Por André Ramalho, do Valor

Concentrando-se na produção de petróleo para exportação, a Petrobras terá cada vez menos margem de manobra para lidar com cenários de preços baixos no mercado internacional, como o atual. A avaliação é do economista Rodrigo Leão, coordenador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), vinculado à Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Leão destaca que o tombo dos preços, vivenciado neste momento, afetaria a empresa de qualquer jeito, mas que o plano estratégico da estatal está aumentando a sua exposição às flutuações do mercado internacional.
“Quanto mais a Petrobras se direciona para uma atividade [exploração e produção] e um mercado [a China], o resultado da companhia fica mais refém do mercado internacional”, afirma o especialista.

Ele argumenta que, apesar de atingir todas as petroleiras, a queda dos preços é sentida de forma diferente entre cada uma delas, a depender de suas respectivas estratégias de atuação. Companhias mais integradas, com presença forte em refino e petroquímica, costumam sentir um pouco menos os efeitos dos choques de preços, porque as cotações dos derivados costumam, historicamente, cair em ritmos menores que o do petróleo bruto.

Com a queda dos preços do petróleo e a queda do consumo global, Leão acredita que uma das saídas da Petrobras, no curto prazo, pode ser aumentar o fator de utilização de suas refinarias, de olho no mercado interno. A Petrobras vem operando seu parque de refino com capacidade ociosa. Em janeiro, o fator de utilização era de 80%.

A estatal alega que que elevar a carga processada significa “queimar dinheiro”, porque significa aumentar a produção de derivados de baixo valor agregado, alguns deles vendidos com preços inferiores ao do petróleo cru.

“Mas nesse momento muitos desses derivados de baixo valor agregado podem ser mais rentáveis do que o óleo cru. No curto prazo, a estratégia da empresa deve girar em torno do aumento da produção interna. Ou a companhia será obrigada a "segurar" a redução dos preços dos derivados internamente para contrabalançar a forte queda do Brent. De uma forma ou de outra, a estratégia para lidar com a crise passará pelo mercado interno. O presidente Roberto Castello Branco fala em buscar mercados alternativos para o óleo cru, além da China, mas isso é muito difícil hoje. Os Estados Unidos atualmente importam muito menos do que no passado. A Europa também começa a vivenciar o surto do coronavírus, bem como os demais países asiáticos”, afirma.

Publicado em Petróleo
Domingo, 08 Março 2020 14:09

Uma petroleira no CA da Petrobrás

por Alexandre Gaspari

Rosangela Buzanelli não é a primeira mulher a representar trabalhadoras e trabalhadores da Petrobrás no Conselho de Administração da empresa. Entretanto, sua eleição este ano é emblemática. Em um governo que desvaloriza e desrespeita as mulheres e vem promovendo o desmonte da companhia, vendendo ativos em diversas áreas e promovendo uma privatização da Petrobrás em partes, a escolha de Rosangela é símbolo não apenas de empoderamento feminino: representa também o desejo de petroleiras e petroleiros de ter uma Petrobrás pública e cada vez mais forte, retomando seu papel de vetor do desenvolvimento social e econômico brasileiro.
Com o lema “Reunir para Resistir”, Rosangela venceu o pleito em primeiro turno, recebendo 5.300 votos – 53,62% do total. Foi a primeira vez em que um representante dos trabalhadores da Petrobrás foi eleito em primeiro turno para o CA. O que se torna ainda mais representativo considerando que ela foi uma das duas únicas mulheres a concorrerem, numa lista de 21 candidatos.
Por ser diretora do Sindipetro-Norte Fluminense, Rosangela teve dificuldades em conversar com as pessoas em algumas bases da Petrobrás durante a campanha. Devido à histórica greve dos petroleiros em fevereiro – a maior desde 1995 –, seu crachá foi bloqueado e seu acesso impedido a algumas instalações da empresa.
Os percalços não desanimaram a engenheira geóloga de 60 anos, 33 deles dedicados à Petrobrás, como geofísica. O desafio de chegar ao CA foi maior, inclusive, que seus planos pessoais, que incluíam sua aposentadoria, pouco antes de ser convidada a integrar a chapa que venceu as eleições no Sindipetro-NF.
“Tenho compromisso com o coletivo desde jovem. Isso me fez adiar meus planos pessoais para contribuir com essa causa. Minhas principais motivações são o coletivo que está comigo e defender a Petrobrás, não poderia dizer ‘não’”, conta ela, explicando a importância do apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP) para sua decisão de concorrer ao CA da Petrobrás. “Pobre daquele que nunca experimentou a magia e a força do coletivo”, completa.
Rosangela Buzanelli é formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e tem mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Paulistana, ingressou na Petrobrás em 1987, quando se mudou para o Rio de Janeiro.
O trabalho como geofísica a levou a outras cidades do país, como Curitiba, no Paraná, e Macaé, no Norte Fluminense, onde mora desde 1997. Nos 33 anos de Petrobrás, Rosangela viveu experiências profissionais tanto na área operacional quanto na administrativa. Conheceu e conversou com trabalhadoras e trabalhadores de todos os níveis funcionais da empresa, o que lhe deu uma visão ampla das demandas de petroleiras e petroleiros da companhia.
Por isso, Rosangela faz questão de reforçar o caráter técnico e coletivo de seu mandato no Conselho de Administração da Petrobrás.
“Queremos marcar uma atuação bastante firme, com argumentos sólidos, baseados em estudos, fatos e dados, pelos direitos de petroleiras e petroleiros e por uma Petrobrás pública, forte, integrada e indutora do desenvolvimento social, econômico e tecnológico do Brasil. A missão é árdua, mas temos de ocupar esse assento para fazer o contraponto, trazer para esse fórum um olhar diferente da visão hegemônica que, baseado em estudos técnicos, provoque a reflexão de cada integrante do Conselho antes de votar”, detalha.
Outro ponto fundamental é garantir um trabalho com muita transparência, que dialogue com os trabalhadores e trabalhadoras. “Essa vitória é nossa, dos trabalhadores e trabalhadoras. Tenho o compromisso de defender a transparência, de defender a nossa Petrobrás e o corpo técnico da empresa. Vamos reunir para resistir”, lembra ela.

 

Publicado em Movimentos Sociais
Domingo, 08 Março 2020 13:47

Uma mulher no comando nacional de greve

Cibele Vieira não só participou da greve nacional petroleira que terminou recentemente como foi uma das pessoas que integrou o comando de greve ao ocupar, junto a outros quatro petroleiros, o edifício sede da Petrobras no Rio de Janeiro por 21 dias. Ao fazer parte da Comissão Permanente de Negociação, Cibele representou as mulheres petroleiras, as operárias e as sindicalistas.

Ela liderou uma greve vitoriosa que reverteu o esvaziamento do espaço negocial coletivo imposto aos trabalhadores pela nova gestão da Petrobrás, com o fato de que os representantes dos trabalhadores sentaram à mesa e esperaram a negociação, e desta maneira, a empresa se viu obrigada a conversar com os empregados. Mesmo que a negociação tenha acontecido por intermédio do Tribunal Superior do Trabalho. Ao final desta greve intensa, que muitos da geração de Cibele nunca tinham passado, o saldo foi positivo, principalmente com relação às questões corporativas “ficou claro que através da luta vão se conseguindo as pequenas conquistas e dessas conquistas é possível acreditar na vitória”, com isso o enfrentamento acontece e o trabalhador passa a ser respeitado.
Sua história no movimento sindical tem base numa preocupação que carrega consigo desde a adolescência, que é pensar no outro e enfatizar sempre o interesse coletivo. Desde que entrou na Petrobras, Cibele sempre participou ativamente das reuniões do sindicato, mas só passou a fazer parte da diretoria depois de sete anos de empresa. Sua participação foi construída ao longo do tempo. Segundo ela, a maioria da categoria petroleira é de homens, hoje somos 16 %, e infelizmente nas direções sindicais, essa estatística é ainda menor.
Na Federação Única dos Petroleiros, houve avanço significativo na representação das mulheres, pela primeira vez nesta gestão são oito (entre titulares e suplentes) mulheres. Para Cibele, “infelizmente a gente ainda cresce dentro de uma cultura machista, de que a tomada de decisão não é das mulheres, mas felizmente isso tem sido cada vez mais questionado e a mudança comportamental é percebida como uma sociedade mais igualitária apesar dos ataques da onda conservadorismo que vivemos”.
O desafio de lutar contra o machismo que existe no meio sindical é importante. Há sem dúvida uma diferença de tratamento entre homens e mulheres, mas é preciso mostrar que isso não é mimimi, não é frescura e que manifestações de machismo acontecem até num ambiente onde as pessoas se respeitam.

 

 

 

Publicado em Movimentos Sociais

A Greve dos Petroleiros mais uma vez colocou em evidência o traço autoritário do Estado, dedicado a proibir o conflito social em lugar de garantir seu desenvolvimento democrático em prol da sociedade.

Às multas milionárias impostas aos sindicatos se somaram "permissões" para a punição e demissão de grevistas, como se no Brasil o trabalho não fosse livre (Constituição, art. 5°, inc. XIII), e como se a Liberdade Sindical não fosse um direito humano fundamental.

Essa conjuntura adversa somente é possível pelo quadro de um executivo hegemonizado pelo fascismo, e que conta com a colaboração, por ação ou omissão, dos demais poderes.

Nesse sentido, a FUP lembra às trabalhadoras e trabalhadores que:

1° - A origem da Greve está no descumprimento de acordos coletivos de trabalho por parte da Petrobrás, Transpetro, ANSA e demais Subdidiárias, acordos estes firmados em 4 de novembro de 2019 no próprio Tribunal Superior do Trabalho;

2° - Que a luta da FUP e de seus sindicatos, e particularmente do Sindiquímica PR, é por EMPREGOS, e não por planos de "benefícios" para demissões em massa;

3° - As empresas já estão em franco descumprimento das condições propostas pelo TST, nas reuniões de 21 e de 27 de fevereiro, por exemplo punindo e transferindo grevistas de local e de regime de trabalho;

Tudo considerado, e tendo em vista a autonomia dos sindicatos, a FUP apoiará a decisão que vier a ser tomada pela assembleia de trabalhadoras e trabalhadores do Sindiquímica-PR.

CADA PETROLEIRA E PETROLEIRO DEVE TER A CLAREZA DE QUE NOSSA GREVE JÁ É VITORIOSA, POR DEMONSTRAR QUE OS TRABALHADORES PODEM E DEVEM LUTAR CONTRA O FASCISMO, NA DEFESA DE SEUS DIREITOS.

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Protagonistas de uma das mais importantes e simbólicas greves da história recente do país, os petroleiros garantiram a suspensão das demissões na Fafen-PR e conquistaram a abertura de um processo de negociação mediado pelo TST. Fatos que refletem a importância da maior greve que a categoria já realizou desde maio de 1995.

Reunidas nesta quarta-feira, 19, no Conselho Deliberativo da FUP, as direções sindicais de todo o país avaliaram que o momento é de acumular forças para buscar o atendimento da pauta de reivindicações que a gestão da Petrobrás tem se recusado a negociar. O Conselho indicou a suspensão provisória da greve para que a Comissão Permanente de Negociação da FUP possa participar na sexta-feira, 21, da negociação no TST, junto com representantes do Ministério Público do Trabalho.  O indicativo destaca ainda que a greve será retomada, caso não haja avanços na mediação feita pelo Tribunal.

“Nossa greve foi construída e fortalecida, dia após dia, com organização, estratégia e respeito à categoria. Conseguimos um canal de negociação que só foi possível por conta da força da greve, da ocupação de 30 dias em Araucária, da nossa permanência aqui na sede da Petrobrás desde 31 de janeiro, da vigília em frente ao prédio, dos atos e manifestações de apoio e solidariedade que aconteceram em todo o país, como a marcha histórica de ontem, no centro do Rio”, reforça o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

“Essa unidade que está sendo demonstrada na greve trouxe esperança para os trabalhadores da Fafen e para as nossas famílias. Foi a greve que obrigou a Petrobrás a suspender as demissões em massa e a reverter as que já haviam sido aplicadas contra 144 companheiros”, afirma o petroquímico Ademir Jacinto, diretor do Sindiquímica-PR e um dos integrantes da Comissão Permanente de Negociação da FUP, que está há 20 dias ocupando uma sala na sede da Petrobrás.

Ele ressalta a importância da abertura de um processo de negociação para que seja garantido o cumprimento da Cláusula 26 do Acordo Coletivo de Trabalho, onde a Araucária Nitrogenados se compromete a não promover despedida coletiva ou plúrima sem prévia discussão com o sindicato.

A luta é contínua

Na tarde desta quinta-feira (20) será realizado em São Paulo um grande ato em solidariedade aos petroleiros, em defesa da Petrobrás e da soberania nacional. A manifestação está sendo convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com concentração no vão do Masp, às 16h30.

A categoria petroleira segue mobilizada em defesa dos empregos, contra o desmonte do Sistema Petrobrás e por preços justos para os derivados de petróleo.

A interrupção da greve está condicionada ao avanço da gestão da empresa na negociação com os trabalhadores.

A luta não cessa. A luta é contínua.

Íntegra do documento da FUP, com orientações para os sindicatos:

[FUP]

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Em greve desde primeiro de fevereiro, os petroleiros intensificam a pressão para que a direção da Petrobrás atenda a pauta da categoria. Nesta segunda-feira, 17, já são 121 unidades cujos trabalhadores aderiram à paralisação. A paralisação mobiliza cerca de 64% dos efetivos operacionais da Petrobrás e subsidiárias, em 13 estados do país. São 21 mil petroleiros em greve, em um universo de aproximadamente 33 mil trabalhadores nas áreas operacionais. 

A emoção transborda a cada nova adesão à greve. Na Bacia do Solimões, onde estão localizados os campos de produção terrestre na região de Urucu, os petroleiros aderiram à convocação da FUP e se somaram à greve na noite de domingo. Ao desembarcarem no aeroporto de Manaus, foram recebidos aos gritos de “não estamos à venda”. Veja o vídeo: 

A Bacia do Solimões é a terceira maior produtora de gás natural do Brasil, ficando atrás apenas de dois campos do pré-sal (Lula e Búzios). Os campos de Urucu produzem cerca de 14 milhões de metros cúbicos de gás por dia, segundo relatório da Petrobrás, em dezembro de 2019.

A greve nacional dos petroleiros atravessa a terceira semana, com mais força e adesões, pressionando a direção da Petrobras para que suspenda as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), que já tiveram início na sexta-feira, 14.

Em São Paulo, os trabalhadores da Termelétrica Nova Piratininga se somaram ao movimento, aumentando para 8 o número de usinas na greve, o que equivale a um terço de todo o parque termoelétrico da Petrobrás.

No final de semana, mais uma plataforma do Norte Fluminense (P08) também aderiu à greve, que já se estendeu por toda a Bacia de Campos. Até o momento, 36 das 39 plataformas da região tiveram a operação entregue às equipes de contingência da Petrobrás.

A greve conta também com a participação dos trabalhadores de todo o parque de refino da Petrobrás, cujas plantas estão sendo operadas por equipes de contingência da empresa: 11 refinarias, SIX (usina de xisto), Lubnor (Lubrificantes do Nordeste), AIG (Guamaré).

Somam-se a essas unidades, 24 terminais e mais outras 15 áreas operacionais, que envolvem produção e processamento de óleo e gás.

Ocupações, vigília e marcha em apoio à greve

No edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, a Comissão Permanente de Negociação da FUP já está há 18 dias em uma sala do quarto andar do prédio, cobrando um canal de diálogo com a gestão, na busca do atendimento das reivindicações da categoria.

Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, a Vigília Resistência Petroleira vem arregimentando apoios e participação ativa de diversas outras categorias, organizações populares, estudantes e movimentos sociais, na construção de uma ampla frente de luta em defesa da Petrobras e contra as privatizações.  

Em Araucária, petroleiros e petroquímicos da Fafen-PR e suas famílias seguem acampados há 28 dias em frente à fábrica, resistindo ao fechamento da unidade e lutando para reverter as demissões anunciadas pela Petrobrás e que já tiveram início no último dia 14.

A greve dos petroleiros já ultrapassou a categoria e cresce diariamente em apoio da sociedade, com movimentos solidários e de luta por todo o país.

Nesta terça-feira, 18, uma grande marcha nacional em defesa do emprego, da Petrobrás e do Brasil será realizada no Rio de Janeiro, com a participação de caravanas de trabalhadores de vários estados. A concentração será a partir das 16h, em frente à sede da Petrobrás, onde está instalada a Vigília Resistência Petroleira.

Quadro nacional da greve – 17/02

21 mil petroleiros mobilizados em 121 unidades do Sistema Petrobrás

58 plataformas

11 refinarias

24 terminais

8 campos terrestres

8 termelétricas

3 UTGs  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

2 unidades industriais

3 bases administrativas

A greve em cada estado:

Amazonas

Campo de Produção de Urucu

Termelétrica de Jaraqui

Termelétrica de Tambaqui

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Rio Grande do Norte

Plataformas – PUB-2 e PUB-3

Ativo Industrial de Guamaré (AIG)

Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

Terminal de Camaçari

Terminal de Candeias

Terminal de Catu

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Plataformas: FPSO-57 e FPSO-58

Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas – PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P08, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Termelétrica Nova Piratininga

Terminal de São Caetano do Sul

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas – PMXL1, P66, P67, P68 e P69

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétrica Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Terminal de Pilões

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A hashtag #SomosTodosPetroleiros ocupa o primeiro lugar nos trending topics, a lista de assuntos mais comentados do Twitter, na tarde desta sexta-feira (14), com 10,7 mil menções até a publicação desta matéria.

“Agradecemos o apoio à greve dos petroleiros, que repercute nas redes, em ondas de solidariedade e de indignação diante da intolerância da Petrobras, que tenta criminalizar a nossa luta. #SomosTodosPetroleiros está entre os assuntos do momento. Juntos, somos mais fortes” postou o perfil da Federação Única dos Petroleiros (FUP) na rede social.

 

Um tuitaço em apoio à greve havia sido convocado para as 11h de hoje. Os posts se estenderam pela tarde, até a hashtag liderar os assuntos mais comentados.

Contra demissões

Ignorada pela grande mídia, a greve dos petroleiros está em seu 14º dia. Os sindicatos da FUP realizaram atos em várias unidades da Petrobras nesta sexta exigindo a suspensão imediata das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

Pelo menos 144 trabalhadores da fábrica já receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária, onde seriam feitas a partir de hoje as rescisões dos contratos de emprego, o que viola o Acordo Coletivo de Trabalho.

Acampados há 23 dias em frente à Fafen, trabalhadores queimaram os telegramas com os comunicados de demissão.

Apesar de decisões judiciais que buscaram restringir a greve, a mobilização dos petroleiros atingiu 113 unidades da Petrobras em 13 estados do país, com mais de 20 mil petroleiros engajados, conforme informou a FUP nesta quinta-feira (13).s grevistas reivindicam suspensão imediata das demissões na Fafen-PR, cancelamento de nova tabela de turno que foi imposta aos trabalhadores e restabelecimento das negociações para solução de pontos do acordo coletivo que estão sendo descumpridos pela empresa.

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#GreveDosPetroleiros

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[Via Portal Vermelho/Foto: Gibran Mendes]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta sexta-feira, 14, quando os petroleiros completam 14 dias em greve nacional em todo o Sistema Petrobrás, os sindicatos da FUP realizaram atos em várias unidades da empresa exigindo a suspensão imediata das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

Pelo menos 144 trabalhadores da fábrica já receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária, onde seriam feitas a partir de hoje as rescisões dos contratos de emprego, o que viola o Acordo Coletivo de Trabalho.

Acampados há 25 dias em frente à Fafen, petroleiros e petroquímicos realizaram pela manhã um grande ato, denunciando mais essa arbitrariedade da gestão da Petrobrás. Os trabalhadores queimaram os telegramas com os comunicados de demissão.

Houve também protestos por todo o país, nas refinarias e em outras unidades que estão em greve.

A adesão dos trabalhadores ao movimento cresce diariamente e já mobiliza 116 unidades, em 13 estados do país.

Na tarde de quinta-feira, 13, os trabalhadores da P-57, plataforma do pré-sal que opera na Bacia do Espírito Santo, desembarcaram e se somaram à paralisação.

Na Bacia de Campos, mais duas plataformas também aderiram à greve: PNA-1 e a P-40. Já são 35 de um total de 39 plataformas da região que estão na luta para reverter as demissões na Fafen-PR.

FUP busca o diálogo, mas Petrobrás insiste no confronto

Em mais uma tentativa de abrir o diálogo com a gestão da Petrobrás, que resiste em negociar com as representações sindicais desde antes da greve, a FUP protocolou na quinta-feira (13) uma petição direcionada ao ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). No documento, os petroleiros reforçam a disposição de buscar uma solução para o impasse, desde que a Petrobras suspenda imediatamente as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas contra os trabalhadores e que levaram a categoria à greve.

“Com intransigência e demissões, a greve continuará crescendo e se fortalecendo. Entendemos que o papel da justiça do trabalho é preservar direitos e impedir o retrocesso social. Sempre estivemos abertos à negociação. Quem não quer negociar é a gestão da Petrobrás”, avisa o diretor da FUP, Deyvid Bacelar, um dos integrantes da Comissão Permanente de Negociação.

Pontos apresentados pela FUP na petição:

> Suspensão imediata das demissões na FAFEN-PR

> Cancelamento da nova tabela de turno que foi imposta pela gestão aos trabalhadores das unidades operacionais

> Restabelecimento das negociações para solução dos pontos do Acordo Coletivo que estão sendo descumpridos pela empresa

Comissão da FUP está há 15 dias no Edise 

No dia 31 de janeiro, véspera do início da greve dos petroleiros, cinco dirigentes sindicais se reuniram com a gestão de Recursos Humanos da Petrobrás em mais uma tentativa de reverter as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais que contrariam o Acordo Coletivo de Trabalho. Desde então, os representantes da FUP aguardam dentro da sede da empresa uma resposta da gestão.

Já estão há 15 dias na mesma sala de reunião, resistindo às inúmeras tentativas de expulsão por parte da direção da Petrobrás, enfrentando dificuldades físicas e emocionais, na tentativa de abrir um canal de negociação com a empresa. 

Na noite de quinta-feira, 13, o diretor da FUP, José Genivaldo Silva, 58 anos, um dos cinco integrantes desta Comissão Permanente de Negociação, sofreu uma crise de hipertensão e teve que buscar ajuda médica fora do prédio. Sua pressão arterial chegou a 20 x 10, mesmo sob medicação. Ele está em observação médica e sua pressão já está controlada. A Comissão da FUP prossegue no Edise, com 4 integrantes.

Quadro nacional da greve – 14/02

56 plataformas

11 refinarias

23 terminais

7 campos terrestres

7 termelétricas

3 UTGs  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

2 unidades industriais

3 bases administrativas

A greve em cada estado

Amazonas

Termelétrica de Jaraqui

Termelétrica de Tambaqui

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Rio Grande do Norte

Plataformas – PUB-2 e PUB-3

Ativo Industrial de Guamaré (AIG)

Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

Terminal de Candeias

Terminal de Catu

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Plataforma FPSO-57 e FPSO-58

Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas – PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de São Caetano do Sul

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas (04) - Mexilhão, P66, P67 e P69

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Terminal de Pilões

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

[FUP / Foto: Gibran Mendes/CUT-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás

Enquanto a greve dos petroleiros se fortalece, com adesões em todo o país e apoio crescente de diversos setores da população, a gestão da Petrobrás insiste no impasse, recusando-se a negociar com a FUP e buscando, por vias tortuosas, criminalizar a luta legítima dos trabalhadores.

Como se não bastassem as recorrentes medidas arbitrárias e autoritárias que a empresa vem tomando contra a categoria, agora apelou para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, na tentativa de asfixiar as entidades sindicais, com multas milionárias.

Toffoli suspendeu a decisão da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que julgou inconstitucional a liminar do ministro Ives Gandra contra a greve dos petroleiros, no final de 2019.  Em novembro, às vésperas do movimento, ele proibiu antecipadamente a greve, determinando o bloqueio das contas da FUP e dos sindicatos, a suspensão do repasse das mensalidades dos associados, além da cobrança de multas que chegaram na época a R$ 32 milhões.

Levianamente, a direção da Petrobrás deturpou os fatos, forçando uma correlação da greve atual com a paralisação de 2019, através de uma narrativa mentirosa, que, além de confundir o judiciário, só aumenta o conflito estabelecido com os petroleiros.

A decisão de Ives Gandra em 2019 não determinava contingente mínimo de trabalhadores durante a greve. O objetivo era impedir liminarmente o exercício do direito de greve. Uma aberrante inconstitucionalidade e, por isso, foi derrubada pela SDC.

A FUP irá recorrer da decisão monocrática do ministro Dias Toffoli, contaminada por uma narrativa ardilosa construída pela Petrobrás. A Federação contestará a liminar, tanto por vias judiciais, como através de denúncias à Organização Internacional do Trabalho (OIT), pois afronta a liberdade sindical.

Os sindicatos estão cumprindo todos os procedimentos legais em relação à greve, desde antes de sua deflagração. O abastecimento de produtos essenciais à população brasileira está garantido e o movimento ocorre de forma espontânea.

A FUP continua buscando a negociação, como vem fazendo desde antes da greve, cobrando uma solução para o impasse criado pela Petrobrás. Quem não quer negociar é a empresa.

Os trabalhadores não se intimidarão.

A greve é um direito garantido a todos os brasileiros pela Constituição de 1988, dentre eles os petroleiros.

[FUP]

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A categoria petroleira elegeu em primeiro turno a geofísica Rosângela Buzanelli para a vaga dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás. 

Com o apoio da FUP e de seus sindicatos, ela recebeu 5.300 votos (53,62% do total) e desbancou os outros 20 candidatos, 19 deles homens.

É a primeira vez que os trabalhadores elegem em 1º turno um representante para o CA.

Em uma conjuntura tão difícil para a categoria, a eleição de Rosângela é uma vitória fundamental na luta contra o desmonte da Petrobrás.

Mesmo em meio a uma greve acirrada, os petroleiros exerceram o direito ao voto, entendendo a importância de eleger uma representação genuína dos trabalhadores para o principal fórum de deliberação da empresa.

”Minha candidatura ao cargo do Conselho de Administração da Petrobrás é resultado do coletivo. Muito obrigada a cada um e cada uma que votou, confiou e também fez campanha. Estaremos lá representando os trabalhadores e trabalhadoras e defendendo nossa Petrobrás forte e integrada. Essa foi uma vitória num momento muito difícil para toda a categoria petroleira!”, agradeceu, vibrando com o resultado.

Ela lembra da importância de manter o lema de campanha “Reunir para resistir” ao longo de seu mandato: “Reafirmo meu compromisso com a transparência de atuação e com a classe trabalhadora".

A posse da nova Conselheira está prevista para abril.

A FUP parabeniza Rosângela e toda a categoria petroleira por essa importante conquista em tempos de enfrentamentos contra as privatizações, demissões e desmonte de direitos.

[FUP, com informações do Sindipetro-NF]

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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