Norian Segatto, jornalista do Sindipetro Unificado-SP, acaba de lançar seu segundo romance, A estrela do abismo. A atividade de escritor, incursionando pela ficção, sempre andou paralela à do jornalismo. “Meu primeiro livro foi publicado em 1996, era uma grande reportagem sobre a administração de Paulo Maluf em São Paulo, a partir do início dos anos 2000 comecei a enveredar pela ficção, publicando contos e em 2011 publiquei meu primeiro romance”, conta.

A estrela do abismo faz um perturbador mergulho na alma humana, abordando um tema ao mesmo tempo atual e permanente, o suicídio. O escritor francês Albert Camus disse que o único problema insolúvel na filosofia é o suicídio. O tema não é novo na literatura, mas um terreno sempre árido por tratar do limite da existência. Escritores e escritoras de origens diversas vivenciaram, ficcionalmente ou não, a experiência da morte voluntária. A poeta estadunidense, Sylvia Plath, e a escritora britânica Virginia Woolf, são dois casos em que a depressão venceu a vida. O ritual do escritor japonês Yukio Mishima, cometendo haraquiri, é outra faceta deste fenômeno que acompanha a humanidade e que Carlos Drummond de Andrade chamou de “dis-solução”.

No romance de Norian Segatto, o suicídio é, ao mesmo tempo, o limite do precipício pessoal de Eva e a ponte pela qual a filha, Clara, tem de atravessar em busca de respostas a perguntas nunca formuladas para, a partir de fragmentos de vida, mergulhar em uma catártica simbiose e tentar reconstituir o “quebra cabeça” que levou a mãe a várias internações, tentativas de automutilação e a um feroz embate com Deus.

A jornada de Clara se mescla com uma trama política nacional, projetando os abismos existentes na dimensão individual e da sociedade. “Não à toa, o grupo responsável por atentados se autodenomina CoRpo, palavra que remete à original experiência humana”, explica o autor. Em A estrela do abismo, o corpo individual e o coletivo são extremos que clamam soluções radicais.

O livro foi lançado em São Paulo no dia 3 de setembro e encontra-se disponível no site da editora (www.editoralimiar.com.br). A obra foi contemplada no 2º Edital de Publicação de Livros, da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo.

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O Instituto Brasileiro de Museus (Ibran) divulgou em 2012 o resultado de estudo sobre os investimentos realizados no campo museal entre os anos de 2001 e 2011. O levantamento revela que, no período pesquisado, os recursos destinados anualmente ao setor passaram de R$ 20 milhões para R$ 216 milhões, o que representa um aumento de 980%.

Segundo o Ibram, a valorização dos museus e o crescimento dos investimentos na área tiveram, em sua trajetória, alguns fatos marcantes que delinearam a formação do campo museal brasileiro. Em maio de 2003, início do primeiro mandato do governo Lula, foi lançada a Política Nacional de Museus, documento que serviu de base para definir os rumos da preservação e do desenvolvimento do patrimônio museológico brasileiro. Já naquele ano, os investimentos subiram de R$ 24 para R$ 44 milhões.

Gráfico

Porém, nos dois últimos anos, a queda nos investimentos foi de 45% do valor real do orçamento discrissionário – que não inclui despesas com pessoal e financeiro.

“O Orçamento do Ministério da Cultura (Minc) voltado para Museu, patrimônio, pontos de cultura, Biblioteca Nacional caiu quase pela metade em três anos. O investimento para este ano, fora gastos de manutenção, é de R$ 150 milhões, muito baixo para a importância do Ministério“, diz João Brandt, ex-secretário executivo do Minc, no governo Dilma Rousseff.

[Via CUT |Foto Antônio Lacerda/Agência EFE]

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