Nos dias 8 e 9 e novembro, no município de Cajamar (SP), jovens sindicalistas inscritos no projeto denominado Educação e Potenciação Sindical Regional da Juventude da IndustriALL na América Latina e Caribe, se reuniram pela quinta vez em dois anos. Dentre os debates realizados, Jocelaine Souza, secretária de Juventude da CNTRV, destaca o tema sobre desigualdade de gênero nos locai de trabalho. “Foi um momento muito importante em que as lideranças jovens puderam discutir as diversas formas de preconceito, desigualdade e violência de gênero nos locais de trabalho. Cada categoria tem sua particularidade, mas o machismo está presente em todas elas”, destacou.

A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhados/as Químicos da CUT, CNQ, Lucineide Varjão, que também integra o Comitê Executivo da IndustriALL América Latina e Caribe, realizou uma palestra sobre o assunto e provocou os participantes para uma profunda reflexão sobre as atitudes machistas e preconceituosas, não só dos trabalhadores e trabalhadoras da base, mas também das próprias lideranças sindicais. Lucineide falou ainda da importância da participação das mulheres na construção das pautas e no processo de negociação coletiva, como forma de garantir a igualdade de gênero no trabalho. 

O Sindicato do futuro

Outro ponto que ganhou destaque na programação do Seminário foi uma análise sobre as mudanças no mundo do trabalho e seus impactos na organização dos trabalhadores/as e dos sindicatos. Os participantes responderam e debateram a questão: qual sindicato queremos para 2030?

No debate foram levantadas as expectativas sobre o modelo de organização sindical do futuro e seus desafios na perspectiva da juventude.

 Participação da CNTRV

O projeto “Educação e Potenciação Sindical Regional da Juventude da IndustriALL na América Latina e Caribe” está sendo desenvolvido pela IndustriALL e DGB simultaneamente no Brasil, Argentina, Nicarágua, México e Colômbia.  No Brasil, conta com participação dos ramos vestuário, químico e metalúrgico.

Recentemente, em evento realizado na Cidade México, Jocelaine Souza, assumiu a coordenação do projeto no Brasil. Saiba mais AQUI

Além de sua secretária de Juventude, a CNTRV conta com a participação de Wellington Silva (do Sindicato dos Calçadistas de Itapetinga - BA),  Daniela Oliveira (do SINTICAL/Ipirá - BA), Daison Mariano Pretto (do Sindicato dos Calçadistas de Riozinho/RS) e Cristiane de Lima Veras (Do Sindicato dos Calçadistas do Ceará).

 “Participar de um projeto como este é algo de muito valor para mim e para a entidade que represento. Além do aprendizado, estamos desenvolvendo um plano de ação junto à base como resultado concreto do projeto. A aproximação dos trabalhadores jovens e consequente sindicalização é um desafio para todas os ramos”, avalia Cristiane que analisa ainda que “as dificuldades para sindicalização não é um problema que atinge apenas a juventude, mas que a abordagem aos trabalhadores e trabalhadoras jovens deve ser planejada de forma específica”.

[Via CNTRV]

Publicado em Trabalho

Para encerrar o mês das mulheres, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina lança o 3º e último episódio da série sobre feminismo do programa “Bate-Papo Sem Sutiã”. O tema abordado desta vez foi “o feminismo nos dias hoje” e fala sobre a conjuntura da luta das mulheres.

Participaram desta edição  Ana Carolina Dartora, Bacharel em História, Mestre em Educação com recorte na juventude negra, Militante no Feminismos Negro e na Marcha Mundial de Mulheres; e Priscila Piazentini Vieira, Professora do Departamento de História da UFPR - áreas de interesse: Teoria da História, História e Filosofia Contemporânea, feminismo. Integrante do Núcleo de Estudos de Gênero da UFPR e vice-coordenadora do Labin - Laboratório de Investigação de Corpo, Gênero e Subjetividades na Educação, também da UFPR

Quem apresenta esta edição são as diretoras do Sindipetro PR e SC Anacélie Azevedo e Juliane Bielak.

Acompanhado ao programa, lançamos uma promoção de um Vale Compras de R$ 200,00 na Loja Peita. Para concorrer, basta responder a enquete no link abaixo. Apenas mulheres podem preencher.

Link para a enquete: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdg-mNJ3JX5DrYr_7uIBGNCIcgbORj48PZv4IBoVIHbim1h-A/viewform

Conheça a Loja Peita: https://peita.me/

Assista agora o 3º episódio: O feminismo nos dias de hoje 

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC
Sindipetro PR e SC estreia o programa “Bate-Papo Sem Sutiã”
 
O Bate-Papo Sindical todo mundo conhece, não é? Uma ferramenta utilizada há muitos anos pela direção para o diálogo com a base.

Mas e aí? Por que sem sutiã?

Porque pretendemos com esse programa conversar com as mulheres da categoria e outras que queiram disfrutar de um tempo leve para ampliar o conhecimento. Os homens também estão convidados a assistir e ouvir um pouco mais sobre esses temas.

Costumeiramente, as mulheres quando chegam em casa, uma das primeiras coisas que fazem é retirar o sutiã e aí, claro inicia a outra jornada. Esse ato traz um significado de conforto e liberdade. O sutiã é um símbolo histórico de opressão, usá-lo ou não o usar causa desconforto para a maioria das mulheres. Tanto que já foi até queimado em praça pública.

O primeiro programa tratou do tema “Feminismo”e contou com a presença da Ana Carolina Dartora, Bacharel em História, Mestre em Educação com recorte na juventude negra, Militante no Feminismos Negro e na Marcha Mundial de Mulheres; e Priscila Piazentini Vieira, Professora do Departamento de História da UFPR - áreas de interesse: Teoria da História, História e Filosofia Contemporânea, feminismo. Integrante do Núcleo de Estudos de Gênero da UFPR e vice-coordenadora do Labin - Laboratório de Investigação de Corpo, Gênero e Subjetividades na Educação, também da UFPR

Quem apresenta esta edição são as diretoras do Sindipetro PR e SC Anacélie Azevedo e Juliane Bielak.

Acompanhado ao programa, lançamos uma promoção de um Vale Compras de R$ 200,00 na Loja Peita. Para concorrer, basta responder a enquete no link abaixo. Apenas mulheres podem preencher.

Link para a enquete: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdg-mNJ3JX5DrYr_7uIBGNCIcgbORj48PZv4IBoVIHbim1h-A/viewform

Conheça a Loja Peita: https://peita.me/

Assista ao primeiro episódio:

 

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Na sexta-feira, 8 de março, milhares de brasileiras saíram às ruas para celebrar o Dia Internacional de Luta das Mulheres. Sob o lema “Pela vida das mulheres, somos todas Marielle”, elas tomaram as ruas do país para protestar contra o desmonte da Previdência, o aumento no número de feminicídios e os retrocessos do governo Bolsonaro (PSL), além de celebrar o legado da militante e vereadora Marielle Franco. Assassinada no Rio de Janeiro (RJ) em 14 de março de 2018, a vereadora tornou-se uma inspiração para trabalhadoras que lutam contra injustiças em todo o país. Até hoje o crime continua impune.

Em São Paulo, mais de 80 mil mulheres coloriram a Avenida Paulista neste Dia Internacional da Mulher para protestar, principalmente, contra a reforma de Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL).

“Mulheres contra Bolsonaro, vivas por Marielle, em defesa da previdência, da democracia e dos direitos” foi o mote do ato unificado de vários movimentos sociais, feministas, de mulheres da CUT e demais centrais, partidos políticos e milhares que se juntaram à luta.

O vão livre do MASP, ponto de concentração da manifestação, ficou pequeno em poucas horas e as milhares de pessoas que participavam do ato ocuparam as duas vias da Paulista e depois caminharam até a Praça Roosevelt, no centro da cidade.

No Rio de Janeiro, a concentração do ato foi na Candelária, de onde mais de 50 mil pessoas saíram em passeata até a Cinelândia.

Bruna Silva, mãe de Marcos Vinícius, de 14 anos, morto pela polícia em um operação na Maré, também estavam presentes no ato do Rio. “Estou aqui em nome do meu povo favelado, para dizer que a gente tem vez, tem voz, e temos lugar”, disse Bruna.

A viúva de Marielle, Mônica Benício, enalteceu o legado da companheira e explicou por que participa das manifestações de 8 de março. “Estamos aqui pela vida e pela liberdade de todas as mulheres, pelo direito de exercer o livre acesso ao nosso corpo da forma como nós quisermos”, disse.

Na Bahia, duzentas militantes do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) ocuparam uma unidade da mineradora australiana Mirabela Nickel em Ipiaú, para protestar contra o modelo predatório de exploração de níquel. As mulheres também denunciaram os riscos de contaminação do Rio de Contas, que abastece a região e fica a menos de 1 km de uma barragem de rejeitos da empresa.

Em Salvador, mais de 64 instituições que lutam pelos direitos das mulheres participaram do ato religioso e da marcha que saiu da Praça da Sé, no Centro Histórico de Salvador (BA), em direção ao bairro do Campo Grande, com participação de Manuela D'Ávila.

O cortejo contou com uma homenagem a Marielle Franco, representada em uma bandeira gigante com fundo amarelo e o rosto da militante carioca. 

Na Esquina Democrática, na capital gaúcha, o ato reuniu centenas de manifestantes e recebeu o nome de “Ato pela Vida das Mulheres Trabalhadoras”.

Foram feitas críticas à retirada de direitos da reforma da Previdência e ao feminicídio. As agricultoras, em grande número no ato, protestaram contra os ataques do governo Jair Bolsonaro que tenta criminalizar o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e propõe regras para dificultar a aposentadoria no campo.

Houve atos em Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Curitiba, Vitória, Manaus, Natal, Florianópolis e em diversas outras capitais e cidades do país.

Lula envia carta às mulheres brasileiras

Mantido como preso político desde abril do ano passado em Curitiba, o ex-presidente Lula enviou, nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, uma carta às mulheres brasileiras.

A mensagem foi lida na Vigília Lula Livre, em frente a superintendência da Polícia Federal, por Neudicleia de Oliveira, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Ela visitou o petista junto com o ex-prefeito Fernando Haddad.
 
“Oito de março é dia de lembrar a luta das mulheres que vivem um movimento de luta diária”, escreveu Lula na mensagem.

De acordo com Haddad, o ex-presidente segue determinado em provar sua inocência e destacou a preocupação de Lula com as declarações sobre democracia feitas esta semana por Bolsonaro.

“Ele participou de todo o processo de redemocratização do país e o recado é o seguinte: democracia quem garante é o povo, que é de onde emana todo o poder segundo a nossa Constituição. Então se a gente quiser defender os nossos direitos, nossa mobilização se torna mais necessária do que nunca, no momento em que esses direitos estão sendo ameaçados”, afirmou.

Confira, a íntegra da carta de Lula às mulheres: 

Oito de março é dia de lembrar a luta das mulheres que vivem um movimento de luta diária. Desde o momento em que vêm ao mundo. Dia de marcar posição frente aqueles, que hoje no poder, tentam deslegitimar a luta de quem tem como ideal a igualdade de direitos.

Falamos de igualdade e do próprio direito à vida das mulheres que lutam para existir.

 De onde me encontro, sigo em resistência pela construção da sociedade que sonhamos juntos, de um Brasil com oportunidades iguais para todos e todas.

Um abraço

 Luís Inácio Lula da Silva
 
[FOTOS: FUP, Mídia Ninja, Jornalistas Livres | Texto a partir de informações do Brasil de Fato, CUT e Rede Brasil Atual]
 
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Publicado em Cidadania

As mulheres voltam às ruas nesta sexta-feira (8) em ao menos 22 cidades brasileiras para celebrar o Dia Internacional da Mulher. Depois das manifestações do #Elenão que reverberaram por todo mundo contra o discurso do ódio e o sexismo representados pela candidatura de Jair Bolsonaro(PSL), a edição deste ano alerta para as ameaças de retrocessos com o atual governo.

A proposta de "reforma" da Previdência, o aumento da militarização, a criminalização dos movimentos sociais, a política de "entreguismo" dos recursos naturais que afeta a soberania nacional são alguns dos pontos pautados por movimentos e pela Marcha Mundial das Mulheres. As manifestações também vão protestar contra o machismo, a violência de gênero, a desigualdade, o racismo e o preconceito contra pessoas LGBTs.

assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), caso ainda sem solução quase um ano após o crime, será destaque na marcha que acontece em Fortaleza (CE) sob a bandeira "Somos todas Marielles".

Na cidade de São Paulo, a partir das 16h, no Masp, e em Campinas, às 16h, no Largo do Rosário, os atos têm como lema "Mulheres contra Bolsonaro! Vivas por Marielle, em Defesa da Previdência, por Democracia e Direitos". A mesma bandeira de luta ganha espaço também nas cidades de Natal, Mossoró e Parelhas, no Rio Grande do Norte.

Em Salvador (BA), Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG) e em Brasília (DF), o destaque é a luta por vida, liberdade, justiça e direitos. O movimento em defesa do aborto legal e seguro e por uma educação não sexista e libertadora ganha voz na marcha em Porto Alegre (RS).

O recente crime da Vale, em Brumadinho (MG) é alvo no protesto de Belo Horizonte (MG) que destaca "O lucro não Vale a vida" chamando a atenção para o passivo ambiental deixado no estado pela ganância das mineradoras. Na Paraíba e em Pernambuco, as mulheres reforçam a luta contra o avanço dos interesses conservadores e neoliberais com o mote "Democracia, Reforma da Previdência e perda de direitos".

Reconhecimento e homenagens

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) realiza no dia 11 de março, a partir da 9h30, uma sessão solene para homenagear o trabalho e a resistência de mulheres com a Medalha Theodosina Ribeiro 2019, iniciativa realizada desde 2012 pela deputada Leci Brandão (PCdoB-SP), em referência à primeira vereadora negra da Câmara Municipal de São Paulo.

Na edição desse ano, em que 18 personalidades serão premiadas, 14 delas são mulheres negras. Todas reconhecidas pelo trabalho e ações que "empoderam, impactam e influenciam decisivamente a vida de pessoas pertencentes a grupos vulneráveis da sociedade".

A presidenta e regente do Bloco Afro Ilú Obá de Min, percussionista e arte educadora, Beth Beli; a filósofa e escritora Djamila Ribeiro; a rapper, cantora e ativista da Luta Antirracista Bia Ferreira e a liderança do Movimento de Moradia Maria Helena são algumas das homenageadas. 

Confira os locais da marcha:

 

São Paulo

São Paulo

Local: Masp, na Avenida Paulista

Horário: às 16h

Campinas

Local: Largo do Rosário

Horário: às 16h30

 

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Local: Candelária, no Centro

Horário: às 17h

 

Rio Grande do Norte

Mossoró

Local: INSS, no Bairro Aeroporto, com percurso até o centro da cidade

Horário: às 8h

 Natal

Local: INSS, na Rua Apodi, com caminhada até a Praça dos 3 Poderes

Horário: às 15h

 Parelhas

Local: Cooperativa

Horário: às 7h

 

Alagoas

 

Maceió

Local: Praça Deodoro

Horário: às 9h

 

Pernambuco

Recife

Local: Praça do Derby

Horário: às 14h

 Garanhuns

Data: 9 de março

Local: Largo do Colunata

Horário: às 9h

 Caruaru

Data: 14 de março

Local: em frente ao INSS

Horário: às 8h

 

Rio Grande do Sul

Porto Alegre

Local: Esquina democrática e Feira de Economia Solidária o dia inteiro no Largo Glicênio Peres

Horário: às 18h

 Livramento

Local: Marcha Binacional, na Praça General Osório

Horário: às 8h30
+ mateada, oficinas e atividades culturais das 10h às 17h30 no Parque Internacional

 Rio Grande

Local: Coreto da Praça Tamandaré

Horário: às 16h

 Santa Maria

Local: na Praça Saldanha Marinho

Horário: às 16h intervenções culturais e às 18h ato

 São Leopoldo

Local: Câmara de Vereadores, na Rua Independência, 66

Horário: às 16h

 Caxias do Sul

Local: INSS, às 9h30 e caminhada até a Praça Dante, às 10h30 com atos pela tarde

Minas Gerais

Belo Horizonte

Local: Praça Raul Soares

Horário: às 17h

 Juiz de Fora

Local: Parque Halfeld

Horário: às 18h

 Simonesia

Local: Praça Getúlio Vargas, no Centro

Horário: às 16h

 

Ceará

Fortaleza

Local: Praça da Justiça, Murilo Borges

Horário: às 16h

 

Paraíba

Patos

Local: Concha Acústica

Horário: às 7h30

 

Pará

Belém

Local: Mercado de São Brás

Horário: às 8h30 

 

[Via Rede Brasil Atual, com informações da Marcha Mundial das Mulheres ]

Publicado em Movimentos Sociais

A técnica de operação da Refinaria Duque de Caxias, Andressa Delbons, 32 anos, enfrenta diariamente os desafios de ser mulher em um ambiente de trabalho majoritariamente masculino. “Ser feminista não é uma escolha, é uma necessidade no meu dia a dia”, afirma.

Andressa ingressou na Petrobrás em 2008, aos 21 anos de idade, quando assumiu logo em seguida o cargo de técnica de operação na segunda maior refinaria do país. Percebeu logo que precisava reagir contra as discriminações e precarização das condições de trabalho que atingem em cheio as mulheres petroleiras. Foi assim que começou a participar das atividades sindicais.

Em seu segundo mandato no Sindipetro Caxias, ela é também uma das oito mulheres que integram a Diretoria Plena da FUP, o que representa 22% do total de integrantes. “As petroleiras precisam ocupar mais os espaços de representação, mas esse avanço só virá com a participação ativa das trabalhadoras junto aos seus sindicatos”, declara.

Esse é um dos desafios de Andressa, que acaba de assumir a Coordenação do Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP: “Espero contar com a colaboração das petroleiras para que juntas possamos avançar, não só nas pautas específicas das mulheres, mas também na representação de toda a categoria. A perspectiva dos próximos anos é de ataques à classe trabalhadora e precisamos estar unidas para barrar possíveis retrocessos, barrar as privatizações e garantir a manutenção dos nossos direitos conquistados com luta, sangue e suor”. Confira abaixo a entrevista com ela:

Como estão os preparativos para o 7º Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras?

O Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras acontece anualmente e os sindicatos da FUP se revezam na organização do evento, que neste ano acontecerá entre os dias 5 e 7 de abril em Vitória, no Espírito Santo. É um encontro organizado por mulheres, para mulheres. Em breve, divulgaremos mais detalhes sobre o evento.  

Como é ser feminista em uma empresa majoritariamente masculina, como é o Sistema Petrobrás?

Ser feminista não é uma escolha: é uma necessidade no meu dia a dia. Eu trabalho no chão de fábrica, ambiente majoritariamente masculino. Junto com uma colega, fomos as primeiras técnicas de operação da primeira unidade de processo em que trabalhei na Reduc.

Muitas mulheres lutaram para que hoje eu pudesse votar, estudar e trabalhar sem precisar da anuência de um homem. Tenho a obrigação de valorizar isso.

Estar desempenhando a função que exerço hoje na Petrobrás é fruto da ideia de que homens e mulheres devem ter oportunidades iguais, e isso é uma das ideias propagadas pelo feminismo.

Houve mudanças importantes para as mulheres no ambiente de trabalho desde que você ingressou na Petrobrás?

Houve um tempo em que as mulheres não podiam sequer se inscrever no concurso para o cargo que exerço na Petrobrás. A função era estritamente masculina. Hoje, o número de mulheres na área operacional vem aumentando, inclusive em posições de liderança. Infelizmente, as ações para acolhimento das mulheres nem sempre são efetivas e por isso recebemos muitas denúncias de assédio moral e sexual, mas acredito que aos poucos estamos avançando. Já houve adequação em várias áreas da Petrobrás para atender às demandas as mulheres, como implantação de vestiários femininos nas unidades operacionais, instalação de salas de amamentação, designação de camarotes femininos nas plataformas, coisas que há alguns anos atrás seriam impensáveis

Hoje as mulheres são 22% da diretoria da FUP. É a maior representação feminina da história da entidade. Dá para avançar mais? Como está hoje a participação das petroleiras no movimento sindical?

Eu entendo que o movimento sindical idealmente deve ser reflexo da categoria que representa. E isso só se dá com a participação ativa dos trabalhadores e trabalhadoras junto aos sindicatos. Com o aumento da quantidade de mulheres nas bases do sistema Petrobrás, devemos ter um aumento também no percentual de mulheres nas direções dos sindicatos, federações, confederações e centrais. Na CUT, por exemplo, que é a central à qual o meu sindicato é filiado, a direção é composta por 50% de mulheres. Então penso sim, que existe espaço para avançar e reitero que esse avanço só virá com a participação ativa das trabalhadoras junto aos seus sindicatos.

Quais os desafios do Coletivo de Mulheres Petroleiras nesse momento de tantos retrocessos sociais?

Nossos objetivos centrais são formar e organizar as mulheres petroleiras pelo país, barrar as privatizações, garantir o efetivo exercício dos direitos contidos na CLT e no nosso Acordo Coletivo de Trabalho e avançar na construção de um ACT que garanta melhor qualidade de vida para petroleiras e petroleiros. Não aceitaremos retrocesso, independente de quem estiver no governo. Nosso lema continua sendo “Nenhum direito a menos!”.

[FUP | Edição Especial Dia Internacional das Mulheres]

 

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Uma pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública junto ao Instituto Datafolha aponta que mais de 16 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência ao longo de 2018. Segundo as projeções realizadas a partir do levantamento, 536 mulheres foram agredidas fisicamente a cada hora no Brasil com socos, empurrões ou chutes.

No caso dos espancamentos o número também é estarrecedor: 177 mulheres são vítimas desse tipo de agressão a cada hora no país. Os resultados obtidos foram muito semelhantes ao de outro levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança, realizado em 2017.
 
“Os dados indicam que o volume de mulheres vítimas de violência todos os dias é altíssimo, e que mais da metade não busca nenhum tipo de ajuda, nem do poder público, nem da família e dos amigos”, afirma a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno.

As entrevistas foram realizadas nos dias 4 e 5 de fevereiro, em 130 municípios de pequeno, médio e grande porte do país. No total, o Datafolha ouviu 2.084 pessoas, entre homens e mulheres, com questões sobre percepção da violência. A amostra total de mulheres foi de 1.092 entrevistas.

Das mulheres ouvidas pelo instituto de pesquisa, 27,35% relataram ter sofrido algum tipo de violência ou agressão em 2018, o equivalente a 16 milhões de brasileiras, de acordo com estimativas mais tímidas. Na sequência, as entrevistadas citaram casos de insulto, humilhação e ofensas pessoais, com 21,84%, ameaça de apanhar, empurrar ou chutar, 9,53%, e amedrontamento ou perseguição, com 9,08%.

A grande maioria das mulheres, 76,4%, apontou que os casos de violência foram cometidos por conhecidos, entre eles cônjuge/companheiro/namorado (23,9%), ex-cônjuge/ex-companheiro/ex-namorado (15,2%), irmão/irmã (4,9%), amigo/amiga (6,3%) e pai/mãe (7,2%), entre outros.

Do total de mulheres entrevistadas, mais da metade, 52%, declarou que não procurou ajuda após as agressões; apenas 15% falaram sobre o assunto com a família; 10% fizeram denúncia em uma delegacia da mulher, e 8% em delegacias comuns; 8% procuraram a igreja, e 5% ligaram para o 190 da Polícia Militar.
 

Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Assédio

A pesquisa também mediu o grau de assédio às mulheres no decorrer de 2018. Entre as entrevistadas que se dispuseram a responder o questionário até o final, 37% disseram ter sofrido algum tipo de assédio no período. Desse total, 32% receberam cantadas ou comentários desrespeitosos quando andavam na rua; 11,46% receberam cantadas ou comentários desrespeitosos no ambiente de trabalho; 7,78% foram assediadas fisicamente em transporte público como no ônibus, metrô, van, táxi, etc.

Chamam a atenção os dados sobre assédio em bares, restaurantes e casas noturnas. A pesquisa apontou que 6,24% das mulheres ouvidas foram abordadas de maneira agressiva nesses locais. Outras 5.02% foram agarradas ou beijadas sem consentimento, e 3,34% relataram tentativas de abuso por estarem embriagadas.

Os números indicam que o grupo mais vulnerável está entre os 16 e 24 anos, onde 66% das mulheres nesta faixa etária relataram ter sofrido algum tipo de assédio; na faixa dos 25 aos 34 anos, esse índice cai para 54%, e dos 35 aos 44 anos, para 33%.

[Com informações da Revista Forum]

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Sexta, 01 Março 2019 18:23

Diálogo com as mulheres

Por Conceição de Maria, diretora de Formação do Sindipetro Norte Fluminense e integrante do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP

Na década de 70, mulheres foram as ruas para lutar pelos seus direitos, ingressar no trabalho produtivo , influenciar na economia  como geração de trabalho e renda e  com salário,  porque até então a ela cabia  o serviço de “cuidadora do lar” que assumia responsabilidades familiares,  trabalho que acontecia nas casas em que não havia remuneração.

O resultado desses avanços faz com que no período de 1992 a 2009, o percentual de famílias chefiadas por mulheres passem de 21,9% para 35,2%.

As mulheres passaram a compartilhar o mercado de trabalho com os homens mas não houve uma redistribuição de tarefas e responsabilidades no tocante as atividades domésticas e de cuidados, seja da criança, seja do idoso.

Além de março ser o mês para refletir as lutas e os avanços dos direitos para as mulheres, pensemos no dia 21  ,  Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, que inclui  também o pensar das condições da mulher negra no Brasil, mulheres que desde o século IX , se tornaram presentes  como  ambulantes, trabalhando em pequenas quitandas, como quituteiras  e que  foram elas  que se assumiram o papel de  domésticas no novo século.

O trabalho doméstico no Brasil ainda tem cor, os espaços sociais ainda tem cor e as mulheres negras convivem em uma sociedade que precisa reconhecer o racismo para ter acesso às políticas públicas.

A mulher negra da atualidade ameniza a dor para que a nova geração não experimente que ela viveu, e como nos diz Conceição Evaristo em seu poema Vozes Mulheres,  A voz de minha, bisavó, ecoou criança, nos porões do navio....A voz da minha filha....será....eco-liberdade.

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Você acha normal a mulher receber 77% do salário pago aos homens? É justo mulheres trabalharem mais horas do que os homens? Segundo o Estudo de Gênero, publicado em 2018 pelo IBGE, as mulheres brasileiras trabalham, em média, três horas por semana a mais do que os homens, mas recebem, em média, 76,5% do rendimento deles. 

Como você se sente ao saber que 13 mulheres são assassinadas diariamente no nosso país, vítimas de feminicídio? Os dados são do Atlas da Violência 2018, organizado pelo IPEA, que revela que o número de assassinatos de mulheres no Brasil aumentou 6,4% em dez anos.

Se essas informações te causam indignação, você provavelmente entende a importância da luta pela igualdade de direitos entre mulheres e homens. O nome disso é feminismo. Um movimento que há mais de um século vem garantindo conquistas importantes para a sociedade.

Não faz muito tempo, as mulheres precisavam de autorização do marido ou do pai para trabalhar e até para ter uma conta bancária individual. Isso acontecia no Brasil até 1962. Foram as lutas feministas que deram autonomia e liberdade às mulheres.

Por que, então, o feminismo atrai tanta polêmica e preconceito? “O feminismo pretende realizar uma mudança de cultura, inclusive na forma como o poder é exercido em nossa sociedade. Por isso, é alvo de calúnias e difamações”, explica Anacélie Azevedo, Secretária Geral do Sindipetro-PR/SC e técnica de laboratório na Repar.


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Onde estaríamos sem o feminismo?  

[FUP | Edição Especial Dia Internacional das Mulheres]

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Sexta, 01 Março 2019 14:07

Onde estaríamos sem o feminismo?

Ao longo da história, as lutas por direitos para as mulheres resultaram em conquistas fundamentais, que muitas vezes passam despercebidas pela maioria das pessoas. O direito das mulheres ao ensino, ao voto, ao trabalho, à liberdade de ir e vir, às escolhas de seus amores... tudo isso foi conquistado com muita luta. Nada caiu do céu ou foi concedido pelos homens.  Conhecer alguns marcos dessa luta é fundamental para preservar as conquistas e ampliar direitos que estão constantemente sob ataque.

1827 – mulheres passam a ter permissão para cursarem o ensino fundamental no Brasil, mas só garantem o direito de entrarem na universidade em 1879

1893 – Nova Zelândia é o primeiro país no mundo a garantir o voto feminino

1932 – mulheres brasileiras conquistam o direito ao voto

1945 - Carta das Nações Unidas, que rege a criação da ONU, reconhece a igualdade de direitos entre homens e mulheres

1960 – a pílula anticoncepcional passa a ser comercializada

1962 – após mais de uma década de lutas no Congresso Nacional, as mulheres brasileiras conquistam mudanças importantes no Código Civil, garantindo autonomia para que pudessem trabalhar, realizar transações financeiras, receber heranças, fixar residência, requisitar a guarda dos filhos, entre outros direitos que antes dependiam de autorização do marido ou de outro homem que exercesse o pátrio poder sobre elas

1974 – na Argentina, Isabel Perón é eleita a primeira mulher no mundo a presidir um país

1977 – o divórcio passa a ser garantido no Brasil, através de mudanças na legislação, que permitiram à mulher se divorciar apenas uma única vez

1985 – é criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), que será fundamental nas lutas por igualdade de direitos no Brasil

1988 – o movimento feminista, com a articulação de 26 deputadas federais constituintes, conquistam avanços importantes na Constituição Federal para as mulheres brasileiras, como a igualdade de direitos com os homens na vida civil, no trabalho e na família. Foi garantida a licença maternidade remunerada de 120 dias para as mulheres e proibido discriminações de salários e cargos, em função do sexo

2006 – Lei Maria da Penha cria mecanismos para coibir e punir a violência doméstica sofrida pela mulher, seja em forma de agressão, ameaças ou assédio

2010 – Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher presidenta do Brasil

2015 –Lei do Feminicídio transforma em crime hediondo homicídio de mulheres por questões de gênero

[FUP | Edição Especial Dia Internacional das Mulheres]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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