O Sindipetro-NF teve acesso a documento utilizado pela Petrobrás para fazer check list nos hotéis conveniados à empresa para abrigar petroleiros e petroleiras que aguardam embarque, em confinamento de dois dias. A própria companhia considera os hotéis locais de alto risco para contaminação pelo novo coronavírus.

Essa constatação confirma a pertinência dos procedimentos defendidos pelo sindicato, que não prevêem confinamento prévio em hotel, e sim o aumento no número de aplicações de testes nos trabalhadores, inclusive no desembarque.

“Está demonstrada a farsa dos hotéis. No nosso procedimento não precisa do hotel, ele troca o hotel pela testagem, como está também na recomendação do Ministério Público do Trabalho. A própria empresa reconhece o alto risco dos hotéis”, afirma o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira.

Na “Lista de verificação sanitária para os hotéis”, com previsão de aplicação semanal, a Petrobrás enumera 44 itens que precisam ser checados nos estabelecimentos. Destes, 24 são considerados de alto risco, 13 de médio risco e 7 de baixo risco de contaminação.

Entre os itens de alto risco estão aqueles que se relacionam a condições de higiene de ambientes, equipamentos e roupas, compromisso com procedimentos de prevenção à covid-19, uso de EPIs e fornecimento de alimentação. A entidade tem recebido da categoria e denunciado aos órgãos competentes diversos relatos de condições inadequadas justamente em itens como estes.

O Sindipetro-NF publicou recentemente relatos de que há problemas na limpeza de hotéis da região e aglomeração no check in. Novas informações sobre as condições de prevenção à covid-19 nos hotéis e nos locais de trabalho podem ser enviadas para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O sindicato mantém a sua cobrança para que a Petrobrás siga os procedimentos de prevenção defendidos pelas entidades sindicais e aprovados pela Fiocruz, assim como as recomendações do Ministério Público do Trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Movimento começa na próxima segunda-feira (12) e reivindica a suspensão da parada de manutenção da refinaria por prazo indeterminado.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC] 

A última das quatro sessões de assembleia para debater e deliberar sobre greve na Repar terminou em horário avançado da noite desta quinta-feira (08). 

Com 56% de votos a favor, 34% contrários e 10% de abstenções, os petroleiros da refinaria do Paraná aprovaram a deflagração do movimento paredista a partir da próxima segunda-feira (12). 

A luta é pela suspensão por tempo indeterminado da parada de manutenção da unidade mediante o cenário de grave crise sanitária gerado pela pandemia do coronavírus. 

Os gestores da empresa, em desprezo à vida dos trabalhadores, insistem em realizar a parada. O procedimento industrial, previsto para começar também no dia 12, adicionaria mais dois mil empregados na rotina da Repar e causaria aglomerações por todos os cantos do parque industrial, situação propícia para o surgimento de um foco de contaminação em massa. 

Já foram registradas três mortes de trabalhadores terceirizados na refinaria por Covid-19 e a gestão sequer comunicou os demais empregados. 

Diante de tamanha negligência com a segurança e de tantas tentativas por parte do Sindicato de negociar uma solução, não resta outro caminho a não ser a paralisação total das atividades. 

Em defesa da vida, agora é greve!

 

Nesta quarta e quinta, os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas irão decidir sobre início do movimento paredista por tempo indeterminado com data de início para dia 12 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

No momento em que o Brasil passa dos 4 mil óbitos por dia em consequência da Covid-19, a postura da gestão da empresa se mantém mórbida e despreocupada com a saúde dos trabalhadores. 

Esse descaso em relação à segurança dos trabalhadores da Repar motiva o Sindicato a convocar a categoria para deliberar por uma greve sanitária. 

Caso indicativo para o movimento paredista seja aprovado, a data de início está marcada para 12 de abril pelo não atendimento da pauta apresentada à empresa através do Comunicado Sindical (CS 025/2021) de 27 de fevereiro de 2021 e seus agravantes (em anexo). 

Nos últimos dias o Sindicato fez reuniões setorizadas para tratar da questão da pandemia e da intransigência da gestão em manter os trabalhos da parada de manutenção mesmo diante do pior cenário da crise sanitária. 

Agora toda categoria está convocada para Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em sessões virtuais nos dias 07 e 08 de abril nos horários abaixo. 

 As reuniões serão via plataforma Zoom para respeitar os protocolos de segurança dos decretos do estado do Paraná e seguir orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Desde o início da crise sanitária, março do ano passado, o Sindipetro PR e SC busca dialogar com a gestão da Repar por melhorias em relação aos ambientes de trabalho e respeito aos protocolos de proteção dos trabalhadores. 

Mas diante de tamanha intransigência, ausência de diálogo, autoritarismo, descaso e não atendimento da pauta apresentada na CS 025/2021, torna-se primordial a instauração de uma greve sanitária em defesa da vida dos trabalhadores.   

Para participar das sessões virtuais será necessário cadastro prévio que deve ser feito através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone/whats (41) 98805-2367. Para validar a inscrição é necessário informar o nome completo, número de matrícula, unidade, setor, se está no regime administrativo ou de turno e qual o grupo. 

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Saúde, a diretoria do Sindipetro-NF alerta para a falta de cuidado das empresas com a saúde de seus trabalhadores e trabalhadoras, principalmente durante a pandemia, apesar das diversas tentativas do sindicato.

Esse mês completa um ano que, o Sindipetro-NF encaminhou para a Petrobrás e para as empresas do setor privado um ofício, sugerindo ações a serem tomadas durante o tempo de pandemia do COVID-19. No documento o sindicato alertava também sobre a necessidade de registrar através das CATs os casos existentes de COVID-19, encaminhando uma cópia ao sindicato, e pelas Fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN do Sistema Único de Saúde-SUS, que servem para a notificação obrigatória dos casos suspeitos e/ou confirmados de Covid-19, assim como para as questões decorrentes do trabalho.

Segundo levantamento do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, nenhuma empresa encaminhou CATs, dos casos de COVID-19, apesar da determinação do STF, desde que se consiga estabelecer o nexo causal ou seja,  na hipótese em que a doença seja proveniente de contaminação do empregado pelo vírus SARS-CoV-2 no exercício de sua atividade. Apesar de estarmos acompanhando diversos surtos nas plataformas, a última em P-54, e trabalhadores morrendo vítimas da doença, as empresas continuam não emitindo as CATs.

O que temos visto é uma recusa à divulgação de informações sobre a distribuição dos casos de COVID-19 entre trabalhadores próprios e terceirizados, por unidades operacionais e administrativas, regimes de trabalho e regiões. Deixando a categoria totalmente sem acesso a esses dados.

Testagem geral

Outra sugestão do Sindipetro-NF no documento foi da aplicação de testes diagnósticos (RT- PCR) em massa e com frequente e testagem para todos os trabalhadores, antes, durante e depois do embarque.  Com a finalidade de rastreamento dos portadores do COVID-19 (inclusive os assintomáticos).

Além disso, protocolos de testagem e sanitários sugeridos pelas entidades e referendados pelo Ministério Público do Trabalho e pela Fundação Osvaldo Cruz, entidade de referência no combate ao coronavírus, tem sido ignorados parcial ou integralmente pelas empresas.

Petrobrás. Tetra, Champion Technologies, Cetco, Falcão Bauer, Franks, Baker GE, Halliburton, Schlumberger, Superior, Expro e Oiltanking  foram as empresas que receberam ofício do sindicato.

“Para comprovar o descaso com a vida e agravar ainda mais o nível de cansaço e estresse entre os trabalhadores, a Petrobrás tenta implementar de forma unilateral uma escala de trabalho, extremamente danosa aos trabalhadores, ignorando proposta apresentada pelos pelos trabalhadores e atropelando o processo de negociação, em busca da manutenção da produção e do lucro, sem qualquer preocupação com a saúde e segurança dos trabalhadores próprios ou terceirizados” – alerta o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Diante da postura intransigente da Petrobrás em querer implantar de forma unilateral uma escala prejudicial à saúde dos petroleiros próprios e terceirizados, a diretoria do Sindipetro realiza hoje, às 19h30, um programa NF ao vivo Especial para debater com a categoria a escala de 14 x 28 e a construção da Greve pela Vida.

No final da tarde de ontem a empresa enviou para seus trabalhadores e trabalhadoras um comunicado informando a mudança de escala para a absurda de 21 x 28 x 21 x 35.  A alteração vinha sendo negociada em mesa, sem ainda ter chegado a uma conclusão.

Na última reunião o NF e os Sindipetros ES e AM, apresentaram uma proposta dos sindicatos (detalhada em is.gd/proposta14x28) que aumenta o ciclo de embarque de 35 para 42 dias, o que diminui a quantidade de embarques ao longo do tempo e reduz  a média anual de exposição dos trabalhadores ao Covid-19 em 24 dias, o que representa 16% a menos de dias de contato com o vírus.

A escala proposta apresentada pelos sindicatos pode ser viabilizada com a adoção de mais um grupo, com a utilização de mão de obra das plataformas hibernadas, vendidas e paralisadas e convocação de trabalhadores que foram transferidos ou desimplantados.

Participe do NF ao vivo e venha ajudar a construir o movimento da categoria. Assista pelos canais do NF no Facebook e Youtube.

Trabalhadores denunciam prática informal da escala 21×21 

Enquanto formalmente a Petrobrás propõe uma escala absurda de 21x28x21x35, informalmente várias gerências coagem os petroleiros e petroleiras a praticarem um 21×21. O Sindipetro-NF tem recebido denúncias de que tem sido recorrente a prorrogação do embarque, que deveria ser de 14 dias, por mais uma semana.

As prorrogações são “pedidas” pelas gerências em razão da desorganização da empresa e da falta de pessoal a bordo das plataformas. A proposta do sindicato é a de organização de todos os petroleiras dos trabalhos ininterruptos em escalas de 14×28 enquanto perdurar a pandemia da covid-19, tanto para empregados próprios quanto para terceirizados.

A permanência a bordo por mais de 14 dias contraria a legislação e decisões judiciais obtidas pela categoria. A partir deste tempo a bordo, as condições físicas e psíquicas são extremamente deterioradas, aumentando os riscos de acidentes.

Escala na pandemia

A proposta do NF, junto aos Sindipetros ES e AM, tem como foco a manutenção de um menor tempo de embarque, com menor exposição à contaminação em local de trabalho. A escala seria viabilizada com a adoção de mais um grupo, com a utilização de mão de obra das plataformas hibernadas, vendidas e paralisadas e convocação de trabalhadores que foram transferidos ou desimplantados.

Como informou o boletim Nascente, a escala proposta pelos sindicatos (detalhada em is.gd/proposta14x28) “aumenta o ciclo de embarque de 35 para 42 dias, o que diminui a quantidade de embarques ao longo do tempo e reduz a exposição dos trabalhadores. Na média anual, enquanto a proposta da gestão (21×21) aumenta em 37 dias, o que representa um acréscimo de 25% na escala e exposição dos trabalhadores, a escala proposta pela FUP e sindicatos reduz em 24 dias, o que representa 16% a menos de exposição.”

Denuncie

O sindicato orienta a categoria a continuar a enviar evidências de execução do 21×21. Os relatos podem ser enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A identidade dos denunciantes é preservada.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Gerente Geral (GG) da RLAM, em mais um ato antissindical, de abuso e assédio moral, chamou a atenção de um trabalhador porque ele estava usando uma máscara de proteção contra a Covid-19, confeccionada pelo Sindipetro Bahia.

Segundo o GG “o uso da máscara fere o código de ética da empresa, por ser propaganda política e por isso o seu uso é proibido nas dependências da Petrobras”.

O GG está mal informado ou age de má fé. A proibição do uso da máscara se configura em censura e mostra que o papel do GG na refinaria é defender, não a Petrobrás, mas os interesses do governo federal de privatizar as unidades do Sistema Petrobrás, impedir a organização sindical, intimidar e, assim perseguir e inibir a reação dos trabalhadores contra esse processo de privatização.

Aliás, esse GG já está ficando bastante conhecido pela prática da politica antissindical e também de perseguição aos trabalhadores próprios e terceirizados, a exemplo do que fez recentemente ao mandar demitir um terceirizado só porque ele estava com as pernas apoiadas em uma cadeira.

O trabalhador tem o direito de usar a logomarca do seu sindicato, onde também consta a frase “privatizar faz mal ao Brasil”, utilizada há mais de 20 anos pelo movimento petroleiro, inclusive, nas dependências da Petrobrás, sem ter gerado antes da gestão bolsonarista nenhum tipo de censura.

Não há na frase ou no uso da máscara por parte do trabalhador nenhuma conotação político-partidária. Quem afronta a lei e assume uma postura política com essa atitude abusiva, é o GG da RLAM. O trabalhador tem o direito de utilizar a máscara e de emitir sua opinião, mesmo nas dependências da Petrobrás, assim como ostentar, com orgulho, a logomarca do seu sindicato.

A liberdade de expressão, de opinião e crença são direitos do cidadão, garantidos no artigo 5 º da Constituição Federal.

O Sindipetro Bahia está denunciando o fato ao Ministério Público do Trabalho para inquérito civil, independente de ações próprias na Justiça do Trabalho, inclusive com pedidos de condenação direcionado à pessoa do gestor que pratica tal ato ilícito.


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[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina protocolaram ofício no sábado (03) junto à Repar no qual notifica a empresa sobre o descumprimento do Decreto Estadual nº. 7.145, de 23 de março de 2021, por conta da realização dos serviços de parada de manutenção da unidade. 

A determinação estabelece medidas restritivas a atividades e serviços para enfrentamento da emergência em saúde pública, visando à proteção da coletividade, de acordo com a situação epidêmica do coronavírus. “O Decreto, aplicável ao município de Araucária, não contempla as atividades de manutenção industrial programada como atividade essencial, o que torna vedada a atividade no período de restrição de atividades pela autoridade pública”, diz trecho da notificação. 

O Sindicato, preocupado com as condições de segurança e saúde dos trabalhadores mediante o agravamento da crise sanitária, solicitou a suspensão da parada de manutenção já em 09 de março. A refinaria enviou resposta formal ao Sindipetro no dia 13 (leia aqui) e comunicou que “após a análise dos cenários interno e externo e os limites seguros para realização da intervenção, definiu pela postergação para 12 de abril”.   

Porém, a empresa não honrou com sua palavra e continuou com os serviços (leia aqui), causando aglomerações na área industrial. “a REPAR contratou cerca de 700 trabalhadores terceirizados para executar serviços presenciais de manutenção de equipamentos, na chamada ‘parada de manutenção’. Esses trabalhadores se juntam a outros cerca de 400 trabalhadores efetivos da REPAR, que prestam serviços no mesmo local. Assim, a empresa promove, desnecessariamente, aglomerações de grandes proporções em ambientes de trabalho”, alerta o novo ofício do Sindicato. 

Na última sexta-feira (02) o Sindipetro PR e SC noticiou mais uma morte de trabalhador terceirizado na Repar por Covid-19 (leia aqui), a terceira no período de dez dias.     

O desprezo à vida por parte da Petrobrás fica ainda mais evidente com a continuação do plano da parada de manutenção, que no seu ápice vai mobilizar dois mil trabalhadores na mesma planta industrial.  Isso “viola as normas de saúde pública de combate à Covid-19, ao direito ao trabalho seguro e à vida dos trabalhadores. A contenção da transmissão do coronavírus é uma norma de saúde pública com objetivo de salvar vidas, o que impõe à empresa o dever de cumpri-las e, também, adotar outras medidas recomendáveis para proteção à propagação do vírus na comunidade”. 

Cabe ressaltar que o Sindipetro cobrou a suspensão da parada em outros cinco Comunicados Sindicais (CS 028, de 09/03/21; CS 032, de 12/03/21; CS 036, de 24/03/21; CS 038 e 039, de 25/03/21). 

Por fim, no novo ofício o Sindicato alerta que “diante da natureza dos graves e iminentes riscos à saúde e à vida dos trabalhadores e à população, potencializados exclusivamente pelos atos de gestão da empresa no cenário epidemiológico da Covid-19; fica o senhor gerente geral e prepostos da companhia, notificados, para os devidos fins, da responsabilidade civil e criminal por atos de ação ou omissão pela manutenção das atividades de manutenção e operação da Repar”. 

O conteúdo da notificação do Sindicato foi encaminhado aos órgãos públicos competentes em forma de denúncia. O Ministério Público do Trabalho (MPT-PR), o Ministério Público Estadual (MPE), a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PR) e as secretarias de saúde de Araucária e do Paraná foram comunicados sobre a situação na refinaria. 

O Sindipetro PR e SC seguirá tomando todas as ações possíveis para barrar as atividades não essenciais e resguardar a saúde dos trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Já são três mortes por Covid-19 na refinaria e a empresa sequer se manifesta. Pior ainda, causa mais aglomerações com os serviços de parada de manutenção. Há evidências de que a contaminação da última vítima ocorreu dentro das instalações da Repar

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC] 

A preocupação com as condições de segurança na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, aumenta a cada dia. A unidade soma três mortes de trabalhadores por Covid-19 nos últimos dez dias, todos eram jovens. 

Há mais de um ano o Sindipetro PR e SC cobra da Petrobrás acesso às informações sobre a pandemia nas suas instalações e a aplicação de medidas de proteção para evitar a disseminação do coronavírus entre os trabalhadores. 

As respostas sempre foram superficiais e a postura negligente da empresa ganhou traços de desprezo à vida com a insistência da gestão da Repar em realizar a parada de manutenção, mesmo com o agravamento da crise sanitária e o colapso dos sistemas público e privado de saúde. 

O gigantesco procedimento industrial foi iniciado no último dia 29 e deve aumentar a partir de 12 de abril. Significa adicionar cerca de dois mil trabalhadores na rotina da unidade. Cabe ressaltar que os serviços de pré-parada, com cerca de 800 profissionais em oficinas de manutenção e outros ambientes compartilhados, estão em andamento. As aglomerações, principais vetores de transmissão do vírus, são inevitáveis, sobretudo nas áreas industriais, andaimes, equipamentos e oficinas, nas quais já foram percebidas concentrações de pessoas. 

As informações do mais recente boletim de monitoramento sobre a pandemia no Sistema Petrobrás, do Ministério de Minas e Energia, apontam que foram registrados 331 casos de contaminação nas unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina, com três mortes. Os dados, infelizmente, estão desatualizados, pois não contabilizam o falecimento de mais um trabalhador terceirizado da Repar, no início da tarde de quinta-feira (01), vítima da Covid-19.  

Diante desse cenário, a luta coletiva dos petroleiros transcende de patamar e se torna questão de sobrevivência. “Deve acontecer uma greve sanitária se não houver uma grande mudança de postura da empresa sobre as condições das instalações e cuidado com as pessoas que circulam na Repar”, avalia Alexandro Guilherme Jorge, presidente do Sindipetro PR e SC. Ele acrescenta que é de extrema importância que as denúncias da base, feitas desde o início da pandemia, continuem. “Através desses relatos conseguimos munir o Ministério Público do Trabalho e a Delegacia Regional do Trabalho, assim como as secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, com informações sobre a situação na refinaria”. 

Fica a pergunta aos gestores da Repar: quantas vidas precisam ser ceifadas para a suspensão da parada de manutenção? 

O Sindicato pede mesa de negociação com a gestão desde a primeira morte por Covid-19 na refinaria, o que não foi atendido até agora. Na Regap ocorreram quatro mortes e a parada foi suspensa sem prazo de retorno. O Sindipetro PR e SC exige, no mínimo, o mesmo tratamento que foi dado na unidade de Minas Gerais.

Morte por contaminações dentro da Repar

A mistura de sentimentos de tristeza e revolta paira sobre os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, com a informação da morte de Carlos Eduardo Correa dos Santos (Cadu), aos 45 anos, na tarde da última quinta-feira (01). 

Casado e pai de gêmeos, um menino e uma menina, o supervisor de controle de qualidade da empresa Service Engenharia, contratada para a parada de manutenção da Repar, foi a terceira vítima da Covid-19 na unidade dentro do período de dez dias. 

A tristeza vem naturalmente da perda de um companheiro. Já a revolta é motivada pela postura da gestão, que sequer teve a sensibilidade de informar o falecimento à força de trabalho. 

Também fica escancarado o desprezo da empresa perante os que ficam, pois mantém os serviços da parada de manutenção da Repar, mesmo diante do pior momento da pandemia do coronavírus. O procedimento industrial adiciona à rotina da refinaria centenas de trabalhadores e causa, inevitavelmente, aglomerações por todos os cantos. 

Há evidências de que a contaminação de Cadu, como era conhecido na área, ocorreu dentro das instalações da refinaria, uma vez que outros funcionários da terceirizada testaram positivo para a Covid-19. 

O corpo foi sepultado na sexta-feira (02), no município de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre-RS, terra do Cadu. 

O Sindipetro exige a suspensão da parada de manutenção da Repar para que as notícias de mortes na unidade deixem de se repetir. 

Aos familiares e amigos do companheiro Carlos Eduardo os nossos mais profundos sentimentos.  

Denuncie

Qualquer situação de risco de contaminação deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, principalmente no período de serviços de pré-parada, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Sucessivos ataques ao movimento sindical no Brasil estão se repetindo nos últimos anos vindos da Justiça do Trabalho, com o claro objetivo de enfraquecer a defesa dos trabalhadores brasileiros.

Recentemente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais determinou que o Sindipetro/MG retire de suas redes sociais e site vídeos e imagens que foram publicados para denunciar as práticas irresponsáveis da Petrobras diante do surto de Covid-19 na Refinaria Gabriel Passos (Regap).

Sob a acusação de que o Sindipetro/MG está violando o direito de propriedade intelectual e industrial da Petrobras, o argumento usado pela empresa é de que o Sindicato tem a intenção de colocar a sociedade contra a Petrobras ao fazer uso de imagens internas da empresa e de seu logo na comunicação com os trabalhadores.

Segundo o departamento jurídico, o Sindicato irá recorrer da decisão por meio do recurso de agravo de instrumento para tentar reverter a decisão em segunda instância. 

Multas

Valores de multas extremamente altos e desproporcionais ao tamanho dos sindicatos também têm sido aplicados durante os movimentos grevistas, como artifícios usados na tentativa de enfraquecer as instituições.

Um claro exemplo disso são as decisões da Justiça contra o movimento grevista dos petroleiros em 2018 e 2020, que determinou a ilegalidade do movimento e multas com valores entre R$ 250 mil a R$ 2 milhões por dia para cada sindicato.

No ano passado, o Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de um contingente de 90% de trabalhadores durante a greve, sob pena de multa diária de R$ 25 mil para os sindicatos de pequeno e médio portes e de R$ 500 mil para a FUP e os sindicatos de maior porte.

Suspenso o movimento grevista, os sindicatos e a Petrobras chegaram a um acordo em que ficou estabelecido, dentre outras cláusulas, a retenção pela Petrobras das mensalidades associativas não repassadas, no total de R$ 2.475.812,25, para parcial ressarcimento dos danos sofridos pela empresa durante a greve. 

Já em 2018, a Ministra Maria de Assis Calsing chegou a elevar a multa diária a R$ 2 milhões para cada entidade sindical, bem como determinou que a Polícia Federal apurasse o crime de desobediência. 

Diante da decisão arbitrária e política do TST, os sindicatos suspenderam a greve, que tinham o objetivo de lutar pela redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; pela manutenção dos empregos e retomada da produção interna de combustíveis; pelo fim das importações da gasolina e outros derivados de petróleo; e contra as privatizações e desmonte do Sistema Petrobrás.

“A cobrança de multas elevadíssimas, no patamar que o TST vem estabelecendo, é uma clara tentativa de asfixiar e inibir a prática sindical, notadamente após a Lei 13.467/17 por meio da qual se extinguiu a contribuição sindical obrigatória. Isso porque a sobrevivência dos sindicatos depende diretamente da contribuição dos empregados e os valores exorbitantes de multas aplicadas revelam o claro objetivo de cercear o direito de greve, penalizar os trabalhadores e conter qualquer mobilização”, declarou o Departamento Jurídico do Sindipetro/MG.

Após o RH da Petrobrás apresentar a escala absurda de 21x28x21x35, negar testagem a todos no desembarque e não realizar protocolos adequados que garantam o trabalho seguro a bordo, o Sindipetro-NF recebeu denúncias dos trabalhadores de que a gestão a bordo da P-54 não somente se contaminou, como disseminou o vírus para outros trabalhadores e trabalhadoras.

Segundo apurado, o GEPLAT a bordo apresentou sintomas no dia 26/03 e ao invés de desembarcar ficou despachando do seu camarote, inclusive acessando o fumódromo, expondo dezenas de trabalhadores embarcados. De acordo com as denúncias a situação agravou-se nos dias seguintes e o mesmo só desembarcou em vôo sanitário no dia 30/03.

Neste mesmo período, outros trabalhadores apresentaram sintomas, incluindo a liderança a bordo, como supervisor e coordenador.

O negacionismo presente na alta gestão da empresa reflete no posicionamento da liderança a bordo e coloca em risco a vida não só dos contaminados a bordo como também das suas famílias e demais contactantes.

É urgente a testagem de todos a bordo da P-54, assim como uma descontaminação geral na unidade.

Este novo surto de COVID na plataforma reforça o que o Sindipetro-NF vem denunciando desde o início da pandemia: os protocolos da empresa são falhos e não garantem o trabalho seguro e livres de contaminação e que neste período crítico a permanência dos trabalhadores a bordo deve ser no menor tempo possível seguindo um isolamento prolongado em casa, por isso defendemos e lutaremos que seja implantado a escala 14×28 para todos!

[Da Imprensa do Sindipetro NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.