Por Leandro Grassmann, engenheiro eletricista e vice-presidente do Senge-PR

Não é à toa que o Paraná é conhecido como “celeiro do mundo”. O apelido é resultado do trabalho de um estado que atualmente é o segundo maior produtor de leite do país, com volume superior a 4,4 bilhões de litros produzidos em 2018. O estado também é o segundo maior produtor de grãos do Brasil. Em 2019, o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá fechou com 20,23 milhões de toneladas de soja e milho, em grão e farelo exportados. Números que impressionam, mas não colocam limites no estado. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, “a safra paranaense de grãos de verão em 2020 terá um crescimento de 18% com relação ao ano passado e pode chegar a 23,3 milhões de toneladas”. 

Produção intensa e de qualidade como a paranaense necessita de grandes parceiros em diversas áreas. E uma delas é o mercado de fertilizantes, fundamental para proteger e fortalecer nosso campo. Segundo o estudo “Biocombustíveis líquidos e a pressão de demanda por fertilizantes nitrogenados: um papel não energético do gás natural no Brasil?”, apresentado por PC Santos na UFRJ em 2016, o Brasil é o 4o maior consumidor mundial de fertilizantes. Além disso, o país está em décimo lugar na produção. Contudo, o “celeiro do mundo” viu a produção nacional cair de 2012 para cá e viu sua dependência de mercados externos atingir 83%. Um cenário que nos torna vulneráveis estrategicamente.

Pois é exatamente neste ano de 2017, quando o Brasil deveria estar planejando um salto em busca da soberania nacional a longo prazo, que uma decisão equivocada do governo de Michel Temer (MDB) e sob o comando do então presidente da Petrobras, Pedro Parente, nos torna mais frágeis. Em 11 de setembro de 2017, a Petrobras informou ao mercado “que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (Teaser), referente ao processo de desinvestimento de 100% de participação na Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) e na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III)”. Processo estranho que “se conclui” agora com o fechamento da empresa conhecida como Fafen e demissão de mais de mil trabalhadores.

E não é pouca coisa que estamos abrindo mão do controle. Quando foi anunciada a privatização, segundo o próprio edital de “Oportunidade de Investimento no Setor de Fertilizantes”, a Fafen é uma empresa com “Capacidade de produção de ureia nas duas unidades (ANSA e a Fertilizantes Nitrogenados, conhecida como Fafen), representando aproximadamente 40% do consumo aparente de ureia em 2016 e posicionada para atuação de forma relevante nos mercados de ureia industrial e ARLA 32”, dentro de um mercado de agribusiness que tem sido principal pilar da economia no Brasil nos últimos 2 anos ”.

Com essa “joia”, é simplesmente assustador se estar debatendo seu fechamento e a manutenção dos empregos quando se deveria estar tratando a responsabilização de pessoas por abrir mão de setores estratégicos e fundamentais para economia brasileira e paranaense.

Mercado externo

Apenas como comparação, enquanto por aqui a “estratégia de soberania nacional” é aumentar a nossa dependência, na China, outro mercado gigante de consumo e produção de grãos, a opção tem sido investir em fertilizantes. Das 60 novas plantas no mundo, 25 estão situadas neste país. Os asiáticos estão de olho no crescimento do consumo e da superdemanda, como foi apresentado no início deste texto. Em 2020, a expectativa é de que o consumo mundial de fertilizantes bata novos recordes. Não à toa, em 2018 a Sinochem vendeu mais de 14 milhões de toneladas de fertilizantes. O aumento da produção de fertilizantes ocorre simultaneamente à maior produção de gás natural da empresa e da China. 

Voltando ao Paraná e a Fafen, de acordo com o estudo o Mercado de Fertilizantes: O papel da Petrobras, a situação brasileira e do Paraná, “o uso dos fertilizantes também promove grande impacto nas propriedades físicas do solo Plantas que receberam nutrientes na quantidade adequada apresentam maior crescimento e um sistema radicular mais vigoroso, promovendo uma maior agregação das partículas do solo”. Resta saber se é interessante aos nossos agricultores e ao governo do estado entregar essa tecnologia em troca de alguns dólares.

É importante destacar, no mesmo estudo, que a “Fafen PR representa 38% da produção de ureia no Brasil. O  Paraná é o quarto maior demandante de fertilizantes no Brasil, respondendo por 11,9% do consumo de fertilizantes atrás de MT, SP e RS. Em 2017, a capacidade de produção da Fafen PR foi superior a 700 mil toneladas em um cenário em que aa produção nacional de ureia foi de 836 mil toneladas. Nela ainda foram produzidos  475 mil toneladas/ano de amônia, além de produzir o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32), sendo a maior planta do mundo. A Fafen ainda tem como subprodutos enxofre, pellets de carbono e excedente de CO2.

Arrecadação

Não bastasse tudo isso, é preciso olhar para a questão fiscal. Segundo informações do governo do Paraná, os ativos da Petrobras representam 11,26% do ICMS do estado. O valor pago em impostos subiu de R$ 2,4 bilhões em 2017, quando representam 4,36% de todas as receitas tributárias do estado, para R$ 3,36 bilhões, de acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Como as importações de nitrogenados são isentos de ICMS, a hibernação da Fafen/PR terá como resultado uma redução de participação da Petrobras no estado.

O fechamento da Fafen traz um grande impacto social. O município de Araucária deixará de receber R$ 75 milhões em impostos apenas relacionados a demissão de mil funcionários. É importante destacar que cada emprego direto, criado pela Petrobras ou suas empresas, particularmente no refino, acabam por gerar até vinte vagas em outros setores. Isso nas condições atuais de mercado, sendo a companhia a promotora de desenvolvimento regional e nacional. 

Por tudo isso, é um equívoco por completo a venda da Fafen. Em uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná, engenheiros e especialistas apontaram para esse erro que pode deixar o estado vulnerável. Para Patrícia Laier, Conselheira da AEPET e Diretora do Sindipetro-RJ, “a venda destes ativos estratégicos conforme exposto nos próprios teasers da Petrobras poderá acarretar prejuízo para o Estado e a União, recomendando-se a cessação de tais desinvestimentos que se realizados significam a transferência das receitas para multinacionais estrangeiras privadas ou estatais”.

Neste sentido, de um estado inovador, como o Paraná se apresenta ao país e ao mundo, se espera que as autoridades tenham capacidade de promover avanços tecnológicos, inovação, concorrência com o mercado externo e não serem tão pacatos diante de qualquer ameaça que possa retirar empregos e recursos das famílias paranaenses.

[Via Senge-PR]

Publicado em Petróleo

Petroleiros e petroleiras do Paraná estão ocupando a Araucária Nitrogenados (ANSA), também conhecida como Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), do sistema Petrobras, deste a manhã desta terça-feira (21) em protesto contra o fechamento da unidade, anunciado pela gestão da companhia.

Os petroleiros ocupam o local de trabalho e se revezam em protesto silencioso e estratégico, acorrentados no portão de entrada e fazendo toda manutenção dos equipamentos, para impedir o esvaziamento da unidade e seu completo fechamento, afirma o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindiquimica-PR, Gerson Castellano.

“Todos os dias, cerca de 800 trabalhadores são orientados por nós a entrar na unidade durante o dia e outros 200 à noite para manter a fábrica pronta para voltar a operar a qualquer momento, quando conseguirmos reverter o processo de fechamento”, diz Castellano.

Segundo o dirigente, isso é importante porque a empresa quer drenar tudo – a amônia e o etanol -, para paralisar as atividades da fábrica o mais rápido possível. “Se drenar tudo, pode parar. Por isso, nossa estratégia e manter tudo funcionando. Por isso, a luta é dia e noite".

FUP/Sindquimica-PR

Angústia e medo do desemprego

O encerramento das atividades da Fafen-PR, localizada no município de Araucária (PR), provocaria o desemprego direto de mil trabalhadores. Outros 2 mil trabalhadores da cadeira produtiva seriam afetados indiretamente, perdendo também seus postos de trabalho.

“O pessoal está apreensivo, angustiado”, diz Castellano se referindo aos trabalhadores, os filhos e esposas que vão todos os dias para a porta da fábrica apoiar a luta contra o fechamento da Fafen-PR.

“Se perderem o emprego agora, acabou. Com o mercado do jeito que está, não tem onde conseguir colocação”, conclui.  

FUP e Sindiquimica-PR

Mas, ter a família por perto dá muita força para a luta, reconhece o dirigente que tem dezenas e dezenas de fotos com os petroleiros e sua família gravadas em seu celular.

FUP e Sindiquimica-PR

Algumas crianças, inclusive, pediram para ficar com as correntes em volta do corpo para mostrar que estão realmente preocupadas e unidas aos pais e seus companheiros na luta, outros gravaram videos emocionantes falando da preocupação com os empregos dos pais.

Este é o caso de Vitor, que gravou um vídeo dizendo que está triste porque não sabe como o pai vai pagar as contas. "A gente vai ter de sair de casa", diz o garoto afirmando que a família mora de aluguel. Para ele, a decisão da Petrobras é uma sacanagem. 

FUP marca greve contra fechamento

A FUP já aprovou, por unanimidade, indicativo de greve por tempo indeterminado, a partir do dia primeiro de fevereiro, em todo o Sistema Petrobrás, contra as demissões na Fafen-PR.

As assembleias para que os petroleiros e petroleiras se posicionem sobre o indicativo de greve serão realizadas e no dia 29, a FUP e seus sindicatos voltam a se reunir no Conselho Deliberativo para definir os próximos encaminhamentos. Até lá, a FUP e o Sindiquímica-PR darão sequência às ações políticas e legais, para garantir os direitos dos trabalhadores da Fafen-PR e impedir a demissão em massa.

Fafen não dá prejuízo, como disse Petrobras

Em comunicado, a Petrobras argumentou que a decisão de fechar a fábrica é uma estratégia para retirar segmentos “exteriores” ao núcleo de atuação da estatal, sobretudo a exploração de petróleo e gás natural no pré-sal. Além disso, alega que a Fafen-PR tem dado prejuízo.

Os petroleiros, no entanto, contestam essa versão. De acordo com eles, a direção mente ao afirmar que o resíduo asfáltico (RASF), principal matéria-prima da Fafen-PR, tem um custo alto. “O preço do produto acompanha o valor do mercado”, diz comunicado da categoria.

“A Petrobras está cobrando o preço do RASF baseado no preço do barril no golfo do México, mas temos que encarar que o preço nacional é bem inferior, extraído pela própria Petrobras. É uma estratégia contábil da estatal para inviabilizar o funcionamento da fábrica”, afirmou Castellano em entrevista à Fórum.

Entenda a luta dos petroleiros

No dia 14 de janeiro deste ano, a direção da ANSA/Fafen-PR se reuniu com representantes da FUP, da CUT e do Sindiquímica-PR e afirmou que o processo de demissão dos mil trabalhadores – 396 empregados diretamente pela companhia e 600 terceirizados - começaria em 30 dias e levaria até 90 dias para ser concluído.

Ainda de acordo com a FUP, a gestão da Petrobrás está negociando a venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da Usina do Xisto (SIX), ambas no polo de Araucária, no Paraná, onde fica a Fafen.

As duas unidades integram o pacote de oito refinarias, com suas redes de dutos e terminais, que a direção da estatal pretende privatizar.  

Impactos das demissões

Os impactos gerados pelas demissões, não se limitam as famílias dos  trabalhadores e trabalhadoras que ficarão desempregados. A população de Araucária também sentirá as consequências deste desrespeito aos trabalhadores, pois afeta a qualidade dos serviços públicos prestados a população, como saúde, educação, obras e segurança.

De acordo com o Sindiquímica, a folha dos trabalhadores diretos, é de aproximadamente R$ 10 milhões, deste total 50% ficam no município. A  Ansa/Fafen-PR garante arrecadação de R$ 200 mil mensais para Araucária.

[Via CUT | Texto: Marize Muniz]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em mais um ataque aos trabalhadores da Araucária Nitrogenados, a gestão da Petrobrás volta a indignar a categoria petroleira ao divulgar na intranet uma série de mentiras para tentar justificar a decisão política de desativar a Fafen-PR e demitir arbitrariamente todos os trabalhadores, sem qualquer negociação prévia com o sindicato.

O ENGODO DO PREJUÍZO

A gestão da empresa fez uma escolha por encarecer a própria matéria prima para produzir os fertilizantes. Foi uma decisão política e não técnica. Vamos aos fatos:

1 - Para tentar justificar o fechamento da fábrica, a direção da Petrobrás mente quando afirma que o Resíduo Asfáltico (RASF), principal matéria-prima da Fafen-PR, tem um custo alto, pois o preço do produto acompanha o valor do mercado.

2 - O RASF que abastece a Fafen-PR é um refugo gerado pela Repar e, com a desativação da fábrica, passaria a ser utilizado na produção de Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), segundo informou a própria empresa. No entanto, o preço do CAP é inferior ao da ureia, o que contraria o argumento dos gestores de que o custo do RASF está em “tendência crescente” e o da ureia em “tendência decrescente”.

3 – A precificação que a Petrobrás faz do RASF é baseada no valor do petróleo bruto (WTI), produzido no Golfo do México, cujo preço é inferior ao do Brent.

4 – A Repar não terá o que fazer com todo o RASF que gera na produção de derivados.

5 - A hibernação da Fafen-PR é uma  decisão política. O objetivo dos gestores é encerrar as atividades da fábrica para zerar o passivo trabalhista e vender a unidade no futuro, contratando os trabalhadores em condições precárias e por salários muito abaixo do que é hoje praticado na empresa. Uma espécie de “dumping social”.

DEMISSÃO X TRANSFERÊNCIA

A gestão da Petrobrás mente ao tentar justificar a demissão sumária dos trabalhadores da Araucária Nitrogenados, alegando que não são concursados e que, portanto, não poderiam ser transferidos, nem aderir ao Mobiliza.

1 - Vários trabalhadores da Fafen-PR foram cedidos para outras unidades da Petrobrás ao longo dos últimos anos, assim como empregados da holding foram cedidos para a fábrica.

2 - A Araucária Nitrogenados é 100% da Petrobrás e seus trabalhadores não podem ser tratados como se fossem de uma empresa privada, sem qualquer vínculo com a estatal.

3 - Para quem não sabe (ou não lembra), até o início dos anos 90, a planta da Fafen-PR  integrava o Sistema Petrobrás como a subsidiária Ultrafértil, mas foi privatizada no governo Itamar Franco, passou pelo comando da Vale e, finalmente, retornou à estatal em 2013.

4 - A negociação feita pela Petrobrás previa a incorporação da fábrica, como comprovam os documentos da época.  A alegação da atual gestão de que os petroleiros da Fafen-PR  não são concursados é uma desculpa esfarrapada para justificar a decisão política de demitir sumariamente os trabalhadores.

DESCUMPRIMENTO DO ACT

A gestão da Petrobrás mente escancaradamente ao afirmar que a Araucária Nitrogenados comunicou o Sindiquímica-PR sobre a hibernação da fábrica, cumprindo “rigorosamente” o Acordo Coletivo. 

1 - O sindicato, assim como os trabalhadores da Fafen e de todo o Sistema Petrobrás, souberam da decisão da empresa pela imprensa. Foi também através de notícias publicadas pela mídia que a categoria foi informada sobre as demissões.  

2 - Somente após o fato já ser de conhecimento público, é que a gerência e o jurídico da fábrica enviaram documento ao Sindiquímica-PR, convidando para uma reunião com o objetivo de comunicar a hibernação da fábrica e a demissão dos trabalhadores no prazo de 30, 60 e 90 dias.  

3 - O sindicato ainda alertou a empresa sobre os riscos de hibernação da fábrica com os tanques repletos de produtos químicos, o que surpreendeu a gestão da Araucária, que sequer tinha conhecimento sobre a real situação da unidade.  Só então, a empresa se dispôs a discutir a segurança da unidade, chamando o sindicato para uma reunião no dia 16, cuja resposta da entidade foi que discutiria essa questão na audiência que já estava agendada com o MPT-PR no dia 20.

4 - Em momento algum, os gestores tentaram negociar a situação dos trabalhadores. Apenas comunicaram o fato já decidido e irrevogável, segundo eles mesmos afirmaram, da demissão de todos os empregados no prazo máximo de 90 dias.

[FUP]

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Os petroleiros estão na luta e se a categoria não se unir, o que aconteceu na Fafen-PR irá acontecer com todas as unidades da Petrobrás. Diante desse cenário, na manhã desta terça-feira (21), começaram as assembleias em todas as bases do Sindipetro PR e SC. 

Os encontros tratam do indicativo de greve e servem para que os petroleiros e petroleiras se posicionem sobre a pauta. As assembleias acontecem entre 20 e 28 de janeiro. Após isso (29), a FUP e seus sindicatos, em seu Conselho Deliberativo, se reunirão para definir os próximos encaminhamentos. 

Para a direção do Sindipetro PR e SC, o momento é de mobilização. Principalmente porque a Petrobrás desrespeita deliberadamente o Acordo Coletivo de Trabalho, impõe tabelas de turno, mudança no cartão ponto e jornada reduzida sem qualquer discussão com o sindicato ou com os trabalhadores.

Outra questão, principalmente após o anúncio da demissão em massa dos trabalhadores da Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR), é que ninguém está garantido no seu posto de trabalho e agora é a hora da mobilização. “Após o caso na Fafen-PR, temos um motivo concreto para dar um basta. O recado tem que ser claro e forte”, explicou Mario Dal Zot, presidente do sindicato. 

O dirigente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, também enfatizou que “esse processo na Fafen-PR pode acontecer com todos os trabalhadores, seja na Repar, na Usina do Xisto – SIX ou na Transpetro, por isso precisamos retomar o patamar na mesa de negociação. Hoje, não há avanços, pois não se discute tecnicamente mais nada”. 

O Sindipetro PR e SC, assim como a FUP e outras entidades filiados, a partir do dia 29 de janeiro, definirão os próximos passos da luta, quando os resultados de todas as assembleias estiveram computados e divulgados. 

Caso a empresa não volte para a mesa de negociação, o indicativo é pela greve geral em todas as unidades da Petrobrás. “Eles estão apostando que não existe mobilização. Mas nós temos sentimento de classe, não só solidariedade, e cada um de nós está sendo demitido junto com os trabalhadores da Fafen-PR”, conclui Dal Zot. 

Fafen-PR – Depoimento 

Também nesta terça (21), os petroquímicos fecharam a entrada da Fafen-PR. Alguns trabalhadores permaneceram acorrentados na porta da unidade. O dirigente do Sindiquímica-PR, Paulo Antunes, saiu da mobilização para dar um depoimento aos petroleiros durante assembleia na Repar.

De acordo com o dirigente, a ação foi para impedir a hibernação da fábrica, já que para isso a empresa precisa de efetivo. Todos os trabalhadores estão firmes e não vão sair da porta da unidade. 

“Nossa situação é grave, aqui todos queríamos nossa estabilidade, criar nossos filhos e fazer a coisa correta, como trabalhador. Agora, nós vamos intensificar nossa resistência. É tudo ou nada”, explicou Antunes.

A Petrobrás anunciou a demissão em massa de aproximadamente mil trabalhadores com o fechamento da Fafen-PR. Caso essa ação se concretize, representa que o Brasil passará a importar cada vez mais fertilizantes nitrogenados; o que para a agricultura representa ainda mais dependência do insumo estrangeiro. 

Além disso, Araucária terá grande perda de arrecadação, impactando nos postos de trabalho dos servidores e no comércio local. Sem contar que o Brasil passará a ser dependente da importação de ARLA 32, reagente químico usado para reduzir a poluição ambiental produzida por veículos automotores pesados. 

Mesmo o Brasil sendo o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, o desmonte da Petrobrás tornará a economia dependente das importações e a soberania alimentar estará comprometida. 

Confira AQUI as próximas assembleias e participe!

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC
Terça, 21 Janeiro 2020 18:08

Acordo é para ser cumprido

A FUP apresentou à Petrobrás nesta terça-feira, 21, documento cobrando o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, que vem sendo reiteradamente desrespeitado pelos gestores, tanto no que diz respeito aos fóruns de negociação, quanto a cláusulas que protegem os direitos dos trabalhadores. É o caso da Cláusula 26 do ACT da Araucária Nitrogenados (mesma redação da Cláusula 41 do ACT da Petrobrás), onde a empresa se compromete a não promover demissões, nem transferências, sem negociação prévia com o sindicato.

A despeito do Acordo Coletivo, a gestão da Petrobrás anunciou a demissão em massa dos trabalhadores da Fafen-PR, que souberam do fato pela imprensa. Nem o sindicato, nem a FUP foram sequer informados sobre essa decisão arbitrária.

Dois meses após a assinatura do ACT, a Gerência de Pessoas da Petrobrás segue descumprindo o que foi pactuado com os trabalhadores e desrespeitando os fóruns de negociação. Na reunião desta terça do Grupo de Trabalho sobre banco de horas, os representantes da empresa negaram-se, mais uma vez, a fornecer as informações cobradas pela FUP.

Tem sido assim em todos os GTs e comissões previstas no ACT. Os gestores da empresa descumprem o Acordo, atropelam legislações e o próprio processo de negociação ao impor decisões unilaterais, à revelia dos sindicatos e da vontade dos trabalhadores.  

Exemplos não faltam: tabela de turno, hora extra na troca de turno, relógio de ponto, interstício total, PLR, mudanças na AMS, transferências arbitrárias de trabalhadores... e agora a demissões em massa de 1.000 trabalhadores da Araucária Nitrogenados.

“É um descalabro após o outro e nossa resposta tem que ser dura. Não vamos deixar prevalecer a imposição e o autoritarismo de gestores que cumprem tarefas da alta administração da companhia, baixando a cabeça para os foram indicados pelo governo federal para desmontar a nossa empresa, tirar nossos empregos e minar nossa categoria. Se pensam que vamos nos acovardar como eles, estão muito enganados. Vamos honrar a nossa história e reagir à altura a esses ataques”, avisa o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

A resposta dos petroleiros e petroleiras está sendo dada nas assembleias, com a aprovação massiva do indicativo da FUP e dos sindicatos de greve por tempo indeterminado, a partir do dia primeiro de fevereiro.

Participe das assembleias e vamos juntos, de cabeça erguida, transformar nossa indignação em luta.   

[FUP]

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Sem negociação ou sequer comunicação prévia ao sindicato, a gestão da Araucária Nitrogenados anunciou o fechamento da unidade e a demissão sumária de mil trabalhadores. Arbitrária e cruel, a atitude da direção da Petrobrás é um chamado ao enfrentamento e acontece em meio a uma série de descumprimentos do Acordo Coletivo de Trabalho, que foi pactuado há menos de dois meses. 

A reação da categoria a esses ataques tem que ser contundente e imediata. “O que estão fazendo na Fafen-PR é um balão de ensaio para demissões em massa em todo o Sistema Petrobrás. Não há saída individual. Nossa resposta tem que ser na luta. É na resistência que iremos reverter as demissões e impedir que se alastrem para as demais unidades da empresa”, afirma o diretor da FUP, Deyvid Bacelar. 

Reunido no Paraná, o Conselho Deliberativo da FUP aprovou por unanimidade indicativo de greve por tempo indeterminado, a partir do dia primeiro de fevereiro, em todo o Sistema Petrobrás, contra as demissões na Fafen-PR e as imposições da gestão da empresa, que ataca deliberadamente os direitos dos trabalhadores, se negando a negociar questões previstas no ACT. 

As assembleias para que os petroleiros e petroleiras se posicionem sobre o indicativo de greve serão realizadas  entre os dias 20 e 28 de janeiro. No dia 29, a FUP e seus sindicatos voltam a se reunir no Conselho Deliberativo para definir os próximos encaminhamentos. 

Até lá, a FUP e o Sindiquímica-PR darão sequência às ações políticas e legais, para garantir os direitos dos trabalhadores da Fafen-PR e impedir a demissão em massa. 

O que os petroleiros reivindicam? 

> Cumprimento da cláusula 26 do Acordo Coletivo de Trabalho da Araucária Nitrogenados (FAFEN-PR):

"Cláusula 26 – Dispensa coletiva ou plúrima – “A Companhia não promoverá despedida coletiva ou plúrima, motivada ou imotivada, nem rotatividade de pessoal (turnover), sem prévia discussão com o Sindicato. Excetuam-se do previsto nesta cláusula os planos de demissão voluntária ou incentivada, bem como os processos de movimentação interna dos empregados."

 Que sejam aplicados para os trabalhadores da Araucária Nitrogenados os mesmos critérios de garantia de emprego e transferências implementados na hibernação da FAFEN-BA (acordo MPT-Petrobrás), sendo a empresa sucedida na relação de emprego pela controladora Petrobrás;

 > Respeito aos fóruns de negociações instituídos pelo ACT 2019:

 Suspensão das medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás (tabelas de turno, HETT, banco de horas, PLR, transferências etc.) e aplicação do previsto no ACT, quanto aos debates e resoluções bilaterais.

[FUP | Foto: Paulo Neves]

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O Sindicato dos Petroquímicos do Estado do Paraná (Sindiquímica-PR) repudia com veemência a informação veiculada pela empresa Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR, subsidiária da Petrobrás) de que houve discussão prévia sobre a hibernação e demissão em massa dos trabalhadores da fábrica.

A entidade que defende os petroquímicos afirma que a direção da empresa mente, principalmente porque, ao fazer um resgate da maneira como se deu o processo de fechamento da unidade, não resta dúvidas quanto ao autoritarismo e à crueldade contra os trabalhadores.

A verdade é que a atual gestão da Petrobrás apenas apresentou o “pacote de benefícios" ao Sindiquímica-PR, de forma unilateral, sem qualquer discussão sobre o tema.

O sindicato enfatiza que a postura da Petrobrás não só fere todo e qualquer princípio ético na relação negocial entre entidade de classe e empresa, como também descumpre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2019, documento referendado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e que proíbe demissão em massa sem prévia discussão com a entidade sindical.

Diante disso, o sindicato organiza ato em defesa da Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR) nesta sexta-feira (17), às 6h30, em frente à unidade.

A resposta da categoria e da sociedade será dada lutando contra essa decisão arbitrária que atinge mais de mil trabalhadores (diretos e indiretos da unidade); além de impactar profundamente na economia da cidade de Araucária-PR.

Os impactos da venda da Fafen-PR

Inaugurada em 1982, a Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR) tem capacidade de produção diária de 1.975 toneladas de ureia, 1.303 toneladas de amônia e 450 metros cúbicos de ARLA 32. A planta produz ainda 200 toneladas por dia de CO2, além de 75 toneladas de carbono peletizado e seis toneladas de enxofre.

Com o fechamento da fábrica, o Brasil terá que importar 100% dos fertilizantes nitrogenados que consome. Além disso, o país ficará dependente da importação de ARLA 32, reagente químico usado para reduzir a poluição ambiental produzida por veículos automotores pesados movidos à diesel.

Como quarta maior consumidora de fertilizantes do mundo, a economia brasileira, com o desmonte promovido pela gestão da Petrobrás, ficará ainda mais dependente das importações, o que compromete a soberania alimentar.
Atualmente, o país já importa mais de 75% dos insumos nitrogenados, na direção contrária de outras grandes nações agrícolas, cujos mercados de fertilizantes estão em expansão.

Serão menos fertilizantes produzidos no Brasil, mais importação e, provavelmente, aumento nos preços dos produtos agrícolas.

Além disso, o município de Araucária-PR sofrerá uma redução de R$ 75 milhões anuais em arrecadação, comprometendo seriamente a oferta de serviços e atendimentos à população.

Outra mentira contada pela atual gestão da Petrobrás é que a Ansa/Fafen-PR dá prejuízo. É falsa essa alegação, já que quem faz o RASF (resíduo asfáltico utilizado para produzir Ureia e Amônia) é a Repar, refinaria da Petrobras localizada ao lado da subsidiária. Ou seja, quem produz e precifica é a própria empresa!

Portanto, foi ela quem criou uma falsa inviabilidade para justificar sua política de desmonte do setor de fertilizantes no Brasil, favorecendo, assim, as multinacionais e criando empregos em outros países.

[Via Sindiquímica-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás

Apesar da urgência de Jair Bolsonaro em privatizar os Correios, ele não sabe o que fazer com o contingente de desempregados que vai se formar com a venda da estatal. A estimativa é que cerca de 40 mil servidores percam o emprego.

De acordo com reportagem desta quarta-feira (15) do Painel, da Folha de S. Paulo, Bolsonaro não pretende absorver os demitidos, para evitar que medida similar tenha que ser adotada em expurgos das estatais vendidas no futuro.

Outro agravante é a dívida de cerca de R$ 3 bilhões do plano de saúde dos funcionários. Uma das opções que Bolsonaro tem considerado é descontar do valor a receber, mas a medida ainda não foi definida. Por conta da complexidade das decisões a serem tomadas, a data prevista para a apresentação do formato final de privatização ficou para o fim de 2021.

Os Correios são um dos principais alvos na esteira de privatizações do governo. “Se pudesse privatizar hoje, privatizaria. Mas não posso prejudicar o servidor dos Correios. É isso”, disse Bolsonaro na semana passada.

“Você mexe nessas privatizações com centenas, dezenas de milhares de servidores. É um passivo grande. Você tem que buscar solução para tudo isso. Você não pode jogar os caras para cima. Eles têm que ter as suas garantias. Tem que ter um comprador para aquilo. É devagar. Tem o TCU com lupa em cima de você. Não são fáceis as privatizações”, acrescentou.

A empresa é uma das 17 incluídas no plano de privatizações de Paulo Guedes, que abarca também Eletrobras, a EBC e a Casa da Moeda, entre outras.

[Via Revista Forum]

Publicado em Economia

Nesta sexta-feira, 17, a FUP e seus sindicatos realizam um grande ato nacional em Araucária, no Paraná, em frente à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), que está na iminência de ser fechada pela gestão da Petrobrás, que já anunciou a demissão sumária de cerca de 1.000 trabalhadores da unidade. O ato contará com a participação de petroleiros de todas as unidades da Petrobrás do Paraná, além de diversas categorias e representantes das centrais sindicais e movimentos sociais do estado.

Nas demais bases da FUP, também haverá atos em diversas unidades do Sistema Petrobrás, contra as demissões e o fechamento da Fafen-PR. Já estão confirmados atos no Amazonas (Reman), no Ceará (Lubnor), no Rio Grande do Norte (Polo Guamaré), em Pernambuco (Refinaria Abreu e Lima e Terminal de Suape), na Bahia (Ediba), no Espírito Santo (Terminal de Vitória/Tavit), em Duque de Caxias (Reduc), no Norte Fluminense (Aeroporto do Farol/Campos), em Minas Gerais (Regap), em São Paulo (Replan e Recap) e no Rio Grande do Sul (Refap).

“É mentira o argumento de que a Fafen-PR dá prejuízos”

“A luta é para preservar os empregos e direitos dos trabalhadores e manter a unidade funcionando, pois não há justificativas para o fechamento da fábrica. É mentira esse argumento da direção da Petrobrás de que a Fafen dá prejuízos. A gestão da empresa fez uma escolha de encarecer a própria matéria prima para produzir os fertilizantes. Foi uma decisão política e não técnica”, afirma o diretor da FUP, Gerson Castellano, funcionário da Araucária Nitrogenados e diretor do Sindiquímica-PR.

Segundo o presidente do Sindipetro-PR/SC, Mário Dal Zot, a gestão da Petrobrás faz uma manobra contábil para tentar justificar o fechamento da Fafen, afetando a vida das mil famílias de trabalhadores da unidade e ignorando os impactos econômicos que esta decisão terá para a região de Araucária. “A empresa mente descaradamente ao afirmar que a Fafen dá prejuízo. Isso não acontece em hipótese alguma, pois a fábrica utiliza como matéria prima o RASF, um refugo da Repar (refinaria da Petrobrás em Araucária), ao qual agrega valor, transformando em ureia, um fertilizante do qual o Brasil é extremamente dependente”, explica.

Impactos na economia

Inaugurada em 1982, a Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) tem capacidade de produção diária de 1.975 toneladas de ureia, 1.303 toneladas de amônia e 450 metros cúbicos de ARLA 32. A planta produz ainda 200 toneladas por dia de CO2, além de 75 toneladas de carbono peletizado e seis toneladas de enxofre.

Com o fechamento da fábrica, o Brasil terá que importar 100% dos fertilizantes nitrogenados que consome. Além disso, o país ficará dependente da importação de ARLA 32, reagente químico usado para reduzir a poluição ambiental produzida por veículos automotores pesados.

O Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo e, com o desmonte da Petrobrás, tornou-se ainda mais dependente das importações, o que compromete a soberania alimentar. O país importa mais de 75% dos insumos nitrogenados, na direção contrária de outras grandes nações agrícolas, cujos mercados de fertilizantes estão em expansão.

“Com a Petrobrás saindo do setor de fertilizantes nitrogenados e ainda se sujeitando aos movimentos políticos dos EUA, o Brasil corre o risco de desabastecimento de fertilizantes. E isso tem impacto direto na alimentação. A ureia é utilizada na pecuária, na produção de cana, feijão e batata, que são alimentos básicos do povo”, alerta Gerson Castellano.

Soma-se a isso, os prejuízos que a desativação da Fafen-PR terá para o município de Araucária, que sofrerá uma redução de R$ 75 milhões anuais em arrecadação. Serão menos fertilizantes produzidos no Brasil e mais importação, com mais riscos à soberania alimentar e, provavelmente, aumento nos preços dos produtos agrícolas.


Ato nacional em defesa dos empregos e contra o fechamento da Fafen-PR

Sexta, 17/01, às 06h30, no Km 16 da Rodovia do Xisto


[FUP]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina manifesta solidariedade aos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Araucária Nitrogenados (Fafen-PR). Após a Petrobrás confirmar, ontem (14), o fechamento da unidade em Araucária, o impacto na vida de aproximadamente mil funcionários ganha proporções cruéis.

Para o Sindipetro PR e SC, que sempre esteve ao lado do Sindiquímica Paraná nas mais diversas lutas, o momento é de união e de alerta, pois este é mais um sinal concreto do desmonte do Sistema Petrobrás. Vale ressaltar, que a política econômica do Governo Federal, comandada por Paulo Guedes, pauta a venda e o fechamento de diversas unidades da estatal e isso passa a ser refletido em Araucária. 

Sobre a fábrica de fertilizantes, se, no ano passado, a Petrobrás fechou contratos de arrendamentos das unidades da Fafen em Sergipe e na Bahia e realocou seus trabalhadores na própria estatal; na unidade do Paraná, uma subsidiária, isso não deve ocorrer. 

2020 

Infelizmente, 2020 se apresenta mais desafiador, pois, ao que tudo indica, o Governo Federal vai intensificar o desmonte do Sistema Petrobrás. 

Diante disso, já passou da hora de todos os trabalhadores juntarem forças, incondicionalmente, na defesa da Petrobrás estatal, locomotiva de desenvolvimento e geradora de empregos. Afinal, ninguém quer transferência de vagas de trabalho para outros países.

Esse filme já foi visto na indústria naval, destruída e tendo milhares de postos de trabalho no Brasil transferidos para a Indonésia, China e outros países asiáticos. 

Portanto, muita atenção: com as privatizações das refinarias, vai acontecer a vinda de mão de obra estrangeira para atender aos interesses dos futuros investidores ou gerar esses empregos lá fora (importando derivados de petróleo e fertilizantes, além dos equipamentos).

Ou seja, mais desempregos e a Petrobrás cada vez mais desestruturada. 

A verdade é que atualmente ninguém está garantido, desde trabalhadores comissionados até terceirizados. Por isso, o que resta é se mobilizar e defender a empregabilidade. Não há saída individual. Petroleiros e petroquímicos, próprios e terceirizados, estão unidos contra esses ataques da atual gestão da Petrobrás e do Governo Federal.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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