[Atualização às 16:15]

O segundo dia da greve nacional dos petroleiros segue forte neste domingo (02/020 nas unidades operacionais do Sistema Petrobrás e se ampliará na segunda, com a adesão dos trabalhadores do horário administrativo.

Diversos atos estão previstos para o início da manhã nas bases da FUP e em frente à sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, onde a Comissão Nacional de Negociação Permanente da FUP está instalada desde sexta-feira (31/01), ocupando a sala de reunião 01 do quarto andar do prédio, onde funciona a Gerência de Recursos Humanos.

Até o momento já são 17 as unidades operacionais da Petrobrás que estão sem rendição nos turnos. No Ceará e no Norte Fluminense, os trabalhadores das áreas de Exploração e Produção estão realizando operações padrões. Na Bahia, os trabalhadores do setor privado que atuam nos campos de produção terrestre da Petrobrás também estão mobilizados contra as demissões.

Na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), petroquímicos e petroleiros seguem acampados com suas famílais em frente à unidade há 13 dias, na tentativa de impedir o seu fechamento e as mil demissões anunciadas pela gestão da Petrobrás para ter início no próximo dia 14. Após vazamento de amônia, os trabalhadores da operação e manutenção que estavam dentro da fábrica, sem rendição no turno, deixaram a unidade, após o Ministério Público do Trabalho constatar a insegurança da planta.

“Na Revap (Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos) e na RPBC (Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão), os petroleiros, mesmo sem indicativo imediato de greve dos sindicato locais, também estão se mobilizando, em solidariedade aos trabalhadores da Fafen-PR e contra o desrespeito aos Fóruns de Negociação do ACT, fazendo atrasos no turno e cortes de rendição, até que os sindicatos façam assembleias para aprovar e realizar a greve junto com as bases da FUP”, informa o diretor da FUP, Deyvid Bacelar. “Conclamamos também a categoria nas bases dos Sindipetros RJ, PA/MA/AP e SE/AL para estarem conosco, nessa greve nacional”, completa.

A greve dos petroleiros é pela suspensão das demissões na Fafen-PR e pelo estabelecimento de um processo de negociação com a Petrobras, que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho, com suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela gestão e que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores.

 

Quadro nacional da #GreveDosPetroleiros neste domingo – 02/02

 

Amazonas

Refinaria de Manaus (Reman) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01

 

Ceará

Usina Temelétrica, em Caucaia (TermoCeará) - sem rendição no turno desde às 15h de 02/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor) – sem rendição no turno desde às 23h de 31/01

5 plataformas marítimas somente com liberação de serviços necessários para a segurança e habitabilidade.

 

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Terminal Aquaviário de Suape - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

 

Bahia

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) - sem rendição no turno desde às 23h de 31/01

Terminal Madre de Deus – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

Nos campos de produção terrestre, estão sendo realizados piquetes permanentes, com adesão dos trabalhadores próprios e terceirizados

 

Minas Gerais

Termoelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Refinaria Gabriel Passos (Regap) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01

 

Rio de Janeiro

Refinaria Duque de Caxias (Reduc) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Terminal de Campos Elíseos (Tecam) 

Usina Termoelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Norte Fluminense - 17 plataformas seguindo a orientação do Sindicato de realizar levantamento de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo

 

São Paulo

Refinaria de Paulínia (Replan) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

 

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Fábrica de Xisto (SIX) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa) – sem trabalhadores da operação e da manutenção no interior da unidade. Acampamento na porta da fábrica prossegue desde o dia 21/01

Terminal de Paranaguá (Tepar) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

 

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

 

[FUP]

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Publicado em Sistema Petrobrás

Os 13 sindicatos filiados à FUP deliberaram por encaminhar todas as denúncias relativas ao descumprimento do direito de greve, bem como as reivindicações relacionadas ao movimento, para a Comissão Nacional de Negociação Permanente que está instalada desde sexta-feira (31/01) na sala de reunião 01 do quarto andar do edifício sede da Petrobras (Edise), onde funciona a Gerência de Recursos Humanos.

Em duas decisões consecutivas no sábado (01/02), a Justiça do Trabalho do Rio de janeiro negou liminar à Petrobrás, que pretendia expulsar a Comissão do prédio. A juíza Rosane Ribeiro Catrib autorizou a permanência dos petroleiros, enfatizando a legitimidade da Comissão de Negociação. A gestão da Petrobrás, no entanto, continuou apostando no confronto e desligou a energia elétrica e o fornecimento de água no andar onde estão os dirigentes da FUP.

A juíza expediu nova liminar, determinando o restabelecimento da luz e água, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora de descumprimento. A gestão da empresa atendeu, parcialmente, a determinação, religando a luz e a água, mas ainda mantém o ar condicionado da sala desligado. A sala onde estão os petroleiros continua sem qualquer tipo de ventilação, apesar do calor escaldante do Rio de Janeiro.

A Comissão de Negociação Permanente da FUP não recuará e continuará na sede da Petrobrás até que a gestão da empresa apresente uma solução que evite a  demissão em massa dos trabalhadores da Fafen-PR e estabeleça negociações que de fato atendam ao que foi pactuado no Acordo Coletivo de Trabalho, em novembro do ano passado.

A greve dos petroleiros segue forte em todo o país, nas unidades operacionais, e ganhará reforço nesta segunda, com a adesão dos trabalhadores do horário administrativo.

Diversos atos estão previstos para o início da manhã nas bases do Sistema Petrobras e em frente à sede da empresa, no Rio de Janeiro, em solidariedade à luta dos petroleiros. 

#GreveDosPetroleiros

#PetrobrasÉdoBrasil

#FafenResiste

#NaoAoDesmonte

#EstataisResistem

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Na tentativa de abrir um canal de negociação com a gestão da Petrobrás, um grupo de cinco diretores da FUP está desde as 15 horas de ontem (31/01), ocupando uma sala de reunião do edifício sede da empresa (Edise), na Avenida Chile, no Rio de Janeiro. O objetivo é  pressionar a gestão a discutir com a entidade alternativas que evitem as demissões na Fafen-PR e faça a empresa a estabelecer negociações que de fato resolvam as pendências do ACT.

A ocupação ocorre de forma pacífica no quarto andar do edifício, onde funciona a Gerência de Gestão de Pessoas, com quem os diretores da FUP tiveram uma reunião na sexta, para cobrar a abertura de um canal de diálogo com a entidade, na buscar do atendimento da pauta de reivindicações, aprovada pelos petroleiros nas assembleias que deliberaram sobre a greve.

Apesar do caráter negocial e pacifista da ocupação, sem qualquer dano ao patrimônio da Petrobrás, a gestão da empresa ingressou na madrugada deste sábado com uma liminar na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, na tentativa de retirar à força os trabalhadores do prédio, o que foi negado pela juíza Rosane Ribeiro Catrib, em uma decisão que enfatiza a legitimidade da ação dos petroleiros.

“Sabemos bem que não estamos diante daquela ordinária hipótese do piquete às portas da empresa, mas também a ocupação ora questionada deverá ser analisada sob a ótica da  excepcionalidade da ação possessória para solução do impasse resultante de movimento grevista”, afirma a juíza em sua decisão.

“A certidão emitida pelo Oficial de Justiça nos dá conta da ocupação pacífica, de uma sala de reuniões do setor de Recursos Humanos, sem qualquer dano ao patrimônio da empresa, afastando a restrição prevista no §3º do art. 6º do diploma legal acima referido. Não há empecilho ao acesso ao trabalho, nem ameaça ou dano à propriedade ou pessoa”, ressalta em outro trecho da decisão.

“Sob nenhum aspecto, a permanência dos ocupantes nesse espaço restrito indica risco ou ameaça à PETROBRÁS. Estamos diante de nada mais que cinco dirigentes sindicais, número que, muito provavelmente, não supera o quantitativo de integrantes da equipe de segurança do prédio sede da Petrobrás, mesmo em um final de semana”, afirma a juíza.

“Aliás, exatamente por tratar-se de um final de semana, as possibilidades de prejuízo ao bom funcionamento da empresa ficam ainda mais reduzidas. E não estaríamos diante desse risco, mesmo em dias de pleno funcionamento do prédio sede. A indisponibilidade de uma das inúmeras salas de reuniões do prédio sede da PETROBRÁS não ameaça o regular desenvolvimento de suas atividades, nem mesmo as do setor de Recursos Humanos. Sob esse aspecto, não passa de um transtorno. E não se pode exigir absoluta normalidade em situação de greve”.

“O que se vê é a legítima atuação do Sindicato no sentido de persuadir a empresa à negociação. Negociação frustrada após uma reunião para a qual foram convidados e não saíram porque, como já dito, permanecem em mesa para negociar. É um sinal de resistência, próprio do jogo democrático”, conclui.

Assista à entrevista deste sábado à TV Forum dos dirigentes da FUP que estão ocupando a sala do quarto andar do Edise: 

#GreveDosPetroleiros

#DigaNãoàPrivatização

#PetrobrasÉdoBrasil

#PetroleirosLutam

#FafenResiste

#NaoAoDesmonte

#EstataisResistem

[FUP]

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A greve dos petroleiros, que teve início na madrugada deste sábado, ganhou a adesão pela manhã dos trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, e do Terminal Madre de Deus, na Bahia.

Até o momento já são 12 as unidades de refino que estão sem rendição nos turnos e 05 terminais da Transpetro, subsidiária da Petrobrás que também está sob risco de privatização e demissões.

Na Bacia de Campos, 12 plataformas já aderiram à orientação do sindicato de realizar levantamento de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo.

Na Fafen-PR, os trabalhadores seguem ocupando a unidade há 12 dias para impedir o seu fechamento e as mil demissões anunciadas pela gestão da Petrobrás para ter início no próximo dia 14.

Na tentativa de abrir um canal de negociação com a gestão da Petrobrás, um grupo de cinco diretores da FUP estão desde as 15 horas de ontem (31/01), ocupando uma sala de reunião no quarto andar do edifício sede da empresa, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro.

A greve dos petroleiros é pela suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e pelo estabelecimento imediato de um processo de negociação com a Petrobras, que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho, com suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela gestão e que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores.

Gestão da Fafen-PR provoca acidente

Por volta das 22h45 de sexta (31/01), a sirene da Fafen-PR foi acionada, em função de uma vazamento de amônia, que aumenta a insegurança dos trabalhadores e pode atingir a comunidade de Araucária. O acidente foi provocado pela decisão irresponsável da gestão de parar a caldeira que mantém a fábrica operando e, assim, acelerar a paralisação da unidade, à revelia dos alertas dos trabalhadores, que vêm ocupando há 12 dias a Fafen-PR para evitar o seu fechamento e as demissões que atingirão mil famílias.

O vazamento foi controlado na madrugada, com apoio do Corpo de Bombeiros. Os representantes do Sindiquímica-PR se reúnem neste sábado com a gerência da fábrica para discutir as condições de segurança da unidade.

Unidades de refino na greve

Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul (Refap) – desde as 07h de 01/02

Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco (Rnest) – desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste, no Ceará (Lubnor) – desde a zero hora 01/02

Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro (Reduc) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná (Repar) - desde a zero hora 01/02

Fábrica de Xisto, no Paraná  (SIX) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Paulínia, em São Paulo (Replan) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Capuava, em Mauá/São Paulo (Recap) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Landulpho Alves, na Bahia (Rlam) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Manaus, no Amazonas (Reman) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais (Regap) - desde a zero hora 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, no Paraná (FafenPR/Ansa) – ocupação desde o dia 28/01

Terminais na greve

Terminal Madre de Deus, na Bahia – desde as 07h de 01/02

Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco - desde a zero hora de 01/02

Terminal de Paranaguá, no Paraná (Tepar) - desde a zero hora 01/02

Terminal de São Francisco do Sul, em Santa Catarina (Tefran) - desde a zero hora 01/02

Terminal de Campos Elíseos, no Rio de Janeiro (Tecam) - desde a zero hora 01/02

[FUP]

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Dirigentes da FUP estiveram reunidos na tarde desta sexta-feira, 31, com a gestão da Petrobrás, cobrando a suspensão das demissões dos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, empresa 100% Petrobrás. A Federação também quer o estabelecimento imediato de um processo de negociação que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho em relação a questões como regimes de turno, jornadas de trabalho, Assistência Médica de Saúde (AMS), bem como o cumprimento das novas regras para o pagamento da PLR.

Todos estes pontos foram aprovados pelos petroleiros nas assembleias que deliberaram sobre a greve por tempo indeterminado, a partir deste sábado, caso a Petrobrás não atenda às reivindicações.

No documento apresentado à empresa, a FUP e seus sindicatos ressaltam que, ao contrário do que tem afirmado a gestão, “há precedentes de absorção de pessoal de subsidiárias pela controladora e a situação em concreto em nada se confundiria com "burla" ao crivo constitucional do concurso público” e que  “a versão dos fatos narrados pela Petrobras em seus comunicados distorce a verdade”.

A FUP afirma, ainda, no documento que as medidas tomadas de forma unilateral pela gestão da Petrobrás ferem o Acordo Coletivo e demonstram “a verdadeira intenção patronal em realizar mudanças de forma unilateral para pressionar as entidades sindicais a renunciar direito da categoria, uma estratégia de diminuição de passivo trabalhista e tributário para facilitar a venda e privatização da empresa, o que definitivamente encontrará óbice nas Entidades Sindicais”.

O que querem os petroleiros e petroleiras:

> Suspensão da demissão em massa dos trabalhadores da Fafen-PR, prevista para ter início no dia 14 fevereiro;

> Suspensão das medidas unilaterais que contrariam o ACT e os fóruns de negociação:

# Implantação unilateral das tabelas de turno de 3x2, em ciclos de 5 dias

# Posicionamentos equivocados de cartões de ponto para apuração da hora extra da troca de turno

# Fim do interstício total e exigência dos trabalhadores chegarem na madrugada,

# Transferências de trabalhadores sem negociação com os sindicatos

# Ataques à AMS e à PLR, com imposições de decisões à revelia do ACT e da legislação

 > Estabelecimento imediato de um processo negocial sobre todos estes pontos, com duração mínima de 30 dias;

> Que não haja condicionamento de renúncia de direitos ao avanço das tratativas

 Veja a íntegra da pauta de reivindicações apresentada pela FUP à Petrobrás:

[FUP]

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Os dirigentes do Sindiquímica-PR foram até a Praça Vicente Machado, no centro de Araucária, para fazer uma ação diferente. Na oportunidade, os petroquímicos distribuíram um quilo de feijão para cada cidadão que passava pela região central da cidade. Aproveitaram também para informar a sociedade sobre os impactos das demissões em massa na Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR).

Durante as conversas, os dirigentes sindicais, que “pintaram” o verde da Vicente Machado com o laranja de luta da categoria, foram bem recepcionados pelas pessoas que paravam para ouvir os informes.

Para o diretor do sindicato, Santiago da Silva Santos, o objetivo da ação foi alertar as pessoas sobre as demissões em massa e o fechamento da fábrica de fertilizantes. “Foi uma ação diferente. Fica o alerta para a população de Araucária e os políticos de da cidade”, disse.

Para Santiago, todos perdem com a desindustrialização da região, com exceção dos acionistas estrangeiros da Petrobras: “eles, a atual gestão da companhia, alegam prejuízo, porém, sabemos que se trata de uma manobra contábil. Na verdade, a decisão do fechamento é política”.

1º de fevereiro: Greve Nacional

Durante as conversas, os dirigentes do Sindiquímica-PR convocaram a sociedade para participar do ato oficial de início da Greve Nacional dos Petroleiros, que começa em 1º de fevereiro na Fafen-PR, em Araucária.

Neste dia, também serão distribuídos uma tonelada e meia de feijão aos cidadãos. Para os dirigentes do Sindiquímica-PR, a luta é de todos, já que com o fechamento da unidade haverá forte impacto no comércio local, que pode perder até R$ 8,5 milhões de massa salarial dos trabalhadores.

Desindustrialização

No Paraná, a desindustrialização está acelerada. A Fafen-PR pode fechar, a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, também está no radar de vendas de unidades da Petrobras, assim como a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).

Nesse sentido, Santiago também apontou que “a greve que começa em 1º de fevereiro é pela sobrevivência do Sistema Petrobrás. O Brasil está sendo desindustrializado”.

Trabalhadores na mira dos jagunços da Petrobras

Os dirigentes do sindicato dos petroquímicos já demonstraram publicamente preocupação com a situação na Fafen-PR. A Petrobras já levou seis jagunços armados para a porta do MPT, na última sexta-feira, 24, numa tentativa de intimidar o sindicato, e, hoje, eles estão em frente ao relógio ponto dentro da unidade.

Enquanto isso, a importação de fertilizantes aumenta

Em 2019 a Petrobras isentou grande parte dos fertilizantes importados. O que reforça a tese de que o fechamento das fábricas de fertilizantes nitrogenados é política.

O resultado do desinvestimento nacional foi o recorde de importações desses insumos, que atingiu 31 milhões de toneladas, uma evolução de 5% em relação às do ano anterior.

Os principais fornecedores de fertilizantes para o Brasil foram Rússia, Canadá, China e Marrocos.

Cronograma dos petroquímicos

O 29 de janeiro da categoria foi intenso. Pela manhã, aconteceu o ato na Praça Vicente Machado, em Araucária. Já no início da tarde, os trabalhadores se dirigiram a Câmara Municipal de Vereadores para protestar diante da tentativa dos parlamentares da cidade de aumentar os próprios salários.

Ou seja, enquanto trabalhadores são demitidos em massa, a economia local sofre com desindustrialização, a sociedade é impactada e os representantes do legislativo tentam melhorar seus próprios rendimentos.

Diante disso, os dirigentes fizeram uma fala no Legislativo alertando para essas contradições e exigindo mais ações dos políticos diante da desindustrialização da região.

Depois, os petroquímicos retornaram para a ocupação em frente à Fafen-PR. A mobilização por lá entra no nono dia consecutivo.

Os trabalhadores da Fafen-PR resistem porque, nas palavras de ordem da própria categoria, defender a Fafen é defender a Petrobras e defender a Petrobras é defender o Brasil.

[Via Sindiquímica-PR]

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Com ampla aprovação nas assembleias, a GREVE por tempo indeterminado no Sistema Petrobrás terá início no primeiro minuto de sábado (01/02).

O momento é de unidade, solidariedade e de reação.

Nem quem amargou perdas de direitos nos anos 90 passou por tanta humilhação e truculência, como acontece hoje no Sistema Petrobras. Nada chega perto da destruição que esse governo está fazendo.

A vida que tínhamos antes não existe mais. E vai piorar, se não reagirmos. São MIL DEMISSÕES sumárias na Fafen-PR. Uma fábrica 100% Petrobras. Gerente, supervisor, peão, sejam próprios ou terceirizados, TODOS foram chutados para o olho da rua. Com uma mão na frente e outra atrás.

Fizeram algo semelhante na BR Distribuidora, cuja privatização resultou em centenas de demissões e reduções drásticas de salários e direitos para os que ficaram.

Os próximos serão os trabalhadores das refinarias e terminais, que já estão com os dias contados.

O próprio gerente executivo de Gestão de Pessoas já havia avisado, em fevereiro do ano passado, que não terá lugar para todo mundo na Petrobrás. “Todo quadro de trabalho da companhia será reduzido. Dá para absorver todo mundo? Não dá. Algumas pessoas não ficarão na companhia”, afirmou na época, ao anunciar a desativação do Edisp.

Só a LUTA garantirá nossos empregos.

Esqueça qualquer teoria de salvação que os gestores e até mesmo alguns colegas repetem como mantras para tentar te acalmar.

Não há saída individual. Só JUNTOS poderemos mudar o rumo dessa história.

Ou reagimos agora ou será tarde demais. Não haverá uma segunda chance.

Vamos converter em luta toda a nossa indignação com os abusos desta gestão.

À greve, companheiros!

Federação Única dos Petroleiros - FUP

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros e petroleiras seguem aprovando o indicativo da FUP de greve por tempo indeterminado, a partir do primeiro minuto de sábado (01/02). As assembleias já foram realizadas na maioria das bases do Sistema Petrobrás e serão concluídas nesta terça-feira, 28.

Nas unidades do Espírito Santo e na Araucária Nitrogenados (PR), onde a Petrobrás quer demitir todos os trabalhadores em função da hibernação da Fafen-PR, as assembleias já foram finalizadas e a greve, aprovada. Veja quadro abaixo.

No último dia 21, em reunião com a Gestão de Pessoas da Petrobrás, a FUP apresentou documento cobrando o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, que vem sendo reiteradamente desrespeitado pela empresa, tanto no que diz respeito aos fóruns de negociação, quanto a cláusula que protege os trabalhadores de demissões arbitrárias. É o caso da Cláusula 26 do ACT da Araucária Nitrogenados que impede a empresa de promover demissões em massa, sem negociação prévia com o sindicato.

A despeito do Acordo Coletivo, a Petrobrás anunciou a demissão sumária dos trabalhadores da Fafen-PR, que souberam do fato pela imprensa. Nem o sindicato, nem a FUP foram sequer informados sobre essa decisão arbitrária.

Esse não é um caso isolado de descumprimento de acordos pactuados com os trabalhadores. Menos de três meses após a assinatura do ACT, os gestores da empresa seguem reiteradamente desrespeitando o Acordo Coletivo. Atropelam legislações e o próprio processo de negociação ao impor decisões unilaterais, à revelia dos sindicatos e da vontade dos trabalhadores.  

Exemplos não faltam: tabela de turno, banco de horas, hora extra na troca de turno, relógio de ponto, interstício total, PLR, mudanças na AMS, transferências arbitrárias de trabalhadores... e agora a demissão em massa em uma empresa 100% Petrobrás, sem que fosse dada qualquer alternativa aos trabalhadores.

A indignação da categoria com tantos abusos será convertida em luta, através de uma greve forte e coesa em todo o Sistema Petrobrás a partir do dia 01/02, como estão apontando as assembleias.

Na quarta-feira, 29, a FUP e seus sindicatos estarão reunidos no Rio de Janeiro para deliberar sobre o resultado das assembleias e definir as próximas estratégias de ação.

Quadro parcial das assembleias

Amazonas – 63% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Rio Grande do Norte – 80% dos trabalhadores a favor da greve

Pernambuco e Paraíba  – 89% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Ceará e Piauí – 42% dos trabalhadores a favor da greve, 19% contrários e 39% de abstenções

Bahia – 60% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Espírito Santo – assembleias concluídas e greve aprovada por 75% dos trabalhadores

Duque de Caxias – 84% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Minas Gerais – 85% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Norte Fluminense – 62% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Paraná e Santa Catarina – 87% dos trabalhadores estão aprovando a greve

Araucária (Fafen-PR)  – assembleia concluída e greve aprovada por 100% dos trabalhadores

Rio Grande do Sul – 78% dos trabalhadores estão aprovando a greve

[FUP, com informações dos sindicatos]

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A direção da Petrobrás decidiu encerrar as atividades de oito sondas de produção terrestre (SPTs), que pertencem a empresa  Perbras, que presta serviço à UO-BA. Com isso, cerca de 400 trabalhadores serão demitidos. Mas a projeção é que esse número ultrapasse 600, levando em conta que os trabalhadores subcontratados nas atividades de transporte, alimentação e hotelaria também serão impactados.

As demissões e redução das atividades de petróleo vão afetar a economia e o orçamento de diversos municípios, principalmente os de Alagoinhas, Catu, Entre Rios, Araças e Esplanada, que sofrerão com a redução da arrecadação do ISS e dos royalties.

As demissões se somam às centenas de outras que estão sendo efetuadas desde que a atual gestão da Petrobrás deu inicio ao seu projeto de desmonte da estatal na Bahia. De outubro do ano passado até agora foram demitidos cerca de 400 empregados terceirizados que prestavam serviço na FAFEN, 150 que atuavam na Sonda de perfuração 109, além de aproximadamente mil trabalhadores que deverão ser demitidos quando o edifício Torre Pituba (sede administrativa da Petrobrás) for totalmente desativado, o que deve acontecer até o mês de junho.

Para o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, as desativações e fechamentos de unidades e sondas de petróleo “estão sendo feitas a partir  de uma  decisão política, sem amparo técnico nem econômico, tomada pelo governo federal e executada pela direção da estatal”.

Para Radiovaldo é triste e revoltante ver o que está acontecendo com a Petrobras na Bahia. “Os poços estão dando bons resultados e o seu custo de produção é cada vez menor. Esses equipamentos poderiam continuar em operação atendendo as necessidades da própria estatal e contribuindo com o desenvolvimento local, além do fortalecimento da economia baiana”.

Para o sindicalista, essas 400 demissões entram na conta do governo federal que controla a Petrobrás e optou por uma gestão que enfraquece a empresa. “Não há empatia da direção da estatal e do atual governo com o povo brasileiro. No lugar de fomentar a economia e gerar empregos, estão engrossando a fila de desempregados”.

Para ele a luta para evitar a saída da Petrobrás da Bahia não é só dos petroleiros concursados ou terceirizados, mas de toda a sociedade e do segmento político do estado, pois todos serão prejudicados.


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Petroleiros rumo à greve


[Via Sindipetro Bahia]

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Por Leandro Grassmann, engenheiro eletricista e vice-presidente do Senge-PR

Não é à toa que o Paraná é conhecido como “celeiro do mundo”. O apelido é resultado do trabalho de um estado que atualmente é o segundo maior produtor de leite do país, com volume superior a 4,4 bilhões de litros produzidos em 2018. O estado também é o segundo maior produtor de grãos do Brasil. Em 2019, o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá fechou com 20,23 milhões de toneladas de soja e milho, em grão e farelo exportados. Números que impressionam, mas não colocam limites no estado. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, “a safra paranaense de grãos de verão em 2020 terá um crescimento de 18% com relação ao ano passado e pode chegar a 23,3 milhões de toneladas”. 

Produção intensa e de qualidade como a paranaense necessita de grandes parceiros em diversas áreas. E uma delas é o mercado de fertilizantes, fundamental para proteger e fortalecer nosso campo. Segundo o estudo “Biocombustíveis líquidos e a pressão de demanda por fertilizantes nitrogenados: um papel não energético do gás natural no Brasil?”, apresentado por PC Santos na UFRJ em 2016, o Brasil é o 4o maior consumidor mundial de fertilizantes. Além disso, o país está em décimo lugar na produção. Contudo, o “celeiro do mundo” viu a produção nacional cair de 2012 para cá e viu sua dependência de mercados externos atingir 83%. Um cenário que nos torna vulneráveis estrategicamente.

Pois é exatamente neste ano de 2017, quando o Brasil deveria estar planejando um salto em busca da soberania nacional a longo prazo, que uma decisão equivocada do governo de Michel Temer (MDB) e sob o comando do então presidente da Petrobras, Pedro Parente, nos torna mais frágeis. Em 11 de setembro de 2017, a Petrobras informou ao mercado “que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (Teaser), referente ao processo de desinvestimento de 100% de participação na Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) e na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III)”. Processo estranho que “se conclui” agora com o fechamento da empresa conhecida como Fafen e demissão de mais de mil trabalhadores.

E não é pouca coisa que estamos abrindo mão do controle. Quando foi anunciada a privatização, segundo o próprio edital de “Oportunidade de Investimento no Setor de Fertilizantes”, a Fafen é uma empresa com “Capacidade de produção de ureia nas duas unidades (ANSA e a Fertilizantes Nitrogenados, conhecida como Fafen), representando aproximadamente 40% do consumo aparente de ureia em 2016 e posicionada para atuação de forma relevante nos mercados de ureia industrial e ARLA 32”, dentro de um mercado de agribusiness que tem sido principal pilar da economia no Brasil nos últimos 2 anos ”.

Com essa “joia”, é simplesmente assustador se estar debatendo seu fechamento e a manutenção dos empregos quando se deveria estar tratando a responsabilização de pessoas por abrir mão de setores estratégicos e fundamentais para economia brasileira e paranaense.

Mercado externo

Apenas como comparação, enquanto por aqui a “estratégia de soberania nacional” é aumentar a nossa dependência, na China, outro mercado gigante de consumo e produção de grãos, a opção tem sido investir em fertilizantes. Das 60 novas plantas no mundo, 25 estão situadas neste país. Os asiáticos estão de olho no crescimento do consumo e da superdemanda, como foi apresentado no início deste texto. Em 2020, a expectativa é de que o consumo mundial de fertilizantes bata novos recordes. Não à toa, em 2018 a Sinochem vendeu mais de 14 milhões de toneladas de fertilizantes. O aumento da produção de fertilizantes ocorre simultaneamente à maior produção de gás natural da empresa e da China. 

Voltando ao Paraná e a Fafen, de acordo com o estudo o Mercado de Fertilizantes: O papel da Petrobras, a situação brasileira e do Paraná, “o uso dos fertilizantes também promove grande impacto nas propriedades físicas do solo Plantas que receberam nutrientes na quantidade adequada apresentam maior crescimento e um sistema radicular mais vigoroso, promovendo uma maior agregação das partículas do solo”. Resta saber se é interessante aos nossos agricultores e ao governo do estado entregar essa tecnologia em troca de alguns dólares.

É importante destacar, no mesmo estudo, que a “Fafen PR representa 38% da produção de ureia no Brasil. O  Paraná é o quarto maior demandante de fertilizantes no Brasil, respondendo por 11,9% do consumo de fertilizantes atrás de MT, SP e RS. Em 2017, a capacidade de produção da Fafen PR foi superior a 700 mil toneladas em um cenário em que aa produção nacional de ureia foi de 836 mil toneladas. Nela ainda foram produzidos  475 mil toneladas/ano de amônia, além de produzir o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32), sendo a maior planta do mundo. A Fafen ainda tem como subprodutos enxofre, pellets de carbono e excedente de CO2.

Arrecadação

Não bastasse tudo isso, é preciso olhar para a questão fiscal. Segundo informações do governo do Paraná, os ativos da Petrobras representam 11,26% do ICMS do estado. O valor pago em impostos subiu de R$ 2,4 bilhões em 2017, quando representam 4,36% de todas as receitas tributárias do estado, para R$ 3,36 bilhões, de acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Como as importações de nitrogenados são isentos de ICMS, a hibernação da Fafen/PR terá como resultado uma redução de participação da Petrobras no estado.

O fechamento da Fafen traz um grande impacto social. O município de Araucária deixará de receber R$ 75 milhões em impostos apenas relacionados a demissão de mil funcionários. É importante destacar que cada emprego direto, criado pela Petrobras ou suas empresas, particularmente no refino, acabam por gerar até vinte vagas em outros setores. Isso nas condições atuais de mercado, sendo a companhia a promotora de desenvolvimento regional e nacional. 

Por tudo isso, é um equívoco por completo a venda da Fafen. Em uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná, engenheiros e especialistas apontaram para esse erro que pode deixar o estado vulnerável. Para Patrícia Laier, Conselheira da AEPET e Diretora do Sindipetro-RJ, “a venda destes ativos estratégicos conforme exposto nos próprios teasers da Petrobras poderá acarretar prejuízo para o Estado e a União, recomendando-se a cessação de tais desinvestimentos que se realizados significam a transferência das receitas para multinacionais estrangeiras privadas ou estatais”.

Neste sentido, de um estado inovador, como o Paraná se apresenta ao país e ao mundo, se espera que as autoridades tenham capacidade de promover avanços tecnológicos, inovação, concorrência com o mercado externo e não serem tão pacatos diante de qualquer ameaça que possa retirar empregos e recursos das famílias paranaenses.

[Via Senge-PR]

Publicado em Petróleo
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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