Em assembleia virtual realizada no dia 15 de junho, trabalhadores do Sistema Petrobrás das bases da FUP que são acionistas minoritários da empresa aprovaram a criação da Anapetro, Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobrás. A entidade será mais um instrumento de luta da categoria contra a política agressiva de privatização dos ativos da empresa. “A construção da associação não é nova, mas foi concretizada pela conjuntura atual, diante da necessidade de se questionar os desmandos da gestão da Petrobrás em outros fóruns como CVM, Bolsa de Valores, CADE e TCU”, explica Mário Alberto Dal Zot, eleito o primeiro presidente da ANAPETRO.

Mário é também diretor do Sindipetro-PR/SC, que, junto com outros sindicatos da FUP, impulsionou a criação da Associação, com a missão de “questionar e responsabilizar a gestão da Petrobrás, que vem se demonstrando contra os interesses nacionais, com visão de curto prazo, entregando o patrimônio público”, como detalha o petroleiro na entrevista que publicamos no site da FUP.

A criação da Anapetro foi repercutida por veículos da imprensa e também pela CUT. Veja abaixo as principais matérias:

Trabalhadores e acionistas da Petrobras se unem para barrar privatização da estatal (CUT)

Com apoio da FUP, um grupo de funcionários e acionistas da Petrobras cria Associação para atuar junto a órgãos econômicos contra as decisões da atual direção prejudicais a estatal. 

> Trabalhadores acionistas da Petrobras fundam associação para fiscalizar gestão da empresa (Correio Braziliense)

Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) vai questionar a venda de ativos e outras ações da atual diretoria da empresa em órgãos de controle, como CVM e TCU.

> UM GRUPO DE TRABALHADORES CRIA UMA ASSOCIAÇÃO DE PEQUENOS ACIONISTAS PARA CONTESTAR PRIVATIZAÇÃO DA PETROBRÁS (Petronotícias)

O  principal objetivo é a fiscalização das ações da atual gestão da companhia, sobretudo em relação ao programa de venda de ativos da empresa. A Anapetro pretende contestar tais decisões junto a órgãos de controle de companhias de capital aberto, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e estatais, como o Tribunal de Contas da União (TCU).

> Grupo cria entidade que pretende se contrapor à atual gestão da Petrobrás (Porto e Navios)

Um grupo de funcionários e acionistas da Petrobras criou uma nova entidade que será um contraponto à atual gestão da companhia, a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro). Até agora, a iniciativa atraiu 60 associados, todos fundadores, e mais 60 estão em processo de ingresso.

> Coluna do Broadcast - Estadão

Publicado em Sistema Petrobrás

Sobre a polêmica lançada a partir de decisão judicial que interveio no regramento do teletrabalho, imposto unilateralmente pela gestão da Petrobrás, a FUP e seus sindicatos fazem as seguintes considerações:

1 - Estamos iniciando a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho, que expira em 31 de agosto, ou seja, em menos de 60 dias.

2 - É no ACT que devemos estabelecer as regras do teletrabalho, assim como fazemos em relação a tudo o que diz respeito à vida laboral dos petroleiros (remuneração, regimes, jornadas, AMS, etc).

3 - São as reivindicações dos trabalhadores que garantiram as conquistas regradas pelo Acordo Coletivo, após intenso processo de negociação com a Petrobrás.

4 – Os petroleiros e petroleiras aprovaram nos congressos regionais dos sindicatos da FUP propostas para regrar o teletrabalho no Sistema Petrobrás. Entre os dias 15 e 19 de julho, o 18º Confup irá consolidar essas proposições em uma cláusula da pauta que será negociada com a empresa.

5 - A FUP e seus sindicatos, portanto, repudiam quaisquer imposições unilaterais de regras para o teletrabalho, sejam através da gestão da Petrobrás, ou por via judicial.

6 - Os trabalhadores são protagonistas de sua própria história e cabe a eles criar e defender as regras sob as quais vivem.

SOMOS FORTES!

SOMOS CUT!

Publicado em Sistema Petrobrás

Nos programas anteriores do canal da FUP no Youtube, os petroleiros e petroleiras, aposentados e pensionistas tiveram a oportunidade de saber como funcionam os planos de saúde em outras empresas estatais, como Banco do Brasil  Caixa Econômica Federal e Correios. Os convidados da FUP e suas assessorias explicaram a diferença entre a gestão por RH, como a AMS no Sistema Petrobrás, e a gestão por uma associação, como a CASSI do Banco do Brasil.

As lives da FUP também deram a oportunidade da categoria petroleira entender os prejuízos que os trabalhadores e aposentados dos Correios e seus dependentes tiveram, após a implantação de uma associação para administrar o seu plano de saúde: a Postal Saúde. Através desses debates online, tem sido possível entender melhor como funciona a AMS, seus custos, cobertura, seus excelentes resultados e os riscos e prejuízos que os beneficiários terão, caso a gestão passe a ser feita por uma associação.

No último programa sobre esse assunto, dirigentes e assessores da FUP responderam as perguntas que os gestores da Petrobrás não responderam no "Econtro com a diretoria". O gerente executivo de RH, Cláudio Costa, apresentador do programa, preferiu devanear por uma tese inexplicável: como os beneficiários da AMS não terão prejuízo, caso uma associação assuma a gestão do plano de saúde.

Na live desta quinta, 09/07, o debate sobre a AMS terá a participação dos especialistas Celson Ricardo Carvalho de Oliveira e Luiz Jorge Ribeiro de Lima, que falarão sobre as formas e alternativas que os petroleiros têm para preservar seus direitos e barrar a implantação da associação privada.

Eles falarão também sobre os problemas e prejuízos que os servidores públicos federais estão enfrentando desde a implantação da GEAP, a Associação que administra os seus planos de saúde.

Celson Ricardo é advogado pós-graduado em Regulação de Serviços Públicos (UFBA), membro da Comissão Jurídica da UNIDAS (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde) e da Câmara de Saúde Suplementar da ANS (Agência Nacional de Saúde) de 1999 a 2006. Luiz Jorge é Auditor Federal do Ministério da Saúde, pós graduado em auditoria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Diretor da AUDSUS (Associação Nacional dos Auditores do Sistema Único de Saúde).

"Para impedir a privatização da AMS, precisamos conhecer os prejuízos que teremos, caso essa associação seja criada e passe a fazer a gestão do nosso plano de saúde. Por isso, é fundamental saber como podemos nos defender para manter os nossos direitos na AMS", afirma o diretor da FUP, Paulo Cesar Martin, que irá mediar a lives da FUP nesta quinta, às 10h. 

Confira: 

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta sexta-feira (10), os petroleiros se somarão ao Dia Nacional de Mobilização pelo #ForaBolsonaro, convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais que integram as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O objetivo é ocupar as redes sociais e dar visibilidade às mobilizações que serão realizadas. A orientação da FUP é que os sindicatos participem da atividades, engajando os trabalhadores com a tag #ForaBolsonaro. 

As lideranças petroleiras também estarão presentes aos atos de rua e às mobilizações nas redes, com depoimentos e vídeos, explicando a importância de superação do governo de Jair Bolsonaro. Só assim, será possível garantir a reconstrução do país, com a retomada da democracia, dos direitos e das conquistas sociais que foram usurpados dos brasileiros e brasileiras, abandonados à própria sorte. 

Veja como participar 

As centrais sindicais e movimentos sociais estão organizando atos simbólicos na sexta-feira, 10, para chamar a atenção da sociedade brasileira e do mundo para a agenda unitária da classe trabalhadora que cobra a saída do governo Bolsonaro e a construção de uma agenda positiva para o país, com propostas de susperação das crises econômica e sanitária.

Serão realizadas ações nas ruas, sem aglomeração, com instalações públics, divulgação de cartazes, faixas, outdoors, adesivaços e outras formas de protesto que não coloquem em risco os manifestantes e atendam às exigências sanitárias de prevenção à contaminação do coronavírus. Nos locais de trabalho, a orientação é que sejam feitas assembleias e atos nas portas das unidades. 

Próximos passos da luta

Na sequência do Dia Nacional Dia Nacional de Mobilização, a Campanha Fora Bolsonaro realizará uma Plenária Virtual no sábado, 11, reunindo participantes de todo o país. Nesta atividade, serão definidas as próximas ações da campanha. As entidades que integram a campanha também farão mobilizações regionais para fortalecer os dias 10 e 11.

Pedido popular de impeachment

A CUT, movimentos sociais, frentes e organizações da sociedade civil, juristas, intelectuais e personalidades da política, do meio acadêmico e das artes estão fazendo um chamado à adesão para um pedido popular de impeachment do governo de Bolsonaro.

O objetivo é que este pedido seja expressão da vontade e posicionamento político de um numeroso e diverso conjunto de organizações da sociedade civil, dos movimentos populares e do movimento sindical e seja entregue ao Congresso Nacional na semana de 13 a 17 de julho.

A formalização da adesão ao pedido deverá ser feita através do preenchimento do formulário eletrônico até dia 10 de julho e quaisquer dúvidas formais ou jurídicas poderão ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Com informações da CUT]

 

Publicado em Movimentos Sociais

Com o desafio de ampliar e fortalecer as lutas pela retomada da democracia e reconstrução do Sistema Petrobrás, os petroleiros e petroleiras realizam entre os dias 15 e 19 de julho o 18º Congresso Nacional da FUP, que será inteiramente virtual, com palestras, debates e votações realizados através de plataformas digitais.

O Confup é o principal fórum de deliberação da categoria, onde são discutidos e votados encaminhamentos políticos, pautas de reivindicações e planos de luta que foram aprovados durante os congressos estaduais, realizados pelos sindicatos filiados. O 18º Confup também irá eleger a nova diretoria da FUP para o período 2020-2023 e aprovar estratégias de luta para barrar as privatizações no Sistema Petrobrás e o desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho.

Com o tema “Democracia, Empregos e Revolução Digital”, o Congresso da FUP discutirá questões que estão na ordem do dia dos trabalhadores e trabalhadoras, como saúde e segurança, efetivos, teletrabalho, tabelas de turno, AMS, Petros, liberdade e autonomia sindical, entre outros temas.

A defesa da democracia e dos direitos e conquistas sociais, que estão sob ataque em plena pandemia da covid-19, também pautará o debate dos petroleiros e petroleiras. “Precisamos construir uma frente de esquerda programática e uma coalização democrática mais ampla para derrubarmos esse governo antes que ele acabe com o Brasil e os brasileiros”, ressalta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

O 18º Confup terá a participação de 280 trabalhadores eleitos nos congressos regionais, além de assessorias e convidados. As mesas temáticas e a programação completa serão divulgadas nos próximos dias.

[Da imprensa da FUP]

Publicado em 18 CONFUP

Em vez de discutir, cara a cara, com a FUP as propostas que defendem para os trabalhadores e a Petrobrás, o presidente Roberto Castello Branco e o gerente executivo de RH, Cláudio Costa, usam lives e videoconferências para atacar direitos da categoria e as organizações sindicais. Do que fogem os gestores? Por que não explicam, por exemplo, os motivos que fazem com que a empresa aplique a Medida Provisória 927 para postergar o recolhimento do FGTS e o pagamento da gratificação de férias, mas não aceite prorrogar o Acordo Coletivo de Trabalho, que também é previsto na MP?

A FUP e suas assessorias estarão ao vivo nesta quinta-feira (02), às 18h, conversando com os petroleiros e petroleiras sobre os desafios da campanha reivindicatória e as lutas contra a privatização do Sistema Petrobrás. A proposta da empresa de Acordo Coletivo, com prazo final de negociação em 31 de agosto, vai ser rebatida no “Encontro com a categoria”, com transmissão pelas redes da FUP e dos sindicatos. Se nos “Encontros com a diretoria”, Castello Branco e Cláudio Costa fugiram do debate com os trabalhadores, a live da FUP não deixará a categoria sem resposta. 

Passando a boiada

A gestão da Petrobrás vem reproduzindo a mesma tática do governo Bolsonaro: aproveita-se da pandemia da covid-19 para passar a boiada, acelerando a entrega do patrimônio da estatal e o desmonte dos direitos dos trabalhadores. Para se ter uma ideia, 49 ativos da empresa estão à venda neste momento, 17 deles anunciados no primeiro semestre de 2020, em meio ao avanço do coronavírus. Só a gestão Castello Branco é responsável por 88% de todas as ofertas em curso neste feirão, incluindo refinarias, dutos, terminais, campos de petróleo, termoelétricas, usinas de biodiesel, plataformas e muito mais.

Enquanto a pandemia se alastra pelas unidades que estão sendo operadas sem as devidas medidas de segurança, a diretoria da Petrobrás se nega a prorrogar o Acordo Coletivo, à despeito das sucessivas cobranças feitas pela FUP. Sem o menor respeito aos fóruns deliberativos da categoria, a empresa impõe uma agenda de negociação com data marcada para terminar e apresenta uma proposta rebaixada. Tudo isso em meio aos congressos regionais que estão discutindo a pauta de reivindicações que será deliberada pelo Congresso Nacional da FUP, na segunda quinzena de julho.

Aproveitando-se do isolamento social, que dificulta as mobilizações, Castello Branco acelera a privatização e mira no Acordo Coletivo, na tentativa de concretizar o desmonte que não conseguiu na campanha passada. Além de reajuste zero, redução e retirada de direitos, a empresa quer encolher ainda mais o efetivo de trabalhadores, com novos PDVs que farão o quadro retroceder ao nível dos anos 70, quando a holding tinha pouco mais de 30 mil concursados. Ou seja, menos da metade do que chegou a empregar em 2013. Nas subsidiárias, a tática é a mesma. Os gestores já fizeram isso na BR Distribuidora, antes da privatização, e semana passada, anunciaram o PDV da Transpetro, com a meta de desligar 557 petroleiros.

A pandemia também está sendo usada para alterar regimes e jornadas de trabalho, como já acontece desde abril, quando a Petrobrás implementou seu plano de resiliência sem qualquer debate com as entidades sindicais. Nas unidades operacionais, foram impostos turnos ininterruptos de 12 horas e no regime administrativo, o teletrabalho, que a empresa pretende prorrogar até o final de dezembro, com um regramento que está sendo discutido de forma unilateral, sem envolver os sindicatos. Esse é, inclusive, um dos principais pontos da proposta de Acordo Coletivo que serão deliberados durante o 18º CONFUP.

O engodo da crise

A despeito do lucro de R$ 40 bilhões registrado em 2019 e comemorado com estardalhaço pela gestão, a Petrobrás insiste em pegar carona na crise econômica para tentar convencer os trabalhadores a se sacrificarem. Uma das alegações é que os custos com pessoal são desproporcionais em relação às outras empresas do setor. A mesma ladainha que Castello Branco vem repetindo desde o ano passado, seguindo a tática dos disseminadores de fake news: uma mentira contada mil vezes é tida como verdade.

Para começo de conversa, a despesa com salários representa 9% do total de custo da empresa. Além disso, ao contrário do que ele afirma, o salário dos trabalhadores da Petrobrás foi o que mais caiu entre 2014 e 2019, comparando com outras empresas do setor. Levantamento feito pelo Dieese aponta que a remuneração média dos trabalhadores da BP, da Equinor, da Shell e da Total caiu 13% neste período, enquanto a dos trabalhadores da Petrobrás despencou 32%, mais do que o dobro. No caso da Equinor, a situação foi inversa: a remuneração média dos trabalhadores cresceu 10%.

“A Petrobrás, como todas as empresas do setor petróleo, é intensiva em capital e não em trabalho. Reduzir custo com pessoal tem um efeito pequeno sobre o volume dos gastos totais da empresa”, afirma o economista Cloviomar Cararine, técnico do Dieese que assessora a FUP.

O “choque dos preços do petróleo” é outra contradição no discurso de Castello Branco para justificar os cortes de direitos e redução salarial. Enquanto chora as pitangas para cobrar mais e mais resiliência dos trabalhadores, inverte o rumo da história para atrair investidores e acalmar o mercado. O argumento é que o pior da crise já passou e que a companhia está conseguindo navegar bem em mares revoltos.

A Petrobrás está sendo beneficiada pelo petróleo de alta qualidade do pré-sal, por ter um modelo de negócio integrado e um corpo técnico competente.  Por conta disso, a empresa está garantindo novos mercados, com o aumento das exportações, principalmente de óleo de bunker. Nos últimos meses, foram exportados em média 1 milhão de barris de óleo por dia, o que representa cerca de 40% de toda a produção da empresa.

Ao insistir em acabar com a integração da Petrobrás e em reduzir os quadros de trabalhadores, a gestão Castello Branco está não só apequenando a empresa, como caminhando a passos largos para a perda desta eficiência, comprometendo o futuro da estatal e sua memória técnica.

Invasão de competência

Reajuste zero. Fim da dobradinha (pagamento do feriado trabalhado no turno). Redução das horas extras na troca de turno. Redução do pagamento da gratificação de férias. Fim do Adicional de Campo Terrestre. Aumento da contribuição dos trabalhadores para a AMS. Fim das liberações sindicais. Estas são algumas das propostas previstas no Acordo Coletivo apresentado pela Petrobrás.

Além de atacar direitos e de ameaçar a organização dos trabalhadores, a gestão quer disputar com os sindicatos a convocação de assembleias, usando a intranet para defender uma consulta online sobre a proposta de desmonte do ACT. “(...) estamos conseguindo exercer diversas atividades por meios digitais e essa pode ser mais uma em mais uma arbitrariedade. Assim, esperamos que todos os empregados tenham oportunidade de demonstrar sua vontade por meio das assembleias organizadas pelos sindicatos”. Essa é a resposta que o moderador da empresa está massificando, quando questionado sobre a imposição de uma negociação do ACT durante a pandemia.

Não compete à gestão da Petrobrás opinar sobre como o sindicato deve realizar assembleias. Isso é "invasão de competência", uma afronta à Convenção 98 da OIT, ratificada pelo Brasil, cujo Artigo 2º é bem claro no item 1: “As organizações de trabalhadores e de empregadores deverão gozar de proteção adequada contra quaisquer atos de ingerência de umas em outras, quer diretamente, quer por meio de seus agentes ou membros, em sua formação, funcionamento e administração”.

Castello X Bismarck

Como todo “pau mandado”, para usar uma expressão que Bolsonaro tem um certo apreço, Castello Branco gosta de reproduzir o estilo de liderança de seus gurus. Talvez por isso, o presidente da Petrobrás abuse de uma retórica “googleliana” para causar efeito em suas lives. Como não sustenta uma argumentação sólida, recorre a frases feitas, que utiliza em tom de ameaça para se proteger. Típico dos bolsonaristas.

Esta semana, ele escolheu um militar do Império Alemão para desqualificar a FUP, em mais um ataque pessoal e desrespeitoso à organização dos trabalhadores. Apelou para o chanceler de ferro, Otto Von Bismarck, na tentativa de jogar os trabalhadores contra os sindicatos, desqualificando as ações judiciais que questionam a imoralidade do PPP.

Se vivo fosse, como reagiria o conservador Bismarck diante da farra de bônus que alimenta a venda de ativos e a liquidação da Petrobrás? O que diria sobre os bilhões de verba pública que bancam o toma-lá-dá-cá da relação de Bolsonaro com o “centrão” para destruir conquistas e direitos dos brasileiros? Talvez caiba aqui parafrasear uma declaração famosa do alemão: "Se o povo soubesse como são feitas as leis e as salsichas, não engoliriam nem umas, nem outras".


Live da FUP nesta quinta, às 18h

Encontro com a Categoria - Em resposta ao "Encontro com a Diretoria", realizada pela Petrobrás, a FUP vai analisar proposta de ACT da gestão Castello Branco

Acompanhe e participe pelo canal do Youtube - https://youtu.be/p7i7MiD1XWs - e nas redes sociais da FUP e dos sindicatos

Convidados: Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP, Cibele Vieira, diretora da FUP, Normando Rodrigues, assessor jurídico da FUP, e Cloviomar Cararine, técnico do Dieese e assessor da FUP


 

 [FUP]

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[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

No Nordeste, o São João é coisa séria, faz parte da cultura e da vida de todo nordestino.  Mas por causa da pandemia da covid-19, a festa não pôde ser realizada em centenas de municípios da Bahia, Ceará, Alagoas, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Mas sempre se dá um jeito, o que não dá é ficar sem a sanfona, a zabumba, o triângulo e as histórias e tradições da festa de São João. Por isso, os petroleiros do Nordeste se organizaram para fazer o 1° São João Virtual Petroleiro.

O evento, que acontece nesse sábado (27), a partir das 17h, será transmitido ao vivo pelo facebook no canal Debate Petroleiro (@fb.me/DebatePetroleiro) e pelas fanpages dos Sindipetros do Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas/Sergipe, Pernambuco/Paraíba e Ceará/Piaui.

O arraiá vai contar com um DJ petroleiro, nosso colega DJ Jada, que fará um set de remixes de músicas juninas. Os coordenadores dos Sindipetros também vão participar da programação, falando sobre as expectativas do evento para a luta do Nordeste.

Vai ter também o “História Junina”, um quadro onde os petroleiros e petroleiras vão contar, através de vídeo gravado que será transmitido, uma história junina do seu estado.

Dentro da programação haverá ainda o “Debatinho”, uma live com crianças contando como é o São João na sua cidade, do que mais gostam de fazer ou  de comer na festa junina  –  ficar em volta da fogueira,  soltar fogos, assar um  milho ou comer  amendoim e canjica. Cada Sindipetro indicará uma criança para fazer esse relato.

A programação segue com o quadro Entrevistas, trazendo depoimentos, de personalidades nordestinas na área musical.

Mas em um “arraiá” dos bons não pode faltar Música.  E essa será uma das principais atrações. Teremos participações de músicos dos diversos estados do nordeste.

E como a festa junina é multicultural, teremos também poetas, [email protected], atrizes e etc.

Por fim, teremos o Mural Junino, espaço reservado para petroleiras e petroleiros de todo país. Quer aparecer no Mural Junino?  Basta enviar fotos e vídeos com o nome [email protected] petroleiro e o estado, de qualquer ano, para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com cenário junino, fantasiadas ou apenas mostrando mesas de iguarias, licores, pratos, fogueiras, etc. Elas serão mostradas durante a programação.

O 1° São João Virtual Petroleiro será encerrado com duas atrações musicais ao vivo. Vai ser bom demais. Marque na sua agenda e programe o alarme do despertador para às 17h desse sábado (27).  Estamos esperando por você!

 

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Os sindicatos da FUP iniciam esta semana os congressos regionais para eleição de delegados e deliberações referentes ao 18º Congresso Nacional da FUP, que será realizado na segunda quinzena de julho. Devido à pandemia da covid-19, os congressos serão todos virtuais, com debates e deliberações online, feitos através de plataformas digitais.

Com o tema “Democracia, Empregos e Revolução Digital”, o 18º CONFUP contará com a participação de 280 petroleiras e petroleiros eleitos nos congressos regionais, além de assessorias e convidados. O Congresso Nacional da FUP é o principal fórum de debates da categoria, onde são discutidos e aprovados encaminhamentos políticos, pautas de reivindicações e planos de luta.

O 18º CONFUP também irá eleger a nova diretoria da FUP para o período 2020-2023. As mesas temáticas e a programação completa serão divulgadas pela comissão organizadora nas próximas semanas.

Agenda dos congressos regionais:

> 24 a 27 de junho – Congresso do Sindipetro-MG

> 25 a 27 de junho – Congresso Conjunto dos Sindipetro Unificado de SP e Sindipetro-PE/PB

> 25 e 26 de junho – Congresso do Sindipetro-RN

> 26 e 27 de junho – Congresso do Sindipetro-ES

> 27 de junho – Congresso conjunto do Sindipetro-PR/SC e Sindiquímica-PR;

> 27 de junho – Congresso do Sindipetro-AM

> 27 de junho – Congresso do Sindipetro Duque de Caxias

> 29 de junho a 03 de julho – Congresso do Sindipetro-NF

> 03 e 04 de julho – Congresso do Sindipetro-CE/PI

> 04 de julho – Congresso do Sindipetro-BA

> 11 de julho – Congresso do Sindipetro-RS

[FUP]

Publicado em 18 CONFUP

Deyvid Bacelar é o novo coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros, a maior representação da categoria petroleira em âmbito nacional. A sucessão se dá pela necessidade de desincompatibilização de José Maria Rangel que será pré-candidato a uma vaga na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes. Deyvid assume a FUP num momento difícil. Os desafios de quem estará à frente do movimento sindical petroleiro se tornam gigantes diante da recente conjuntura brasileira, que sofre desde o golpe de 2016, o golpe que tornou nítidas as forças vis organizadas para combater os governos com projeto de desenvolvimento para o país e que possibilitaram avanços econômicos e culturais para a classe trabalhadora.

O coordenador geral da FUP enfrentará desafios a curto, médio e longo prazo. A curto prazo, Deyvid afirma que o desafio é lutar pela segurança e saúde dos trabalhadores e trabalhadoras que atuam no setor de petróleo e gás. “A luta imediata é pela vida e segurança dos empregos durante a pandemia. ” A médio prazo, o enfrentamento se dará por conta da profunda crise econômica, onde a taxa de desemprego deve praticamente dobrar chegando a quase 25 milhões de desempregados e desempregadas, índice divulgado pelo DIEESE e FGV.  E a longo prazo a luta continua, mas se torna mais pesada já que é preciso encarar um governo autoritário, neofascista e extremamente liberal com seus programas de privatização. A defesa do Sistema Petrobrás, da Soberania Nacional, da Democracia e do Emprego será cada vez mais necessária e esse será o grande desafio que a Federação e a categoria petroleira terão que enfrentar. É inclusive o tema que será discutido no Congresso Nacional da FUP que acontecerá em julho próximo.

Deyvid reitera que é fundamental ampliar e obter o apoio de outras categorias e da sociedade brasileira que ajudou na criação da Petrobras, e que por isso é uma empresa patrimônio do povo brasileiro. “A luta não é só nossa, precisamos de aliados contra a privatização. ” Já que mudanças bruscas no mundo do trabalho geraram uma nova forma de organização e atuação do movimento sindical petroleiro, brasileiro e mundial, é necessário encontrar caminhos e formas de combater as falsas ideias dominantes e assim se posicionar na trincheira de luta contra os reais interesses das classes dominantes. Deyvid conta com o apoio de toda a direção da FUP e dos diretores dos 13 sindicatos filiados à FUP, assim como das assessorias e funcionários da federação.

Sobre a trajetória de Deyvid Bacelar

Nascido na segunda maior cidade da Bahia – Feira de Santana – Deyvid Bacelar assume mais um desafio em sua vida pessoal e de militante do movimento sindical petroleiro. Juventude, experiência e compromisso com os legítimos interesses da categoria são seus melhores atributos e que ajudaram a conquistar a confiança dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil. Deyvid Bacelar é Técnico de Segurança na RLAM, onde ingressou por concurso na Petrobrás em 2006. Técnico em Segurança do Trabalho pelo CETEB. Graduado em Administração pela UEFS, com especializações em SMS no IFBA e em Gestão de Pessoas na UFBA, desde o início se destacou nas lutas sindicais e comunitárias.

Eleito Diretor de Assuntos Institucionais e Jurídicos da FUP (gestão 2017-2020) e Coordenador Geral do Sindipetro Bahia (gestão 2017 -2020), Deyvid representa a CUT/CNQ/FUP na Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz), também foi representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás e durante o seu mandato em (2015-2016) fez diferença dentro do CA, dando voz e vez aos petroleiros e petroleiras de todo país.

Também foi eleito Coordenador Geral do Sindipetro Bahia (gestão 2014 -2017), Diretor de SMS do Sindipetro (gestão 2011-2014) e exerceu mandato de Diretor do Sindicato dos Químicos e Petroleiros da Bahia (gestão 2008-2011). Em Feira de Santana, foi Presidente da Associação de Moradores Morada das Árvores (gestões 2014-2015/2016-2017), onde emprestou sua experiência de forma voluntária nas ações comunitárias da entidade.

 

 

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José Maria Rangel é um petroleiro que se tornou sindicalista por ter percebido que a luta é necessária, e que dela devia fazer parte. Sentado na sala de espera do aeroporto do Farol de São Tomé, prestes a embarcar para trabalhar por 14 dias na P-23, uma plataforma da Bacia de Campos, Zé Maria pediu a palavra durante a fala de um representante da categoria. Falou o que pensava acerca da pauta naquele dia e a partir daí não parou mais. Suas falas e ações seguintes tiveram sempre como base o bom caráter de homem íntegro, alma terna e coração justo, que aliados à sua incrível capacidade visionária, mudaram para melhor o rumo do movimento sindical petroleiro.

Alvo de admiração unânime, tanto pelo seu comportamento quanto pela sua trajetória, sua história é marcada por grandes desafios. O ano de 1996 marca o início da jornada de Zé Maria como sindicalista ao integrar a diretoria eleita do Sindipetro Norte Fluminense, e em 2004 assume a coordenação geral do sindicato. Seguramente, foram sua garra e firmeza na Bacia de Campos ao conduzir as negociações e a luta, assim como toda a organização e mobilização, que o levaram a ser eleito representante da categoria no Conselho de Administração da Petrobras, em 2013. Uma missão que honrou e cumpriu de maneira integral todos os compromissos assumidos. Manteve seu firme posicionamento contra leilões de privatização e ergueu bem alto a bandeira das lutas contra a terceirização.

O segredo de suas vitórias e conquistas construídas passo a passo está na lealdade à tradição das lutas da categoria petroleira. Zé Maria se tornou o seu mais influente líder porque manteve a altivez das principais lutas travadas em defesa do patrimônio público e da soberania nacional. Foi o que fez na Federação Única dos Petroleiros, quando em 2014 foi escolhido para coordenar nacionalmente os 13 sindicatos filiados à FUP. Lutou pela manutenção dos direitos da categoria, esteve atento às renovações dos quadros nas eleições dos sindicatos e ainda abriu horizontes, ao mostrar que a luta constante pela democracia é também responsabilidade da categoria petroleira para com a sociedade.

Assim, conduziu a qualificação do debate em torno da defesa da Petrobras como empresa pública e de sua maior riqueza, o Pré-Sal. A luta pela manutenção da lei da Partilha levou meses de resistência em Brasília, uma briga para derrotar o PL 4567/16. Uma luta que os petroleiros iniciaram em 2015 e que foi marcada por uma série de atos e debates no Congresso Nacional, que foram de escrachos e manifestações no aeroporto e na Esplanada dos Ministérios a participações em audiências públicas e ocupações.

Em 2015, foi construída a pauta pelo Brasil, a greve nacional tornou especial a campanha reivindicatória, e foi Zé Maria quem mostrou o caminho da boa estrada, apoiado na força de seus representados. Como ele mesmo diz, “tivemos a sabedoria de gritar em alto e bom som que temos orgulho de ser petroleiros e petroleiras”. Foram momentos de muita luta, o jaleco laranja virou símbolo e objeto de desejo de todos os lutadores e lutadoras dos movimentos sociais que jamais abandonaram a FUP em suas batalhas; foi na Escola Nacional Florestan Fernandes, com a presença de Lula, que o uniforme de guerra foi lançado e é ele, que até hoje, impõe respeito aos que ainda tentam entregar as riquezas do povo brasileiro. 

Mais uma vez em Brasília, verdadeiras batalhas foram travadas, os petroleiros desafiaram o Executivo, o Legislativo e o Judiciário com pautas pesadas, mas sempre de cabeça erguida.  Apesar da resistência, em 2016 a Câmara dos Deputados Federais consolidou o golpe iniciado com o impeachment e tirou da Petrobras a exclusividade na operação do Pré-Sal e a garantia de participação mínima de 30% nos consórcios.

Em 2017, a visão e a coragem de Zé Maria deram início à criação do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que ganhou o nome de José Eduardo Dutra e hoje é referência em quase todas as discussões acerca da geopolítica do petróleo. Outras grandes conquistas solidificadas na gestão de Zé Maria foram a ocupação de espaço na gestão da FUP pelas mulheres petroleiras, assim como o direito ao trabalho seguro, e a Federação tornou-se referência nos debates sobre segurança no trabalho.

Em 2018, Zé Maria provou a sua extrema dedicação ao aceitar uma candidatura na tentativa de ampliar sua representatividade para a categoria petroleira, para toda a classe trabalhadora e movimentos sociais. Zé Maria disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, a intenção era travar a luta contra as injustiças, as desigualdades e indiferenças por meio da defesa da soberania energética do país, em defesa das estatais a serviço do povo brasileiro.

Em 2019, é novamente a liderança de Zé Maria que se mostra importante para manter as conquistas do acordo coletivo dos petroleiros. Negociações duras num momento igualmente duro, em que se presencia um ataque contra a ideia de uma Petrobras para os brasileiros e um desmedido crescimento do projeto de destruição da empresa que, infelizmente, se acentuou agora, no início de 2020, apesar da histórica greve nacional de 20 dias da categoria petroleira, com a posterior hibernação da FAFEN PR, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, uma das poucas garantias de soberania alimentar para o Brasil.

Ainda há muito o que falar de José Maria Rangel, sempre com uma frase pronta a ganhar status de ditado ou a virar título de matéria jornalística, como alguns que gostam de citar: “Faça o bem sem olhar a quem” ou “Não deseje para os outros o que você não quer para você”; e outros que sempre arrancam sorrisos: “Antes só do que mal acompanhado”, “Calar é ouro; falar é prata”, “Não há pote de ouro no final do arco-íris” e ainda o seu predileto, "Se fosse fácil não era para nós", que deixam claro sua presença de espírito e empatia.

Seus pleonasmos são descobertos quando fala de seu maior ídolo, o presidente Lula, ou ainda quando repete grande frase de Papa Francisco: “Nenhum trabalhador sem direito, nenhum camponês sem terra, nenhuma família sem casa“. Mas é em uma passagem de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, que Zé Maria encontrou um jeito de traduzir a vida: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

Zé Maria segue para mais um desafio, será pré-candidato a uma vaga na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes e leva de seus companheiros de luta mensagens de agradecimento e boas novas:

"O Zé Maria representa uma forma diferente de ver e fazer sindicalismo. Primeiro, pela sua persistência e por ser um dirigente incansável. Segundo porque tem uma sensibilidade como poucos, alternando momentos de ternura e firmeza. Sua vontade em aprender, se aperfeiçoar sem perder a relação com o chão de fábrica, também é notável. Acho essa a lição mais importante que fica não só para os dirigentes que virão, como para todos que um dia trabalharam com ele: é preciso dialogar, encontrar caminhos, mas sem perder as raízes e as convicções. Desejo a você, Zé, toda sorte nas suas novas empreitadas."

Rodrigo Leão, pesquisador do INEEP

“O que mais admiro nestes anos todos de convívio com o Zé Maria é a sua lealdade aos seus ideais de justiça social e a sua responsabilidade com interesses da classe trabalhadora. ”

Breda, ex-coordenador do Sindipetro NF

“Com certeza Zé Maria combateu o bom combate e, como nos disse, ajudará na luta por um mundo melhor, mais justo e igualitário, em outras trincheiras; agora, a partir da cidade que traz em seu nome a força dos verdadeiros descobridores e donos do Brasil. Saiba que aprendemos muito contigo nesse período e isso vai nos ajudar a seguir em frente nessa luta, que é contínua. Pode contar conosco nesse novo projeto, Zé, que será de suma importância para as eleições de 2022 e para termos mandatos no Legislativo com os pés no chão que a classe trabalhadora pisa, para um dia termos hegemonia na sociedade”.

Deyvid Bacelar, Coordenador Geral da FUP

“Companheiro Zé Maria!

Foi um privilégio poder trabalhar ao teu lado, bem como ao de todos e todas, nesses seis anos. Uma jornada complicada, um caminho tortuoso e pedregoso, mas disposição de luta não faltou. Não importam as dificuldades, os tropeços, os equívocos, as dores, as mágoas ou as lágrimas. Foram seis anos intensos, em que o País viu crescer uma construção histórica, que não conseguiu encontrar o pedestal do "O petróleo é nosso!", mas demonstrou a força da união de uma categoria.

Desafiamos o Executivo, o Legislativo e o Judiciário com uma pauta pesada e, fundamentalmente, nacionalista! Que desnudou o perfil entreguista da maioria dos políticos brasileiros! Fizemos e faremos história pelos nossos atos, por nossa organização, principalmente por termos grandes lideranças que garantiram permanência no caminho certo da história. Segues um novo caminho, um novo desafio, não menos difícil e nem menos complexo. Então, muito sucesso e conte com a gente. Um abraço, do tamanho do Rio Grande!”

Maia, Sindipetro RS

“Nos meus seis anos de sindicalismo, três anos fazendo parte desta direção, muito me honra e me orgulha que tenha sido nesse mesmo período sob sua coordenação. Certamente uma liderança que ensina e inspira. Certamente ainda travaremos muitas batalhas juntos, como me disse um dia. Obrigado por tudo até aqui. Que o destino ainda lhe reserve grandes voos para o bem de nós e do povo. Grande abraço, meu amigo!”

Alex, Sindipetro PR

Para nós que assumimos tarefas sindicais, alguns já com tarefa na federação, foi um período de desafio enorme. Agradeço enormemente a paciência e carinho que o Zé recebeu essa nova geração. Sua liderança pelo exemplo se tornou um momento de formação política. Muitas vezes uma frase sábia com a tratativa carinhosa conosco que não tínhamos a mesma bagagem, nos dava uma base sólida e coragem para seguir a luta. Seguir em frente nesse contexto político só é possível por estarmos suportados por ombros como do companheiro José Maria.

Finamori, Sindipetro MG

“Satisfação e grande aprendizado ter te apoiado e participado da batalhas e lutas, a certeza que estávamos corretos nas derrotas e a alegria da conquista com as vitórias!

Um orgulho era ao procurá-lo à frente e não o achar, ao olhar ao lado e o ver. Tínhamos nossa liderança ao nosso lado, assim foi seu exemplo de liderança! Siga para uma nova jornada de lutas, amigo e companheiro Zé Maria!”

Urpia, Sindipetro BA

“Zé, meu camarada, você sempre será uma referência de luta para os petroleiros e petroleiras. Foi uma honra estar ao seu lado em tantas batalhas. Boa sorte em suas próximas empreitadas. Conte conosco, sempre!”

Paulo Neves, Sindipetro AM

“Caro Zé Maria, em seu relato de despedida você deixa um legado de luta, sabedoria e muita habilidade em vários momentos, testemunhados por nós, sindicalistas, e que muito me ajudou na minha formação. Um forte abraço, sucesso!”

Lourenzon, Sindipetro PB

“Zé, você esqueceu de dizer que foi eleito no Nordeste, mais especificamente em Natal, não poderia deixar de citar. Obrigada pelas parcerias, pelos ensinamentos, pelas lutas! Sucesso nas muitas batalhas que temos à frente! Viva a luta! Viva a militância!”

Fafa, Sindipetro RN

“Zé, foi muito bom lutar ao seu lado, você é um exemplo, um grande companheiro. Te desejo muita saúde e curta sua vida com toda intensidade. Seguiremos firmes!”

Anacelie, Sindipetro PR

“Zé Maria, nem tenho palavras suficientes para agradecer todas as vezes que sua luta e exemplo me ajudaram a ter esperança para continuar. Parabéns pelo legado que deixa. São poucas as pessoas que conseguem, em tão pouco tempo, um currículo com tantas vitórias e uma lista de amigos e admiradores como você conseguiu. Com certeza sua missão é algo grande, e você tem sido valente para seguir e enfrentar o caminho para seu destino. Que Deus te abençoe sempre nessa jornada.”

Priscila, Sindipetro ES

Zé Maria é uma pessoa extremamente leal, justa e de um coração imenso, que sempre se preocupou com o lado humano, que se emociona e cativa a todos e todas, faz política por opção e ideologia, e por isso consegue ser objetivo nas suas falas e ações.

Vivemos vitórias e derrotas, mas sem dúvida fizemos a boa luta e não nos arrependemos de nossas escolhas. Estamos juntos, meu amigo! Mais lutas teremos!

Castellano, Sindiquímica PR

Zé Maria, a luta tem sido tão árdua que às vezes esquecemos tudo o que fizemos. Seu breve relato nos faz lembrar dessas difíceis lutas, mas em especial das bravas decisões que, tenho certeza, se estamos resistindo, é porque essas decisões foram tomadas e colocadas em prática. Boa luta na sua nova frente, e seguimos juntos!

Mirian, Sindipetro RS

Companheiro e amigo Zé Maria, lutar ao seu lado e com sua coordenação sempre nos mostrou que estamos do lado certo, e uma forma de lhe dizer obrigado por todo seu companheirismo e amizade é ter a certeza de que onde você estiver os trabalhadores e trabalhadoras estarão representados, conte com este amigo sempre, e sucesso.

Acácio, Sindipetro AM

 

Se Zé Maria tivesse revisado este texto, como fez com milhares nestes seis anos como coordenador geral da FUP, com certeza pediria para incluir mais este ditado: “A esperança é a última que morre.”

 

por Maria João Palma, jornalista da Federação Única dos Petroleiros

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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