contra os retrocessos.

SINDSPREV-PE

PARANÁ

No Paraná, as agências bancárias amanheceram paralisadas em Curitiba, Londrina, Cornélio Procópio, Apucarana, Arapoti, Umuarama, Guarapuava, Toledo, Campo Mourão e Paranavaí.

Em Araucária, os petroleiros e petroleiras da Refinaria Presidente Getúlio Vargas realizaram uma assembleia nesta manhã e atrasaram a entrada do primeiro turno em duas horas, contra a privatização da Petrobras e os preços abusivos dos combustíveis e gás de cozinha.



Na capital paranaense, os trabalhadores e trabalhadoras também realizaram manifestação em frente à Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, a categoria petroleira paralisou as atividades nesta manhã, por volta das 6h, na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e na base da Petrobras de Imbetiba, em Macaé.

Bancários do Rio de Janeiro fizeram vigília nas principais agências do centro e as agências da Avenida Rio Branco não abriram as portas. O protesto da categoria no #DiaDoBasta serviu também para mandar um recado aos banqueiros que tentam impor, na negociação salarial, quatro anos sem aumento real e fim de alguns benefícios da Convenção Coletiva. 

Agências da Caixa Econômica Federal também ficaram fechadas nesta manhã em Teresópolis e no bairro Aterrado, no Sul Fluminense. Em Campos dos Goytacazes, oito das maiores agências da cidade, como Caixa, Santander, Itaú e Bradesco (calçadão), Santander, Bradesco e Banco do Brasil (Rua 13 de Maio) e Itaú (Rua Santos Dumont), abriram apenas às 12h. 

Em Angra dos Reis, os portuários realizaram panfletagem pela manhã.

SEEBSeeb
Campo dos Goytacazes

CUT-RJ

CEARÁ

Em Fortaleza, no Ceará, cerca de 5 mil trabalhadores e trabalhadores realizaram uma caminhada pelas ruas do centro na luta por um Brasil com mais empregos, sem desmontes, sem privatizações, com mais cidadania e pelo direito do ex-presidente Lula ser candidato nas eleições deste ano.

No Ceará, também foram registrados atos, caminhadas e paralisações em Madalena, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte e Quixadá.

CUT-CE

BAHIA

Na Bahia, além da caminhada e do fechamento do comércio na região central de Salvador, os químicos do Polo Petroquímico, em Camaçari, paralisaram as atividades nesta manhã. Os trabalhadores também cruzaram os braços pela manhã na Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), em Salvador.

CUT-BACUT-BA
Paralisação na Chesf

Em Feira de Santana, bancários, que estão em campanha salarial e podem deflagrar greve em setembro, aderiram às paralisações do Dia do Basta e as agências só abriram às 12h.

PARÁ

No Pará, mais de 3 mil pessoas, entre bancários, professores, trabalhadores rurais, dos Correios e estudantes, realizaram um ato público em frente ao Banco da Amazônia nesta sexta-feira (10).

CUT-PA

Reprodução

MATO GROSSO DO SUL

No Mato Grosso do Sul, mais de 90% das escolas estaduais e municipais ficaram fechadas nesta sexta-feira. Junto com outras categorias profissionais, os educadores fizeram uma passeata pelas ruas de Campo Grande para dizer basta de desemprego, de retirada de direitos e de arrocho salarial. É o #DiaDoBasta com categorias mobilizadas em todo o País.

CUT-MS

MARANHÃO

No Maranhão, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram em frente a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) para dialogar com a população e exigir um basta às mazelas que o governo ilegítimo e golpista de Michel Temer (MDB-SP) está promovendo no País.

CUT-MA

SANTA CATARINA

Em Santa Catarina, nos municípios de Jaraguá do Sul e Guaramirim, a mobilização começou às 7h com panfletagens e assembleias nos locais de trabalho. Em São Bento do Sul, a panfletagem também iniciou cedo nas portas de fábrica, com a participação de mais de 1400 trabalhadores e trabalhadoras. 

CUT-SCCUT-SC
Panfletagem na porta de fábrica em São Bento do Sul

Em Florianópolis, na capital catarinense, as atividades começaram cedo na Praça XV, com o fechamento das agências bancárias, que ficaram paradas das 8h30 às 12h. Além disso, ocorreram panfletagens no comércio e no centro para chamar a população para o ato do Dia do Basta, que acontecerá a partir das 15h, na Udesc.

Panfletagens também ocorreram em Criciúma, Joinville, Nova Erechim, Blumenau, Apiúna, Lages, Curitibanos, Xanxerê, Concórdia e Chapecó.

CUT-SC

ESPÍRITO SANTO

Em Vitória, uma carretada percorreu as ruas da capital na manhã desta sexta-feira. Os portuários também aderiram às mobilizações e realizaram assembleias, panfletagens e diálogo com a população.

Reprodução

RIO GRANDE DO SUL

No Rio Grande do Sul, agências bancárias do centro da cidade ficaram fechadas até às 11h da manhã. Os petroleiros e petroleiras realizaram assembleia na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) e no Terminal da Transpetro.

CUT-RS

Por volta das 7h, diversas categorias como bancários, professores e servidores públicos estaduais e municipais, com apoio de todas as centrais sindicais, se concentraram diante da Federação do Comércio (Fecomércio), no centro da cidade, onde realizaram um ato com caminhada em defesa dos direitos do trabalhadores.

CUT-RS

SÃO PAULO

Em São Paulo, além do ato na Avenida Paulista (confira vídeo abaixo), que reuniu diversas categorias para exigir um basta de retrocessos e retirada de direitos, teve assembleia em várias cidades da grande São Paulo e do interior.

No ABC paulista, além da mobilização dos metalúrgicos, teve atraso de turno nas empresas do ramo químico. Em Diadema, a paralisação foi na Sanko e em São Bernardo do Campo foi na empresa Lazzuril (SHerwin Williams). Já em Mauá, o protesto dos trabalhadores ocorreu na Refinaria de Capuava. Petroleiros também realizaram assembleia com atraso de turno na Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo.

REPRODUÇÃOReprodução
Refinaria de Capuava, em Mauá

Os eletricitários da base do Sinergia-CUT realizaram assembleias e atrasos de turno em Campinas, Bragança Paulista, Tatuí, São João da Boa Vista, São Carlos, na Cesp de Porto Primavera, Presidente Epitácio, Presidente Prudente e São José do Rio Pardo.

Sinergia-CUT

Em Taubaté, no distrito de Piracangagua, metalúrgicos, químicos, trabalhadores da refeição coletiva e condutores também aderiram às mobilizações do Dia do Basta.

SINDMETAU

Na capital paulista, jornalistas, gráficos e administrativos da Editora Abril protestam em frente ao prédio da empresa na Marginal Tietê, na Freguesia do O, zona oeste da capital paulista, lutando contra as centenas de demissões promovidas desde o início desta semana.

SJSP

MINAS GERAIS

Em Belo Horizonte, bancárias e bancários atrasaram por uma hora a abertura de algumas agências da região central. A partir das 11h, um ato na Praça Afonso Arinos reuniu trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias contra o desempregom, o arrocho salarial e a retirada de direitos.

BRASÍLIA

No Distrito Federal, as manifestações do Dia do Basta começaram por volta das 5h, com ato organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana (Sindlurb), em frente à antiga sede da Sistema de Limpeza Urbana (SLU). No mesmo horário, os trabalhadores em transporte de bebidas do DF, organizados pelo Sintrabe, impediram a saída dos veículos de distribuição na fábrica da Coca-Cola, em Taguatinga, e realizaram panfletagem com diálogo com a base.

Diversos sindicatos organizaram suas categorias para panfletagem em locais distintos do DF, dentre eles: o Sindsep-DF (servidores públicos federais), Sindcom (comerciários), Sindbombeiros (bombeiros Civis), Sintect (trabalhadores dos Correios), Sindicato dos Professores (Sinpro), Sintfub (Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília), e a Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil).

CUT-DF

Já o Sindicato dos Bancários de Brasília organizou sua base e fechou as agências bancárias até às 12h.

Os eletricitários, organizados pelo STIU-DF, também participaram das ações pela manhã, e realizaram assembleias na sede da Eletronorte, Furnas e no Operador do Sistema Elétrico (ONS).

PIAUÍ

Em Teresina, os trabalhadores e trabalhadoras ocuparam a Praça Rio Branco, na manhã desta sexta, para protestar no #DiaDoBasta.

CUT-PI

[Via CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

Em todo o país, petroleiros e petroleiras aderiram às mobilizações e atos convocados pela FUP e seus sindicatos nesta sexta-feira (10), Dia Nacional do Basta. A manifestação integra o calendário unificado de lutas das centrais sindicais, movimentos sociais e Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e demais centrais contra o desemprego, as privatizações, os aumentos abusivos do gás de cozinha e dos combustíveis e os ataques aos direitos dos trabalhadores que estão pagando a conta do golpe.

No Sistema Petrobrás, a luta é por um basta às privatizações, basta ao desemprego e à redução de efetivos, basta à entrega do Pré-Sal, basta às tentativas de retirada de direitos, basta aos ataques contra a organização sindical. As mobilizações desta sexta estão diretamente relacionadas à luta contra o golpe e pela retomada do projeto popular e democrático, cujas conquistas sociais estão sendo dizimadas pelos golpistas. No próximo dia 15, a FUP e seus sindicatos estarão em Brasília, junto com os movimentos sindicais e sociais em mais uma grande mobilização para recuperar o país de volta, garantindo o registro da candidatura de Lula à Presidência. 

Veja como foram as mobilizações desta sexta nas bases da FUP:

Em Pernambuco, os trabalhadores realizaram ato em frente à Refinaria Abreu e Lima e ao Terminal da Transpetro, em Suape. Após a mobilização, os petroleiros se somaram aos atos que estão sendo realizados nas principais cidades do estado. 

 

No Rio Grande do Norte, houve panfletagem na sede administrativa da Petrobrás, em Natal, de onde os petroleiros seguiram para o ato unificado das centrais. Em Mossoró, a mobilização foi no início da manhã, junto com várias categorias que seguiram em caminhada pelo centro da cidade.

No Amazonas, os petroleiros participaram de atos unificados em Manaus e demais cidades do estado.

 

 

Na Bahia, o Sindipetro realizou uma grande paralisação na área de produção Fazenda Bálsamo, no norte do Estado. Em Salvador, os petroleiros participaram do ato unificado das centrais sindicais.

No Ceará, a mobilização dos petroleiros foi em conjunto com os trabalhadores da Cegás, em Fortaleza, e participação no ato das centrais e movimentos sociais na Praça da Bandeira, no Centro da capital cearense.

 

 

No Espírito Santo, o Sindipetro participou de carreata, no início da manhã, que saiu da UFES e cortou os principais bairros de Vitória, até a Praça Costa Pereira, no centro da cidade.

 

 

Em Duque de Caxias, os petroleiros realizaram um grande ato unificado pela manhã, na entrada da Reduc, com participação de outras categorias e de movimentos sociais.

 

 

No Norte Fluminense, o Sindipetro realizou pela manhã um trancaço na sede da Petrobrás, na base de Imbetiba. À tarde, os petroleiros participam de atos de rua em Macaé e em Campos.

 

 

 

Em Minas Gerais, houve ato pela manhã na Regap, de onde os petroleiros seguiram para o ato unificado no centro de Belo Horizonte.

 

 

Em São Paulo, houve atrasos na entrada do expediente da Replan e da Recap. Em Paulínia, os petroleiros realizaram um ato político contra as reformas do governo golpista, os ataques aos direitos dos trabalhadores, a terceirização, as privatizações e a política de preços da Petrobrás. Em Mauá, após o ato na Recap, os trabalhadores fizeram uma caminhada pelas ruas da cidade.  Na capital do estado, os petroleiros participaram de ato unificado das centrais, em frente à sede da FIESP, na Avenida Paulista.

 

 

No Paraná, petroleiros, petroquímicos e trabalhadores dos setores de montagem e manutenção industrial da Repa e Fafen realizaram uma grande mobilização pela manhã, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Houve também panfletagem pela manhã na SIX. Os trabalhadores se somarão ao ato unificado das centrais no Centro de Curitiba.

 

 

No Rio Grande do Sul, houve mobilizações pela manhã na Refap e terminais da Transpetro (Terig, Tenit, Tedut). Os petroleiros também participaram de atosno centro de Canoas e da manifestação unificada das centrais sindicais no centro de Porto Alegre.

[FUP]

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Publicado em Movimentos Sociais

No encerramento da VII Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros, no último dia 05, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível Zé Eduardo Dutra (INEEP) lançou seu primeiro livro: "Energia e Petrolíferas Globais: Transformações e Crise".

A obra, organizada pelos diretores técnicos do INEEP, Rodrigo Leão e William Nozaki, tem prefácio do ex-ministro Celso Amorim e reúne artigos produzidos pelos pesquisadores do Instituto. O objetivo é disseminar conteúdo qualificado para áreas de interesse em torno da geopolítica do petróleo.

Editado pela Flacso - Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o livro foi financiado pela FUP e conta com textos dos pesquisadores Caroline Vilain, Cloviomar Pereira, Eduardo Costa Pinto, José Luís Fiori, José Sérgio Gabrielli, Paola Azevedo, Rafael Rodrigues, Rodrigo Leão e William Nozaki.

Durante o lançamento na Plenafup, foram distribuídas 280 cópias para os trabalhadores, assessores e convidados que participaram da plenária.

O livro pode ser adquirido gratuitamente, através de download na página do Ineep: https://www.ineep.org.br/livro1

[FUP]

Publicado em Petróleo

[Atualização 09/08]

Surtiu efeito a pressão que a FUP e seus sindicatos fizeram no Senado federal, em esforço coletivo com os eletricitários, para impedir que fossem colocados em regime de urgência os Projetos de Lei Complementar que liberam a venda das distribuidoras da Eletrobrás e de 70% dos cinco bilhões de barris de petróleo que a Petrobrás contratou via Cessão Onerosa do Pré-Sal. As lideranças do Senado definiram que os PLCs 78 (venda da Cessão Onerosa) e 77 (venda das distribuidoras da Eletrobrás) ficarão de fora da pauta de votação nas próximas semanas. 

No caso do PLC 078/2018, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB/CE) comunicou ao Plenário que o projeto deixou de dar seguimento a requerimento de urgência (que havia sido lido em plenário, no dia 12/07, na última sessão antes do recesso parlamentar), pois não possui número suficiente de assinaturas. 

Na quarta-feira (08), os petroleiros também tiveram a informação de que o PLC 78/2018 já havia sido distribuído para as comissões de Assuntos Econômicos, de Serviços de Infraestrutura e de Constituição, Justiça e Cidadania. Além disso, a senadora Fátima Bezerra (PT/RN) aprovou na Comissão de Desenvolvimento Regional requerimento de que o projeto também seja analisado por essa Comissão. O mesmo pleito será feito pelo senador Paulo Paim (PT/RS) na Comissão de Assuntos Sociais.

“Essa notícia nos dá a segurança de que o projeto, a princípio, não será colocado em votação de forma açodada, como aconteceu na Câmara dos Deputados”, afirmou o diretor da FUP, Deyvid Bacelar, ressaltando que a FUP não se acomodará diante dessa primeira vitória. “Vamos aumentar a pressão. Para isso é fundamental que os trabalhadores e a população de uma forma geral pressione os senadores, enviando e-mails, telefonando e postando mensagens nas redes sociais contra a entrega do Pré-Sal”, declarou.

Veja no final da matéria como usar a ferramenta “Na Pressão”, criada pela CUT. 

45 dos 81 senadores são contra o regime de urgência

Desde a manhã de terça-feira (07), os petroleiros estão realizando uma peregrinação pelos gabinetes dos senadores, alertando sobre os efeitos devastadores que o PLC 78/2018 terá não só para a Petrobrás, como para a União, os estados e os municípios do país. Estimativas iniciais apontam que a estatal brasileira poderá amargar mais de R$ 200 bilhões em prejuízos, se tiver que abrir mão de 70% das reservas do Pré-Sal que adquiriu via Cessão Onerosa.

Com uma brigada formada por 14 dirigentes sindicais de todo o país, os petroleiros percorreram mais de 30 gabinetes de senadores nestes últimos dois dias. “Fizemos uma peregrinação, conversando com os senadores e suas assessorias, de gabinete em gabinete, e isso surtiu efeito. Vários dos que eram a favor do PLC 78 mudaram de opinião após ouvirem nossos argumentos. Muitos não tinham noção do prejuízo que significará a aprovação desse projeto. Um prejuízo que não será só da Petrobrás. Haverá perdas imensas de recursos também para os estados e municípios, que, somente em um ano, perderiam cerca de R$ 77 bilhões em receitas”, alertou o diretor da FUP.

Segundo Deyvid, pelo menos 20 senadores contactados pelos petroleiros firmaram posição contrária ao regime de urgência para o PLC 78. “Nosso levantamento aponta que dos atuais 81 senadores, 45 são contrários que o projeto seja posto em votação em regime de urgência”, destacou Deyvid, explicando que os ex-senadores do PT, Donizeti Nogueira e Ideli Salvati, que hoje atuam como assessores da liderança do partido, já haviam mapeado 25 senadores contrários ao regime de urgência. 

A brigada petroleira estará de volta a Brasília nos dias 28, 29 e 30 de agosto, aumentando a pressão no Senado para garantir que o projeto seja amplamente debatido nas comissões e não corra riscos de ser colocado em votação em regime de urgência.

Na Pressão

Criado pela CUT, o site NA PRESSÃO é uma ferramenta que permite enviar e-mails ou contatar pelas redes sociais ou por telefone parlamentares, juízes, ministros ou qualquer outra autoridade ou representante do povo. Acesse e ajude a divulgar o site para que possamos pressionar os senadores a não votarem os projetos que facilitam a venda da Cessão Onerosa do Pré-Sal e das distribuidoras da Eletrobrás. Envie e-mail, telefone e poste mensagens nas redes sociais dos parlamentares, afirmando que é contra a entrega do patrimônio público. Diga não aos PLCs 78 e 77. Privatizar faz mal ao Brasil.

[FUP]

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Publicado em Petróleo

Inúmeras tentativas estão sendo feitas para evitar o fechamento das FAFEN´s Bahia e Sergipe. A luta, de tão abrangente, se tornou suprapartidária e envolve a Federação Única dos Petroleiros, os Sindipetros dos dois estados afetados, a Federação das Indústrias da Bahia, parlamentares, prefeitos e governadores.

Mas destoando e na contramão da história permanece a atual gestão da Petrobrás. Em reunião que aconteceu no dia 30/07, entre o governador da Bahia, Rui Costa, o presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro e secretários do estado, o governo propôs a renúncia fiscal de R$ 60 milhões por ano e o compartilhamento da operação do terminal de regaseificação na Baia de Todos-os-Santos para evitar o fechamento da FAFEN Bahia.

O presidente da Petrobrás disse não. Manteve-se irredutível, reafirmando o fechamento da empresa previsto para o dia 31/10.

Nem o grande impacto econômico que se dará através da perda de receitas para o estado e diversos municípios, a desindustrialização do Polo de Camaçari e o fechamento de centenas de postos de trabalho, foram argumentos suficientes para fazer a direção da Petrobrás mudar de ideia.

Estragos em série

Com a paralisação das atividades da FAFEN-BA, 700 postos diretos de trabalho serão fechados e haverá impactos em toda cadeia produtiva do setor, o que pode aumentar esse número. Os produtos da Fábrica são utilizados como matéria-prima em outras empresas do Polo Petroquímico de Camaçari. A amônia é necessária para a produção da Oxiteno, Acrinor, Proquigel, IPC do Nordeste e PVC; já a ureia é utilizada na Heringer, Fertpar, Yara, Masaic, Cibrafertil, Usiquímica e Adubos Araguaia; o gás carbônico, na Carbonor, IPC e White Martins.

No caso da Carbonor, o impacto será ainda maior. Única detentora de tecnologia de produção de bicarbonato de sódio para uso farmacêutico e em especial para hemodiálise no Brasil, atendendo também a outros países na América do Sul, a empresa terá sua produção seriamente afetada.

 A direção da Carbonor já alertou que o fechamento da FAFEN vai prejudicar milhares de pacientes com problemas renais e que necessitam da hemodiálise para sobreviver.

 Objetivo é o desmonte

 A Petrobrás anunciou na sexta-feira (03/08) um lucro líquido de R$ 17 bilhões no primeiro semestre deste ano. Apesar da FAFEN Bahia, segundo a Petrobrás, ter apresentado prejuízo de R$ 200 milhões, é possível concluir que parte desse lucro se deve justamente ao preço do gás natural que a Petrobrás cobra das FAFEN's, quase quatro vezes o valor do gás que é vendido pelo mercado nos EUA que foi de US$ 2,85/MMBTU (Henry Hub) na cotação da última sexta-feira (03/08/2018).

A FAFEN-BA consumiu, nos primeiros 180 dias deste ano, aproximadamente 207 milhões de metros cúbicos de gás natural para a fabricação de amônia, ureia e CO2. Cobrados da FAFEN-BA a absurdos R$ 1.469/milM3 (US$ 11/MMBTU), a Petrobras faturou, somente da FAFEN-BA no período, R$ 304 milhões.

Isso, por sí só, já justifica a suspensão da hibernação anunciada (https://bit.ly/2AWDmoa)

Não aceitar a oferta do governo de compartilhamento do gás só prova que o objetivo da atual gestão é mesmo a entrega e o desmonte do Sistema Petrobrás.

Quer saber mais sobre o assunto?

https://bit.ly/2vpp226

https://bit.ly/2KyRpQe

https://bit.ly/2nlWMZD

 [Via Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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