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O desembargador Newton Carpes da Silva,do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, relator do agravo de instrumento interposto pela Petros, contra a decisão que mandava cobrar o equacionamento pelo valor mínimo, concedeu, em despacho monocrático, efeito suspensivo ao agravo. Isto significa que a liminar deixa de ter vigência. O Sindipetro-RS irá contestar o agravo e pedir o restabelecimento da decisão anterior. Será ouvido o Ministério público e, mais à frente, julgado pela 6ª Câmara Cível.

Nota da assessoria jurídica do Sindipetro-RS 

Publicado em APOSENTADOS

Com participação de cerca de 200 petroleiras e petroleiros, terminou neste domingo (05), no Rio de Janeiro, a VII Plenária Nacional da FUP, que deliberou sobre questões fundamentais para a categoria. Além de definir um amplo calendário de lutas contra a privatização do Sistema Petrobras e a entrega do Pré-Sal, a Plenafup apontou uma série de encaminhamentos para preservar direitos dos trabalhadores e impedir o desmonte de conquistas históricas, como a Petros, AMS e o Acordo Coletivo.

Trabalhador vota em trabalhador

A VII Plenafup também deliberou que uma das lutas centrais dos petroleiros deve ser a eleição de Lula e de um congresso representativo dos trabalhadores. A plenária aprovou por unanimidade o apoio às candidaturas de petroleiros para ampliar a defesa do Sistema Petrobras e do Pré-Sal como alicerces da retomada do projeto popular e democrático de soberania e desenvolvimento nacional.

Planos de luta

A direção da FUP permanece no Rio de Janeiro, onde reúne-se nesta segunda-feira (06) para operacionalizar as resoluções da plenária e definir ações para implementar o calendário de lutas aprovado.

 [FUP]

Publicado em VII PlenaFUP

O quarto dia da VII Plenária Nacional da FUP começou com um importante debate realizado pela manhã, que será fundamental para as deliberações que os trabalhadores irão aprovar no final do dia. O painel “Geopolítica do petróleo e erros de estratégias da Petrobrás” reafirmou a importância estratégica do Pré-Sal e do Sistema Petrobrás para o desenvolvimento nacional e a retomada do crescimento econômico, com geração de empregos e renda no país.

O debate teve a participação do diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (INEEP), o economista Rodrigo Leão, do pesquisador do Igor Fuser, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC), e de José Maria Rangel, coordenador licenciado da FUP.

Assista a íntegra do painel, que foi transmitido ao vivo pelo facebook da FUP: 

A VII Plenafup reúne até domingo (05), no Rio de Janeiro, cerca de 250 petroleiros de todo o país, que irão deliberar sobre planos de luta contra a privatização do Sistema Petrobrás e das demais empresas públicas, em defesa do Pré-Sal para o povo brasileiro e da reconquista da democracia e da soberania nacional, além da defesa de direitos e conquistas da categoria e da classe trabalhadora.

[FUP]

Publicado em VII PlenaFUP

A Petrobrás anunciou nesta sexta-feira (03) os resultados do segundo trimestre de 2018, em que registrou lucro líquido de R$ 10 bilhões, bem acima das estimativas feitas pelos analistas financeiros. Apesar do mercado e do governo continuarem reforçando a ladainha de que os resultados positivos são fruto da recuperação da empresa, a variação do dólar e do preço médio do barril de petróleo é que foi determinante para o lucro.

Como no trimestre anterior, o principal fator determinante para o lucro da Petrobras continua sendo o preço médio do barril de petróleo, que aumentou 50% nos últimos 12 meses, saltando de US$ 49,8, no segundo trimestre de 2017, para US$ 74,5, no mesmo período deste ano.

Soma-se a isso, a variação cambial, que no primeiro semestre do ano foi de 11%, o que impactou positivamente as contas da empresa, já que a política de preços dos derivados continua indexada ao dólar e ao barril de petróleo. Mesmo com a queda de 6% no volume de vendas do semestre, a companhia lucrou com a internacionalização dos preços de derivados, que fez a gasolina, o diesel e o gás de cozinha dispararem.  

Indicadores externos, que não dependem das ações de gestão, mas que influenciam diretamente nos resultados da Petrobrás, cada vez mais dependente do Pré-Sal. Essas reservas já representam mais de 50% da produção da petrolífera brasileira, graças aos investimentos feitos nos 13 anos dos governos Lula e Dilma.

“Os resultados da Petrobrás são a prova de que a empresa não está, nem nunca esteve quebrada. As gestões de Ivan Monteiro e Pedro Parente nada contribuíram para o lucro da empresa. Pelo contrário, o desmonte que eles já fizeram e continuam fazendo, ao venderem ativos e reduzirem investimentos, compromete cada vez mais o futuro da empresa”, alerta o coordenador da FUP, Simão Zanardi Filho.

A política da atual gestão continua sendo de direcionar a estatal para a exportação e entregar à concorrência o parque de refino e todo o setor logístico de distribuição de óleo e gás. As exportações já representam hoje quase um quarto (22%) da produção da Petrobrás, enquanto o povo brasileiro sofre os efeitos da política de preços de derivados, que favorece as importadoras e pesa no bolso do trabalhador e da dona de casa.

Os gestores da empresa continuam cortando investimentos estratégicos. Houve uma redução de 8% neste primeiro semestre do ano, quando os investimentos caíram de R$ 23 bilhões para R$ 21 bilhões. O setor de gás e energia, quase todo privatizado, foi o mais impactado, com queda de 76% nos investimentos, em relação ao primeiro semestre de 2017.

A Petrobrás também contabilizou em seu caixa R$ 5 bilhões obtidos com a venda de ativos, como a NTS, participações nos campos de Lapa, Iara e Carcará, entre outros bens estratégicos. O resultado já aparece na queda de 4% da produção de óleo e gás que a companhia registrou neste segundo trimestre, em relação ao primeiro trimestre. O maior impacto foi na Bacia de Campos, onde os investimentos foram drasticamente reduzidos e campos de petróleo vendidos.

Os trabalhadores também continuam sendo impactados com as reduções de despesas administrativas impostas pelos gestores. Neste primeiro semestre, foram feitos cortes de 4%.  O coordenador da FUP ressalta que os efeitos desta política refletem diretamente na falta de investimento em manutenção das unidades operacionais e na redução de efetivos, o que compromete a segurança dos trabalhadores. “Sem manutenção nas unidades, os petroleiros estão correndo riscos nas refinarias, plataformas e terminais. Soma-se a isso a redução de efetivos, que resultou na saída de mais de 30% dos trabalhadores, sem reposição destas vagas”, explica Simão Zanardi.

Enquanto o povo brasileiro e os trabalhadores pagam a conta do desmonte da Petrobrás, os gestores continuam favorecendo os acionistas privados e o sistema financeiro, com repasses bilionários. No início do ano, o Conselho de Administração autorizou o pagamento de dividendo aos acionistas a cada trimestre e não mais anualmente, como era praticado anteriormente. Só nos primeiros seis meses do ano, a empresa já distribuiu R$ 1,3 bilhões em dividendos.  

Os banqueiros também agradecem à Petrobrás por continuar sendo privilegiados, em detrimento do setor produtivo. Neste primeiro semestre, a Petrobrás despejou R$ 92 bilhões no sistema financeiro em pagamento de juros e amortizações da dívida. Esse valor já representa 67% dos R$ 137 bilhões que a empresa destinou aos bancos no ano passado.

Leia a análise do INEEP: Balanço do 2º Trimestre da Petrobras: melhora do cenário externo e reversão estratégica do refino

[FUP]

Publicado em Petróleo

Em artigo publicado na edição brasileira do jornal francês Le Monde Diplomatique, o diretor da FUP, Alexandre Finamori, explica porque a Petrobras passou a importar, demasiadamente, derivados de Petróleo, demonstrando que a empresa tem plena capacidade de suprir o abastecimento nacional

Leia a íntegra:

Nos recentes eventos ocorridos no Brasil – greve dos caminhoneiros e greve do petroleiros – a política de preços aplicada pela Petrobras e a produção nacional de óleo diesel tomaram proporções de debate público. Mesmo bombardeada com informações falsas sobre a necessidade de importação, por falta de capacidade em nosso parque de refino, a população brasileira se posicionou contra as privatizações e a favor de uma intervenção do Estado na política de preço da Petrobras.

Conforme pesquisa do Datafolha divulgada em 11 de junho, 68% dos brasileiros são contra a política de reajustes de combustíveis utilizada atualmente pela Petrobras, a qual atrela os valores domésticos à variação internacional do barril de petróleo e à variação interna do preço do dólar. Antes, em 5 de maio, esse mesmo instituto de pesquisa apontou que 74% da população é contra a venda da Petrobras para empresas estrangeiras.

O que fica como um questionamento para a sociedade é se a Petrobras conseguiria alçar a posição de empresa com capacidade de suprir todo o abastecimento nacional de óleo diesel, não necessitando – dessa forma – recorrer à importação.

É desse ponto em específico que queremos tratar nessa reflexão. Por que a Petrobras passou a importar, demasiadamente, derivados de Petróleo? Ela não teria capacidade interna de suprir o abastecimento nacional?

Os dados que trazemos abaixo demonstram a produção total nas refinarias brasileiras, o consumo de diesel total e a importação total de óleo diesel dos últimos dez anos.

A partir dos dados acima, percebe-se que para atendimento anual das nossas necessidades de consumo interno de diesel, temos que recorrer à importação de cerca de 10% do nosso consumo total. Ocorre que o central desse debate é que nós não estamos operando no refino com capacidade total!

É importante ressaltar que esses valores de produção não são os valores máximos possíveis, as refinarias estão trabalhando muito abaixo da capacidade máxima, isso se reflete em um fator de utilização, que avalia qual percentagem da capacidade máxima ela está trabalhando. Podemos, ainda com dados da ANP, recuperar o fator de utilização desses períodos e, considerando um fator de 95%, valor abaixo do máximo já praticado (98%), calcular o que chamaremos de produção possível.

Outro fato que contribui mais positivamente para referendar nossa tese de que a Petrobras pode produzir o necessário para nosso consumo interno é a inserção do biodiesel na mistura do óleo diesel. Essa mistura teve início em 2004, com sua obrigatoriedade ocorrendo em 2005 com um teor de 2% e aumentando gradativamente até chegar a 8% em 2017. Chamaremos de “produção nacional possível de óleo diesel” a “produção possível levando em conta a capacidade produtiva em 95%” acrescentada da inserção do biodiesel.

Comparando a capacidade produtiva de óleo diesel, considerando os avanços obtidos com investimentos no parque de refino e a incorporação do biodiesel, e o consumo nacional, chegamos à clareza que é possível abastecer o mercado interno com a produção das refinarias nacionais.

No momento anterior às greves dos caminhoneiros e dos petroleiros e petroleiras, a produção no parque de refino nacional estava próximo a 68% da capacidade produtiva. Nesse momento já estávamos batendo recorde na importação de derivados de petróleo e avançando na exportação de óleo cru.

Ou seja, a pergunta que precede nosso debate deveria ser: Por que a Petrobras tem operado com capacidade ociosa no refino de derivados e aberto mão da possibilidade de garantir o abastecimento nacional sem recorrer às importações?

Para nós, a resposta a essa questão só pode ser compreendida dentro de um projeto mais geral, que envolve a desestruturação da Petrobras, mediante políticas que enfraquecem seu peso político e econômico no desenvolvimento nacional. Um dos principais pilares de enfraquecimento da companhia é a comercialização de ativos fixos, como a anunciada venda de 40% do controle do refino nacional.

Ou seja, a política de preços praticada pela Petrobras só tem como objetivo possibilitar as privatizações, pelo aumento da concorrência interna e a retirada de qualquer possibilidade do Estado intervir em um setor tão estratégico para o país.

A Petrobras, com seu parque de refino e a exploração do pré-sal, pode atender a demanda nacional de combustíveis e nos tornar um país com soberania energética, podendo assim suavizar na indústria nacional e no bolso dos consumidores as variações do petróleo e do dólar. A política de preço da Petrobras não pode ter como objetivo o desmonte da própria empresa, privatizações e o ataque aos interesses de seu sócio majoritário, a população brasileira. A política de preços de uma empresa estratégica como a Petrobras tem que ter como objetivo central um projeto de desenvolvimento nacional e de curto, médio e longo prazo.

Publicado em Petróleo

O ato já estava anunciado na rádio, na internet, e nos grupos de celular. Os petroleiros da ativa, aposentados e pensionistas estavam todos convocados. Em caminhada, os jalecos laranja marcharam da Lapa, passando pelo Edifício-Sede da Petrobrás, em sentido da rua do ouvidor. Com medo, as portas da Fundação Petros amanheceram fechadas, nesta quinta-feira (02), com tapumes e seguranças a paisana.

“Este é um ato de repúdio a atual diretoria da Petros. Estão dificultando o trabalho do grupo de trabalho que discute alternativas ao equacionamento do Plano Petros 1. Dificultam o acesso às informações que somente a direção da Fundação detém. Além disso, este ato repudia as demissões de empregados que estão na Fundação há mais de 25 anos e sendo substituídos por outros do mercado financeiro, amigos do rei”, disse Paulo César Martin, diretor da FUP e membro do grupo de trabalho da Petros.

De acordo com ele, os membros da FUP no grupo têm uma alternativa ao equacionamento que está em curso, porém a Petros está sabotando a atuação do GT para apresentação desta alternativa. “Na nossa visão, o equacionamento não foi feito da forma correta, está onerando demasiadamente os participantes e assistidos”.

A proposta dos representantes da FUP no Grupo de Trabalho para alternativa ao equacionamento do déficit do Plano Petros 1, será apresentada amanhã (03) na VII PLENAFUP, durante a reunião da Comissão de Previdência e Saúde.

“A Petrobrás está se lixando para o PP-1”

Resumiu o coordenador licenciado da FUP, José Maria Rangel. De acordo com ele, a empresa junto com a Fundação Petros têm o interesse de que o déficit do Plano Petros 1 cresça, obrigando os participantes a migrarem para o PP-3, de Contribuição Definida criado unilateralmente sem acordo com a Federação. Além de, no futuro, acabar com o PP-2, retirando seu patrocínio.

Rangel também alertou sobre o erro dos trabalhadores que estão aderindo ao Plano de Cargos e Remuneração lançado em julho pela Petrobrás. “Muitos estão aderindo a essa desgraça de Plano em uma atitude irresponsável e individual e esquecem que está em jogo o futuro da companhia. Esse é um laboratório da Petrobras para outras ações que virão. Quem garante que não farão isto com a jornada de trabalho ou com o plano de saúde? Não podemos cair neste engodo da Petrobrás”.

Alertou também que este é um jogo político em decorrência do golpe em curso no Braisl e que os Petroleiros tem compromisso com a defesa da Petrobrás e do país. “A nossa responsabilidade é entender que nós petroleiros e petroleiras não vivemos em uma ilha. Somos iguais a todos os trabalhadores. Devemos participar com firmeza da defesa da democracia, em defesa da Petrobrás, pelo direito do Presidente Lula de ser candidato. Porque só assim vamos resgatar a nossa dignidade e voltar a andar de cabeça erguida”.

Como as portas da Fundação Petros estava fechada aos trabalhadores na manhã da quinta-feira, os petroleiros marcaram um novo ato para o dia 03, às 7h, no mesmo local. “Nós temos que voltar aqui amanhã. E o presidente da Petros, que não é dono, ele tem que nos receber”, afirmou José Maria Rangel.

[FUP]

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Publicado em APOSENTADOS

 

Maioria da população defende controle de valores de combustíveis mesmo que cause prejuízo à estatal
 
Uma pesquisa Datafolha realizada após a greve dos caminhoneiros mostra que 68% da população se opõe à atual política de preços da Petrobras, que reajusta os valores conforme as variações dos combustíveis no mercado externo. 

O aumento dos combustíveis como diesel e gasolina nos últimos meses levou a pressões da classe política e de sindicatos contra Pedro Parente, que deixou o comando da Petrobras no início de junho. Em seu lugar, assumiu Ivan Monteiro, ex-diretor financeiro da estatal.

Segundo o Datafolha, o contingente de 68% defende que o governo deve controlar a estatal e baixar os preços dos combustíveis e do gás, "mesmo que possa ter prejuízo". Outros 26% acham que a Petrobras deve ser gerida como uma empresa de mercado, livre para definir o preço dos seus produtos e buscar lucro. 

Embora os caminhoneiros em greve não pedissem a saída de Parente, o diagnóstico de que a crise foi ocasionada pela política de preços da Petrobras ganhou força ao longo da paralisação. Deflagrada em 1º de julho, a greve de advertência dos petroleiros mirou em Parente, mas foi declarada ilegal pelo Tribunal Superior do Trabalho por ter "cunho político"

Em julho de 2017, a Petrobras passou a reajustar os preços diariamente. A política levou a empresa a registrar lucro líquido de 7 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2018. Desde aquela data, o diesel subiu de 3 para 3,63 reais, a gasolina saltou de 3,66 para 4,31 reais, e o gás de cozinha foi de 55 a 67 reais. 

Em meio à greve dos caminhoneiros, Parente recuou parcialmente da política de preços, ao conceder um desconto temporário no diesel e passar a reajustar os preços mensalmente, e não mais diariamente. 

Além de apontar a Petrobras como responsável pelo caos, a maioria dos entrevistados avalia que a paralisação trouxe mais prejuízos que benefícios ao País. Sete em cada 10 brasileiros interpretam o movimento grevista dessa forma.

Fonte | Carta Capital

Publicado em ECONOMIA

 

Na semana passada, a quarta rodada do leilão do pré-sal ampliou o ingresso das empresas estrangeiras como detentora das reservas de petróleo no Brasil. Como as condições impostas nesta Rodada claramente depreciaram o papel do pré-sal, numa região que possui um volume considerável de reservas (14 bilhões de barris), observou-se um grande número de empresas interessadas.

O preço médio ofertado por barril de cada bloco foi de 0,23 centavos, bem abaixo do preço médio dos leilões anteriores (nas outras rodadas o preço do barril chegou a ficar acima de 1,20 real). Além disso, outro aspecto que despertou a atenção das petrolíferas internacionais foi uma considerável diminuição da exigência de conteúdo local. Antes da mudança de regulação, o percentual de conteúdo local foi, em média, de 62% na parte de exploração e, nesta rodada, a porcentagem mínima estabelecida foi de 18%. 

Essa redução – preço e do conteúdo local – perseguiu dois objetivos principais: i) elevar o ágio do leilão, transformando-o imediatamente num grande sucesso; ii) facilitar a entrada das empresas estrangeiras junto com seus fornecedores de origem.

Com um ágio médio de 202,3% e com a entrada, mais uma vez, das gigantes euro-americanas do setor, o resultado do leilão parece ter sido bem-sucedido. Segundo o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, “a rodada foi extremamente exitosa, atraindo a atenção de grandes empresas”. O valor baixo do barril e a redução do conteúdo local, segundo a agência, motivaram as principais petrolíferas globais fazerem ofertas nos três dos quatro blocos leiloadas.

Contudo, o suposto sucesso dos leilões esconde, em primeiro lugar, a enorme transferência de emprego, renda e recursos brasileiros para o exterior e, em segundo lugar, uma estratégia de curtíssimo prazo de arrecadar receitas para o governo federal. Sobre este último ponto, cabe lembrar que este foi o sexto leilão já realizado pela gestão Temer: três leilões na região do pré-sal e mais três na do pós-sal.

Esta aceleração dos leilões, seis em menos últimos três anos, (entre 1999 e 2014 foram realizadas quinze rodadas de licitação), permitiu ao governo federal arrecadar mais de 21 bilhões de reais em bônus de assinatura.

No último leilão, o governo conseguiu angariar para os cofres mais 3,15 bilhões de reais de reais em bônus de assinatura, um valor considerável tendo em vista a penúria fiscal do País em razão da forte queda de receita dos últimos anos.

Entre 2014 e 2017, a arrecadação do governo federal desabou saindo de 1,477 trilhão de reais para 1,360 trilhão de reais, isso já considerando os recursos dos bônus de assinatura dos quatro leiloes realizados até 2017.

De certa forma, a realização dos atuais leilões pouco tem relação com uma estratégia de uso do petróleo ou planejamento energético de curto prazo, mas tentar alavancar as receitas fiscais que tem sido comprimidas pela estagnação econômica dos últimos anos.

O recolhimento de mais 3,15 bilhões de reais no leilão da semana passada é mais um paliativo na corrida contra o tempo do governo, que luta contra o tamanho do déficit fiscal - orçado no final de abril em 124,9 bilhões de reais, e que prevê um aumento para o próximo ano de 260 bilhões de reais.

Um quadro que tende a se agravar ainda mais com a derrota do governo na Câmara na retirada de pauta de privatização da Eletrobras - que estimava uma receita de 12 bilhões de reais para este ano, que combinada com os cortes de tributos para a redução do preço do diesel, colocam o governo na difícil missão de equilibrar as contas públicas. Isso, no entanto, abre um precedente perigoso para a gestão dos recursos naturais no Brasil.

O uso do petróleo e do gás natural no curto prazo, ainda mais com finalidades fiscais, é uma excrescência considerado seu papel energético e econômico no longo prazo. Mais grave é que a entrada desses recursos é extraordinária e, portanto, não auxiliam na recuperação estrutural da situação fiscal brasileira. Sem a retomada do crescimento econômico, a tendência é minguar as receitas fiscais e também nossas reservas de petróleo.

Fonte | ineep.org.br   

Publicado em PRÉ-SAL
Quinta, 19 Outubro 2017 16:44

A FUP avisou

O Instituto INEEP* ligado à FUP antecipou no início deste ano o que a agência MOODY`S descobriu agora: a Petrobrás não precisaria realizar desinvestimentos para reduzir sua dívida. Em 2015, nas discussões sobre a Pauta pelo Brasil, ficou claro para a FUP e para os trabalhadores que a venda de ativos da Petrobrás não seria necessária já que a companhia possuía outras saídas para resolver o problema de sua dívida.

E agora, Nymia Almeida, vice-presidente sênior de crédito da Moody’s afirmou que a perspectiva da agência é que a Petrobrás não precisa vender tantos ativos para atingir a meta de alavancagem.

Fica claro que a decisão de Pedro Parente escondia uma estratégia deliberada de venda de ativos, sem levar em conta os efeitos das perdas de caixa no médio e longo prazo com a venda de ativos operacionais lucrativos e da sua redução na participação da exploração do Pré-Sal. Na verdade, não há nenhuma preocupação com a Petrobrás e sim com o mercado.

Segundo o professor Eduardo Costa Pinto do Instituto de Economia da UFRJ e integrante do Grupo de Estudos Estratégicos e Propostas da Federação Única dos Petroleiros, "É preciso ressaltar que essa meta foi escolhida de forma discricionária pelo atual presidente da Petrobras, que afirmou em entrevista à revista Executivos Valor (maio de 2017): “antecipar a meta de desalavancagem […] de 2,5 vezes de 2020 para 2018, foi uma coisa [decisão] minha”. Ou seja, a estratégia de vender ativos foi imposta pela decisão pessoal do atual presidente da Petrobras.

Esclarecimentos sobre a dívida

A posição da FUP já discutida em outras oportunidades e divulgada em diversos momentos, é que dívida é consequência de investimentos em construção e readequações de refinarias objetivando abastecimento do mercado interno, de investimentos no Pré-Sal que foi a maior descoberta de petróleo do mundo, da transformação de uma empresa de energia integrada que não dependente somente do petróleo e cujo papel central é o desenvolvimento nacional e está aí a razão de seus investimentos.

Em 2015, na discussão da Pauta pelo Brasil, a FUP apontou para alternativas de resolução da dívida da empresa:

1. alongamento da dívida de curto prazo, para longo prazo

2. venda de petróleo ou outros produtos para serem entregues no futuro, em prazos pré-determinados; preço de derivados de petróleo em paridade com o mercado internacional, sem reajustes diários

3. negociação com o Governo Federal sobre revisão dos contratos de Cessão Onerosa

4. securitização da dívida da Eletrobrás, cerca de R$15 bilhões

Muitas destas saídas foram adotadas e a situação da dívida é melhor hoje, somente no segundo trimestre de 2017 o volume de endividamento de curto prazo caiu 20% e o prazo médio da dívida está em 7,88 anos e crescendo.

A meta de redução da relação Dívida Líquida/EBITDA, de 5,3% em 2015 para 2,5% em 2018 é muito rígida, não precisaria ser assim. Hoje já está em 3,23% e poderia chegar em 2021 com 2,5% sem vender nenhum ativo, pelo contrário, estes são fundamentais para geração de caixa da empresa.

* Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra

Publicado em PRIVATIZAÇÃO
Até amanhã, dia 16, os petroleiros da Petrobrás terão a chance de eleger o primeiro representante  dos trabalhadores para o Conselho de Administração da empresa. João Antônio de Moraes (Moraes- FUP) é o candidato apoiado pela FUP, seus sindicatos, além da CUT e da CTB. A votação é eletrônica, através da Petronet, e pode ser feita [...]

Leia mais: http://juventudepetroleira.wordpress.com/2012/02/15/eleicao-c-a-petrobras-votacao-ate-amanha-1602/

Publicado em JUVENTUDE PETROLEIRA
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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