A CUT surgiu em 1983 em resistência ao autoritarismo, nos últimos anos da ditadura, e se vê agora às voltas com um “neoconservadorismo” simbolizado por Jair Bolsonaro, declarado inimigo dos movimentos sociais e assumido admirador do regime de 1964. Sob essa perspectiva, com um de seus principais fundadores preso e cerrado ataque a direitos, a central realiza desta segunda (7) a quinta-feira (10) o seu 13º congresso nacional, o Concut, em um ginásio de Praia Grande, no litoral sul paulista. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será homenageado. O lema do encontro é “Sindicatos fortes = direitos, soberania e democracia”.

“É um lugar simbólico, ali foi o pré-nascimento da CUT”, diz à TVT o secretário-geral da entidade, o metalúrgico Sérgio Nobre, 54 anos, referindo-se a Praia Grande. Foi naquela cidade a menos de 80 quilômetros da capital paulista que ocorreu a 1ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, a Conclat, em agosto de 1981, reunindo todas as correntes de pensamento do movimento sindical, que se rearticulava após anos de repressão. O Brasil ainda estava sob o governo de João Figueiredo, último dos generais-presidentes, e convivia com instabilidade política.

Grupos de extrema-direita não aceitavam o já lento processo de “abertura” política: em 1980, uma bomba matou a secretária Lyda Monteiro da Silva na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro. Em maio do ano seguinte, exatamente o da Conclat, outra bomba explodiu antes do tempo e matou um militar no Riocentro, que realizava um festival de música. Documentos mostram que a própria Conclat foi monitorada por arapongas do regime.

Sérgio lembra que, ao longo dos anos, a CUT consolidou o conceito de sindicalismo cidadão, que procura não se ater a questões trabalhistas. E também prevaleceu a ideia da negociação, do diálogo. “Nós somos combativos, vamos para a rua, fazemos greve, mas apresentamos soluções.”

Ataque aos sindicatos

Agora, na atual conjuntura, os desafios são enfrentar um mundo do trabalho em rápida transformação, recuperar a democracia e buscar a retomada do crescimento econômico. Em um contexto de ataque às entidades sindicais. Um tema central do 13º Concut será o da liberdade para Lula, um dos fundadores da entidade, em 28 de agosto de 1983, durante congresso em São Bernardo do Campo, no ABC paulista – de 1975 a 1981, ele comandou o então Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema. A CUT foi a primeira central brasileira, ainda fora da estrutura sindical, cuja instância máxima eram as confederações profissionais. As centrais só foram reconhecidas formalmente em 2008, com a Lei 11.648, assinada pelo então presidente Lula.

Essa deverá ser a tônica do ato de abertura do congresso, marcado para as 18h desta segunda-feira, com a presença da ex-presidenta Dilma Rousseff, do ex-candidato Fernando Haddad, da presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), e do ex-chanceler Celso Amorim. São esperados 2 mil delegados de todo o país. Também estarão presentes perto de 100 representantes de entidades sindicais e sociais, incluindo dirigentes de 40 países. Antes, estão previstos dois seminários internacionais, sobre o futuro do sindicalismo e a desregulamentação e precarização do trabalho.

No último dia, será escolhida a nova direção – nos dois últimos mandatos, a presidência foi exercida pelo bancário Vagner Freitas. O 11º Concut, em 2012, aprovou a paridade de gênero, com os cargos divididos igualmente entre homens e mulheres. Essa resolução foi implementada a partir de 2015.

Desde então, a situação econômica se deteriorou e a política mudou drasticamente. Um processo de impeachment tirou Dilma da Presidência da República em 2016. No ano passado, Lula foi preso. Nesse hiato, um deputado obscuro, Jair Bolsonaro, elegeu-se com retórica moralista e antipolítica, apesar de viver da política há três décadas. Movimentos extremistas ganharam espaço e a agenda parlamentar foi ocupada pelo discurso de ajuste fiscal e de reformas, com destaque para a da Previdência, ainda em discussão no Senado – a trabalhista, dois anos atrás, ajudou a deteriorar o mercado, que agora cria empregos predominantemente informais e sem proteção social. Nesse cenário já adverso, sindicatos perderam fonte de receita e se enfraqueceram. Além de se reorganizar para sobreviver, o movimento sindical tem o desafio de combater o contínuo desmonte das políticas e leis de proteção social.

[Via Rede Brasil Atual]

Publicado em Movimentos Sociais

No próximo dia 20 de setembro, os trabalhadores e as trabalhadoras voltarão às ruas para realizar um ato em defesa dos direitos e do meio ambiente e contra a destruição do Brasil que vem sendo promovida pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) que, em oito meses não apresentou uma única proposta de desenvolvimento com justiça social e geração de emprego e renda, muito menos de combate efetivo as queimadas na Região Amazônica.

Até agora, Bolsonaro e seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, só apresentaram medidas que beneficiam empresários, em especial do agronegócio que ajudaram a eleger o capitão, ou que representam o extermínio de programas sociais fundamentais como o Minha Casa, Minha Vida, redução do funcionalismo público, desregulamentação e auto fiscalização pelas empresas, privatizações de estatais como Petrobras, bancos do Brasil e Caixa e mais onze empresas públicas, além de regras mais rígidas para aposentadoria.  

Dia 20 tem luta

A escolha da data da próxima mobilização da classe trabalhadora foi estratégica. O objetivo é convergir com o dia de mobilização internacional Greve Global pelo Clima, em 20 de setembro, organizado pela Coalização pelo Clima, uma articulação composta por diversos coletivos que debatem e promovem ações de informações e combate às mudanças climáticas.

Além da defesa da Amazônia, a pauta da CUT, demais centrais sindicais e das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo terá lutas por direitos, educação,  empregos, soberania e contra a reforma da Previdência, que está tramitando no Senado e pode ser votada nesta quarta-feira (11) depois de manobras do presidente da casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para tentar acelerar a aprovação das mudanças de regras da aposentadoria e outros benefícios previdenciários.

As mobilizações do Dia Nacional de Paralisações e Manifestações em Defesa do Meio Ambiente, Direitos, Educação, Empregos e Contra a Reforma da Previdência, em 20 de setembro, serão realizados no local de trabalho, na parte da manhã, e na parte da tarde serão ser realizados atos em todas as capitais. Uma grande parte dos trabalhadores e das trabalhadoras do setor público já aprovou paralisação neste dia.  

“Os que queimam e derrubam a Amazônia são os mesmos que querem acabar com nosso direito à Previdência Social, querem destruir os direitos trabalhistas e sociais e privatizar as empresas públicas, destruindo também a soberania do nosso povo e do nosso país”, afirmou o Secretário-Geral da CUT, Sergio Nobre, explicando porque no dia 20 todos estarão juntos para defender o clima, os direitos, as estatais e a soberania.

[Via CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

Nos 36 anos da CUT, o presidente da entidade, Vagner Freitas, fala sobre a história da Central e sobre os desafios do movimento sindical na atual conjuntura política, de ataques aos direitos civis e sociais pelo governo Bolsonaro.

Para Vagner, hoje, a CUT se mostra ainda mais importante para a luta dos trabalhadores, já que o mundo do trabalho passou por transformações ao longo da história. O que não mudou, ele diz, é que a classe trabalhadora continua, desde 1983, representada e organizada pelos sindicatos combativos, filiados à CUT.

Assista: 

Leia também:

Como na época da fundação, CUT completa 36 anos em meio à luta pela democracia

Publicado em Movimentos Sociais

A CUT e demais centrais sindicais – CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, Força Sindical, Intersindical, Nova Central, Pública e UGT – definiram que o próximo dia de luta dos trabalhadores e das trabalhadoras contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) será em 12 de julho.

Além do ato nacional em Brasília, contra o fim da aposentadoria, pela valorização da educação e por Emprego, que será realizado em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), as centrais orientam os  trabalhadores e as trabalhadoras a se mobilizaram também em seus estados e cidades, coletando assinaturas para o abaixo-assinado contra a reforma da Previdência, que será entregue ao Congresso Nacional no dia 13 de agosto.

“O abaixo-assinado é uma ferramenta importantíssima para dialogar sobre os impactos desta reforma nefasta e para ganhar mais apoio da sociedade contra a proposta que está em trâmite no Congresso Nacional”, disse o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre.

Segundo Sérgio, além da coleta de assinaturas para o abaixo-assinado e o bom diálogo com a população, é muito importante à pressão nos parlamentares em suas bases eleitorais para convencer os indecisos de que esta reforma não é boa para a classe trabalhadora e conseguir mudar votos dos deputados e das deputadas que pretendem votar a favor do projeto de Bolsonaro. 

“Temos informações que o governo não tem os votos que precisa para aprovar a reforma da Previdência e por isso temos que lutar voto por voto. E este é o momento de pressionar os parlamentares nas suas bases eleitorais para que digam não a esta proposta de Bolsonaro”, afirmou o Secretário-Geral da CUT.

“Os trabalhadores e trabalhadoras também podem usar o site da CUT napressão, que tem ferramentas para enviar mensagens pelas redes sociais e por e-mail para os deputados e para as deputadas dizendo que não aceitaremos nenhum direito a menos”, afirmou Sérgio.

Tramitação da reforma

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, que dificulta o acesso à aposentadoria com a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres, diminuição dos valores dos benefícios e outras regras, Samuel Moreira (PSDB-SP) deverá ler na próxima terça-feira (2) as alterações que fez no texto enviado pelo governo. Os próximos passos serão a votação do substitutivo do relator na comissão especial da reforma e a votação no plenário da Câmara.

Para ser aprovada, a PEC precisa de 308 votos em dois turnos de votação na Câmara dos Deputados. O  presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse à imprensa que quer votar a proposta no plenário antes do recesso parlamentar, previsto para o dia 17 de julho.

Agenda de ações unitárias

A CUT e demais centrais sindicais reafirmaram que é fundamental a unidade na luta permanente contra a reforma da Previdência, mas também avaliaram que é fundamental incorporar temas como a educação e empregos na agenda de lutas.

Confira a agenda de ações unitárias:

- Intensificar a coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra o fim da aposentadoria nos locais de trabalho, nas praças e nos locais públicos todos os dias do mês de julho;

-Entregar os abaixo-assinados na sede nacional das Centrais Sindicais até o dia 8 de agosto;

-Entregar todos os abaixo-assinados no Congresso Nacional, em Brasília, no dia13 de agosto;

- Apoiar e participar da luta dos professores, coordenada pela CNTE, que realiza em 13 de agosto o Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação e da Previdência;

- Apoiar e participar da Marcha das Margaridas em 14 de agosto, também em Brasília;

- E continuar em estado de mobilização permanente com assembleias nos locais de trabalho, panfletagens e diálogo com a classe trabalhadora a fim de garantir uma aposentadoria digna para os trabalhadores e as trabalhadoras;

- Manter a pressão nas bases dos deputados.

A próxima reunião do Fórum das Centrais Sindicais será no dia 16 de julho para avaliar o dia 12 e propor as próximas ações na luta contra a reforma da Previdência.

Categorias já começam entregar assinaturas do abaixo-assinado

Durante a reunião, representantes do Fórum dos Trabalhadores do Serviço Público do Estado de São Paulo entregaram nas mãos de Sérgio Nobre, que coordenava os encaminhamentos no encontro, 15.657 mil assinaturas do abaixo-assinado coletado pelos três sindicais que o Fórum representa.

“Dialogamos muito na base, nos grandes centros e com a população em geral dizendo que a luta só está começando e nossa avaliação é de que não podemos nos enganar com as mudanças no relatório da PEC porque serão os mais pobres que terão uma aposentadoria miserável e se conseguirem se aposentar, né?”, disse Gilberto Terra, um dos representantes do Fórum.

Trabalho dos sindicalistas em Brasília

Também na reunião da CUT e demais centrais desta sexta, os sindicalistas avaliaram positivamente os resultados do importante trabalho feito com os parlamentares dos partidos da minoria e partidos do centro na Câmara dos Deputados, para debater o conteúdo da reforma da Previdência e o processo legislativo de votação, durante os últimos dias.

Em nota, as centrais afirmaram que neste processo de trabalho em Brasília, as entidades deixaram claro aos parlamentares o posicionamento contrário e crítico ao relatório substitutivo do deputado Samuel Moreira.

No documento, as centrais alertam que os trabalhadores e as trabalhadoras devem se manter permanentemente vigilantes e destacam a importância de se reforçar a atuação junto ao Congresso Nacional, visando tratar das questões e do conteúdo dessa nefasta reforma.

“As Centrais Sindicais conclamam os trabalhadores e as trabalhadoras para o máximo esforço na atuação junto às bases dos deputados e senadores”, diz trecho da nota.

Solidariedade

A CUT e demais centrais sindicais ouviram representantes do Sindicato dos Metroviários de São Paulo sobre demissões na categoria que aconteceram depois da greve geral, no último dia 14. Em conjunto, as centrais decidiram que irão pedir uma audiência com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), para um diálogo no sentido de garantir o direito de organização e manifestação.

“Os sindicalistas também manifestaram repúdio pelas práticas antissindicais observadas em outras unidades do país e em outros locais do estado”, diz outro trecho da nota, se referindo a outras práticas antissindicais que ocorreram pelo país afora.

[Via CUT]

Publicado em Trabalho

Reunidos pela primeira vez depois do 1º de maio histórico, que aprovou a greve geral para o dia 14 de junho, sindicalistas da CUT e demais centrais - Força, UGT, CTB, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central, CSB –  decidiram, nesta segunda-feira (6), se somar à greve geral da Educação no dia 15 de maio.

É um grande esquenta em todo o país para a greve geral de toda a classe trabalhadora contra o fim da aposentadoria e para dar um basta ao desemprego, explica o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

 “Fizemos um gol na conjuntura com a união das centrais sindicais no Dia Internacional do Trabalhador e recuperamos o sentido da data, que é rememorar as lutas já feitas e organizar as próximas batalhas da classe trabalhadora”.

“E é com esta energia”, prossegue Sérgio Nobre, “que participaremos da mobilização dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação no dia 15 para construirmos uma greve geral maior do que a de 28 de abril de 2017”.

Dia Nacional de Luta

No dia 15 de maio acontecerão assembleias, atos, mobilizações, panfletagens nas praças, nos locais de trabalho, nas ruas da cidade, com objetivo de explicar o que a reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) impactará na vida da classe trabalhadora e dialogar com a população sobre o dia 14 de junho. A orientação é de nos Estados que tiverem atos e mobilizações das trabalhadoras ou dos trabalhadores em educação o movimento das centrais e das frentes se juntem à eles.

“É importante também que todos os sindicatos e centrais levem o abaixo-assinado para coletar assinaturas da população contra a reforma da Previdência de Bolsonaro para mostrarmos ao Congresso Nacional que ninguém quer ficar sem aposentadoria”, alertou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

Para fortalecer a luta contra a reforma da Previdência de Bolsonaro, as centrais sindicais definiram se reunir com os as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e com os principais sindicatos e partidos políticos. Além, claro, de pressionar os parlamentares nas suas bases eleitorais e por meio do “Na Pressão”, ferramenta que a CUT criou para facilitar o contato dos trabalhadores e trabalhadoras com os deputados.

Saiba Mais

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019, acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e institui a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, além de aumentar o tempo de contribuição mínimo de 15 par5a 20 anos e alterar as regras especiais de trabalhadores e trabalhadoras rurais e professores. Se a PEC for aprovada, milhões de trabalhadores não conseguirão mais se aposentar.

Balanço do 1º de maio

Além de definir os próximos passos da luta, a reunião das centrais também tinha como objetivo fazer um balanço sobre o Dia Internacional do Trabalhador.

A unidade histórica da CUT e demais centrais sindicais foi citada por todos como uma grande vitória deste 1º de maio.

“O clima era de fraternidade entre a direção das centrais, mas também por toda militância presente no 1º de maio deste ano e conseguimos colocar nossa agenda de luta na imprensa como um todo”, disse Sergio Nobre.

Segundo a secretária de Comunicação da CUT São Paulo, Adriana Magalhães (Adrianinha), só a transmissão ao vivo do ato pelo Youtube da TVT foi compartilhada 24 mil vezes, isso significa, segundo ela, que alcançou mais de um milhão de pessoas.

“Mais de 90% da mídia comercial noticiou a unidade das centrais e a luta contra reforma da Previdência, fora os veículos progressistas e do movimento sindical, só os ligados à CUT somam quase cinco mil sindicatos”, contou Adrianinha.

Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz

Durante a reunião, os sindicalistas citaram a nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CNJP), que foi divulgada nesta segunda afirmando  que a reforma da Previdência é contra os interesses dos segurados e benéfica para empresas e para o sistema financeiro.

A nota também desmente a mídia comercial que defende a reforma e diz que é uma falsidade para conseguir o apoio da população.

“Esta reforma da Previdência tem que ser firmemente denunciada, pois é a mais injusta e a mais cruel tentativa de demolição dos direitos dos trabalhadores e segurados, garantidos na Constituição Federal”, diz trecho da nota da CNJP.

“Se ela vier a ser aprovada, aqueles que hoje dependem do INSS e os que dele vierem a precisar amanhã, estarão sujeitos a se transformarem em indigentes, como já acontece em todos os países em que esta falsa reforma foi feita, como é o caso do Chile”, conclui a nota.

[Via CUT]

Publicado em Trabalho

Três meses após Jair Bolsonaro assumir o governo, o desânimo e a insatisfação tomaram conta dos brasileiros. De acordo com a pesquisa Vox populi, encomendada pela CUT, o percentual de brasileiros insatisfeitos com relação ao Brasil subiu de 46% para 70%, entre setembro do ano passado, antes da eleição,  e abril deste ano, após cem dias de mandato de Bolsonaro. 

Do total, 53% declararam estar insatisfeitos e 17% muito insatisfeitos. Outros 26% disseram que estão satisfeitos, somente 2% muito satisfeitos e 2% não souberam ou não quiseram responder.

A pesquisa utilizou uma amostra nacional com 1.985 entrevistas, aplicadas em 120 municípios do país.

Entre os entrevistados que se consideram anti-Bolsonaro, o percentual de insatisfação é maior do que a média geral: 55% estão insatisfeitos e 26% muito insatisfeitos, totalizando 81% de insatisfação com o Brasil.

A insatisfação com o Brasil é grande até entre os que se declararam apoiadores de Bolsonaro: 44% estão insatisfeitos e 10% muito insatisfeitos – 54% no total.

As piores medidas

Entre as propostas do governo mais reprovadas pela população estão a diminuição dos direitos trabalhistas, com 73% de reprovação; o fim do aumento real do salário mínimo, reprovado por 68% dos brasileiros; e a reforma da Previdência (65% são contra).

O acúmulo de notícias ruins na área econômica aumentou o medo de perder o emprego e também o de não conseguir se aposentar e, consequentemente, cresce a cada dia a insatisfação com o Brasil e com os rumos que o país está tomando, na avaliação do presidente da CUT, Vagner Freitas.

Ele se refere a notícias recentes como a sexta redução da estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – que caiu de 1,98% para 1,97% este ano; a queda no Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que recuou 1,8 ponto de fevereiro para março - indicador caiu para 97,2 pontos, em uma escala de zero a 200, o menor nível desde dezembro passado; e os recordes de desemprego – em fevereiro país tinha 13,1 milhões de trabalhadores.

“É impossível estar satisfeito com essa conjuntura, com a paralisia da economia. Alie a isso as propostas do governo Bolsonaro - todas tiram direitos sociais e trabalhistas da classe trabalhadora e beneficiam os empresários - e está criado o quadro de insatisfação".

“As pessoas estão perdendo as esperanças de uma recolocação, de um emprego decente, de uma vida melhor. Isso é o resultado dos cem dias de desgoverno Bolsonaro”, diz Vagner.

As chances da vida melhorar

Logo após as eleições, em outubro de 2018, 56% dos brasileiros acreditavam que suas vidas e a de suas famílias iriam melhorar. Após três meses de governo Bolsonaro, esse número despencou para 22%, revela a última rodada da pesquisa CUT/Vox Populi.

Os percentuais dos que tinham esperança de uma vida melhor despencaram também entre os pró-Bolsonaro após cem dias de governo. Apenas 44% ainda têm expectativas positivas – em outubro o índice era de 85%. Outros 7% acham que a vida vai piorar e 49% que vai ficar tudo como está.

Os anti-Bolsonaro estão ainda mais pessimistas. A vida piorou para 52% dos entrevistados; melhorou para 7% e ficou igual para 40%.

Apesar da piora na expectativa após três meses de gestão, os brasileiros ainda acham que tudo pode mudar até o fim do ano. Segundo a CUT-Vox, 55% acham que até o fim de 2019 as suas vidas e as de suas famílias vão melhorar; 18% aposta na piora; e 27% que vai ficar tudo igual.

Entre os anti-Bolsonaro, os percentuais são: 27% acreditam em melhora, 40% em piora e 33% acham que vai ficar tudo igual.

Entre os pró-Bolsonaro, as expectativas aumentam ainda mais: 82% acreditam que até o fim do ano a vida vai melhorar; 16% que vai ficar igual e apenas 3% que vai piorar.

Governo irrelevante

Um dado da pesquisa chamou a atenção do diretor-presidente da Vox Populi, Marcos Coimbra: cerca de 60% dos entrevistados não lembram nada do que Bolsonaro fez desde que assumiu o governo no dia 1º de janeiro, nem uma notícia.

E dos 40% que citaram algo, a maioria falou sobre a reforma da Previdência, que dificulta a concessão da aposentadoria e reduz o valor dos benefícios, e a liberação de armas.

Para Coimbra, as pessoas não estão se informando sobre como as medidas do governo, a falta de articulação política e as indefinições e brigas internas em áreas importantes como a Educação, afetam suas vidas. Estão bem longe do debate em redes sociais como o Twitter, avalia.

 

Acesse aqui a íntegra da pesquisa

[Com informações da CUT]

Publicado em Política

Em 05 de julho de 1983, os petroleiros da Replan (SP) iniciaram uma das mais importantes greves da categoria, que logo em seguida teve a adesão dos trabalhadores da Rlam (BA). Foram sete dias de enfretamento, em um movimento essencialmente político contra a ditadura, cujo estopim foi um decreto do general João Batista Figueiredo, para cortar direitos dos trabalhadores de estatais e reduzir efetivos.

Os militares ocuparam as refinarias, intervieram nos sindicatos, cassaram as direções sindicais e demitiram 358 petroleiros. Dez dias depois, em 21 de julho de 1983, cerca de três milhões de trabalhadores das mais diversas categorias cruzaram os braços na primeira greve geral da ditadura militar. Em agosto do mesmo ano, a CUT foi fundada, tendo como principais eixos de luta o fim da ditadura, a revogação da Lei de Segurança Nacional e a garantia de liberdade e autonomia sindical. 

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 22 de março, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, os trabalhadores e trabalhadoras ocuparam as ruas do país contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que restringe o acesso à aposentadoria e reduz o valor do benefício, prejudicando milhões de pessoas, especialmente os que começam a trabalhar mais cedo, e os idosos que vivem em situação de miserabilidade.

É o esquenta para a greve geral que a CUT e demais centrais vão organizar se o governo insistir em manter a tramitação da proposta que acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, impõe a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres terem direito ao benefício.

A FUP e seu sindicatos estarão inseridos nas mobilizações e pela manhã realizaram atos e assembleias nas unidades do Sistema Petrobrás, alertando os trabalhadores para as perdas de direitos, privatizações e ataques do governo Bolsonaro às organizações sindicais.

Os metalúrgicos e metalúrgicas da Ford e da Mercedes-Benz realizaram assembleias, às 6h30, e aprovaram a participação na greve geral, que pode ser convocada pela CUT e demais centrais sindicais a qualquer momento para barrar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019) da reforma da Previdência do governo. Em seguida, seguiram em passeata pelas ruas de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Panfletagens, assembleias no local de trabalho, diálogo com a população e atos ocorreram em diversas cidades do país, como em Fortaleza, onde se reuniram mais de 30 mil pessoas, e em Campo Grande, onde 10 mil pessoas protestaram contra a reforma e em defesa do direito à aposentadoria do povo trabalhador.

Os ônibus da capital paulista, de Salvador, de Natal e de Guarulhos não circularam por algumas horas na manhã desta sexta (22) porque os motoristas e cobradores decidiram mostrar que são contra a reforma da Previdência de Bolsonaro.

Já os trabalhadores e trabalhadoras dos ônibus que circulam na Região Metropolitana de Recife vão parar as atividades às 15h para se unir as demais categorias profissionais – metalúrgicos, bancários, professores, metroviários, servidores públicos federais, municipais e estaduais, entre outras – no ato em defesa da aposentadoria, na Praça do Derby, no centro da capital pernambucana.

A mobilização também ocorreu nas redes sociais, o que ajudou a fortalecer ainda mais a luta dos trabalhadores e trabalhadoras nas ruas. Minutos após ser postada, a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria, criada pelos organizadores do Dia Nacional em Defesa da Previdência, já estava em primeiro lugar no trending topics do Twitter no Brasil, onde permanece há mais de duas horas.

E as mobilizações não acabaram. Ao longo de todo o dia ocorrerão atos em diversos locais. Mais de 126 cidades confirmaram ações neste dia 22 de março.

Acompanhe aqui a cobertura da CUT, minuto a minuto, e participe!

[Via CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

Para barrar a reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e garantir o direito à aposentadoria da classe trabalhadora brasileira, a CUT lança, nesta sexta-feira (15), mais uma ferramenta de luta e mobilização contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 006/2019) que praticamente acaba com a aposentadoria de milhões de brasileiros.

O site ‘Reaja Agora’ permite aos trabalhadores e trabalhadoras se informarem sobre as principais alterações que o governo quer fazer nas regras da aposentadoria e como elas afetarão a vida de cada um. O site também dá acesso a uma calculadora, o chamado ‘Aposentômetro’, para que todos possam calcular e comparar quanto tempo falta para se aposentarem com as atuais regras e com as regras propostas por Bolsonaro, caso o Congresso Nacional aprove a PEC.

Todos e todas também poderão baixar diversos materiais, como panfletos, cards, vídeos e áudios, que podem ser usados para explicar as maldades da reforma em casa, no local de trabalho, nas ruas, nas redes e durante as mobilizações.

O secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, explica que o Reaja Agora’ tem o objetivo de fornecer informações para que os trabalhadores e trabalhadoras compreendam as consequências de não lutar para barrar essa nefasta reforma de Bolsonaro.

“A sociedade brasileira precisa ter a consciência de que, se essa reforma for aprovada pelo Congresso Nacional, é definitivamente o fim do direito à aposentadoria, é a condenação dessa e de futuras gerações à miséria”, alerta.

“E o site que a CUT acaba de lançar é mais uma ferramenta para informar e esclarecer a população sobre o que está em jogo. É uma forma de sensibilizar os trabalhadores a lutarem pelos seus direitos”.

Para Roni, a reforma de Bolsonaro vai exigir um tempo mínimo de contribuição que será impossível o trabalhador e a trabalhadora atingir. O dirigente se refere à obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres e o aumento do tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 20 anos para receber apenas 60% do valor do benefício - para ter acesso ao benefício integral, o trabalhador ou a trabalhadora terá de contribuir por pelo menos 40 anos.

“O governo não dá condições de emprego e ainda altera a legislação para criar trabalhos precários, sem qualquer estabilidade para o trabalhador, como ele vai conseguir atingir essas exigências?”, questiona Roni.

O site

Ao acessar o site ‘Reaja Agora, os trabalhadores e trabalhadoras terão acesso ao ‘Aposentômetro’ e ao texto de abertura que resume os principais impactos causados pela reforma de Bolsonaro. Há também os textos específicos, com explicações mais detalhadas sobre cada ponto do projeto.

Tem informações para todos os assuntos, que estão divididos nos seguintes temas: Regime Geral – setor privado; servidores públicos; capitalização da previdência; regras de transição; mulheres; professores; trabalhadores rurais; aposentados e pensão por morte; Benefício de Prestação Continuada (BPC); aposentadoria por invalidez; pessoa com deficiência; FGTS; e Abono Salarial – PIS/PASEP.

Há também a possibilidade de o trabalhador aprofundar seus conhecimentos sobre cada assunto acessando as matérias relacionadas, com análises políticas e econômicas de especialistas.

Além disso, é possível acessar e baixar os materiais de análise do Dieese que subsidiaram todo o conteúdo explicativo do site. Há duas versões logo abaixo de cada explicação: uma mais resumida e outra completa e detalhada.

 Na Pressão

O secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, explica que outra ferramenta que estará disponível no site é a plataforma ‘Na Pressão’, lançada pela CUT no ano passado e que permite contatar os parlamentares por e-mail, mensagens, telefone ou redes sociais.

Segundo Roni, a plataforma foi atualizada com as informações dos deputados e senadores eleitos em 2018 e será utilizada com mais intensidade se os parlamentares ameaçarem a avançar com a PEC da reforma no Congresso Nacional.

“Os trabalhadores e trabalhadoras podem começar a pressionar desde já. Intensificaremos essa pressão se os deputados e senadores sinalizarem que vão votar a reforma”, explica.

Para o secretário de Comunicação da CUT, a pressão nas redes é tão importante quanto a ação nas ruas, nos aeroportos e nas bases eleitorais dos deputados e senadores.

“Eles [parlamentares] sabem dos impactos eleitorais ao acabar com a aposentadoria de milhões de trabalhadores. Por isso, o site ‘Na Pressão’ também é uma importante ferramenta de luta, assim como as ações de rua".

O site Na Pressão possibilita enviar, de uma só vez, e-mail para todos os parlamentares indecisos ou a favor da reforma da Previdência de Bolsonaro pelo link "Ativar Ultra Pressão".

Ao clicar na foto individual do parlamentar, é possível acessar informações completas, como partido, estado e até mesmo contato para envio de mensagens por meio do WhatsApp.

[Via CUT]

Publicado em Trabalho

Em assembleia realizada nesta terça-feira (12), no pátio da Ford, em São Bernardo do Campo, os metalúrgicos e metalúrgicas receberam a notícia de que a multinacional não ficará mesmo na cidade. A reação foi imediata. A categoria aprovou, por unanimidade, a resistência por seus empregos e direitos.

Um dia após a grande tragédia provocada pela enchente em São Bernardo do Campo, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), Wagner Santana, o Wagnão, que se reuniu no último dia 7 com a direção da Ford mundial nos Estados Unidos, informou que a multinacional deixou bem claro que não vai investir mais na planta em São Bernardo e avisou que já tem três compradores para a empresa.

“Diferentemente da Ford no Brasil, nós não vamos desistir de cada pai e mãe de família que se dedicou a essa empresa e ajudou a empresa a construir tudo aquilo que ela tem Brasil a fora”, afirmou Wagnão.

Os representantes do sindicato exigiram participar das negociações para preservar os empregos de milhares de trabalhadores. Na Ford são quase 3 mil trabalhadores, mas a decisão impactará toda cadeira produtiva, que pode chegar a 30 mil trabalhadores e trabalhadoras na região.

“Não podemos aceitar passivamente o resultado da reunião. Já dizíamos que essa luta é longa e tem que ser feita porque a Ford não quer mais ser patrão de vocês e abriu a possibilidade de permanência do emprego, mesmo com outro dono, então iremos continuar na luta, todos os dias, até a vitória”, reafirmou Wagnão.

Segundo coordenador do Comitê Sindical de Empresa (CSE), José Quixabeira de Anchieta, conhecido como Paraíba, que também participou da reunião nos EUA, junto com Wagnão e o presidente do Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento (TID), Rafael Marques, o sindicato fez de tudo para manter a empresa em São Bernardo do Campo e a direção da montadora foi enfática na decisão de fechar.

“Fizemos de tudo para conseguir reverter essa decisão de fechar a planta em São Bernardo. Falamos da mão de obra qualificada e dissemos que os trabalhadores e as trabalhadoras da Ford sabem dos esforços que fizemos para não chegar nesta situação, mas não teve jeito”, contou.

Depois da assembleia os trabalhadores foram dispensados porque a Ford foi uma das empresas prejudicadas pelas fortes chuvas na região e amanheceu alagada, sem chances de produção nenhuma. Nesta quarta-feira (13) os trabalhadores e as trabalhadoras da Ford voltarão à fábrica para receber orientação dos próximos passos da luta.

“Um dia vai entrar para trabalhar, outro dia a gente vai para manifestação na rua, no ministério da Fazenda, no BNDES e até em outros estados. Cada dia será uma história de luta e resistência”, disse João Cayres, Secretário-Geral da CUT São Paulo e também trabalhador da Ford.

Sobre a luta

Segundo João, enquanto os trabalhadores e as trabalhadoras fazem seus papeis em São Bernardo na luta por empregos, a CUT tem o papel de articular, falar com o governo, inclusive o federal, que não se pronunciou até agora, para que façam algo para resolver este problema.

“O presidente Jair Bolsonaro irá se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, próximo dia 19, e seria um bom momento para exigir que Trump resolva este problemão, que atingirá milhares de trabalhadores, direta e indiretamente. Já que a Ford é americana é preciso questionar como é que a gente resolve isso?”, disse o secretário-geral da CUT São Paulo.

“Ir para os Estados Unidos dar palpite sobre a Venezuela e não falar nada do que está acontecendo com a Ford no Brasil será um absurdo e um ato de irresponsabilidade com os brasileiros e brasileiras, já que a decisão não impactará só os trabalhadores e as trabalhadoras, mas toda a economia da região, do Estado e até do Brasil”, complementou João.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), Paulo Cayres, o Paulão, a luta precisa ser nacionalizada para ficar mais forte, envolvendo toda a cadeira produtiva da Ford.

“Hoje é com a planta em São Bernardo, mas se não reagirmos a esta decisão eles podem fechar a Ford no Brasil e dar um pé na bunda dos trabalhadores sem direitos e não vamos permitir. Temos que unir forças de todo o país para lutar pelos empregos e acompanhar de perto cada passo desta luta”.

Os trabalhadores e as trabalhadoras metalúrgicas de Minas Gerais estiveram presentes na assembleia em solidariedade a luta na Ford de São Bernardo do Campo.

Paulão disse que a montadora ficará só na Bahia, em Camaçari, devido aos incentivos fiscais oferecidos pelo governo, mas nem lá estão respeitando direitos e continuam explorar a mão de obra dos trabalhadores e das trabalhadoras.

“A Ford em Camaçari está fazendo uma desgraça na vida dos trabalhadores na Bahia. Ou seja, a empresa apresentou uma pauta estilo GM de redução de direito e do piso e até retiraram adicional noturno e lanches de forma mesquinha tiraram. Além disso, demitiram 700 pessoas”, explicou o presidente da CNM.

O coordenador do Comitê Sindical de Empresa (CSE), José Quixabeira de Anchieta, conhecido como Paraíba, disse que não tem lógica esta decisão de ficar só em Camaçari alegando que só lá a empresa tem como sobreviver com os incentivos do governo.

Incentivos fiscais

Rafael Marques disse que, em reunião, a Ford mundial assumiu que a empresa errou com as estratégicas no Brasil e que agora não vai investir mais na planta porque a multinacional passa por uma reestruturação mundial para se adaptar as novas tecnologias e as transformações da indústria.

O presidente da TID Brasil também disse que é preciso e urgente fazer o debate sobre os incentivos absurdos que a Ford teve no Brasil. Segundo Rafael, em 5 anos a Ford recebeu do governo R$ 7,5 bilhões e mais R$ 5 bilhões do BNDES, fora outras políticas do governo, como Inovar-Auto e o rota 2030.

A Deputada Federal, Gleisi Hoffman, esteve presente no ato em solidariedade aos trabalhadores e reforçou a discussão sobre a responsabilidade do governo na negociação.

“Nenhuma empresa como a Ford se estabelece em qualquer lugar do mundo sem o Estado. Com estes milhões de incentivos, o Brasil é acionista e tem o direito de reivindicar a permanência da empresa no Brasil. Se a Ford quer mudar sua forma de industrialização tem que falar com seus acionistas, inclusive com o Estado”, afirmou Gleisi, indignada com o silêncio do presidente Bolsonaro sobre a saída da Ford em São Bernardo.

A deputada também disse que irá atuar fortemente no Congresso, abrindo uma audiência especial sobre o tema e mobilizar toda a bancada de esquerda para se juntar à luta a favor da classe trabalhadora. Segundo ela, o presidente Lula mandou toda solidariedade à luta dos metalúrgicos e metalúrgicas do ABC. 

“Quero trazer a solidariedade daquele que foi injustiçado e preso. Se Lula fosse presidente hoje ele estaria aqui e com certeza estaria na jugular do Trump, porque ele sabe da importância dos empregos e da permanência da Ford para o desenvolvimento do país”, finalizou.

[Via CUT]

 

Publicado em Trabalho
Página 4 de 8

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram